Archive for dezembro, 2014

Feliz Ano Novo!

Que o Ano de 2015, que se inicia, seja de muita paz, esperança e alegria para  às famílias  do mundo inteiro.

Jane Amábile

31 de dezembro de 2014 at 8:12 Deixe um comentário

Solenidade da Epifania do Senhor – Ajoelharam-se diante dele e O adoraram – São Mateus 2, 1-12 – 04 de Janeiro

  1. Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do oriente a Jerusalém.
  2. Perguntaram eles: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo.
  3. A esta notícia, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele.
  4. Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde havia de nascer o Cristo.
  5. Disseram-lhe: Em Belém, na Judéia, porque assim foi escrito pelo profeta:
  6. E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo (Miq 5,2).
  7. Herodes, então, chamou secretamente os magos e perguntou-lhes sobre a época exata em que o astro lhes tinha aparecido.
  8. E, enviando-os a Belém, disse: Ide e informai-vos bem a respeito do menino. Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, para que eu também vá adorá-lo.
  9. Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que e estrela, que tinham visto no oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou.
  10. A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria.
  11. Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra.
  12. Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho.

“Com os Magos guiados pela estrela, caminhamos ao encontro do Salvador da humanidade. A solenidade da Epifania nos faz conhecer a glória de Cristo, o qual se manifesta como luz na vida de homens e mulheres que se abrem aos planos de Deus e se põem em busca de unidade, justiça e paz”. (Liturgia Diária)

Disseram-lhe: Em Belém, na Judéia, porque assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo (Miq 5,2)

O Papa Francisco disse: “Neste percurso dos Magos do Oriente, está simbolizado o destino de cada homem: a nossa vida é um caminhar, guiado pelas luzes que iluminam a estrada, para encontrar a plenitude da verdade e do amor, que nós, cristãos, reconhecemos em Jesus, Luz do mundo. E, como os Magos, cada homem dispõe de dois grandes «livros» donde tirar os sinais para se orientar na peregrinação: o livro da criação e o livro das Sagradas Escrituras. Importante é estar atento, velar, ouvir Deus que nos fala – sempre nos fala”.

“Elevai o olhar aos céus vós que a Cristo procurais. E da sua eterna glória podereis ver os sinais. Essa estrela vence o sol em fulgor e em beleza, e nos diz ter vindo à terra Deus, em nossa natureza. Da região do mundo persa, onde o sol tem seu portal, sábios Magos reconhecem do Rei novo o sinal. Quem será tão grande Rei, a quem astros obedecem, a quem servem luz e céus e suas forças estremecem? Percebemos algo novo, imortal, superior, que domina céus e caos e lhes é anterior. Rei do povo de Israel, este é o Rei das gentes, prometido a Abraão e à sua raça eternamente. Ó Jesus, louvor a vós que às nações vos revelais. Glória ao Pai e ao Espírito pelos tempos eternais”. (Liturgia das Horas)

Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Hoje celebramos a Epifania do Senhor, ou seja, a sua manifestação aos povos, representados pelos Magos, misteriosas personagens vindas do Oriente, de quem fala o Evangelho de São Mateus (cf. Mt 2, 1-12). A adoração de Jesus por parte dos Magos foi imediatamente reconhecida como cumprimento das Escrituras proféticas. “À tua luz caminharão os povos lê-se no livro de Isaías e os reis andarão ao brilho do teu esplendor… trazendo ouro e incenso, e anunciando os louvores de Javé” (Is 60, 3.6).

Santo Afonso-Maria de Ligório disse assim: “Os magos encontram uma pobre jovem com uma pobre criança coberta de pobres faixas […] mas, ao entrarem naquela gruta, sentem uma alegria que nunca tinham experimentado. […] A divina Criança demonstra alegria: sinal da satisfação afectuosa com que os acolhe, como primeiras conquistas da Sua obra redentora. Os santos reis olham em seguida para Maria, que não fala; mantém-se em silêncio, mas o seu rosto reflecte a alegria e respira uma doçura celeste, prova de que lhes presta bom acolhimento e lhes agradece por serem os primeiros a vir reconhecer o seu Filho naquilo que Ele é: o seu Mestre soberano. […]”

Jesus Cristo veio salvar a todos os povos

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Hoje celebramos a Epifania do Senhor, ou seja, a sua manifestação aos povos, representados pelos Magos, misteriosas personagens vindas do Oriente, de quem fala o Evangelho de São Mateus (cf. Mt 2, 1-12). A adoração de Jesus por parte dos Magos foi imediatamente reconhecida como cumprimento das Escrituras proféticas. “À tua luz caminharão os povos lê-se no livro de Isaías e os reis andarão ao brilho do teu esplendor… trazendo ouro e incenso, e anunciando os louvores de Javé” (Is 60, 3.6).

São Leão Magno disse: “Entrem, pois, todos os povos, entrem na família dos patriarcas, e recebam os filhos da promessa a benção da descendência de Abraão, à qual renunciaram os filhos segundo a carne. Que todos os povos, representados pelos três Magos, adorem o Criador do universo; e Deus não seja conhecido apenas na Judéia mas no mundo inteiro, a fim de que por toda parte o seu nome seja grande em Israel (Sl 75,2)”.

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “A luz de Cristo, como que encerrada na gruta de Belém, hoje difunde-se em todo o seu alcance universal”.

Conclusão

O Catecismo (§528) ensina: “A Epifania é a manifestação de Jesus como Messias de Israel, Filho de Deus e salvador do mundo. Juntamente com o baptismo de Jesus no Jordão e as bodas de Caná (231), a Epifania celebra a adoração de Jesus pelos «magos» vindos do Oriente (232). Nestes «magos», representantes das religiões pagãs circunvizinhas, o Evangelho vê as primícias das nações, que acolhem a Boa-Nova da salvação pela Encarnação”.

Oração

Isaías 60, 1-9

  1. Levanta-te, sê radiosa, eis a tua luz! A glória do Senhor se levanta sobre ti.
  2. Vê, a noite cobre a terra e a escuridão, os povos, mas sobre ti levanta-se o Senhor, e sua glória te ilumina.
  3. As nações se encaminharão à tua luz, e os reis, ao brilho de tua aurora.
  4. Levanta os olhos e olha à tua volta: todos se reúnem para vir a ti; teus filhos chegam de longe, e tuas filhas são transportadas à garupa.
  5. Essa visão tornar-te-á radiante; teu coração palpitará e se dilatará, porque para ti afluirão as riquezas do mar, e a ti virão os tesouros das nações.
  6. Serás invadida por uma multidão de camelos, pelos dromedários de Madiã e de Efá; virão todos de Sabá, trazendo ouro e incenso, e publicando os louvores do Senhor.
  7. Todo o gado menor de Cedar se reunirá junto a ti, os carneiros de Nabaiot ficarão à tua disposição; fá-los-ão subir sobre meu altar para minha satisfação, e para a honra de meu templo glorioso.
  8. Quem é que voa assim como as nuvens, ou como as pombas volvendo ao pombal?
  9. Sim, as frotas convergem para mim, e os navios de Társis abrem a marcha, para trazer de longe teus filhos, bem como sua prata e seu ouro, para honrar o nome do Senhor teu Deus, o Santo de Israel, que te cobriu de glória.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

31 de dezembro de 2014 at 8:05 Deixe um comentário

Papa Francisco: grande mentira fazer crer que existem vidas indignas de ser vividas

2014-12-30 Rádio Vaticana

 Cidade do Vaticano (RV) – É uma grande mentira fazer crer que certas vidas não são dignas de ser vividas: é o que escreve o Santo Padre na Mensagem para o Dia Mundial do Enfermo, a ser celebrado em 11 de fevereiro de 2015 com o tema “Sapientia cordis”. “Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo”, extraído do Livro de Jó (29, 15).

“O tempo gasto junto do doente é um tempo santo. É louvor a Deus” – afirma o Papa Francisco –, “que nos configura à imagem do seu Filho”, que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida para resgatar a multidão” (Mt 20,28).

Abordando o tema em questão na perspectiva da sabedoria do coração, Francisco fala do “valor do acompanhamento”, muitas vezes silencioso, que nos leva a dedicar tempo aos enfermos que, “graças à nossa proximidade e ao nosso afeto, se sentem mais amados e confortados”.

Ao invés – exclama o Pontífice – “que grande mentira se esconde por trás de certas expressões que insistem muito sobre a ‘qualidade da vida’ para fazer crer que as vidas gravemente afetadas pela doença não mereceriam ser vividas!”

Às vezes – observa o Papa Francisco – o nosso mundo esquece o valor especial que tem o tempo gasto à cabeceira do doente, porque, obcecados pela rapidez, pelo frenesim do fazer e do produzir, “esquece-se a dimensão da gratuidade, do prestar cuidados, do encarregar-se do outro”. No fundo, pondera o Papa, “por trás desta atitude, há muitas vezes uma fé morna”, que esqueceu a palavra do Senhor que diz: “a Mim mesmo o fizeste” (Mt 25, 40).

Por isso, Francisco recorda mais uma vez “a absoluta prioridade da ‘saída de si próprio para o irmão’, como um dos dois mandamentos principais que fundamentam toda norma moral e como o sinal mais claro para discernir sobre o caminho de crescimento espiritual em resposta à doação absolutamente gratuita de Deus” (Exort. ap. Evangelii gaudium, 179).

A caridade precisa de tempo, prossegue a Mensagem. “Tempo para cuidar dos doentes e tempo para os visitar. Tempo para estar junto deles”. Mas é preciso não tornar-se como os amigos de Jó, que “escondiam dentro de si um juízo negativo acerca dele”: pensavam que a sua infelicidade fosse o castigo de Deus por alguma culpa dele.

Pelo contrário, continua o Papa, “a verdadeira caridade é partilha que não julga, que não tem a pretensão de converter o outro; está livre daquela falsa humildade que, fundamentalmente, busca aprovação e se compraz com o bem realizado”.

A experiência do sofrimento – escreve Francisco – “só encontra a sua resposta autêntica na Cruz de Jesus, ato supremo de solidariedade de Deus para conosco, totalmente gratuito, totalmente misericordioso. E esta resposta de amor ao drama do sofrimento humano, especialmente do sofrimento inocente, permanece para sempre gravada no corpo de Cristo ressuscitado, naquelas suas chagas gloriosas que são escândalo para a fé, mas também verificação da fé” (cf. Homilia na canonização de João XXIII e João Paulo II, 27 de abril de 2014).

Então – prossegue o Santo Padre – “também as pessoas imersas no mistério do sofrimento e da dor, se acolhido na fé, podem tornar-se testemunhas vivas duma fé que permite abraçar o próprio sofrimento, ainda que o homem não seja capaz, pela própria inteligência, de o compreender até ao fundo”.

O Papa Francisco recorda, portanto, os muitos cristãos que também hoje testemunham, não com palavras, mas com a sua vida radicada numa fé genuína, ser ‘olhos para o cego’ e ‘pés para o coxo’! Pessoas que estão próximas dos doentes que precisam de uma assistência contínua, de uma ajuda para lavar-se, para vestir-se, para alimentar-se.

Esse serviço, especialmente quando se prolonga no tempo, pode tornar-se cansativo e enfadonho. É relativamente fácil servir por alguns dias, mas é difícil cuidar de uma pessoa durante meses ou até mesmo durante anos, inclusive quando esta não é mais capaz de agradecer. Todavia – afirma o Papa Francisco –, é um “grande caminho de santificação”. (RL)

31 de dezembro de 2014 at 7:37 Deixe um comentário

Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus – Foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno – São Lucas 2, 16-21 – 1º de Janeiro

  1. Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura.
  2. Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino.
  3. Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores.
  4. Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração.
  5. Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito.
  6. Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno.

“Com alegria nos reunimos para a primeira celebração do novo ano civil. Maria nos acolhe com amor materno neste dia em que a celebramos como a Mãe de Deus. Hoje, dia mundial da paz, peçamos-lhe que nos acompanhe ao longo de todo o ano e nos ajude a firmar compromisso com um mundo de irmãos, livre de toda escravidão”. (Liturgia Diária)

Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura

O Papa Emérito Bento XVI disse: “O mesmo Filho é a Palavra, o Logos; a Palavra eterna fez-se pequena – tão pequena a ponto de caber numa manjedoura. Fez-se menino, para que a Palavra possa ser compreendida por nós. Assim, Deus nos ensina a amar os pequeninos. Assim nos ensina a amar os frágeis. Deste modo, nos ensina a respeitar as crianças. O menino de Belém dirige o nosso olhar a todas as crianças que sofrem e são abusadas no mundo, os nascidos como não nascidos”.

São João Paulo II explicou: “Todos nós, aqui reunidos, como todos os nossos irmãos e irmãs espalhados pelo mundo inteiro, viemos ao encontro desta luz: Foi-nos dado um filho, Filho da luz: Deus de Deus, Luz da Luz. Sim, um filho nos é dado: “Porque Deus — Pai Eterno — amou de tal modo o mundo, que lhe deu o Seu Filho único…” (Jo 3, 16). E eis chegado o momento em que se revela ao mundo o Dom do Pai: um Filho”.

Os Pastores

O Papa Francisco disse: “Jesus é o Amor feito carne. Não se trata apenas dum mestre de sabedoria, nem dum ideal para o qual tendemos e do qual sabemos estar inexoravelmente distantes, mas é o sentido da vida e da história que pôs a sua tenda no meio de nós. Os pastores foram os primeiros a ver esta «tenda», a receber o anúncio do nascimento de Jesus. Foram os primeiros, porque estavam entre os últimos, os marginalizados”.

O Papa Emérito Bento XVI também disse: “Os pastores, somente com o coração, poderão ver que neste menino tornou-se realidade a promessa do profeta Isaías, que escutamos na primeira leitura: «Um Menino nasceu para nós, um filho nos foi concedido. Tem o poder sobre os ombros» (Is 9,5). A nós também não e nos dado um sinal distinto”.

O Papa Leão XIII explicou: “Em Maria saudamos aquela que “achou favor junto a Deus”; aquela que foi por Ele, de modo singularíssimo, “cumulada de graça”, para que tal superabundância se entornasse sobre todos os homens; aquela a quem o Senhor está unido pelo vínculo mais estreito que existir possa; aquela que, “bendita entre as mulheres”, “só ela dissolveu a maldição e trouxe a bênção” (S. Tom., op. VIII, Sobre a Saudação Angélica, n. 8), ou seja o fruto bendito do seu seio, no qual “todas as nações são benditas”; aquela, enfim, que invocamos como “Mãe de Deus”.

Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno

São João Paulo II disse: “O Filho a quem deu o nome de Jesus está quotidianamente ao seu lado; assim, no contato com ele, usa certamente este nome, o que não devia, aliás, causar estranheza a ninguém, tratando-se de um nome que era usual, desde havia muito tempo, em Israel. Maria sabe, no entanto, que aquele a quem foi posto o nome de Jesus, foi chamado pelo Anjo “Filho do Altíssimo” (Lc 1, 32).

O Catecismo (§432) ensina: “O nome de Jesus significa que o próprio nome de Deus está presente na pessoa do seu Filho feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. Ele é o único nome divino que traz a salvação e pode desde agora ser invocado por todos, pois a todos os homens Se uniu pela Encarnação, de tal modo que «não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos» (At 4, l2) (17)”.

A Santa Mãe de Deus

O Papa Leão XIII disse: “Em Maria saudamos aquela que “achou favor junto a Deus”; aquela que foi por Ele, de modo singularíssimo, “cumulada de graça”, para que tal superabundância se entornasse sobre todos os homens; aquela a quem o Senhor está unido pelo vínculo mais estreito que existir possa; aquela que, “bendita entre as mulheres”, “só ela dissolveu a maldição e trouxe a bênção”, ou seja o fruto bendito do seu seio, no qual “todas as nações são benditas”; aquela, enfim, que invocamos como “Mãe de Deus”.

O Papa Francisco explicou: “Mãe de Deus. Este é o título principal e essencial de Nossa Senhora. Trata-se duma qualidade, duma função que a fé do povo cristão, na sua terna e genuína devoção à Mãe celeste, desde sempre Lhe reconheceu”.

Beato Paulo VI disse assim: “Nada nos parece mais oportuno e importante do que elevar ao Céu as súplicas de toda a cristandade, para invocar a Mãe de Deus, a Rainha da paz, a fim de que, em tantos sofrimentos e angústias, derrame copiosamente os dons de sua materna bondade”.

São João Paulo II disse que “Maria é a Mãe de Deus ( = Theotókos), uma vez que, por obra do Espírito Santo, concebeu no seu seio virginal e deu ao mundo Jesus Cristo, o Filho de Deus consubstancial ao Pai. 9 “O Filho de Deus … ao nascer da Virgem Maria, tornou-se verdadeiramente um de nós …”,10 fez-se homem. Deste modo, pois, mediante o mistério de Cristo, resplandece plenamente no horizonte da fé da Igreja o mistério da sua Mãe. O dogma da maternidade divina de Maria, por sua vez, foi para o Concílio de Éfeso e é para a Igreja como que uma chancela no dogma da Encarnação, em que o Verbo assume realmente, sem a anular, a natureza humana na unidade da sua Pessoa”.

Conclusão

“Na verdade é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, e, na maternidade de Maria, sempre Virgem, celebrar os vossos louvores. À sombra do Espírito Santo, ela concebeu o vosso Filho único e, permanecendo virgem, deu ao mundo a luz eterna, Jesus Cristo, Senhor nosso. Por ele, os anjos cantam vossa grandeza, os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos a seus louvores, dizendo a uma só voz…” (Prefácio da Missa)

Oração

Do Papa Emérito Bento XVI: “Rezemos ao Senhor para que nos dê a graça de ver nesta noite o presépio com a simplicidade dos pastores, para receber assim a alegria com a qual eles voltam para casa (Lc 2,20). Peçamos que nos dê a humildade e a fé com a qual São José contemplou o menino que Maria tinha concebido pelo Espírito Santo. Peçamos que nos ajude a vê-Lo com aquele amor com que Maria o contemplava. Amém”.

De São João Paulo II: “Ó Menino, que quiseste ter por berço uma manjedoura; ó Criador do universo, que Te despojaste da glória divina; ó nosso Redentor, que ofereceste teu corpo inerme como sacrifício para a salvação da humanidade! O resplendor do teu nascimento ilumine a noite do mundo. O poder da tua mensagem de amor, destrua as orgulhosas insídias do maligno. O dom da tua vida nos faça compreender sempre mais quanto vale a vida de cada ser humano. Ainda escorre demasiado sangue sobre a terra! Ainda conturbam a serena convivência das nações as excessivas violências e conflitos! Vens trazer-nos a paz. És a nossa paz! Só Tu podes fazer de nós “um povo puro” que Te pertença para sempre, um povo «zeloso na prática do bem» (Tit 2,14).

Maria, que cuidas o teu Filho onipotente, dai-nos os teus olhos a fim de contemplá-lo com fé; dai-nos o teu coração para adorá-lo com amor”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

30 de dezembro de 2014 at 14:17 Deixe um comentário

Por uma cultura de paz – Arcebispo Dom Luiz Mancilha

 DSC_0008

Em coletiva realizada na manhã de hoje (23), o arcebispo metropolitano, Dom Luiz Mancilha, deixou sua mensagem de Natal aos presentes e clamou por uma cultura de paz na sociedade.

Diante dos jornalistas, Dom Luiz lembrou que a CNBB promoveu o novo ano litúrgico como o ‘Ano da Paz’ e afirmou que “a paz é uma conquista, só podemos emanar amor, pois essa é a cultura que estabelece a paz.”

O arcebispo ainda destacou que devemos ter esperança em uma sociedade melhor, menos violenta, mas cobrou que as autoridades façam a sua parte, com a promoção de políticas públicas que estabeleçam a paz, e que a população faça com que suas demandas sejam ouvidas: “para se fazer ouvir é preciso se organizar e cobrar, para que assim as mudanças possam ser alcançadas e uma nova cultura reine entre nós. Que esse seja o ano do seguimento dos passos de Jesus, no amor, na fraternidade, na acolhida e na paz”, finalizou.

30 de dezembro de 2014 at 9:56 Deixe um comentário

Tempo de Paz

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

O canto dos anjos na noite de Natal ainda ecoa em nossos ouvidos: “paz na terra aos homens por Ele amados”! Estamos no ano da Paz, proclamado pela nossa Conferência Episcopal. Isso nos questiona – e muito – sobre muitas atitudes a que somos chamados a tomar neste tempo de tantas violências e divisões. Pode parecer que estamos desanimados por ver tantas situações degradantes, em todos os aspectos, e o mundo com tantas injustiças e maldades.

Estamos na oitava do Natal! Tempo de repercutir o espírito natalino e encontrar caminhos para que o mistério da Encarnação não seja apenas uma lembrança de um fato passado, mas seja atualizado em nossa vida e em nossa sociedade hoje. Gostaria de manifestar a minha preocupação com a violência que vem nos assustando e deixando marcas em jovens e crianças. Com isso, desejo motivar o sentido do Natal, que é a paz e não a violência, até porque o Natal é a festa do príncipe da paz, que é Jesus.

“Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um salvador, que é o Cristo Senhor (Lc 2,10)”. Estas reconfortantes palavras do Anjo constituem a grande mensagem do Natal. Consoladoras e animadoras palavras que, hoje, também devem ecoar em nossos corações. Fomos agraciados com mais um Natal, festa solene do calendário litúrgico-cristão, em que celebramos o grande mistério da encarnação do Divino salvador. As profecias se realizaram! Deus cumpriu sua promessa, enviando o seu amado Filho. Quando chegou a plenitude dos tempos, fixada pelo desígnio insondável do Pai, o filho de Deus assumiu a natureza do homem para reconciliar a humanidade com o seu Criador. O profeta Isaias nos apresenta Jesus como o “Emanuel”, isto é, o “Deus-conosco”. Alguém que vem para fazer parte da nossa história e jornada da vida.

O natal de Jesus é, portanto, a plena inserção de Deus no contexto vivencial humano. A encarnação de Jesus é um profundo gesto de solidariedade com os homens. Por isso, o Natal  é ocasião para compreendermos o valor do amor solidário pelos irmãos. Ao contemplarmos o presépio, vemos o exemplo do amor gratuito e universal.

O verdadeiro amor, revelado pelo menino Deus, tem dois aspectos: gratuidade e universalidade. Gratuidade: Um filho nos foi dado de graça pelo amoroso Deus! Precisamos, também, aprender essa lição. Buscar, desejar e fazer o bem, sem querer ou esperar nada do outro. É o sentido da gratuidade da vida! Naturalmente que esta atitude contraria a lógica do mercado consumista e mercantilista do “toma lá, dá cá”! Universalidade, que significa: Jesus veio para todos os povos da Terra. Estes povos e suas culturas foram representados pelos Reis Magos. Assim, o Natal nos comunica a mística da vida fraterna e solidária com as pessoas e culturas, imitando o mistério da encarnação de Jesus.

Ele nasceu para todos e a dimensão da salvação é universal. Portanto, Natal é a grande festa da fraternidade universal. É comemorado em todo o mundo, até mesmo onde a população cristã é minoria.  No mundo inteiro esta data se reveste de certa ternura e magia, despertando nas pessoas sentimentos cristãos muitas vezes adormecidos, como: alegria, amizade, confraternização, gestos de bondade e reconciliação com o próximo.  Estes sentimentos são frutos maravilhosos do Natal, que enobrecem nossos corações e dignificam a vida. A árvore de Natal, símbolo da vida, deve ser enfeitada de bons frutos para recebermos Aquele que é a verdadeira vida: Jesus, salvador!

Não nos esqueçamos de que os bons e verdadeiros amigos são, também, presentes que recebemos de Deus. São presentes que se fazem “presença” o ano inteiro. Os verdadeiros amigos não os compramos em pacotes! Não há dinheiro que os possam pagá-los! Os brindes natalinos que trocamos são desdobramentos da incontida alegria, por causa da presença do grande amigo: a adorável pessoa de Jesus Cristo, presente na cotidianidade da nossa vida. Portanto, exultemos de alegria, pois nasceu o Salvador do mundo, verdadeira paz e alegria para todos! Abramos as portas do coração para sermos transformados e iluminados pela luz de Deus.

Mesmo celebrando o grande acontecimento do nascimento do Rei dos Reis, do Senhor dos Senhores, do Messias Salvador a quem somos chamados a escutar, seguir, anunciar, ainda assim Natal é uma grande festa. É a festa da paz, da convivência familiar, da gratuidade e de dar e receber presentes. É um momento que pode servir para fazer ou refazer a paz na família. É costume lembrar os sem família, sem teto e sem lar. É tempo de presentes para as crianças. As histórias de Natal movem à compaixão, à ternura, ao perdão, à acolhida. Que ninguém passe sozinho o Natal! Que ninguém passe fome no Natal! E tudo isso pode acontecer, e é bom que aconteça. Mas o mistério da encarnação nos faz perceber que a entrada do Verbo de Deus na humanidade nos faz sempre mais irmãos uns dos outros. Por isso, Natal não é só hoje, Natal é todo dia! Isso nos lembra que há gente com fome todo dia. Mais de oitocentos milhões no mundo. Ainda há gente sem casa ou morando em áreas de risco o ano todo, não só no Natal ou no tempo das enchentes e deslizamentos. As crianças da nossa família, e todas as outras, precisam de cuidado e carinho sempre, a cada minuto.

Estas preocupações sociais decorrentes da celebração do Natal devem traduzir-se em relacionamentos fraternos, de perdão e caridade a cada dia. E, para isso, necessitamos que cada um faça sua parte. Somos chamados a ser presença transformadora no mundo, construtores da paz! Eis o desafio de celebrarmos o Natal todo ano e abrirmos um novo ano civil daqui a alguns dias. Uma nova oportunidade nos é dada para que cumpramos bem a nossa missão fraterna. Eis o momento propício, ele se abre diante de nós! Não deixemos passar em vão e sejamos criativos para encontrar os melhores caminhos para contagiar o mundo com o belo, bom e com o bem. Salve 2015! Que nos encontre vivendo concretamente o Ano da Paz!

30 de dezembro de 2014 at 9:53 Deixe um comentário

Frases de São Gregório de Nazianzo, Bispo – 02

1-“Cristo é iluminado no batismo, recebemos com ele a luz; Cristo é batizado, desçamos com ele às águas para com ele subirmos”.

2-“João batiza e Jesus se aproxima; talvez para santificar igualmente aquele que o batiza e, sem dúvida, para sepultar nas águas o velho Adão”.

3-“Antes de nós, e por nossa causa, ele que é Espírito e carne santificou as águas do Jordão, para assim nos iniciar nos sacramentos mediante o Espírito e a água”.

4-“Nada agrada tanto a Deus quanto o arrependimento e a salvação do homem, para quem se destinam todas as suas palavras e mistérios”.

5-“Sede como luzes no mundo, isto é, como uma força vivificante para os outros homens”.

6-“Permanecendo como luzes perfeitas diante da grande luz, sereis inundados pelo esplendor dessa luz que brilha no céu e iluminados com maior pureza e fulgor pela Trindade”.

7- “Em breve participaremos de modo mais perfeito e mais puro, quando o Verbo celebrar conosco a Páscoa nova no reino de seu Pai, manifestando-nos e revelando-nos o que até agora só em parte nos mostrou”.

8- “Deus queria dar-se conta do que significa para nós a obediência e queria medir tudo com base no próprio sofrimento, esta invenção do seu amor por nós”.

9- Pelo seu sofrimento, Cristo “pode conhecer diretamente em si mesmo o que nós experimentamos quanto nos é exigido, quanta indulgência merecemos calculando com base no seu sofrimento a nossa debilidade”.

10-“Se Vós não existísseis, ó meu Cristo, eu sentir-me-ia como uma criatura finita”.

11-“Ontem eu estava crucificado com Cristo; hoje sou glorificado com Ele. Ontem eu estava morto com Ele; hoje estou vivo com Ele. Ontem, eu estava sepultado com Ele; hoje ressuscitei com Ele”.

12- Desejo “ser verdadeiramente um espelho imaculado de Deus e das coisas divinas, e tornar-se tal cada vez mais, tirando luz da luz…”.

13- Desejo “gozar, na esperança presente, o bem futuro, e conversar com os anjos; ter já deixado a terra, mesmo estando na terra, transportado para o alto com o espírito”.

14- Desejo “levar uma vida que transcende as coisas visíveis; levar na alma imagens divinas sempre puras, sem misturar formas terrenas e erróneas;”.

29 de dezembro de 2014 at 19:36 Deixe um comentário

Posts antigos


ADMINISTRADORA DO BLOG:

Jane Amábile

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 198 outros seguidores

Categorias