Archive for abril, 2020

Estados Unidos e Canadá serão consagrados à Virgem Maria

Nossa Senhora, Mãe de Deus

Nossa Senhora, Mãe de Deus

No próximo dia 1º de maio, os bispos dos Estados Unidos e do Canadá, unidos, renovarão a consagração das respectivas nações à Virgem Maria, entregando-se aos seus cuidados no início do mês mariano. A comunicação é dada pelas duas Conferências Episcopais

Cidade do Vaticano

O arcebispo de Los Angeles e presidente da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos , Dom José Gomez convidou os bispos do país a se unirem no dia 1º de maio para consagrar os Estados Unidos à Santíssima Virgem Maria em resposta à pandemia do coronavírus, evento que coincidirá com a consagração do Canadá à Mãe de Deus.

“Maria, Mãe da Igreja”

Em uma carta enviada em 22 de abril passado, Dom Gomez explicou a todos os bispos estadunidenses que a consagração mariana será feita com o título de “Maria, Mãe da Igreja” e convidou todos a se unirem em oração no dia 1º de maio.

“Todos os anos a Igreja busca a intercessão especial da Mãe de Deus durante o mês de maio. Este ano, buscamos com maior fervor a assistência de Nossa Senhora enquanto enfrentamos juntos os efeitos da pandemia global causada pelo coronavírus”, afirmou em sua carta.

Juntos: Canadá e Estados Unidos

Este pedido une-se ao realizado pelos bispos do Canadá, que consagrarão, contemporaneamente, o país à Virgem Maria. Faremos “no mesmo dia que nossos irmãos bispos do Canadá e com o mesmo título”, acrescentou o arcebispo. O título de “Maria, Mãe da Igreja” foi autorgado a Santíssima Virgem pelo Papa São Paulo VI no Concílio Vaticano, e foi acrescentado na memória do calendário litúrgico da Igreja em 2018. Celebrando este acontecimento em 2018, Dom Gomez disse que “quando Jesus ressuscitou dos mortos e subiu ao Céu, Maria se converteu no coração materno da Igreja”.

Intercessão durante a pandemia

O prelado também indicou que a consagração de 1º de maio será oportuna para pedir a intercessão de Maria durante a pandemia. Esta consagração “dará à Igreja a oportunidade de rezar pela proteção de Nossa Senhora aos vulneráveis, à cura dos enfermos e à sabedoria dos que trabalham para encontrar a cura deste terrível vírus”, disse Dom Gomez. “No tempo de Páscoa continuamos a jornada com nosso Senhor ressuscitado para que entre as graças deste tempo possamos ter cuidado e fortaleza, especialmente para todos os que estão sofrendo pelo efeito da pandemia”, concluiu.

30 de abril de 2020 at 5:45 Deixe um comentário

O Papa reza pelas famílias em crise e pela conversão dos agiotas que as fazem passar fome

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O Papa reza pelas famílias em crise e pela conversão dos agiotas que as fazem passar fome
Na Missa esta quinta-feira (23/04) na Casa Santa Marta, no Vaticano, Francisco voltou seu pensamento às muitas famílias em crise por causa do novo coronavírus, colocadas em dificuldade maior ainda por aqueles que se aproveitam desta situação de necessidade. Na homilia, o Papa recordou que Jesus intercede por nós diante do Pai mostrando suas chagas, preço da nossa salvação: devemos ter mais confiança na oração de Jesus do que em nossas orações
VATICAN NEWS

Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã desta quinta-feira (23/04) da II Semana do Tempo Pascal. Na introdução, dirigiu seu pensamento às famílias em dificuldade neste tempo de pandemia:

Em muitos lugares se sente um dos efeitos desta pandemia: muitas famílias em situação de necessidade, passam fome, e, infelizmente, são ajudadas pelos agiotas. Esta é outra pandemia. A pandemia social: famílias de diaristas ou, infelizmente, de pessoas que têm um trabalho irregular que não podem trabalhar e não têm o que comer… com filhos. E depois os agiotas tomam deles o pouco que têm. Rezemos. Rezemos por estas famílias, pelas muitas crianças destas famílias, pela dignidade destas famílias e rezemos também pelos agiotas: que o Senhor toque o coração deles e se convertam.

Na homilia, o Papa comentou a passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 5,27-33) em que Pedro, diante das repreensões e das ameaças do sumo sacerdote que quer proibi-los de ensinar ao povo, responde que é preciso obedecer a Deus, antes que aos homens e anuncia abertamente diante de todos a ressurreição de Jesus, o Salvador, que os chefes religiosos mataram. A coragem de Pedro, que era um fraco – afirmou Francisco –, vem da oração de Jesus por ele, para que sua fé não vacilasse. Jesus ora por Pedro. E Jesus ora também por nós diante do Pai mostrando suas chagas, preço da nossa salvação. Jesus é o intercessor: devemos ter mais confiança na oração de Jesus – concluiu o Papa – do que em nossas orações. A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

A primeira leitura continua a história que tinha se iniciado com a cura do coxo diante da Porta Bela do Templo. Os apóstolos foram levados ao Sinédrio, depois foram encarcerados, depois um anjo os libertou. E esta manhã, propriamente naquela manhã, deviam sair do cárcere para ser julgados, mas tinham sido libertados pelo anjo e pregavam no Templo. “Naqueles dias, eles levaram os apóstolos e os apresentaram ao Sinédrio. O sumo sacerdote começou a interrogá-los, dizendo: ‘Nós tínhamos proibido expressamente que vós ensinásseis neste nome – isto é, no nome de Jesus. Apesar disso, enchestes a cidade de Jerusalém com a vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar responsáveis pela morte desse homem!’”, porque os apóstolos, Pedro sobretudo, repreendia; Pedro e João repreendiam os dirigentes, os sacerdotes, por terem matado Jesus.

E então Pedro respondeu junto com os apóstolos com esta história: “É preciso obedecer a Deus, nós somos obedientes a Deus e vós sois os culpados disto”. E acusa, mas com uma coragem, com uma franqueza, que a pessoa se pergunta: “Mas este é o Pedro que renegou Jesus? Aquele Pedro que tinha tanto medo, aquele Pedro que era até mesmo um covarde? Como é possível que tenha chegado a este ponto?” E acaba inclusive dizendo: “E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem”. Qual foi o caminho deste Pedro para chegar a este ponto, a esta coragem, a esta franqueza, a expor-se? Porque ele podia chegar a um acordo e dizer aos sacerdotes: “Estejais tranquilos, nós iremos, falaremos um pouco a baixa voz, não mais vos acusaremos em público, mas deveis deixar-nos em paz…, e chegar a um acordo.

Na história, a Igreja teve que fazer isso muitas vezes para salvar o povo de Deus. E muitas vezes, também o fez para salvar a si mesma – mas não a Santa Igreja! – até os dirigentes. Os acordos podem ser bons e podem ser ruins. Mas eles poderiam abandonar o acordo? Não. Pedro disse: “Nada de acordo. Vós sois os culpados”, e com esta coragem.

E como Pedro chegou a este ponto? Porque era um homem entusiasta, um homem que amava com intensidade, também um homem temeroso, um homem que era aberto a Deus a ponto que Deus lhe revela que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, mas pouco depois – logo depois – se deixa cair na tentação de dizer a Jesus: “Não, Senhor, por este caminho não: vamos por outro”. A redenção sem a Cruz. E Jesus lhe diz: “Satanás”. Um Pedro que passava da tentação à graça, um Pedro que é capaz de ajoelhar-se diante de Jesus (e dizer): “Afasta-te de mim que sou pecador”, e depois um Pedro que busca safar-se sem mostrar-se e, para não acabar preso, renega Jesus. É um Pedro instável, mas porque era muito generoso e também muito fraco. Qual é o segredo, qual foi a força que Pedro teve para chegar aqui? Há um versículo que nos ajudará a entender isso. Antes da Paixão, Jesus disse aos apóstolos: “Satanás vos procurou para ceifar-vos como o trigo”. É o momento da tentação: “Sereis assim, como o trigo”. E diz a Pedro: “E eu orarei por ti, para que a tua fé não vacile”. Este é o segredo de Pedro: a oração de Jesus. Jesus ora por Pedro, para que a sua fé não vacile e possa – diz Jesus – confirmar os irmãos na fé. Jesus ora por Pedro.

E isso que Jesus fez com Pedro, faz com todos nós. Jesus ora por nós; ora diante do Pai. Nós somos habituados a pedir a Jesus que nos dê essa graça, aquela graça, nos ajude, mas não somos habituados a contemplar Jesus que mostra as chagas ao Pai, a Jesus, o intercessor, a Jesus que ora por nós. E Pedro foi capaz de fazer todo esse caminho de covarde a corajoso com o dom do Espírito Santo graças à oração de Jesus.

Pensemos um pouco nisso.

Uma passagem da homilia do Papa Francisco
Dirijamo-nos a Jesus, agradecendo por Ele orar por nós. Jesus ora por cada um de nós. Jesus é o intercessor. Jesus quis levar consigo as chagas para mostrá-las ao Pai. É o preço da nossa salvação. Devemos ter mais confiança; mais do que em nossas orações, na oração de Jesus. “Senhor, orai por mim” – “Mas eu sou Deus, eu posso conceder-vos…” – “Sim, mas orai por mim, porque Vós sois o intercessor”. E este é o segredo de Pedro: “Pedro, eu orarei por ti para que tua fé não vacile”.

Que o Senhor nos ensine a pedir-Lhe a graça de orar por cada um de nós.

O Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual. A seguir, a oração recitada pelo Papa:

Aos vossos pés, ó meu Jesus, me prostro e vos ofereço o arrependimento do meu coração contrito que mergulha no seu nada na Vossa santa presença. Eu vos adoro no Sacramento do vosso amor (a Eucaristia). Desejo receber-vos na pobre morada que meu coração vos oferece; à espera da felicidade da comunhão sacramental, quero possuir-vos em Espírito. Vinde a mim, ó meu Jesus, que eu venha a vós. Que o vosso amor possa inflamar todo o meu ser, para a vida e para a morte. Creio em vós, espero em vós. Amo-vos. Assim seja.

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo foi entoada a antífona mariana “Regina caeli”, cantada no tempo pascal:

Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!

Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia!

Ressuscitou como disse. Aleluia!

Rogai por nós a Deus. Aleluia!

D./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!

C./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!

30 de abril de 2020 at 5:42 Deixe um comentário

«As minhas ovelhas escutam a minha voz: Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me.»

“Ó Jesus, ó Bom Pastor, pastor que és verdadeiramente bom, pastor cheio de clemência e de ternura, a Ti clama um miserável e pobre pastor – sim, bem fraco, bem incapaz, bem inútil e, contudo, realmente pastor das tuas ovelhas. A Ti, ó Bom Pastor, clama este pobre pastor que está longe de ser bom; a Ti clama, preocupado consigo próprio, preocupado com as tuas ovelhas. Senhor, Tu conheces o meu coração: sabes que ele só tem um desejo, o de entregar tudo o que lhe deste às tuas ovelhas, gastá-lo totalmente para seu bem. Mais, quereria entregar-me a mim próprio por elas. Que assim seja, ó meu Senhor, que assim seja! […] Ensina-me apenas, peço-To, pelo teu Espírito Santo, ensina o teu servo como deve gastar-se por elas. Concede-me, Senhor, pela tua graça inefável, suportar com paciência as suas enfermidades, compadecer-me com ternura, procurar para elas remédios eficazes. Que eu aprenda, sob a inspiração do teu Espírito, a consolar os aflitos, a devolver a coragem àqueles que a perderam, a erguer os que caem, a sentir-me fraco com os fracos […], a fazer-me tudo para todos para salvar a todos. Põe sempre nos meus lábios a palavra verdadeira, a palavra reta, a palavra justa, a fim de que todos cresçam na fé, na esperança e no amor, em castidade e em humildade, em paciência e em obediência, em fervor de espírito e em pureza de coração. Uma vez que lhes deste este guia cego, este mestre ignorante, este chefe incapaz, concede, Senhor, a este mestre ciência, luz e competência”.

Oração de Santo Aelredo de Rievaulx

Fonte: Evangelho Quotidiano

 

 

29 de abril de 2020 at 5:47 Deixe um comentário

Papa: Deus não nos criou para o túmulo, mas para a vida

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“Somos chamados a remover as pedras de tudo aquilo que fala de morte: a hipocrisia com que a fé é vivida, é morte; a crítica destrutiva contra os outros, é morte; a ofensa, a calúnia, é morte; a marginalização do pobre, é morte.”

Vatican News

Em sua alocução antes de rezar o Angelus neste V Domingo da Quaresma, o Papa Francisco, o Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho do dia, que narra a ressurreição de Lázaro:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho deste quinto domingo de Quaresma é o da ressurreição de Lázaro. Lázaro era irmão de Marta e Maria; eram muito amigos de Jesus. Quando Ele chegou em Betânia, Lázaro já tinha morrido há quatro dias; Marta correu ao encontro do Mestre e lhe disse: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido!” Jesus respondeu “Teu irmão ressuscitará”, e acrescentou: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. Jesus se mostra como o Senhor da vida, Aquele que é capaz de restituir a vida também aos mortos.

Depois chegaram Maria e outras pessoas, todos em lágrimas, e então Jesus – diz o Evangelho – “estremeceu interiormente e […] chorou”. Comovido, vai ao túmulo, agradece ao Pai que sempre o escuta, manda abrir o sepulcro e exclama com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” E Lázaro sai com “as mãos e os pés atados com lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano”.

Aqui tocamos com a mão que Deus é vida e doa vida, mas assume o drama da morte. Jesus poderia ter evitado a morte do amigo Lázaro, mas quis assumir para si a nossa dor pela morte das pessoas queridas, e sobretudo quis mostrar o domínio de Deus sobre a morte.

Nesta passagem do Evangelho vemos que a fé do homem e a onipotência de Deus, do amor de Deus, buscam-se e por fim se encontram. É como um duplo caminho: a fé do homem e a onipotência do amor de Deus que se procuram e no final se encontram. Vemos isso no grito de Marta e Maria e de todos nós com eles: “Se tivesses estado aqui!…”.

E a resposta de Deus não é um discurso, não, a resposta de Deus ao problema da morte é Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida… Tenham fé! Em meio ao choro continuem a ter fé, ainda que pareça que a morte tenha vencido. Removam a pedra de seus corações! Deixai que a Palavra de Deus leve de novo a vida onde há morte”.

Também hoje Jesus nos repete: “Removam pedra”. Deus não nos criou para o túmulo, nos criou para a vida, bela, boa, alegre. Mas “foi por inveja do diabo que a morte entrou no mundo” (Sb 2, 24), diz o Livro da Sabedoria, e Jesus Cristo veio nos libertar de seus laços.

Portanto somos chamados a remover as pedras de tudo aquilo que fala de morte:  por exemplo, a hipocrisia com que a fé é vivida, é morte; a crítica destrutiva contra os outros, é morte; a ofensa, a calúnia, é morte; a marginalização do pobre, é morte. O Senhor nos pede para remover estas pedras do coração, e a vida então voltará a florescer ao nosso redor. Cristo vive, e quem o acolhe e se une a Ele entra em contato com a vida. Sem Cristo, ou fora de Cristo, a vida não só não está presente, mas se recai na morte.

A ressurreição de Lázaro também é sinal da regeneração que se realiza no crente mediante o Batismo, com a plena inserção no Mistério Pascal de Cristo. Pela ação e a força do Espírito Santo, o cristão é uma pessoa que caminha na vida como uma nova criatura: uma criatura para a vida, e que vai em direção à vida.

Que a Virgem Maria nos ajude a sermos compassivos como o seu Filho Jesus, que fez sua a nossa dor.

Que cada um de nós seja próximo daqueles que estão sofrendo, tornando-se para eles um reflexo do amor e da ternura de Deus, que liberta da morte e faz vencer a vida.

29 de abril de 2020 at 5:42 Deixe um comentário

Frases sobre Jesus o Bom Pastor

Na escola do Bom Pastor

 

1-Padre Roger Araújo: “Jesus não é só um pastor, Ele é o Bom Pastor! O adjetivo que qualifica o nosso Mestre é o fato d’Ele ser bom naquilo que é e faz”.

2-São João Damasceno: “Assim, ó Cristo, meu Deus, abaixaste-Te para me carregares aos teus ombros, a mim, a ovelha perdida (Lc 15,5), e levaste-me a pastar em verdes prados…”São João Damasceno

3-Papa Francisco: “O que dava autoridade a Jesus como pastor era a sua humildade, a proximidade com as pessoas, a compaixão, que se expressava na brandura e na ternura”.

4-São João Damasceno: Ó Cristo, “refrescaste-me nas fontes da verdadeira doutrina (Sl 22,2) por intermédio dos teus pastores, de quem Tu próprio foste pastor antes de lhes confiares o teu rebanho”.

5-São João Paulo II: “É de modo especial na Eucaristia que se torna sacramentalmente presente a obra do Bom Pastor, o qual, depois de ter anunciado a «boa nova» do Reino, ofereceu em sacrifício a própria vida pelas ovelhas”.

6-Padre Fábio Siqueira: “Cristo é o Bom Pastor, o Pastor ferido que dá a sua vida pelo rebanho”.

7-Papa Emérito Bento XVI: “A atitude do rebanho com relação ao Bom Pastor, Cristo, é apresentada pelo evangelista com dois verbos específicos: escutar e seguir”.

8-Padre Roger Araújo: “O Bom Pastor nos espera, Ele corre atrás de nós. Ele quer nos buscar, quer nos arrancar das mãos do maligno, daquele que nos rouba de Deus, daquele que apresenta atrativos ilusórios, enganosos, que nos arrancam, que nos puxam”.

9-Papa Francisco: “O pastor, portanto, “deve ter o poder e a autoridade que tinha Jesus, aquela da humildade, da mansidão, da proximidade, da capacidade de compaixão e de ternura”.

10-Padre Fábio Siqueira: “Ele (Jesus) é a porta que dá acesso ás ovelhas. Nele as ovelhas estão protegidas e ninguém pode ter acesso às ovelhas se não passar por Ele”.

11- Papa Emérito Bento XVI: “O Evangelho de São João, no capítulo 10, nos descreve entre as peculiaridades do relacionamento entre Cristo Pastor e seu rebanho, um relacionamento totalmente próximo que nenhum poderá tirar as ovelhas de suas mãos”.

12- Padre Roger Araújo: “Deixemos que Jesus, o Bom Pastor que cuida de cada uma de Suas ovelhas, cuide de nós com todo amor, ternura e delicadeza do Seu coração!”

28 de abril de 2020 at 12:13 Deixe um comentário

Intensificar a reza do Terço em maio: Papa propõe duas orações

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O Papa Francisco reforça a tradição de rezar o Terço em família no mês de maio, revelando um “segredo”: sozinho ou em companhia, o importante é rezar com simplicidade.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

Duas orações a serem rezadas no final do Terço em maio: esta é a proposta do Papa Francisco a todos os fiéis com a chegada do mês mariano.

É tradição, escreve o Pontífice, rezar o Terço em casa, em família, no mês de maio. “Uma dimensão que as restrições da pandemia nos obrigaram’ a valorizar, inclusive do ponto de vista espiritual.”

A simplicidade

Por isso, Francisco propõe a todos redescobrir no mês de maio a beleza de rezar o Terço em casa: juntos ou sozinhos, o importante é levar em consideração “um segredo”: a simplicidade.

O Papa recorda que é fácil encontrar, inclusive na internet, bons esquemas de oração a seguir, mas oferece dois textos que ele mesmo rezará ao final do Terço, espiritualmente unido a nós.

“Queridos irmãos e irmãs, contemplar juntos a face de Cristo com o coração de Maria, nossa Mãe, nos tornará ainda mais unidos como família espiritual e nos ajudará a superar esta provação. Eu rezarei por vocês, especialmente pelos mais sofredores, e vocês, por favor, rezem por mim. Eu lhes agradeço e os abençoo de coração.”

Eis as orações propostas pelo Santo Padre:

ORAÇÃO A MARIA (I)

Ó Maria,
Vós sempre resplandeceis sobre o nosso caminho
como um sinal de salvação e de esperança.
Confiamo-nos a Vós, Saúde dos Enfermos,
que permanecestes, junto da cruz, associada ao sofrimento de Jesus,
mantendo firme a vossa fé.
Vós, Salvação do Povo Romano,
sabeis do que precisamos
e temos a certeza de que no-lo providenciareis
para que, como em Caná da Galileia,
possa voltar a alegria e a festa
depois desta provação.
Ajudai-nos, Mãe do Divino Amor,
a conformar-nos com a vontade do Pai
e a fazer aquilo que nos disser Jesus,
que assumiu sobre Si as nossas enfermidades
e carregou as nossas dores
para nos levar, através da cruz,
à alegria da ressurreição. Amen.
À vossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus;
não desprezeis as nossas súplicas na hora da prova
mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.

ORAÇÃO A MARIA (II)

«À vossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus».

Na dramática situação atual, carregada de sofrimentos e angústias que oprimem o mundo inteiro, recorremos a Vós, Mãe de Deus e nossa Mãe, refugiando-nos sob a vossa proteção.

Ó Virgem Maria, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos nesta pandemia do coronavírus e confortai a quantos se sentem perdidos e choram pelos seus familiares mortos e, por vezes, sepultados duma maneira que fere a alma. Sustentai aqueles que estão angustiados por pessoas enfermas de quem não se podem aproximar, para impedir o contágio. Infundi confiança em quem vive ansioso com o futuro incerto e as consequências sobre a economia e o trabalho.

Mãe de Deus e nossa Mãe, alcançai-nos de Deus, Pai de misericórdia, que esta dura prova termine e volte um horizonte de esperança e paz. Como em Caná, intervinde junto do vosso Divino Filho, pedindo-Lhe que conforte as famílias dos doentes e das vítimas e abra o seu coração à confiança.

Protegei os médicos, os enfermeiros, os agentes de saúde, os voluntários que, neste período de emergência, estão na vanguarda arriscando a própria vida para salvar outras vidas. Acompanhai a sua fadiga heroica e dai-lhes força, bondade e saúde.

Permanecei junto daqueles que assistem noite e dia os doentes, e dos sacerdotes que procuram ajudar e apoiar a todos, com solicitude pastoral e dedicação evangélica.

Virgem Santa, iluminai as mentes dos homens e mulheres de ciência, a fim de encontrarem as soluções justas para vencer este vírus.

Assisti os Responsáveis das nações, para que atuem com sabedoria, solicitude e generosidade, socorrendo aqueles que não têm o necessário para viver, programando soluções sociais e económicas com clarividência e espírito de solidariedade.

Maria Santíssima tocai as consciências para que as somas enormes usadas para aumentar e aperfeiçoar os armamentos sejam, antes, destinadas a promover estudos adequados para prevenir catástrofes do género no futuro.

Mãe amadíssima, fazei crescer no mundo o sentido de pertença a uma única grande família, na certeza do vínculo que une a todos, para acudirmos, com espírito fraterno e solidário, a tanta pobreza e inúmeras situações de miséria. Encorajai a firmeza na fé, a perseverança no serviço, a constância na oração.

Ó Maria, Consoladora dos aflitos, abraçai todos os vossos filhos atribulados e alcançai-nos a graça que Deus intervenha com a sua mão omnipotente para nos libertar desta terrível epidemia, de modo que a vida possa retomar com serenidade o seu curso normal.

Confiamo-nos a Vós, que resplandeceis sobre o nosso caminho como sinal de salvação e de esperança, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. Amen.

28 de abril de 2020 at 5:38 Deixe um comentário

Quarto Domingo da Páscoa – São João 10, 1-10 – Dia 03 de maio de 2020

Refexão litúrgica para o IV Domingo da Páscoa - Vatican News

“1.“Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no apris­co das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. 2.Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3.A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz à pastagem. 4.Depois de conduzir todas as suas ovelhas para fora, vai adiante delas; e as ovelhas seguem-no, pois lhe conhe­cem a voz. 5.Mas não seguem o estranho; antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.” 6.Jesus disse-lhes essa parábola, mas não entendiam do que ele queria falar. 7.Jesus tornou a dizer-lhes: “Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas. 8.Todos quantos vieram [antes de mim] foram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os ouviram.* 9.Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo; tanto entrará como sairá e encontrará pastagem.* 10.O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância.”
Fonte – Bíblia Católica Online

“Estamos reunidos em torno de Jesus-pastor e guarda que nos conduz no caminho da felicidade e da vida plena. Ele nos conhece, manifesta sua ternura e carinho para conosco e anda à nossa frente. Rezemos, nesta liturgia, pelas vocações religiosas e presbiterais e por todas as que se põem a serviço do Reino de Deus”. (Liturgia Diária)

“Cristo apascenta o Povo de Deus com a força do amor, oferecendo-se a Si mesmo em sacrifício. Cumpre a sua missão de Pastor ao fazer-Se Cordeiro imolado. Sacerdotes et hostia. Ninguém, porém, O obriga: é Ele mesmo que oferece a própria vida, em absoluta liberdade, para a retomar de novo (cf. Jo 10, 17) e vencer assim, ´por nós´, lá onde estávamos condenados à derrota. ´Agnus redemit oves´”. (São João Paulo II)

O Padre Fábio Siqueira explicou: “Cristo chama as ovelhas cada uma por seu nome e as conduz para fora. Quando elas estão reunidas Ele caminha à frente delas e elas o seguem. E para onde as ovelhas o seguem? Não somente para pastagens seguras aqui, mas as ovelhas o seguem para o seu Reino. Afinal de contas, Ele foi a fim de preparar-nos um lugar para que estejamos um dia junto d’Ele (cf. Jo 14)”.

O Padre Roger Araújo disse assim: “Quando estamos em Jesus, o ladrão deste mundo não tem o poder de nos roubar, matar e nem de nos destruir, porque o Bom Pastor cuida e não se descuida de nós. Às vezes, os pastores estão distraídos e deixam-se iludir com outras ocupações e preocupações, mas o nosso Bom Pastor, não. Ele vigia, cuida de nós a todo tempo, até quando fugimos d’Ele”.

“Na Sua pregação, Jesus liga-se a esta imagem (a de pastor), mas introduz um elemento inteiramente novo: pastor é aquele que dá a vida pelas suas ovelhas (cf. Jo 10, 11-18). Ele atribui esta característica ao bom pastor, distinguindo-o de quem, ao contrário, é mercenário e portanto não cuida do próprio rebanho. Antes, apresenta-Se a Si mesmo como o protótipo do bom pastor, capaz de dar a vida pelo seu rebanho. O Pai enviou-O ao mundo para que fosse o pastor não só de Israel, mas da humanidade inteira”. (São João Paulo II)

Conclusão:

“Jesus é o Bom Pastor, porque se preocupa com todos e não apenas com um pequeno grupo. Jesus não é exclusividade de um único povo. Sua proposta de vida é para todas as pessoas e para todos os povos. Infelizmente existem também maus pastores. São os mercenários que se preocupam consigo mesmos; não têm interesse pela vida do povo. O mercenário instrumentaliza as pessoas para seu próprio fim, porque só vê e valoriza as pessoas enquanto lhe são úteis”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Oração: (da Igreja)

“Onde apascentas, ó bom pastor, que carregas nos ombros todo o rebanho? Mostra-me o lugar da quietude, leva-me à erva boa e nutritiva, chama-me pelo nome e, assim, eu que sou ovelha, ouvirei tua voz; e por causa de tua voz, dá-me a vida eterna. Mostra-me a mim o amado de minha alma (Ct 1,6 Vulg.)”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

27 de abril de 2020 at 5:39 Deixe um comentário

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