Posts tagged ‘Páscoa’

«Eis o dia que o Senhor fez, dia de festa e de alegria» (Sl 117,24) – reflexão de Santo Epifânio de Salamina

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O Sol da justiça (Mal 3,20), desaparecido há três dias, ergue-Se hoje e ilumina toda a criação: Cristo, que esteve no túmulo três dias, existia antes de todos os séculos! Ele rebenta a terra como uma vinha e enche de alegria toda a terra habitada. Fixemos os nossos olhos no nascer de um sol que nunca conhecerá o poente; façamos avançar o dia e enchamo-nos da alegria desta luz!

As portas dos infernos foram quebradas por Cristo, os mortos erguem-se como que de um sono. Cristo levanta-Se, Ele que é a ressurreição dos mortos, e vem despertar Adão. Cristo, ressurreição de todos os mortos, levanta-Se e vem libertar Eva da maldição. Cristo levanta-Se, Ele que é a ressurreição, e transfigura com a sua beleza aquilo que estava sem beleza nem brilho (Is 53,2). Como alguém que dormia, Cristo acordou e desfez todas as manhas do inimigo. Ele ressuscitou e dá alegria a toda a criação; ressuscitou e esvaziou a prisão do inferno; ressuscitou e transformou o corruptível em incorruptível (1Cor 15,53). Cristo ressuscitado estabeleceu Adão na incorruptibilidade, na sua dignidade original.

Em Cristo, a Igreja torna-se hoje num novo céu (Ap 21,1), um céu mais belo de contemplar do que o sol que nós vemos. O sol que vemos todos os dias não se pode comparar com esse Sol; tal como um servo cheio de respeito, eclipsou-se diante dele quando O viu suspenso da cruz (Mt 27,45). É desse Sol que o profeta diz: «O Senhor, Sol da justiça, ergueu-Se para os que O temem» (Mal 3,20). [..]. Por Ele, Cristo, Sol de justiça, a Igreja torna-se um céu resplandecente de muitas estrelas, saídas da piscina baptismal para uma nova luz. «Eis o dia que o Senhor fez; exultemos e rejubilemos nele» (Sl 117,24), transbordantes de divina alegria.

Fonte: Evangelho Quotidiano

19 de abril de 2017 at 5:41 Deixe um comentário

«Pelo Cordeiro imolado, passamos da morte à vida»

Da Homilia de Melitão de Sardes, bispo, sobre a Páscoa
(Cap. 2-7, 100-103: SC 123, 60-64. 120-122) (Sec. II)

Ficai sabendo, caríssimos: o mistério pascal é um mistério antigo e novo, transitório e eterno… É mistério antigo em relação à Lei, novo em relação à Palavra encarnada; é transitório na sua figura, eterno pela graça… Com efeito, passou a figura e apareceu a realidade perfeita… Por consequência, a imolação da ovelha, a celebração da Páscoa e a escritura da Lei tiveram a sua perfeita realização em Jesus Cristo; porque tudo o que acontecia na antiga Lei se referia a Ele, e mais ainda na ordem nova, para Ele tudo converge.

Com efeito, a Lei fez-se Palavra e, sendo antiga, tornou-se nova. […] O Senhor, sendo Deus, fez-Se homem e, tendo sofrido em vez do enfermo… ressuscitou dos mortos e exclamou com voz poderosa: Quem ousará condenar-Me?… Eu libertei o condenado, dei a vida ao morto, ressuscitei o que estava sepultado. […]

Vinde, portanto, todas as nações da terra oprimidas pelo crime, e recebei a remissão dos pecados. Eu sou o vosso perdão, a Páscoa da salvação, o cordeiro por vós imolado, a água que vos purifica, a vossa vida, a vossa ressurreição, a vossa luz, a vossa salvação, o vosso rei. Eu vos elevarei até às alturas dos Céus; Eu vos ressuscitarei e vos mostrarei o Pai que está nos Céus; Eu vos exaltarei pela minha mão direita.

Fonte: Vaticano

6 de abril de 2015 at 9:25 Deixe um comentário

Páscoa da Ressurreição – Eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual Ele devia Ressuscitar dos mortos – São João 20, 1-9 – Dia 05 de abril

  1. No primeiro dia que se seguia ao sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro.
  2. Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram!
  3. Saiu então Pedro com aquele outro discípulo, e foram ao sepulcro.
  4. Corriam juntos, mas aquele outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.
  5. Inclinou-se e viu ali os panos no chão, mas não entrou.
  6. Chegou Simão Pedro que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos postos no chão.
  7. Viu também o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus. Não estava, porém, com os panos, mas enrolado num lugar à parte.
  8. Então entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu.
  9. Em verdade, ainda não haviam entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dentre os mortos.

O Sepulcro Vazio

“O sepulcro, testemunha muda da Ressurreição, falará. A pedra rolada, o interior vazio, as ligaduras por terra, eis o que verá João, quando chegar ao sepulcro juntamente com Pedro: “Viu e acreditou” (Jo 20, 8). E com ele acreditou a Igreja”. (Liturgia do Vaticano – 2000)

O Catecismo (§640) ensina que o sepulcro vazio “foi o primeiro passo para o reconhecimento do fato da Ressurreição. Foi primeiro, o caso das santas mulheres, depois o de Pedro. «O discípulo que Jesus amava» (Jo 20, 2) afirma que, ao entrar no sepulcro vazio e ao descobrir «os lençóis no chão» (Jo 20, 6), «viu e acreditou”.

“Pois eis que o rei, descido à região da morte, àqueles que o esperavam conduz à nova sorte. Por sob a pedra posto, por guardas, vigiado, sepulta a própria morte Jesus ressuscitado”. (Liturgia das Horas)

Jesus Ressuscitou! Aleluia!

O Papa Francisco explicou: “Jesus, o crucificado, Ressuscitou!” É este o acontecimento que está na base da nossa fé e da nossa esperança; se Cristo não tivesse ressuscitado, o cristianismo perderia o seu valor; toda a missão da Igreja veria esgotar-se o seu ímpeto, porque foi dali que partiu e é sempre daqui que de novo parte”. (Abril de 2014)

A Palavra diz: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé”. (1 Cor 15, 14)

Santo Atanásio disse: “Não era suficiente que o Filho de Deus tivesse encarnado. para levar a cumprimento o plano divino da salvação universal, era preciso que Ele morresse e fosse sepultado: Só assim toda a realidade humana teria sido aceita e, mediante a sua morte e ressurreição ter-se-ia manifestado o triunfo da vida, o triunfo do amor; ter-se-ia demonstrado que o amor é mais forte do que a morte”.

A Palavra diz: Jesus “acrescentou: É necessário que o Filho do homem padeça muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. é necessário que seja levado à morte e que ressuscite ao terceiro dia”. (Lc 9, 22)

O Papa Francisco disse que a ressurreição de Cristo nos “leva a viver com maior confiança as realidades diárias, a enfrentá-las com coragem e compromisso…A Ressurreição de Cristo é a nossa força!” (Dezembro de 2013)

“Senhor Jesus, a vossa cruz é inseparável da vossa ressurreição. Concedei-nos também a nós sempre a certeza de que, no profundo do nosso coração, inclusive a nossa morte não é uma porta que se fecha, mas que através da mesma morte cada um de nós entra convosco na eterna plenitude da vida”. (Cardeal Camillo Ruini-2000)

“Desdobra-se no céu a rutilante aurora. Alegre, exulta o mundo; gemendo, o inferno chora…Da região da morte cesse o clamor ingente: ‘Ressuscitou!’ Exclama o anjo refulgente. Jesus, perene páscoa, a todos alegrai-nos. Nascidos para a vida, da morte libertai-nos. Louvor ao que da morte ressuscitado vem, ao Pai e ao Paráclito eternamente. Amém”. (Liturgia das Horas)

Conclusão

O Catecismo (§561) ensina: “Toda a vida de Cristo foi um contínuo ensinamento: seus silêncios, seus milagres, seus gestos, sua oração, seu amor ao homem, sua predileção pelos pequenos e pelos pobres, a aceitação do sacrifício total na cruz pela redenção do mundo, sua ressurreição constituem a atuação de sua palavra e o cumprimento da revelação”.

Oração  

Jesus amado, eu creio que Tu nos oferece em cada situação de dor, a certeza de sermos agraciados com os frutos da Tua Ressurreição. Nós te louvamos Senhor, porque Tu ressuscitaste e por isso podemos contar com tantas situações de vida nova: a alegria, a vitória, a paz, a reconciliação, o amor verdadeiro, a prosperidade, a fidelidade, a esperança, a justiça, a cura, a libertação, a Igreja, o perdão dos pecados, a Eucaristia, os demais sacramentos, a intercessão dos santos, a maternidade de Maria, a vida eterna. Amém. Obrigado, Senhor!

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

31 de março de 2015 at 10:47 Deixe um comentário

22 de abril de 2014 at 14:06 Deixe um comentário

Alegremo-nos! Cristo Ressuscitou!

20 de abril de 2014 at 9:48 Deixe um comentário

Páscoa – Liturgia das Horas

 

V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio. R. Socorrei-me sem demora. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.Aleluia.
Hino

Às núpcias do Cordeiro em brancas vestes vamos. Transposto o mar Vermelho, ao Cristo Rei cantamos.
Por nós no altar da cruz seu corpo ofereceu. Bebendo deste sangue, nascemos para Deus.
Seu sangue em nossas portas afasta o anjo irado. Das mãos dum rei injusto seu povo é libertado.
O Cristo, nossa Páscoa, morreu como um Cordeiro. Seu corpo é nossa oferta, Pão vivo e verdadeiro.
Ó vítima verdadeira, do inferno a porta abris, livrais o povo escravo, dais vida ao infeliz.
Da morte o Cristo volta, a vida é seu troféu. O inferno traz cativo e a todos abre o céu.
Jesus, Pascal Cordeiro, em vós se alegra o povo, que, livre pela graça, em vós nasceu de novo.
A glória seja ao Cristo da morte vencedor. Ao Pai e ao Santo Espírito o nosso igual louvor.

20 de abril de 2014 at 9:46 Deixe um comentário

A boa nova não é só palavra, é testemunho de amor: Papa na mensagem Urbi et Orbi, nesta Páscoa 2014

 

2014-04-20 Rádio Vaticana

Cari fratelli e sorelle, buona Pasqua!
… Papa Francisco, nesta Páscoa 2014, dirigindo Urbi et Orbi (à Cidade de Roma e ao mundo inteiro), da varanda central da basílica de São Pedro, a sua mensagem pascal, em que tomou como ponto de partida o anúncio do anjo às mulheres, perante o sepulcro aberto: “Ressuscitou! Vinde e vede!” Uma mensagem que hoje ressoa uma vez mais na Igreja espalhada pelo mundo: «Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou (…). Vinde, vede o lugar onde jazia»
“Este é o ponto culminante do Evangelho, é a Boa Nova por excelência: Jesus, o crucificado, ressuscitou!”
É este o acontecimento que está na base da nossa fé e da nossa esperança – sublinhou o Papa: se Cristo não tivesse ressuscitado, o cristianismo perderia o seu valor; toda a missão da Igreja veria esgotar-se o seu ímpeto, porque foi dali que partiu e é sempre daqui que de novo parte. A mensagem que os cristãos levam ao mundo é esta: Jesus, o Amor encarnado, morreu na cruz pelos nossos pecados, mas Deus Pai ressuscitou-O e fê-Lo Senhor da vida e da morte.
“Em Jesus, o Amor triunfou sobre o ódio, a misericórdia sobre o pecado, o bem sobre o mal, a verdade sobre a mentira, a vida sobre a morte.”
Há que dizer a todos: «Vinde e vede», isso porque – insistiu o Papa – a Boa Nova não é apenas uma palavra, é testemunho…
“A Boa Nova não é apenas uma palavra, mas é um testemunho de amor gratuito e fiel: é sair de si mesmo para ir ao encontro do outro, é permanecer junto de quem a vida feriu, é partilhar com quem não tem o necessário, é ficar ao lado de quem está doente, é idoso ou excluído…
O Amor é mais forte, o Amor dá vida, o Amor faz florescer a esperança no deserto… “Com esta jubilosa certeza no coração”, o Papa Francisco prosseguiu a sua Mensagem pascal em jeito de oração ao Senhor ressuscitado pedindo-lhe a graça de O reconhecer e servir nos irmãos que sofrem:
“Ajudai-nos a procurar-Vos para que todos possamos encontrar-Vos, saber que temos um Pai e não nos sentimos órfãos; que podemos amar-Vos e adorar-Vos.
Ajudai-nos a vencer a chaga da fome, agravada pelos conflitos e por um desperdício imenso de que muitas vezes somos cúmplices. Tornai-nos capazes de proteger os indefesos, sobretudo as crianças, as mulheres e os idosos, por vezes objecto de exploração e de abandono.”
Na sua oração a Jesus Ressuscitado, Papa Francisco não esqueceu os que sofrem com doenças como a epidemia de ébola… dos quais é preciso cuidar, contrastando também as condições de vida que facilitam a sua difusão…
“Fazei que possamos cuidar dos irmãos atingidos pela epidemia de ébola na Guiné Conacri, Serra Leoa e Libéria, e daqueles que são afectados por tantas outras doenças, que se difundem também pela negligência e a pobreza extrema.”
O Papa pediu ao Senhor Ressuscitado que console quantos hoje não podem celebrar a Páscoa com os seus entes queridos porque a eles foram arrancados injustamente, como (é o caso, por exemplo) das numerosas pessoas – padres e leigos – sequestradas em diferentes partes do mundo.
Recordados também “os que deixaram as suas terras emigrando para lugares onde possam esperar um futuro melhor, viver a própria vida com dignidade e, não raro, professar livremente a sua fé.”
Na parte final da Mensagem pascal a todo o mundo, o Papa evocou as situações de guerra e de violências, nomeadamente a Síria, o Iraque, a Terra Santa, a República Centro-Africana, Nigéria, Sudão do Sul, Venezuela e Ucrânia…
Começando por pedir a “Jesus glorioso”, que “cesse toda a guerra, toda a hostilidade grande ou pequena, antiga ou recente”, prosseguiu o Papa Francisco, em tom de súplica:
“Suplicamo-Vos, em particular, pela Síria, para que quantos sofrem as consequências do conflito possam receber a ajuda humanitária necessária e as partes em causa cessem de usar a força para semear morte, sobretudo contra a população inerme, mas tenham a audácia de negociar a paz, há tanto tempo esperada.”
“Pedimo-Vos que conforteis as vítimas das violências fratricidas no Iraque e sustenteis as esperanças suscitadas pela retomada das negociações entre israelitas e palestinianos.
Imploramo-Vos que se ponha fim aos combates na República Centro-Africana e que cessem os hediondos ataques terroristas em algumas zonas da Nigéria e as violências no Sudão do Sul.
Pedimos-Vos que os ânimos se inclinem para a reconciliação e a concórdia fraterna na Venezuela.”
Finalmente a referência à Ucrânia, observando que este ano os católicos de rito latino celebram juntamente com as Igrejas que seguem o calendário juliano, o Papa pediu ao Senhor Ressuscitado “que ilumine e inspire as iniciativas de pacificação” e “que todas as partes interessadas, apoiadas pela Comunidade internacional, possam empreender todo esforço para impedir a violência e construir, num espírito de unidade e diálogo, o futuro do País”.
“Pedimo-Vos, Senhor, por todos os povos da terra: Vós que vencestes a morte, dai-nos a vossa vida, dai-nos a vossa paz!”
Cari fratelli e sorelle, buona Pasqua!
O Santo Padre a todos deu a sua especial bênção apostólica, a que está ligada, nesta circunstância, a indulgência plenária, nas condições previstas de conversão pessoal, absolvição sacramental e oração pelas intenções do Santo Padre.

Anteriormente, a partir das 10.15, o Santo Padre presidiu à solene Missa da Ressurreição, na Praça de São Pedro, com uma multidão incontável de fiéis. Coincidindo este ano a celebração da Páscoa nas comunidades de rito latino com a data da Páscoa nas comunidades que seguem o calendário juliano, a celebração papal de hoje incluiu também um antiquíssimo Cântico do património da liturgia pascal bizantina… que recordam as mulheres que vão ao Sepulcro para ungir o corpo de Jesus e recebem a boa nova de que o Senhor ressuscitou…

20 de abril de 2014 at 9:41 Deixe um comentário

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