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Discurso do Papa aos participantes de encontro para a paz – 30/09/2013

Discurso do Papa aos participantes de encontro sobre a paz - 30/09/2013 DISCURSO Audiência com os participantes do encontro internacional para a paz promovido pela Comunidade de Santo Egídio Sala Clementina do Palácio Apostólico Segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Boletim da Santa Sé Tradução: Jéssica Marçal

Beatitudes, Eminências, Ilustres Representantes das Igrejas, das Comunidades eclesiais e das grandes religiões,

Agradeço-vos de coração por terem desejado fazer esta visita. Isso me dá alegria! Vocês estão vivendo intensos dias neste Encontro que reúne pessoas de religiões diferentes e que tem um título significativo e desafiante: “A coragem da esperança”. Agradeço ao professor Andrea Riccardi, pelas palavras de saudação que dirigiu em nome de todos, e com ele a Comunidade de Santo Egídio, por ter seguido com determinação o caminho traçado pelo Beato João Paulo II no histórico encontro de Assis: conservar acesa a lâmpada da esperança, rezando e trabalhando pela paz. Era 1986, em um mundo ainda marcado por divisões em blocos contrapostos, e foi naquele contexto que o Papa convidou os líderes religiosos a rezar pela paz: não mais uns contra os outros, mas uns próximos aos outros. Não devia e não podia permanecer um evento isolado. Vocês continuaram tal caminho e aumentaram o ritmo, envolvendo no diálogo significativas personalidades de todas as religiões e representantes leigos e humanistas. Propriamente nestes meses, sentimos que o mundo precisa do “espírito” que animou aquele histórico encontro. Por que? Por que tem tanta necessidade de paz. Não! Não podemos jamais resignar-nos diante da dor de povos inteiros, reféns da guerra, da miséria, da exploração. Não podemos assistir indiferentes e imponentes ao drama de crianças, famílias, idosos, atingidos pela violência. Não podemos deixar que o terrorismo aprisione o coração de poucos violentos para semear a dor e a morte de tantos. De modo especial, digamos com força, todos, continuamente, que não pode haver alguma justificativa religiosa para a violência. Não pode haver alguma justificativa religiosa para a violência, de nenhum modo que essa se manifeste. Como destacava Papa Bento XVI há dois anos, no 25º encontro de Assis, é preciso eliminar toda forma de violência motivada religiosamente, e juntos vigiar a fim de que o mundo não ceda àquela violência que está contida em todo projeto de civilização que se baseia no “não” a Deus.

Como responsáveis de diversas religiões podemos fazer muito. A paz é responsabilidade de todos. Rezar pela paz, trabalhar pela paz! Um líder religioso é sempre homem ou mulher de paz, porque o mandamento da paz está inscrito no profundo das tradições religiosas que representam. Mas o que podemos fazer? Esse vosso encontro todos os anos nos sugere o caminho: a coragem do diálogo. Esta coragem, este diálogo nos dá esperança. Nada a fazer com o otimismo, que é outra coisa. Esperança! No mundo, na sociedade, há pouca paz também porque falta o diálogo, é difícil sair do estreito horizonte dos próprios interesses para abrir-se a uma verdadeira e sincera comparação. Pela paz é necessário um diálogo determinado, paciente, forte, inteligente, para o qual nada está perdido.  O diálogo pode vencer a guerra. O diálogo faz viver junto pessoas de diferentes gerações, que muitas vezes se ignoram; faz viver junto cidadãos de diversas proveniências étnicas, de diversas convicções. O diálogo é o caminho da paz. Porque o diálogo favorece o entendimento, a harmonia, a concórdia, a paz. Por isto é vital que cresça, que se alargue entre os povos de toda condição e convicção como uma rede de paz que protege o mundo e, sobretudo, protege os mais frágeis.

Os líderes religiosos são chamados a ser verdadeiros “dialogantes”, a agir na construção da paz não como intermediários, mas como autênticos mediadores. Os intermediários buscam dar desconto a todas as partes, com o fim de obter um ganho para si. O mediador, em vez disso, é aquele que não detém nada para si, mas se dedica generosamente, até consumir-se, sabendo que o único ganho é aquele da paz. Cada um de nós é chamado a ser um artesão da paz, unindo e não dividindo, eliminando o ódio e não o conservando, abrindo os caminhos do diálogo e não levantando novos muros! Dialogar, encontrar-nos para instaurar no mundo a cultura do diálogo, a cultura do encontro.

O legado do primeiro encontro de Assis, alimentado ano após ano também no vosso caminho, mostra como o diálogo esteja ligado intimamente à oração de cada um.  Diálogo e oração crescem juntos ou deterioram juntos. A relação do homem com Deus é a escola e o alimento do diálogo com os homens. Papa Paulo VI falava da “origem transcendente do diálogo” e dizia: “A religião é por sua natureza uma relação entre Deus e o homem. A oração exprime mediante o diálogo esta relação” (Enc. Ecclesiam suam, 72). Continuemos a rezar pela paz do mundo, pela paz na Síria, pela paz no Oriente Médio, pela paz em tantos países do mundo. Esta coragem de paz doe a coragem da esperança ao mundo, a todos aqueles que sofrem pela guerra, aos jovens que olham preocupados para o seu futuro. Deus Onipotente, que escuta as nossas orações, nos apoie neste caminho de paz. E gostaria de sugerir que agora cada um de nós, todos nós, na presença de Deus, em silêncio, todos nós desejemos uns aos outros a paz.

[Pausa de silêncio] Obrigado!

Fonte: Canção Nova

30 de setembro de 2013 at 17:45 Deixe um comentário

São Jerônimo – 30 de Setembro

A Igreja celebra em 30 de setembro a memória do grande santo e doutor da Igreja S. Jerônimo, que a pedido do Papa Damaso preparou a Bíblia em latim. Foi um trabalho gigantesco que demandou cerca de 30 anos nas grutas de Belém, onde ele fazia esse trabalho. São Jerônimo dizia que quem não conhece os Evangelhos não conhece Jesus.

Jesus conhecia profundamente a Bíblia. Mais do que isso, Jesus amava e se guiava pelas suas palavras. Isso é o suficiente para que todos nós façamos o mesmo.

Na tentação do deserto quando o demônio investiu contra Ele para tentar vencê-lO, Jesus o rebateu com as palavras da Escritura. Quando o tentador pediu que Ele transformasse as pedras em pães parra provar Sua filiação divina, Jesus lhe disse: “O homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Se­nhor” (Dt 8,3c).Quando o tentador exigiu que Ele se jogasse do alto do templo, Jesus respondeu: “Não provocareis o Senhor; vosso Deus” (Dt 6,16a). E quando Satanás tentou fazer com que Ele o adorasse, ouviu mais uma vez a Palavra de Deus: “Temerás o Senhor, teu Deus, prestar-lhe-ás o teu culto e só jura­rás pelo seu nome” (Dt 6,13). E o demônio foi vencido… e se afastou.

O fato de Jesus ter-se defendido das tentações, lançando no rosto do Tentador as palavras da Escritura, mostra-nos a importância e eficácia dessa Escritura no caminhar da vida da­quele que deseja viver pela fé, a fim de ser feliz e de poder agradar a Deus. Não é sem razão que São Pedro disse: “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal Porque. jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus” (II Pd 1,20-21).

Fonte: Felipe Aquino

30 de setembro de 2013 at 10:57 Deixe um comentário

Vigésimo Sétimo Domingo do Tempo Comum – Fé como um grão de mostarda – São Lucas 17, 5-10 – 06 \ 10 \ 13

 

5.Os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta-nos a fé!

6.Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá.

7.Qual de vós, tendo um servo ocupado em lavrar ou em guardar o gado, quando voltar do campo lhe dirá: Vem depressa sentar-te à mesa?

8.E não lhe dirá ao contrário: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto como e bebo, e depois disto comerás e beberás tu?

9.E se o servo tiver feito tudo o que lhe ordenara, porventura fica-lhe o senhor devendo alguma obrigação?

10.Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer.

 

Iniciemos essa reflexão com as palavras do comentário litúrgico: “Reunimo-nos para reavivar em nós a chama do amor e da fé operante e transformadora, que nos compromete com o projeto de Jesus. O olhar da fé nos mostra o rosto sofrido de homens e mulheres desorientados pelas injustiças e necessitados do serviço e da missão da Igreja. O mês missionário nos apresenta o tema: “Juventude em missão” e o lema: “A quem eu te enviar, irás” (Jr 1, 7b).

 

Versículos 5 e 6: “Os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta-nos a fé! Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá”.

O Papa Emérito Bento XVI explica sobre o grão de mostarda: “O grão de mostarda, considerada a menor de todas as sementes. Porém, embora seja tão pequenina, ela está cheia de vida, e do seu partir-se nasce um rebento capaz de romper o terreno, de sair à luz do sol e de crescer até se tornar «maior que todas as hortaliças» (cf. Mc 4, 32): a debilidade é a força da semente, o romper-se é o seu poder.”

Padre Bantu disse: “A imagem utilizada por Jesus mostra que, com a “fé” tudo é possível: quando se adere a Jesus e ao “Reino” com coragem e determinação, isso implica uma transformação completa da pessoa do discípulo e, em consequência, uma transformação do mundo que o rodeia. Aderir ao “Reino” com radicalidade é ter na mão a chave para mudar o rumo, mesmo que essa transformação pareça impossível… O discípulo que adere ao “Reino” com coragem e determinação é capaz de autênticos “milagres”…

A luz da fé – O Papa Emérito Bento XVI ensinou que a luz da fé ilumina nossa escuridão,”nos fazendo compreender que toda existência tem um valor inestimável, porque é fruto do amor de Deus. Ele ama mesmo quem se distanciou ou esqueceu d’Ele: tem paciência e espera; mais que isso, deu o seu Filho, morto e ressuscitado, para nos libertar radicalmente do mal. E Cristo enviou os seus discípulos para levar a todos os povos este alegre anúncio de salvação e de vida nova”.

Santo Agostinho: “Se não podes entender, crê para que entendas. A fé precede, o intelecto segue”.

Papa Francisco explicou que “a fé nasce no encontro com o Deus vivo, que nos chama e revela o seu amor: um amor que nos precede e sobre o qual podemos apoiar-nos para construir solidamente a vida. Transformados por este amor, recebemos olhos novos e experimentamos que há nele uma grande promessa de plenitude e se nos abre a visão do futuro”.

O Papa Emérito Bento XVI disse: “O que significa crer hoje? Com efeito, no nosso tempo é necessária uma renovada educação para a fé, que inclua sem dúvida um conhecimento das suas verdades e dos acontecimentos da salvação, mas sobretudo que nasça de um encontro verdadeiro com Deus em Jesus Cristo, do amá-lo, do ter confiança nele, de modo que a vida inteira seja envolvida por Ele”.

A fé é dom de Deus, mas é também um ato livre e humano – O Catecismo (154) ensina: “O ato de fé só é possível pela graça e pelos auxílios interiores do Espírito Santo. Mas não é menos verdade que crer é um acto autenticamente humano. Não é contrário nem à liberdade nem à inteligência do homem confiar em Deus e aderir às verdades por Ele reveladas”.

 

Versículos 7 a 10: “Qual de vós, tendo um servo ocupado em lavrar ou em guardar o gado, quando voltar do campo lhe dirá: Vem depressa sentar-te à mesa? E não lhe dirá ao contrário: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto como e bebo, e depois disto comerás e beberás tu? E se o servo tiver feito tudo o que lhe ordenara, porventura fica-lhe o senhor devendo alguma obrigação? Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer”.

Padre Bantu explicou: “Temos só um dever na terra: cumprir bem nossa obrigação. Apesar de ser uma simplificação muito fácil, esse modo de dizer ensina que temos de ser responsáveis por aquilo que fazemos. E aquilo que fazemos dirá aos outros quem somos.Assim como o empregado que sabe o que tem de fazer e faz. Faz porque tem de fazer e pronto. A cozinheira responsável faz bem a comida e não precisa ficar esperando elogios. Se os elogios vierem, graça a Deus! Mas se não vieram ela já cumpriu sua obrigação”.

O dom do serviço vem de Deus e deve ser utilizado para o crescimento do Reino – O Papa Emérito Bento XVI disse: “Quem se acha em condições de ajudar (aos irmãos) há-de reconhecer que, precisamente deste modo, é ajudado ele próprio também; não é mérito seu nem título de glória o fato de poder ajudar. Esta tarefa é graça. Quanto mais alguém trabalhar pelos outros, tanto melhor compreenderá e assumirá como própria esta palavra de Cristo: « Somos servos inúteis » (Lc 17, 10). Na realidade, ele reconhece que age, não em virtude de uma superioridade ou uma maior eficiência pessoal, mas porque o Senhor lhe concedeu este dom”.

“Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer” – Padre Bantu disse: “Temos obrigações de religião; por isso se somos cristãos precisamos respeitar as exigências inerentes à nossa fé. Temos obrigações sociais; por isso se queremos conviver bem com as pessoas, precisamos descobrir quais são nossas obrigações para com elas e tentar uma convivência responsável e amigável. Temos obrigação para com mesmos; por isso precisamos cuidar de nossa saúde, da saúde do corpo e da saúde da alma e assim por diante. Mesmo se estivéssemos sozinhos no mundo, ainda assim não estaríamos livres de obrigações”.

 

A fé e as obras

O Papa Francisco disse que “a luz da fé não nos faz esquecer os sofrimentos do mundo. Os que sofrem foram mediadores de luz para tantos homens e mulheres de fé; tal foi o leproso para São Francisco de Assis, ou os pobres para a Beata Teresa de Calcutá. Compreenderam o mistério que há neles; aproximando-se deles, certamente não cancelaram todos os seus sofrimentos, nem puderam explicar todo o mal. A fé não é luz que dissipa todas as nossas trevas, mas lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto basta para o caminho”.(Lumen Fidei)

A Palavra diz: “De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso esta fé poderá salvá-lo? Se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o alimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma”. (Tg 2, 14-17)

A Fé da Virgem Maria

O Beato João Paulo II disse: “Bem-aventurada aquela que acreditou»: assim foi saudada Maria, pela sua parente Isabel, também ela «cheia do Espírito Santo»…Maria entrou na história da salvação do mundo mediante a obediência da fé”.

O Papa Leão XIII explicou: “Maria, com efeito, é aquela que gerou o “autor da fé”, e que, em razão da sua fé, foi saudada “Bem-aventurada”.

 

O Ano da Fé – de 11 \ 10 \ 12   a    24 \ 11 \ 13

O Papa Emérito Bento XVI proclamou: “À luz de tudo isto, decidi proclamar um Ano da Fé. Este terá início a 11 de Outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de Novembro de 2013. Na referida data de 11 de Outubro de 2012, completar-se-ão também vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo meu Predecessor, o Beato Papa João Paulo II, com o objectivo de ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé”.

Conclusão:

A fé em Jesus Cristo Nosso Senhor – Concluímos essa reflexão com esses versículos tão significativos e fundamentais para toda a nossa existência aqui na terra e na eternidade – A Palavra diz: “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.(Jo3, 16-17)

Oração:

Do Beato João Paulo II: “Comecemos já a rezar uns pelos outros: um momento de oração silenciosa, com Maria Santíssima, Mãe da nossa confiança… para que a nossa fé cresça forte e irradiante, segundo a imagem evangélica do grão de mostarda. Como a fé de Nossa Senhora: ela esteve tão perto de Deus que pôde acolher o Verbo, vindo para que todos os que n’Ele crêem, se tornem filhos de Deus”.

Do Padre Bantu: “Deus, meu Pai, uma coisa que eu gostaria de ouvir de Vós, quando eu chegar ao céu, é este elogio: tu cumpriste a tua obrigação, entre na alegria do Teu Senhor. Mas para eu receber esse elogio preciso muito da vossa ajuda; preciso saber distinguir a vossa vontade, para não cair no engano de só fazer a minha. Jesus de Nazaré tinha um único objetivo: fazer a vossa vontade. Assim Ele disse, e assim Ele cumpriu até ao fim de Sua vida, quando, pregado na cruz e já sem forças reclamou: TUDO ESTÁ CONSUMADO. Depois, porém, num último esforço, entregou Seu espírito em vossas mãos, num gesto de submissão total. Ele fez tudo bem feito. Ele cumpriu Sua obrigação. Pai Santo dê-me a graça de cumprir, como Ele, bem a minha missão para que, alegremente, eu mereça receber o grande elogio: Vinde, bendito do meu Pai, pelo dever cumprido. Amém”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

30 de setembro de 2013 at 10:51 Deixe um comentário

O catequista é aquele que guarda e alimenta a memória de Deus – Papa na missa para o Dia do Catequista na Praça de São Pedro

 

2013-09-29 Rádio Vaticana

   Hoje Jornada do Catequista, o Papa Francisco presidiu à missa na Praça de São de São Pedro para cerca de dois mil catequistas vindos de várias partes do mundo em peregrinação à Sé de Pedro e para tomar parte no Congresso Internacional da Catequese,  realizado nos últimos três dias em Roma, no âmbito do ano da Fé. Com o Santo Padre concelebraram numerosos bispos e padres da igreja universal, entre os quais D. Salvatore Fisichella, Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, que lhe dirigiu a palavra no final da missa.  Na sua homilia o Papa deixou-se inspirar pelas palavras do Profeta Amós que diz: “Ai dos que vivem comodamente (…) e não se preocupam dos outros”. Palavras duras – disse o Papa – mas que nos chamam a atenção para o perigo que todos corremos. O perigo  de termos como centro de tudo apenas o nosso bem-estar, sem nos  preocuparmos com os outros, com os pobres; o perigo de  – tal como o rico citado no Evangelho – perdermos a nossa identidade de pessoa,  o nosso rosto humano, e de termos como rosto e como identidade apenas os nossos haveres. Mas porque é que acontece isto, perguntou o Papa, respondendo que isto acontece quando perdemos a memória de Deus: “Se falta a memória de Deus, tudo se nivela pelo eu, pelo meu bem-estar. A vida, o mundo, os outros perdem consistência, já não contam para nada, tudo se reduz a uma única dimensão: o ter. Se perdemos a memória de Deus, também nós mesmos perdemos consistência, também nós nos esvaziamos, perdemos o nosso rosto, como o rico do Evangelho! Quem corre atrás do nada, torna-se ele próprio nulidade – diz outro grande profeta, Jeremias. Estamos feitos à imagem e semelhança de Deus, não das coisas, nem dos ídolos!” E lançando o olhar à extensa Praça de São Pedro, repleta de catequistas (entre os outros fiéis) o Papa perguntou-se: “Quem é o catequista”? É aquele que guarda a alimenta a memória de Deus; guarda-a em si mesmo e sabe despertá-lo nos outros. É belo isto!” É belo isto, prosseguiu o Papa, referindo-se a Nossa Senhora que, depois de ter recebido o anuncio do Anjo de que ia ser a mãe de Jesus, soube, de forma humilde e cheia de fé, fazer memória de Deus. A fé contém a memória de Deus, da história de Deus connosco, do Deus que toma a iniciativa de salvar o homem  – continuou o Papa, afirmando que  “o catequista é precisamente um cristão que põe esta memória ao serviço do anuncio: não para dar nas vistas, nem para falar de si, mas para falar de Deus, do seu amor, da sua fidelidade.” Uma tarefa não fácil, a de guardar memória de Deus e despertá-lo na no coração dos outros, pois que isto compromete a vida toda –continuou o Papa, recordando que o próprio Catecismo não é senão memória de Deus, memória da sua acção na História, presença de Cristo na sua Palavra… e aqui o Papa dirigiu-se directamente aos catequistas: “Amados catequistas pergunto-vos: Somos memória de Deus? Procedemos verdadeiramente como sentinelas que despertam nos outros a memória de Deus, que inflama o coração (…)?  Que estrada seguir para não sermos pessoas “que vivem comodamente”, que põem a sua segurança em si mesmos e nas coisas, mas homens e mulheres da memória de Deus?” Como resposta o Papa sugeriu as indicações dadas por São Paulo na sua carta a Timóteo e que podem caracterizar também o caminho do catequista, isto é:  procurar a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. E rematou: “O catequista é pessoa da memória de Deus, se tem uma relação constante, vital com Ele e com o próximo; se é pessoa de fé, que confia verdadeiramente em Deus e põe n’Ele a sua segurança; se é pessoa de caridade, de amor, que vê a todos como irmãos; se é “hypomoné”, pessoa de paciência e perseverança, que sabe enfrentar as dificuldades, as provas, os insucessos, com serenidade e esperança no Senhor; se é pessoa gentil, capaz de compreensão e de misericórdia” ** No final da missa, e antes da oração mariana do Angelus,  o Papa  agradeceu todos, especialmente os catequistas vindos de tantas partes do mundo e dirigiu uma saudação particular a Sua Beatitude Youhanna X, Patriarca greco-ortodoxo de Antioquia de todo o Oriente, definindo-o irmão e dizendo que a sua presença nos convida a rezar mais uma vez para a paz na Síria e no Médio Oriente… Saudou, entre outros, também um grupo de peregrinos de Assis vindos a Roma a cavalo, os peregrinos da Nicarágua, país que celebra o centenário da fundação canónica da Província eclesiástica…  e concluiu recordando que sábado foi proclamado Beato na Croácia, Mirislav  Bulevisic, sacerdote, morto como mártir em 1947. E no meio meio dum  tripudio de bandeirinhas amarelas e brancas,  cartazes com frases saudando o Papa, rostos sorridentes e num pano de fundo de cânticos, o Papa foi dando a mão, saudando prelados, padres, catequistas, fieis… primeiro a pé e depois no automóvel papal até à Via da Concilição cheinha de gentes de mãos no ar a acená-lo e sauda-lo com gritos de alegria…

29 de setembro de 2013 at 10:19 Deixe um comentário

Festa dos Santos Arcanjos: Miguel, Gabriel e Rafael – 29 de setembro

          

ArcanjosCom muita alegria, a Igreja celebra, no dia 29 de setembro, a festa litúrgica dos santos arcanjos: Miguel (Quem como Deus), Gabriel (Força de Deus) e Rafael (Cura de Deus). Eles têm a função de cuidar de diversos aspectos da vida das pessoas, principalmente porque trabalham juntos para iluminar nossos caminhos. É sempre bom recorrer aos anjos quando estamos com um problema, em casos de urgências, perigo e sofrimento.

A presença dos anjos é muito simples e discreta. Somente no céu teremos a verdadeira noção do quantos eles nos guardam nesta caminhada. Fazem de tudo para nos levar ao Senhor e nos guarda das armadilhar do mal.

Peçamos, neste dia especial, a santa proteção dos arcanjos para não cairmos nas armadilhas e ciladas do demônio.

O combate é espiritual, porém, o que nos resta fazer é pedir sempre a guarda deles: “Quem é como Deus”- São Miguel, Rafael e Gabriel, rogai por nós.

Oração aos santos arcanjos

Ajudai-nos, ó grandes santos, irmãos nossos, que sois servos como nós diante de Deus. Defendei-nos de nós mesmos, de nossa covardia e tibieza, de nosso egoísmo e de nossa ambição, de nossa inveja e desconfiança, de nossa avidez em procurar a saciedade, a boa vida e a estima.

Desatai as algemas do pecado e do apego a tudo o que passa. Desvendai os nossos olhos que nós mesmos fechamos para não precisar ver as necessidades de nosso próximos e poder, assim, ocupar-nos de nós mesmos numa tranquila autocomplacência. Colocai em nosso coração o espinho da santa ansiedade de Deus para que não deixemos de procurá-lo com ardor, contrição e amor.

Contemplai em nós o Sangue do Senhor, que Ele derramou por nossa causa.  Contemplai em nós as lágrimas de vossa Rainha, que ela derramou sobre nós.

Contemplai em nós a pobre, desbotada, arruinada imagem de Deus, comparando-a com a imagem íntegra que deveríamos ser Sua vontade e Seu amor.

Ajudai-nos a conhecer Deus, a adorá-Lo, a amá-Lo e a servir-Lhe. Ajudai-nos no combate contra os poderes das trevas que, traiçoeiramente, nos envolvem e nos afligem.

Ajudai-nos para que nenhum de nós se perca e para que, um dia, estejamos todos jubilosamente reunidos na eterna bem-aventurança. Amém.

São Miguel, assisti-nos com vossos santos anjos; Ajudai-nos e rogai por nós.

São Rafael, assisti-nos com vossos santos anjos; Ajudai-nos e rogai por nós.

São Gabriel, assisti-nos com vossos santos anjos; Ajudai-nos e rogai por nós.

Fonte: Canção Nova

28 de setembro de 2013 at 19:49 Deixe um comentário

Oração a Santo Antônio Maria Claret – de Padre Marcelo Rossi

28 de setembro de 2013 at 9:26 Deixe um comentário

Papa Francisco no Twitter

 

28/09/2013
Todos os matrimônios enfrentam momentos difíceis. Mas  estas experiências da cruz podem tornar o caminho do amor ainda mais forte.
27/09/2013
Não nos tornamos cristãos com as nossas forças. A fé é primeiramente um dom de Deus que nos é dato na Igreja e através da Igreja.
26/09/2013
O perdão de Deus é mais forte que todo pecado.
24/09/2013
Peçamos ao Senhor de ter a ternura que nos permite olhar aos pobres com compreensão e amor, sem cálculos e medos.
23/09/2013
A Igreja não tem outro sentido e outro fim senão testemunhar Jesus. Não nos esqueçamos disso!

28 de setembro de 2013 at 9:19 Deixe um comentário

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