Posts tagged ‘matrimônio’

Papa: cuidar da unidade e fidelidade, bens preciosos do matrimônio

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O Papa Francisco, em audiência nesta terça-feira (29/01), no Vaticano, com os colaboradores do Tribunal Apostólico da Rota Romana, interpretou o matrimônio através de “dois bens irrenunciáveis e constitutivos” do Sacramento: a unidade e a fidelidade. O Pontífice também orientou sobre “o cuidado pastoral constante e permanente da Igreja para o bem do matrimônio e da família”.

Andressa Collet – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco inaugurou nesta terça-feira (29/01) o Ano Judiciário recebendo em audiência, na Sala Clementina, no Vaticano, oficiais, advogados e colaboradores do Tribunal Apostólico da Rota Romana. No discurso aos presentes, o Pontífice interpretou o Sacramento do matrimônio em meio ao momento vivido pela atual sociedade “sempre mais secularizada” e que não “favorece o crescimento da fé”.

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30 de janeiro de 2019 at 5:44 Deixe um comentário

Papa: é revolucionário amar o cônjuge assim como Cristo amou a Igreja

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Na Audiência desta quarta-feira, Francisco completou sua reflexão sobre o sexto mandamento , “não cometer adultério”. “Amar é sair de si, é descentralizar”, afirmou.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

Quarta-feira é dia de Audiência Geral no Vaticano. Cerca de 20 mil fiéis participaram na Praça São Pedro do encontro semanal com o Pontífice.

Nesta quarta-feira (31/10), o Papa Francisco completou a catequese sobre o sexto mandamento, “não cometer adultério”, evidenciando que o amor fiel de Cristo é a luz para viver a beleza da afetividade humana. O amor se manifesta na fidelidade, no acolhimento e na misericórdia.

Revolução

Este mandamento, recordou o Papa, refere-se explicitamente à fidelidade matrimonial. Francisco definiu como “revolucionário” o trecho da Carta de São Paulo aos Efésios lido no início da Audiência, em que o Apóstolo afirma que o marido deve amar a esposa assim como Cristo amou a Igreja. Levando em consideração a antropologia da época, disse o Papa, “é uma revolução. Talvez, naquele tempo, é a coisa mais revolucionária dita sobre o matrimônio”.

Por isso, é importante refletir profundamente sobre o significado de esponsal, estando ciente, porém, de que o mandamento da fidelidade é destinado a todos os batizados, não só aos casados.

Amar é descentralizar

De fato, o caminho do amadurecimento humano é o próprio percurso do amor, que vai desde o receber cuidados até a capacidade de oferecer cuidados; de receber a vida à capacidade de dar a vida. Tornar-se adultos significa viver a atitude esponsal, ou seja, capaz de doar-se sem medida aos outros.

O infiel, portanto, é uma pessoa imatura, que interpreta as situações com base no próprio bem-estar. “Para se casar, não basta celebrar o matrimônio!”, recordou o Papa. É preciso fazer um caminho do eu ao nós. De pensar sozinho, a pensar a dois. A viver sozinho, a viver a dois. Descentralizar é uma atitude esponsal.

A Igreja não necessita de aspirantes ao papel de sacerdotes, “é melhor que fiquem em casa”, mas homens cujo coração é tocado pelo Espírito Santo com um amor sem reservas para a Esposa de Cristo. No sacerdócio, se ama o povo de Deus com toda a paternidade, ternura e a força de um esposo e de um pai. O mesmo vale para quem é chamado a viver a virgindade consagrada.

O corpo não é um instrumento de prazer

“O corpo humano não é um instrumento de prazer, mas o local da nossa chamada ao amor, e no amor autêntico não há espaço para a luxúria e para a sua superficialidade. Os homens e as mulheres merecem mais!”

O Papa concluiu recordando que o sexto mandamento, mesmo em sua forma negativa – não cometer adultério – nos oriente à nossa chamada originária, isto é, ao amor esponsal pleno e fiel, que Jesus Cristo nos revelou e doou.

Dia de Finados

Ao final da Audiência, o Papa recordou a celebração do Dia de Finados. “Que o testemunho de fé dos que nos precederam reforce em nós a certeza de que Deus acompanha cada um no caminho da vida, jamais abandona alguém a si mesmo, e quer que todos sejamos santos, assim como Ele é santo.”

11 de novembro de 2018 at 5:33 Deixe um comentário

Aos jovens Papa fala sobre o ideal do amor e matrimônio

Papa no encontro de oração com os jovens no Circo MáximoPapa no encontro de oração com os jovens no Circo Máximo  (ANSA)

Homem e mulher que se completam reciprocamente no matrimônio. “Um ideal assim, quando se sente verdadeiro e está maduro, não deve ser adiado para mais adiante por outros interesses”, disse o Papa aos jovens italianos. “É preciso arriscar no amor, no amor verdadeiro, não no entusiasmo amoroso maquiado de amor”.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

“Pensem bem no amor, mas no amor que arrisca, o amor fiel, o amor que faz crescer o outro e reciprocamente crescem. Pensem no amor fecundo”.

O amor, especialmente na juventude, um tema muitas vezes delicado de ser tratado e compreendido. Mas não para Francisco, que gosta de falar e que lhe falem com sinceridade.

“É corajosa Martina, hein! Abala nossa estabilidade, e também fala com fogo! Eu teria vontade de perguntar a você, se talvez é a sobrinha de São João Crisóstomo pela forma como fala, assim forte, com tanta força”.

 

Martina, 24 anos, foi a terceira jovem a dirigir uma pergunta ao Santo Padre, falando da necessidade de pontos de referência, apaixonados e solidários, sobre o desafio da fidelidade por toda a vida nos tempos atuais, sobre o amor: “Por que o desejo de tecer relações autênticas, o sonho de formar uma família, são considerados menos importantes do que outros e devem ser subordinados a seguir uma realização profissional?”, questiona.

O Papa começou explicando que “a ideia de escolha que hoje respiramos, é uma ideia de liberdade sem vínculos, sem compromisso e sem qualquer via de fuga”:

Um “escolho, porém”. Você colocou o dedo na chaga: escolher por toda a vida, a escolha do amor. Também ali podemos dizer: “Escolho, porém não agora, mas quando acabar os estudos”, por exemplo. “Escolho, porém”…aquele “porém” nos para, não nos deixa ir, não nos deixa sonhar, nos tira a liberdade. Há sempre um porém que às vezes se torna maior que a escolha e a sufoca”.

A coragem de falar de amor

A liberdade é um dom que nos é dado – disse Francisco – e não admite meias medidas: deve-se fazê-la crescer, desenvolver. “E você falava sobre a liberdade maior, que é a liberdade do amor: «Mas por que eu devo acabar a carreira universitária antes de pensar no amor?»”:

“O amor vem quando quer, o verdadeiro amor. É um pouco perigoso falar aos jovens de amor? Não, não é perigoso. Porque os jovens sabem bem quando existe o verdadeiro amor e quando existe o simples entusiasmo maquiado de amor: distingam bem isto, não sejam bobos! E por isto temos a coragem de falar de amor.”

“O amor é a vida e se o amor vem hoje, porque devo esperar três, quatro, cinco anos para fazê-lo crescer e para torná-lo estável?”, questiona o Papa.

Neste ponto  “peço aos pais para ajudarem os jovens a amadurecer quando existe o amor, que o amor amadureça, não deslocá-lo mais para frente dizendo: “Não, porque se você casa agora, depois vem os filhos e não poderás concluir a carreira, e tanto esforço que nós fizemos por você…todos ouvimos esta história.”

Assim – é o seu conselho – devemos sempre colocar o amor em primeiro lugar, “mas o amor verdadeiro”, aprendendo a discernir “quando existe o amor verdadeiro e quando existe somente entusiasmo.

 

Vida dupla, maior inimigo do amor verdadeiro

A dificuldade que Martina revela em dizer que está namorando, ou seja, “em mostrar a carteira de identidade nova” em sua vida, é devida a um “mundo de condicionamentos”, que desencoraja a pessoa a casar, mas sim levar a vida em frente, estudando, fazendo de conta que não ama, e assim começa a viver a “vida dupla”:

O maior inimigo do amor é a vida dupla, entenderam? Ou devo ser mais claro? O maior inimigo do amor não é somente não deixá-lo crescer agora, esperar acabar a carreira, mas é ter a vida dupla, pois se começas a amar a vida dupla, o amor se perde, o amor vai embora”.

 

Amor não tolera meias medidas

E digo isto – continua o Papa – porque no verdadeiro amor, o homem tem uma missão e a mulher tem outra missão, “a totalidade”:

O amor não tolera meias medidas: ou tudo ou nada. E para fazer crescer o amor, é preciso evitar os artifícios. O amor deve ser sincero, aberto, corajoso. No amor você deve colocar toda a carne no fogo: assim dizemos na Argentina”.

 

Uma só carne, o ideal do amor e do matrimônio

Francisco recorda a passagem da Criação do mundo onde diz que Deus criou o homem a sua imagem e semelhança: “Os criou homem e mulher, os dois à sua imagem e semelhança. Este é o amor”:

 

Quando você vê um matrimônio, um casal de um homem e uma mulher que vão em frente na vida de amor, ali há a imagem e a semelhança de Deus (…). Não diz que o  homem é imagem e semelhança de Deus. Não, os dois, juntos, são imagem e semelhança de Deus. E depois continua no Novo Testamento: “Por isto o homem deixará seu pai e sua mãe, para formar uma só carne com sua mulher”. Este é o amor”.

E qual é a missão do homem no amor? “Tornar mais mulher a esposa, ou a namorada”.

E qual é a missão da mulher no amor?:

Tornar mais homem o marido ou o namorado. É um trabalho a dois, que crescem juntos; mas o homem não pode crescer sozinho no matrimônio, se não o faz crescer sua esposa e a mulher não pode crescer no matrimônio e não a faz crescer seu marido. E esta é a unidade, e isto quer dizer “uma só carne”, tornam-se “um”, porque um faz o outro crescer. Este é o ideal do amor e do matrimônio”.

Um ideal assim, quando se sente verdadeiro e está maduro, não deve ser adiado para mais adiante por outros interesses, diz o Papa. “É preciso arriscar no amor, no amor verdadeiro, não no entusiasmo amoroso maquiado de amor”.

O amor é vender tudo “para comprar esta pérola preciosa de altíssimo valor”, reitera Francisco, advertindo que “se não há fidelidade não há amor, ou é um amor doente, ou pequeno, que não cresce”.

“Pensem bem no amor, mas no amor que arrisca, o amor fiel, o amor que faz crescer o outro e reciprocamente crescem. Pensem no amor fecundo”, foi seu conselho final.

 

16 de agosto de 2018 at 5:33 Deixe um comentário

Papa Francisco: o matrimônio é a beleza cristã

2018-05-25 Messa Santa MartaPapa celebra a missa na Casa Santa Marta  (Vatican Media)

“Que todos nós possamos entender e contemplar que no matrimônio há a imagem e a semelhança de Deus”, disse o Papa Francisco na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta.

Adriana Masotti – Cidade do Vaticano

A beleza do matrimônio foi o tema homilia do Papa Francisco na missa celebrada na manhã de sexta-feira na capela da Casa Santa Marta. Entre os fiéis, havia sete casais que celebravam 50 e 25 anos de casamento.

O trecho do Evangelho segundo São Marcos fala da intenção dos fariseus de colocar Jesus à prova fazendo-lhe uma pergunta que o Papa define “casística”, isto é, quando se reduz a fé a “um sim ou um não”. E explica:

Não o grande “sim” ou o grande “não” dos quais ouvimos falar, que é Deus. Não: se pode ou não se pode. E a vida cristã, a vida segundo Deus, segundo essas pessoas, está sempre no ‘se pode’ e ‘não se pode’.

A pergunta diz respeito ao matrimônio, querem saber se é lícito ou não que um marido repudie a própria mulher. Mas, afirma Francisco, Jesus vai além, eleva o nível e “chega até a Criação e fala do matrimônio que é talvez a coisa mais bela” que o Senhor criou naqueles sete dias.

A desgraça da separação

‘Desde o início da criação [Deus] os fez homem e mulher; o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher e os dois se tornarão uma só carne’. “É forte o que diz o Senhor”, comenta o Papa, fala de “uma carne” que não se pode dividir. Jesus “deixa o problema da divisão e vai à beleza do casal que deve caminhar como um só”. Francisco destaca que o homem e a mulher devem abandonar aquilo que eram antes “para começar uma nova estrada, um novo caminho”. E depois toda a vida realizam este caminho de “ir avante juntos: não dois, um”. O Papa então recomenda: “Não devemos nos deter, como esses doutores, num ‘se pode’ ou ‘não se pode’ dividir um matrimônio. Às vezes, acontece a desgraça de não funcionar e é melhor se separar para evitar uma guerra mundial, mas isso é uma desgraça. Devemos ver o positivo”.

Francisco citou um casal que festejava 60 anos de casamento e, diante da pergunta se eram felizes, os dois se olharam nos olhos, que ficaram repletos de lágrimas pela comoção, e responderam: “Somos apaixonados!”.

É verdade que existem dificuldades, que existem problemas dos filhos ou do próprio matrimônio, do próprio casal, discussões, brigas… mas o importante é que a carne permaneça uma e superam, superam, superam isso. E este não é somente um sacramento para eles, mas também para a Igreja, como se fosse um sacramento que chama a atenção, que atrai a atenção: “Mas olhem que o amor é possível!”. E o amor é capaz de fazer viver apaixonados toda uma vida: na alegria e na dor, com o problema dos filhos e os próprios problemas… mas ir sempre avante. Na saúde e na doença, mas ir sempre avante. Esta é a beleza.

O matrimônio feliz não é notícia

O homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus e o próprio matrimônio se torna assim Sua imagem. E é por isso, afirma o Papa, que é tão bonito: “O matrimônio é uma pregação silenciosa a todos os outros, uma pregação de todos os dias”.

É doloroso quando isso não faz notícia: os jornais, os telejornais não veem isso como notícia. Aquele casal tantos anos juntos.. não é notícia. Sim, a notícia é o escândalo, o divórcio ou que se separam – às vezes se devem separar, como disse, para evitar um mal maior… Mas a imagem de Deus não é notícia. E esta é a beleza do matrimônio. São a imagem e a semelhança de Deus. E esta é a nossa notícia, a notícia cristã.

Francisco repete que a vida matrimonial e familiar não é fácil, e cita a Primeira Leitura extraída da carta de São Tiago Apóstolo, que fala da paciência. Diz que talvez seja a virtude mais importante no casal – seja do homem, seja da mulher – e conclui com uma oração ao Senhor “para que dê à Igreja e à sociedade uma consciência mais profunda, mais bela do matrimônio, que todos nós possamos entender e contemplar que no matrimônio há a imagem e a semelhança de Deus”.

27 de maio de 2018 at 5:44 Deixe um comentário

Oração pelo casamento que está passando por problemas

Oração pelo casamento que está passando por problemas - 1600x1200

Ajuda-me, Senhor, a  me lembrar de quando nos conhecemos, das maravilhosas qualidades que vimos um no outro, dos dons, carinhos e sonhos de um futuro de amor e amizade, da relação fundamentada no respeito, do passo a passo da construção de uma família maravilhosa, de todos os sonhos que sonhamos juntos, de sermos amparo um para o outro, da época em que não brigávamos nem discutíamos, de quando não nos ofendíamos mutuamente. Sei que é importante lembrar sempre dos momentos alegres e felizes que vivemos a cada dia, por isso vem, Senhor, reacender em meu coração essas memórias, a chama de amor que nos mantém vivos e unidos, dá-nos essa graça.

Ajuda-me, Senhor, a superar as dificuldades da convivência diária e a lembrar que fizemos a opção de partilhar a vida juntos, até que a morte nos separe. Ajuda-me a fazer a minha parte para honrar e manter meus votos.

Sei que muitos problemas poderiam ser resolvidos sem mágoa, sejam financeiros – problemas de gastar demais ou economizar demais, deixar as contas atrasarem, comprar sem necessidade – ou afetivos – a cobrança exagerada de atenção e demonstração de afetos, a implicância com defeitos comuns, a indiferença, a desvalorização do outro, a priorização do trabalho ou de bens materiais. Tudo se torna motivo de raiva quando nos esquecemos de que estamos unidos no amor de Deus. Liberta-me, Senhor, desses males!

Que eu me disponha a deixar passar os pequenos desentendimentos, que nada significam se comparados com as grandes bênçãos partilhadas em nosso relacionamento.

Ensina-me a confiar no meu cônjuge e em Deus nos momentos mais difíceis e amar nos momentos de desacordo; a silenciar diante das ofensas verbais e críticas; a acreditar; a resignar-me diante de um olhar de acusação; a compreender o outro diante das ameaças de abandono, de separação; a lutar pelo casamento quando o outro diz que não há mais amor, porque em Deus o amor jamais acaba.

Dá-me a coragem e serenidade para enfrentar as situações e sabedoria para buscar soluções. Dá-me a graça de saber perdoar, e que todo o ressentimento seja lavado de minha alma pelo Teu sangue redentor.

Hoje, descobri que o casamento perfeito não existe e quero aprender a lidar com as imperfeições a partir de agora. Quero viver cada momento do meu matrimônio de forma plena, sabendo que o relacionamento precisa sempre de um estímulo e de um esforço para vermos mais as qualidades do outro do que seus defeitos. Nós nos casamos para nos apoiarmos um ao outro e para juntos superarmos as dificuldades que sozinhos não éramos capazes de enfrentar.

Obrigado, Senhor, por me lembar de tudo isso, pois quero buscar minha reconciliação, colocar docilidade e respeito no relacionamento, pois o amor só sabe amar. O que estávamos vivendo era apenas uma afetividade, uma relação, um coleguismo, e não o relacionamento matrimonial que nos comprometemos a ter diante de todos, no altar.

Peço, Jesus, que arranque de minha alma as lembranças dolorosas, que coloque Teus anjos em minha casa e expulse daqui todo mal, toda desconfiança, toda agressividade e mal-entendimento, toda e qualquer força maligna. Se alguém desejou algum mal para nós, para destruir nosso casamento, seja por inveja, seja por magia negra, feitiço ou de qualquer outra forma, entrego-o em Tuas mãos, e que essas pessoas sejam por Ti abençoadas, assim como eu quero que seja o meu lar.

Que tenham a graça do Senhor em todos os lares. Amém!

Padre Vagner Baia – Sacerdote missionário da Comunidade Canção Nova

13 de fevereiro de 2017 at 5:41 1 comentário

Papa à Rota Romana: necessária formação antes e depois do matrimônio

2017-01-21 Rádio Vaticana

O Papa Francisco recebeu em audiência, neste sábado (21/01), os Juízes, Funcionários, Advogados e Colaboradores do Tribunal da Rota Romana, para a inauguração do Ano Judicial. No seu discurso o Papa falou da relação entre fé e matrimónio e, em particular, das perspectivas de fé presentes no contexto humano e cultural em que se forma a intenção matrimonial. E, citando São JPII Francisco enfatizou que existe uma unidade profunda e indissolúvel entre o conhecimento da razão e da fé”, de tal maneira que, quanto mais o ser humano se afasta da perspectiva da fé tanto mais ele se expõe ao risco de falhar, acabando por se encontrar na condição do “insensato”.

Também o Papa Bento XVI – prosseguiu o Papa – recordou que só quando nos abrimos à verdade de Deus podemos compreender e dar-nos conta, também na vida conjugal e familiar, da verdade do homem enquanto seu filho, regenerado pelo Baptismo, sublinhando a importância de aprofundar a relação entre amor e verdade:

“Se o amor não tem relação com a verdade, ele está sujeito à mudança dos sentimentos e não supera à prova do tempo. O amor verdadeiro, ao invés, unifica todos os elementos da nossa pessoa e se torna uma nova luz para uma vida grande e plena. Sem a verdade o amor não pode oferecer um vínculo sólido, não consegue levar o “eu” para além do seu isolamento, nem libertá-lo do instante fugaz para edificar a vida e dar frutos”.

Perante a mentalidade difusa em que a fé é enfraquecida e já não é critério interpretativo e operativo para a existência pessoal, familiar e social, Francisco propôs dois remédios: o primeiro, a formação dos jovens mediante um adequado caminho de preparação para redescobrir o matrimónio e a família segundo o plano de Deus. Trata-se de ajudar os futuros esposos a compreender e apreciar a graça, a beleza e a alegria do verdadeiro amor, salvado e redimido por Jesus, disse o Papa, reiterando que a comunidade cristã é chamada a anunciar cordialmente o Evangelho a estas pessoas, para que a sua experiência de amor se possa tornar um sacramento, sinal eficaz de salvação. E Francisco explica:

“É necessário, portanto, que os operadores e os organismos responsáveis pela pastoral familiar sejam animados por uma forte preocupação de tornar cada vez mais eficazes os itinerários de preparação ao sacramento do matrimónio, para o crescimento não apenas humano, mas sobretudo da fé dos noivos. E a finalidade fundamental dos encontros é de ajudar os noivos a realizar uma inserção progressiva no mistério de Cristo, na Igreja e com a Igreja”.

Daí, a necessidade de pessoas com competência específica e devidamente preparadas para tal serviço, numa oportuna sinergia entre sacerdotes e casais, disse ainda Francisco reiterando a necessidade de um “novo catecumenato”, em preparação para o matrimónio para que tal preparação se torne parte integrante de todo o processo sacramental do matrimónio, o que servirá de antídoto para impedir a multiplicação de celebrações matrimoniais nulas ou inconsistentes.

O segundo remédio indicado por Francisco é ajudar os recém-casados a continuar o caminho na fé e na Igreja, mesmo depois da celebração do matrimónio. Será necessário – sublinha Francisco – identificar com coragem e criatividade, um projecto de formação para os jovens casais, com  iniciativas destinadas a aumentar a consciência do sacramento recebido. E a comunidade cristã é chamada a acolher, acompanhar e ajudar os jovens casais, oferecendo-lhes ocasiões e instrumentos adequados para cuidarem da sua vida espiritual, tanto na vida familiar, como na programação pastoral da paróquia ou nas agregações.

E Francisco exorta os párocos a serem cada vez mais conscientes da delicada tarefa que lhes é confiada na gestão do percurso sacramental do matrimónio dos futuros esposos, passando de uma visão puramente jurídica e formal da preparação dos futuros esposos, a uma fundação sacramental já a partir do início. “Isso vai exigir a contribuição generosa de cristãos adultos, homens e mulheres, que se coloquem ao lado do sacerdote na pastoral familiar para construir a “obra-prima da sociedade, a família, o homem e a mulher que se amam, o plano luminosos de Deus” – ressaltou o Papa.

Que o Espírito Santo assista e sustente a todos os que, sacerdotes leigos, se empenham e se empenharão neste campo para que nunca percam o impulso e a coragem de trabalhar para a beleza das famílias cristãs, apesar das insídias ruinosas da cultura dominante do efémero e do provisório.

Como tenho dito várias vezes, precisa muita coragem para se casar no tempo em que vivemos. E aqueles que têm a força e a alegria de fazer este passo importante devem sentir ao seu lado o afecto e a proximidade concreta da Igreja – concluiu Francisco

22 de janeiro de 2017 at 10:15 Deixe um comentário

Oração de consagração do matrimônio

Meu Deus, animado pelo poder e pela força do Sacramento do Matrimônio, encontro-me hoje aqui, para consagrar totalmente e mais uma vez nosso relacionamento.

Consagro e relembro agora, com alegria, o dia em que pronunciamos no altar, perante o sacerdote, nossos parentes e amigos, o compromisso de nos tornarmos uma só carne através de um Sim, selado, confirmado e abençoado pelo Senhor.

Consagro nosso passado… Cada dia do nosso casamento em que pensei que não fosse capaz de sustentar e levar adiante o meu Sim. Entrego tudo ao Seu Amor, pedindo que cure em nosso coração as feridas que causaram dor e ressentimento.

Consagro nosso presente… Todas as situações que estamos vivendo agora coloco em Suas mãos. As dificuldades e as alegrias de nossa vida em comum. Peço a graça para dizer meu Sim no dia de hoje, pedindo perdão e perdoando profundamente (meu esposo/minha esposa).

Consagro nosso futuro… Consagro o Sim de cada dia que há de vir, vivendo cada um destes dias com o mesmo amor e entusiasmo do dia de nosso casamento.

Comprometo-me, deste momento em diante, a ser um instrumento de santificação e salvação eterna para (meu marido/minha esposa).

Amém.

(Autor: Pe. Eduardo Dougherty, scj)

9 de julho de 2016 at 5:51 Deixe um comentário

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