Archive for setembro, 2011

Santa Teresinha do Menino Jesus – Virgem e Doutora da Igreja- 1º de outubro

Teresinha do Menino Jesus (França, 1873-1897), seguindo os passos da tradição carmelitana no Carmelo de Lisieux, descobriu a pequena via da infância espiritual, inspirada na simplicidade e na humilde confiança no amor misericordioso do Pai. É a padroeira das missões, e em 1997 o Beato João Paulo II a proclamou doutora da Igreja.

Fonte: liturgia Diária

Oração pela intercessão de Santa Teresinha

0RAÇÃO – “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu Vos agradeço todos os favores, todas as graças com que enriquecestes a alma de Vossa serva Santa Terezinha do Menino Jesus, durante os 24 anos que passou na terra e, pelos méritos de tão querida Santinha, concedei-me a graça que ardentemente Vos peço (faça o pedido da graça que deseja) – se for conforme a Vossa Santíssima vontade e para salvação de minha alma. Ajudai minha fé e minha esperança, ó Santa Terezinha, cumprindo mais uma vez sua promessa de que ninguém Vos invocaria em vão, fazendo-me ganhar uma rosa, sinal de que alcançarei a graça pedida. “Reza-se em seguida 24 vezes: “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos e séculos, amém.” Santa Terezinha do Menino Jesus, rogai por nós.

Rezar 1 Pai-Nosso, 1 Ave Maria

Fonte: site “com amor”


30 de setembro de 2011 at 21:16 Deixe um comentário

Parábola dos lavradores homicidas – Vigésimo Sétimo Domingo do Tempo Comum- Mateus 21, 33-43

Jesus continuava no Templo ensinando em parábolas. Depois da parábola dos dois filhos narrada no Evangelho de domingo passado, Jesus Cristo contou a parábola de um pai de família que plantou uma vinha, cuidou dela, arrendou-a aos lavradores e deixou o país. No tempo da colheita, o pai de família enviou seus servos para recolher os frutos. Os lavradores que haviam arrendado a vinha atacaram os servos “feriram um, mataram outro e apedrejaram o terceiro”. (V.35) O pai de família mandou muitos outros servos e os lavradores fizeram o mesmo com estes. Mandou por último seu filho, mas os lavradores também o mataram, pois cobiçaram sua herança. Então Jesus pergunta aos presentes: “Pois bem: quando voltar o senhor da vinha, que fará ele àqueles lavradores?”. (V.40) Eles responderam: “Mandará matar sem piedade aqueles miseráveis e arrendará sua vinha a outros lavradores que lhe pagarão o produto em seu tempo.” (V.41) Jesus terminou a parábola dizendo assim: “A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; isto é obra do Senhor, e é admirável aos nossos olhos? Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele”.(V.42-43)

Vamos buscar identificar algumas imagens colocadas por Jesus Cristo nessa parábola:

Deus é o dono da vinha – Deus Pai é o dono da vinha e quer colher dela frutos bons, isto é, frutos de conversão. Deus tem amor especial pela sua vinha e quer que todos os seus filhos encontrem a salvação. Desde o tempo da “antiga aliança” feita com seu povo, Deus enviou os profetas que anunciaram a vinda do Messias (Jesus Cristo) salvador da humanidade. E a “nova aliança” é o cumprimento da promessa: Deus envia o seu Filho, que morre na cruz pelo perdão dos nossos pecados e, anuncia o Reino de amor, que o Senhor preparou para todos aqueles que creem n’Ele. “A parábola dos lavradores homicidas é um resumo da história da salvação humana, desde a aliança de Deus com o povo eleito, até a fundação da Igreja por Jesus como novo povo de Deus, passando pelos profetas e o próprio Cristo, que anunciou o reino de Deus e foi constituído pedra angular de todo o plano salvador, mediante o seu mistério pascal de morte e ressurreição” (Padre Pacheco-CN). Deus Pai, o dono da vinha, está constantemente buscando proteger a sua vinha e reconstruindo aquilo que o mal danificou. O  salmista clama a Deus: “Voltai, ó Deus dos exércitos; olhai do alto céu, vede e vinde visitar a vinha.  Protegei este cepo por vós plantado, este rebento que vossa mão cuidou. Aqueles que a queimaram e cortaram pereçam em vossa presença ameaçadora.” (Sl 79,15-17)

A Vinha é a Igreja – A própria Igreja é a vinha evangélica, que é chamada a partir do Batismo a reviver a comunhão na Trindade e a manifestá-la e a comunicá-la na história. “Somos a vinha do Senhor, cuidada com carinho pelo Pai e regada pelo sangue de Cristo para que produza os frutos de paz e de vida que Deus deseja e espera de nós.”(Comentário da primeira Leitura desse domingo: Is 5,1-7) O Pai plantou a vinha, preparou-a e entregou-a aos lavradores para que cuidassem dela.    O Magistério da Igreja, os demais ministros ordenados, os leigos consagrados e os fiéis batizados tem a missão de cuidar da vinha do Senhor, para que ela produza frutos de santidade no meio de um mundo cada vez mais apegado aos bens de consumo e distante de Deus. Jesus Cristo mesmo envia os operários para cuidar da sua vinha: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.” (Mc 16, 15-18)

O Senhor está sempre convidando trabalhadores para cuidar da sua vinha, despertando nos jovens a vocação ao sacerdócio. Para assim nunca faltar operários para ela. Jovens que serão os futuros trabalhadores da sua vinha (a Igreja). A Igreja conta com o “sim” desses jovens para que numa atitude de total desprendimento e doação sirvam em tempo integral à vinha do Senhor. O Papa Bento XVI disse: “Portanto, também hoje são necessários discípulos de Cristo que não poupem tempo nem energias para servir o Evangelho. São precisos jovens que deixem arder dentro de si o amor a Deus e respondam generosamente ao seu apelo urgente, como fizeram muitos jovens Beatos e Santos do passado e inclusive de épocas mais próximas a nós”. Precisamos diariamente pedir mais sacerdotes para servir na vinha do Senhor. Para que todos os povos sejam alcançados com a mensagem da boa nova da salvação. Jesus disse: ”Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe.” ( Lc 10,2)

Os Lavradores foram enviados para recolher os frutos- Os lavradores são os servos de Deus que trabalham para que o Reino de Deus aconteça no meio de nós e assim todos possam ser salvos. Muitos profetas não foram ouvidos e até perseguidos por causa do anúncio do Reino de Deus. Numa das parábolas de Jesus, a do rico e Lázaro, é narrado que um rico pedia que Abraão avisasse aos seus familiares para que também não caíssem na condenação eterna como ele. Ao que Abraão lhe respondeu: – “Eles lá tem Moisés e os profetas; ouçam-nos!”(Lc 16,29) …”Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos.” (Lc 16,31)Podemos trazer para nós hoje esses questionamentos: Ouvimos o Papa? Ouvimos os Bispos? Ouvimos os sacerdotes? Ouvimos as lideranças da comunidade? Deus os enviou para proclamar as verdades do Reino. São eles que plantam, cuidam e depois colhem os frutos da vinha (a Igreja) do Senhor. Que frutos eles poderão colher de nós, os  fiéis? No Salmo 80 o Senhor diz: “No entanto, meu povo não ouviu a minha voz, Israel não me quis obedecer. Por isso, os abandonei à dureza de seus corações. Deixei-os que seguissem seus caprichos. Oh, se meu povo me tivesse ouvido, se Israel andasse em meus caminhos!”(V.12-14)

Os lavradores homicidas – Quando o dono da vinha enviou os servos para recolher os frutos de sua vinha, os lavradores homicidas não os respeitaram, “agarraram os servos, feriram um, mataram outro e apedrejaram o terceiro”. (V.35)  São os servos de Deus que em todos os tempos buscam implantar seu Reino de justiça, paz e amor mas não são ouvidos por uma boa parte da humanidade. São perseguidos, humilhados e até perdem a vida por causa do Evangelho de Cristo. O Próprio Jesus alertou aos seus discípulos sobre a dificuldade da missão: “Ide, eis que vos envio como cordeiros entre lobos”. (Lc 10, 3) Há muitos lavradores homicidas ainda nos dias de hoje, querendo calar a Palavra de Deus que é anunciada pela Igreja. Mas a Igreja está fundamentada sobre a Pedra Angular, Jesus Cristo, por isso ninguém conseguirá deter o anúncio da boa nova.

Ainda há hoje muitos operários da vinha do Senhor que sofrem para que o Evangelho seja anunciado a todas às nações. O Beato João Paulo II disse que muitos homens e mulheres consagrados foram “hostilizados na atividade missionária, na ação em favor dos pobres, na assistência aos doentes e marginalizados, viveram e vivem a sua consagração, num sofrimento prolongado e heroico, chegando muitas vezes até ao derramamento do próprio sangue, plenamente configurados com o Senhor crucificado. De alguns deles a Igreja já reconheceu oficialmente a santidade, honrando-os como mártires de Cristo. Eles nos iluminam com seu exemplo, intercedem pela nossa fidelidade, esperam por nós na glória. Deseja-se, vivamente, que a memória de tantas testemunhas da fé perdure na consciência da Igreja como incentivo à celebração e à imitação.”

Jesus Cristo é o Filho do dono da vinha – O versículo 39 do Evangelho diz que o dono da vinha mandou seu próprio Filho e nem este os lavradores respeitaram, pois “lançaram-lhe as mãos, conduziram-no para fora da vinha e o assassinaram.  Jesus veio para salvar a humanidade, mas nem todos O aceitaram. Foi preso, flagelado, julgado e condenado à morte de cruz.  Palavra do Senhor diz:  “Estava no mundo e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não O reconheceu.  Veio para o que era seu, mas os seus não O receberam.”  (Jo 1, 10-11)

 Jesus Cristo convida-nos a cada dia, a buscar a santidade para tomarmos parte do Reino que o Pai preparou para nós. Jesus morreu na cruz para sermos perdoados de nossos  pecados e ressuscitou para que tenhamos a vida eterna. Na sua missão messiânica, o Senhor designou operários, seus discípulos, para cuidar da sua vinha, que somos todos nós, a sua Igreja. E continua enviando os ministros ordenados e assim sucessivamente até no final dos tempos, quando o Senhor virá fazer a derradeira colheita e pedir contas dos frutos dados na sua vinha. O Papa Bento XVI disse que “a sua dolorosa paixão e morte de Jesus na Cruz será seguida da glória da Ressurreição. Então, a vinha continuará a produzir uvas e será confiada pelo seu dono “a outros camponeses, que lhe entregarão os frutos na devida altura”. (Mt 21, 41).

Jesus Cristo é a Pedra Angular da Igreja –  É sobre a Pedra Angular (Jesus Cristo) que a Igreja está edificada, por isso ela é invencível. O Papa Pio XII: “Sobre esta pedra angular foi educada a Igreja, e por isso contra ela nunca poderão prevalecer as potências adversas: “as portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18), nem poderão nunca enfraquecê-la, porquanto as lutas, tanto internas como externas, só poderão dar-lhe mais força e aumentar o número de coroas das suas gloriosas vitórias. Ao contrário, qualquer outro edifício que não tenha suas bases na doutrina de Cristo, apóia-se sobre areia movediça e estará fadado a ruir miseramente” (Mt 7,26-27).

O Beato João Paulo II disse: “Condenado a uma morte ultrajante, o Filho do homem, crucificado e ressuscitado, tornou-Se pedra angular para a vida da Igreja e de cada cristão. «Isto se fez por obra do Senhor, e é um prodígio aos nossos olhos» (Sl 117,23). Esta é a nossa fé.  Esta é a fé da Igreja, que nos gloriamos de professar no limiar do terceiro milénio, porque a Páscoa de Cristo é a esperança do mundo, ontem, hoje e por todos os séculos”. A Palavra ( 1 Pr 2, 6-7) diz assim sobre Cristo a Pedra Angular da nossa Igreja:  “Por isso lê-se na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida, preciosa: quem nela puser sua confiança não será confundido (Is 28,16).  Para vós, portanto, que tendes crido, cabe a honra. Mas, para os incrédulos, a pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a pedra angular, uma pedra de tropeço, uma pedra de escândalo (Sl 117,22; Is 8,14).

O Reino será dado ao povo que produzir frutos – Deus não se cansa de enviar operários, ungidos pelo Espírito Santo, para nos alertar sobre o arrependimento dos nossos pecados, sobre a necessidade de mudança de vida e isso, desde a antiga aliança que fez com seu povo e na nova aliança com seu próprio Filho pelo seu sangue derramado na cruz. Todos nós somos chamados por Deus a dar frutos de conversão para que o Senhor não tome de nós o lugar na sua vinha e dê àqueles que deram bons frutos. “Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele”. (V.43)

O Papa Bento XVI explicou-nos: “O Senhor brada também aos nossos ouvidos as palavras que, no Apocalipse, dirigiu à Igreja de Éfeso:  “Se não… te arrependeres, virei ter contigo e retirarei o teu candelabro da sua posição” (2, 5). Também de nós pode ser tirada a luz, e agimos bem se deixarmos ressoar esta admoestação em toda a sua seriedade na nossa alma, bradando ao mesmo tempo ao Senhor: “Ajuda-nos a converter-nos! Concede-nos a todos a graça de uma verdadeira renovação! Não permitas que se apague a tua luz no meio de nós! Reforça a nossa fé, a nossa esperança e o nosso amor, para podermos produzir bons frutos!”.  

E para concluir essa reflexão temos ainda a exortação do Papa Bento XVI: “No entanto, nas palavras de Jesus há uma promessa: a vinha não será destruída. Enquanto abandona ao seu destino os vinhateiros infiéis, o dono não se desapega da sua vinha e confia-a a outros seus servos fiéis. Isto indica que, se em algumas regiões a fé definha a ponto de se extinguir, sempre haverá outros povos prontos para a acolher”.

Oremos:

Com São Paulo: “Achegai-vos a ele, pedra viva que os homens rejeitaram, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus;  e quais outras pedras vivas, vós também vos tornais os materiais deste edifício espiritual, um sacerdócio santo, para oferecer vítimas espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1 Pr 2, 4-5).

Com o Círculo Bíblico:  “Ó Deus, senhor da vinha e da messe, nós vos louvamos porque o vosso amor nos escolheu como vosso povo, a vinha de que cuidais com carinho. Fazei que na vinha da vossa Igreja possamos oferecer-vos não a uva azeda do nosso egoísmo, mas os frutos maduros e deliciosos da humanidade, fraternidade e solidariedade. Ajudai-nos a trabalhar com alegria no serviço do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor. Amém”.

Com O Beato João Paulo II: “Pai santo, precisamos de anunciadores corajosos do Evangelho, de servos generosos da humanidade sofredora.  Manda à tua Igreja, nós te suplicamos, presbíteros santos, que santifiquem o teu povo com os instrumentos da tua graça. Manda numerosos consagrados e consagradas, que mostrem a tua santidade no meio do mundo. Manda na tua vinha operários santos, que ajam com o ardor da caridade e, impelidos por teu Santo Espírito, levem a salvação de Cristo até os últimos confins da Terra”. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

29 de setembro de 2011 at 21:23 Deixe um comentário

Vigésimo Sétimo Domingo do Tempo Comum- Mateus 21, 33-43

33. Ouvi outra parábola: havia um pai de família que plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, cavou um lagar e edificou uma torre. E, tendo-a arrendado a lavradores, deixou o país.  

34. Vindo o tempo da colheita, enviou seus servos aos lavradores para recolher o produto de sua vinha.  

35. Mas os lavradores agarraram os servos, feriram um, mataram outro e apedrejaram o terceiro.  

36. Enviou outros servos em maior número que os primeiros, e fizeram-lhes o mesmo.  

37. Enfim, enviou seu próprio filho, dizendo: Hão de respeitar meu filho.  

38. Os lavradores, porém, vendo o filho, disseram uns aos outros: Eis o herdeiro! Matemo-lo e teremos a sua herança!  

39. Lançaram-lhe as mãos, conduziram-no para fora da vinha e o assassinaram.  

40. Pois bem: quando voltar o senhor da vinha, que fará ele àqueles lavradores?  

41. Responderam-lhe: Mandará matar sem piedade aqueles miseráveis e arrendará sua vinha a outros lavradores que lhe pagarão o produto em seu tempo.  

42. Jesus acrescentou: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; isto é obra do Senhor, e é admirável aos nossos olhos (Sl 117,22)?  

43. Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele. 

29 de setembro de 2011 at 13:15 Deixe um comentário

São Jerônimo, Doutor da Igreja – 30 de setembro

Nasceu na Dalmacia (Iugoslávia) no ano 342. São Jerônimo cujo nome significa “que tem um nome sagrado”, consagrou toda sua vida ao estudo das Sagradas Escrituras e é considerado um dos melhores, se não o melhor, neste ofício.

Em Roma estudou latim sob a direção do mais famoso professor de seu tempo, Donato, que era pagão. O santo chegou a ser um grande latinista e muito bom conhecedor do grego e de outros idiomas, mas muito pouco conhecedor dos livros espirituais e religiosos. Passava horas e dias lendo e aprendendo de cor aos grandes autores latinos, Cicero, Virgilio, Horácio e Tácito, e aos autores gregos: Homero, e Platão, mas quase nunca dedicava tempo à leitura espiritual.

Jerônimo se dispôs ir ao deserto a fazer penitência por seus pecados (especialmente por sua sensualidade que era muito forte, por seu terrível mau gênio e seu grande orgulho). Mas lá embora rezava muito, jejuava, e passava noites sem dormir, não conseguiu a paz, descobrindo que sua missão não era viver na solidão.

De volta à cidade, os bispos da Itália junto com o Papa nomearam como Secretário a Santo Ambrósio, mas este  adoeceu, e decidiu nomear a São Jerônimo, cargo que desempenhou com muita eficiência e sabedoria. Vendo seus extraordinários dotes e conhecimentos, o Papa São Dâmaso o nomeou como seu secretário, encarregado de redigir as cartas que o Pontífice enviava, e logo o designou para fazer a tradução da Bíblia. As traduções da Bíblia que existiam nesse tempo tinham muitas imperfeições de linguagem e várias imprecisões ou traduções não muito exatas. Jerônimo, que escrevia com grande elegância o latim, traduziu a este idioma toda a Bíblia, e essa tradução chamada “Vulgata” (ou tradução feita para o povo ou vulgo) foi a Bíblia oficial para a Igreja Católica durante 15 séculos.

Ao redor dos 40 anos, Jerônimo foi ordenado sacerdote. Mas seus altos cargos em Roma e a dureza com a qual corrigia certos defeitos da alta classe social lhe trouxeram invejas e sentindo-se incompreendido e até caluniado em Roma, onde não aceitavam seu modo enérgico de correção, dispôs afastar-se daí para sempre e se foi a Terra Santa.

Seus últimos 35 anos os passou em uma gruta, junto à Cova de Presépio. Várias das ricas matronas romanas que ele tinha convertido com seus pregações e conselhos, venderam seus bens e se foram também a Presépio a seguir sob sua direção espiritual. Com o dinheiro dessas senhoras construiu naquela cidade um convento para homens e três para mulheres, e uma casa para atender aos que chegavam de todas partes do mundo a visitar o lugar onde nasceu Jesus.

Com tremenda energia escrevia contra os hereges que se atreviam a negar as verdades de nossa Santa religião. A Santa Igreja Católica reconheceu sempre a São Gerônimo como um homem eleito Por Deus para explicar e fazer entender melhor a Bíblia, por isso foi renomado Patrono de todos os que no mundo se dedicam a fazer entender e amar mais as Sagradas Escrituras. Morreu em 30 de setembro do ano 420, aos 80 anos.

 acidigital

29 de setembro de 2011 at 0:11 Deixe um comentário

Oração pelos povos – Costa do Marfim

 

Oração do Beato João Paulo II para o povo da Costa do Marfim

Confio cada uma das vossas dioceses à intercessão materna da Virgem Maria, Nossa Senhora da Paz, venerada de modo particular no santuário de Yamoussoukro. Imploro a seu Filho Jesus, para que derrame sobre a Igreja na Costa do Marfim a abundância das bênçãos divinas, a fim de que ela seja um sinal vivo do amor de Deus por todos, em particular pelos desafortunados, doentes e sofredores. Do íntimo do coração concedo-vos a Bênção Apostólica, que de bom grado faço extensiva aos sacerdotes, religiosos, religiosas, catequistas e a todos os fiéis leigos das vossas dioceses.

Nossa Senhora da Paz, rogai por nós!

28 de setembro de 2011 at 12:13 Deixe um comentário

Os Santos Arcanjos Miguel , Gabriel e Rafael

 Em hebraico (mal’ak) e em grego (ánghelos), anjo significa “enviado”, “mensageiro”, ou seja, “missionário de Deus”.
Sabemos – por ensinamento de Santo Tomás de Aquino, o “Doutor Angélico” – que os anjos se dividem em três hierarquias, cada uma composta por nove coros. A terceira hierarquia, composta pelos serafins, querubins e tronos, é a mais “privilegiada”, os anjos que a compõem vivem ao redor do trono de Deus, contemplando sua glória e cantando seus louvores. Pela luz que é comunicada a eles, vinda do trono de Deus, são instrumentos de aperfeiçoamento das demais hierarquias.

Os anjos da segunda hierarquia povoam os espaços celestes (cf. Ef 6,12). Encontram-se entre o céu e a terra. Ajudam a melhor governar o mundo e combatem as hierarquias infernais. São, portanto, grandes defensores da humanidade. Essa hierarquia é composta pelas dominações, virtudes e potestades.

A primeira hierarquia é composta pelos principados, arcanjos e anjos, que vivem na terra, ao lado dos homens. Os arcanjos são aqueles a quem Deus confia missões extraordinárias da fé e revelações de realidades acima da compreensão humana. Nesse coro encontram-se São Miguel, cujo nome significa “Quem como Deus?” (cf. Ap 12,10), São Rafael, “Deus cura” (cf. Tb 5,4) e São Gabriel, “Força de Deus” (cf. Lc 1,26), cujas festas eram celebradas a 29 de março, a 24 de outubro e a 24 de março respectivamente. Mas o novo calendário reuniu em uma só celebração a festa destes arcanjos, no dia 29 de setembro. Esta data foi escolhida por corresponder à da consagração a igreja dedicada a São Miguel, no século V, a seis milhas da via Salária.

São Miguel

São Miguel, antigo padroeiro da sinagoga, é agora padroeiro de toda a Igreja católica. Chefe dos arcanjos, é a figura angélica mais nobre das Sagradas Escrituras.
Foi cultuado desde os primeiros séculos da história do cristianismo. É venerado por sua coragem no momento da queda dos anjos, em que Lúcifer seduziu um terço dos anjos do céu e, ao querer tomar o trono de Deus, veio Miguel, liderando os dois terços que permaneceram fiéis a Deus, e expulsou satanás e seus anjos decaídos (cf. Ap 12,7-9).

Miguel protege o povo eleito (cf. Dn 10,13), combate contra satanás (cf. Ap 12,7ss), no juízo universal intervirá em favor do povo de Deus (cf. Dn 12,1-2).
Célebre e muito antigos são os santuários a ele consagrados em Puglia (Itália, 491) e em Mont- Sant-Michel (França). Em Roma, foi-lhe dedicado o Mausoléu de Adriano, porque no século VI, enquanto Gregório Magno fazia uma procissão para esconjurar a peste, apareceu em cima do sepulcro do imperador romano Adriano o arcanjo Miguel com a espada levantada e a peste cessou, então o povo passou a chamar o referido Mausoléu de Castelo de Sant’Angelo (Santo Anjo).

Depois, São Miguel auxiliou a alguns santos em sua missão. Citamos como exemplo Santa Joana d’Arc e São Geraldo Magela. Invoquemo-lo nas tentações e dificuldades, para que nos dê coragem de vencê-las e, nos sofrimentos, para que nos conforte.

São Gabriel

Sabe-se pouco sobre este arcanjo, mas sabe-se que Gabriel é anunciador por excelência das revelações divinas. É o anjo das belas e alegres notícias, como o nascimento de João Batista, o precursor, e depois o nascimento de Jesus. Também ele explica ao profeta Daniel como se dará a plena restauração, da volta do exílio ao advento do Messias.
Ele tem um grande prestígio até mesmo entre os maometanos.

 São Rafael

São Rafael é citado apenas em um livro da Bíblia. É o acompanhante do jovem Tobias, daí lhe vem a função de guia de todos os que viajam. Ele ainda sugeriu a Tobias o remédio para a cura da cegueira do pai, por isso é invocado como curador e protetor dos farmacêuticos. Também orientou a libertação do demônio que agia no matrimônio de Sara, por isso é invocado como protetor dos casais.

 rcc/rj

28 de setembro de 2011 at 0:17 Deixe um comentário

Os Arcanjos Gabriel, Miguel e Rafael

Oi Crianças!

Além dos anjos da guarda que protegem e cuidam de cada um de nós,

Há no céu e na terra muitos outros anjos.

Hoje vamos aprender sobre os Santos Arcanjos: Gabriel, Miguel e Rafael.

Deus escolheu esses três Arcanjos

E enviou-os em missão aqui na terra.

E deu também um significado diferente para o nome de cada um:

1- Arcanjo Gabriel, seu nome significa “Força de Deus”.

Anunciou a Nossa Senhora que o Filho de Deus, Jesus Cristo,  nasceria do seu ventre: 

 “No sexto mês o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré…” ( Lucas 1,26-38)

2 – Arcanjo Miguel, seu nome significa “Quem como Deus?”

Lutou contra o mal e venceu:

“Houve uma batalha no céu, Miguel e seus anjos tiveram de combater o dragão (demônio)”.  (Apocalipse 12, 7-9)

3 –Arcanjo Rafael, seu nome significa “Deus curou”.

Explicou como fazer para curar a cegueira de Tobit e se apresentou  dessa maneira:

“Eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos na presença do Senhor”. (Tobias, capítulos 11 e 12)

São Gabriel, rogai por nós! São Miguel, rogai por nós! São Rafael, rogai por nós!

Jane Amábile

27 de setembro de 2011 at 12:02 Deixe um comentário

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