Archive for novembro, 2016

Diocese de Chapecó assegura “oração e solidariedade” às vítimas e familiares

2016-11-29 Rádio Vaticana

Chapecó (RV)  – A Diocese de Chapecó (SC) assegura “oração e solidariedade” às vítimas e familiares do acidente aéreo que matou 75 pessoas na madrugada desta terça-feira (29/11), na cidade de La Unión, próximo a Medellín, na Colômbia.

 

Entre as vítimas, parte da delegação da Chapecoense, que disputaria a final da Copa Sul-Americana, jornalistas e tripulantes. Cinco pessoas foram resgatadas com vida, sendo três jogadores.

Uma Missa em sufrágio das vítimas será celebrada na Catedral de Chapecó na tarde de hoje.

Ouça o bispo de Chapecó, Dom José Magri

A Pastoral do Desporto da Arquidiocese do Rio de Janeiro também divulgou uma mensagem, onde assegura a oração pelas vítimas, por “todos os familiares, amigos e a grande torcida da Chapecoense”.

Vítimas

Ainda não há confirmação oficial do nome das vítimas. Entre os resgatados com vida estão o lateral esquerdo Alan Ruschel, os goleiros Follmann e Danilo e o zagueiro Neto. O jornalista Rafael Henzel e a comissária de bordo Ximena Suarez completam a lista de sobreviventes. As informações são de hospitais da região e de familiares dos jogadores.

“Socorristas trazem a informação deste lugar de muito difícil acesso – afirmou o Prefeito de Medellín, Federico Guitiérrez Zuluaga. Estou fazendo a coordenação dos transladados dos corpos e chamando a polícia legal. São quase cinco da manhã. Vamos trabalhar toda a noite. Expressamos nossa solidariedade às famílias, estamos de luto. Algumas vítimas têm diferentes nacionalidades. Prestamos solidariedade total. Lamento muito, estamos solidários. É muito duro. Não cabe tanta gente que está querendo trabalhar nos resgastes. Não cabe mais ambulância, mais carros. Temos que valorizar o trabalho de toda essa gente”.

Profissionais da comunicação

A Fox Sports perdeu seis de seus profissionais. A Rede Globo, por meio de uma nota, lamentou a perda de dois funcionários no acidente. Cinco membros catarinenses da RBS também estavam no voo.

No voo estavam 81 pessoas, incluindo 72 passageiros e nove tripulantes. No total, eram 48 membros da Chapecoense, incluindo 22 jogadores, 21 jornalistas e três convidados.

(je/agências)

Anúncios

30 de novembro de 2016 at 5:52 Deixe um comentário

Deus cumpre as suas promessas por meio de seu Filho – sermão de Santo Agostinho

Resultado de imagem para imagem de C risto no natal - site católico

Deus estabeleceu não só um tempo para suas promessas, como também um tempo para a realização do que prometera. O tempo das promessas vai dos profetas a João Batista. A partir dele começa o tempo de cumprir-se o prometido.

Deus, que se fez nosso devedor, é fiel, nada recebendo de nós mas nos prometendo tão grandes bens. Pareceu-lhe pouco a simples promessa e, por isso, quis ainda comprometer-se por escrito, como que firmando conosco um contrato. Desse modo, quando começasse a cumprir as coisas prometidas, veríamos em tal escritura a ordem com que seriam realizadas. O tempo das profecias era o do anúncio das promessas, como já dissemos várias vezes.

Prometeu-nos a salvação eterna, a vida bem-aventurada e sem fim em companhia dos anjos, a herança imperecível, a glória eterna, a doçura da visão de seu rosto, a sua morada santa nos céus e, pela ressurreição dos mortos, a exclusão total da morte. É esta, de certo modo, a sua promessa final, o objeto de toda nossa aspiração. Quando a tivermos alcançado, nada mais buscaremos, nada poderemos exigir. Não deixou também de revelar o caminho que nos havia de conduzir a esses últimos fins, mas o prometeu e anunciou.

Deus prometeu aos homens a divindade, aos mortais a imortalidade, aos pecadores a justificação, aos humilhados a glória.

Contudo, meus irmãos, pareceria inacreditável aos homens que Deus prometesse tirá-los da sua condição mortal de corrupção, vergonha, fraqueza, pó e cinza, para torná-los semelhantes aos anjos. Por isso, não só firmou com eles um contrato que os levasse a crer, mas constituiu ainda como mediador e garantia, não um príncipe qualquer ou algum anjo ou arcanjo, mas seu Filho único. Desse modo, mostrou-nos e ofereceu-nos, por meio de seu próprio Filho, o caminho que nos levaria ao fim prometido.

Não bastou, porém, a Deus fazer seu filho indicar o caminho; quis que ele mesmo fosse o caminho, a fim de te deixares conduzir por ele, caminhando sobre ele próprio.

Para isso, o Filho único de Deus deveria vir ao encontro dos homens e assumir a natureza humana. Tornando-se homem, deveria morrer, ressuscitar, subir aos céus, sentar-se à direita do Pai e realizar entre os povos o que prometera. E, depois da realização de suas promessas entre os povos, cumprirá também a de voltar para pedir contas de seus dons, separando os que merecerão a sua ira ou sua misericórdia, tratando os ímpios como ameaçara e os justos como prometera.

Tudo isso devia ser profetizado, anunciado e recomendado, para que, ao suceder, não provocasse medo com uma vinda inesperada, mas ao contrário, sendo objeto da nossa fé, o fosse também por uma ardente esperança.

 

30 de novembro de 2016 at 5:08 Deixe um comentário

Angelus: não deixemo-nos dominar pelas coisas deste mundo

2016-11-27 Rádio Vaticana

 Domingo, 27 de novembro: Angelus com o Papa na Praça de S. Pedro neste I Domingo do Advento. Neste início do ano litúrgico Francisco disse que “somos chamados a alargar o coração” e a relativizar “as coisas de cada dia” vivendo na sobriedade.

O Santo Padre salientou que a primeira visita do Senhor aconteceu com a “Encarnação, o nascimento de Jesus na Gruta de Belém”; a segunda acontece no presente: “o Senhor visita-nos continuamente, em cada dia, caminha ao nosso lado e é uma presença consoladora” – disse o Papa.

Neste I Domingo do Advento a Palavra de Deus fala-nos da visita do Senhor no fim dos tempos quando virá para “julgar os vivos e os mortos” – assinalou o Santo Padre. Faz-nos ver o “contraste entre o desenvolvimento normal das coisas, a rotina quotidiana e a vinda imprevista do Senhor” que neste caso se trata do dilúvio. A este propósito, o Papa referiu as coisas que fazemos nas horas que precedem uma grande calamidade: “todos fazem as coisas normais sem tomarem consciência que a sua vida está para ser transtornada”.

No entanto – disse Francisco – o Evangelho não nos quer fazer medo “mas abrir o nosso horizonte” a uma “outra dimensão” que “relativiza as coisas de cada dia, mas ao mesmo tempo as torna preciosas, decisivas” – afirmou. É também um convite à sobriedade:

“Desta perspetiva vem também um convite à sobriedade, a não ser dominados pelas coisas deste mundo, pelas realidades materiais, mas a governá-las”.

Com este convite à vigilância, neste tempo de Advento, “somos chamados a alargar o horizonte do nosso coração, a fazermo-nos surpreender pela vida que se apresenta em cada dia com as suas novidades. Para fazer isto é preciso aprender a não depender das nossas seguranças, dos nossos esquemas consolidados, porque o Senhor vem na hora em que não imaginamos. Vem para introduzir-nos numa dimensão mais bela e maior” – disse o Santo Padre.

29 de novembro de 2016 at 5:38 Deixe um comentário

Frases de São Francisco Xavier

Resultado de imagem para imagem de são francisco xavier

1-“Que ninguém alimente a ilusão de pensar distinguir-se nas coisas grandes, se de antemão não se distinguir nas coisas simples”

2-“Tendo em consideração estes perigos para a alma, que são muito superiores aos do corpo, pensamos que é mais seguro e evidente enfrentar os perigos corporais”.

3-“A perda da esperança e da confiança em Deus, quando é por Seu amor e ao Seu serviço que damos a conhecer a Sua Lei e Jesus Cristo, Seu Filho, nosso Redentor e Senhor, como Ele bem sabe. Uma vez que foi pela Sua santa misericórdia que nos comunicou estes desejos, perder agora confiança na Sua misericórdia e no Seu poder perante os perigos que poderemos correr ao Seu serviço é um perigo incomparavelmente superior aos males que todos os inimigos de Deus nos podem causar”.

4-“A minha incapacidade é grande, mas Deus é todo-poderoso; deposito n’Ele somente, toda a minha confiança”.

5. “A ausência da cruz é a ausência da vida”.

6-“Engana-se completamente quem põe de lado Deus, o autor, a origem de todo o bem, para firmar as suas esperanças nos homens!…”
7-” Quanto a mim, vingo-me daqueles de quem tenho de me queixar, prestando-lhes todos os serviços que posso”.

8-“Digo-vos tudo isto não para que afasteis o vosso coração de empreendimentos árduos que, por sua vez, vos darão azo a que vos distingais como grandes servos de Deus e assim possais ser relembrados pelos vossos sucessores, mas apenas para que, nas pequenas coisas, vos mostreis grandes”.

9-“Se as alegrias que procura um estudante naquilo que aprende, as procurasse fazendo sentir ao seu próximo aquilo de que precisa para conhecer e servir Deus, quão mais consolado e mais bem preparado estaria para prestar contas de si próprio, quando Cristo vier e lhe pedir: «Presta-me contas da tua gestão”.

10-“Não me move, meu Deus, para querer-te 0 céu que me hás um dia prometido:
E nem me move o inferno tão temido para deixar por isso de ofender-te”.

11-“O contínuo descuido das imperfeições destrói e desfaz a perfeição”.

12-“”No mundo há um só bem e um só mal. O único bem, salvar-se; condenar-se, o único mal”.

29 de novembro de 2016 at 5:11 Deixe um comentário

Segundo Domingo do Advento – Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo – São Mateus 3, 1-12 – Dia 4 de dezembro de 2016

Resultado de imagem para imagem de joão batista - evangelho quotidiano

1.Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judeia.

2.Dizia ele: Fazei penitência porque está próximo o Reino dos céus.

3.Este é aquele de quem falou o profeta Isaías, quando disse: Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas (Is 40,3).

4.João usava uma vestimenta de pelos de camelo e um cinto de couro em volta dos rins. Alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.

5.Pessoas de Jerusalém, de toda a Judeia e de toda a circunvizinhança do Jordão vinham a ele.

6.Confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas do Jordão.

7.Ao ver, porém, que muitos dos fariseus e dos saduceus vinham ao seu batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da cólera vindoura?

8.Dai, pois, frutos de verdadeira penitência.

9.Não digais dentro de vós: Nós temos a Abraão por pai! Pois eu vos digo: Deus é poderoso para suscitar destas pedras filhos a Abraão.

10.O machado já está posto à raiz das árvores: toda árvore que não produzir bons frutos será cortada e lançada ao fogo.

11.Eu vos batizo com água, em sinal de penitência, mas aquele que virá depois de mim é mais poderoso do que eu e nem sou digno de carregar seus calçados. Ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo.

12.Tem na mão a pá, limpará sua eira e recolherá o trigo ao celeiro. As palhas, porém, queimá-las-á num fogo inextinguível.

 

O Padre Raniero Cantalamessa disse assim: “Uma reflexão sobre Jesus e João Batista é também a melhor forma de estar em sintonia com a liturgia do Advento. As leituras do Evangelho do segundo e do terceiro domingo do Advento têm, de fato, no centro a figura e a mensagem do Precursor. Há uma progressão no Advento: na primeira semana a voz sobressalente é a do profeta Isaías, que anuncia o Messias de longe; na segunda e terceira semana é a do Batista, que anuncia o Cristo presente; na última semana, o profeta e o Precursor deixam o lugar para a Mãe, que o leva em seu seio”.

Fazei penitência porque está próximo o Reino dos céus

“O Reino dos céus está muito próximo. Convertei-vos.» Que a tua conduta de convertido seja evidente. Tu que preferiste o humano ao divino, que quiseste ser escravo do mundo em vez de vencedor do mundo com o Senhor do mundo, converte-te. Tu que fugiste da liberdade que as virtudes conferem porque quiseste sofrer o jugo do pecado, converte-te; converte-te verdadeiramente, tu que, por medo de possuir a Vida, te entregaste à morte”.  (São Pedro Crisólogo)

Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas (Is 40,3)

“Mas o Senhor, o meu Jesus, veio aplainar as vossas rugosidades e transformar todo esse caos numa estrada plana para fazer de vós um caminho sem sobressaltos, perfeitamente liso e todo cuidado, para que Deus Pai possa andar em vós e Cristo Senhor possa em vós morar e dizer: «O Meu Pai e Eu viremos a ele e nele faremos morada» (Jo 14, 23). (Orígenes, presbítero, teólogo)

O machado já está posto à raiz das árvores

“Se para João o machado já está posto de modo ameaçador à raiz das árvores, em Jesus o Pai concede ainda um ano de espera confiante para a figueira estéril produzir frutos (Lc 13, 6-9). É “o ano da graça do Senhor” que Jesus coloca no cerne da sua missão e que não tem medida de tempo: “hoje se cumpriu aos vossos olhos esta passagem da escritura” ( Lc 4, 21). Qual estilo prevalece nas nossas comunidades e nas nossas relações interpessoais: o de João ou o de Jesus ?” (Dom Emanuele Bargellini)

Nem sou digno de carregar seus calçados

O Padre Raniero Cantalamessa  disse que João Batista “não conhece ainda os títulos mais elevados de Jesus: Filho de Deus, Verbo, nem sequer o de Filho do homem. Mas como consegue fazer ouvir a grandeza e unicidade de Cristo! Usa imagens simples, de um camponês: «Não sou digno de amarrar as suas sandálias». O mundo e a humanidade aparecem, por suas palavras, dentro de uma peneira que Ele, o Messias, sustenta e agita com suas mãos. Perante Ele se decide quem permanece e quem cai, quem é grão bom e quem é palha que o vento leva”.

Ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo.

O Padre Raniero Cantalamessa  explicou: “Jesus «batiza no Espírito Santo» no sentido de que recebe e dá o Espírito «sem medida» (Jo 3, 34), «infunde» seu Espírito (Atos 2, 3) sobre toda a humanidade redimida. A expressão se refere mais ao acontecimento de Pentecostes que ao sacramento do batismo. «João batizou com água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo dentro de poucos dias» (Atos 1, 5), diz Jesus aos apóstolos, referindo-se evidentemente a Pentecostes, que aconteceria em breve”.

Conclusão:

Com as palavras do Papa Francisco: “Este é o modelo que oferece hoje João para nós e para a Igreja. Uma Igreja que esteja sempre ao serviço da Palavra. Uma Igreja, que nunca tome nada para si mesma. Hoje na oração pedimos a graça da alegria, pedimos ao Senhor para animar esta Igreja no seu serviço à Palavra, de ser a voz desta Palavra, pregar essa Palavra. Vamos pedir a graça: a dignidade de João, sem idéias próprias, sem um Evangelho tomado como propriedade, apenas uma Igreja voz que indica a Palavra, e isso até o martírio. Assim seja! “

Oração:

Prefácio: “Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Predito por todos os profetas, esperado com amor de mãe pela virgem Maria, Jesus foi anunciado e mostrado presente no mundo por são João Batista. O próprio Senhor nos dá a alegria de entrarmos agora no mistério do seu Natal, para que sua chegada nos encontre vigilantes na oração e celebrando os seus louvores. Por essa razão, agora e sempre, nós nos unimos aos anjos e a todos os santos, cantando (dizendo) a uma só voz…”

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

28 de novembro de 2016 at 5:57 Deixe um comentário

Papa Francisco no Twitter

27/11/2016
Com o Advento todos nós nos colocamos em caminho, através do tempo, em direção a Jesus, ao seu Reino de justiça e de paz.
26/11/2016
Concluído o Jubileu, é tempo de olhar adiante continuando a viver, com fidelidade, alegria e entusiasmo, a riqueza da misericórdia divina.
25/11/2016
Quantas mulheres suportam o peso da vida e o drama da violência! O Senhor as quer livres e com dignidade.
24/11/2016
Devemos sair de nós mesmos para encontrar o próximo. Se não o fazemos, também nós cristãos, ficaremos doentes de divisão.
23/11/2016
O Espírito Santo nos ajude a sermos pacientes no suportar, humildes e simples no aconselhar.
22/11/2016
Como desejo que os próximos anos sejam cheios de misericórdia, de modo que cada pessoa encontre a bondade e a ternura de Deus!
21/11/2016
Recordamos com gratidão as pessoas consagradas que nos mosteiros de clausura rezam pela Igreja e o mundo.

28 de novembro de 2016 at 5:03 Deixe um comentário

Tempo do Advento

O Advento é um dos tempos do Ano Litúrgico e pertence ao ciclo do Natal. A liturgia do Advento caracteriza-se como período de preparação, como pode-se deduzir da própria palavra advento que origina-se do verbo latino advenire, que quer dizerchegar. Advento é tempo de espera d’Aquele que há de vir. Pelo Advento nos preparamos para celebrar o Senhor que veio, que vem e que virá; sua liturgia conduz a celebrar as duas vindas de Cristo: Natal e Parusia. Na primeira, celebra-se a manifestação de Deus experimentada há mais de dois mil anos com o nascimento de Jesus, e na segunda, a sua desejada manifestação no final dos tempos, quando Cristo vier em sua glória.

O tempo do Advento formou-se progressivamente a partir do século IV e já era celebrado na Gália e na Espanha. Em Roma, onde surgiu a festa do Natal, passou a ser celebrado somente a partir do século VI, quando a Igreja Romana vislumbrou na festa do Natal o início do mistério pascal e era natural que se preparasse para ela como se preparava para a Páscoa. Nesse período, o tempo do Advento consistia em seis semanas que antecediam a grande festa do Natal. Foi somente com São Gregório Magno (590-604) que esse tempo foi reduzido para quatro domingos, tal como hoje celebramos.

Um dos muitos símbolos do Natal é a coroa do Advento que, por meio de seu formato circular e de suas cores, silenciosamente expressa a esperança e convida à alegre vigilância. A coroa teve sua origem no século XIX, na Alemanha, nas regiões evangélicas, situadas ao norte do país. Nós, católicos, adotamos o costume da coroa do Advento no início do século XX. Na confecção da coroa eram usados ramos de pinheiro e cipreste, únicas árvores cujos ramos não perdem suas folhas no outono e estão sempre verdes, mesmo no inverno. Os ramos verdes são sinais da vida que teimosamente resiste; são sinais da esperança. Em algumas comunidades, os fiéis envolvem a coroa com uma fita vermelha que lembra o amor de Deus que nos envolve e nos foi manifestado pelo nascimento de Jesus. Até a figura geométrica da coroa, o círculo, tem um bonito simbolismo. Sendo uma figura sem começo e fim, representa a perfeição, a harmonia, a eternidade.

Na coroa, também são colocadas quatro velas referentes a cada domingo que antecede o Natal. A luz vai aumentando à medida em que se aproxima o Natal, festa da luz que é Cristo, quando a luz da salvação brilha para toda humanidade. Quanto às cores das quatro velas, quase em todas as partes do mundo é usada a cor vermelha. No Brasil, até pouco tempo atrás, costumava-se usar velas nas cores roxa ou lilás, e uma vela cor de rosa referente ao terceiro domingo do Advento, quando celebra-se o Domingo de Gaudete (Domingo da Alegria), cuja cor litúrgica é rosa. Porém, atualmente, tem-se propagado o costume de velas coloridas, cada uma de uma cor, visto que nosso país é marcado pelas culturas indígena e afro, onde o colorido lembra festa, dança e alegria.

Pe. Agnaldo Rogério dos Santos
Reitor dos Seminários Filosófico e Teológico
da Diocese de Piracicaba

27 de novembro de 2016 at 5:23 Deixe um comentário

Posts antigos


ADMINISTRADORA DO BLOG:

Jane Amábile

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 222 outros seguidores

Categorias