Archive for dezembro, 2012

Mensagem de Ano Novo

Feliz 2013 a todos vocês e suas famílias!

Que haja paz em todo o mundo!

E abundantes  bênçãos de Deus em nossas vidas!

Nossa Senhora, Mãe de Deus, rogai por nós!

 

                           Jane Amábile

31 de dezembro de 2012 at 12:17 Deixe um comentário

Luke 2, 16-21 – texto bíblico para os irmãos de língua inglesa

16. So they went in haste and found Mary and Joseph, and the infant lying in the manger. 17. When they saw this, they made known the message that  had been told them  De  about  this   child. 18. All who heard it were amazed by what had been told them by the   shepherds. 19. And Mary kept all these things, reflecting on them in her   heart. 20. Then the shepherds returned, glorifying and praising God for all   they had heard and seen, just as it had been told to them. 21. When eight   days were completed for his circumcision, he was named  Jesus, the name given him by the Angel   before He was conceived in the womb.     

30 de dezembro de 2012 at 19:54 Deixe um comentário

Palavras do Papa antes da oração mariana do Angelus – 30/12/2012

Boletim da Santa Sé (Tradução: Jéssica Marçal, equipe CN Notícias)

 

ANGELUS Praça São Pedro – Vaticano Domingo, 30 de dezembro de 2012

Queridos irmãos e irmãs,
Hoje é a festa da Sagrada Família de Nazaré. Na liturgia, a passagem do Evangelho de Lucas nos apresenta a Virgem Maria e São José que, fiéis à tradição, vão para Jerusalém para a Páscoa junto com Jesus aos 12 anos. A primeira vez em que Jesus entrou no Templo do Senhor foi 40 dias depois do seu nascimento, quando os seus pais ofereceram para ele “um par de rolas ou dois pombinhos” (Lc 2,24), isso é, o sacrifício dos pobres. “Lucas, cujo todo Evangelho é perpassado de uma teologia dos pobres e da pobreza, faz entender… que a família de Jesus foi contada entre os pobres de Israel; nos faz entender que propriamente entre eles podia amadurecer o cumprimento da promessa” (A infância de Jesus, 96). Jesus hoje está de novo no Templo, mas desta vez tem um papel diferente, que o envolve em primeira pessoa. Ele cumpre, com Maria e José, a peregrinação a Jerusalém segundo o que prescreve a Lei (cfr Es 23,17; 34,23ss), mesmo que ainda não tinha cumprido o 13º ano de idade: um sinal da profunda religiosidade da Sagrada Família. Quando, porém, os seus pais retornam para Nazaré, acontece algo inesperado: Ele, sem dizer nada, permanece na Cidade. Por três dias Maria e José o procuram e o encontram no Templo, em diálogo com os mestres da Lei (cfr Lc 2,46-47); e quando lhe pedem explicações, Jesus responde que não deviam se surpreender, porque aquele é o seu lugar, aquela é a sua casa, com o Pai, que é Deus (cfr A infância de Jesus, 143). “Ele – escreve Orígenes – professa estar no templo de seu Pai, aquele Pai que revelou a nós e do qual disse ser Filho” (Homilia sobre o Evangelho de Lucas, 18, 5).
A preocupação de Maria e José por Jesus é a mesma de cada pai que educa um filho, o introduz na vida e para a compreensão da realidade. Hoje, portanto, é necessária uma oração especial ao Senhor por todas as famílias do mundo. Imitando a Sagrada Família de Nazaré, os pais se preocupam seriamente com o crescimento e a educação dos próprios filhos, para que amadureçam como homens responsáveis e honestos cidadãos, sem esquecer nunca que a fé é um dom precioso para alimentar nos próprios filhos também com o exemplo pessoal. Ao mesmo tempo, rezamos para que cada criança seja acolhida como dom de Deus, seja sustentada pelo amor do pai e da mãe, para poder crescer como o Senhor Jesus “em sabedoria, idade e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2, 52). O amor, a fidelidade e a dedicação de Maria e José sejam exemplo para todos os casais cristãos, que não são os amigos ou os mestres da vida de seus filhos, mas os guardiões deste dom incomparável de Deus.
O silêncio de José, homem justo (cfr Mt 1,19), e o exemplo de Maria, que guardava cada coisa no seu coração (cfr Lc 2, 51) nos faça entrar no mistério pleno da fé e da humanidade da Sagrada Família. Desejo a todos as famílias cristãs viver na presença de Deus com o mesmo amor e a mesma alegria da família de Jesus, Maria e José.

30 de dezembro de 2012 at 11:51 Deixe um comentário

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XVI PARA A CELEBRAÇÃO DO XLVI DIA MUNDIAL DA PAZ

1 DE JANEIRO DE 2013

BEM-AVENTURADOS OS OBREIROS DA PAZ

1. Cada ano novo traz consigo a expectativa de um mundo melhor. Nesta perspectiva, peço a Deus,  Pai da humanidade, que nos conceda a concórdia e a paz a fim de que possam  tornar-se realidade, para todos, as aspirações duma vida feliz e próspera.

À distância de 50 anos do início do Concílio Vaticano II, que permitiu dar mais  força à missão da Igreja no mundo, anima constatar como os cristãos, Povo de  Deus em comunhão com Ele e caminhando entre os homens, se comprometem na  história compartilhando alegrias e esperanças, tristezas e angústias, anunciando a salvação de Cristo e promovendo a paz para todos.

Na realidade o nosso tempo, caracterizado pela globalização, com seus aspectos  positivos e negativos, e também por sangrentos conflitos ainda em curso e por  ameaças de guerra, requer um renovado e concorde empenho na busca do bem comum,  do desenvolvimento de todo o homem e do homem todo.

Causam apreensão os focos de tensão e conflito causados por crescentes  desigualdades entre ricos e pobres, pelo predomínio duma mentalidade egoísta e  individualista que se exprime inclusivamente por um capitalismo financeiro  desregrado. Além de variadas formas de terrorismo e criminalidade internacional, põem em perigo a paz aqueles fundamentalismos e fanatismos que  distorcem a verdadeira natureza da religião, chamada a favorecer a comunhão e a  reconciliação entre os homens.

E no entanto as inúmeras obras de paz, de que é rico o mundo, testemunham a  vocação natural da humanidade à paz. Em cada pessoa, o desejo de paz é uma  aspiração essencial e coincide, de certo modo, com o anelo por uma vida humana  plena, feliz e bem sucedida. Por outras palavras, o desejo de paz corresponde a  um princípio moral fundamental, ou seja, ao dever-direito de um desenvolvimento  integral, social, comunitário, e isto faz parte dos desígnios que Deus tem para  o homem. Na verdade, o homem é feito para a paz, que é dom de Deus.

Tudo isso me sugeriu buscar inspiração, para esta Mensagem, às palavras de Jesus  Cristo: «Bem-aventurados os obreiros da paz, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9).

A bem-aventurança evangélica

2. As bem-aventuranças proclamadas por Jesus (cf. Mt 5, 3-12; Lc 6, 20-23) são promessas. Com efeito, na tradição bíblica, a bem-aventurança é um  género literário que traz sempre consigo uma boa nova, ou seja um evangelho, que  culmina numa promessa. Assim, as bem-aventuranças não são meras recomendações  morais, cuja observância prevê no tempo devido – um tempo localizado geralmente  na outra vida – uma recompensa, ou seja, uma situação de felicidade futura; mas  consistem sobretudo no cumprimento duma promessa feita a quantos se deixam guiar pelas exigências da verdade, da justiça e do amor. Frequentemente,  aos olhos do mundo, aqueles que confiam em Deus e nas suas promessas aparecem  como ingénuos ou fora da realidade; ao passo que Jesus lhes declara que já nesta  vida – e não só na outra – se darão conta de serem filhos de Deus e que, desde o  início e para sempre, Deus está totalmente solidário com eles. Compreenderão que  não se encontram sozinhos, porque Deus está do lado daqueles que se comprometem  com a verdade, a justiça e o amor. Jesus, revelação do amor do Pai, não hesita  em oferecer-Se a Si mesmo em sacrifício. Quando se acolhe Jesus Cristo,  Homem-Deus, vive-se a jubilosa experiência de um dom imenso: a participação na  própria vida de Deus, isto é, a vida da graça, penhor duma vida plenamente  feliz. De modo particular, Jesus Cristo dá-nos a paz verdadeira, que nasce do  encontro confiante do homem com Deus.

A bem-aventurança de Jesus diz que a paz é, simultaneamente, dom messiânico e  obra humana. Na verdade, a paz pressupõe um humanismo aberto à transcendência;  é fruto do dom recíproco, de um mútuo enriquecimento, graças ao dom que provém  de Deus e nos permite viver com os outros e para os outros. A ética da paz é uma  ética de comunhão e partilha. Por isso, é indispensável que as várias culturas  de hoje superem antropologias e éticas fundadas sobre motivos teorico-práticos  meramente subjectivistas e pragmáticos, em virtude dos quais as relações da  convivência se inspiram em critérios de poder ou de lucro, os meios tornam-se fins, e vice-versa, a cultura e a educação  concentram-se apenas nos instrumentos, na técnica e na eficiência. Condição  preliminar para a paz é o desmantelamento da ditadura do relativismo e da  apologia duma moral totalmente autónoma, que impede o reconhecimento de quão  imprescindível seja a lei moral natural inscrita por Deus na consciência de cada  homem. A paz é construção em termos racionais e morais da convivência,  fundando-a sobre um alicerce cuja medida não é criada pelo homem, mas por Deus.  Como lembra o Salmo 29, « o Senhor dá força ao seu povo; o Senhor abençoará o  seu povo com a paz » (v. 11).

A paz: dom de Deus e obra do homem

3. A paz envolve o ser humano na sua integridade e supõe o empenhamento da pessoa  inteira: é paz com Deus, vivendo conforme à sua vontade; é paz interior consigo  mesmo, e paz exterior com o próximo e com toda a criação. Como escreveu o Beato  João XXIII na Encíclica Pacem in terris – cujo cinquentenário terá lugar  dentro de poucos meses –, a paz implica principalmente a construção duma  convivência humana baseada na verdade, na liberdade, no amor e na justiça. A negação daquilo que constitui a verdadeira natureza do ser humano, nas suas  dimensões essenciais, na sua capacidade intrínseca de conhecer a verdade e o  bem e, em última análise, o próprio Deus, põe em perigo a construção da paz. Sem a  verdade sobre o homem, inscrita pelo Criador no seu coração, a liberdade e o  amor depreciam-se, a justiça perde a base para o seu exercício.

Para nos tornarmos autênticos obreiros da paz, são fundamentais a atenção à  dimensão transcendente e o diálogo constante com Deus, Pai misericordioso,  pelo qual se implora a redenção que nos foi conquistada pelo seu Filho  Unigénito. Assim o homem pode vencer aquele germe de obscurecimento e negação  da paz que é o pecado em todas as suas formas: egoísmo e violência, avidez e  desejo de poder e domínio, intolerância, ódio e estruturas injustas.

A realização da paz depende sobretudo do reconhecimento de que somos, em Deus,  uma úni­ca família humana. Esta, como ensina a Encíclica Pacem in terris, está estruturada mediante relações interpessoais e instituições sustentadas e  anima­das por um «nós» comunitário, que implica uma ordem moral, interna e  externa, na qual se reconheçam sinceramente, com verdade e justiça, os próprios  direitos e os próprios deveres para com os demais. A paz é uma ordem de tal modo  vivificada e integrada pelo amor, que se sentem como próprias as necessidades e  exigências alheias, que se fazem os outros comparticipantes dos próprios bens e  que se estende sempre mais no mundo a comunhão dos valores espirituais. É uma  ordem realizada na liberdade, isto é, segundo o modo que corresponde à dignidade  de pessoas que, por sua própria natureza racional, assumem a responsabilidade do próprio agir.

A paz não é um sonho, nem uma utopia; a paz é possível. Os nossos olhos devem  ver em profundidade, sob a superfície das aparências e dos fenómenos, para  vislumbrar uma realidade positiva que existe nos corações, pois cada homem é  criado à imagem de Deus e chamado a crescer contribuindo para a edificação dum  mundo novo. Na realidade, através da encarnação do Filho e da redenção por Ele  operada, o próprio Deus entrou na história e fez surgir uma nova criação e uma  nova aliança entre Deus e o homem (cf. Jr 31, 31-34), oferecendo-nos a  possibilidade de ter « um coração novo e um espírito novo » (cf. Ez 36,  26).

Por isso mesmo, a Igreja está convencida de que urge um novo anúncio de Jesus  Cristo, primeiro e principal factor do desenvolvimento integral dos povos e  também da paz. Na realidade, Jesus é a nossa paz, a nossa justiça, a nossa  reconciliação (cf. Ef 2, 14; 2 Cor 5, 18). O obreiro da paz,  segundo a bem-aventurança de Jesus, é aquele que procura o bem do outro, o bem  pleno da alma e do corpo, no tempo presente e na eternidade.

A partir deste ensinamento, pode-se deduzir que cada pessoa e cada comunidade –  religiosa, civil, educativa e cultural – é chamada a trabalhar pela paz. Esta  consiste, principalmente, na realização do bem comum das várias sociedades,  primárias e intermédias, nacionais, internacionais e a mundial. Por isso mesmo,  pode-se supor que os caminhos para a implementação do bem comum sejam também os caminhos que temos de  seguir para se obter a paz.

Obreiros da paz são aqueles que amam, defendem e promovem a vida na sua  integridade

4. Caminho para a consecução do bem comum e da paz é, antes de mais nada, o  respeito pela vida humana, considerada na multiplicidade dos seus aspectos, a  começar da concepção, passando pelo seu desenvolvimento até ao fim natural.  Assim, os verdadeiros obreiros da paz são aqueles que amam, defendem e promovem  a vida humana em todas as suas dimensões: pessoal, comunitária e transcendente.  A vida em plenitude é o ápice da paz. Quem deseja a paz não pode tolerar  atentados e crimes contra a vida.

Aqueles que não apreciam suficientemente o valor da vida humana, chegando a  defender, por exemplo, a liberalização do aborto, talvez não se dêem conta de  que assim estão a propor a prossecução duma paz ilusória. A fuga das  responsabilidades, que deprecia a pessoa humana, e mais ainda o assassinato de  um ser humano indefeso e inocente nunca poderão gerar felicidade nem a paz. Na  verdade, como se pode pensar em realizar a paz, o desenvolvimento integral dos  povos ou a própria salvaguarda do ambiente, sem estar tutelado o direito à vida  dos mais frágeis, a começar pelos nascituros? Qualquer lesão à vida, de modo  especial na sua origem, provoca inevitavelmente danos irreparáveis ao  desenvolvimento, à paz, ao ambiente. Tão-pouco é justo codificar ardilosamente falsos direitos ou  opções que, baseados numa visão redutiva e relativista do ser humano e com o  hábil recurso a expressões ambíguas tendentes a favorecer um suposto direito ao  aborto e à eutanásia, ameaçam o direito fundamental à vida.

Também a estrutura natural do matrimónio, como união entre um homem e uma  mulher, deve ser reconhecida e promovida contra as tentativas de a tornar,  juridicamente, equivalente a formas radicalmente diversas de união que, na  realidade, a prejudicam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo  o seu carácter peculiar e a sua insubstituível função social.

Estes princípios não são verdades de fé, nem uma mera derivação do direito à  liberdade religiosa; mas estão inscritos na própria natureza humana – sendo  reconhecíveis pela razão – e consequentemente comuns a toda a humanidade. Por  conseguinte, a acção da Igreja para os promover não tem carácter confessional,  mas dirige-se a todas as pessoas, independentemente da sua filiação religiosa.  Tal acção é ainda mais necessária quando estes princípios são negados ou mal  entendidos, porque isso constitui uma ofensa contra a verdade da pessoa humana,  uma ferida grave infligida à justiça e à paz.

Por isso, uma importante colaboração para a paz é dada também pelos ordenamentos  jurídicos e a administração da justiça quando reconhecem o direito ao uso do  princípio da objecção de consciência face a leis e medidas governamentais que atentem contra a dignidade  humana, como o aborto e a eutanásia.

Entre os direitos humanos basilares mesmo para a vida pacífica dos povos,  conta-se o direito dos indivíduos e comunidades à liberdade religiosa. Neste  momento histórico, torna-se cada vez mais importante que este direito seja  promovido não só negativamente, como liberdade de – por exemplo, de  obrigações e coacções quanto à liberdade de escolher a própria religião –, mas  também positivamente, nas suas várias articulações, como liberdade para:  por exemplo, para testemunhar a própria religião, anunciar e comunicar a sua  doutrina; para realizar actividades educativas, de beneficência e de assistência  que permitem aplicar os preceitos religiosos; para existir e actuar como  organismos sociais, estruturados de acordo com os princípios doutrinais e as  finalidades institucionais que lhe são próprias. Infelizmente vão-se  multiplicando, mesmo em países de antiga tradição cristã, os episódios de  intolerância religiosa, especialmente contra o cristianismo e aqueles que se  limitam a usar os sinais identificadores da própria religião.

O obreiro da paz deve ter presente também que as ideologias do liberalismo  radical e da tecnocracia insinuam, numa percentagem cada vez maior da opinião  pública, a convicção de que o crescimento económico se deve conseguir mesmo à  custa da erosão da função social do Estado e das redes de solidariedade da  sociedade civil, bem como dos direitos e deveres sociais. Ora, há que considerar que estes direitos e deveres  são fundamentais para a plena realização de outros, a começar pelos direitos  civis e políticos.

E, entre os direitos e deveres sociais actualmente mais ameaçados, conta-se o  direito ao trabalho. Isto é devido ao facto, que se verifica cada vez mais, de o  trabalho e o justo reconhecimento do estatuto jurídico dos trabalhadores não  serem adequadamente valorizados, porque o crescimento económico dependeria  sobretudo da liberdade total dos mercados. Assim o trabalho é considerado uma  variável dependente dos mecanismos económicos e financeiros. A propósito disto,  volto a afirmar que não só a dignidade do homem mas também razões económicas,  sociais e políticas exigem que se continue « a perseguir como prioritário o objectivo do acesso ao trabalho para todos, ou da sua manutenção ».Para se realizar este ambicioso objectivo, é condição preliminar uma renovada  apreciação do trabalho, fundada em princípios éticos e valores espirituais, que  revigore a sua concepção como bem fundamental para a pessoa, a família, a  sociedade. A um tal bem corresponde um dever e um direito, que exigem novas e  ousadas políticas de trabalho para todos.

Construir o bem da paz através de um novo modelo de desenvolvimento e de economia

5. De vários lados se reconhece que, hoje, é necessário um novo modelo de  desenvolvimento e também uma nova visão da economia. Quer um desenvolvimento  integral, solidário e sustentável, quer o bem comum exigem uma justa escala de  bens-valores, que é possível estruturar tendo Deus como referência suprema.  Não basta ter à nossa disposição muitos meios e muitas oportunidades de escolha,  mesmo apreciáveis; é que tanto os inúmeros bens em função do desenvolvimento  como as oportunidades de escolha devem ser empregues de acordo com a perspectiva duma vida boa, duma conduta recta, que reconheça o primado da  dimensão espiritual e o apelo à realização do bem comum. Caso contrário, perdem  a sua justa valência, acabando por erguer novos ídolos.

Para sair da crise financeira e económica actual, que provoca um aumento das  desigualdades, são necessárias pessoas, grupos, instituições que promovam a  vida, favorecendo a criatividade humana para fazer da própria crise uma ocasião  de discernimento e de um novo modelo económico. O modelo que prevaleceu nas  últimas décadas apostava na busca da maximização do lucro e do consumo, numa óptica individualista e egoísta que pretendia avaliar as pessoas apenas pela  sua capacidade de dar resposta às exigências da competitividade. Olhando de  outra perspectiva, porém, o sucesso verdadeiro e duradouro pode ser obtido com a dádiva de si mesmo, dos seus dotes intelectuais, da  própria capacidade de iniciativa, já que o desenvolvimento económico  suportável, isto é, autenticamente humano tem necessidade do princípio da  gratuidade como expressão de fraternidade e da lógica do dom. Concretamente na actividade económica, o obreiro da paz aparece como aquele que  cria relações de lealdade e reciprocidade com os colaboradores e os colegas,  com os clientes e os usuários. Ele exerce a actividade económica para o bem  comum, vive o seu compromisso como algo que ultrapassa o interesse próprio,  beneficiando as gerações presentes e futuras. Deste modo sente-se a trabalhar  não só para si mesmo, mas também para dar aos outros um futuro e um trabalho  dignos.

No âmbito económico, são necessárias – especialmente por parte dos Estados –  políticas de desenvolvimento industrial e agrícola que tenham a peito o  progresso social e a universalização de um Estado de direito e democrático.  Fundamental e imprescindível é também a estruturação ética dos mercados  monetário, financeiro e comercial; devem ser estabilizados e melhor coordenados  e controlados, de modo que não causem dano aos mais pobres. A solicitude dos  diversos obreiros da paz deve ainda concentrar-se – com mais determinação do  que tem sido feito até agora – na consideração da crise alimentar, muito mais  grave do que a financeira. O tema da segurança das provisões alimentares voltou  a ser central na agenda política internacional, por causa de crises relacionadas, para além do mais, com as bruscas oscilações do  preço das matérias-primas agrícolas, com comportamentos irresponsáveis por  parte de certos agentes económicos e com um controle insuficiente por parte dos Governos e da comunidade internacional.  Para enfrentar semelhante crise, os obreiros da paz são chamados a trabalhar  juntos em espírito de solidariedade, desde o nível local até ao internacional,  com o objectivo de colocar os agricultores, especialmente nas pequenas  realidades rurais, em condições de poderem realizar a sua actividade de modo  digno e sustentável dos pontos de vista social, ambiental e económico.

Educação para uma cultura da paz: o papel da família e das instituições

6. Desejo veementemente reafirmar que os diversos obreiros da paz são chamados a  cultivar a paixão pelo bem comum da família e pela justiça social, bem como o  empenho por uma válida educação social.

Ninguém pode ignorar ou subestimar o papel decisivo da família, célula básica da  sociedade, dos pontos de vista demográfico, ético, pedagógico, económico e  político. Ela possui uma vocação natural para promover a vida: acompanha as  pessoas no seu crescimento e estimula-as a enriquecerem-se entre si através do  cuidado recíproco. De modo especial, a família cristã guarda em si o primordial projecto  da educação das pessoas segundo a medida do amor divino. A família é um dos  sujeitos sociais indispensáveis para a realização duma cultura da paz. É preciso tutelar o direito dos  pais e o seu papel primário na educação dos filhos, nomeadamente nos âmbitos  moral e religioso. Na família, nascem e crescem os obreiros da paz, os futuros  promotores duma cultura da vida e do amor.

Nesta tarefa imensa de educar para a paz, estão envolvidas de modo particular as  comunidades dos crentes. A Igreja toma parte nesta grande responsabilidade  através da nova evangelização, que tem como pontos de apoio a conversão à  verdade e ao amor de Cristo e, consequentemente, o renascimento espiritual e  moral das pessoas e das sociedades. O encontro com Jesus Cristo plasma os  obreiros da paz, comprometendo-os na comunhão e na superação da injustiça.

Uma missão especial em prol da paz é desempenhada pelas instituições culturais,  escolásticas e universitárias. Delas se requer uma notável contribuição não só  para a formação de novas gerações de líderes, mas também para a renovação das  instituições públicas, nacionais e internacionais. Podem também contribuir para  uma reflexão científica que radique as actividades económicas e financeiras  numa sólida base antropológica e ética. O mundo actual, particularmente o mundo  da política, necessita do apoio dum novo pensamento, duma nova síntese  cultural, para superar tecnicismos e harmonizar as várias tendências políticas  em ordem ao bem comum. Este, visto como conjunto de relações interpessoais e instituições positivas ao serviço do crescimento  integral dos indivíduos e dos grupos, está na base de toda a verdadeira  educação para a paz.

Uma pedagogia do obreiro da paz

7. Concluindo, há necessidade de propor e promover uma pedagogia da paz. Esta  requer uma vida interior rica, referências morais claras e válidas, atitudes e  estilos de vida adequados. Com efeito, as obras de paz concorrem para realizar o  bem co­mum e criam o interesse pela paz, educando para ela. Pensamentos,  palavras e gestos de paz criam uma mentalidade e uma cultura da paz, uma  atmos­fera de respeito, honestidade e cordialidade. Por isso, é necessário  ensinar os homens a amarem-se e educarem-se para a paz, a viverem mais de  benevolência que de mera tolerância. Incentivo fundamental será « dizer não à  vingança, reconhecer os próprios erros, aceitar as desculpas sem as buscar e,  finalmente, perdoar », de modo que os erros e as ofensas possam ser verdadeiramente reconhecidos a fim  de caminhar juntos para a reconciliação. Isto requer a difusão duma pedagogia do  perdão. Na realidade, o mal vence-se com o bem, e a justiça deve ser procurada  imitando a Deus Pai que ama todos os seus filhos (cf. Mt 5, 21-48). É um  trabalho lento, porque supõe uma evolução espiritual, uma educação para os valores mais altos, uma visão nova da história humana. É preciso  renunciar à paz falsa, que prometem os ídolos deste mundo, e aos perigos que a acompanham; refiro-me à paz que torna as consciências cada vez mais  insensíveis, que leva a fechar-se em si mesmo, a uma existência atrofiada vivida  na indiferença. Ao contrário, a pedagogia da paz implica serviço, compaixão,  solidariedade, coragem e perseverança.

Jesus encarna o conjunto destas atitudes na sua vida até ao dom total de Si  mesmo, até «perder a vida» (cf. Mt 10, 39; Lc 17, 33; Jo 12, 25). E promete aos seus discípulos que chegarão, mais cedo ou mais tarde, a  fazer a descoberta extraordinária de que falamos no início: no mundo, está  presente Deus, o Deus de Jesus Cristo, plenamente solidário com os homens. Neste  contexto, apraz-me lembrar a oração com que se pede a Deus para fazer de nós  instrumentos da sua paz, a fim de levar o seu amor onde há ódio, o seu perdão  onde há ofensa, a verdadeira fé onde há dúvida. Por nossa vez pedimos a Deus,  juntamente com o  Beato João XXIII, que ilumine os responsáveis dos povos para  que, junto com a solicitude pelo justo bem-estar dos próprios concidadãos,  garantam e defendam o dom precioso da paz; inflame a vontade de todos para  superarem as barreiras que dividem, reforçarem os vínculos da caridade mútua,  compreenderem os outros e perdoarem aos que lhes tiverem feito injúrias, de tal  modo que, em virtude da sua acção, todos os povos da terra se tornem irmãos e  floresça neles e reine para sempre a tão suspirada paz.

Com esta invocação, faço votos de que todos possam ser autênticos obreiros e  construtores da paz, para que a cidade do homem cresça em concórdia fraterna, na  prosperidade e na paz.

Vaticano, 8 de Dezembro de 2012.

BENEDICTUS PP XVI


Fonte: Site do Vaticano

29 de dezembro de 2012 at 16:17 Deixe um comentário

Consagrados e consagradas trabalham em prol da JMJ 2013 – CNBB

Membros da equipe de organização da JMJ Rio 2013

Para que a Jornada Mundial da Juventude Rio2013 seja realizada, muitas vocações e corações trabalham voltados ao anúncio da Boa Nova. O Comitê Organizador Local (COL) conta com a participação de movimentos, novas comunidades, congregações, além de padres diocesanos, diáconos permanentes e Bispos que ajudam na construção da JMJ Rio2013.
Eles servem na JMJ como colaboradores, voluntários ou missionários alocados, em sua maioria, nas áreas relacionadas ao carisma de seu grupo. Assim, eles são encontrados desde o setor administrativo até preparação pastoral, cultura e comunicação.

É o caso da missionária Paula Dizaró, que é membro da Comunidade Canção Nova há 10 anos. “Está sendo novo trabalhar com membros e leigos de outras ordens religiosas. É uma experiência rica e construtiva”, diz Paula, que veio da missão em Roma para servir na JMJ Rio 2013 no setor de comunicação, como gerente e operacional de audiovisual.
Membro do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, Irmã Maria Shaiane conta que foi convocada por sua superiora, devido à disponibilidade do Instituto para servir da JMJ. Consagrada há nove anos à vida religiosa e vinda de São Paulo, a irmã revela com alegria o que esta missão vem causando em sua vida.

“É uma experiência fascinante! Poder participar da preparação da Jornada é algo extraordinário! Ao mesmo tempo é um trabalho apostólico, onde o jovem terá contato com o religioso, com Cristo. É uma vivência muito bonita de Igreja”, afirmou.
Outra nova comunidade que integra o grupo de organização da JMJ é a Pequeno Rebanho, oriunda da Zona Norte do Rio. É de lá que vem o jovem Allan Farias, que atua no setor administrativo. Ele chegou ao COL como voluntário há um ano, mas devido à necessidade de pessoal fixo e com formação, logo Allan foi inserido no quadro de colaboradores contratados. Ele afirma que é muito positivo: “Temos uma rotina de oração e missa na hora do almoço. Em outra empresa eu não tinha isso, precisava procurar uma igreja perto. O convívio com as pessoas que professam a mesma fé acrescenta muito.”
Há também as congregações religiosas como a Paulinas, inspirada no anúncio do evangelho pelo apóstolo Paulo. Convidada pelo COL, a Irmã Catia Cappellari, atua no setor específico do carisma de sua congregação, a área de Comunicações. Ela descreve de forma objetiva e clara o significado deste trabalho em união que constrói a JMJ Rio2013: “ É um trabalho de diversos carismas, isto que a gente chama de universalidade da Igreja. Ou seja, todos nós nos unimos com o mesmo objetivo!”

Fonte: Canção Nova

29 de dezembro de 2012 at 12:09 Deixe um comentário

O Cântico de Maria

28 de dezembro de 2012 at 21:35 Deixe um comentário

Frases sobre Maria, Mãe de Deus

1-   “Jesus é o caminho que podemos seguir, aberto para todos. É o caminho da paz. A Virgem Mãe nos indica, nos mostra o caminho: sigamo-la! E Vós, Santa Mãe de Deus, acompanha-nos com a vossa proteção”. (Papa Bento XVI)

2-   “Nossa Senhora, a Mãe de Deus e nossa Mãe espiritual… a criatura na qual a imagem de Deus se reflete com nitidez absoluta, sem perturbação alguma, como acontece ao contrário com cada criatura humana”. (Papa Paulo VI)

3-   “Ninguém, ó Virgem, tem pleno conhecimento de Deus senão por ti; ninguém se salva senão por ti, ó Mãe de Deus; ninguém, senão por ti, recebe dons da misericórdia divina”. (S. Germano)

4-   “Salve, ó vós que não cessareis jamais de ser nossa alegria, Santa Mãe de Deus!” (São Metódio)

5-   “É lícito a um pecador desesperar de sua salvação quando a própria Mãe do Juiz se lhe ofereceu por Mãe e advogada?” (Santo Afonso)

6-  “O Filho atenderá Sua Mãe e o eterno Pai ouvirá Seu próprio Filho: eis o fundamento de toda nossa esperança”.  (São Pedro Canísio)

7-    “No silêncio, na escuta assídua da Palavra e com a sua união íntima com o Senhor, Maria tornou-se instrumento de salvação, ao lado de seu divino Filho Jesus Cristo” (Beato João Paulo II)

8- “Tendo sido a Santíssima Virgem elevada à dignidade de Mãe de Deus, com justa razão a Santa Igreja a honra, e quer que de todos seja honrada com o título glorioso de Rainha”. (Santo Afonso Maria de Ligório)

9 –  “…vos peço pela paixão, morte e Chagas do Vosso Filho, pela Vossa pureza e Conceição Imaculada”. (São Frei Galvão)

10- “Meu Deus, eu vos agradeço o terdes me inspirado essa obra em honra de vossa Mãe Santíssima. Como é bom, as portas da eternidade, poder pensar que fiz algumas coisa para semear nos corações a devoção a Maria”. (Santo Afonso Maria de Ligório)

11-   “Oferece, Virgem santa, o teu Filho e apresenta ao Senhor o fruto bendito do teu ventre. Sim! Oferece a hóstia santa e agradável a Deus, para reconciliação de todos nós!” (São Bernardo)

12-    “A Maria, Mãe do Filho de Deus que se fez nosso irmão, dirigimos confiantes a nossa oração, para que nos ajude a seguir as suas pegadas, a combater e a vencer a pobreza, a construir a verdadeira paz”. (Papa Bento XVI)

13-   “Deus Filho comunicou a sua Mãe tudo que adquiriu por sua vida e morte: seus méritos infinitos e suas virtudes admiráveis”. (S. Luís de Montfort)

14-   “Maria é verdadeiramente Mãe de Deus“. (S. Jerônimo)

15-   “Maria é Mãe de Deus, feita pela mão de Deus”. (S. Agostinho)

16-   “Se quiserdes compreender a Mãe –  diz um santo – compreendei o Filho, Ela é uma digna Mãe de Deus”. (S. Luís de Montfort)

17-   “A suavidade e o encanto das excelsas virtudes da Imaculada Mãe de Deus atraem de maneira irresistível os ânimos para a imitação do divino modelo, Jesus Cristo, de que Ela foi a mais fiel imagem”. (Papa Paulo VI)

18-   Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós…». Com Isabel, também nós ficamos maravilhados: «E de onde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 43). Porque nos dá Jesus, seu Filho, Maria é Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos confiar-lhe todas as nossas preocupações e pedidos”. (Catecismo 2677)

19-   “Maria é feita Mãe de Deus, para a salvação dos infelizes. (São Dionísio)

20-   “Na Anunciação, Maria dá no seu seio a natureza humana ao Filho de Deus; aos pés da Cruz, em João, recebe no seu coração toda a humanidade. Mãe de Deus desde o primeiro instante da Encarnação, Ela torna-se Mãe dos homens nos últimos momentos da vida do Filho Jesus”. (Beato João Paulo II)

21-   “Maria é Mãe de Deus, resplandecente de tanta pureza, e radiante de tanta beleza, que, abaixo de Deus, é impossível imaginar maior, na terra ou no céu“. (Santo André)

22-   “Donde me vem esta honra de vir a mim a Mãe de meu Senhor“? (Lc 1,43)

23-   “Na liturgia de hoje sobressai a figura de Maria, verdadeira Mãe de Jesus, Homem-Deus. Portanto, a solenidade não celebra uma ideia abstrata, mas um mistério e um acontecimento histórico:  Jesus Cristo, pessoa divina, nasceu da Virgem Maria, a qual é, no sentido mais verdadeiro, sua mãe”. (Papa Bento XVI)

24-   “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei. (Gl. 4,4).

25-   “Se alguém não confessar que o Emanuel (Cristo) é verdadeiramente Deus, e que portanto, a Santíssima Virgem é Mãe de Deus, porque pariu segundo a carne ao Verbo de Deus feito carne, seja anátema.” (Concílio de Éfeso)

26-   “Desde os tempos mais remotos, a Bem-Aventurada Virgem é honrada com o título de Mãe de Deus, a cujo amparo os fiéis acodem com suas súplicas em todos os seus perigos e necessidades”. (Constituição Dogmática Lumen Gentium, 66).

27-  “Aquele que como Filho de Deus é coeterno ao que o gera, existindo no Pai, desde sempre, o mesmo começou a ser Filho do homem, ao nascer da Virgem”. (Santo Agostinho)

28-  “O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande  e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi ; e reinará eternamente na casa de Jacó”.  (Lc  1, 30-32)

Fonte:

Bíblia Sagrada

Site do Vaticano

Site: Biografia dos Santos

Livro “A Mulher do Apocalipse” de Felipe Aquino

28 de dezembro de 2012 at 11:59 2 comentários

Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração – Solenidade de Maria, Mãe de Deus – São Lucas 2, 16-21 – Terça-Feira (1º de Janeiro)

Santa Maria Mãe de Deus

16. Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura.

17. Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino.

18. Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores.

19. Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração.

20. Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito.

21. Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno.

Há no Blog uma reflexão  desse mesmo Evangelho  (Lc 2, 16-21), na Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus em 26 de dezembro de 2011;

Também há uma reflexão sobre Santa Maria, Mãe de Deus em 27 de Dezembro de 2010.

28 de dezembro de 2012 at 7:44 Deixe um comentário

Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração – Missa de Ação de Graças – São Mateus 11, 25-26.28-30 – Dia 31\12

25. Por aquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. 26. Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado. 28. Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

Comentário da Liturgia: “Ao concluir mais um ano civil, é justo e agradável a Deus elevar a ele nossa oração de ação de graças. Um ano termina, outro está prestes a ter início; saibamos, portanto, neste momento agradecer a vida, o ano que vivemos e a proteção divina que tivemos no decorrer destes 366 dias. Ao mesmo tempo que agradecemos, queremos pedir a Deus que nos acompanhe ao longo do novo ano que estamos para iniciar”.

Versículos de 25 a 26:“Por aquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado”.

Pela humildade tornamo-nos “pequeninos” diante de Deus  – O Beato João Paulo II disse: “É necessário, por isso, sermos humildes diante do Altíssimo: é necessário conservarmos o sentido do mistério, porque, entre Deus e o homem, fica sempre o infinito; é necessário recordarmo-nos que diante de Deus e da sua Revelação não se trata tanto de  compreender com a própria razão limitada, quanto de amar”.

“Estão ocultos aos  sábios os segredos e as virtudes da Palavra de Deus e para os pequeninos estão abertos: aos que são pequenos em malícia, mas não em inteligência; aos que são sábios aos olhos da presunção, mas não aos da prudência”. (Santo Hilário)

À Maria, a humilde Virgem de Nazaré, foi revelado o plano de amor de Deus para a humanidade – O Beato João Paulo II disse que “Maria é aquela a quem foi mais revelado, no instante em que o Anjo do Senhor se lhe apresentou dizendo: “Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus” (Lc 1, 31).A Ela por primeiro chega esta Verdade que transforma, o mundo…, Verdade tantas vezes escondida “aos sábios e aos entendidos” deste mundo… E Ela, Maria de Nazaré, aceita-a com a máxima simplicidade de espírito e, por isso, na plenitude mais autêntica”.

A perfeita unidade entre o Pai e o Filho, no Espírito – “Tudo converge para o Pai, mediante Jesus Cristo, no Espírito Santo”. (Beato João Paulo II)

O Catecismo (262) ensina que “esta união essencial com o Pai não só acompanha a atividade de Jesus, mas qualifica o Seu ser inteiro”.

“Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra” –  “Eu Te bendigo por me teres julgado digno deste dia e desta hora, digno de ser contado no número dos teus mártires (…). Tu cumpriste a tua promessa, Deus da fidelidade e da verdade. Por esta graça e por tudo, eu Te louvo e Te bendigo; eu Te glorifico pelo eterno e celeste Sumo Sacerdote Jesus Cristo, Teu Filho muito-amado. Por Ele, que está contigo e com o Espírito, glória a Ti, agora e pelos séculos sem fim. Amém.”  (CIC: 2474 –Oração dos Mártires)

“Bendizei o seu nome” – A Palavra diz: “Cantai ao Senhor um cântico novo. Cantai ao Senhor, terra inteira. Cantai ao Senhor e bendizei o seu nome, anunciai cada dia a salvação que ele nos trouxe. Proclamai às nações a sua glória, a todos os povos as suas maravilhas. Porque o Senhor é grande e digno de todo o louvor, o único temível de todos os deuses”. (Sl  95, 1-4)

Versículos de  28 a 30:“Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

“Vinde a mim…” – Não recuse o convite de Nosso Senhor. Lembre-se de que longe d’Ele não existe felicidade: “Quem pode fazer-me mais feliz do que Deus? N’Ele encontro tudo” (Santa Teresa dos Andes).

“Vinde a mim todos vós…” – O Monsenhor Jonas Abib disse assim: “Este é o chamado do Senhor nos tempos de hoje: “Vinde a mim todos vós”. Jesus está em todos os lugares, todas as cidades, caminhando por todas as ruas, batendo às portas, chegando a cada pessoa e a cada coração dizendo: “Vinde a mim todos vós”.

“… que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” –  O Cardeal Eugênio Sales disse: “Este Seu conforto divino dado a nós na estrada da vida, é uma progressiva introdução à divina comunhão entre Jesus e o Pai. Conhece o Pai “somente aquele a quem o Filho O revela”.

“Tomai sobre vós o meu jugo” – O Papa Bento XVI disse que “o jugo de Cristo é a lei do amor, é o seu mandamento, que Ele deixou aos seus discípulos ( Jo 13, 34; 15, 12).  O verdadeiro remédio para as feridas da humanidade, quer materiais, como a fome e as injustiças, quer psicológicas e morais causadas por um falso bem-estar, é uma regra de vida baseada no amor fraterno, que tem a sua fonte no amor de Deus”.

“E aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração” – O Papa João Paulo I ensinou: “Procure cada um de nós ser bom e contagiar os outros com uma bondade toda penetrada pela mansidão e pelo amor ensinado por Cristo. A regra de ouro de Cristo foi: “Não fazeres aos outros aquilo que não queres te seja feito a ti. Fazeres aos outros o que queres te seja feito a ti. Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. Colocado na cruz, não só perdoou aos que o crucificaram, mas desculpou-os. Disse: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Isto é cristianismo, são sentimentos que, se fossem postos em prática tanto ajudariam a sociedade!”

A Igreja, casa de Deus,  é lugar de descanso e consolo – O Papa Pio  XII disse que “os templos sejam em verdade a casa de Deus, na qual quem entra para pedir favores se alegre de tudo conseguir e alcance a consolação celeste”.

Eucaristia: conforto e sustento na caminhada – O Beato João Paulo II disse: “Cristo, que na Eucaristia renova a Sua morte e ressurreição, se torne para todos — fatigados e oprimidos — a fonte da esperança. Que n’Ele encontremos o conforto e a graça da salvação eterna”.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Padre Bantu Mendonça: “Jesus demonstra o seu amor para contigo. Ele se importa contigo e por isso te chama. Faz-te um convite. E este é para os que têm problemas, para os cansados e os oprimidos; os que estão com cargas tão pesadas e tão grandes que não dão conta de carregar sozinhos; os que perderam a esperança até mesmo para esperar; os que estão feridos e com traumas profundos; os que não têm mais caminho para caminhar; os que perderam o rumo da vida, para os que perderam a direção”.

Oração

De Santo Agostinho: “Ó Senhor, manso e humilde sois! Manso, porque me suportais. Por causa de minha fraqueza, minha tendência é dissipar-me. Curai-me e terei estabilidade! Dai-me forças e ficarei firme. Enquanto, porém não me concederdes tudo isto, suportai-me, porquanto sois, Senhor, clemente e bom”.

Do Papa Bento XVI: “Que a Virgem nos ajude a «aprender» de Jesus a verdadeira humildade, a carregar com decisão o seu jugo leve, para experimentar a paz interior e tornarmo-nos por nossa vez capazes de confortar os irmãos e as irmãs que percorrem com fadiga o caminho da vida”.

Preces da Assembleia

Pr: Confiantes, elevemos nossa prece de gratidão a Deus por tantos benefícios que nos proporcionou no decurso deste ano, dizendo:

As: Obrigado\a,  Senhor.

1-      Pela vossa Igreja, seus ministros e agentes de pastoral.

2-      Pela vida que nos concedestes ao longo deste ano.

3-      Pelas nossas famílias e pela nossa comunidade.

4-      Pelos amigos que nos deram apoio quando precisamos.

5-      Pelo bem que realizamos com o auxílio de vossa graça.

Pr: Obrigado, ó Deus, por estarmos aqui celebrando esta ação de graças; ajudai-nos a saber sempre vos louvar e agradecer pelos benefícios que de vós recebemos a cada dia. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

27 de dezembro de 2012 at 7:18 1 comentário

Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? – Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José – São Lucas 2, 41-52 – Domingo 30 \12

41. Seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa.

42. Tendo ele atingido doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa.

43. Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem.

44. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos.

45. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele.

46. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os.

47. Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas.

48. Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição.

49. Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?

50. Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera.

51. Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.

52. E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens.

O Papa Bento XVI disse que “a casa de Nazaré é uma escola de oração, na qual se aprende a ouvir, a meditar, a compreender o significado profundo da manifestação do Filho de Deus, tendo como exemplo Maria, José e Jesus”.

Versículos 41 a 42: “Seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa. Tendo ele atingido doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa”.

O Beato João Paulo II disse: “Dirigimos o nosso olhar para Maria que, cheia de solicitude e de preocupação, procura Jesus perdido durante a peregrinação a Jerusalém. Como devotos israelitas, Maria e José iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa. Quando Jesus tinha doze anos foi com eles pela primeira vez. Foi nessa ocasião que se verificou o acontecimento que contemplamos no quinto mistério glorioso do Santo Rosário, o mistério do encontro”.

Versículos 43 a 45: “Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele”.

O Beato João Paulo II também disse: “Com doze anos, Jesus ficou de tal modo compenetrado por aquela catequese no Templo de Jerusalém que, de certa forma, esqueceu até os próprios pais. Maria e José, tomando a estrada de regresso para Nazaré juntamente com outros peregrinos, depressa se deram conta da ausência de Jesus. Longas foram as buscas. Voltaram sobre os seus passos, e somente ao terceiro dia é que O conseguiram encontrar em Jerusalém no Templo”.

 “Maria “preocupa-se com o seu filho que ficou no Templo, meditando porém as suas palavras”. (Vaticano)

Versículos 46 a 47: “Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas”.

O Beato João Paulo II disse:  “O episódio de Jesus, aos doze anos, no templo. Vemo-Lo aqui na sua divina sabedoria, enquanto escuta e interroga, e substancialmente no papel d’Aquele que “ensina”.

O Papa Bento XVI disse que “depois de três dias de procura, os seus pais encontraram-no no templo sentado entre os mestres enquanto os ouvia e lhes fazia perguntas”.

O Beato João Paulo II tornou a dizer:  “O Menino que admirais no presépio, aprendei a ver já o rapaz de doze anos que dialoga com os doutores, no Templo de Jerusalém. Ele é o mesmo homem adulto que mais tarde, pelos trinta anos, começará a anunciar a palavra de Deus, escolherá os doze Apóstolos, será seguido por multidões sequiosas de verdade.  A cada passo, confirmará o seu ensinamento extraordinário com os sinais do poder divino: restituirá a vista aos cegos, curará os doentes, até os mortos ressuscitará”.

Versículos de 48 a 50: “Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição. Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera”.

 “Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição” – O Beato João Paulo II explicou: “Maria, que tinha trazido Jesus sob o seu coração e o tinha protegido contra Herodes fugindo para o Egito, confessa humanamente a sua grande angústia pelo Filho. Sabe que deve estar presente no seu caminho.  Sabe que mediante o amor e o sacrifício colaborará com Ele na obra da Redenção”.

“Não sabíeis que devo ocupar-Me das coisas de meu Pai?”-  O Papa Bento XVI disse que “à interrogação por que motivo fizera isto ao pai e à mãe, Ele (Jesus) responde que só fez o que o Filho deve fazer, ou seja, permanecer com o Pai. Assim, Ele indica quem é o verdadeiro Pai, qual é a verdadeira casa, que Ele não fez nada de estranho, de desobediente. Permanecer onde deve estar o Filho, ou seja com o Pai, e frisou quem é o seu Pai”.

Aos doze anos, Jesus já deixava transparecer a perfeita intimidade no Seu relacionamento com o Pai – O Catecismo (2599) ensina: “Mas a sua oração (de Jesus) brotava duma fonte muito mais secreta, como deixa pressentir quando diz, aos doze anos: «Eu devo ocupar-me das coisas do meu Pai» (Lc 2, 49). Aqui começa a revelar-se a novidade da oração na plenitude dos tempos: a oração filial, que o Pai esperava dos seus filhos, vai finalmente ser vivida pelo próprio Filho Único na sua humanidade, com e para os homens”.

“Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera” – O Beato João Paulo II ensinou: “Era uma resposta difícil de aceitar. O evangelista Lucas acrescenta simplesmente que Maria « guardava todas estas coisas no seu coração » (V. 51). Efetivamente, era uma resposta que só mais tarde se tornaria compreensível, quando Jesus, já adulto, teria iniciado a pregar, declarando que, pelo seu Pai celeste, estava disposto a enfrentar qualquer sofrimento e até mesmo a morte na cruz”.

Versículo 51: “Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração”.

Jesus foi submisso aos seus pais – O Beato João Paulo II disse: “O Evangelho mostra-nos, com grande clareza, o perfil educativo da família. (Jesus) voltou para Nazaré e era-lhes submisso (Lc. 3. 51). É bem necessária, por parte das crianças e da geração jovem, esta “submissão”, esta obediência, esta prontidão em aceitar os sábios exemplos do comportamento humano da família”. Dá a todos os filhos, Jesus, o dom da obediência e da submissão aos seus pais, como Tu mesmo deste exemplo com seus pais Maria e José .

Maria, sua Mãe guardava tudo em seu coração – O Papa Bento XVI ensinou: “Ninguém se dedicou à contemplação de Jesus com tanta assiduidade como Maria. O olhar do seu coração concentra-se sobre Ele já no momento da Anunciação, quando O concebe por obra do Espírito Santo…As recordações de Jesus, gravadas na sua mente e no seu coração, marcaram cada momento da existência de Maria. Ela vive com os olhos postos em Cristo e valoriza cada uma das suas palavras”. Senhor, como Maria, queremos contemplar-Te. E queremos guardar tudo o que nos diz a cada momento, em nosso coração.

O Catecismo (534) ensina:O reencontro de Jesus no templo éo único acontecimento que quebra o silêncio dos evangelhos sobre os anos ocultos de Jesus. Nele, Jesus deixa entrever o mistério da sua consagração total à missão decorrente da sua filiação divina: «Não sabíeis que Eu tenho de estar na casa do meu Pai?». Maria e José «não compreenderam» esta palavra, mas acolheram-na na fé, e Maria «guardava no coração todas estas recordações», ao longo dos anos em que Jesus permaneceu oculto no silêncio duma vida normal”.

Versículo 52: “E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens”.

São José, o pai terreno de Jesus – O Beato João Paulo II disse: “O crescimento de Jesus «em sabedoria, em estatura e em graça» (Lc 2, 52), deu-se no âmbito da Sagrada Família, sob o olhar de São José, que tinha a alta função de o «criar»; ou seja, de alimentar, vestir e instruir Jesus na Lei e num ofício, em conformidade com os deveres estabelecidos para o pai”.

A Palavra diz: Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor”. (Is 11, 1-2)

O Papa Bento XVI ensinou: “Enfim, ao contemplar a Sagrada Família de Nazaré, dirijamos o nosso olhar ao Menino Jesus, que na casa de Maria e de José cresceu em sabedoria e conhecimento, até ao dia em que deu início ao seu ministério público”.

A Família de Nazaré

O Papa Bento XVI disse que “Jesus quis nascer e crescer numa família humana; teve a Virgem Maria como mãe e José que lhe fez de pai; eles cresceram-no e educaram-no com imenso amor. A família de Jesus merece deveras o título de “santa”, porque está totalmente absorvida pelo desejo de cumprir a vontade de Deus, encarnada na adorável presença de Jesus”.

O Beato João Paulo II ensinou: “Passam os anos da vida oculta da sagrada Família de Nazaré. O Filho de Deus — mandado pelo Pai — está oculto ao mundo, oculto para todos os homens, mesmo para os mais próximos. Só Maria e José conhecem o Seu Mistério. Vivem à sua volta. Vivem este Mistério dia a dia. O Filho do Eterno Pai passa, no conceito dos homens, como filho deles; como filho do carpinteiro (Mt. 13, 55”).

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Papa Bento XVI: “Que o exemplo de Jesus vos oriente não apenas na manifestação do respeito aos vossos pais, mas também ajudando-os a descobrir mais plenamente o amor que confere à vossa vida o sentido mais completo. Na Sagrada Família de Nazaré, Jesus ensinou a Maria e José um pouco da grandeza do amor de Deus, seu Pai celeste, nascente última de cada amor, o Pai de quem toda a paternidade no céu e na terra adquire o seu nome (Ef 3, 14-15)”.

Oração

Oremos por todas as famílias com:
O Beato João Paulo II: “Acolham hoje todas as famílias do mundo os votos de bem e de paz que emanam da riqueza da Palavra de Cristo, para que, através da fé na mesma Palavra, os filhos dos homens encontrem a força de vida que Ele lhes transmitiu com o seu Nascimento. Por estas intenções elevemos agora a Nossa Senhora as nossas orações”.

O Papa Bento XVI:   “A Virgem da Anunciação, que corajosamente abriu o coração ao plano misterioso de Deus, tornando-se Mãe de todos os fiéis, nos guie e nos apóie com a sua intercessão. Obtenha para nós e para as nossas famílias a graça de abrir os ouvidos àquela palavra do Senhor que tem o poder de nos edificar ( At 20, 32), de nos inspirar decisões intrépidas e de orientar os nossos passos ao longo do caminho da paz!”

Jesus, Maria e José, nossa família vossa é!

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

26 de dezembro de 2012 at 14:30 Deixe um comentário

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