Archive for maio, 2018

Solenidade do Corpo e Sangue de Deus

Corpus Domini EucaristiaCorpus Domini Eucaristia  (Vatican Media)

Na Ceia, Jesus dá graças ao Pai, como autor da vida, de todo dom. Ele o faz com seu sangue e seu corpo.

Padre César Augusto dos Santos – Cidade do Vaticano

A solenidade do Corpo e Sangue de Cristo nos leva à tomada de consciência da grandiosidade da amizade selada entre Deus e o Homem.

No passado, nos diz a primeira leitura tirada do livro do Êxodo, a aliança entre Javé e o Povo de Israel se dava através da aspersão do sangue de animais. Metade era aspergida sobre o altar, símbolo de Deus e a outra metade sobre o povo. Isso deveria se repetir sempre a cada ano.

Ouça e compartilhe!

No Evangelho, Jesus diz que ele está realizando a nova e eterna aliança, através do derramamento de seu sangue. Jesus a realizou na Ceia e no Calvário.

Na Ceia, Jesus dá graças ao Pai, como autor da vida, de todo dom. Ele o faz com seu sangue e seu corpo.

A segunda leitura, da Carta aos Hebreus, nos diz que esse gesto de Jesus é muito superior ao antigo por vários motivos:

– quem o oferece não é um sacerdote qualquer, mas Jesus;

– como não tem pecado, ele não o oferece por si, mas por todos os homens. No ritual antigo, o sacrifício era oferecido apenas em favor de um povo;

– enquanto o sacerdote da antiga aliança deveria atravessar o véu do templo para oferecer o sacrifício, Jesus atravessou uma tenda não feita por mãos humanas, não pertencendo a esta criação;

– também o sangue usado por Jesus se difere do usado pelos demais sacerdotes. Esses usavam o sangue de animais. Jesus usou o próprio sangue e com ele nos obteve a libertação definitiva.

Podemos transformar esse gesto tão grandioso de Jesus, realizado na Santa Ceia e concretizado na Cruz, em um mero ato de piedade ou na celebração da vida, celebração de dar graças, em Eucaristia. Tudo dependerá de nosso modo de vivenciar a missa.

Vamos a ela como mera devoção e para o cumprimento do preceito dominical e também por uma questão social ou quando nos dirigimos à sua celebração é para participar do gesto eucarístico de Jesus?

Vamos à missa para tomarmos em nossas mãos o pão e o vinho, os dons que recebemos do Pai, agradecer e nos entregarmos ao serviço de muitos como fez Jesus?

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31 de maio de 2018 at 16:20 Deixe um comentário

Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo

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HOMILIA DO PAPA BENTO XVI

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

“Este é o meu corpo, este é o meu sangue”

Queridos irmãos e irmãs!

Estas palavras que Jesus pronunciou na Última Ceia, são repetidas todas as vezes que se renova o Sacrifício eucarístico. Ouvimo-las há pouco no Evangelho de Marcos e ressoam com singular poder evocativo hoje, solenidade do Corpus Christi. Elas conduzem-nos idealmente ao Cenáculo, fazem-nos reviver o clima espiritual daquela noite quando, celebrando a Páscoa com os seus, o Senhor antecipou no mistério o sacrifício que se teria consumado no dia seguinte na cruz. A instituição da Eucaristia parece-nos assim como que a antecipação e a aceitação por parte de Jesus da sua morte. Escreve a propósito Santo Efrém, o Sírio: durante a ceia Jesus imolou-se a si mesmo; na cruz Ele foi imolado pelos outros (cf. Hino sobre a crucifixão, 3, 1).

“Este é o meu sangue”. É aqui evidente a referência à linguagem sacrifical de Israel. Jesus apresenta-se a si mesmo como o sacrifício verdadeiro e definitivo, no qual se realiza a expiação dos pecados que, nos ritos do Antigo Testamento, nunca tinha sido totalmente cumprido. A esta expressão seguem-se outras duas muito significativas. Antes de tudo, Jesus Cristo diz que o seu sangue “é derramado por muitos” com uma referência compreensível aos cânticos do Servo de Deus, que se encontram no livro de Isaías (cf. cap. 53). Com o acréscimo – “sangue da aliança” – Jesus faz ainda sobressair que, graças à sua morte, se realiza a profecia da nova aliança fundada na fidelidade e no amor infinito do Filho que se fez homem, por isso uma aliança mais forte que todos os pecados da humanidade. A antiga aliança tinha sido sancionada no Sinai com um rito sacrifical de animais, como ouvimos na primeira leitura, e o povo eleito, libertado da escravidão do Egipto, tinha prometido cumprir todos os mandamentos dados pelo Senhor (cf. Êx 24,3).

Na verdade, Israel imediatamente, com a construção do bezerro de ouro, mostrou-se incapaz de se manter fiel a esta promessa e assim, ao pacto estabelecido, que aliás em seguida transgrediu com muita frequência, adaptando ao seu coração de pedra a Lei que lhe deveria ter ensinado o caminho da vida. Mas o Senhor não faltou à sua promessa e, através dos profetas, preocupou-se por recordar a dimensão interior da aliança, e anunciou que teria escrito uma nova nos corações dos seus fiéis (cf. Jr 31, 33), transformando-os com o dom do Espírito (cf. Ez 36, 25-27). E foi durante a Última Ceia que estabeleceu com os discípulos e com a humanidade esta nova aliança, confirmando-a não com sacrifícios de animais como acontecia no passado, mas com o seu sangue, que se tornou “sangue da nova aliança”. Portanto, fundou-a na própria obediência que, como eu disse, é mais forte que todos os nossos pecados.

Isto é bem evidenciado na segunda leitura, tirada da Carta aos Hebreus, na qual o autor sagrado declara que Jesus é “mediador de uma aliança nova” (9, 15). Tornou-se mediador graças ao seu sangue ou, mais exactamente, graças ao dom de si mesmo, que dá pleno valor ao derramamento do seu sangue. Na cruz, Jesus é ao mesmo tempo vítima e sacerdote: vítima digna de Deus porque é sem mancha, e sumo sacerdote que se oferece a si mesmo, sob o impulso do Espírito Santo, e intercede pela humanidade inteira. A Cruz é por conseguinte mistério de amor e de salvação, que nos purifica – como diz a Carta aos Hebreus – das “obras mortas”, isto é, dos pecados, e nos santifica esculpindo a aliança nova no nosso coração; a Eucaristia, renovando o sacrifício da Cruz, torna-nos capazes de viver fielmente a comunhão com Deus.

Queridos irmãos e irmãs que saúdo todos com afecto começando pelo Cardeal Vigário e pelos outros Cardeais e Bispos presentes como o povo eleito reunido na assembleia do Sinai, também nós esta tarde queremos reafirmar a nossa fidelidade ao Senhor. Há alguns dias, na abertura do congresso diocesano anual, ressaltei a importância de permanecer, como Igreja, à escuta da Palavra de Deus na oração e perscrutar as Escrituras, sobretudo com a prática da lectio divina, da leitura meditada e adorante da Bíblia. Sei que muitas iniciativas foram promovidas a este propósito nas paróquias, nos seminários, nas comunidades religiosas, no âmbito das confrarias, das associações e dos movimentos apostólicos, que enriquecem a nossa comunidade diocesana. Aos membros destes numerosos organismos eclesiais dirijo a minha saudação fraterna. A vossa numerosa presença nesta celebração, queridos amigos, ressalta que a nossa comunidade, caracterizada por uma pluralidade de culturas e de experiências diversas, é plasmada por Deus como “seu” povo, como o único Corpo de Cristo, graças à nossa sincera participação na dúplice mesa da Palavra e da Eucaristia. Alimentados de Cristo, nós, seus discípulos, recebemos a missão de ser “a alma” desta nossa cidade (cf. Carta a Diogneto, 6, ed Funk, i, p. 400; veja também lg, 38) fermento de renovação, pão “partido” para todos, sobretudo para quantos se encontram em situações de mal-estar, de pobreza e de sofrimento físico e espiritual. Tornemo-nos testemunhas do seu amor.

Dirijo-me particularmente a vós, queridos sacerdotes, que Cristo escolheu para que juntamente com Ele possais viver a vossa vida como sacrifício de louvor para a salvação do mundo. Só da união com Jesus podeis tirar aquela fecundidade espiritual que é geradora de esperança no vosso ministério pastoral. São Leão Magno recorda que “a nossa participação no corpo e no sangue de Cristo não tende para se tornar senão o que recebemos” (Sermo 12, De Passione 3, 7, pl 54). Se isto é verdadeiro para cada cristão, com mais razão o é para nós sacerdotes. Tornar-se Eucaristia! Seja precisamente este o nosso constante desejo e compromisso, para que a oferta do corpo e do sangue do Senhor que fazemos no altar, seja acompanhada pelo sacrifício da nossa existência. Todos os dias, haurimos do Corpo e Sangue do Senhor aquele amor livre e puro que nos torna ministros dignos de Cristo e testemunhas da sua alegria. É quanto os fiéis esperam do sacerdote: isto é, o exemplo de uma autêntica devoção à Eucaristia; gostam de o ver transcorrer longas pausas de silêncio e de adoração diante de Jesus como fazia o santo Cura d’Ars, que recordaremos de modo particular durante o já eminente Ano Sacerdotal.

São João Maria Vianney gostava de dizer aos seus paroquianos: “Vinde à comunhão… É verdade que não sois dignos dela, mas dela tendes necessidade” (Bernard Nodet, Le curé d’Ars. Sa pensée Son coeur, ed. Xavier Mappus, Paris 1995, p. 119). Conscientes de sermos inadequados por causa dos pecados, mas com a necessidade de nos alimentarmos do amor que o Senhor nos oferece no sacramento eucarístico, renovemos esta tarde a nossa fé na real presença de Cristo na Eucaristia. Não se deve dar por certa esta fé! Hoje corre-se o risco de uma secularização rastejante também no interior da Igreja, que se pode traduzir num culto eucarístico formal e vazio, em celebrações sem aquela participação do coração que se expressa em veneração e respeito pela liturgia. É sempre forte a tentação de reduzir a oração a momentos superficiais e apressados, deixando-se subjugar pelas actividades e preocupações terrenas. Quando daqui a pouco repetirmos o Pai-Nosso, a oração por excelência, diremos: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”, pensando naturalmente no pão de todos os dias. Mas este pedido contém algo mais profundo. A palavra grega epioúsios, que traduzimos com “quotidiano”, poderia aludir também ao pão “sobre-substancial”, ao pão “do mundo futuro”. Alguns Padres da Igreja viram aqui uma referência à Eucaristia, o pão da vida eterna do mundo novo, que nos é dado já hoje na Santa Missa, para que desde agora o mundo futuro tenha início em nós. Portanto, com a Eucaristia o céu vem à terra, o amanhã de Deus desce ao presente e o tempo é como que abraçado pela eternidade divina.

Amados irmãos e irmãs, como todos os anos, no final da Santa Missa, terá lugar a tradicional procissão eucarística e elevaremos, com as orações e os cânticos, uma coral imploração ao Senhor presente na hóstia consagrada. Dir-lhe-emos em nome de toda a Cidade: permanece connosco, Jesus, doa-te a nós e dá-nos o pão que nos alimenta para a vida eterna! Liberta este mundo do veneno do mal, da violência e do ódio que polui as consciências, purifica-o com o poder do teu amor misericordioso. E tu, Maria, que foste mulher “eucarística” durante toda a tua vida, ajuda-nos a caminhar unidos rumo à meta celeste, alimentados pelo Corpo e Sangue de Cristo, pão de vida eterna e fármaco da imortalidade divina. Amém!

31 de maio de 2018 at 5:40 Deixe um comentário

Visitação de Nossa Senhora

31-05

Após a anunciação do anjo, Maria sai (apressadamente, diz Lucas) para visitar sua prima Isabel e prestar-lhe serviços. Ajuntando-se provavelmente a alguma caravana de peregrinos que vão à Jerusalém, passa a Samaria e atinge Ain-Karin, na Judeia, onde mora a família de Zacarias. É fácil imaginar os sentimentos que povoam sua alma na meditação do mistério anunciado pelo anjo. São sentimentos de humilde gratidão para com a grandeza e bondade de Deus, que Maria expressará na presença da prima com o hino do Magnificat, a expressão “do amor jubiloso que canta e louva o amado” (diz são Bernardino de Sena): “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador…”.

A presença do Verbo encarnado em Maria é causa de graça para Isabel que, inspirada, percebe os grandes mistérios que se operam na jovem prima, a sua dignidade de Mãe de Deus, a sua fé na palavra divina e a santificação do precursor, que exulta de alegria no ventre da mãe. Maria ficou com Isabel até o nascimento de João Batista, aguardando provavelmente outros oito dias para o rito da imposição do nome. Aceitando esta contagem do período passado junto com a prima Isabel, a festa da Visitação, de origem franciscana (os frades menores já a celebravam em 1263), era celebrada a dois de julho, isto é, ao término da visita de Maria. Teria sido mais lógico colocar a memória depois do dia 25 de março, festa da Anunciação, mas procurou-se evitar que caísse no período quaresmal.

A festa foi depois estendida a toda a Igreja Latina pelo papa Urbano VI para propiciar com a intercessão de Maria a paz e a unidade dos cristãos divididos pelo grande cisma do Ocidente. O sínodo de Basileia, na sessão do 1º de julho de 1441, confirmou a festividade da Visitação, não aceita, no início pelos Estados que defendiam o antipapa.

O atual calendário litúrgico, não levando em conta a cronologia sugerida pelo episódio evangélico, abandonou a data tradicional de 2 de julho (antigamente a Visitação era celebrada também em outras datas) para fixar-lhe a memória no último dia de maio, como coroação do mês que a devoção popular consagra ao culto particular da Virgem. “Na Encarnação — comenta são Francisco de Sales — Maria se humilha confessando-se a serva do Senhor… Porém, Maria não fica só na humilhação diante de Deus, pois sabe que a caridade e a humildade não são perfeitas se não passam de Deus ao próximo. Não é possível amar Deus que não vemos, se não amamos os homens que vemos. Esta parte realiza-se na Visitação”.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

Fonte: Site da Ed. Paulus

31 de maio de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Papa: a missão do bispo é cuidar do rebanho, não fazer carreira

Papa celebra a missa na Casa Santa MartaPapa celebra a missa na Casa Santa Marta  (Vatican Media)

Francisco falou da missão do bispo inspirando-se na despedida de Paulo dos anciãos em Éfeso. “Paulo não tinha nada, somente a graça de Deus, a coragem apostólica e a revelação de Jesus Cristo.”

Adriana Masotti – Cidade do Vaticano

“É uma passagem forte, que chega ao coração, é também um trecho que nos mostra o caminho de cada bispo no momento da despedida”. Na homilia da missa celebrada na manhã desta terça-feira (15/05) na capela da Casa Santa Marta, o Papa escolheu comentar a Primeira Leitura, extraída dos Atos dos Apóstolos.

O momento da despedida

O trecho narra o momento em que Paulo convoca em Éfeso os anciãos da Igreja, os presbíteros. É feita uma reunião do conselho presbiteral para que Paulo se despeça deles e como primeiro ato ele faz uma espécie de exame de consciência, dizendo o que fez pela comunidade, submetendo-se ao juízo deles. Paulo parece um pouco orgulhoso, disse Francisco, mas ao invés é objetivo. Vangloria-se somente de suas coisas: dos próprios pecados e da cruz de Jesus Cristo que o salvou. Depois, explica que agora, advertido pelo Espírito Santo, deve ir a Jerusalém.

E o Papa comentou: “Esta é experiência do bispo, o bispo que sabe discernir o Espírito, que sabe discernir quando é o Espírito de Deus que fala e que sabe defender-se quando fala o espírito do mundo”.

Paulo sabe que, de alguma forma, está indo ao encontro de “tribulações, rumo à cruz e isso nos faz pensar no ingresso de Jesus em Jerusalém. Ele entra para sofrer e Paulo vai rumo à paixão”. O apóstolo – disse ainda Francisco – “se oferece ao Senhor, obediente. Advertido pelo Espírito. O bispo que vai avante sempre, mas segundo o Espírito Santo. Este é Paulo”.

Testamento espiritual

Por fim, se despede em meio à dor dos presentes, e deixa conselhos, o seu testamento:

Ele não aconselha: “Este bem que deixo deem a ele, isto àquele, àquele outro…”. O testamento mundano, não?. O seu grande amor é Jesus Cristo. O segundo amor, o rebanho. “Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho”. Cuidem do rebanho; sejam bispos para o rebanho, para proteger o rebanho, não para subir numa carreira eclesiástica, não.

Paulo confia os presbíteros a Deus certos de que Ele os protegerá, e os ajudará. Depois, retoma a sua experiência dizendo que não desejou para si ‘nem prata nem ouro ou vestes de ninguém’.

O testamento de Paulo é um testemunho. É também um anúncio. É também um desafio: “Eu fiz este caminho. Continuem vocês”. Quão distante é este testamento dos testamentos mundanos: “Isso eu deixo a ele, isto àquele, isto àquele outro …”, tantos bens. Paulo não tinha nada, somente a graça de Deus, a coragem apostólica, a revelação de Jesus Cristo e a salvação que o Senhor tinha dado a ele.

Despedir-se com amor

“Quando eu leio isto, penso em mim” – afirmou Francisco – “porque sou bispo e devo me despedir”. E concluiu:

Peço ao Senhor a graça de me despedir assim. E no exame de consciência, não sairei vencedor como Paulo … Mas o Senhor é bom, é misericordioso, mas … Penso nos bispos, em todos os bispos. Que o Senhor dê a graça a todos nós de poder nos despedir assim, com este espírito, com esta força, com este amor a Jesus Cristo, com esta confiança no Espírito Santo.

30 de maio de 2018 at 5:53 Deixe um comentário

Eucaristia

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“A Eucaristia nos fortalece para darmos frutos de boas obras e vivermos como verdadeiros cristãos”. (Papa Francisco em 29/05/18)

30 de maio de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Encontro das Famílias: Papa concede o dom das indulgências

Papa concede indulgências por ocasião do Encontro Mundial das Famílias

Decreto da Penitenciaria Apostólica explica as condições para a indulgência concedida por ocasião do Encontro Mundial das famílias de Dublin.

Cidade do Vaticano

Por ocasião do IX Encontro Mundial das Famílias, o Papa Francisco concederá o dom das indulgências aos fiéis. O anúncio foi feito pela Penitenciaria Apostólica com um decreto emitido na segunda-feira (21/05).

O evento se realizará em Dublin, na Irlanda, de 21 a 26 de agosto.

De acordo com o decreto, a indulgência plenária será concedida “às condições usuais (confissão sacramental, comunhão eucarística e orações de acordo com as intenções do Santo Padre) aos fiéis que, com a alma desapegada de qualquer pecado, participarão devotadamente de alguma função “durante o Encontro”, bem como de sua solene conclusão “, na presença do Papa Francisco.

Aqueles que não puderem comparecer ao evento – lê-se ainda no decreto – poderão obter a indulgência nos mesmos termos se, “espiritualmente unidos aos fiéis presentes em Dublin, recitarem o Pai-Nosso, o Credo e outras orações devocionais para invocar da Divina Misericórdia os propósitos indicados acima, especialmente quando as palavras do Pontífice forem transmitidas na televisão e no rádio”.

Por fim, “a indulgência parcial será concedida aos fiéis sempre que, com um coração contrito, no tempo indicado, rezarem pelo bem das famílias”.

Mais de 20 mil inscritos

Atualmente, existem cerca de 22 mil pessoas registradas no Encontro, oriundas de 103 nações e metade vem de fora da Irlanda. Com 28% dos menores de 18 anos, este Encontro Mundial das Famílias é o que tem o maior índice de jovens.

Existem 3500 voluntários já em formação; enquanto o ícone oficial continua peregrinando por todas as dioceses da Irlanda.

29 de maio de 2018 at 5:47 Deixe um comentário

Frases sobre a Eucaristia – de São Pedro Julião Eymard

Eucaristia, cálice e hóstias para a sagrada comunhão

1-“Jesus não só se multiplica nas Santas Partículas, mas, ao mesmo tempo, por uma maravilha ligada a esta, está simultaneamente por toda a parte”.

2-“Pela Eucaristia a Igreja se torna poderosa e fecunda”.

3-“O amor de Jesus Cristo para com sua Igreja constitui outro motivo pelo qual instituiu a Eucaristia”.

4-“Ah! nada é tão belo quanto a Eucaristia. Mas só lhe compreendem a beleza as almas piedosas que comungam, que refletem”.

5-“Nosso Senhor, nosso modelo na Eucaristia, nos ensina as virtudes que formam os santos”.

6-“Nosso Senhor, no Santíssimo Sacramento, opera e trabalha. É mediador, salvador das almas”.

7-“É na Santa Eucaristia que Nosso Senhor nos dá o suave penhor do seu Amor pessoal, como a amigos”.

8-“Na Comunhão temos, portanto,  a preparação para o Céu, e quão grande é a graça de morrer depois de ter recebido o Santo Viático”.

9-“É na Eucaristia que Jesus Cristo, firmando novamente sua tenda para sempre em nosso meio, nos permitiu habitar com Ele no seu Tabor eucarístico”.

10-“Visitai mais frequente e longamente o Santíssimo Sacramento”.

11-“A Igreja no-lo disse: Jesus Cristo está verdadeiramente presente na Hóstia Santa”.

12-“A Eucaristia nivelando os homens, constitui a verdadeira igualdade”.

Extraído do livro “A Divina Eucaristia” ( vol. 1 – Ed. Loyola)

29 de maio de 2018 at 5:38 Deixe um comentário

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