Archive for julho, 2010

A SABEDORIA DE DEUS

 

 A vida moral dos cristãos é sustentada pelos dons do Espírito Santo. Estes são disposições permanentes que tornam o homem dócil para seguir os impulsos do mesmo Espírito. Os sete dons do Espírito Santo são: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. Em plenitude, pertencem a Cristo, Filho de Davi. Completam e levam à perfeição as virtudes daqueles que os recebem. Tornam os fiéis dóceis para obedecer prontamente às inspirações divinas . ( Cic 1830 e 1831 )

 A sabedoria de Deus está em toda a parte e em todas as coisas criadas. Podemos ver na Palavra de Deus, a confirmação dessa verdade absoluta. A sabedoria divina:

está nos céus e na terra,”nas criaturas visíveis e as invisíveis. Tronos, dominações, principados, potestades.” ( Cl 1, 16 )

está na criação do mundo: “ Quando contemplo o firmamento, obra de vossos dedos, a lua e as estrelas que lá fixastes…” ( Sl 8, 4 )

está  na criação do homem: “ … formastes o homem para ser o Senhor de todas as vossas criaturas.” ( Sb 9, 2 )

está na criação dos animais: “…eu sou aquele que, por soberana ação da força do meu braço, criei a terra, e os homens e os animais que nela se encontram”. ( Jr 27,5 )

está no governo do mundo:  A sabedoria de Deus governa o mundo “ na santidade e na justiça”. ( Sb 9,3 )

conhece o coração do homem, seus pensamentos, tudo: “ Deus é maior do que nossa consciência e conhece todas as coisas.” ( I Jo 3,20 )

tem sob seu domínio todas as coisas e em todos os tempos: “ …sabe o passado e conjetura o futuro; conhece as sutilezas oratórias e resolve os enigmas; prevê os sinais e os prodígios, e o que tem que acontecer no decurso das idades e dos tempos.” ( Sb 8,8 )

é anterior a tudo o que existe: “ Ela existe antes de todos os séculos” ( Eclo 1,1 ),  e no  versículo 4: “ A sabedoria foi criada antes de todas as coisas”

 Todos nós recebemos a Sabedoria de Deus no batismo como dom do Espírito Santo e depois confirmada na crisma pelo mesmo Espírito: “ Se vós não lhe dais a sabedoria, e se do mais alto dos céus vós não lhe enviais vosso Espírito Santo ?” ( Sb 9, 17 )

 Salomão, Daniel, Davi, Esther, Ana  e tantos homens e mulheres ilustres da Bíblia foram repletos de sabedoria. Os reis de seu tempo ficavam admirados e impotentes diante da sabedoria de Deus que se manifestava grandiosamente, através deles. Só que a sabedoria de Deus vem somente de Deus e não tem como querê-la se não for pelo Espírito Santo, que é só quem a dá: “ Não pode ser adquirida com ouro maciço, nem pode ser comprada a peso de prata”( Jó 28,15 )

Ao demonstrar tanta sabedoria em suas ações e palavras, os discípulos de Jesus foram abordados por Simão, o mago, que ofereceu dinheiro para adquiri-la. Pedro se indignou e respondeu: “ Maldito seja o teu dinheiro e tu também, se julgas poder comprar o dom de Deus com dinheiro.” ( At  8, 20 ) Quando nos colocamos a serviço do Reino para aconselhar, orar pelos irmãos, consolar, pregar o Evangelho, Deus nos dará a graça de agir a favor do irmão, com o dom de sabedoria. Não podemos receber nenhum privilégio ou favor em troca das graças derramadas por Deus na vida do irmão. A sabedoria só vem de Deus e só a ele pertence toda honra, toda glória, todo louvor e todo agradecimento.  Nós somos  instrumentos de Deus e canais de graça para o irmão.

O dom da sabedoria é o Espírito de Deus, deixando-se revelar a nós. Dentre tantas coisas materiais que Salomão

 poderia pedir a Deus, a única e realmente importante que ele pediu foi a sabedoria.

 E foi atendido por Deus, pois seu governo foi próspero e pautado no discernimento

e na prudência,que são frutos da sabedoria:

 “ supliquei e o espírito da sabedoria veio a mim. Eu a preferi aos cetros e tronos,

e avaliei a riqueza como um nada

 ao lado da sabedoria.” ( Sb 7, 7-8 )“A história – disse o Papa Bento XVI –

 faz sentido, porque ela é ‘habitada’ pela Sabedoria de Deus.

 No entanto, o plano divino

 não se cumpre automaticamente,

 pois é um projeto de amor, e o amor gera liberdade e chama a liberdade.

O Reino de Deus vem certamente, realmente, e já está presente

 na história e, graças à vinda de Cristo,

 já venceu a força negativa do maligno. Todos os homens e mulheres

 são responsáveis  por acolhê-lo na própria vida,    no dia-a-dia”.

 

 

  E o que não dizer de Jesus, que era por inteiro a própria sabedoria: em tudo que falava, em tudo que agia,

 sua presença, seu silêncio, seu olhar, suas mãos… As suas palavras

 até hoje e, portanto, será sempre assim, ecoa por todos os cantos desse planeta

 e tem mudado a vida de milhões de pessoas.

 Palavras de sabedoria, que são vida e verdade.  E desde criança ficou bem clara

essa dimensão sábia de nosso Senhor Jesus Cristo.

 A Palavra confirma que: “O menino ia crescendo e se fortificava:

 estava cheio de sabedoria, e a graça de Deus repousava nele.” ( Lc 2, 40 )

Maria Santíssima passou para Jesus , em sua educação, palavras

 e gestos de sabedoria  e podemos ver essa afirmação

 confirmada no canto do magnificat,quando Maria louvou a Deus

 com tanta sabedoria e inteligência,

que seu canto é aclamado e reverenciado por todas as gerações.

A sabedoria de Deus revela os pensamentos; as dores e alegrias

 do coração humano;seus medos e seus planos;

 suas vitórias e suas derrotas, seu silêncio e sua palavra.

Revela o passado, o presente e o futuro,

 tudo por causa do seu plano de salvação, em Jesus.

Ao encontrar-se com a Samaritana no poço de Jacó,

Jesus revelou-lhe os seus pecados e ela admirou-se,

 porque Ele não poderia ter essa informação,

 pois era segredo dela. Jesus, usou o dom de sabedoria

 e tocou o coração da Samaritana,

 que foi anunciar a todos o que tinha acontecido:

” Ele me disse tudo quanto tenho feito.” ( Jo 4, 39)

  Quando oramos com uma pessoa,

 Deus revela o mal que está lhe afligindo

 e a partir dessa revelação a vida da pessoa muda,

 a fé e a esperança em Deus cresce.

 É Deus amando e se fazendo presente na vida de seus filhos,

pelo dom da sabedoria.

O Catecismo ensina:A Sabedoria é um eflúvio do poder de Deus,

 emanação puríssima da glória do Todo-Poderoso;

 por isso nada de impuro pode nela insinuar-se.

 É reflexo da luz eterna, espelho nítido da atividade de Deus

 e imagem de sua bondade (Sb 7,25-26). 

O dom da sabedoria não se aprende nos livros, mas é Deus o seu autor único.

 Ele fala ao coração do homem, dando-lhe discernimento

 e orientando sua inteligência e sua vontade.

 Por isso é preciso deixar o coração sempre aberto a Deus,

 que é o lugar que Ele escolheu para falar conosco,

 pois ali se encontra o seu Espírito.

Pelo dom da sabedoria temos acesso aos bens espirituais

e podemos entender mais sobre a vida sobrenatural.

Esse dom fortalece a nossa fé,a esperança e o amor a Deus,

 pois pela sabedoria podemos experimentar

algumas de suas verdades reveladas.

Muitas de nossas ações e que nos arrependemos depois,

 são pautadas pela falta de sabedoria,

porque vemos as coisas confusamente, por causa do nosso pecado.

 Mas se precisamos de sabedoria

peçamos a Deus que a dá sem medidas a cada um:

 “Se alguém de vós necessita de sabedoria,

 peça-a Deus-que a todos dá liberalmente…”( Tg 1,5 )

   «Aprouve a Deus, na sua sabedoria e bondade, revelar-Se a Si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade,

 segundo o qual os homens, por meio de Cristo,

Verbo encarnado, têm acesso ao Pai no Espírito Santo

 e se tomam participantes da natureza divina»( Cic 51 ).

 E para concluir Santo Agostinho diz: A sabedoria

 é mais bela que o sol, supera todas as constelações.

 Comparada à luz do dia, sai ganhando,

 pois a luz cede lugar à noite,

ao passo que, sobre a Sabedoria o mal não prevalece (Sb 7,29-30).

 Enamorei-me de sua formosura (Sb 8,2).

  Senhor Jesus, renova em nós os dons do Espírito Santo,

 especialmente o dom da Sabedoria,

 para que possamos conduzir nossa vida,

 segundo a tua vontade e teus desígnios.

Ajuda-nos a discernir o que é bom e agradável a Ti

 e colocar em prática para o nosso próprio bem

 e o bem de todos.Maria Santíssima, Mãe da Sabedoria,

 intercedei por todos nós para que escolhamos 

 sempre andar pelo caminho da sabedoria,

que é seu Filho Jesus Cristo e nosso Senhor. Amém.

 
 Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo  

 

 
 

31 de julho de 2010 at 2:15 Deixe um comentário

A CURA INTERIOR

O Dom de Cura é um dom do Espírito Santo e abrange a cura física, interior e espiritual.

A Igreja como corpo de Cristo (I Cor 12,13) precisa continuamente buscar  a saúde total para que nenhum membro de seu corpo, por se encontrar doente, enfraqueça o restante do corpo. É o Espírito Santo “ o princípio de toda ação vital e verdadeiramente salutar em cada uma das diversas partes do corpo”.( Cic 798) Para isso a Igreja dispõe dos sacramentos que atingem todas as etapas da vida do cristão: dão a vida de fé do cristão origem e crescimento, cura e missão. Desde a descida do Espírito Santo em Pentecostes,  Jesus dotou sua Igreja de Dons de Cura como narra São Paulo na sua carta aos Coríntios, capítulo 12, versículo 9.

O dom de Cura Interior é a cura que o Espírito santo realiza dentro do  nosso coração, no mais profundo do nosso ser.  O Espírito Santo é o psicólogo da nossa alma.

Não estamos falando aqui de cura realizada pelos  médicos, pois  eles tem o poder e a autoridade de Deus para curar o doente, através de estudos feitos em uma faculdade, cursos e noções práticas de  tratamentos à base de diagnósticos, remédios e procedimentos cirúrgicos. Não podemos excluir o mérito da psicologia e psiquiatria, que são todos profissionais abençoados por Deus, e capazes de exercer a medicina, segundo seus estudos e preparação na área afim. E o fazem muito bem, com amor e dedicação. E muitos doentes são curados e ficam livres das prisões que a doença traz às suas mentes e  seus corações. Deus em sua Palavra confirma que devemos  procurar  os médicos e se tratar com os medicamentos prescritos por eles, caso estejamos enfermos ( Eclo 38,1): “ Honra o médico por causa da necessidade, pois foi o Altíssimo quem o criou. E também diz no versículo 4” O Senhor fez a terra produzir os medicamentos; o homem sensato não os despreza.”

Mas existem momentos em que há  intervenção direta  de Deus na vida de um doente e ele é curado milagrosamente, ou pelos sacramentos ou pela oração de cura com os dons carismáticos. Jesus fez isso tantas vezes quando esteve entre nós, e continua fazendo hoje, através dos dons de Cura do Espírito Santo.

A cura, pelo dom do Espírito Santo, acontece:

-no físico: Jesus cura todo o tipo de doenças do corpo;

-no espiritual: são as doenças da alma provocadas  pelo pecado, muitas vezes é preciso libertar o pecador  de amarras malignas também;

– e  na mente (  interior), que chamamos de cura do coração ( mágoas e feridas de rejeições, abandonos,perdas…). 

 Hoje vamos refletir sobre o dom de Cura Interior. É a oração feita por uma ou mais pessoas direcionada a um irmão doente emocionalmente ou a uma assembléia inteira, onde o Espírito Santo, pela unção dos dons de sabedoria, ciência e entendimento revelam o mal e a raiz do mal que tem aprisionado a mente humana com pânico, diversos tipos de medo,tristezas, depressão, infelicidade, desesperanças…

São Paulo diz: ” A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum. A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria, a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo Espírito; a outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro, a graça de curar as doenças, no mesmo Espírito; a outro, o dom de milagres; a outro, a profecia; o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. Mas um e o mesmo Espírito distribui todos esses dons, repartindo a cada um como lhe apraz.”( I Cor 12, 7-11)

A ciência tem confirmado que muitas doenças  tem origem psicossomática, isto é, se  a mente está doente faz o corpo ficar doente. Por exemplo: a ansiedade, muitas vezes fruto do medo (doença da  mente), leva à doença do corpo (hipertensão) . Orávamos com uma irmã, que estava com o corpo coçando e ardendo e não sabia mais o que fazer, pois havia passado muitos cremes e tomado alguns remédios e não sentia nenhuma melhora, quando o senhor revelou que a sua alma estava de luto. Foi ai que ela confirmou o luto ao explicar que sua filha adolescente havia falecido há algum tempo, fato que não tínhamos conhecimento. Foi feita uma oração em torno dessa situação e a nossa irmã foi curada do mal físico,a partir da cura das lembranças  dolorosas. Deus tem feito muitos milagres através da oração de Cura Interior.

Por isso é importante estar sempre atento para que a mente não adoeça e traga doença ao corpo, e podemos ir além: se o corpo e a mente adoecem, é possível que desanimemos e percamos a fé, então adquirimos assim uma doença espiritual também, que nos enfraquecem e nos distanciam de Deus, que tem o poder de  nos curar.

  Precisamos estar com a mente e o coração sempre abertos ao dom da alegria e do amor, para evitarmos as doenças. Deus nos ensina: “ Por isso, meu coração se alegra e minha alma exulta, até meu corpo descansará seguro” ( Sl 15,9)

Deus tem  por nós um amor tão grande, que nos abrange de todas as formas:“ por trás e pela frente”;” quando ando e quando repouso”( Sl  138,  2-5). Só Ele é capaz de penetrar no mais profundo do nosso ser, onde ninguém consegue chegar. Por isso as curas chegam a nós através do Espírito de Deus, que  conhece a cada um e sabe  bem do que fomos feitos.

As feridas do nosso coração

Possivelmente nosso coração tem marcas e feridas de uma vida de desamor. Fomos machucados, de várias formas, no decorrer da vida:

– pela falta de  cuidado para  conosco mesmo: se temos ou tivemos uma vida desregrada, no pecado e vícios.

-pelas dificuldades nos relacionamentos com os  nossos irmãos: sentimentos não resolvidos de  remorsos, complexos de culpa, falta de perdão,desentendimentos,ira, rejeição, não acolhimento,  perdas, solidão interior, carências afetivas,decepções…

-pelos complexos de culpa em relação a Deus, medo do seu poder e raiva por algum acontecimento ruim de nossa vida.

E há ainda as feridas recebidas provavelmente por herança genética: os traumas, as dores da alma, os medos, as perdas e as tragédias vividas pelos nossos familiares no passado.

Se o nosso coração está doente, acaba causando doenças em nosso físico e em nossa alma, por isso necessitamos de cura. Em provérbios 17, versículo 22, Deus diz: “ Coração alegre, bom remédio; um espírito abatido seca os ossos;”  e no capítulo 14, versículo 30: “ Um coração tranqüilo é a vida do corpo”. 

Uma alma doente tem dificuldades de experimentar Deus, de ouvir a boa-nova e se converter a Ele. Por isso Jesus passou uma boa parte de sua vida pública curando os enfermos. Essa é também a  missão que Ele recebeu do Pai, pelo Espírito Santo:” O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa-nova aos pobres, para sarar os contritos de coração,..”( Lc 4, 18) , Como podemos ver, Jesus veio também para curar nossos corações, pois a nossa caminhada em direção a Deus passa pela cura de nossas feridas, principalmente as feridas pela falta de perdão. Jesus nos ensinou que  perdoar é importante para o nosso coração, para a nossa alma. O perdão liberta e cura.

As nossas machucadoras podem nos levar ao pecado e nos desviar do caminho da salvação. Exemplo disso: uma pessoa carente afetivamente, pode buscar fora do matrimônio preecher essa carência, esse vazio interior e cometer o pecado do adultério. Que é um pecado grave e que necessita do Sacramento da Confissão para obter o perdão de Deus, pois o pecador desobedeceu ao mandamento de Deus, traiu e feriu o  esposo(a), os filhos  e a si próprio. Quando amamos a Deus verdadeiramente nada pode ser desculpa para pecar gravemente. O melhor que se pode fazer nesses casos é buscar o quanto antes o tratamento psicológico e a oração de Cura Interior, e principalmente estar unido a Deus em oração, para não cair em tentação.

Jesus cura nosso ser por inteiro, pois Ele é o Deus da vida e nos dá vida em abundância. Que não percamos tempo e abramos  o nosso coração ao seu amor curador e cheio de misericórdia para todos nós. Jesus disse em sua Palavra: Mateus 11,28 ” Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei”. Todos que se encontram com Jesus são curados, não só no corpo e na alma, mas também em sua mente. E Jesus completa  no versículo 29:” …e achareis o repouso para as vossas almas.” A nossa mente anda agitada com tantas coisas ruins acontecendo no mundo e em nossas vidas, que precisamos descansá-la em Deus para não ficarmos doentes. E o senhor está nos esperando. Jesus não é só o remédio, mas a prevenção também.

O Papa Bento XVI ensina em ” Deus Caritas Est”( pag. 51): ” A Igreja é uma dessas forças vivas: nela pulsa a dinâmica do amor suscitado pelo Espírito de Cristo. Esse amor não oferece aos seres humanos apenas uma ajuda material, mas também refrigério e cuidado para a alma- ajuda muitas vezes mais necessária do que o apoio material.” e na página 50 : ” Sempre haverá sofrimento que necessita de consolação e ajuda. Haverá sempre solidão.”

O Senhor quer curar nossos corações das feridas da nossa história de vida. Desde a concepção até este momento que estamos vivendo. Tanto o nosso passado quanto o nosso presente Jesus lava com seu Sangue precioso. Ele nos cura dos traumas, complexos,decepções,  medos e muitos outros sentimentos negativos que vão minando nossa mente, adoecendo-a. Ele enxuga as nossas lágrimas.

 Há lugares em nosso ser que é difícil se conseguir chegar: os abismos dentro de nós, as trevas, os mistérios interiores, só o Senhor mesmo pode ir a lugares tão profundos, porque  Ele nos fez e nada fica oculto aos seus olhos:” Senhor, vós me perscrutais e me conheceis, sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos” ( Sl  138, 1-2)

Recorramos a Deus para que nos cure de todos os males que nos afligem, causando  tristeza, desesperança, dor, inquietação, medo, dúvidas, falta de paz.  E muitos desses males nos empurraram para o vício e  pecado. Precisamos ser” imagem e semelhança” de Deus novamente, como Ele nos criou ( Gn 1, 26). Junto com uma boa  Confissão de nossos pecados, a Cura Interior é também  muito importante para a reconstrução da nossa imagem  e resgate da dignidade de filhos de Deus: ” Vós vos despistes do homem velho com os seus vícios, e vos revestistes do novo, que se vai restaurando constantemente à imagem daquele que o criou, até atingir o perfeito conhecimento”( Cl 3,10)

Nessas três últimas décadas, em que pude exercer o ministério de Cura Interior na Igreja, posso testemunhar que vi muitos se levantando de seus túmulos, como Lázaro, de todo o tipo de  sentimentos de morte, de angústia, de tristeza, de abandono, de pânico, da falta de perdão e ressuscitando com Cristo para uma vida de alegria e de paz. Eu mesma sou um  testemunho vivo de que a Cura Interior tem transformado  a minha vida cada dia mais.

A Cura Interior é um processo gradativo, mas eficaz como tudo o que vem de  Deus, por causa do seu amor, do seu poder e da sua misericórdia para com todos nós.

E para finalizar não podemos esquecer a dor do coração de Nossa Senhora, como se “uma espada transpassasse a sua alma” ( Lc 2, 35), ao ver seu amado Filho morto na cruz. Mas Jesus ressuscitou e a dor  de sua Mãe foi curada e a ferida cicatrizada. Assim também Jesus faz conosco, porque Ele  rerssuscitou e está vivo no meio de nós. E, portanto, tem o poder para curar e cicatrizar nossas feridas e aliviar nossos sofrimentos e dores.

Pai amado, vós que me criastes ” me tecestes no seio de minha mãe”, sabe tudo de mim, cura -me de todas as doenças da mente que estão me impedindo de amar-te com amor filial, amar a meu irmão e a mim mesmo. Abraça-me, Senhor, ponha-me no seu colo. Quero descansar em ti, ó Pai. 

Ó Jesus,médico das almas, visita o nosso coração desde que fomos concebidos pelos nossos pais, pois para vós não há tempo, pois sois o mesmo ontem, hoje e sempre. Acompanha-nos, Senhor, em toda as fases de nossa vida: no ventre de nossa mãe, no nascimento, na infância, na adolescência, na juventude e na fase adulta . Cure a nossa história, Senhor! Livra-nos de tudo  aquilo que tem afetado a nossa mente, para que possamos ter saúde, sermos equilibrados, dóceis e mansos como vós mesmos o sois, Senhor.

A Palavra atesta que” fomos curados graças`as suas chagas.”( Is 53,5) Te amamos tanto, senhor, porque carregastes a cruz também para ficarmos livres das doenças. Que as suas chagas curem as nossas chagas, Senhor!

Espírito  Santo de Deus, queremos semear a paz e a concórdia entre todos os irmãos, mas necessitamos da sua misericórdia e do seu amor curador. Unja-nos com os dons de Cura Interior para levar aos aflitos o alívio para seus sofrimentos.

Santíssima Trindade, tende piedade de nós!

 Maria Santíssima, intercedei  por todos nós, seus filhos, que vivemos “nesse vale de lágrimas”. Rogai a seu Filho Jesus para que nos cure e liberte de todo o mal. Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

 Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

26 de julho de 2010 at 1:27 Deixe um comentário

OS FRUTOS DO ESPÍRITO SANTO

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OS FRUTOS  DO ESPÍRITO  SANTO

São Paulo em sua carta aos Gálatas, capítulo 5 versículos de 22 a 23, cita os frutos do Espírito Santo: “… o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura e temperança.

 Os frutos do Espírito são pra nossa santificação, e  para a santificação de nossas irmãos, porque os frutos são testemunhos de nossa conversão. Se buscamos viver a vida com frutos bons é porque caminhamos com Deus e isso alcança nosso irmão também. Jesus dá a receita de produzir bons frutos: “Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto…” ( Jo 15,5)

Algumas vezes o nosso agricultor (o Pai) precisa fazer a poda dos ramos pra que possamos dar mais frutos. Isso implica em fazer de nós pessoas mais predispostas ao amor e ao perdão. E para colher os frutos de uma árvore preparamos a terra, semeamos, molhamo-na, adubamos, depois vigiamos o seu crescimento, então colhemos os frutos, quando estiverem maduros e prontos pra colheita. É claro que se plantamos laranja, vamos colher laranja. Então precisamos estar atentos à nossa vida espiritual, porque se queremos colher frutos bons é preciso plantá-los no Espírito e não plantá-los na carne, porque um se opõe ao outro, diz São Paulo: “Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna” ( Gl 6, 8)

Os frutos do Espírito Santo são virtudes que nos levam a fazer o bem. O exercício de todas as virtudes é animado e inspirado pela caridade,” que é o vínculo da perfeição.” ( Cl 3, 14 )

CARIDADE- Sem o fruto do amor todos os outros frutos deixariam de existir.  A caridade é  base de todas as virtudes que praticamos.

O Espírito Santo está em nós, que é o Deus de amor,por isso conseguimos amar como Jesus nos pediu em Mateus  22, 39:”Amarás teu próximo como a ti mesmo.” O Catecismo ensina: “ A caridade assegura e purifica nossa capacidade humana de amar, elevando-a à perfeição sobrenatural do amor divino” ( 1827).

São Paulo descreve de uma maneira muito perfeita a caridade:”A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor, não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (  I Cor 13, 4-7 )

Ó amado Deus, dá-nos um coração amoroso e misericordioso para com nosso irmão.

ALEGRIA:  É a alegria que vem do Senhor e que alimenta a nossa alma, para que não caiamos na tristeza no dia-a-dia da nossa vida: Deus mesmo quer que vivamos alegres e felizes:“ Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! ( Fl 4,4)

A alegria, fruto do Espírito não é um gozo ou euforia passageira, mas é uma alegria que está presente em todo o momento da vida do cristão, mesmo diante dos problemas. São Paulo diz: “ Estou cheio de consolação, transbordo de gozo em todas as nossas tribulações.” ( II Cor 7, 4 )

Ó Nossa Senhora das alegrias, intercedei por nós.

PAZ:  A paz fruto do Espírito não é a paz que o mundo dá, mas ela vem de Jesus, porque Ele é o “Príncipe da paz”(Is  9,5). Quando Jesus ressuscitou e se apresentou aos apóstolos disse com autoridade: “ A paz esteja convosco!”( Jo 20,21)

 Estamos vivendo num tempo em que  as pessoas usam de vários artifícios para conseguir a paz,  mas infelizmente o que nós assistimos cada vez mais  é desentendimentos, divisões, guerras…

Porque  então não buscamos a paz que precisamos, naquele que realmente é a verdadeira paz, Jesus Cristo? Crer, esperar e confiar em Jesus é o que deveríamos plantar para colher a paz que buscamos  tanto. Na Celebração Eucarística, o Sacerdote pede para que todos os presentes recebam a paz de Cristo: “ Senhor Jesus Cristo, que dissestes aos vossos apóstolos: eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz.” E  a seguir toda assembléia deseja a paz uns aos outros.

Rainha e Senhora da paz, livra-nos dos conflitos e ensina-nos a viver em paz.

PACIÊNCIA: ( longanimidade) – É ser perseverante, paciente. Não irar-se, nem desesperar-se nas dificuldades. É confiar e esperar em Deus, em qualquer circunstância.

Santa Teresa de Jesus refletiu assim sobre o fruto da paciência: “Nada te pertube, nada te assuste. Tudo passa. Deus não muda. A paciência tudo alcança. Quem a Deus tem nada lhe falta. Só Deus basta.”

 Perdoar e suportar com paciência é uma obra de misericórdia. E o Senhor nos diz na sua Palavra: “ Para que confortados em tudo pelo seu glorioso poder, tenhais a paciência de tudo suportar com longanimidade.” (Cl 1,11 )

Espero em vós, Senhor, o tempo que for necessário para o cumprimento de suas promessas, pois sois fiel e bom.

AFABILIDADE: ( benignidade, amabilidade) – é dar respostas de amor, serenidade e mansidão diante de conflitos e atos agressivos. A Palavra de Deus diz: “ Procurai viver com serenidade, ocupando-vos das vossas próprias coisas …”.( I Ts 4, 11 ) 

É ser amável com as pessoas, respeitando suas limitações e suportando-se uns aos outros em suas fraquezas, pois também temos nossas próprias fraquezas. Olhar o próximo, como  a nós mesmos, amar o próximo como amamos a nós mesmos.

Ó  Mãe amável, rogai por nós!

BONDADE:  São João Bosco dizia que ”uma pessoa boa é aquela que pensa bem do outro, fala bem do outro e quer o bem do outro.” O senhor nos exorta em Tito 3, 2: “…não falem mal dos outros, sejam pacíficos, afáveis e saibam dar provas de toda mansidão para com todos os homens.”

Deus é bom! E as nossas boas ações vêm de Deus. Se nos abrirmos a Ele, cada vez mais seremos bondosos para com nossos irmãos. Agir com bondade é estar cheio da graça de Deus no coração.

Temos o fruto da bondade quando deixamos o egoísmo e passamos a ser generosos com todos, sem preferências.

Ó Deus de bondade, encha-nos do seu amor e faz-nos melhores a  cada dia.

FIDELIDADE:  O fruto da fidelidade engloba dois aspectos: a fidelidade a Deus- respeitando e obedecendo à Palavra de Deus, seus mandamentos, à Doutrina da Igreja, ao Magistério… E a fidelidade às pessoas, seja no matrimônio entre os cônjuges, nas relações de amizade, no trato com todos.

Deus é sempre fiel  a  nós,” de sempre e para sempre” ( Cic), embora sejamos  infiéis a Ele, por isso enviou seu Filho para pagar os pecados(  infidelidades) de todos nós. Deus É o que É. Não muda. O salmista diz: “O Senhor é fiel em suas palavras, e santo em tudo o que faz”. ( Sl 144,13) Podemos crer que Deus cumpre todas as suas promessas. Podemos contar e esperar.

O mundo seria bem melhor se tivéssemos sempre a mesma palavra boa, de amor, de bondade, de fidelidade. Ser volúvel e instável em nossas palavras e atitudes têm  nos prejudicado e também à sociedade como um todo.

Faz-nos fiel, precioso Jesus!

BRANDURA: ( mansidão) – Tem sido cada vez mais difícil vivermos o fruto da mansidão, pois a  arrogância, a prepotência, o orgulho tem levado à convivência tumultuada entre os seres humanos, filhos  amados de Deus. Somos irmãos, mas a fraternidade tem passado distante de nós. Precisamos trazer novamente para nossas  vidas atitudes de delicadeza e  compreensão. Falar com mansidão é imitar Jesus na sua essência: “…porque eu sou  manso e humilde de coração”.

E a mansidão abre portas, disse Jesus no sermão das bem- aventuranças: “ Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.” O que se pede com mansidão é mais fácil de se obter. É só fazer um teste e descobrir essa verdade.

Jesus manso e humilde de coração, fazei nosso coração semelhante ao vosso.

TEMPERANÇA: ( autodomínio, continência, prudência, modéstia e castidade)-  O fruto da temperança nos leva a ter domínio sobre nós mesmos: nossos atos, nossa  fala, nosso temperamento.A temperança regra  a nossa sexualidade, e nos faz sóbrio no vestir, no falar e no agir: “ Não te deixes levar por tuas más inclinações, e refreia os teus apetites”. ( Eclo 18, 30 ).

A continência é saber equilibrar-se, dominando a sexualidade. São  Paulo nos diz que Jesus” veio para nos ensinar a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver neste mundo com toda sobriedade, justiça e piedade.” Tt 2,12)

Santo Agostinho tem a nos ensinar: “ Viver bem não é outra coisa senão amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e em toda a forma de agir. Dedicar-lhe um amor integral, pela temperança, que obedece exclusivamente a ele, e nisto consiste a justiça, que vela para discernir todas as coisas com receio de deixar-se surpreender pelo ardil e pela mentira, e isto é a prudência. “

A prudência dispõe a razão prática a discernir nosso verdadeiro bem e a escolher os meios adequados para o realizar.  ( Cic 1835) Ser prudente é ser  sábio: A Palavra de Deus diz que “ no coração do prudente repousa a sabedoria”. ( Eclo 14,33)

A modéstia nos faz ser simples e discretos, sem ostentação ou exibição como se espera de um bom cristão.

Na castidade conseguimos pelo Espírito Santo, o doador dos frutos, manter  pureza do corpo e da alma, respeitando o sexto e o nono mandamento de Deus.

Ó Mãe Santíssima, ensina-nos a ser puros e santos como vós!

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

22 de julho de 2010 at 1:31 Deixe um comentário

OS SACRAMENTOS

 

OS SETE SACRAMENTOS               A vida litúrgica da Igreja está centrada em duas forças: o Sacrifício Eucarístico e os Sacramentos. Estas duas forças tem como base a Sagrada Escritura, a Sagrada Tradição e o Magistério da Igreja. Por isso nenhum rito sacramental pode ser modificado.Os sacramentos são para a santificação dos fiéis, para a edificação do Corpo de Cristo, que é a Igreja; e para o culto a ser prestado a Deus. O selo do Espírito Santo, que recebemos em todos os Sacramentos é a marca de Deus em nós. Nós lhe pertencemos: “…fostes selados com o Espírito Santo que fora prometido”.(Ef 1, 13 ). Essa marca faz-nos testemunho vivo de Jesus Ressuscitado. Por isso é preciso vigiar nossas atitudes, porque aonde estivermos esse selo nos acompanhará: ” Não contristeis o Espírito Santo de Deus, com o qual estais selados para o dia da Redenção.” ( Ef 4, 30 )Estes são os sacramentos: o Batismo, a Confirmação ( Crisma), a Eucaristia, a Penitência ( Confissão ), a Unção dos Enfermos, a Ordem, o Matrimônio.      O BATISMO – O Batismo junto com a Crisma e a Eucaristia são os chamados sacramentos da iniciação cristã. O Batismo  nos insere no Corpo de Cristo, que é a Igreja, onde Cristo é a cabeça que orienta seus membros, através do Espírito Santo: ” Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formar um só corpo.” ( I Cor 12, 13 )  Jesus ensinou como fazer o batismo dos fiéis: ” Fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” ( Mt 28, 19 ). É preciso antes do batismo receber a catequese da Palavra, por isso os pais e padrinhos das crianças a serem batizadas, fazem cursos na Igreja e prometem educar seus filhos e afilhados na fé cristã. A partir do Batismo o Espírito Santo mora em nosso coração e recebemos a adoção filial de Deus , podemos chamá-lo de Pai, como Jesus o fez: ” A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: ” Aba, Pai!” ( Gl 4,6).      É o  Espírito Santo  quem nos enche de dons, também chamados carismas por São Paulo. São dons que precisaremos na caminhada para nos santificar e ajudar na santificação de nossos irmãos.Os dons são chamados de Infusos e Carismáticos. Os Infusos são: sabedoria e inteligência, conselho e fortaleza, ciência e piedade, e temor a Deus ( Is 11, 1-2 ).Os dons Carismáticos são:  de milagres, profecia, dom de línguas, interpretação das línguas, palavra de sabedoria, palavra de ciência, dom da fé, dom de cura e dom do discernimento.( I Cor 12, 8-10 ). Não só de dons o Espírito Santo nos enche , mas também de frutos. Em Gálatas 5, 22-23, São Paulo cita-os ” …o fruto do Espírito é caridade, alegria , paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Como se dá com todo fruto, é preciso se empenhar em plantar boas ações para colhê-los em abundância, permanecendo em Deus e na sua Palavra: ” Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto…” ( Jo 15,5 )

 

   No Batismo,o Espírito Santo derrama o amor de Deus em nossos corações e nos  faz templos do Espírito Santo:” Não sabeis que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”( 1 Cor 3,16 )  É importante que se batize ainda criança, pois assim o cristão terá mais tempo para buscar viver a vida de santidade e andar no caminho da salvação, que é Jesus. Pois é essa a principal missão do Espírito  Santo, após a purificação do pecado original no batismo.

 

 Os ritos batismais são: – a água- o mergulho na água, ou água jorrada na cabeça do batizando, significa o mergulho na morte de Cristo, do qual somos purificados do pecado; e ressuscitamos com Cristo para uma vida nova.( Rm 6, 4 )-o sinal da cruz: o batizando é assinalado com a cruz, que é a marca de Cristo, que nos redimiu por ela. Agora é a marca e o nome do batizando também: cristão.– a Palavra de Deus: a Palavra de Deus é proclamada em todo o rito batismal.– a unção com óleo: o batizando é ungido com óleo do Crisma, perfumado, significando, entre outras coisas, que o cristão deve ser perfume no mundo.-a veste branca: Jesus lavou nossas vestes sujas de pecado com seu sangue redentor e tornou-as brancas e puras.– a vela acesa – indica que todo o batizado deve se tornar, à partir do Batismo, um outro Cristo, sendo luz para o mundo. ( Mt 5, 14 )O Batismo de Jesus, ministrado por S. João Batista ( Mt 3, 13-17) é o sinal de Deus para que todos os que queiram pertencer a Cristo e a sua Igreja também sejam batizados num só Senhor, numa só fé, num só Batismo ( Ef 4, 5 )

 

 E em Pentecostes com o cumprimento da promessa do Pai, enviando o Espírito Santo sobre Maria Santíssima e os Apóstolos, o batismo  se trornou possível a todos” pois a promessa é para vós, para os vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor nosso Deus”.( At 2, 39) A caminhada de conversão se inicia no Batismo , mas é preciso buscar a santificação diariamente, pedindo a renovação de pentecostes na nossa vida para não vacilarmos na fé, na esperança e na caridade, e receber o prêmio das mãos de Deus no final da nossa vida terrena: a salvação eterna. 

Ó Espírito Santo, faz-nos viver a experiência de seu amor todos os dias de nossas vidas.

 

 A CONFIRMAÇÃO ( CRISMA)  – Na quinta-feira Santa, o Bispo junto com o Clero, benze os óleos que vão ser utilizados nos sacramentos, incluindo o óleo do Crisma. O sacramento da Confirmação é uma complementação do sacramento do Batismo. Mas só pode ser administrado pelo Bispo. Como há muitos batizandos em todas as Comunidades, seria impossível ao Bispo estar presente em todos os batizados, então ele vai num outro momento na paróquia e crisma a todos de uma só vez.

 

 Geralmente se recebe o Sacramento da Crisma na adolescência, pois os fiéis já possuem mais comprometimento com o serviço do Reino e podem servir à Igreja, como Jesus mesmo fala em Lc 4, 18-19 :” O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres…”A unção do óleo do Crisma tem o significado de envio para a mesma missão de Jesus. O Bispo unge cada crismando, falando: ” Recebe o selo do dom do Espírito Santo”.O óleo também é sinal de abundância, alegria, purificação, força, cura, beleza e saúde. 

O Bispo impondo as mãos sobre todos os crismandos, faz a seguinte oração: Deus Todo-Poderoso, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que pela água e pelo Espírito Santo fizestes renascer estes vossos servos, libertando-os do pecado, enviai-lhes o Espírito Santo Paráclito; dai-lhes, Senhor, o espírito de sabedoria e inteligência, o espírito de conselho e fortaleza, o espírito da ciência e piedade – e enchei-os do espírito de vosso temor. Por Cristo Nosso Senhor.

 O efeito do sacramento da Confirmação é a efusão especial do Espírito Santo, como foi outorgado outrora aos apóstolos no dia de Pentecostes.( Cic 1302)

O Espírito Santo  torna a Igreja fecunda: cheia de dons e frutos, instrumentos de santificação  para todas almas. O Espírito Santo é santo e tudo o que Ele toca se santifica.

 

Jesus amado, renova em nós o Dom do Espírito Santo, que derramaste em nós no Batismo e confirmastes na Crisma. Obrigada, Senhor, porque destes dois sacramentos para selar em nós ” o Espírito da Verdade” que nos leva a ser santos, como Vós Sois santos.

A EUCARISTIA 

É o centro da vida da Igreja. Nela acontece o Mistério Pascal, memória da paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. “A liturgia cristã não somente recorda os acontecimentos que nos salvaram, como também os atualiza, torna-os presentes. O mistério pascal de Cristo é celebrado, não é repetido; o que se repete são as celebrações; em cada uma delas sobrevém a efusão do Espírito santo que atualiza o único mistério” ( Cic 1104) 

No sacramento da Eucaristia, Jesus é presença  viva na Hóstia consagrada em Corpo, sangue, Alma e Divindade.A Consagração só é realizada pelos presbíteros ( Bispos e padres), que pedem a Deus: ” Santificai pelo Espírito Santo as oferendas (do pão e do vinho) que vos apresentamos para serem consagradas, a fim de que se tornem o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, que nos mandou celebrar este mistério.” 

Tomar a Eucaristia é querer ter vida, pois Jesus é o Pão da vida terrena e da vida eterna: “Assim como o Pai , que vive me enviou e eu vivo pelo pai, também aquele que de mim se alimenta viverá por mim”.( Jo 6, 57) São João Maria Vianney refletiu: ” Cada Hóstia consagrada é feita para se consumir de amor em um coração humano.” 

Quando comungamos pela primeira vez tivemos ensinamento da Palavra de Deus e da Doutrina da Igreja ( catequese). Também passamos pelo sacramento da Confissão, onde confessamos, nos arrependemos de nossos pecados e assim cremos que fomos perdoados por Deus.Mas mesmo depois da primeira comunhão precisamos confessar, o quanto for necessário para receber o Corpo do Senhor, pois diz São Paulo: ” Que cada um se examine a si mesmo e, assim, coma desse pão e beba desse cálice.” ( I Cor 11,28 )

 É preciso estar em estado de graça ( sem pecado grave)  para continuar comungando. 

 A Igreja recomenda que o fiel comungue sempre que participar da  Celebração da Eucaristia, pois aumenta  a união com o Senhor, perdoa-lhe os pecados veniais e o  preserva dos pecados graves.

Também reforça os laços de caridade entre os fiéis e a unidade do Corpo Místico de Cristo.(Cic pag 338)E principalmente sacia a fome e sede da presença de Deus em nossa vida. Jesus nos convida à Eucaristia e se deixa encontrar: ” Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede.” ( Jo 6, 35 )

Na Celebração Eucarística tem sempre: a proclamação da Palavra de Deus, a ação de graças a Deus Pai por todos os seus benefícios, especialmente por Jesus, a consagração do pão e do vinho e a participação no banquete Eucarístico.

E nunca é demais falar da Palavra que narra a instituição da Eucaristia por Jesus: “ Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: “ Tomai e comei, isto é o meu corpo”. Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo:” Bebei dele todos, porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados”.

E finalizando essa reflexão, citamos a fala do Papa Bento XVI:“A Eucaristia é escola de caridade e de solidariedade. Quem se alimenta com o Pão de Cristo não pode ficar indiferente perante aqueles, inclusive em nossos dias, que carece do pão cotidiano. Muitos pais conseguem a duras penas encontrá-lo para si e para seus filhos. É um problema cada vez mais grave, que custa ser resolvido pela comunidade internacional. A Igreja não só reza «dá-nos hoje o pão de cada dia», mas, seguindo o exemplo do Senhor, se compromete de todas as maneiras por «multiplicar os cinco pães e os dois peixes» com inumeráveis iniciativas de promoção humana, compartilhando o imprescindível para que a ninguém falte o necessário para viver”.

 Jesus, queremos buscar frequentemente a Sagrada Eucaristia para enchermos da sua força e não vacilarmos nas dificuldades da vida. Ajuda-nos, Senhor a cumprir este propósito. Amém.

A PENITÊNCIA ( CONFISSÃO )

 O sacramento da Penitência e o sacramento da Unção dos Enfermos são chamados  de sacramentos de Cura.A caminhada de conversão passa sempre pelo sacramento da Penitência. Santo Agostinho diz: ” A confissão das más obras é o começo das boas obras. Contribuis para a verdade e consegues chegar à luz. “ 

O Catecismo( 1446) ensina que ” Cristo instituiu o sacramento da Penitência para todos os membros pecadores de sua Igreja, antes de tudo para aqueles que depois do batismo, cometeram pecado grave, e com isso perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial.”

Durante sua vida pública Jesus demonstrou o poder que tem de perdoar os pecados. Jesus disse ao paralítico: ” Meu filho, coragem!Teus pecados te são perdoados.”( Mt 9,2 )  E passou esse poder aos seus discípulos e estes por sua vez ao Papa, Bispos e Sacerdotes: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, lhes serão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos.” ( Jo 20, 23 ) O sacramento da Penitência é também chamado o sacramento do Perdão, pois o pecador se reconcilia com Deus e com os irmãos.

Este sacramento , como os demais tem normas a serem seguidas.Para se aproximar do confessionário, é preciso: 

-arrepender-se das faltas cometidas como ofensa a Deus, ao irmão, e à Igreja, Corpo Místico de Cristo, pois “se um membro sofre, todos os membros padecem com ele…( I Cor 12, 26);

–  fazer um exame de consciência  e reconhecer-se pecador diante de Deus. Recorrer à luz do Espírito Santo para lembrar dos pecados cometidos e confessá-los com o coração arrependido, pois Jesus diz que é o Espírito Santo quem: …” convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo”. ( Jo 16, 8 )

 – crer que Deus na sua infinita misericórdia nos perdoa de toda a ofensa cometida;

– fazer um propósito de não mais pecar;

– cumprir a penitência dada pelo confessor;

– confiar que Deus na sua justiça nos dará a remissão da pena eterna dos pecados mortais, veniais e outros. 

Sentimo-nos aliviados e em paz, quando ouvimos na confissão as palavras do sacerdote:” Eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai. do Filho e do Espírito santo”. 

Os frutos desse sacramento são inúmeros em nossa vida espiritual, mental e física. É um sacramento de Cura. É a Igreja quem diz, então, assim é, pois através de Pedro a Igreja recebeu essa autoridade de Jesus: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” ( Mt 16,19) 

São Padre Pio que muito desempenhou a missão de confessor em seu ministério sacerdotal, disse sobre o sacramento da Confissão: “ O confessionário é um tribunal de Misericórdia Divina, mas ao mesmo tempo a sofrida função da caridade sacerdotal”.

E para concluir o Catecismo diz: ” O sacerdote é o sinal e o instrumento do amor misericordioso de Deus para com o pecador.”( 1465)

Ó Maria Santíssima Concebida sem pecado, ensina-nos a ter uma vida de pureza e castidade para não nos desviarmos do caminho da santidade. 

A UNÇÃO DOS ENFERMOS 

É um sacramento voltado para as pessoas doentes, ou  então debilitadas pela idade avançada. O sacerdote unge a pessoa com óleo, também bento pelo Bispo, e faz uma oração de perdão dos pecados, pois se ela não melhorar e estiver na sua hora de morrer, torna-se o Sacramento uma preparação para a passagem para à vida eterna. 

O sacramento da Unção dos Enfermos pode ser celebrado na casa do doente, hospital ou, e preferencialmente na Celebração Eucarística. A Palavra de Deus diz em Tiago 5, versículos 14 e 15: Alguém dentre vós está doente? Mande chamar os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o porá de pé; e se tiver cometido pecado, estes lhe serão perdoados.”

 A Igreja, pelos sacramentos e orações, tem o poder de curar os doentes, como Jesus fez:” …aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai. E tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.” ( JO 14, 12-13).

A Igreja tem o mesmo poder de Jesus, porque é banhada continuamente pela fonte de água viva, o Espírito Santo, que ficou conosco, quando Jesus foi para o Céu.: “Tudo o que essa água atingir se tornará são e saudável e em toda a parte aonde chegar a torrente, haverá vida.” ( Ez 47, 9 ) 

Jesus utilizou de vários recursos para curar os enfermos: pela imposição das mãos, pela saliva, pela Palavra, a força das suas vestes, lama, etc…E também nos deu exemplo de que precisamos tratar o enfermo com amor, atenção e cuidado: ” Estive doente e me visitastes”. ( MT 25, 36 )  São Camilo de Léllis colocou em prática os ensinamentos de Jesus, pois buscou “ servir a Cristo na pessoa do doente.” É venerado pela Igreja como o Patrono dos Enfermos.Em Isaías 53,4 diz que o Nosso Senhor Jesus Cristo” levou nossas enfermidades e carregou nossas doenças “, pelo seu sofrimento e morte de cruz.Jesus sempre teve compaixão dos doentes. Muitos o procuravam para serem curados: “ Sua fama  espalhou-se por toda a Síria: traziam-lhe os doentes e os enfermos, os possessos, os lunáticos, os paralíticos. E Ele curava a todos.” ( MT 4, 24 ) A parábola do Bom Samaritano ilustra bem a preocupação de Jesus com os doentes. ( Lc  10,25-35) O Papa Bento XVI “ louva quantos na Igreja, seguindo o exemplo do Bom Samaritano, servem os doentes e os encorajam a perseverar.” E complementa:..é preciso também que haja políticas públicas para os doentes incuráveis ou que estão em fase terminal, principalmente os que devido à sua pobreza, não podem contar com cura médica e estão a morrer sem dignidade. 

Ó Médico dos médicos, cura-nos de todas as feridas de nossa história. Lava-nos com seu Sangue Redentor. Cura-nos pelas suas chagas, Senhor!

 O SACRAMENTO DA ORDEM

Graças ao Batismo, todos os fiéis participam do sacerdócio de Cristo. Mas existe uma outra participação na missão de Cristo, a do ministério conferido pelo sacramento da Ordem, cuja tarefa é servir em nome e na pessoa de Cristo-Cabeça no meio da comunidade. É conferido um poder sagrado para o serviço dos fiéis. Este serviço é o ensinamento ( múnus docendi), do culto divino ( múnus liturgicum ), e do governo pastoral ( múnus regendi).

O ministério ordenado é exercido em três graus: o dos Bispos, o dos presbíteros e o dos diáconos.

Os que recebem esse sacramento são consagrados para serem os pastores da Igreja, em nome de Cristo e na pessoa de Cristo (in persona Christi). O que quer dizer que quando o bispo ou sacerdote, por exemplo, consagram o pão e o vinho na Eucaristia, em Corpo e Sangue de Cristo, proferem as palavras da consagração como se fosse o próprio Cristo: “Tomai, todos, e comei: isto é o meu Corpo, que será entregue por vós”. E “Tomai, todos, e bebei: este é o Cálice do meu sangue, o Sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por nós e por todos para a  remissão dos pecados”.

E o Papa Bento XVI falando aos Diáconos diz: “…em virtude do sacramento da Ordem, vós vos revestis de Cristo“ ( Gl 3,27 ). E São João Maria Vianney  ( patrono dos párocos) fala que “ O Sacerdote é um outro Cristo ( Alter Christus), é seu Ministro Sagrado entre os homens.” E  também: “Se soubéssemos o que é o sacerdote na terra, morreríamos não de espanto, mas de amor”… “O sacerdócio é o amor do coração de Jesus”

 O Bispos, Arcebispos e Cardeais são ordenados no grau máximo do sacramento da Ordem. Todos são Bispos. Para chamá-los usa-se Dom ( senhor). Com o Papa à frente, os Bispos do mundo inteiro formam o Colégio Apostólico, que sucede os Apóstolos na Igreja.

Cardeais são bispos de importantes dioceses do mundo. São escolhidos pelo Papa como representantes da Igreja em todo o mundo. São responsáveis pela assessoria direta ao Papa. São responsáveis pela eleição do novo Papa.

Arcebispo é o bispo de uma arquidiocese. É o titular da sede metropolitana, que é formada pelo conjunto de diversas dioceses ( províncias).  É responsável pelo zelo da fé e da disciplina eclesiástica. Preside a reunião dos bispos da Província.

O Bispo é o pastor da Igreja particular, responsável pelo ensinamento da Palavra de Deus, pela celebração da Eucaristia e demais sacramentos; e pela animação e organização dos carismas e ministérios do Povo de Deus. A cada quatro anos vai à Roma, apresentar ao Papa o relatório do que se realizou em sua diocese.

Pelo sacramento da Ordem não há diferença entre padre, cônego ou monsenhor. Cônego e Monsenhor são títulos de homenagem em reconhecimento por serviços prestados à Igreja.

Através dos Cardeais,  Arcebispos,  Bispos, Sacerdotes e Diáconos, Jesus continua a sua missão salvífica na terra arrancando os homens do pecado e da morte eterna, pelos sacramentos da Igreja.

O Papa Bento XVI convida o Magistério da Igreja a viver “ na obediência a uma única e grandiosa lei, a do amor que se entrega totalmente e serve com humildade uma vida que a graça do Espírito Santo torna cada vez mais semelhante a de Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, Servo de Deus e dos homens.

A Igreja tem em suas normas sacramentais, o celibato como condição para a vida sacerdotal, pois entende que é uma graça especial aos chamados para a vida do sacerdócio, a exemplo de Jesus, que explica em Mateus 19, 12, o chamado a uma vida inteiramente dedicada ao serviço do Reino.  “O celibato na realidade, constitui uma especial conformação ao estilo de vida do próprio Cristo”. (Papa Bento XVI). A Igreja confere o sacramento da Ordem para os candidatos que estão prontos a abraçar livremente o celibato e manifestam publicamente sua vontade de guardá-lo por amor do Reino de Deus e do serviço aos homens.

Antes de ser papa, bispo e cardeal são todos sacerdotes de Cristo, pois foram ordenados como tal no início do seu ministério. Os sacerdotes são verdadeiros representantes de Cristo em nosso meio. Eles tem sempre pra nos dar: aconselhamento, amizade, sustento, orientação,acolhimento, palavras de sabedoria, disponibilidade. São incansáveis!

São os Bispos e Sacerdotes  que presidem e ministram os sacramentos de nossa Igreja. Precisamos pedir sempre a Deus para que não faltem jovens vocacionados ao ministério sacerdotal. A nossa igreja jamais pode ficar sem eles. 

 A ordenação dos bispos (episcopal) é presidida por pelo menos três bispos, que impõe  as mãos sobre o  bispo que vai receber a ordenação. Já na ordenação dos sacerdotes e diáconos, a presença de um bispo é suficiente.

A ordenação é feita seguindo os ritos próprios do sacramento da Ordem, dentre outros citamos:

– a ordenação é realizada dentro da Celebração Eucarística;

– quem preside a ordenação dos novos sacerdotes e diáconos é o bispo, que impondo as mãos sobre os eleitos, faz a oração consagratória, pedindo o dom do Espírito Santo;

– o eleito prostra-se por terra, é cantada então a ladainha dos Santos pedindo a intercessão por ele;

– os novos sacerdotes são ungidos nas mãos com óleo do sacramento, os diáconos, não;

– os novos sacerdotes e diáconos recebem as suas respectivas vestes, segundo o ministério ordenado de cada um. Se for ordenação do bispo também este recebe suas vestes próprias;

– o novo sacerdote recebe a patena com o pão e o cálice com o vinho, já o diácono recebe o livro dos evangelhos.

Assim como o batismo e a confirmação o sacramento da ordem não pode ser repetido. O chamado e o dom de Deus são irrevogáveis, mesmo que alguém seja dispensado do ministério, continuará sendo diácono, padre ou bispo.

Os candidatos à ordenação episcopal, sacerdotal ou diaconal será sempre o batizado do sexo masculino, nunca de mulheres. É isso que a fé católica reza seguindo a sua Tradição e os Evangelhos, pois Cristo escolheu homens (Apóstolos ) para compor seu discipulado. João Paulo II foi firme sobre isso em sua Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis: “ …declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja.”  E o Papa Bento XVI conferiu sempre o poder de análise sobre esse assunto à  Congregação da Doutrina da Fé.

As funções de cada são resumidas assim:

– Os Bispos, como sucessores dos apóstolos e membros do Colégio episcopal, participam da responsabilidade apostólica e da missão de toda a Igreja, sob a autoridade do papa, sucessor de S. Pedro.

– Os Sacerdotes (presbíteros) estão unidos aos Bispos e dependem deles para exercer sua função ministerial. Recebem do Bispo o encargo de uma comunidade paroquial ou de uma função eclesial determinada.

– Os Diáconos não recebem o sacerdócio ministerial, mas a ordenação lhes confere funções, sob a autoridade de seu Bispo, no ministério da Palavra, do culto divino, do governo pastoral e do serviço da caridade .

E para concluir no livro do Apocalipse, o Senhor diz: “ Àquele que nos ama, que nos lavou de nossos pecados no seu sangue e que fez de nós um reino de sacerdotes para Deus e seu Pai, glória e poder pelos séculos dos séculos. Amém.

O MATRIMÔNIO 

O Catecismo nos ensina que: A vocação para o matrimônio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, conforme saíram da mão do Criador. A salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligada ao bem-estar da comunidade conjugal e familiar. (1603) 

O homem e a mulher foram criados um para o outro: “Por isso o homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne.”(Gn 2, 18-25). Jesus disse: “De modo que já não são dois, mas uma só carne”(Mt 19, 6). 

Após cometer o pecado original, Adão, não assume sua responsabilidade e acusa sua esposa Eva de ter o persuadido a comer o fruto proibido. Eva, também não assume sua desobediência e acusa a serpente de tê-la enganado. (Gn 3, 12). Essa divisão aconteceu por causa do pecado original e desde então não é raro os casamentos em conflitos que podem chegar até ao ódio e a ruptura.É importante buscar superar as dificuldades e seguir em frente, pois Deus nos criou no amor, somos a imagem e semelhança de Deus que é amor. O matrimônio cristão é indissolúvel: “O que Deus uniu o homem não separe”.(Mt 19, 6). 

E  São Paulo diz ainda sobre o Matrimônio: “Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe e se ligará a sua mulher, e serão ambos uma só carne”. É grande este mistério: refiro-me à relação entre Cristo e a sua Igreja. (Ef 5, 31-32). Quer dizer que o sacramento do matrimônio concede aos esposos a graça de amarem-se com o mesmo amor que Cristo amou sua igreja e se entregou por ela.(CIC 1661). 

O Espírito Santo se faz presente no matrimônio selando a aliança entre os esposos, e também com Deus, na fidelidade e no amor.  Para o casal (homem e mulher) que vão contrair o matrimônio é necessário:

 -serem desimpedidos

-serem batizados

-serem livres para escolher casar

-dar o consentimento (sim)

-é preciso ter certeza do ato em si e ter testemunhas para atestá-lo 

– fazer a celebração do casamento publicamente, de preferência na Igreja

-Fazer a troca das alianças entre os cônjuges: “A aliança dos esposos é integrada na aliança de Deus com os homens. O autêntico amor conjugal é assumido no amor divino. Relembra o simbolismo de Deus com seu povo”.( Cic) 

-estarem abertos a procriação e à educação dos filhos, pois Deus abençoou o homem e a mulher e disse: “Crescei e multiplicai-vos”(Gn 1, 28).

O vínculo matrimonial jamais pode ser dissolvido. É um ato livre dos esposos, mas depois de concluído é uma realidade irrevogável. A Igreja não pode ir contra a disposição da sabedoria divina que diz na sua Palavra que o matrimônio é indissolúvel. 

 Sobre Nulidade 

Existem razões graves e fortes que podem levar “a nulidade do casamento”, são situações que passarão pelo tribunal eclesiástico a quem compete o julgamento e a sentença, que torna nulo ou inexistente o matrimônio, se as provas e testemunhos apresentados estão de acordo com as normas do processo de nulidade. 

Sobre casamentos mistos 

Os casamentos mistos, onde um dos conjugues não professa a fé católica, deve ser acompanhado pela Igreja, e os próprios cônjugues deverão se empenhar mais na vivência do amor, para que essa diferença de crença, não seja um empecilho para a harmonia do casal e desentendimento na educação  de seus filhos. 

 Sobre  separação 

O Catecismo diz: Quando a união do casal já se tornou insuportável, pelos muitos conflitos, a Igreja admite a separação física dos esposos. Mas não deixam de ser marido e mulher diante de Deus, e não são livres para contrair uma nova união. A Igreja por fidelidade a Palavra de Jesus se mantém firme em não reconhecer válida nova união: “Quem repudia sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher repudia o marido e se casa com outro, comete adultério.” Mc 10, 11-12 O ideal é que o casal busque a reconciliação, pois sempre haverá essa ligação perene entre eles, por causa da força do sacramento. A Palavra de Deus retrata isso:” Eu sou do meu amado e meu amado é meu” ( Ct 6,3).

O lar cristão é o lugar em que os filhos recebem o primeiro anuncio da fé: é chamado de Igreja doméstica, comunidade de oração, partilha e amor.São Paulo recomenda:” Filhos, obedecei a vossos pais segundo o senhor; porque isto é justo. Honra teu pai e tua mãe, para que sejas feliz e tenhas longa vida sobre a terra.” Efésios capítulo 6, versículos 1 e 3. E continua a nos exortar:” Pais não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor”. ( Ef 6, 4 )

Hoje há muitos e graves conflitos familiares, como nunca houve na história do mundo. Se seguíssemos a orientação de Deus que nos pede obediência aos seus Mandamentos, com certeza tudo isso seria evitado.  O Papa Bento XVI diz: “As iniciativas voltadas para salvaguardar os valores essenciais da vida, desde sua concepção, e da família, fundamentada no casamento indissolúvel entre um homem e uma mulher, ajudam a responder a alguns dos desafios que, hoje, se opõem ao bem comum”.

Jesus comparou o amor e o respeito entre os esposos no matrimônio ao mesmo amor que Ele tem por sua Igreja: ” Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela.”( Ef 5, 25) E  “Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos.” ( Ef 5, 24) Quando há o amor recíproco, a submissão não é escravidão, mas diálogo e entendimento.

 

Ó Jesus, como nas Bodas de Caná , dai o vinho novo do amor, da paciência, da compreensão, da fidelidade e do perdão a todas as famílias cujo matrimônio tem passado por dificuldades.

Ó Maria Santíssima, Mãe e Advogada nossa, interceda junto ao seu Filho Jesus pela Igreja, pelo Papa, pelos Bispos, pelos Sacerdotes, pelos Diáconos e por todas as famílias cristãs. Amém.

Jane Amábile- Com. Divino Espírito Santo

16 de julho de 2010 at 2:03 Deixe um comentário

ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

 

 Jesus Cristo se dá na Eucaristia, em forma de comida e bebida para nos alimentar espiritualmente, tanto nessa vida quanto para toda a eternidade. ( Jo 6, 53)  Mas Ele quis ficar ainda mais conosco, deixando-se encontrar no Sacrário.

O Sacrário fica no lugar de maior destaque da Igreja. E a hóstia consagrada é  guardada lá com chave. Só o sacerdote  tem acesso e as pessoas as quais ele designar, que normalmente são os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão.Qualquer desrespeito à Hóstia Consagrada é um desagravo a Deus, e os fiéis precisam se penitenciar e oferecer sacrifícios por esse desagravo.

Quando o Anjo apareceu aos pastorinhos Lúcia, Jacinta e Francisco, em Fátima, lhes ensinou uma oração em desagravo ao Senhor presente na Eucaristia: ” Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não vos amam.”

 Estar diante de Jesus Sacramentado é colocar-se em atitude de respeito, silêncio, contemplação e com o coração adorador, pois estamos diante de nosso Deus e Senhor. Quando Moisés esteve no  Monte Sinai, Deus mesmo lhe ensinou como se portar na presença d’Ele: ” Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa. ” ( Ex 3,5 )

Se pudermos ajoelhar diante de Jesus Cristo no Sacrário é bom, porque a Palavra de Deus tem vários exemplos de pessoas que se ajoelharam diante do Senhor, para que diante d’Ele ” se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos” ( Fl 2, 10 ). Também no Salmo 94, versículo 6, o salmista diz: ” Vinde, inclinemo-nos em adoração, de joelhos diante do Senhor que nos criou. “

 

Podemos citar algumas dessas pessoas:

-Quando a pecadora colocou-se  aos pés de Jesus chorando e banhou seus pés com suas lágrimas e ungiu-o com óleo. ( Lc 7, 38 )

-Jairo também ajoelhou-se diante de Jesus, pedindo que ressuscitasse sua filha.  A Palavra diz: ” …prostou-se diante dele…” ( Mt 9, 18 )

– A Cananéia ajoelhou-se aos pés de Jesus, quando veio pedir que livrasse sua filha da possessão do demônio: ” Mas aquela mulher veio prostar-se diante dele…” ( Mt 15, 25 )

– No céu , ajoelharemos  diante do trono de Deus: ” …os vinte e quatro Anciãos inclinavam-se profundamente diante daquele que estava no trono e prostavam-se diante daquele que vive pelos séculos dos séculos… ( Ap 4, 10 )

 Mais que dobrar os nossos joelhos é dobrar o nosso coração diante de Jesus Sacramentado; é sentir-se “um pobre vermezinho” ( Is 41, 14 ) diante da grandeza de Deus; é exaltá-Lo para humilhar-se a si mesmo, como fez Nossa Senhora no Magnificat;  é submeter-se ao seu senhorio;  é reconhecer-se criatura diante do criador;  é proclamar suas maravilhas; é confessar que Jesus é o único Salvador…

 São Pedro Julião Eymard diz que: ” Foi Maria que primeiro adorou o Verbo Encarnado em seu seio virginal; quem ao vê-lo nascer, lhe ofereceu o primeiro dom do amor, que lhe fez a primeira profissão de fé”.  Maria tem o título de Mãe dos Adoradores. Depois de Maria e José, foram os pastores e os Magos os primeiros adoradores de Jesus.

Além de adorarmos Jesus no Sacrário, a Igreja coloca no altar a Hóstia Consagrada dentro do Ostensório,  na primeira quinta ou sexta-feira de cada mês, ou em datas especiais. Esse é um momento de profunda adoração e louvor com orações espontâneas ou elaboradas anteriormente, geralmente presidida pelo sacerdote.  Ao final da adoração o sacerdote dá a bênção aos fiéis com o Santíssimo.  Se for uma hora de adoração é chamada de Hora Santa.

A Igreja tem também testemunho de adoração pública a Jesus Sacramentado, quando sai em procissão com o Santíssimo pelas ruas dos bairros. Isso se dá especialmente no dia de Corpus Christi. Em muitos lugares do Brasil, o Santíssimo, nas mãos dos sacerdotes, passa sobre tapetes floridos, ornados pelos fiéis.

Diversas Congregações Religiosas de  nossa Igreja,  em diversas partes do mundo,  fazem a Adoração Perpétua. Que é uma adoração incessante a Jesus sacramentado, que pode durar dias, semanas, meses ou anos.  Eis algumas das Congregações religiosas que tem o carisma da Adoração Perpétua: as Irmãs Sacramentinas, as Filhas do Santíssimo Sacramento; a Sociedade do Santíssimo Sacramento, etc…

 A nossa adoração a Deus será perfeita quando o adorarmos em espírito e com sinceridade de coração. Jesus disse à Samaritana e está dizendo pra nós hoje: ” Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade. ” ( Jo 4, 24 ) Como  Tomé, possamos dizer a Jesus, do fundo do nosso coração: ” Meu Senhor e meu Deus!” ( Jo 20, 28 )

Busquemos a cada dia mais frequentar o Sacrário, lugar da presença do Deus vivo e ressuscitado no meio de nós. Deus quer ser encontrado por nós para dar o que necessitamos. Ele está sempre a nos esperar: ” Mantive-me à disposição das pessoas que não me consultavam, ofereci-me à queles que não me procuravam. Eis-me aqui, eis-me aqui, dizia eu a um povo que não invocava meu nome. ( Is 65,1 )

As graças que acompanham a devoção ao Santíssimo Sacramento são inúmeras, eu mesmo posso atestar muitas delas na minha vida.

Fica ali, irmão( a ), diante de Jesus no Sacrário, em oração silenciosa. Não precisa buscar emoções. A presença de Jesus é o suficiente para nos abastecer de graças sem conta.  Ele é ” o Verbo que se fez carne e habitou entre nós” ( Jo 1, 14 ). Porque Deus está em nosso meio, cremos então que somos curados das enfermidades  da alma, do corpo e da mente. 

Deus diz no Evangelho de São João: ” O Verbo era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem” ( Jo 1,9 ).  Deixemos que a luz de Cristo que vem da Hóstia Consagrada no Sacrário, nos livre de todo tipo de trevas e nos encha do amor de Deus.

 Adoro-vos! Ó Jesus, meu amado, meu tudo! Sou vossa, Senhor! Pertenço a ti, Senhor! Amo-vos! Confio em vós, meu Senhor!

 Sois a verdade que eu quero falar!  Sois a esperança que eu quero buscar!  Sois o caminho por onde quero passar!  Sois a vida que eu quero viver!

Ó Mestre e Senhor Jesus, estais  no Sacrário como fonte de amor e misericórdia para todos os  que vos buscam!  Que alegria saber que sois presença viva de  Deus Ressuscitado na hóstia consagrada.  Não estamos sozinhos, Senhor!

 Obrigada, meu Senhor e meu Deus! 

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

7 de julho de 2010 at 2:37 2 comentários

A CONSOLAÇÃO DE DEUS

O caminhar do povo no deserto é a história da nossa própria peregrinação nesse mundo: com muitas alegrias, mas também com inúmeros obstáculos a transpor.

Mas o Pai, por causa de seu imenso amor por nós, não desampara e nem nos deixa a  sós, por isso faz uma aliança no deserto com seu povo e promete nunca abandoná-lo. E essa aliança é renovada para toda a humanidade, através do derramamento do sangue do seu próprio Filho Jesus Cristo, morto na cruz.
Deus cuida, encoraja, sustenta, e conduz a todos nós, do início ao fim de nossas vidas,apesar de nossas infidelidades:”…eu carreguei desde vosso nascimento e sustentei desde o seio materno, permanecerei o mesmo até vossa velhice.” ( Is 46, 3-4 )
 
O Pai sempre providencia o que nos é necessário, sejam  bens espirituais ou bens materiais, pra vivermos nesse mundo com  dignidade de filhos, até chegarmos à Pátria Celeste.
 
Quando o povo no deserto sentiu fome, Deus os alimentou com o maná caído do céu.
Hoje e  em todos os tempos, o Senhor mata a nossa fome física providenciando de diversas maneiras o nosso sustento. Veja o que Jesus diz: ” Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai Celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? “( Mt 6, 26 )
 Mas, muito mais do que a fome física, o Senhor mata a nossa fome espiritual dando o verdadeiro Pão do céu: Jesus Cristo, na Sagrada Eucaristia.
 
Quando o povo do deserto sentiu sede, Deus fez brotar, por meio de Moisés a água da rocha: ” …ferirás o rochedo e a água jorrará dele; assim o povo poderá beber. ” ( Ex 17,6 )
Há  muitos rios, lagos e fontes na terra ,que Deus deu  para saciar a nossa sede, a dos animais, cultivar plantações,etc. E por isso não devemos desperdiçá-la…
Mas o Senhor não ficou satisfeito de só matar a nossa sede física, deu-nos o Espírito Santo, a Água Viva, para matar a sede da alma, a sede de Deus.
Jesus disse à Samaritana: ” Mas o que beber da água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna”.( Jo 4, 14 ). Falava do Espírito Santo. 
 
Quando o povo do deserto sentiu-se desprotegido, perdido, com medo e sem saber para onde ir, como nos sentimos hoje nesse mundo tão confuso e cheio de opções, algumas boas, outras más, Deus  orientou e iluminou seus caminhos com uma coluna de nuvem, durante o dia, e com uma coluna de fogo, durante à noite. ( Ne 9, 12 )
Depois da vinda de Jesus, o Pai nos direciona para Ele, que é o único caminho que nos leva à felicidade.
Jesus quando foi para o Pai enviou o Espírito Santo, o Consolador, para continuar sua missão de nos orientar  e ensinar, através de seus dons de sabedoria, entendimento, ciência e discernimento, como viver nesse mundo e  alcançar ao final da nossa vida, a coroa que Deus tem reservado no céu para nós.
É na Igreja de Cristo que recebemos todo o consolo de que precisamos para nossa vida e para ajudar nossos irmãos que estão precisando,pois o Papa,o Bispo e os Sacerdotes, nossos pastores, tem a autoridade de Deus para falar em nome d’Ele.  São Paulo diz em sua carta aos Tessalonicenses, capítulo5, versículo11: ” Assim, pois, consolai-vos mutuamente e edificai-vos uns aos outros, como já o fazeis.”
 
Como o povo no deserto passamos por momentos de dor, medo e desânimo, mas o Senhor está sempre a nos consolar, animar e encorajar com sua Palavra que tem poder para nos curar, libertar e salvar e assim chegar ao final da caminhada com o prêmio conquistado: a salvação de nossa alma.
 A Palavra de Deus diz em Isaías no capítulo 35, versículos 3 e 4:” Fortificai as mãos desfalecidas, robustecei os joelhos vacilantes. Dizei àqueles que tem o coração pertubado: ” Tomai ânimo, não temais! Eis o vosso Deus! ” 
Peçamos sempre a Nossa Senhora, que é a “Consoladora dos Aflitos”, que não nos deixe desanimar, nem vacilar diante das dificuldades do dia-a-dia.
E peçamos ao Nosso Senhor Jesus Cristo que nos sustente em todas as situações ruins que tivermos de passar, pois ” por ter Ele mesmo suportado tribulações, está em condição de vir em auxílio dos que são atribulados.” ( Hb 2, 18 )
O Papa João Paulo II no início de seu papado, fez um apelo emocionado à Igreja e ao mundo: ” Não tenhais medo! Permite a Cristo de falar ao homem, porque só Cristo sabe o que está dentro do homem. O homem hoje é invadido pelas dúvidas que se transformam em desespero. Permitam que Jesus fale ao  coração do homem.”
Obrigado, Senhor, pela sua presença constante em nossas vidas, somos tão fracos e precisamos tanto de vós!
Obrigada, Senhor, pelo cuidado que tem por cada um de nós!
Obrigada, Senhor, por consolar nossos corações de tantas  aflições!
Obrigada, Senhor, por iluminar nossos passos, por nos encorajar e proteger!
Confiamos em ti, senhor! Esperamos em ti, Senhor! Dependemos de ti, Senhor!
 
Jane Amábile – Comunidade Divino Esp. Santo

1 de julho de 2010 at 3:03 Deixe um comentário


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