Archive for agosto, 2014

Milagre Eucarístico de Sena – Ano de 1330

Milagre Eucarístico de Sena, Itália

Em todo milagre eucarístico há uma curiosidade saudável, uma vez que os nossos olhos e conhecimentos nunca atingem os mistérios de Deus. No milagre eucarístico de Sena, na Itália, o curioso é que ele acontece não pela incredulidade de uma pessoa, mas por um ato de violência contra a fé.

Conta a história que um grupo de ladrões roubou, de uma Igreja, um cibório de prata, onde ficavam guardadas as hóstias consagradas. Alguns dias depois, as hóstias foram encontradas num cofre de esmolas de outra Igreja. Em reparação a este ato, os fieis levaram em procissão, precedidas pelo pároco, as hóstias roubadas, e as colocaram de volta no sacrário.

O que era para ser um simples ato de reparação transformou-se num milagre. Isso aconteceu no ano de 1730. Cinquenta anos depois, ao examinarem as hóstias consagradas, percebeu-se que elas estavam intactas e com o mesmo frescor de quando haviam sido feitas.

A divulgação do fato fez com que a Igreja providenciasse uma análise mais apropriada. Cientistas da época constataram que a conservação das hóstias não tinha outra explicação a não ser um milagre. Para tanto, foi providenciado um teste: colocaram o mesmo número de partículas do referido milagre numa caixa fechada e, dez anos depois, a abriram. Só encontraram restos putrefatos e pequenas partículas amareladas.

Tantos outros testes foram realizados e o mais importante deles foi feito em 1914, tendo participado um dos mais renomados cientistas da época, o professor Siro Grimaldi, que após o exame das hóstias lançou um livro com o título “Um cientista que adora”, explicando que a farinha é o grão que atrai fungos e parasitas com mais rapidez, mas que aqueles fragmentos de trigo estavam incorruptíveis.

A farinha, que é um produto do trigo, após a consagração, torna-se o verdadeiro Corpo de Cristo. Esse milagre Eucarístico que acontece em todas as Santas Missas é fonte de inspiração para que a nossa fé não se perca em dúvidas sem sentido. O que prevalece não é o trigo, mas o mistério que surge por trás dele. É o Corpo de Cristo, que se dá a cada um de nós.

Texto de Padre Air José de Mendonça – Revista Brasil Cristão

31 de agosto de 2014 at 10:21 Deixe um comentário

Papa Francisco no Twitter

 

30/08/2014
O Senhor sempre nos perdoa e sempre nos acompanha. Cabe a nós deixar-nos perdoar e deixar-nos acompanhar.
28/08/2014
Cristo, na cruz, ensina-nos a amar até mesmo aqueles que não nos amam.

31 de agosto de 2014 at 9:09 Deixe um comentário

Evangelho, eucaristia e oração: o caminho para não sermos cristãos sem consistência

 

2014-08-31 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco, na oração dominical do Angelus deste domingo (31), lembrou o Evangelho de Mateus, no ponto crucial em que Jesus, depois de ter verificado que Pedro e os outros 11 tinham acreditado nEle como Messias e Filho de Deus, “começou a mostrar a seus discípulos que era necessário que fosse a Jerusalém e sofresse muito…, que fosse morto e ressurgisse ao terceiro dia” (16,21).
Sobre esse ponto, tanto o Santo Padre como a liturgia deste domingo (31), insistem que “também o apóstolo Paulo, escrevendo aos cristãos de Roma, diz a eles: ‘Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente, a fim de poderdes discernir qual é a vontade de Deus’” (Rm 12,2).
Papa Francisco: “De fato, nós, cristãos, vivemos em um mundo totalmente integrado na realidade social e cultural do nosso tempo, e é certo assim; mas isso traz o risco de nos transformarmos em ‘mundanos’, que ‘o sal perca o sabor’, come diria Jesus (Mt 5,13), isto é, que o cristão se ‘modere’, perca a carga da novidade que lhe vem do Senhor e do Espírito Santo. Entretanto, deveria ser o contrário: quando nos cristãos permanece viva a força do Evangelho, ela pode transformar “os critérios de juízo, os valores determinantes, os puntos de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida” (Paolo VI, Esort. ap. Evangelli nuntiandi, 19).”

Papa Francisco usou a imagem do vinho e da água para ilustrar os cristãos e as pessoas mundanas.
Papa Francisco: “Por isso, é necessário se renovar continuamente, atingindo a seiva do Evangelho. E, como se pode fazer isso na prática? Antes de mais nada, lendo e meditando o Evangelho todos os dias, para que a palavra de Jesus esteja sempre presente na nossa vida; além disso, participando da missa dominical, onde encontramos o Senhor na comunidade, escutando a sua Palavra e recebendo a Eucaristia que nos une a Ele e entre nós; e, ainda, são muito importantes para a renovação espiritual, os dias de retiro e de exercícios espirituais.”
O Santo Padre também nos chamou para a renovação constante com a Palavra de Deus:

Papa Francisco: “Evangelho, Eucaristia, oração: graças a esses dons do Senhor, podemos nos conformar não ao mundo, mas a Cristo, e segui-lo sobre sua estrada, a estrada do ‘perder a própria vida’ para reencontrá-la (v.25). ‘Perdê-la’ no sentido de doá-la, oferecê-la por amor e no amor – e isso, quer dizer, o sacrifício, a cruz – para recebê-la novamente purificada, livre do egoísmo e da dívida da morte, cheia de eternidade.”
Em seguida à mensagem inicial, Papa Francisco concedeu a bênção apostólica a todos fiéis presentes na Praça São Pedro e a quem acompanhava a transmissão ao vivo mundo afora. Nas saudações finais, o Santo Padre lembrou a presença de peregrinos da Itália e do Chile, além de um grande grupo de motociclistas, e de parlamentares católicos reunidos para mais um Encontro Internacional. O Santo Padre ainda fez um último apelo:
Papa Francisco: “Hoje, na Itália, celebra-se o ‘Dia da Proteção da Criação’, promovido pela Conferência Episcopal. O tema deste ano é muito importante: ‘educar para a proteção da Criação, para a saúde de nossas comunidades e das nossas cidades’. Desejo que se reforce o compromisso de todos, instituições, associações e cidadãos, para que sejam protegidas a vida e a saúde das pessoas, também respeitando o ambiente e a natureza.” (AC)

31 de agosto de 2014 at 9:02 Deixe um comentário

Papa vai celebrar proximamente 20 casamentos em São Pedro

 

2014-08-30 Rádio Vaticana

O Papa Francisco celebrará alguns matrimónios no Vaticano, no domingo, 14 de setembro, numa missa que celebrará na basílica de São Pedro, às 9 horas da manhã. Trata-se de 20 casais da Diocese de Roma. A celebração tem lugar a três semanas do Sínodo dos Bispos para a Família.
Será a primeira vez que o Papa Bergoglio celebrará matrimónios como Pontífice. Também João Paulo II havia celebrado casamentos em 1994, por ocasião do I Encontro Mundial das Famílias, que teve lugar em Roma

30 de agosto de 2014 at 8:57 Deixe um comentário

Canto das Oferendas – A Liberdade Haverá

30 de agosto de 2014 at 8:51 Deixe um comentário

Reflexão para o XXII Domingo do Tempo Comum

 

2014-08-30 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano – (RV) – No Evangelho Jesus nos mostra a necessidade de assumirmos a cruz se quisermos segui-lo, o que inicialmente foi rejeitado por Pedro, como está escrito no Evangelho deste domingo.
Segundo Mateus, Pedro não aceita, para o Senhor, a cruz.Ele que, há pouco, como vimos no domingo passado, se mostrou tão inspirado por ter reconhecido o Senhor como o Filho de Deus e ter recebido um grande elogio por parte de Jesus, permite-se contestar o Mestre.
Jesus não só discorda radicalmente dele, mas o chama de satanás, pedra de tropeço, porque não pensa as coisas sob o ângulo de Deus, e sim, dos homens!
Mas por que Pedro muda tanto, o que move seu coração? Como todos nós, Pedro é bombardeado pelas idéias, ideologias e por seus afetos. Quando disse que Jesus era o Messias, Pedro escutava o Espírito Santo que habitava em seu coração; agora, ao rejeitar a possibilidade de seu Mestre sofrer, Pedro está seguindo as vozes do mundo que dizem não à derrota, ao sofrimento, a tudo aquilo que significa ausência de vantagem, de prazer. Ele está ouvindo o mundo com suas falácias e se deixou enganar. O Senhor veio em seu auxílio de um modo forte e absoluto.
Também nós, muitas vezes ficamos surdos à voz do Espírito Santo e damos ouvidos aos nossos temores e nos deixamos levar por vozes “amigas”, pelos meios de comunicação.
Que dizer do fato no qual um jornalista cristão, com formação católica, vai para o Iraque, um país onde neste momento os discípulos de Cristo são perseguidos, para lá cumprir sua vocação de levar ao mundo a voz dos que são calados pela força do fanatismo ignorante e cego? Segundo relataram, o jovem jornalista, degolado de modo bárbaro, como toda imprensa noticiou nas últimas semanas, rezava o terço todos os dias e deve ter contemplado muitas vezes a paixão de Jesus. Ele não se deixou levar pelos formadores de opinião pública, aliás ele mesmo era um deles, que agora forma todos com seu exemplo de profissional cristão.
Outubro está chegando e, com ele, as eleições. Por onde andam meus afetos? Sou levado por ideologias, por mensagens que leio no facebook, por “aparelhos de conversa”? Onde está a liberdade de minha consciência?Meus candidatos representam os ideais cristãos ou são simulacros de cristãos?
A advertência de Jesus a Pedro de que ele não pensa nas coisas de Deus e sim nas dos homens, quer dizer que o pensamento e o coração dos discípulos ainda estão tomados pelas coisas mundanas e que por isso ele deseja fazer com que Deus mude de orientação. Para Pedro será Deus que deverá se tornar imagem e semelhança da sua criatura, e não o inverso.
Consequentemente, aceitar a cruz e suas implicações, por este ser o seguimento de Jesus, é divinizar-se, é tornar-se imagem e semelhança de Deus, como quer o Criador. Por isso ela leva à ressurreição.
Seguir Jesus – e isso deve ser feito livremente pela adesão do coração – significa abrir mão de toda ambição pessoal, aceitar o que Deus enviar, significa assinar uma folha em branco e confiar absolutamente em Deus.
Não importa se seguir Jesus trará mais ou trará menos sofrimentos. Não é por aí que deveremos nos conduzir. Seguir Jesus é segui-lo por onde Ele for, livremente, por adesão do coração – dócil às sugestões do Espírito – e aceitando o que vier, por fidelidade e amor.
P. Cesar Augusto

30 de agosto de 2014 at 8:43 Deixe um comentário

Oração a Nossa Senhora – Papa Francisco

 

Oração a Maria, Mãe do silêncio, da beleza, da ternura*

 

Mãe do silêncio, que conservas o mistério de Deus, liberta-nos da idolatria do presente, à qual se condena quem esquece. Purifica os olhos dos Pastores com o colírio da memória: voltaremos ao vigor das origens, para uma Igreja orante e penitente.

Mãe da beleza, que floresce da fidelidade ao trabalho quotidiano, desperta-nos da inércia da indolência, da mesquinhez e do derrotismo. Reveste os Pastores daquela compaixão que unifica e integra: descobriremos a alegria de uma Igreja serva, humilde e fraterna.

Mãe da ternura, que cobre de paciência e de misericórdia, ajuda-nos a dissipar a tristeza, a impaciência e a rigidez de quantos não conhecem a pertença. Intercede junto do teu Filho para que sejam ágeis as nossas mãos, os nossos pés e os nossos corações: edificaremos a Igreja com a verdade na caridade. Mãe, seremos o Povo de Deus que peregrina rumo ao Reino. Amém!

 

29 de agosto de 2014 at 10:43 Deixe um comentário

Oração a Nossa Senhora, do Papa Francisco – para os irmãos de língua francesa

PAPE FRANÇOIS

Prière à Marie, Mère du silence

 

Mère du silence, qui garde le mystère de Dieu, libère-nous de l’idolâtrie du présent à laquelle se condamne celui qui oublie. Purifie les yeux des pasteurs avec le collyre de la mémoire et nous retournerons à la fraîcheur des origines, pour une Église priante et pénitente.

Mère de la beauté, qui fleurit dans la fidélité au travail quotidien, réveille-nous de la torpeur de la paresse, de la mesquinerie et du défaitisme. Revêt les pasteurs de cette compassion qui unifie et qui intègre, et nous découvrirons la joie d’une Église servante, humble et fraternelle.

Mère de la tendresse, qui enveloppe de patience et de miséricorde, aide-nous à brûler les tristesses, les impatiences et les rigidités de ceux qui ne connaissent pas d’appartenance.

Intercède auprès de ton Fils pour que nos mains, nos pieds et nos cœurs soient agiles, et nous édifierons l’Église avec la vérité dans la charité.

Mère, nous serons le peuple de Dieu, en pèlerinage vers le Royaume. Amen.

29 de agosto de 2014 at 10:39 Deixe um comentário

Mês da Bíblia – Setembro

Palavra de Vida

2014-08-28 Rádio Vaticana

Porto Alegre (RV) – Durante o mês de setembro, somos convidados a nos dedicar mais intensamente à leitura da Sagrada Escritura. Ela orienta a vida da comunidade de fé. Ao longo dos séculos, forjou cultura, ajudou a consolidar conquistas e continua norteando a vida em sociedade.
Quando refletimos a Sagrada Escritura, somos surpreendidos pela narrativa. É que do primeiro ao último livro encontramos a descrição de um Deus que deseja encontrar e ser encontrado por aquele ser criado a Sua imagem e semelhança: o ser humano.
Faz-se necessário, antes de tudo, compreender o que significa ler e estudar. Leitura é estudo; e estudo é trabalho. Trabalho do intelecto, isto é, trabalho dedicado na expectativa de acolher a mensagem do texto. No trabalho do estudo e da leitura é necessário persistência e insistência. Persistência e insistência de quem se sente atingido por uma palavra que não lhe pertence, mas que lhe vem ao encontro, podendo oferecer ao leitor atento trabalhador dedicado! indicações para uma vida com mais consistência. Ao mesmo tempo, faz-se necessário compreender a dimensão do encontro. O termo “encontro” é muito usado no cotidiano. De fato, nossa vida é marcada por várias experiências de encontro: encontro de amigos, trabalhadores, jovens, grupos de idosos, de família, de estudos, de lazer etc. Todas apontam para uma realidade maior: o próprio desejo do ser humano de buscar, fomentar e cultivar uma relação de mútua identificação que denominamos “amor”. Encontro é, pois, uma experiência caracterizada pelo amor, que anela a mútua identificação.
A Sagrada Escritura descreve situações de encontro. É Deus que vem ao encontro das pessoas, e elas buscam encontrar-se com o Senhor.
A experiência do encontro é puro toque, puro golpe. E, assim, acontece transformação. E uma pessoa que fez a experiência não é mais a mesma. A experiência encontro significa transformação.
Na experiência, o outro sempre é tocado e transformado. É encontro vital, profundo.
Desse modo, podemos compreender porque os diversos encontros entre Deus e o ser humano, entre Jesus e seus interlocutores, sempre levam a uma transformação das pessoas, que se percebem atingidas por “quem ensina como quem tem autoridade” (cf. Lc 4, 32).
Na base da fé cristã, está a experiência do encontro com a pessoa de Jesus Cristo, o Filho amado do Pai enviado ao mundo; Ele transforma, reúne e introduz todo ser humano de boa vontade numa vida nova. Isso constitui o núcleo da fé cristã. “Nesse âmbito, o encontro com Cristo acontece e se consolida ‘segundo as Escrituras’” (1Cor 15,3.4). A graça do encontro e seu cultivo às pessoas de boa vontade capazes de fazer o bem, a exemplo de Jesus que passou por entre nós fazendo o bem (At 10,38).
Vivemos uma realidade marcada por absurdos: violência brutal, mortes, drogadição, vulgarização da individualidade e sua intimidade, perda de sentido da própria vida; a impossibilidade da comunicação, apesar dos tantos e sofisticados meios de comunicação; o impor-se da virtualidade que confunde. Tudo isso pode, porém, ser assumido como possibilidade para anunciar um outro modo de ser-pessoa, não mais como sujeito de poder e projeção, mas como a abertura obediente, aventureira, disponibilidade total e radical para o outro que para nós tem nome: Jesus, Caminho, Verdade e Vida.
Dom Jaime Spengler
Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre

29 de agosto de 2014 at 10:12 Deixe um comentário

Santo Agostinho de Hipona – 28 de Agosto

Santo Agostinho de Hipona
354-430

 

 

Bispo e doutor da Igreja (354-430)
Aurélio Agostinho nasceu, no dia 13 de novembro de 354, na cidade de Tagaste, hoje região da Argélia, na África. Era o primogênito de Patrício, um pequeno proprietário de terras, pagão. Sua mãe, ao contrário, era uma devota cristã, que agora celebramos, como santa Mônica, no dia 27 de agosto. Mônica procurou criar o filho no seguimento de Cristo. Não foi uma tarefa fácil. Aliás, ela até adiou o seu batismo, receando que ele o profanasse. Mas a exemplo do provérbio que diz que “a luz não pode ficar oculta”, ela entendeu que Agostinho era essa luz.

Aos dezesseis anos de idade, na exuberância da adolescência, foi estudar fora de casa. Na oportunidade, envolveu-se com a heresia maniqueísta e também passou a conviver com uma moça cartaginense, que lhe deu, em 372, um filho, Adeodato. Assim era Agostinho, um rapaz inquieto, sempre envolvido em paixões e atitudes contrárias aos ensinamentos da mãe e dos cristãos. Possuidor de uma inteligência rara, depois da fase de desmandos da juventude centrou-se nos estudos e formou-se, brilhantemente, em retórica. Excelente escritor, dedicava-se à poesia e à filosofia.

Procurando maior sucesso, Agostinho foi para Roma, onde abriu uma escola de retórica. Foi convidado para ser professor dessa matéria e de gramática em Milão. O motivo que o levou a aceitar o trabalho em Milão era poder estar perto do agora santo bispo Ambrósio, poeta e orador, por quem Agostinho tinha enorme admiração. Assim, passou a assistir aos seus sermões. Primeiro, seu interesse era só pelo conteúdo literário da pregação; depois, pelo conteúdo filosófico e doutrinário. Aos poucos, a pregação de Ambrósio tocou seu coração e ele se converteu, passando a combater a heresia maniqueísta e outras que surgiram. Foi batizado, junto com o filho Adeodato, pelo próprio bispo Ambrósio, na Páscoa do ano de 387. Portanto, com trinta e três e quinze anos de idade, respectivamente.

Nessa época, Agostinho passou por uma grande provação: seu filho morreu. Era um menino muito inteligente, a quem dedicava muita atenção e afeto. Decidiu, pois, voltar com a mãe para sua terra natal, a África, mas Mônica também veio a falecer, no porto de Óstia, não muito distante de Roma. Depois do sepultamento da mãe, Agostinho prosseguiu a viagem, chegando a Tagaste em 388. Lá, decidiu-se pela vida religiosa e, ao lado de alguns amigos, fundou uma comunidade monástica, cujas Regras escritas por ele deram, depois, origem a várias Ordens, femininas e masculinas. Porém o então bispo de Hipona decidiu que “a luz não devia ficar oculta” e convidou Agostinho para acompanhá-lo em suas pregações, pois já estava velho e doente. Para tanto ele consagrou Agostinho sacerdote e, logo após a sua morte, em 397, Agostinho foi aclamado pelo povo como novo bispo de Hipona.

Por trinta e quatro anos Agostinho foi bispo daquela diocese, considerado o pai dos pobres, um homem de alta espiritualidade e um grande defensor da doutrina de Cristo. Na verdade, foi definido como o mais profundo e importante filósofo e teólogo do seu tempo. Sua obra iluminou quase todos os pensadores dos séculos seguintes. Escreveu livros importantíssimos, entre eles sua autobiografia, “Confissões”, e “Cidade de Deus”.

Depois de uma grave enfermidade, morreu amargurado, aos setenta e seis anos de idade, em 28 de agosto de 430, pois os bárbaros haviam invadido sua cidade episcopal. Em 725, o seu corpo foi transladado para Pavia, Itália, sendo guardado na igreja São Pedro do Céu de Ouro, próximo do local de sua conversão. Santo Agostinho recebeu o honroso título de doutor da Igreja e é celebrado no dia de sua morte.

Fonte: Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente, Mario Sgarbossa, Paulinas.

28 de agosto de 2014 at 8:55 Deixe um comentário

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