Archive for setembro, 2015

Constuir pontes, pois os muros caem: Papa recorda viagem a Cuba e EUA

2015-09-30 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – A recente viagem a Cuba e aos Estados Unidos foi o tema da Audiência Geral de Francisco esta quarta-feira (30/09), o primeiro compromisso público do Papa de regresso ao Vaticano.

Na Praça S. Pedro, cerca de 30 mil fiéis acolheram calorosamente o Pontífice,  que os saudou a bordo do seu papamóvel antes de pronunciar a sua catequese. O Papa saudou também os doentes que acompanharam a Audiência na Sala Paulo VI através dos telões.

De modo especial, Francisco agradeceu aos Presidentes Raúl Castro e Barack Obama e ao Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pela recepção que lhe reservaram.

Cuba

Recordando a primeira etapa de sua 10ª viagem internacional, o Papa diz que se apresentou em Cuba como “Missionário da Misericórdia”. “A misericórdia de Deus é maior do que qualquer ferida, de qualquer conflito e de qualquer ideologia; e com este olhar de misericórdia, pude abraçar todo o povo cubano, dentro e fora da pátria.”

Com os cubanos, disse ainda Francisco, pude compartilhar a esperança do cumprimento da profecia de São João Paulo II: “Que Cuba se abra ao mundo e o mundo se abra a Cuba”. “Não mais fechamentos, não mais exploração da pobreza, mas liberdade na dignidade”, pediu o Papa. Este é o caminho a seguir, acrescentou, buscando força nas raízes cristãs daquele povo que tanto sofreu. Símbolo desta unidade profunda da alma cubana é a Virgem da Caridade do Cobre, Padroeira da Nação.

A passagem de Cuba aos Estados Unidos foi emblemática, disse o Papa, pela ponte que está sendo reconstruída. “Deus sempre quer construir pontes; somos nós que construímos muros. E os muros caem, sempre.”

Estados Unidos

Em Washington, citou a canonização do Fr. Junípero Serra. Em Nova Iorque, recordou a visita à sede central da Organização das Nações unidas e seu apelo por mais esforços para a proteção do meio ambiente e contra as violências sofridas em conflitos pela sociedade civil e pelas minorias étnicas e religiosas.

Francisco citou ainda a oração inter-religiosa pela paz no Memorial Ground Zero e a missa no Madison Square Garden.

Famílias

O ápice da viagem, disse ele, foi o Encontro Mundial das Famílias em Filadélfia, onde teve a oportunidade de reiterar que a família, fundada na aliança entre o homem e a mulher, é a resposta ao grande desafio do nosso mundo. Desafio que Francisco apontou em dois fenômenos: a fragmentação e a massificação – dois extremos que convivem e promovem o modelo econômico consumista.

“A família é a resposta porque é a célula de uma sociedade que equilibra a dimensão pessoal e aquela comunitária e que, ao mesmo tempo, pode ser o modelo de uma gestão sustentável dos bens e dos recursos da criação. A família é o sujeito protagonista de uma ecologia integral.”

Para Francisco, foi providencial que o Encontro tenha se realizado nos Estados Unidos, o país que no século passado alcançou o máximo do desenvolvimento econômico e tecnológico, sem renegar as suas raízes religiosas.

“Agora, essas mesmas raízes pedem para partir novamente da família para repensar e transformar o modelo de desenvolvimento, pelo bem de toda a família humana.”

Fiéis brasileiros

Ao saudar os inúmeros grupos na Praça S. Pedro, o Papa agradeceu a presença dos fiéis brasileiros vindos de São Paulo, Rio de Janeiro, Itu e Campo Grande.

30 de setembro de 2015 at 19:12 Deixe um comentário

Frases de Santa Clara de Assis

5

1-“Beata pobreza! Aos que te amam e te abraçam, dás riquezas eternas”.
2-“Por Amor a Cristo não há dor que me faça sofrer”.
3-“O Filho de Deus se tornou nossa via; e esta. com a palavra e o exemplo, nos foi indicada e ensinada pelo beato pai nosso Francisco”.
4-“Nunca perca de vista o seu ponto de partida”.
5- “Magnífica de verdade e digna de todo louvor essa troca: refutar os bens da terra para ter aqueles do céu, merecer o celestial em vez do terreno, aceitar o cem por um e possuir a vida beata para a eternidade”.

30 de setembro de 2015 at 6:57 Deixe um comentário

Novena do Perdão (Bom Jesus dos Perdões)

Oração para todos os dias

Ó Deus que tendes compaixão de todos e perdoai a todos com bondade, olhai para as minhas fraquezas e debilidades e tende piedade de mim. Ajudai-me a enxergar as áreas de minha vida que estão em escuridão pela falta de perdão. Iluminai minha mente, meu coração e minha alma. Não permitais que nenhuma área do meu ser permaneça em escuridão. Revelai-me todas as áreas onde há falta de perdão, onde há amargura, ressentimento, ódio e raiva. Dai-me a força e o desejo de me abrir ao dom e à graça do perdão, de aceitá-lo e de agir de acordo com ele.

(Faça um pequeno exame de consciência)

Tende piedade de mim, ó Deus, por Teu amor! Por Tua grande compaixão, apagai a minha culpa! Lavai-me da minha injustiça e purificai-me do meu pecado! Porque eu reconheço a minha culpa e o meu pecado está sempre à minha frente; pequei contra Ti, somente contra Ti, praticando o que é mau aos Teus olhos. (Sl 50,3-6)

Ó meu Bom Jesus, Senhor dos Perdões, Vós nos ensinastes a perdoar sempre, e nos destes o exemplo disso quando na cruz dissestes: Pai perdoa-lhes eles não sabem o que fazem. Aqui estou para pedir a graça de perdoar e amar o meu irmão…

(Diga o nome ou o fato que você deseja perdoar)

  Fonte: Site do Padre Reginaldo Manzotti

Fonte

Infundi em meu coração profundo amor, para que amando, servindo e ajudando o meu próximo, eu possa viver o Vosso Evangelho, praticando o bem e assim participando da vida no Céu. Senhor Bom Jesus dos Perdões, dai-me o perdão e a graça de perdoar ao meu irmão. Isso vos peço em união com o Pai e o Espírito Santo. Amém.

30 de setembro de 2015 at 5:48 Deixe um comentário

Terço diário na Praça São Pedro durante Ano Santo

2015-09-29 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O modo mais simples e direto com que a piedade popular nos ensinou a invocar a misericórdia de Deus através da intercessão da Virgem Maria é a oração do Rosário. Por este motivo, durante o Ano Jubilar, o Rosário será rezado diariamente às 18h30 na Praça São Pedro, animado por algumas paróquias romanas e fraternidades.

Os peregrinos, assim, se deixarão guiar pela face materna daquela que por primeiro experimentou a misericórdia do Pai, que olhou “para a humildade da sua serva”. Neste sentido, os pensamentos durante este Ano Santo estarão voltados, de modo todo particular, à Mãe da Misericórdia.

Para chegar à ternura do Pai, portanto, somos convidados à passar pelo olhar e amor materno de Maria. No n.24 da Bula Misericordiae Vultus o Papa diz: “Ninguém como Maria conheceu a profundidade do mistério de Deus feito homem. Tudo na sua vida foi plasmado pela presença da misericórdia feita carne. A Mãe do Crucificado Ressuscitado entrou no Santuário da misericórdia divina porque participou intimamente do mistério de seu amor”. (JE)

29 de setembro de 2015 at 9:30 Deixe um comentário

Cristo médico – reflexão de São Jerônimo –

São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, doutor da Igreja
Homilias sobre o evangelho de Marcos, nº 2C; PLS 2, 125s, SC 494

Cristo médico

«A sogra de Simão estava de cama com muita febre.» Possa Cristo vir a nossa casa, entrar e curar com uma só palavra a febre dos nossos pecados. Todos nós temos febre. De cada vez que nos encolerizamos, ficamos com febre; todos os nossos defeitos são outros tantos acessos de febre. Peçamos aos apóstolos que intercedam junto de Jesus, para que Ele Se aproxime de nós e nos tome pela mão; pois logo que Ele nos tome pela mão a febre desaparecerá.

É Ele o verdadeiro, o grande médico, o primeiro de todos os médicos. Moisés é um médico, Isaías e todos os santos são médicos; mas Jesus é o primeiro de todos os médicos. Ele sabe perfeitamente tomar o pulso e sondar os segredos das doenças. Não toca na orelha nem na fronte, nem em nenhuma outra parte do corpo, mas agarra na mão […], isto é, nas obras más. Primeiro cura as obras e depois a febre desaparece.

Fonte: Evangelho Quotidiano

29 de setembro de 2015 at 6:10 Deixe um comentário

Festa dos Santos Arcanjos: São Miguel, São Gabriel e São Rafael – 29 de Setembro

«Bendizei o Senhor todos os Seus anjos, […] que executais a Sua vontade» (Sl 102,20-21)

Celebramos hoje a festa dos santos anjos. […] Mas que podemos dizer destes espíritos angélicos? Eis o que nos diz a fé: acreditamos que eles gozam da presença e da visão de Deus, que possuem uma felicidade sem fim, os bens do Senhor que «nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais passaram pelo pensamento do homem» (1Cor 2,9). O que pode um simples mortal dizer sobre este assunto a outros mortais, ele que é incapaz de conceber tais coisas? […] Se é impossível falar da glória dos santos anjos em Deus, podemos pelo menos falar da graça e do amor que eles manifestam relativamente a nós, pois gozam, não apenas de uma dignidade incomparável, mas também de um espírito de serviço cheio de bondade. […] Não podendo compreender a sua glória, deixamo-nos prender tanto mais fortemente à misericórdia de que estão cheios estes familiares de Deus, cidadãos do céu e príncipes do paraíso.

O próprio apóstolo Paulo, que contemplou com os seus olhos a corte celestial e que conheceu os seus segredos (2Cor 12,2), atesta que todos os anjos são «espíritos ao serviço de Deus, enviados a fim de exercerem um ministério a favor daqueles que hão-de herdar a salvação» (2Cor 12,2). Não tomeis tal afirmação por inconcebível, pois o Criador, o próprio Rei dos anjos, «não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por todos» (Mc 10,45). Que anjo desdenharia pois tal serviço, onde o precedeu Aquele que os anjos servem no céu com pressa e alegria?

Texto de São Bernardo – do Evangelho Quotidiano

29 de setembro de 2015 at 5:57 Deixe um comentário

Artigo: Palavra de Deus

2015-09-28 Rádio Vaticana

Porto Alegre (RV) – O mês de setembro é dedicado à Bíblia. A Bíblia, com seus 73 livros, oferece a verdade de Deus a todos os homens e mulheres para sua salvação.

O cristianismo é a religião da palavra de Deus, não de uma palavra escrita e muda, mas do verbo feito carne e vivo. Por isso, o futuro da Igreja e o futuro do mundo se encontram na palavra de Deus, que conserva e apresenta a promessa de Deus para todos os tempos e povos.

O estudo da Bíblia se torna imperativo, pois ela é palavra pronunciada por Deus, com a graça de nos comunicar e restituir a identidade mesma do ser humano: é filho de Deus e irmão entre irmãos!

Experimentamos uma mudança de época. Participamos de transformações que atingem todos os setores da vida humana. Essas transformações atingem as expressões de fé de nosso povo, marcadas por momentos, rotatividade, individualização, comercialização, descrédito.

Também a atividade política está marcada por transformações e descredito. A população brasileira acompanha, apreensiva, a grave crise que atinge o País, procurando conhecer suas origens, resistir às suas consequências e, sobretudo, vislumbrar as soluções.

Diante da mudança de época, da crise em que vivemos, somos convocados a dar atenção ao elementar da vida. As coisas mais elementares da vida são as mais importantes: a intimidade familiar, a solidariedade, a partilha, o trabalho para viver, a palavra de Deus. São aspectos da vida que apresentam não poucas dificuldades.

Nesse contexto, causa talvez estranheza afirmar que a palavra de Deus seja importante. É muito importante! Nela, podemos encontrar indicações seguras para resgatar valores que a sociedade tende a marginalizar. De fato, nossa sociedade tudo consome, mas não queima e não arde, ao contrário da sarça ardente (Ex 3,2), que arde e não se consuma.

Mas será que Deus e sua palavra ainda encontram lugar em nossa cultura e sociedade? Não seria urgente a necessidade de reencontrar uma linguagem, um modo de falar de Deus, de apresentar sua palavra, compreensível à nossa época?

Deus é certamente dizível. É também uma necessidade radical do ser humano de todos os tempos. Quanto mais o ser humano se abre à possibilidade da experiência do encontro com Deus e sua Palavra, e depois recontar essa experiência, tanto mais será capaz de abordar questões fundamentais da convivência humana, como amor, perdão, respeito, solidariedade, piedade, fragilidade, esperança, saúde, integridade, honra, filiação, caridade, pecado, fé, prece.

A familiaridade com a palavra e o empenho por tornar Deus dizível à hodierna sociedade vão demonstrando e ensinando que ninguém “possui” a verdade. O que atingimos são afirmações verdadeiras! Quem pretende ter a verdade não compreendeu o que seja a verdade, pois a verdade é um mostrar-se constante, um desvelar-se generosa e gratuitamente no tempo.

Deus é eterno! A palavra é eterna! Por isso, em todos os tempos é possível recorrer à palavra para, na intimidade, no medir-se com ela e por ela, no buscar viver no hoje da história a partir da palavra, no fazer d’ela alimento para o cotidiano, encontrar indicações seguras para bem viver.

O tempo histórico impõe escolhas. Diante disso, é possível enclausurar-se na própria identidade, na própria compreensão – e isso significa sectarismo, ou erguer o olhar buscando horizontes mais amplos.

Apresenta-se, assim, o nosso grande desafio. Não basta reafirmar as próprias raízes. Urge confrontá-las com outras possíveis experiências, ampliando horizontes. Aqui se expressa a exigência daquilo que a tradição denominou obra do discernimento. Ora, a obra do discernimento pressupõe disposição para o estudo, o confronto com a palavra de Deus, a prece e o diálogo.

Não estaria aqui o indício de um caminho possível para a superação da crise que experimentamos e que atinge distintas dimensões da vida humana?

Dom Jaime Spengler – Arcebispo de Porto Alegre

28 de setembro de 2015 at 18:32 Deixe um comentário

Papa ao Congresso Eucarístico irlandês: “Eucaristia, centro das comunidades cristãs”

2015-09-26 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre enviou uma Mensagem aos participantes e organizadores do Congresso Eucarístico irlandês, que se realiza, a partir deste sábado (26/9) até amanhã, domingo, no Santuário mariano de Knock.

Trata-se de dois dias de oração, celebrações Eucarísticas, seminários e conferências sobre o tema: “Cristo, nossa esperança”, inspirado no quinquagésimo primeiro Congresso Eucarístico Internacional, que se realizará, em janeiro de 2016, em Cebu, nas Filipinas.

Em sua Mensagem, o Papa convida os participantes irlandeses a “intensificarem sua vida de oração, fazendo da Eucaristia o verdadeiro centro das suas comunidades cristãs, onde o louvor e a ação de graças conduzem a um renovado compromisso com a evangelização e a comunhão eclesial.” O Pontífice os exorta também a “construírem um mundo, cada vez mais justo e reconciliado, segundo os ensinamentos de Jesus Cristo e da Igreja”.

A Mensagem e a Bênção do Santo Padre foram transmitidas, nesta manhã, aos congressistas pelo Núncio Apostólico na Irlanda, Dom John Charles Brown.

Por sua vez, Dom Kevin Doran, bispo de Elhin, que presidiu à inauguração do Congresso mariano irlandês, afirmou que “este acontecimento contribuirá para colher os frutos do Congresso Eucarístico Internacional precedente, que ocorreu em Dublin, em 2012, e preparar espiritualmente o próximo, nas Filipinas.

Dom Kevin recordou ainda que “esta será uma ocasião propícia para focalizar a nossa atenção em alguns desafios pastorais importantes e atuais para a vida da Igreja, com referência particular à família e às vocações”.

Entre os momentos mais salientes destes dois dias de Congresso Eucarístico, em Knock, destacam-se a solene celebração Eucarística, presidida, nesta tarde, por Dom Eamon Martin, arcebispo de Armagh e Primaz da Irlanda, e a Santa Missa que Dom Michael Neary, arcebispo de Tuam, celebrará amanhã de manhã. A homilia será pronunciada pelo Núncio Apostólico na Irlanda, Dom John Charles Brown. (MT)

28 de setembro de 2015 at 6:24 Deixe um comentário

Vigésimo Sétimo Domingo do Tempo Comum – O homem deixará seu pai e sua mãe… – São Marcos 10, 2-16 – Dia 04 de outubro


2. Chegaram os fariseus e perguntaram-lhe, para o pôr à prova, se era permitido ao homem repudiar sua mulher.
3. Ele respondeu-lhes: “Que vos ordenou Moisés?”
4. Eles responderam: “Moisés permitiu escrever carta de divórcio e despedir a mulher.”
5. Continuou Jesus: “Foi devido à dureza do vosso coração que ele vos deu essa lei;
6. mas, no princípio da criação, Deus os fez homem e mulher.
7. Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher;
8. e os dois não serão senão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne.
9. Não separe, pois, o homem o que Deus uniu.”
10. Em casa, os discípulos fizeram-lhe perguntas sobre o mesmo assunto.
11. E ele disse-lhes: “Quem repudia sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira.
12. E se a mulher repudia o marido e se casa com outro, comete adultério.”
13. Apresentaram-lhe então crianças para que as tocasse; mas os discípulos repreendiam os que as apresentavam.
14. Vendo-o, Jesus indignou-se e disse-lhes: “Deixai vir a mim os pequequinos e não os impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham.
15. Em verdade vos digo: todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, nele não entrará.”
16. Em seguida, ele as abraçou e as abençoou, impondo-lhes as mãos.
“Abençoados e santificados pelo Senhor, reunimo-nos como família que busca tornar novas as as relações entre homens e mulheres, superando atitudes de dominação. Iniciando o mês das missões, celebremos a Eucaristia como dom que nos educa no amor, nos ensina a receber o reino e nos põe em comunhão com o Pai e com os irmãos”. (Liturgia Diária)
Chegaram os fariseus e perguntaram-lhe, para o pôr à prova, se era permitido ao homem repudiar sua mulher. Ele respondeu-lhes: “Que vos ordenou Moisés?” Eles responderam: “Moisés permitiu escrever carta de divórcio e despedir a mulher.” Continuou Jesus: “Foi devido à dureza do vosso coração que ele vos deu essa lei; mas, no princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher; e os dois não serão senão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Não separe, pois, o homem o que Deus uniu.”

O Papa Emérito Bento XVI (abril de 2006) explicou que “o matrimônio é este seguir o outro no amor e, desta forma, tornar-se uma única existência, uma só carne, e por isso, inseparáveis; uma nova existência que nasce desta comunhão de amor, que une e cria um futuro”.
O Catecismo (§372) ensina: “No matrimônio, Deus os une de maneira que, formando “uma só carne” (Gn 2,24), possam transmitir a vida humana: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra” (Gn 1,28). Ao transmitir a seus descendentes a vida humana, o homem e a mulher, como esposos e pais, cooperam de forma única na obra do Criador”.
O Papa Francisco (abril de 2014) disse assim: “A Bíblia usa uma expressão forte e diz «uma só carne», tão íntima é a união entre o homem e a mulher no matrimônio! Eis precisamente o mistério do matrimônio: o amor de Deus reflete-se no casal que decide viver junto. Por isso, o homem deixa a sua casa, a casa dos seus pais, e vai viver com a sua mulher, unindo-se tão fortemente a ela que os dois se tornam — reza a Bíblia — uma só carne”.
“A Escritura diz: «Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher» (Gn 1,27). É pois importante esta grande verdade do livro do Génesis: a imagem de Si mesmo que Deus pôs no homem e na mulher passa também através da complementaridade dos sexos. O homem e a mulher, unidos em matrimónio, reflectem a imagem de Deus e são, de algum modo, a revelação do seu amor”. (São João Paulo II)

Em casa, os discípulos fizeram-lhe perguntas sobre o mesmo assunto. E ele disse-lhes: “Quem repudia sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher repudia o marido e se casa com outro, comete adultério.”
“Fomos criados para a comunhão com os outros. A família, comunidade primeira da sociedade, é querida e abençoada por Deus. Solidário conosco e nosso irmão, Jesus nos instrui sobre o profundo sentido do matrimônio”. (Liturgia Diária)
O Papa Francisco (abril de 2014) disse assim: “A imagem de Deus é o casal no matrimônio: o homem e a mulher; não só o homem, não somente a mulher, mas os dois juntos. Esta é a imagem de Deus: o amor, a aliança de Deus connosco está representada na aliança entre o homem e a mulher. Isto é muito bonito! Somos criados para amar, como reflexo de Deus e do seu amor. Na união conjugal o homem e a mulher realizam esta vocação no sinal da reciprocidade e da comunhão de vida plena e definitiva”.

Apresentaram-lhe então crianças para que as tocasse; mas os discípulos repreendiam os que as apresentavam. Vendo-o, Jesus indignou-se e disse-lhes: “Deixai vir a mim os pequequinos e não os impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham. Em verdade vos digo: todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, nele não entrará.” Em seguida, ele as abraçou e as abençoou, impondo-lhes as mãos.
“É muito importante refletir que o direito das crianças é justamente de “ser criança” e que a família, os pais, a sociedade devem cuidar para que nossas crianças cresçam em ambiente sadio e fraterno. Seja isso nas famílias, seja na utilização dos meios de comunicação, seja na escola ou na sociedade. Eis o desafio de nosso tempo! E isso começa desde o momento do direito a nascer e a ter uma família. Para nós, é imprescindível ajudá-las a viver com alegria a fé em Cristo, que as acolhe e conduz. Elas têm direito a acolher e aprender quem é Deus e deixar-se conduzir por Deus-Amor”. (Dom Orani João Tempesta -Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)
O Papa Francisco disse que “desde o início, numerosas crianças são rejeitadas, abandonadas e subtraídas à sua infância e ao seu futuro. Alguns ousam dizer, como que para se justificar, que foi um erro tê-las feito vir ao mundo. Isto é vergonhoso! Por favor, não descarreguemos as nossas culpas sobre as crianças! Elas nunca são «um erro». A sua fome não é um erro, como não o é a sua pobreza, a sua fragilidade, o seu abandono — muitas crianças abandonadas pelas ruas; e não o é nem sequer a sua ignorância, ou a sua incapacidade — numerosas crianças que não sabem o que é uma escola”.
A Pastoral da Criança
“Milhares de criança pelo Brasil afora, e mesmo fora do Brasil, estão hoje, gozando de saúde, graças à Pastoral da Criança. Eu a vejo como uma Pastoral capaz de ressuscitar criancinhas, que sem os seus cuidados morreriam. A Pastoral da Criança faz milagres. Toda Comunidade, não digo apenas Paróquias, mas todas as comunidades de todas as paróquias deveriam ter a Pastoral da Criança e dedicarem-se a elas com o mesmo carinho de Jesus”. (Dom Emanuel Messias de Oliveira)
Conclusão
“É normal que os esposos litiguem: é normal! Acontece sempre. Mas dou-vos um conselho: nunca deixeis terminar o dia sem fazer a paz. Nunca. É suficiente um pequeno gesto. E assim continua-se a caminhar. O matrimónio é símbolo da vida, da vida real, não é uma «ficção»! É sacramento do amor de Cristo e da Igreja, um amor que tem na Cruz a sua confirmação e garantia. Desejo, a todos vós, um caminho lindo, um caminho fecundo. Que o amor cresça! Desejo-vos a felicidade. Existirão as cruzes… Existirão, mas o Senhor sempre estará lá para nos ajudar a seguir em frente. Que o Senhor vos abençoe!” (Papa Francisco-Setembro de 2014)

Oração
“Te pedimos, ó São José, a restauração do matrimônio e do casamento. Que consigam dar o perdão e aceitar o perdão. Libertai ó Deus, por intercessão de São José, de todas as mágoas cometidas dentro do matrimônio, assim como de atitudes e sentimentos errados. Senhor, por intercessão de São José, olhai aqueles casais que estão com o coração dolorido e machucado com tantos acontecimentos ruins. Amparai aqueles que estão com o amor desgastado e com o relacionamento desestruturado. Fortalecei-os no pacto nupcial. Que o perdão cure os ressentimentos e que o amor supere as desavenças”. (Site do Padre Reginaldo Manzotti)
Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

28 de setembro de 2015 at 5:44 Deixe um comentário

Homilia em Filadélfia: “Chamados a edificar o Corpo de Cristo que é a Igreja”

2015-09-26 Rádio Vaticana

Nova Iorque (RV) – Neste penúltimo dia de atividades do Papa Francisco em terras norte-americanas, no âmbito da sua X Viagem internacional, o Santo Padre se despediu de Nova Iorque, na manhã deste sábado (26/9), e se transferiu para Filadélfia, onde, na Basílica dedicada a São Pedro e São Paulo, presidiu à celebração Eucarística para os bispos, o clero, os religiosos e religiosas da Pensilvânia.

No patamar da Basílica, o Santo Padre foi acolhido por um grupo de crianças e algumas famílias, enquanto no interior, estavam presentes uns dois mil fiéis, e, na capela lateral, outros 500.

Durante a Missa votiva da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, o Papa pronunciou sua homilia, referindo-se inicialmente à história daquela bela Catedral, que o levou a aprofundar o aspecto histórico, não material mas espiritual, da Igreja na da Filadélfia e da Pensilvânia:

“Trata-se de uma história que nos fala de gerações e gerações de católicos comprometidos, que saíram para as periferias a fim de construir comunidades de culto, de educação, de caridade e de serviço à sociedade inteira. Tal história é visível nos muitos santuários espalhados por esta cidade, nas suas inúmeras paróquias, cujas agulhas e campanários falam da presença de Deus no meio das nossas comunidades”.

Esta história da Igreja local pode ser vista ainda, acrescentou o Papa, nos esforços de todos aqueles sacerdotes, religiosos e leigos que, com dedicação, ao longo de dois séculos, trabalharam pelas necessidades espirituais dos pobres, dos imigrantes, dos doentes e dos encarcerados; pode ser vista também nas inúmeras escolas, onde consagrados e consagradas ensinaram as crianças a ler e a escrever, a amar a Deus e ao próximo, e a contribuir como bons cidadãos para a vida da sociedade americana.

A seguir, Francisco recordou a história de Santa Catarina Drexel, uma das grandes santas daquela Igreja local. Quando ela falou ao Papa Leão XIII da necessidade das missões, o Papa, que era muito sábio, perguntou-lhe: «E você, o que vai fazer?» Tais palavras mudaram a vida e o rumo de Santa Catarina. E o Papa explicou:

“Cada um de nós deve responder, da melhor forma possível, o chamado do Senhor para construir seu Corpo, que é a Igreja: ‘E você o que vai fazer?’”.

A partir destas palavras, o Papa se deteve em dois aspectos, no contexto da nossa missão especial de transmitir a alegria do Evangelho e edificar a Igreja como sacerdotes, diáconos ou membros de institutos de vida consagrada.

Primeiro, referindo-se ao numerosos jovens que, nas paróquias e escolas, têm os mesmos ideais elevados, generosidade de espírito e amor a Cristo e à Igreja, o Santo Padre recordou: “Um dos grandes desafios que a Igreja tem pela frente, nesta geração, é promover, em todos os fiéis, o sentido de responsabilidade pessoal pela missão da Igreja e torná-los capazes de a cumprir como discípulos missionários, sendo fermento do Evangelho no nosso mundo.

Isto, porém, frisou o Pontífice, exige criatividade para se adaptar às situações em mudança, para levar adiante a herança do passado, dóceis ao Espírito, e comunicar a alegria do Evangelho, todos os dias e em todas as estações da vida. Aqui, o Papa explicou o segundo aspecto da nossa missão cristã:

“Sabemos que o futuro da Igreja, numa sociedade em rápida mudança, exigirá e exige, desde já, um compromisso cada vez mais ativo por parte dos leigos. A Igreja nos Estados Unidos sempre dedicou um enorme esforço ao trabalho da catequese e da educação. O nosso desafio, hoje, é construir alicerces sólidos e promover um sentido de colaboração e responsabilidade compartilhada, quando programamos o futuro das nossas paróquias e instituições”.

Porém, advertiu o Pontífice ao clero, isto não significa descuidar da autoridade espiritual que nos foi confiada, mas discernir e usar sabiamente os múltiplos dons que o Espírito concede à Igreja. De forma particular, valorizar a contribuição imensa que as mulheres, leigas e consagradas, deram e continuam a oferecer à vida das nossas comunidades. Por fim, o Pontífice deixou a seguinte exortação aos bispos e clero da Pensilvânia:

“Encorajo-os a deixar-se renovar na alegria daquele primeiro encontro com Jesus, extraindo, de tal alegria, renovada fidelidade e vigor. Durante estes dias de Encontro Mundial das Famílias, peço-lhes para refletir sobre a qualidade do nosso ministério com as famílias, os casais de noivos e os jovens. Peço-lhes que rezem com fervor pelas famílias e pelas decisões do próximo Sínodo dos Bispos sobre a família”.

O Santo Padre concluiu sua homilia, dirigindo seu olhar a Maria, nossa Mãe Santíssima, para que, com o seu amor materno, interceda pelo crescimento da Igreja na América, levando alegria, esperança e força ao mundo.

Ao término da Santa Missa, o Papa deixa a Catedral e se transfere para o Seminário São Carlos Borromeu, em Filadélfia, onde ficará hospedado até o final desta sua X Viagem Internacional.

27 de setembro de 2015 at 6:20 Deixe um comentário

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