Archive for fevereiro, 2015

A Transfiguração – Liturgia das Horas

introdução ouvir:   V. Vinde, ó Deus em meu auxílio.  R. Socorrei-me sem demora.  Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.  Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

Ó Luz da Luz nascida,  do mundo Redentor,  ouvi dos que suplicam  a prece e o louvor.
De rosto mais brilhante  que o sol no seu fulgor,  com veste igual à neve  de um branco resplendor,
a dignas testemunhas no monte aparecestes,  Autor das criaturas  terenas e celestes.
Antigas testemunhas  unis ao mundo novo  e dais a todos crerem  que sois o Deus do povo.
Do alto a voz paterna  seu Filho vos chamou.  Fiéis, as nossas mentes  vos chamam Rei, Senhor.
A carne dos perdidos  por nós vestindo outrora,  fazei-nos membros vivos  do vosso corpo, agora.
A vós, ó Filho amado,  a honra e o louvor.  De vós o Pai, no Espírito,  revela o esplendor.

Salmodia
Ant. 1 Jesus tomou a Pedro e os irmãos João e Tiago,  e os levou a um alto monte,  e, ali diante deles, ficou transfigurado.

28 de fevereiro de 2015 at 12:53 1 comentário

Homilia de Santo Agostinho

A paixão de todo o corpo de Cristo

Senhor, eu clamo por vós, socorrei-me sem demora (Sl 140,1). Isto todos nós podemos dizer. Não sou eu que digo, é o Cristo total que diz. Contudo, estas palavras foram ditas especialmente em nome do Corpo, porque, quando Cristo estava neste mundo, orou como homem; orou ao Pai em nome do Corpo; e enquanto orava, gotas de sangue caíram de todo o seu corpo. Assim está escrito no Evangelho: Jesus rezava com mais insistência e seu suor tornou-se como gotas de sangue (Lc 22,44). Que significa este derramamento de sangue de todo o seu corpo, senão a paixão dos mártires de toda a Igreja?

Senhor, eu clamo por vós, socorrei-me sem demora. Quando eu grito, escutai minha voz! (Sl 140,1). Julgavas ter acabado de vez o teu clamor ao dizer: eu clamo por vós. Clamaste, mas não julgues que já estejas em segurança. Se findou a tribulação, findou também o clamor; mas se a tribulação da Igreja e do Corpo de Cristo continua até o fim dos tempos, não só devemos dizer: eu clamo por vós, socorrei-me sem demora; mas: Quando eu grito, escutai minha voz!

Minha oração suba a vós como incenso, e minhas mãos, como oferta da tarde (Sl 140,2).

Todo cristão sabe que esta expressão continua a ser atribuída à própria Cabeça. Porque, na verdade, foi ao cair da tarde daquele dia, que o Senhor, voluntariamente, entregou na cruz sua vida, para retomá-la em seguida. Também aqui estávamos representados. Com efeito, o que estava suspenso na cruz foi o que ele assumiu da nossa natureza. Como seria possível que o Pai rejeitasse e abandonasse algum momento seu Filho Unigênito, sendo ambos um só Deus? Contudo, cravando nossa frágil natureza na cruz, onde o nosso homem velho, como diz o Apóstolo, foi crucificado com Cristo (Rm 6,6), clamou com a voz da nossa humanidade: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? (Sl 21,2).

Eis, portanto, o verdadeiro sacrifício vespertino: a paixão do Senhor, a cruz do Senhor, a oblação da vítima salvadora, o holocausto agradável a Deus. Esse sacrifício vespertino, ele o converteu, por sua ressurreição, em oferenda da manhã. Assim, a oração que se eleva, com toda pureza, de um coração fiel, é como o incenso que sobe do altar sagrado. Não há aroma mais agradável a Deus: possam todos os fiéis oferecê-lo ao Senhor.

Por isso, o nosso homem velho – são palavras do Apóstolo – foi crucificado com Cristo, para que seja destruído o corpo do pecado, de maneira a não mais servirmos ao pecado (Rm 6,6).

28 de fevereiro de 2015 at 12:42 Deixe um comentário

P. Cantalamessa: encontrar Jesus que caminha ao nosso lado

2015-02-28 Rádio Vaticana

Na primeira pregação da Quaresma na Capela Redemptoris Mater no Vaticano, o Padre Raniero Cantalamessa, Pregador da Casa da Pontifícia, afirmou, nesta sexta-feira, que o grande desafio de um cristão é encontrar Jesus que caminha ao seu lado. A conversão que nos pede Jesus não é um “tornar para trás” mas sim “fazer um salto em frente” – sublinhou ainda o padre capuchinho que dedicou a sua meditação à Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium” do Papa Francisco e considerou que nesta Quaresma devemos encher do Espirito Santo a nossa alma. Mas, tudo começa por um encontro pessoal com Cristo:

“A possibilidade de um tal encontro pessoal depende do facto que Jesus ressuscitado está vivo e deseja caminhar ao lado de cada crente assim realmente como caminhava ao lado dos seus discípulos de Emaús ao longo da viagem”

Para o Papa Francisco – continuou o Padre Raniero – o encontro pessoal não substitui o encontro eclesial, mas este, o encontro eclesial, deve ser livre e espontâneo e não por hábito ou uso. Neste âmbito são muito importantes os movimentos eclesiais e laicais que “são a ocasião para muitos leigos adultos de tomarem consciência do próprio batismo e de decidirem livremente a sua pertença”. Converter-se não é voltar para trás mas seguir em frente – afirmou o Pregador da Casa Pontifícia:

“Converter-se já não significa tornar para trás à aliança violada: significa fazer um salto em frente e entrar no Reino que apareceu gratuitamente por decisão de Deus no meio dos homens.”

O Padre Cantalamessa concluiu a sua pregação dizendo que neste tempo de Quaresma devemos encher a nossa alma com o Espírito Santo:

“E este tempo da Quaresma, veneráveis padres, irmãos e irmãs é o tempo mais adequado para a inspiração, para fazer fortes e grossas respirações do Espírito Santo através daquele pouco que podemos fazer, em modo que depois, quando vamos ao encontro dos outros – sem que reparemos – talvez, a nossa respiração, o nosso hálito perfuma um pouco de Jesus. Boa Quaresma a todos.” (RS)

28 de fevereiro de 2015 at 12:38 Deixe um comentário

Creio – para os irmãos de língua francesa

CREDO
Je crois en Dieu, le Père tout puissant, Créateur du ciel et de la terre. Et en Jésus Christ, son Fils unique, notre Seigneur; qui a été conçu du Saint-Esprit, est né de la Vierge Marie, a souffert sous Ponce Pilate, a été crucifié, est mort et a été enseveli, est descendu aux enfers; le troisième jour est ressuscité des morts, est monté aux cieux, est assis à la droite de Dieu le Père tout-puissant, d’où il viendra juger les vivants et les morts. Je crois en l’Esprit Saint, à la sainte Église catholique, à la communion des saints, à la rémission des péchés, à la résurrection de la chair, à la vie éternelle. Ainsi soit-il.

27 de fevereiro de 2015 at 11:49 Deixe um comentário

Livro de Ezequiel 18, 21-28 – Arrependei-vos e crede no Evangelho

21.Se, no entanto, o mau renuncia a todos os seus erros para praticar as minhas leis e seguir a justiça e a eqüidade, então ele viverá decerto, e não há de perecer.

22.Não lhe será tomada em conta qualquer das faltas cometidas: ele há de viver por causa da justiça que praticou.

23.Terei eu prazer com a morte do malvado? – oráculo do Senhor Javé. – Não desejo eu, antes, que ele mude de proceder e viva?

24.E, se um justo abandonar a sua justiça, se praticar o mal e imitar todas as abominações cometidas pelo malvado, viverá ele? Não será tido em conta qualquer dos atos bons que houver praticado. É em razão da infidelidade da qual se tornou culpado e dos pecados que tiver cometido que deverá morrer.

25.Dizeis: não é justo o modo de proceder do Senhor. Escutai-me então, israelitas: o meu modo de proceder não é justo? Não será o vosso que é injusto?

26.Quando um justo renunciar à sua justiça para cometer o mal e ele morrer, então é devido ao mal praticado que ele perece.

27.Quando um malvado renuncia ao mal para praticar a justiça e a eqüidade, ele faz reviver a sua alma.

28.Se ele se corrige e renuncia a todas as suas faltas, certamente viverá e não perecerá.

27 de fevereiro de 2015 at 11:43 Deixe um comentário

Hino da Campanha da Fraternidade 2015

26 de fevereiro de 2015 at 8:47 Deixe um comentário

Quaresma – Tempo de Conversão

Liturgia das Horas

introdução

  1. Vinde, ó Deus em meu auxílio.
  2. Socorrei-me sem demora.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Hino

Ó Cristo, sol de justiça,

brilhai nas trevas da mente.

Com força e luz, reparai

a criação novamente.

Dai-nos, no tempo aceitável,

um coração penitente,

que se converta e acolha

o vosso amor paciente.

A penitência transforme

tudo o que em nós há de mal.

É bem maior que o pecado

o vosso dom sem igual.

Um dia vem, vosso dia,

e tudo então refloresce.

Nós, renascidos na graça,

exultaremos em prece.

A vós, Trindade clemente,

com toda a terra adoramos,

e no perdão renovados

um canto novo cantamos.

Salmodia

Ant. 1 Eu dirijo a minha prece a vós, Senhor,

e de manhã já me escutais.

26 de fevereiro de 2015 at 8:43 Deixe um comentário

Papa Francisco no Twitter

21/02/2015
Não há pecado que Deus não possa perdoar. Basta que Lhe peçamos perdão.
20/02/2015
Os sacramentos são a manifestação da ternura e do amor do Pai por cada um de nós.
19/02/2015
Onde existem homens e mulheres que consagraram a Deus a sua vida, há alegria

26 de fevereiro de 2015 at 8:37 Deixe um comentário

«A oração é luz da alma» – reflexão de São João Crisóstomo


(Supp., Hom. 6 De precatione: PG 64, 462-466) (Sec. IV)

A oração, ou diálogo com Deus, é um bem incomparável, porque nos põe em comunhão íntima com Deus… Falo da oração que não se limita a uma atitude exterior, mas brota do íntimo do coração; falo da oração que não se limita a determinados momentos ou ocasiões, mas se prolonga dia e noite, sem interrupção.

Com efeito, não é só no momento determinado para rezar que devemos elevar a Deus o nosso espírito; também no meio das mais variadas tarefas – como o cuidado dos pobres, as obras úteis de misericórdia ou quaisquer outros serviços do próximo – é preciso conservar sempre viva a aspiração e lembrança de Deus, a fi m de que todas as nossas obras, condimentadas com o sal do amor de Deus, se convertam em alimento agradável para o Senhor do Universo. E podemos realmente gozar, durante toda a vida, as vantagens preciosas que daí resultam, se dedicarmos ao Senhor todo o tempo que nos for possível.

Fonte: Site do Vaticano

25 de fevereiro de 2015 at 10:56 Deixe um comentário

A Devoção a Nossa Senhora Mãe da Divina Providência

Mãe da Providência

Tanto na oração quanto nas atitudes do dia-a-dia, cabe-nos acolher tudo que Deus vai nos falando através dos diversos acontecimentos. Um deles, sem dúvida, é a indicação da igreja Santa Maria Mãe da Providência. Em primeiro lugar, estamos, mais uma vez, diante da Virgem Maria, aquela à qual Dom Orani, em sua Carta Pastoral (Cardeal Orani João Tempesta, Carta Pastoral Amar, Unir, Servir), manifestou seu profundo amor, desejando que imitemos a Virgem Maria no amor a Deus e ao próximo…

Em segundo lugar, trata-se de um título bem específico: Mãe da Providência. Sabemos que vários são os títulos atribuídos à Virgem Maria, pois, nela, encontramos a materna intercessão e todas as virtudes cristãs. Cada título, porém, manifesta uma particularidade a qual somos convidados a meditar.

A história da devoção

O título Mãe da Providência está ligado aos padres barnabitas. Esta congregação foi fundada , em 1530, por Santo Antonio Maria Zaccaria. No início do século XVII, estes padres se viram às voltas com as obras para reforma de uma área de Roma, obra que implicava a demolição de uma igreja e a necessidade de se construir outra. Os padres começaram, então, o trabalho de construção de uma nova igreja, desta vez dedicada a São Carlos Borromeu. Como acontece na maioria das vezes, os recursos para a construção da nova igreja começaram a diminuir.

Acontece que as obras para a demolição da primeira igreja levaram consigo um bonito afresco da Virgem Maria. Por maiores que tivessem sido os esforços dos padres barnabitas, não se conseguiu salvar aquela obra de arte. Os afrescos são pinturas feitas diretamente sobre o gesso ou a argamassa. Não são quadros que se pode remover sempre que necessário. Por isso, precisam de maior atenção e cuidado, nem sempre se conseguindo preservar.

Diante da perda, o arquiteto responsável pelas obras de demolição doou um quadro da Virgem Maria, segurando nos braços um menino. Comparado ao antigo afresco, o quadro era pequeno. Media apenas 54 X 42 cm. Foi inicialmente colocado numa capela dentro da casa. Não tinha sequer um nome. Sabia-se apenas que era mais um quadro apresentando a Virgem Maria com o Menino Jesus nos braços. A peculiaridade ficava por conta das auréolas, aqueles círculos brancos ou brilhantes ao redor da cabeça, indicando a santidade. No quadro, apenas a Virgem Maria apresentava auréola. O Menino Jesus não a tinha. Não se sabe bem os motivos pelos quais o Menino Jesus não apresentava auréola. Sabe-se que o quadro é de Scipione Pulzone, pintor que viveu entre 1550 e 1598. Suas obras retratam a mentalidade da época, o Renascimento.

No século XVIII, uma réplica do quadro foi colocada em local de maior visibilidade, acrescentando-se uma identificação ao mesmo. Informava-se aos passantes que se tratava de Maria, Mãe da Divina Providência. Conta a história que, em pouco tempo, o corredor tornara-se pequeno diante do número de peregrinos que ali compareciam para rezar. Os padres barnabitas optaram por transformar o local em uma capela. Criou-se um grupo de devotos, na época chamados de Arquiconfraria. Em 1888, a imagem foi coroada, oficializando-se, deste modo, a devoção à Virgem Mãe da Providência.

A Providência Divina

Este termo, Providência, está diretamente ligado à ação de Deus junto à humanidade. Refere-se ao reconhecimento de que nunca estamos abandonados. Deus sempre cuida de nós, fazendo-o por caminhos que não imaginamos e do jeito que nem podemos vislumbrar. Quando olhamos a história do surgimento da devoção, deparamo-nos com uma igreja demolida, uma obra de arte não preservada, um pequeno quadro oferecido em substituição e as dificuldades para a construção da nova igreja. Estes fatos nos remetem a toda a nossa vida, tão marcada por alegrias, mas também por dificuldades. Por isso, também nós hoje somos convidados a manifestar a mesma atitude: sempre confiar em Deus. Nesse sentido, confiança e providência se aproximam bastante.

O importante é não imaginar a providência divina como ação automática de Deus, do modo como queremos e quando queremos. Confiar não significa obrigar Deus a agir como achamos que Ele deve agir. Confiar tem uma boa dose de entrega. É como a criança que, mesmo não entendendo situações que acontecem à sua volta, confia nos pais porque sabe que eles a amam. Confiamos em Deus, sabemos que não estamos sozinhos porque Deus nos ama. “Deus tanto amou o mundo que deu seu Filho Único para que todo aquele que nele crer não pereça, mas possua a vida eterna” (Jo 3,16).

A Deus ninguém obriga. Esta é uma ilusão tão combatida ao longo de toda a Bíblia. Em Deus, nós confiamos e acolhemos seu amor, sua providência, do modo como este amor, ou seja, esta providência, se manifesta. Se, nem sempre, as coisas acontecem do modo como queremos, nunca podemos deixar de confiar no amor Deus. Ele nem sempre nos dá o que queremos ou achamos que precisamos. Ele sempre nos dá o que Ele sabe que é bom para nós.

A devoção a N. S. Mãe da Divina Providência surgiu num tempo de grandes transformações. Era o Renascimento. Hoje, estamos num tempo parecido. Tudo está mudando tanto [2]. Não podemos desistir do amor de Deus. Não podemos deixar de confiar no Deus de Amor. “O amor de Deus – lembra-nos D. Orani – é condição de paz e felicidade. … Quem já o descobriu e acolheu é chamado a transmiti-lo por gestos e palavras”

Texto do Monsenhor Joel Portella Amado

25 de fevereiro de 2015 at 10:50 Deixe um comentário

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