Archive for setembro, 2014

Vigésimo Sétimo Domingo do Tempo Comum – Parábola dos Vinhateiros – São Mateus 21, 33-43 – 05 de Outubro

33. Ouvi outra parábola: havia um pai de família que plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, cavou um lagar e edificou uma torre. E, tendo-a arrendado a lavradores, deixou o país.

34. Vindo o tempo da colheita, enviou seus servos aos lavradores para recolher o produto de sua vinha.

35. Mas os lavradores agarraram os servos, feriram um, mataram outro e apedrejaram o terceiro.

36. Enviou outros servos em maior número que os primeiros, e fizeram-lhes o mesmo.

37. Enfim, enviou seu próprio filho, dizendo: Hão de respeitar meu filho.

38. Os lavradores, porém, vendo o filho, disseram uns aos outros: Eis o herdeiro! Matemo-lo e teremos a sua herança!

39. Lançaram-lhe as mãos, conduziram-no para fora da vinha e o assassinaram.

40. Pois bem: quando voltar o senhor da vinha, que fará ele àqueles lavradores?

41. Responderam-lhe: Mandará matar sem piedade aqueles miseráveis e arrendará sua vinha a outros lavradores que lhe pagarão o produto em seu tempo.

42. Jesus acrescentou: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; isto é obra do Senhor, e é admirável aos nossos olhos (Sl 117,22)?

43. Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele.

“Vinha amada do Senhor, a Igreja se reúne para orar, suplicar e fazer sua ação de graças ao Deus da paz. A páscoa de Jesus se realiza nas comunidades abertas à palavra da vida e dispostas a produzir muitos e bons frutos. Neste mês das missões, com o tema: “missão para libertar”, somos convidados a aprofundar a reflexão da Campanha da Fraternidade sobre a realidade cruel do tráfico humano”. (Liturgia Diária)

A Parábola

Papa Emérito Bento XVI resumiu assim: Jesus dá “ênfase não tanto à sua vinha, como sobretudo aos vinhateiros, aos quais os “servos” do dono pedem, em seu nome, o valor da renda. Porém, os servos são maltratados e até mortos. Como não pensar nas vicissitudes do povo eleito e na sorte reservada aos profetas enviados por Deus? No final, o proprietário da vinha faz a última tentativa: envia o seu próprio filho, convencido de que pelo menos a ele dariam ouvidos. No entanto, acontece o contrário: os vinhateiros matam-no precisamente porque é o filho, ou seja, o herdeiro, persuadidos de poder deste modo tomar posse da vinha facilmente”.

“Todos somos trabalhadores do reino de Deus e também responsáveis pelo seu crescimento”. (Liturgia Diária)

Enfim, enviou seu próprio Filho

São João Paulo II ensinou: “De sua parte, o Pai manifesta esta relação singular que o Filho mantém com Ele, chamando-O seu «predileto»: assim no batismo no Jordão (Mc 1, 11) e na Transfiguração (Mc 9, 7). Jesus reflete-se também como filho de modo especial na parábola dos maus vinhateiros, que maltratam em primeiro lugar os dois servos e, depois, o «filho predileto» do senhor, enviados para recolher os frutos da vinha (Mc 12, 1-11, especialmente v. 6)”.

São Máximo de Turim disse: “Porque é que, esperando Eu que desse boas uvas, apenas produziu agraços? (Is 5,4). Terra ingrata! Ela, que deveria oferecer a seu Dono frutos de doçura, trespassou-O com agudos espinhos. De igual forma os Seus inimigos, que deveriam ter acolhido o Salvador com toda a devoção da sua fé, coroaram-n’O com os espinhos da Paixão”.

São Boaventura também disse: “Então, avançaram: não só Lhe prenderam as mãos e pés (Sl 21,17), como Lhe perfuraram o lado com uma lança (Jo 19,34), pondo a descoberto o interior desse coração santíssimo, que já tinha sido ferido pela lança do amor”.

“Jesus acrescentou: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; isto é obra do Senhor, e é admirável aos nossos olhos (Sl 117,22)?”

O Papa Emérito Bento XVI explicou que Jesus “é «a pedra que os construtores rejeitaram» (Mt 21, 42), porque o julgaram inimigo da lei e perigoso para a ordem pública; mas Ele mesmo, rejeitado e crucificado, ressuscitou, tornou-se a «pedra angular» sobre a qual se podem apoiar com segurança absoluta as bases de qualquer existência humana e do mundo inteiro”.

A Palavra diz: “Ele é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que se transformou em pedra angular. E não há salvação em nenhum outro, pois não há debaixo do céu qualquer outro nome dado aos homens que nos possa salvar”. (At 4, 11-12)

São João Paulo II disse assim: “Para exprimir a dura provação que superou e a glorificação que dela derivou, ele compara-se a si mesmo a uma “pedra rejeitada pelos construtores” que depois “se tornou pedra angular” (v. 22). Cristo assumirá precisamente esta imagem e este versículo, no final da parábola dos vinhateiros homicidas, para anunciar a sua Paixão e a sua glorificação (Mt 21, 42)”.

A Palavra diz: “Graças vos dou porque me ouvistes, e vos fizestes meu Salvador. A pedra rejeitada pelos arquitetos tornou-se a pedra angular. Isto foi obra do Senhor, é um prodígio aos nossos olhos”. (Sl 117, 21-23)

“Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele”.

O Papa Emérito Bento XVI disse: “O Evangelho deste domingo termina com uma admoestação de Jesus, particularmente severa, dirigida aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «O reino de Deus ser-vos-á tirado e será confiado a um povo que produzirá os seus frutos» (Mt 21, 43). São palavras que fazem pensar na grande responsabilidade de quem, em todas as épocas, é chamado a trabalhar na vinha do Senhor, especialmente com uma função de autoridade, e estimulam a renovar a fidelidade total a Cristo”.

Monsenhor Jonas Abib disse: “Se o povo eleito acabou rejeitando Jesus e, por isso, perdeu o Reino do Céu, mais ainda nós, que somos a segunda opção, precisamos ficar atentos para não perdemos esse Reino…Os sacerdotes e escribas, os grandes conhecedores da Palavra, tiveram inveja da sabedoria de Jesus; deixaram que a natureza humana com seu amor-próprio prevalecesse. Não resistiram à força do homem velho”.

Padre Pacheco explicou: “Na sua reflexão pascal a comunidade cristã primitiva entendeu a parábola como uma advertência de Cristo também para si própria. Trata-se de um convite do Senhor a dar fruto segundo Deus, uma vez que se nos confiou a vinha, o Reino, para um serviço fiel e fecundo. A fé, o culto e a oração devem plasmar-se em frutos para não frustrar as esperanças que o Senhor pôs em nós nesta hora do mundo, um tempo de vindima e colheita de Deus”.

São Máximo de Turim disse assim: “Velai portanto para que a vossa vinha não dê espinhos em vez de uvas; para que a vossa vindima não produza vinagre em vez de vinho. Todo aquele que faz vindima sem dela dar aos pobres recolhe vinagre e não vinho; e aquele que enceleira as suas colheitas de trigo sem delas distribuir aos indigentes, não é o fruto da esmola que põe de reserva, mas os cardos da avareza”.

Outubro- Mês Missionário

“Iniciando outubro, somos convidados a refletir sobre a ação da Igreja. Ela é por essência missionária. Neste domingo temos bela e nobre missão: a escolha dos nossos governantes para os próximos quatro anos. Nesta escolha, pensemos principalmente no bem do povo brasileiro”. (Liturgia Diária)

Conclusão

“Ó Deus, Senhor da vinha e da messe, nós vos louvamos porque vosso amor nos escolheu como vosso povo, a vinha de que cuidais com carinho para que produza muitos e gostosos frutos. Fazei que na vinha da vossa Igreja possamos oferecer-vos não a uva azeda do nosso egoísmo, mas os frutos maduros e deliciosos da humildade, fraternidade e solidariedade. Ajudai-nos a trabalhar com alegria no serviço do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária)

Oração

Oração da Campanha Missionária: “Pai de bondade, nós te agradecemos pelo teu Filho, Jesus, enviado para dar vida plena a toda criatura. Dá-nos teu Espírito para que, libertos do egoísmo e do medo, lutemos com coragem contra toda forma de escravidão. Como Igreja missionária, renovamos o nosso compromisso de anunciar o evangelho em toda parte. E, com a intercessão de Maria, alcançar a libertação prometida”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

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30 de setembro de 2014 at 11:10 Deixe um comentário

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS, VIRGEM E DOUTORA DA IGREJA – 01 de Outubro

Nasceu em Alençon (França) no ano1873. Entrou ainda muito jovem no mosteiro das Carmelitas de Lisieux e exercitou-se de modo singular na humildade, na simplicidade evangélica e confiança em Deus,virtudes que também procurou inculcar especialmente nas noviças do seu mosteiro. Morreu a 30 de setembro de 1897, oferecendo a sua vida pela salvação das almas e pela Igreja.

introdução: Vinde, ó Deus em meu auxílio. R. Socorrei-me sem demora.  Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.  Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Hino

O mais suave dos hinos

entoe o povo de Deus,

pois eis que hoje uma virgem

subiu à glória dos céus.

No exílio ainda da terra,

já se entregava ao louvor;

agora, junta-se aos santos

nos mesmos hinos de amor.

A frágil carne domando,

rosa entre espinhos floriu;

calcando as pompas do mundo,

do Cristo os passos seguiu.

As suas preces ouvindo,

Jesus nos dê sua mão,

sempre a guiar nossos passos

para a celeste mansão.

Ao Pai e ao Espírito unido,

nós te adoramos, Jesus:

caminho estreito e seguro

que à vida eterna conduz.

Salmodia

Ant. 1 Virgem sábia e vigilante, já brilhais na eterna glória  com Jesus, o eterno Verbo, vosso Esposo imaculado.

Fonte: Liturgia das Horas

30 de setembro de 2014 at 11:02 1 comentário

Papa: “Rezar pelos que realmente sofrem e preparar-se para os momentos de escuridão”

2014-09-30 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – A homilia do Papa na missa celebrada na manhã de terça-feira, 30, na Casa Santa Marta, se inspirou na Primeira Leitura do dia, extraída do livro de Jó.
Jó amaldiçoou o dia em que nasceu, amaldiçoou a sua vida. “Ele foi colocado à prova, perdeu toda a família, todos os bens e a saúde, todo o seu corpo se transformou numa chaga, uma nojenta ferida”. Naquele momento, prosseguiu Francisco, “acabou a paciência e ele diz estas coisas, coisas feias! Mas ele estava acostumado a dizer a verdade, e esta é a verdade que ele sentia naquele momento”. Jeremias também usa estas mesmas palavras: “Maldito o dia em que nasci”! A partir daí, Francisco fez a pergunta: “Este homem, tão só, está dizendo uma blasfêmia?”
Muitas vezes, ouço pessoas que estão passando por situações difíceis, dolorosas, em que perderam tudo, se sentem sós e abandonadas… vêm reclamar e me pergutnam: por que? E se rebelam contra Deus. Eu então lhes digo: “Continue a rezar assim, porque isto é uma oração. Quando Jesus disse a seu Pai ‘Por que me abandonou?’ ele estava rezando!”
E Jó também está fazendo uma oração, porque rezar é se tornar verdade diante de Deus. Jó não podia rezar de outro modo. “Reza-se com a verdade; a verdadeira oração vem do coração, do momento que vivemos; é a oração dos momentos da escuridão, quando não vemos esperanças, não vemos o horizonte”.
“Muita gente, hoje, está na situação de Jó. Muita gente boa, como Jó, não entende o que lhe aconteceu, porque está assim. Muitos irmãos e irmãs estão sem esperança. Pensemos nas grandes tragédias, por exemplo, nestes nossos irmãos que por serem cristãos são expulsos de suas casas e ficam sem nada. ‘Senhor, eu acreditei em você. Por que? Crer foi uma maldição, Seenhor?’”
O Papa continuou convidando a pensar nos anciãos deixados de lado, nos doentes, nas pessoas sozinhas, em hospitais. A Igreja reza por todas estas pessoas, e também por nós, quando caminhamos pelas trevas. A Igreja assume esta nossa dor e reza. Mas nós, quando estamos sem doenças, sem fome, sem necessidades urgentes – advertiu – quando temos a escuridão na alma, pensamos que somos mártires e paramos de rezar. Alguns até dizem: ‘Não vou mais à Igreja! Francisco recordou que Santa Teresa do Menino Jesus, nos últimos meses de sua vida, tentava pensar no céu, dentro de si, como se uma voz lhe dissesse: ‘Não seja boba, não invente coisas; sabe o que te espera? Nada!’
“Tantas vezes passamos por esta situação, vivemos esta situação. E tanta gente que somente pensa em acabar no nada. E ela, Santa Teresa, orava e pedia força para seguir em frente, na escuridão. Isto se chama ‘entrar na paciência’. A nossa vida é muito fácil, as nossas lamentações são lamentações de teatro. Diante das lamentações de tanta gente, de irmãos e irmãs que estão na escuridão, que quase perderam a memória, a esperança – que vivem aquele ‘exílio de si mesmo’, estão exilados também de si próprios – nada! E Jesus percorreu este caminho: da noite no Monte das Oliveiras até a última palavra na Cruz: ‘Pai, porque me abandonaste?'”.
Francisco, então, indicou duas “coisas” que podem servir. “Primeiro: preparar-se, para quando vier a escuridão”, que talvez não será tão dura como foi para Jó, “mas teremos um tempo de escuridão. Preparar o coração para este momento”. E segundo: “Rezar, como reza a Igreja, com a Igreja, por tantos irmãos e irmãs que sofrem o exílio de si próprios, na escuridão e no sofrimento, sem uma esperança palpável”. É a oração da Igreja – concluiu – por estes ‘Jesus sofredores’, que existem por tudo”. (CM)

30 de setembro de 2014 at 10:55 Deixe um comentário

Bíblia: alimento da alma e fonte pura e perene da vida espiritual

2014-09-29 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Fazer conhecer sempre melhor a Palavra de Deus, sobretudo às pessoas simples. Esta foi a exortação do Papa Francisco aos membros da Aliança Bíblica Universal, por ocasião da publicação da tradução inter-confessional da Bíblia, fruto da colaboração do organismo bíblico internacional com a Editora ‘Elledici’.
No encontro realizado esta manhã no Vaticano, o Papa Francisco destacou a importância de “uma versão inter-confessional” da Bíblia. Trata-se – afirmou – de um “esforço particularmente significativo, quando se pensa o quanto os debates sobre as Escrituras influenciaram as divisões, especialmente no Ocidente”. Então, falou de uma experiência vivida na Argentina, quando foi realizada uma tradução em comum acordo entre católicos e evangélicos:
“É uma idéia boa, porque as pessoas podem entendê-la, as pessoas simples… pois é uma linguagem verdadeira, próxima às pessoas. Nas missões que fazíamos na paróquia, em Buenos Aires, íamos sempre à Sociedade Bíblica comprar alguns exemplares. Me faziam um bom desconto, eh! E dávamos às pessoas e as pessoas entendiam a Bíblia! Entendiam!”

Foi um “esforço bonito” – disse o Papa – demonstrando satisfação que agora uma experiência similar se repita na Itália:
“Este projeto inter-confessional, que vos deu a possibilidade de seguir um caminho comum por alguns decênios, vos permitiu de confiar o coração aos outros companheiros de estrada, superando suspeitas e desconfianças, com a confiança que brota do amor comum pela Palavra de Deus”.
O Santo Padre elogiou, então, o “trabalho paciente, atento, fraterno, competente, e sobretudo, de confiança”, de quem realizou esta versão inter-confessional. E se alegrou que “este texto, que se apresenta com o beneplácito da Conferência Episcopal Italiana e da Federação das Igrejas Evangélicas na Itália, motive todos os cristãos de língua italiana a meditar, viver, testemunhar e celebrar a mensagem de Deus”:
“Gostaria tanto que todos os cristãos pudessem aprender ‘a sublime ciência de Jesus Cristo’ (cfr Fil 3,8) por meio da leitura assídua da Palavra de Deus, pois o texto sagrado é alimento da alma e a fonte pura e perene da vida espiritual de todos nós. Devemos, portanto, realizar todo esforço para que cada fiel leia a Palavra de Deus, pois a ignorância das Escrituras, de fato, é ignorância de Cristo’, como diz São Jerônimo”.
Por fim o Pontífice encorajou os presentes a “prosseguirem no caminho tomado, para fazer conhecer sempre melhor e para fazer compreender sempre mais profundamente a Palavra de Deus vivo”.

29 de setembro de 2014 at 11:34 Deixe um comentário

São Jerônimo – 30 de Setembro

São Jerônimo
(347-420)

Fonte: Paulinas

É incontestável o grande débito que a cultura e os cristãos, de todos os tempos, têm com este santo de inteligência brilhante e temperamento intratável. Jerônimo nasceu em uma família muito rica na Dalmácia, hoje Croácia, no ano 347. Com a morte dos pais, herdou uma boa fortuna, que aplicou na realização de sua vocação para os estudos, pois tinha uma inteligência privilegiada. Viajou para Roma, onde procurou os melhores mestres de retórica e desfrutou a juventude com uma certa liberdade. Jerônimo estudou por toda a vida, viajando da Europa ao Oriente com sua biblioteca dos clássicos antigos, nos quais era formado e graduado doutor.

Ele foi batizado pelo papa Libério, já com 25 anos de idade. Passando pela França, conheceu um monastério e decidiu retirar-se para vivenciar a experiência espiritual. Uma de suas características era o gosto pelas entregas radicais. Ficou muitos anos no deserto da Síria, praticando rigorosos jejuns e penitências, que quase o levaram à morte. Em 375, depois de uma doença, Jerônimo passou ao estudo da Bíblia com renovada paixão. Foi ordenado sacerdote pelo bispo Paulino, na Antioquia, em 379. Mas Jerônimo não tinha vocação pastoral e decidiu que seria um monge dedicado à reflexão, ao estudo e divulgação do cristianismo.

Voltou para Roma em 382, chamado pelo papa Dâmaso, para ser seu secretário particular. Jerônimo foi incumbido de traduzir a Bíblia, do grego e do hebraico, para o latim. Nesse trabalho, dedicou quase toda sua vida. O conjunto final de sua tradução da Bíblia em latim chamou-se “Vulgata” e tornou-se oficial no Concílo de Trento.

Romano de formação, Jerônimo era um enciclopédico. Sua obra literária revelou o filósofo, o retórico, o gramático, o dialético, capaz de escrever e pensar em latim, em grego, em hebraico, escritor de estilo rico, puro e eloqüente ao mesmo tempo. Dono de personalidade e temperamento fortíssimo, sua passagem despertava polêmicas ou entusiasmos.

Devido a certas intrigas do meio romano, retirou-se para Belém, onde viveu como um monge, continuando seus estudos e trabalhos bíblicos. Para não ser esquecido, reaparecia, de vez em quando, com um novo livro. Suas violências verbais não perdoavam ninguém. Teve palavras duras para Ambrósio, Basílio e para com o próprio Agostinho. Mas sempre amenizava as intemperanças do seu caráter para que prevalecesse o direito espiritual.

Jerônimo era fantástico, consciente de suas próprias culpas e de seus limites, tinha total clareza de seus merecimentos. Ao escrever o livro “Homens ilustres”, concluiu-o com um capítulo dedicado a ele mesmo. Morreu de velhice no ano 420, em 30 de setembro, em Belém. Foi declarado padroeiro dos estudos bíblicos e é celebrado no dia de sua morte.

29 de setembro de 2014 at 9:26 Deixe um comentário

Satanás apresenta as coisas como boas, mas quer destruir a humanidade – o Papa em Santa Marta

2014-09-29 Rádio Vaticana

Satanás apresenta as coisas como boas, mas quer destruir a humanidade – esta a principal mensagem do Papa Francisco em Santa Marta nesta segunda-feira em que a Igreja celebra os Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael.
As leituras do dia apresentam-nos imagens muito fortes: o arcanjo Miguel e os seus anjos lutando contra “o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo” e “engana toda a terra habitada”, mas é derrotado, como indicado no Livro do Apocalipse; e no Evangelho do dia descobrimos Jesus que diz a Natanael: “Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem.” O Papa Francisco falou sobre a “luta entre Deus e o diabo”:
“Mas esta luta acontece depois de Satanás procurar destruir a mulher que está prestes a dar à luz o filho. Satanás sempre tenta destruir o homem: o homem que Daniel via ali, em glória, e que Jesus dizia a Natanael que viria em glória. Desde o início que a Bíblia fala sobre isto: desta sedução para destruir, de Satanás. Talvez por inveja. Nós lemos no Salmo 8: “Tu fizeste o homem superior aos anjos”, e aquela inteligência tão grande do anjo não podia levar aos seus ombros essa humilhação, que uma criatura inferior fosse feita superior e tentava destruí-lo. ”

“Tantos projetos, exceto para os próprios pecados, mas tantos, tantos projetos de desumanização do homem, são obra dele, simplesmente porque odeia o Homem. É astuto: di-lo a primeira página do Genesis; é astuto. Apresenta as coisas como se fossem boas. Mas a sua intenção é a destruição. E os anjos defendem-nos. Defendem o homem e defendem o Deus-Homem, o Homem Superior, Jesus Cristo que é a perfeição da humanidade, o mais perfeito. Por isso, a Igreja honra os Anjos, porque são aqueles que estarão na glória de Deus – estão na glória de Deus – porque defendem o grande mistério oculto de Deus, ou seja, que o Verbo veio em carne.”
O Santo Padre no final da sua homilia convida-nos a rezar aos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael e a “recitar aquela oração antiga e bela, ao arcanjo Gabriel, para que continue a lutar para defender o mistério maior da humanidade: o Verbo fez-se Homem, morreu e ressuscitou. Este é o nosso tesouro. Que ele continue a lutar para o conservar” – concluiu o Papa Francisco. (RS)

29 de setembro de 2014 at 9:21 Deixe um comentário

Remai e sede fortes, mesmo com o vento contrário – o Papa Francisco aos jesuítas

2014-09-28 Rádio Vaticana


“Remai e sede fortes mesmo com o vento contrário. Remai e rezai, esperando sempre no Senhor” – esta a principal mensagem do Papa Francisco na Igreja de Jesus na tarde deste sábado, dia 27 de setembro, em Roma, numa celebração de Vésperas e TeDeum por ocasião do bicentenário da restauração da Companhia de Jesus. Recordemos que a atividade da Companhia de Jesus tinha sido extinta em 1773 pelo Papa Clemente XIV tendo sido posteriormente reabilitada em 1814 através da bula “sollicitudo omnium ecclesiarum” do Papa Pio VII.
Na homilia desta celebração, após recordar que a Companhia viveu tempos difíceis, de perseguição, em que os inimigos da Igreja conseguiram obter a extinção da Companhia de Jesus, o Santo Padre, também ele jesuíta, frisou que hoje “somos chamados a recuperar a nossa memória, recordando os benefícios recebidos e os dons particulares”.O Papa Francisco evocou a atitude com a qual o último Prepósito Geral de então, Padre Lorenzo Ricci, viveu esse tempo de tribulação para a Companhia. O Santo Padre referiu que, nessa ocasião de confusão e de perda o Padre Ricci chegou a falar, justamente, dos pecados dos jesuítas. “Não se defende sentindo-se vítima da história, mas reconhecendo-se pecador” – afirmou o Papa Francisco que ressaltou o facto da Companhia de Jesus ter preferido viver o discernimento da vontade de Deus:
“Olhar a si mesmos reconhecendo-se pecadores evita de colocar-se na condição de considerar-se vítimas diante de um carrasco. Reconhecer-se pecadores, reconhecer-se realmente pecadores, significa colocar-se na atitude justa para receber a consolação.”

Mesmo diante do seu fim, a Companhia “permaneceu fiel ao objetivo para o qual tinha sido fundada”: caridade, união, obediência, paciência, simplicidade evangélica, verdadeira amizade com Deus e total confiança no Senhor” – declarou o Papa Francisco.
” Às vezes o caminho que conduz à vida é estreito, mas a tribulação, se vivida à luz da misericórdia, purifica-nos como o fogo, dá-nos tanta consolação e inflama o nosso coração afeiçoando-o à oração. Os nossos irmãos jesuítas na supressão foram ardentes no espírito e no serviço do Senhor, alegres na esperança, constantes na tribulação, perseverantes na oração. E isto deu honra à Companhia, não certamente as comendas dos seus méritos. E assim será sempre.”

Também a Igreja, a barca de Pedro, pode ser hoje, abalroada pelas ondas, como foi então a nave da Companhia de Jesus – refletiu o Papa. Cansa remar – continuou o Santo Padre – mas “os jesuítas são remadores especialistas e valorosos”:
“…remem, portanto! Remem, sejam fortes, mesmo com o vento contrário! Rememos ao serviço da Igreja. Rememos juntos! Mas enquanto remamos – também o Papa rema na barca de Pedro – devemos rezar tanto: “Senhor, salva-nos!”, “Senhor, salva o teu povo!”. O Senhor, mesmo se somos homens de pouca fé nos salvará. Esperemos no Senhor! Esperemos sempre no Senhor!”
O Papa Francisco concluiu a sua homilia considerando que ”o jesuíta quer ser um companheiro de Jesus, alguém que tem os mesmos sentimentos de Jesus.” (RS)

28 de setembro de 2014 at 9:10 Deixe um comentário

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