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III Domingo do Advento: Domingo da Alegria

Meditação para o III Domingo do Advento

Meditação para o III Domingo do Advento

Como ser feliz no meio de tanta injustiça, com tantos desafetos e traições? Como ser alegre numa sociedade do descartável, onde as pessoas valem o que possuem? De qualquer modo, o profeta Isaías insiste: “Alegre-se!”

Pe. Rafhael Silva Maciel – Presbítero da Arquidiocese de Fortaleza e Mestrando em Liturgia

Chegamos ao III domingo do Advento, conhecido como Domingo Gaudete, ou Domingo da Alegria. Já de início nos pomos a pergunta: qual alegria a Liturgia de hoje está nos convidando a viver? A 1ª leitura nos oferece uma chave de compreensão: “Alegre-se a terra que era deserta e intransitável, exulte a solidão e floresça como um lírio. Germine e exulte de alegria e louvores (…); seus habitantes verão a glória do Senhor, a majestade do nosso Deus” (Is 35,1-2).

Seus habitantes verão a glória de Deus, aí está meus irmãos! Posto no futuro o verbo nos apresenta uma promessa de Deus, de que sua glória será vista sobre a Terra. A liturgia nos convida, então, a uma alegria de realização, uma alegria de esperança, vivida no Senhor. É a expectativa da vinda do Senhor que gera uma alegria diferente na vida daquele que espera, como diz o próprio profeta Isaías: “Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmai os joelhos debilitados. Dizei às pessoas deprimidas: “Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é vosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem para vos salvar” (Is 35,3-4).

Neste Domingo da Alegria, no tempo do Advento, penso que duas questões são importantes para nossa meditação. Uma é sobre o tipo de alegria que nossa gente tem vivido e buscado, a outra é sobre a vingança de Deus.

Certamente, em meio a tantas crises e tantos dramas vividos pela humanidade falar em alegria parece até contraditório; por um lado, porque as razões da alegria parecem definhar – como ser feliz no meio de tanta injustiça, com tantos desafetos e traições? Como ser alegre numa sociedade do descartável, onde as pessoas valem o que possuem? Por outro lado, a oferta de falsas alegrias, sempre passageiras e ilusórias, fazem parte do cotidiano de tantas pessoas: o poder, o acúmulo de bens, a luxúria, a sensação de “alívio” das drogas, do álcool, as festas “sem regras” – viver sem regra e de acordo com o desejo individual, eis a grande mentira de uma alegria passageira, das superficialidades e das ilusões criadas. De qualquer modo, o profeta Isaías insiste: “Alegre-se!”.

Um segundo ponto para nossa meditação é aquele da vingança de Deus – resposta ao dilema das falsas alegrias e da verdadeira alegria, – que Isaías proclama em sua profecia. Essa profecia foi cumprida em Jesus Cristo. No Evangelho Jesus nos responde: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados” (Mt 11,4-5).

É assim que Deus se vinga, realizando a obra da Salvação. O Papa emérito Bento XVI, em uma sua homilia dizia: “Podemos intuir facilmente como o povo imagina essa vingança. Mas o mesmo profeta revela depois em que ela consiste: na bondade restabelecedora de Deus. A explicação definitiva da palavra do profeta, encontramo-la n’Aquele que morreu na Cruz: em Jesus, o Filho de Deus encarnado que aqui nos olha com tanta insistência. A sua ‘vingança’ é a Cruz: o ‘Não’ à violência, ‘o amor até ao fim’” (10.09.2006).

Meus irmãos, é essa a verdade que causa a alegria plena aos nossos corações:saber que nosso Deus veio uma vez na carne e realizou a obra definitiva da nossa redenção. Que temos motivos de sobra para crer que o mundo em que vivemos não tem a última palavra sobre nós, mas que a última palavra será sempre de Deus. Escutamos de S. Tiago, na 2ª leitura: “Ficai firmes até à vinda do Senhor. Vede o agricultor: ele espera o precioso fruto da terra e fica firme até cair a chuva do outono ou da primavera” (Tg 5,7). É esta a esperança à qual nos convida o Advento, esperar em Deus que não nos abandona, mas que realiza a ceifa da sua promessa; a esperança de um Deus que vem ao encontro do homem – o Emanuel, o Messias, Deus conosco!

Meus amados irmãos e irmãs, neste Advento somos chamados a viver essa verdadeira alegria, na espera não somente do Santo Natal, mas na expectativa da vinda definitiva do Senhor. Somos convidados a esperar na alegria por Aquele que cura nossas chagas, ameniza nossa dor, sustenta-nos em nossas fraquezas.

Não podemos ser cristãos tristes e sem ânimo. Quando isso acontece, o Inimigo nos ilude com suas falsas promessas de felicidade e entramos em um círculo de secularização, de relativismo e de desesperança. Vemos a cada dia nossa fé sendo ridicularizada por uns e outros, vemos “novas religiões” emergindo na idolatria a líderes políticos, ao dinheiro e ao poder. Mas, o cristão deve ser talhado pela fé, esperança e caridade no Deus que nos amou, nos ama e sempre amará!

Bento XVI, na referida homilia, ainda insistia: “É este o Deus do qual temos necessidade. Não faltamos ao respeito pelas outras religiões e culturas, nem ao respeito profundo pela sua fé, se confessarmos em voz alta e sem meios termos aquele Deus que opõe à violência o seu sofrimento; que perante o mal e o seu poder eleva, como limite e superação, a sua misericórdia. A Ele dirigimos a nossa súplica, para que Ele esteja no meio de nós e nos ajude a ser suas testemunhas credíveis”.

Amados irmãos e irmãs, essa semana que encerramos nos recordou várias vezes a memória da Virgem Maria. Ela é sinal vivo de que “a esperança não decepciona” (Rm 5,5). Peçamos a nossa boa Mãe do Céu que nos ensine a esperar na alegria. O Advento, portanto, prepara-nos para a celebração do Natal do Senhor, mas nos convida, ao mesmo tempo, a reconhecer que “Ele está no meio de nós” nas suas vindas em nossa existência, e a esperar com ânsia feliz e compromisso fraterno sua vinda definitiva! Por isso, insistimos: “Alegre-se! Alegrai-vos sempre no Senhor!”

15 de dezembro de 2019 at 6:43 Deixe um comentário

Reflexão para o III Domingo do Advento

III Domingo do Advento

III Domingo do Advento
A missão de Jesus é a redenção. Deus ama a todos, bons e maus. Todos são seus filhos e foram criados por amor.

Cidade do Vaticano

Diante de um mundo arrasado, de um ambiente de profunda desolação, de corações sofridos e enlutados, Isaías clama Vida, Alegria, Ressurreição! O texto da primeira leitura de hoje, extraído do livro de Isaías, nos leva à Esperança.

O Profeta quebra a rotina desoladora e nos aponta a ação de Deus, a regeneração do mundo, a redenção do ser humano. Mas o Senhor que pode fazer tudo sozinho, quer nossa colaboração, quer fazer-nos partícipes de sua obra salvífica. Nesse próprio ato de pedir nossa colaboração já está a redenção.

O Senhor nos trata como pessoas maduras, capazes, pessoas criadas à Sua imagem e semelhança. Por isso não é próprio do fiel ficar de braços cruzados, desanimado e acomodado. Aquele que crê levanta a cabeça, solta os braços e busca dentro de si a força do Senhor, e imediatamente começa a colaborar com o Criador. O fiel reage contra qualquer ação oriunda da cultura de morte. Ele crê na Vida!

Assim aconteceu com a escravidão no Egito, em outras situações onde os protagonistas foram os pobres, os marginalizados, os portadores de deficiência, os pequenos segundo o mundo. Assim fez Jesus Cristo, colocando-se como servo de todos, à disposição do Pai para assegurar a felicidade eterna ao Homem.

No Evangelho de hoje, temos em primeiro lugar a dificuldade de João Batista em reconhecer em Jesus o Messias prometido. Na pregação de João Batista, como vimos no domingo passado, Jesus deveria tratar os pecadores com bastante dureza, destruí-los até. Mas ele não o faz, ao contrário, provoca mudanças em seus corações, possibilitando a salvação, faz refeições com eles e até se torna amigo deles. Isso desorienta o Batista.

Quando interrogado pelos discípulos de João, Jesus responde citando Isaías, ou seja, dizendo que sua missão é de redenção, por isso os sinais que faz são de salvação. Deus ama a todos, bons e maus. Todos são seus filhos, foram criados por amor.

Em segundo lugar, Jesus elogia a pessoa do Batista dizendo que ele é mais que um Profeta, o maior entre os nascidos de mulher – dirá o Mestre. Ao dizer que “O menor no Reino dos céus é maior do que o Batista”, Jesus afirma que esse menor entendeu que Deus vem ao encontro do Homem para perdoá-lo, acolhê-lo e amá-lo. Menor e maior. Sem depreciar em nada a figura de João Batista, já que os tempos do Reino transcendem inteiramente aqueles que os precederam e prepararam, essas duas palavras opõem duas épocas da obra divina, duas “economias”, conforme nos esclarece a Bíblia de Jerusalém.

Finalmente, na 2ª leitura, São Tiago nos exorta a que fiquemos firmes até e chegada do Senhor. Firme para Tiago significa manter a fé, a esperança e a caridade. Por isso, ele toma como exemplo o agricultor que trabalha e depois fica à espera do fruto prometido e nos aconselha a não nos queixarmos dos irmãos.

14 de dezembro de 2019 at 10:24 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento – Eis que envio o meu mensageiro à tua frente – São Mateus 11, 2-11 – Dia 15 de dezembro de 2019

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“2.Tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos: 3.“Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?”. 4.Respondeu-lhes Jesus: “Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: 5.os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres… 6.Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda!”. 7.Tendo eles partido, disse Jesus à multidão a respeito de João: “Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?* 8.Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas os que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis. 9.Então, por que fostes para lá? Para ver um profeta? Sim, digo-vos eu, mais que um profeta. 10.É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1). 11.Em verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele.”
Fonte – Bíblia Católica Online

“Alegremo-nos todos no Senhor, pois Ele está próximo. Reconhecendo seus benefícios, queremos nos deixar contagiar pelo anúncio da salvação que Ele nos faz nesta liturgia. A chegada do Salvador renova nossa esperança, afasta o desânimo e firma nossos passos no caminho do Evangelho. Este é o domingo da alegria, pois Deus cumpre suas promessas”. (Liturgia Diária)

O Padre Paulo Bazaglia disse assim: “Preparando-nos para o Natal, celebramos, neste terceiro domingo do Advento, o chamado “domingo da alegria”. Esperando e preparando a vinda do Senhor, somos convidados a enxergar, aqui e agora, os sinais do amor divino”.

O Padre Fábio Siqueira explicou que “as primeiras semanas do Advento são marcadas por um tom fortemente escatológico. Ao nos prepararmos para celebrar o Natal, ou seja, a primeira vinda do Salvador ao meio dos homens, nos recordamos que devemos estar vigilantes, porque Jesus Cristo, que veio uma primeira vez na fragilidade de um menino, deverá vir uma segunda vez, em todo o seu fulgor e glória, a fim de levar à plenitude a obra da salvação, instaurando definitivamente o seu Reino no meio dos homens”.

“Jesus considera João Batista o maior dos profetas. De fato, João resume tudo o que foi profetizado até aquele momento. Jesus afirma também que o menor no Reino de Deus é maior que João”. (Dia a Dia- Ed. Paulus)

“O próprio João traçou na perfeição e ordenou o seu caminho para a chegada de Cristo, porque foi em todas as coisas sóbrio, humilde, pobre e virgem: «João trazia um traje de pelos de camelo e um cinto de couro à volta da cintura; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre» (Mt 3,4). Pois não há maior sinal de humildade que o desprezo de vestes sumtuosas e o uso de peles por tratar; nem há maior sinal de fé que estar sempre preparado, com os rins cingidos, para qualquer dever de serviço; nem há sinal mais notável de renúncia que alimentar-se de gafanhotos e mel silvestre”. (São Máximo de Turim)

Conclusão: 

“O que apareceu como profecia no texto de Isaías cumpre-se em Jesus, confirmando que Ele é o Messias, o enviado do Pai. Ao ser perguntado se era o esperado, o Mestre responde aos discípulos de João Batista: os cegos veem, os surdos ouvem, os coxos andam, os mudos falam. O Messias, no entanto, vai além do que foi profetizado por Isaías: ele ressuscita os mortos e evangeliza os pobres”. (Liturgia Diária)

Oração:

Senhor Jesus, pela intercessão de São João Batista, abri caminho de salvação em nossos corações. Retirai todos os obstáculos e pedras que estão impedindo que a graça aconteça na nossa vida. Amém!

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

9 de dezembro de 2019 at 5:41 Deixe um comentário

Reflexão litúrgica para o III Domingo do Advento – Ano C

João Batista, o precursor do Messias, prepara os caminhos do SenhorJoão Batista, o precursor do Messias, prepara os caminhos do Senhor  (Vatican News)

No Evangelho, vemos a pregação de João Batista e o anúncio, feito por ele, de que o Messias, aquele que iria fundar a nova sociedade estava para chegar. João prepara essa nova sociedade fazendo com que as pessoas se abram umas às outras, e à novidade que está para chegar.
Cidade do Vaticano

A primeira leitura, tirada de Sofonias é marcada pelo otimismo, pela alegria e pela esperança. O motivo está no centro do texto onde se lê que o Senhor é rei de Israel. Após os desmandos de um governo tirano, que levara o povo ao exílio e à ruína, Deus lidera e reorganiza com o pequeno resto, uma nova sociedade.

Ouça aqui a reflexão dominical
O Senhor iniciou revogando a sentença de morte que havia sobre o povo, permitiu a volta dos exilados, e o mais importante, Ele é o companheiro que está junto ao povo, em seu meio, amando-o.

O Senhor é o verdadeiro líder, defendendo o povo das ameaças externas e exercendo a justiça dentro do próprio país.

No Evangelho, vemos a pregação de João Batista e o anúncio, feito por ele, de que o Messias, aquele que iria fundar a nova sociedade estava para chegar. João prepara essa nova sociedade. fazendo com que as pessoas se abram umas às outras, e à novidade que está para chegar.

Essa abertura ao outro se inicia com a partilha de bens. Não se trata de esmolas, mas de dar metade do que possui, de autêntica partilha. Também é dito não cobiçar os pertences alheios, contentar-se com seus próprios bens e respeitar os direitos humanos. O poder se chama serviço!

“A pá está em sua mão: limpará a sua eira e recolherá o trigo em seu celeiro;” Isso significa que Jesus irá desmascarar a sociedade cujo projeto é de morte. Ele traz a nova sociedade, baseada na justiça, na vida. Exatamente porque é baseada na vida, a nova sociedade não caducará e será eterna. Nós a vivemos já aqui, à medida em que nossas opções são de partilha, de praticar a justiça, mesmo desagradando as estruturas deste mundo, com sua sociedade baseada em estruturas mortais, injustas, anti-evangélicas.

Na segunda leitura, São Paulo nos diz que o projeto de Deus, essa nova sociedade, deverá ser o objetivo ao redor do qual a comunidade deverá sempre se reunir. Para isso ele apela à alegria, ao equilíbrio, ao diálogo com Deus (oração) e com os irmãos. Com esses elementos não só preservaremos essa nova sociedade, mas faremos sua propaganda, a tornaremos agradável aos olhos daqueles que nos observam.

Como está nossa vida pessoal, comunitária e de responsabilidade pastoral? Transparecemos alegria, equilíbrio, discernimento? Dialogamos com Deus e com os demais?

Reflexão do Pe. Cesar Augusto dos Santos, S.J.

15 de dezembro de 2018 at 15:18 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento – Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo – São Lucas 3, 10-18 – dia 16 de dezembro de 2018

“10.Perguntava-lhe a multidão: “Que devemos fazer?”. 11.Ele res­pondia: “Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem o que comer, faça o mesmo”. 12.Também publicanos vie­ram para ser batizados, e perguntaram-lhe: “Mestre, que devemos fazer?”.* 13.Ele lhes respondeu: “Não exijais mais do que vos foi ordenado”. 14.Do mesmo modo, os soldados lhe perguntavam: “E nós, que devemos fazer?”.Respondeu-lhes: “Não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém, e contentai-vos com o vosso soldo”. 15.Ora, como o povo estivesse na expectativa, e como todos perguntassem em seus corações se talvez João fosse o Cristo, 16.ele tomou a palavra, dizendo a todos: “Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. 17.Ele tem a pá na mão e limpará a sua eira, e recolherá o trigo ao seu celeiro, mas queimará as palhas num fogo inextinguível”. 18.É assim que ele anunciava ao povo a Boa-Nova, e dirigia-lhe ainda muitas outras exortações.”

Fonte: Bíblia Ave Maria

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“Exultemos, cantando alegres, neste terceiro domingo do Advento, domingo da alegria. A alegria e a paz tomam conta de nossa vida, pois o Senhor que vem no Natal está próximo. Rejeitando o consumismo e todo egoísmo, conseguiremos ter Jesus sempre em nosso coração e pensamentos e saberemos reconhecê-lo entre nós. Acolhamos a mensagem de esperança e compromisso que João batista nos traz na liturgia de hoje”. (Liturgia Diária)

Dom Henrique Soares da Costa explicou: “A figura de João Batista, com toda a sua austeridade e com suas palavras de advertência são um sério convite a que revisemos nosso modo de viver. Hoje, caríssimos, o mundo é todo paganizado; nosso País está se tornando cada vez mais pagão. Mas, isso não é o mais triste. O mais triste, o que nos corta o coração, é ver os cristãos vivendo como os pagãos, pensando como os pagãos, falando como os pagãos, agindo como os pagãos, gostando das coisas que agradam aos pagãos! Nós, que vimos a Luz; nós, que temos a consolação de Cristo; nós que temos o seu Espírito; nós, que nos alimentamos com o pão da sua Palavra e do seu Corpo e Sangue! Não fugiremos à Ira, caríssimos! Não escaparemos do tremendo tribunal de Cristo!”

“João é o mensageiro, enviado por Deus para preparar os homens para a chegada do Messias. A mensagem transmitida por João – com a palavra e com a própria atitude de vida – é um apelo veemente à mudança de vida e de mentalidade, a fim de que a proposta do Messias libertador encontre lugar no coração dos homens. João deixa claro que a missão do Messias é comunicar o Espírito que transforma o homem”. (Site dos Padres Dehonianos

Dom Henrique Soares da Costa explicou: “Não se brinca com Cristo: se João – austero, piedoso e coerente – não se sentia digno de desamarrar suas sandálias, que será de nós? Ele nos batizará, nos mergulhará no fogo do seu Espírito… e, então, ai do infiel, ai do que fez pouco caso da sua Palavra, das suas exigências, do seu amor, ai do cristão e nome e pagão de vida!”

Conclusão:

“João Batista apresenta uma proposta de vida a cada grupo que se aproxima dele com a pergunta: o que devemos fazer? Ao povo, João convida à solidariedade; aos cobradores de impostos, pede-lhes que sejam honestos e justos; aos responsáveis pela segurança, que não sejam violentos. Numa palavra, o precursor pede a todos a conversão em gestos concretos”. (Liturgia Diária)

Oração:

“Graças Vos sejam dadas, Senhor Jesus! Estamos na vossa presença, esperando-Vos! «Ainda um pouco de tempo!» (Jo 16, 16) Assim fazeis promessa após promessa; e eu confio nas vossas promessas. Vinde, porém, em ajuda da minha incredulidade (Mc 9,24), para que Vos espere e continue a esperar, até que, finalmente, veja aquilo em que acredito. Sim, eu creio «que hei-de ver os bens do Senhor, na terra dos vivos”. (Beato Guerric de Igny)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

10 de dezembro de 2018 at 5:39 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento – Eu sou a voz que grita no deserto – São João 1, 6-8. 19-28 – Dia 17 de dezembro de 2017

Resultado de imagem para imagem de João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis.

São João 1, 6-8:

“6.Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. 7.Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. 8.Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz.”

São João 1, 19 -28: 
“19.Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar-lhe: Quem és tu? 20.Ele fez esta declaração que confirmou sem hesitar: Eu não sou o Cristo. 21.Pois, então, quem és?, perguntaram-lhe eles. És tu Elias? Disse ele: Não o sou. És tu o profeta? Ele respondeu: Não. 22.Perguntaram-lhe de novo: Dize-nos, afinal, quem és, para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo? 23.Ele respondeu: Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías (40,3). 24.Alguns dos emissários eram fariseus. 25.Continuaram a perguntar-lhe: Como, pois, batizas, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? 26.João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. 27.Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado. 28.Este diálogo se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.”

Fonte: Bíblia Ave Maria

“Alegremo-nos no Senhor, pois Ele é sempre fiel e nos reúne para celebrar o terceiro domingo do Advento, domingo da alegria. Já desponta entre nós a luz daquele que chega no Natal. Nosso espírito se alegra em Deus e com Ele, que faz maravilhas em favor do povo e nos unge para a missão de proclamar a boa-nova a todas as pessoas”. (Liturgia Diária)

Domingo da Alegria 

“A liturgia reserva o terceiro domingo do Advento para nos fazer um chamamento à alegria. Pretende ajudar-nos a compreender que não há incompatibilidade entre uma preparação cuidadosa e séria para a vinda do Salvador e a verdadeira alegria de viver. Pelo contrário, teremos alegria na medida em que tomarmos a sério a vocação à santidade recordada com peculiar insistência neste ciclo do Natal”. (Site dos Presbíteros)

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Gaudete in Domino semper – Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fl 4, 4). Inicia com estas palavras de São Paulo a Santa Missa do 3º Domingo do Advento, que por isso é chamado domingo “gaudete“. O Apóstolo exorta os cristãos a alegrar-se porque a vinda do Senhor, isto é, a sua vinda gloriosa, é certa e não tardará. A Igreja faz seu este convite, enquanto se prepara para celebrar o Natal e o seu olhar dirige-se cada vez mais para Belém”. (16 de Dezembro de 2007)

Eu sou a voz que clama no deserto

“O Evangelho apresenta-nos João Batista, a “voz” que prepara os homens para acolher Jesus, a “luz” do mundo. O objetivo de João não é centrar sobre si próprio o foco da atenção pública; ele está apenas interessado em levar os seus interlocutores a acolher e a “conhecer” Jesus, “aquele” que o Pai enviou com uma proposta de vida definitiva e de liberdade plena para os homens”. (www.ecclesia.pt)

“João Batista era um pregador convicto e capaz de arrastar multidões. Ele veio para dar testemunho da luz, que é Jesus. Esse fenômeno causou preocupação aos líderes religiosos, representantes do poder central: seria João Batista talvez o Messias esperado? A cada pergunta dos sacerdotes e levitas,  João rebatia esclarecendo que ele não era o Messias (Cristo); era “uma voz gritando no deserto”. (Dia-a-Dia \Ed. Paulus)

Preparai o caminho do Senhor

Preparai o caminho do Senhor” (Jo, 1, 23). Acolhamos este convite do Evangelista! A aproximação do Natal estimula-nos a uma atitude mais vigilante de espera do Senhor que vem, enquanto a liturgia de hoje nos apresenta João Batista como exemplo a imitar. Volvamos, por fim, o nosso olhar para Maria, “causa” da nossa verdadeira e profunda alegria, para que obtenha para cada um de nós a alegria que vem de Deus e que ninguém nos poderá tirar”. (São João Paulo II)

“A conversão (pregada pelo Batista) leva sempre a atitudes concretas de mudança de vida, vida nova que implica interrogar-se sobre deveres morais que se têm de cumprir, recorrendo a quem possa esclarecer a nossa consciência, uma vez que para atuar bem não basta atuar com «consciência certa, ou segura», mas é preciso atuar com «consciência verdadeira» (de acordo com a lei moral objetiva)”. (Site dos Presbíteros)

Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado

O Padre Heitor de Menezes explicou: “João mostra-se consciente da provisoriedade de sua missão. Ele tem plena clareza de sua missão, a de preparar os caminhos para vinda do Messias. O batismo por ele ministrado era de caráter provisório, era um gesto de conversão, de arrependimento dos pecados para a chegada de quem batizaria com o Espírito, que afirmava já estar no meio do povo, aquele ainda desconhecido, de quem não se considerava digno de desamarrar as sandálias. Esta atitude de João mostra o caráter fiel e justo de quem veio ao mundo para anunciar Jesus, que com seu Ministério trás o Batismo definitivo, compromisso com o Reino de Deus”. (Rede Século 21)

Conclusão:

“João Batista é apresentado como homem enviado por Deus e testemunha da luz.  Devido à sua fama ele era confundido com o esperado Messias. Quando interrogado sobre quem seria, nega ser o Messias ou algum profeta, mas se apresenta como “voz que grita no deserto”. Necessitamos de testemunhas de Jesus. Testemunhas que não falem de si mesmas, mas sejam voz de esperança e libertação no meio da sociedade conturbada”. (Liturgia Diária)

Oração:

“Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Predito por todos os profetas, esperado com amor de mãe pela virgem Maria, Jesus foi anunciado e mostrado presente no mundo por são João Batista. O próprio Senhor nos dá a alegria de entrarmos agora no mistério do seu Natal, para que sua chegada nos encontre vigilantes na oração e celebrando os seus louvores. Por essa razão, agora e sempre, nós nos unimos aos anjos e a todos os santos, cantando (dizendo) a uma só voz…” (Prefácio do Advento)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11 de dezembro de 2017 at 5:37 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento


A liturgia deste Domingo lembra a proximidade da intervenção libertadora de Deus e acende a esperança no coração dos crentes. Diz-nos: “não vos inquieteis; alegrai-vos, pois a libertação está a chegar”.
A primeira leitura anuncia a chegada de Deus, para dar vida nova ao seu Povo, para o libertar e para o conduzir – num cenário de alegria e de festa – para a Terra da liberdade.
O Evangelho descreve-nos, de forma bem sugestiva, a acção de Jesus, o Messias (esse mesmo que esperamos neste Advento): ele irá dar vista aos cegos, fazer com que os coxos recuperem o movimento, curar os leprosos, fazer com que os surdos ouçam, ressuscitar os mortos, anunciar aos pobres que o “Reino” da justiça e da paz chegou. É este quadro de vida nova e de esperança que Jesus nos vai oferecer.
A segunda leitura convida-nos a não deixar que o desespero nos envolva enquanto esperamos e a aguardarmos a vinda do Senhor com paciência e confiança.

Fonte: Evangelho Quotidiano

9 de dezembro de 2016 at 5:22 Deixe um comentário

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