Posts tagged ‘Terceiro Domingo do Advento’

Reflexão litúrgica para o III Domingo do Advento – Ano C

João Batista, o precursor do Messias, prepara os caminhos do SenhorJoão Batista, o precursor do Messias, prepara os caminhos do Senhor  (Vatican News)

No Evangelho, vemos a pregação de João Batista e o anúncio, feito por ele, de que o Messias, aquele que iria fundar a nova sociedade estava para chegar. João prepara essa nova sociedade fazendo com que as pessoas se abram umas às outras, e à novidade que está para chegar.
Cidade do Vaticano

A primeira leitura, tirada de Sofonias é marcada pelo otimismo, pela alegria e pela esperança. O motivo está no centro do texto onde se lê que o Senhor é rei de Israel. Após os desmandos de um governo tirano, que levara o povo ao exílio e à ruína, Deus lidera e reorganiza com o pequeno resto, uma nova sociedade.

Ouça aqui a reflexão dominical
O Senhor iniciou revogando a sentença de morte que havia sobre o povo, permitiu a volta dos exilados, e o mais importante, Ele é o companheiro que está junto ao povo, em seu meio, amando-o.

O Senhor é o verdadeiro líder, defendendo o povo das ameaças externas e exercendo a justiça dentro do próprio país.

No Evangelho, vemos a pregação de João Batista e o anúncio, feito por ele, de que o Messias, aquele que iria fundar a nova sociedade estava para chegar. João prepara essa nova sociedade. fazendo com que as pessoas se abram umas às outras, e à novidade que está para chegar.

Essa abertura ao outro se inicia com a partilha de bens. Não se trata de esmolas, mas de dar metade do que possui, de autêntica partilha. Também é dito não cobiçar os pertences alheios, contentar-se com seus próprios bens e respeitar os direitos humanos. O poder se chama serviço!

“A pá está em sua mão: limpará a sua eira e recolherá o trigo em seu celeiro;” Isso significa que Jesus irá desmascarar a sociedade cujo projeto é de morte. Ele traz a nova sociedade, baseada na justiça, na vida. Exatamente porque é baseada na vida, a nova sociedade não caducará e será eterna. Nós a vivemos já aqui, à medida em que nossas opções são de partilha, de praticar a justiça, mesmo desagradando as estruturas deste mundo, com sua sociedade baseada em estruturas mortais, injustas, anti-evangélicas.

Na segunda leitura, São Paulo nos diz que o projeto de Deus, essa nova sociedade, deverá ser o objetivo ao redor do qual a comunidade deverá sempre se reunir. Para isso ele apela à alegria, ao equilíbrio, ao diálogo com Deus (oração) e com os irmãos. Com esses elementos não só preservaremos essa nova sociedade, mas faremos sua propaganda, a tornaremos agradável aos olhos daqueles que nos observam.

Como está nossa vida pessoal, comunitária e de responsabilidade pastoral? Transparecemos alegria, equilíbrio, discernimento? Dialogamos com Deus e com os demais?

Reflexão do Pe. Cesar Augusto dos Santos, S.J.

15 de dezembro de 2018 at 15:18 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento – Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo – São Lucas 3, 10-18 – dia 16 de dezembro de 2018

“10.Perguntava-lhe a multidão: “Que devemos fazer?”. 11.Ele res­pondia: “Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem o que comer, faça o mesmo”. 12.Também publicanos vie­ram para ser batizados, e perguntaram-lhe: “Mestre, que devemos fazer?”.* 13.Ele lhes respondeu: “Não exijais mais do que vos foi ordenado”. 14.Do mesmo modo, os soldados lhe perguntavam: “E nós, que devemos fazer?”.Respondeu-lhes: “Não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém, e contentai-vos com o vosso soldo”. 15.Ora, como o povo estivesse na expectativa, e como todos perguntassem em seus corações se talvez João fosse o Cristo, 16.ele tomou a palavra, dizendo a todos: “Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. 17.Ele tem a pá na mão e limpará a sua eira, e recolherá o trigo ao seu celeiro, mas queimará as palhas num fogo inextinguível”. 18.É assim que ele anunciava ao povo a Boa-Nova, e dirigia-lhe ainda muitas outras exortações.”

Fonte: Bíblia Ave Maria

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“Exultemos, cantando alegres, neste terceiro domingo do Advento, domingo da alegria. A alegria e a paz tomam conta de nossa vida, pois o Senhor que vem no Natal está próximo. Rejeitando o consumismo e todo egoísmo, conseguiremos ter Jesus sempre em nosso coração e pensamentos e saberemos reconhecê-lo entre nós. Acolhamos a mensagem de esperança e compromisso que João batista nos traz na liturgia de hoje”. (Liturgia Diária)

Dom Henrique Soares da Costa explicou: “A figura de João Batista, com toda a sua austeridade e com suas palavras de advertência são um sério convite a que revisemos nosso modo de viver. Hoje, caríssimos, o mundo é todo paganizado; nosso País está se tornando cada vez mais pagão. Mas, isso não é o mais triste. O mais triste, o que nos corta o coração, é ver os cristãos vivendo como os pagãos, pensando como os pagãos, falando como os pagãos, agindo como os pagãos, gostando das coisas que agradam aos pagãos! Nós, que vimos a Luz; nós, que temos a consolação de Cristo; nós que temos o seu Espírito; nós, que nos alimentamos com o pão da sua Palavra e do seu Corpo e Sangue! Não fugiremos à Ira, caríssimos! Não escaparemos do tremendo tribunal de Cristo!”

“João é o mensageiro, enviado por Deus para preparar os homens para a chegada do Messias. A mensagem transmitida por João – com a palavra e com a própria atitude de vida – é um apelo veemente à mudança de vida e de mentalidade, a fim de que a proposta do Messias libertador encontre lugar no coração dos homens. João deixa claro que a missão do Messias é comunicar o Espírito que transforma o homem”. (Site dos Padres Dehonianos

Dom Henrique Soares da Costa explicou: “Não se brinca com Cristo: se João – austero, piedoso e coerente – não se sentia digno de desamarrar suas sandálias, que será de nós? Ele nos batizará, nos mergulhará no fogo do seu Espírito… e, então, ai do infiel, ai do que fez pouco caso da sua Palavra, das suas exigências, do seu amor, ai do cristão e nome e pagão de vida!”

Conclusão:

“João Batista apresenta uma proposta de vida a cada grupo que se aproxima dele com a pergunta: o que devemos fazer? Ao povo, João convida à solidariedade; aos cobradores de impostos, pede-lhes que sejam honestos e justos; aos responsáveis pela segurança, que não sejam violentos. Numa palavra, o precursor pede a todos a conversão em gestos concretos”. (Liturgia Diária)

Oração:

“Graças Vos sejam dadas, Senhor Jesus! Estamos na vossa presença, esperando-Vos! «Ainda um pouco de tempo!» (Jo 16, 16) Assim fazeis promessa após promessa; e eu confio nas vossas promessas. Vinde, porém, em ajuda da minha incredulidade (Mc 9,24), para que Vos espere e continue a esperar, até que, finalmente, veja aquilo em que acredito. Sim, eu creio «que hei-de ver os bens do Senhor, na terra dos vivos”. (Beato Guerric de Igny)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

10 de dezembro de 2018 at 5:39 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento – Eu sou a voz que grita no deserto – São João 1, 6-8. 19-28 – Dia 17 de dezembro de 2017

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São João 1, 6-8:

“6.Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. 7.Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. 8.Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz.”

São João 1, 19 -28: 
“19.Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar-lhe: Quem és tu? 20.Ele fez esta declaração que confirmou sem hesitar: Eu não sou o Cristo. 21.Pois, então, quem és?, perguntaram-lhe eles. És tu Elias? Disse ele: Não o sou. És tu o profeta? Ele respondeu: Não. 22.Perguntaram-lhe de novo: Dize-nos, afinal, quem és, para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo? 23.Ele respondeu: Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías (40,3). 24.Alguns dos emissários eram fariseus. 25.Continuaram a perguntar-lhe: Como, pois, batizas, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? 26.João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. 27.Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado. 28.Este diálogo se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.”

Fonte: Bíblia Ave Maria

“Alegremo-nos no Senhor, pois Ele é sempre fiel e nos reúne para celebrar o terceiro domingo do Advento, domingo da alegria. Já desponta entre nós a luz daquele que chega no Natal. Nosso espírito se alegra em Deus e com Ele, que faz maravilhas em favor do povo e nos unge para a missão de proclamar a boa-nova a todas as pessoas”. (Liturgia Diária)

Domingo da Alegria 

“A liturgia reserva o terceiro domingo do Advento para nos fazer um chamamento à alegria. Pretende ajudar-nos a compreender que não há incompatibilidade entre uma preparação cuidadosa e séria para a vinda do Salvador e a verdadeira alegria de viver. Pelo contrário, teremos alegria na medida em que tomarmos a sério a vocação à santidade recordada com peculiar insistência neste ciclo do Natal”. (Site dos Presbíteros)

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Gaudete in Domino semper – Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fl 4, 4). Inicia com estas palavras de São Paulo a Santa Missa do 3º Domingo do Advento, que por isso é chamado domingo “gaudete“. O Apóstolo exorta os cristãos a alegrar-se porque a vinda do Senhor, isto é, a sua vinda gloriosa, é certa e não tardará. A Igreja faz seu este convite, enquanto se prepara para celebrar o Natal e o seu olhar dirige-se cada vez mais para Belém”. (16 de Dezembro de 2007)

Eu sou a voz que clama no deserto

“O Evangelho apresenta-nos João Batista, a “voz” que prepara os homens para acolher Jesus, a “luz” do mundo. O objetivo de João não é centrar sobre si próprio o foco da atenção pública; ele está apenas interessado em levar os seus interlocutores a acolher e a “conhecer” Jesus, “aquele” que o Pai enviou com uma proposta de vida definitiva e de liberdade plena para os homens”. (www.ecclesia.pt)

“João Batista era um pregador convicto e capaz de arrastar multidões. Ele veio para dar testemunho da luz, que é Jesus. Esse fenômeno causou preocupação aos líderes religiosos, representantes do poder central: seria João Batista talvez o Messias esperado? A cada pergunta dos sacerdotes e levitas,  João rebatia esclarecendo que ele não era o Messias (Cristo); era “uma voz gritando no deserto”. (Dia-a-Dia \Ed. Paulus)

Preparai o caminho do Senhor

Preparai o caminho do Senhor” (Jo, 1, 23). Acolhamos este convite do Evangelista! A aproximação do Natal estimula-nos a uma atitude mais vigilante de espera do Senhor que vem, enquanto a liturgia de hoje nos apresenta João Batista como exemplo a imitar. Volvamos, por fim, o nosso olhar para Maria, “causa” da nossa verdadeira e profunda alegria, para que obtenha para cada um de nós a alegria que vem de Deus e que ninguém nos poderá tirar”. (São João Paulo II)

“A conversão (pregada pelo Batista) leva sempre a atitudes concretas de mudança de vida, vida nova que implica interrogar-se sobre deveres morais que se têm de cumprir, recorrendo a quem possa esclarecer a nossa consciência, uma vez que para atuar bem não basta atuar com «consciência certa, ou segura», mas é preciso atuar com «consciência verdadeira» (de acordo com a lei moral objetiva)”. (Site dos Presbíteros)

Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado

O Padre Heitor de Menezes explicou: “João mostra-se consciente da provisoriedade de sua missão. Ele tem plena clareza de sua missão, a de preparar os caminhos para vinda do Messias. O batismo por ele ministrado era de caráter provisório, era um gesto de conversão, de arrependimento dos pecados para a chegada de quem batizaria com o Espírito, que afirmava já estar no meio do povo, aquele ainda desconhecido, de quem não se considerava digno de desamarrar as sandálias. Esta atitude de João mostra o caráter fiel e justo de quem veio ao mundo para anunciar Jesus, que com seu Ministério trás o Batismo definitivo, compromisso com o Reino de Deus”. (Rede Século 21)

Conclusão:

“João Batista é apresentado como homem enviado por Deus e testemunha da luz.  Devido à sua fama ele era confundido com o esperado Messias. Quando interrogado sobre quem seria, nega ser o Messias ou algum profeta, mas se apresenta como “voz que grita no deserto”. Necessitamos de testemunhas de Jesus. Testemunhas que não falem de si mesmas, mas sejam voz de esperança e libertação no meio da sociedade conturbada”. (Liturgia Diária)

Oração:

“Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Predito por todos os profetas, esperado com amor de mãe pela virgem Maria, Jesus foi anunciado e mostrado presente no mundo por são João Batista. O próprio Senhor nos dá a alegria de entrarmos agora no mistério do seu Natal, para que sua chegada nos encontre vigilantes na oração e celebrando os seus louvores. Por essa razão, agora e sempre, nós nos unimos aos anjos e a todos os santos, cantando (dizendo) a uma só voz…” (Prefácio do Advento)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11 de dezembro de 2017 at 5:37 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento


A liturgia deste Domingo lembra a proximidade da intervenção libertadora de Deus e acende a esperança no coração dos crentes. Diz-nos: “não vos inquieteis; alegrai-vos, pois a libertação está a chegar”.
A primeira leitura anuncia a chegada de Deus, para dar vida nova ao seu Povo, para o libertar e para o conduzir – num cenário de alegria e de festa – para a Terra da liberdade.
O Evangelho descreve-nos, de forma bem sugestiva, a acção de Jesus, o Messias (esse mesmo que esperamos neste Advento): ele irá dar vista aos cegos, fazer com que os coxos recuperem o movimento, curar os leprosos, fazer com que os surdos ouçam, ressuscitar os mortos, anunciar aos pobres que o “Reino” da justiça e da paz chegou. É este quadro de vida nova e de esperança que Jesus nos vai oferecer.
A segunda leitura convida-nos a não deixar que o desespero nos envolva enquanto esperamos e a aguardarmos a vinda do Senhor com paciência e confiança.

Fonte: Evangelho Quotidiano

9 de dezembro de 2016 at 5:22 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento – Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo – São Mateus 11, 2-11 – Dia 11 de dezembro de 2016

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2.Tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos:

3.Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?

4.Respondeu-lhes Jesus: Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes:

5.os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres…

6.Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda!

7.Tendo eles partido, disse Jesus à multidão a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?

8.Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas os que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis.

9.Então por que fostes para lá? Para ver um profeta? Sim, digo-vos eu, mais que um profeta.

10.É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1).

11.Em verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele.

12.Desde a época de João Batista até o presente, o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam.

“Alegremo-nos todos no Senhor, pois Ele está próximo. Reconhecendo seus imensos benefícios, queremos nos deixar contagiar pelo alegre anúncio desta liturgia. A chegada do Salvador renova nossa esperança, afasta todo desânimo e firma nossos passos no caminho de Deus. Este é o domingo da coleta da Campanha para a Evangelização”. (Liturgia Diária)

 

Tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos: Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?

O Papa Francisco explicou que “à primeira vista a resposta de Jesus não parece corresponder à interrogação de João Batista. Com efeito, Jesus diz: «Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres… Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de escândalo!» (vv. 4-6). Aqui a intenção do Senhor Jesus torna-se clara: Ele responde que é o instrumento concreto da misericórdia do Pai, que vai ao encontro de todos, levando a consolação e a salvação, e deste modo manifesta o juízo de Deus. Os cegos, os coxos, os leprosos e os surdos recuperam a sua dignidade e já não vivem excluídos por causa da sua enfermidade, os mortos voltam a viver, enquanto aos pobres é anunciada a Boa Notícia”. (7\9\2016)

“Um dia, Jesus recebeu emissários de João Batista com a pergunta sobre sua identidade de Messias. De fato, João se revelou sempre radical em suas escolhas e profundamente honesto em seu desejo de fidelidade à missão recebida. Mandou-lhe a magnífica resposta: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: cegos recuperam a vista, paralíticos andam, leprosos são curados, surdos ouvem, mortos ressuscitam e aos pobres se anuncia a Boa-Nova. E feliz de quem não se escandaliza a meu respeito!” (Com. Canção Nova)

 

Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres…

O Papa Emérito Bento XVI disse que no Evangelho há um “contraste entre o elogio de João Batista, um dos “pequenos” que reconheceram o agir de Deus em Cristo Jesus (Mt 11,2-19), e a reprovação pela incredulidade das cidades do lago, “nas quais aconteceu a maior parte dos seus prodígios” (Mt 11,20-24). O júbilo, portanto, é visto por Mateus em relação às palavras com que Jesus constata a eficácia da sua Palavra e da sua ação: “Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres… Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda!” (Mt 11,4-6). (7\12\2011)

“Ide e contai a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem , os coxos andam, os leprosos ficaam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e o Evangelho aos pobres” (Mt., XI, 4–S): Meus filhos, escutastes o que o Senhor nos diz, as suas palavras comovem-me: amemos, pois, o desprendimento, amá-lo-emos com predileção, porque quando o espírito de pobreza abranda, é que toda a vida interior vai mal”. (São Josemaria Escrivá)

 

É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1).

“João Batista sempre foi categórico ao afirmar “Eu não sou o Messias” (Jo 1, 20). Ao contrário, João foi a primeira “testemunha” de Jesus, tendo recebido a indicação do Céu: “Aquele sobre Quem vires o Espírito descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo” (Jo 1, 33). Isto acontece precisamente quando Jesus, tendo recebido o batismo, saiu da água: João viu descer sobre ele o Espírito como uma pomba. Foi então que “conheceu” a plena realidade de Jesus de Nazaré, e começou a dá-lo a “conhecer a Israel” (Jo 1, 31), indicando-O como Filho de Deus e redentor do homem: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29)”. (D.Orani João Tempesta)

 

Conclusão:

O Catecismo (§1503) ensina: “A compaixão de Cristo para com os doentes e as suas numerosas curas de enfermos de toda a espécie são um sinal claro de que «Deus visitou o seu povo» e de que o Reino de Deus está próximo. Jesus tem poder não somente para curar, mas também para perdoar os pecados: veio curar o homem na sua totalidade, alma e corpo: é o médico de que os doentes precisam. A sua compaixão para com todos os que sofrem vai ao ponto de identificar-Se com eles: «Estive doente e visitastes-Me» (Mt 25, 36). O seu amor de predileção para com os enfermos não cessou, ao longo dos séculos, de despertar a atenção particular dos cristãos para aqueles que sofrem no corpo ou na alma. Ele está na origem de incansáveis esforços para os aliviar”.

Oração:

Do Papa Francisco: “Comprometamo-nos a não opor obstáculo algum à ação misericordiosa do Pai, mas peçamos o dom de uma fé grande para nos tornarmos, também nós, sinais e instrumentos de misericórdia”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

5 de dezembro de 2016 at 5:01 Deixe um comentário

“E nós, que devemos fazer?”

Terceiro Domingo do Advento (semana III do saltério)


Terceiro Domingo do Advento

O tema deste terceiro Domingo pode girar à volta da pergunta: “E nós, que devemos fazer?”. Preparar o “caminho” por onde o Senhor vem, significa questionar os nossos limites, o nosso egoísmo e comodismo e operar uma verdadeira transformação da nossa vida no sentido de Deus.

O Evangelho sugere três aspectos onde essa transformação é necessária: é preciso sair do nosso egoísmo e aprender a partilhar; é preciso quebrar os esquemas de exploração e de imoralidade e proceder com justiça; é preciso renunciar à violência e à prepotência e respeitar absolutamente a dignidade dos nossos irmãos. O Evangelho avisa-nos, ainda, que o cristão é “baptizado no Espírito”, recebe de Deus vida nova, e tem de viver de acordo com essa dinâmica.

A primeira leitura sugere que, no início, no meio e no fim desse “caminho de conversão”, espera-nos o Deus que nos ama. O seu amor não só perdoa as nossas faltas, mas provoca a conversão, transforma-nos e renova-nos. Daí o convite à alegria: Deus está no meio de nós, ama-nos e, apesar de tudo, insiste em fazer caminho connosco.

A segunda leitura insiste nas atitudes correctas que devem marcar a vida de todos os que querem acolher o Senhor: alegria, bondade, oração.

1º dia da novena de Natal
Começamos hoje a novena de Natal. Durante nove dias, preparamos os nossos corações para o grande acontecimento,para a celebração do nascimento do Filho de Deus na carne. Preparamo-nos na oração, mas sobretudo no louvor. Durante estes dias, na oração de Vésperas, a Igreja entoa aquilo a que chamamos “Antífonas Maiores”. São cânticos de deslumbramento perante o grande amor de Deus nosso Pai. Cada antífona começa pelo grito: “Oh!”, com a boca arredondada pelo espanto, pela surpresa, pelo enconro com este Deus misericordioso que se faz criança.
Começamos com uma invocaçãp que recorda os livros poéticos do Antigo Testamento: “Oh Sabedoria do Altíssimo, …”. A Sabedoria de Deus, diz a Bíblia (Pr 8, 22-31), estava presente no momento da criação – era o Verbo de Deus, o Filho Único, gerado mas não criado, de que nos fala o prólogo de S. João (1, 1-2).
Pedimos-lhe que venho “ensinar-nos o caminho da Salvação”. Aquele que era, que é e que vem é o mesmo que um dia disse: “Eu sou o caminho” (Jo 14,6).

Ó Sabedoria do Altíssimo, que tudo governais com firmeza e suavidade: vinde ensinar-nos o caminho da salvação.

http://www.ecclesia.pt

13 de dezembro de 2015 at 5:36 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento – Eis que vem outro mais poderoso do que eu– São Lucas 3, 10-18 – Dia 13 de dezembro de 2015


10. Perguntava-lhe a multidão: Que devemos fazer?
11. Ele respondia: Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem o que comer, faça o mesmo.
12. Também publicanos vieram para ser batizados, e perguntaram-lhe: Mestre, que devemos fazer?
13. Ele lhes respondeu: Não exijais mais do que vos foi ordenado.
14. Do mesmo modo, os soldados lhe perguntavam: E nós, que devemos fazer? Respondeu-lhes: Não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém, e contentai-vos com o vosso soldo.
15. Ora, como o povo estivesse na expectativa, e como todos perguntassem em seus corações se talvez João fosse o Cristo,
16. ele tomou a palavra, dizendo a todos: Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.
17. Ele tem a pá na mão e limpará a sua eira, e recolherá o trigo ao seu celeiro, mas queimará as palhas num fogo inextinguível.
18. É assim que ele anunciava ao povo a boa nova, e dirigia-lhe ainda muitas outras exortações.

“Em nosso caminho para o Natal do Senhor, nos encontramos mais uma vez com João Batista que segue preparando os caminhos do Messias que vai chegar. Ainda há tempo de rever nossas atitudes interiores e exteriores e nos perguntarmos: o que devemos fazer?” ( O Domingo)

A terceira vela acesa nos convida à alegria e ao júbilo pela aproximação da chegada de Jesus.  A cor litúrgica de hoje, o rosa,  indica justamente o Domingo da Alegria, ou o Domingo Gaudette.

 

A Feliz Boa Nova
O Papa Francisco disse: “Hoje é o terceiro domingo do Advento, dito também domingo Gaudete, isso é, domingo da alegria. Na liturgia, ressoa várias vezes o convite à alegria, a alegrar-se, por que? Porque o Senhor está próximo. O Natal está próximo. A mensagem cristã se chama “evangelho”, isso é, “boa notícia”, um anúncio de alegria para todo o povo; a Igreja não é um refúgio para o povo triste, a Igreja é a casa da alegria!”
Mons. José Maria explicou assim: “Aproximando-se o dia de Natal a Liturgia faz um convite à alegria! “Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito,alegrai-vos” (Fl 4, 4-7), exorta S. Paulo. O mundo vive carente da verdadeira alegria! Os textos bíblicos do III Domingo do Advento são um convite muito forte a alegria, porque o Senhor, que esperamos, já está conosco e com Ele preparamos o Advento do seu Reino”.
O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “A “proximidade” de Deus não é uma questão de espaço nem de tempo, mas uma questão de amor: o amor avizinha! O próximo Natal recordar-nos-á esta verdade fundamental da nossa fé e, diante do Presépio, poderemos saborear a alegria cristã, contemplando no recém-nascido Jesus o rosto de Deus que por amor se fez próximo de nós”.
Mons. José Maria ensinou: “A alegria do Advento e a de cada dia é porque Jesus está muito perto de nós.A alegria cristã não é uma atitude passageira de festas humanas, mas um estado permanente, de quem confia que a vida cristã é uma caminhada ao encontro do Senhor que vem. A alegria é um dos sinais da presença de Deus no coração de uma pessoa”.

 

Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu
“Preparai o caminho do Senhor” (Jn 1,23). Acolhamos este convite do Evangelista! A aproximação do Natal estimula-nos a uma atitude mais vigilante de espera do Senhor que vem, enquanto a liturgia de hoje nos apresenta João Batista como exemplo a imitar”. (São João Paulo II- 15 de Dezembro de 2002)
“Sou eu que tenho necessidade de ser batizado por Ti e Tu vens a mim? Tu que eras no princípio, Tu que estavas em Deus e eras Deus (Jo 1,1); Tu que és o resplendor da glória do Pai e a imagem da Sua substância (Heb 1,); Tu que, quando estavas no mundo, vieste aonde já estavas; Tu que Te fizeste carne a habitaste entre nós (Jo 1,14; 14,23), e que tomaste a condição de servo (Fil 2,7); Tu que uniste a terra e o céu pelo Teu santo nome – és Tu que vens a mim? Tu que és grande, ao pobre que eu sou? O Rei ao precursor, o Senhor ao servo?” (São Gregório, o Taumaturgo)

 

Conclusão:
Com as palavras do Papa Francisco: “A Virgem Maria nos ajude a apressar o passo rumo a Belém, para encontrar o Menino que nasceu para nós, para a salvação e a alegria de todos os homens. A ela o Anjo disse: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1, 28). Ela nos ajude a viver a alegria do Evangelho na família, no trabalho, na paróquia e em todo lugar. Uma alegria íntima, feita de admiração e ternura”.

 

Oração:
Do Papa Emérito Bento XVI: “Deus, nosso Pai, Tu que tanto amaste os homens que nos enviaste o teu único Filho Jesus nascido da Virgem Maria, para nos salvar e reconduzir a ti. Pedimos-te, que com a tua bênção estas imagens de Jesus, que está para vir até nós, sejam, nas nossas casas, sinal da tua presença e do teu amor. Pai bom, concede a tua bênção também a nós, aos nossos pais, às nossas famílias e aos nossos amigos. Abre o nosso coração, para que saibamos receber Jesus na alegria, fazer sempre o que ele pede e vê-lo em todos os que precisam do nosso amor. Isto te pedimos em nome de Jesus, teu amado Filho, que vem para dar ao mundo a paz. Ele vem e reina nos séculos dos séculos. Amém”.
Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

7 de dezembro de 2015 at 5:30 Deixe um comentário

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