Posts tagged ‘matrimônio’

Oração pelo casamento que está passando por problemas

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Ajuda-me, Senhor, a  me lembrar de quando nos conhecemos, das maravilhosas qualidades que vimos um no outro, dos dons, carinhos e sonhos de um futuro de amor e amizade, da relação fundamentada no respeito, do passo a passo da construção de uma família maravilhosa, de todos os sonhos que sonhamos juntos, de sermos amparo um para o outro, da época em que não brigávamos nem discutíamos, de quando não nos ofendíamos mutuamente. Sei que é importante lembrar sempre dos momentos alegres e felizes que vivemos a cada dia, por isso vem, Senhor, reacender em meu coração essas memórias, a chama de amor que nos mantém vivos e unidos, dá-nos essa graça.

Ajuda-me, Senhor, a superar as dificuldades da convivência diária e a lembrar que fizemos a opção de partilhar a vida juntos, até que a morte nos separe. Ajuda-me a fazer a minha parte para honrar e manter meus votos.

Sei que muitos problemas poderiam ser resolvidos sem mágoa, sejam financeiros – problemas de gastar demais ou economizar demais, deixar as contas atrasarem, comprar sem necessidade – ou afetivos – a cobrança exagerada de atenção e demonstração de afetos, a implicância com defeitos comuns, a indiferença, a desvalorização do outro, a priorização do trabalho ou de bens materiais. Tudo se torna motivo de raiva quando nos esquecemos de que estamos unidos no amor de Deus. Liberta-me, Senhor, desses males!

Que eu me disponha a deixar passar os pequenos desentendimentos, que nada significam se comparados com as grandes bênçãos partilhadas em nosso relacionamento.

Ensina-me a confiar no meu cônjuge e em Deus nos momentos mais difíceis e amar nos momentos de desacordo; a silenciar diante das ofensas verbais e críticas; a acreditar; a resignar-me diante de um olhar de acusação; a compreender o outro diante das ameaças de abandono, de separação; a lutar pelo casamento quando o outro diz que não há mais amor, porque em Deus o amor jamais acaba.

Dá-me a coragem e serenidade para enfrentar as situações e sabedoria para buscar soluções. Dá-me a graça de saber perdoar, e que todo o ressentimento seja lavado de minha alma pelo Teu sangue redentor.

Hoje, descobri que o casamento perfeito não existe e quero aprender a lidar com as imperfeições a partir de agora. Quero viver cada momento do meu matrimônio de forma plena, sabendo que o relacionamento precisa sempre de um estímulo e de um esforço para vermos mais as qualidades do outro do que seus defeitos. Nós nos casamos para nos apoiarmos um ao outro e para juntos superarmos as dificuldades que sozinhos não éramos capazes de enfrentar.

Obrigado, Senhor, por me lembar de tudo isso, pois quero buscar minha reconciliação, colocar docilidade e respeito no relacionamento, pois o amor só sabe amar. O que estávamos vivendo era apenas uma afetividade, uma relação, um coleguismo, e não o relacionamento matrimonial que nos comprometemos a ter diante de todos, no altar.

Peço, Jesus, que arranque de minha alma as lembranças dolorosas, que coloque Teus anjos em minha casa e expulse daqui todo mal, toda desconfiança, toda agressividade e mal-entendimento, toda e qualquer força maligna. Se alguém desejou algum mal para nós, para destruir nosso casamento, seja por inveja, seja por magia negra, feitiço ou de qualquer outra forma, entrego-o em Tuas mãos, e que essas pessoas sejam por Ti abençoadas, assim como eu quero que seja o meu lar.

Que tenham a graça do Senhor em todos os lares. Amém!

Padre Vagner Baia – Sacerdote missionário da Comunidade Canção Nova

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13 de fevereiro de 2017 at 5:41 1 comentário

Papa à Rota Romana: necessária formação antes e depois do matrimônio

2017-01-21 Rádio Vaticana

O Papa Francisco recebeu em audiência, neste sábado (21/01), os Juízes, Funcionários, Advogados e Colaboradores do Tribunal da Rota Romana, para a inauguração do Ano Judicial. No seu discurso o Papa falou da relação entre fé e matrimónio e, em particular, das perspectivas de fé presentes no contexto humano e cultural em que se forma a intenção matrimonial. E, citando São JPII Francisco enfatizou que existe uma unidade profunda e indissolúvel entre o conhecimento da razão e da fé”, de tal maneira que, quanto mais o ser humano se afasta da perspectiva da fé tanto mais ele se expõe ao risco de falhar, acabando por se encontrar na condição do “insensato”.

Também o Papa Bento XVI – prosseguiu o Papa – recordou que só quando nos abrimos à verdade de Deus podemos compreender e dar-nos conta, também na vida conjugal e familiar, da verdade do homem enquanto seu filho, regenerado pelo Baptismo, sublinhando a importância de aprofundar a relação entre amor e verdade:

“Se o amor não tem relação com a verdade, ele está sujeito à mudança dos sentimentos e não supera à prova do tempo. O amor verdadeiro, ao invés, unifica todos os elementos da nossa pessoa e se torna uma nova luz para uma vida grande e plena. Sem a verdade o amor não pode oferecer um vínculo sólido, não consegue levar o “eu” para além do seu isolamento, nem libertá-lo do instante fugaz para edificar a vida e dar frutos”.

Perante a mentalidade difusa em que a fé é enfraquecida e já não é critério interpretativo e operativo para a existência pessoal, familiar e social, Francisco propôs dois remédios: o primeiro, a formação dos jovens mediante um adequado caminho de preparação para redescobrir o matrimónio e a família segundo o plano de Deus. Trata-se de ajudar os futuros esposos a compreender e apreciar a graça, a beleza e a alegria do verdadeiro amor, salvado e redimido por Jesus, disse o Papa, reiterando que a comunidade cristã é chamada a anunciar cordialmente o Evangelho a estas pessoas, para que a sua experiência de amor se possa tornar um sacramento, sinal eficaz de salvação. E Francisco explica:

“É necessário, portanto, que os operadores e os organismos responsáveis pela pastoral familiar sejam animados por uma forte preocupação de tornar cada vez mais eficazes os itinerários de preparação ao sacramento do matrimónio, para o crescimento não apenas humano, mas sobretudo da fé dos noivos. E a finalidade fundamental dos encontros é de ajudar os noivos a realizar uma inserção progressiva no mistério de Cristo, na Igreja e com a Igreja”.

Daí, a necessidade de pessoas com competência específica e devidamente preparadas para tal serviço, numa oportuna sinergia entre sacerdotes e casais, disse ainda Francisco reiterando a necessidade de um “novo catecumenato”, em preparação para o matrimónio para que tal preparação se torne parte integrante de todo o processo sacramental do matrimónio, o que servirá de antídoto para impedir a multiplicação de celebrações matrimoniais nulas ou inconsistentes.

O segundo remédio indicado por Francisco é ajudar os recém-casados a continuar o caminho na fé e na Igreja, mesmo depois da celebração do matrimónio. Será necessário – sublinha Francisco – identificar com coragem e criatividade, um projecto de formação para os jovens casais, com  iniciativas destinadas a aumentar a consciência do sacramento recebido. E a comunidade cristã é chamada a acolher, acompanhar e ajudar os jovens casais, oferecendo-lhes ocasiões e instrumentos adequados para cuidarem da sua vida espiritual, tanto na vida familiar, como na programação pastoral da paróquia ou nas agregações.

E Francisco exorta os párocos a serem cada vez mais conscientes da delicada tarefa que lhes é confiada na gestão do percurso sacramental do matrimónio dos futuros esposos, passando de uma visão puramente jurídica e formal da preparação dos futuros esposos, a uma fundação sacramental já a partir do início. “Isso vai exigir a contribuição generosa de cristãos adultos, homens e mulheres, que se coloquem ao lado do sacerdote na pastoral familiar para construir a “obra-prima da sociedade, a família, o homem e a mulher que se amam, o plano luminosos de Deus” – ressaltou o Papa.

Que o Espírito Santo assista e sustente a todos os que, sacerdotes leigos, se empenham e se empenharão neste campo para que nunca percam o impulso e a coragem de trabalhar para a beleza das famílias cristãs, apesar das insídias ruinosas da cultura dominante do efémero e do provisório.

Como tenho dito várias vezes, precisa muita coragem para se casar no tempo em que vivemos. E aqueles que têm a força e a alegria de fazer este passo importante devem sentir ao seu lado o afecto e a proximidade concreta da Igreja – concluiu Francisco

22 de janeiro de 2017 at 10:15 Deixe um comentário

Oração de consagração do matrimônio

Meu Deus, animado pelo poder e pela força do Sacramento do Matrimônio, encontro-me hoje aqui, para consagrar totalmente e mais uma vez nosso relacionamento.

Consagro e relembro agora, com alegria, o dia em que pronunciamos no altar, perante o sacerdote, nossos parentes e amigos, o compromisso de nos tornarmos uma só carne através de um Sim, selado, confirmado e abençoado pelo Senhor.

Consagro nosso passado… Cada dia do nosso casamento em que pensei que não fosse capaz de sustentar e levar adiante o meu Sim. Entrego tudo ao Seu Amor, pedindo que cure em nosso coração as feridas que causaram dor e ressentimento.

Consagro nosso presente… Todas as situações que estamos vivendo agora coloco em Suas mãos. As dificuldades e as alegrias de nossa vida em comum. Peço a graça para dizer meu Sim no dia de hoje, pedindo perdão e perdoando profundamente (meu esposo/minha esposa).

Consagro nosso futuro… Consagro o Sim de cada dia que há de vir, vivendo cada um destes dias com o mesmo amor e entusiasmo do dia de nosso casamento.

Comprometo-me, deste momento em diante, a ser um instrumento de santificação e salvação eterna para (meu marido/minha esposa).

Amém.

(Autor: Pe. Eduardo Dougherty, scj)

9 de julho de 2016 at 5:51 Deixe um comentário

Rescrit du Pape françois sur la mise en application et l’observance de la nouvelle normative du procès matrimonial – para os irmãos de língua francesa

L’entrée en vigueur — en heureuse coïncidence avec l’ouverture du jubilé de la miséricorde — des Lettres apostoliques sous forme de Motu proprio Mitis Iudex Dominus Iesus et Mitis et Misericors Iesus du 15 août 2015, données pour appliquer la justice et la miséricorde sur la vérité du lien de ceux qui ont fait l’expérience de l’échec matrimonial, soulève, entre autres, l’exigence d’harmoniser la procédure renouvelée dans les procès matrimoniaux avec les normes propres de la Rote romaine, dans l’attente de leur réforme.

Le synode des évêques récemment conclu a lancé une puissante exhortation à l’Église afin qu’elle se penche sur « ses enfants les plus fragiles, marqués par un amour blessé et perdu » (Relatio finalis, n. 55), auxquels il faut redonner confiance et espérance.

Les lois qui entrent à présent en vigueur veulent précisément manifester la proximité de l’Église aux familles blessées, en désirant que la multitude de ceux qui vivent le drame de l’échec conjugal soit touchée par l’œuvre de guérison du Christ, à travers les structures ecclésiastiques, avec le souhait qu’ils puissent se découvrir nouveaux missionnaires de la miséricorde de Dieu envers les autres frères, au profit de l’institution familiale.

En reconnaissant à la Rote romaine, outre le munus qui lui est propre d’Appel ordinaire du Siège apostolique, également celui de sauvegarde de l’unité de la jurisprudence (Pastor Bonus, art 126 § 1) et d’aide à la formation permanente des agents pastoraux dans les tribunaux des Églises locales, j’établis ce qui suit :

i

Les lois relatives à la réforme du procès matrimonial susmentionnées abrogent ou dérogent toute loi ou norme contraire en vigueur jusqu’à présent, générale, particulière ou spéciale, notamment approuvée éventuellement sous forme spécifique (comme par exemple le motu proprio) Qua cura de mon prédécesseur Pie XI à une époque bien différente de la nôtre).

ii

  1. Dans les causes de nullité de mariage présentées à la Rote romaine, le doute doit être établi selon l’antique formule : An constet de matrimonii nullitate, in casu.
  2. On ne doit pas faire appel contre les décisions de la Rote en matière de nullité de sentences ou de décrets.
  3. Devant la Rote romaine n’est pas admis le recours pour la nova causae propositio, après qu’une des parties a contracté un nouveau mariage canonique, à moins qu’apparaisse manifestement l’injustice de la décision.
  4. Le doyen de la Rote romaine a le pouvoir de dispenser pour graves causes des Normes de la Rote en matière de procès.
  5. Comme l’ont sollicité les patriarches des Églises orientales, est confiée aux tribunaux territoriaux la compétence sur les causesiurium liées aux causes matrimoniales soumises au jugement d’appel de la Rote romaine.
  6. La Rote romaine doit juger les causes selon la gratuité évangélique, c’est-à-dire à travers une assistance ex officio, à l’exception de l’obligation morale pour les fidèles aisés de verser une obole de justice en faveur de la cause des pauvres.

Puissent les fidèles, en particulier ceux qui sont blessés et malheureux, se tourner vers la nouvelle Jérusalem qu’est l’Église comme « Paix de la justice et gloire de la piété » (Ba 5, 4) et que leur soit accordé, en retrouvant les bras ouverts du Corps du Christ, d’entonner le psaume des exilés : « Quand Yahvé ramena les captifs de Sion, nous étions comme en rêve; alors notre bouche s’emplit de rire et nos lèvres de chansons ».

29 de janeiro de 2016 at 5:44 Deixe um comentário

Papa: nenhuma confusão entre matrimônio e outras uniões

2016-01-22 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco concluiu sua série audiências, na manhã desta sexta-feira, recebendo, na Sala Clementina, no Vaticano, os membros do Tribunal da Rota Romana por ocasião da Inauguração do Ano Judiciário.

Antes da audiência Pontifícia, o Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, presidiu, na Capela Paulina, à celebração Eucarística aos membros do Tribunal Apostólico da Rota Romana.

Em seu discurso, aos presentes, o Papa recordou, inicialmente, o objetivo do Tribunal da Rota Romana que é auxiliar o Sucessor de Pedro para que a “Igreja, inseparável da família”, continue a proclamar o desígnio de Deus, Criador e Redentor, sobre a “sacralidade e beleza do instituto familiar”.

O Tribunal da Rota Romana é definido como “tribunal da família”, aliás, completou o Papa, “ela é o tribunal da verdade do vínculo sagrado”. Neste sentido, a Igreja mostra o amor misericordioso de Deus às famílias, proclama a irrenunciável verdade do matrimônio, segundo os desígnios de Deus. Ela deve indicar ao mundo que “não pode haver confusão entre a família, querida por Deus, e qualquer outro tipo de união”:

“A família, fundada no matrimônio indissolúvel, unitivo e procriador, pertence ao sonho de Deus e da sua Igreja para a salvação da humanidade. A Igreja é e deve ser a família de Deus. Com renovado sentido de responsabilidade, ela continua a propor o matrimônio nos seus elementos essenciais: descendência, bem dos cônjuges, unidade, indissolubilidade e sentido sacramental”.

A este respeito, Francisco insistiu sobre o aspecto pastoral, que envolve todas as estruturas eclesiais para uma adequada preparação matrimonial; pediu aos Juízes do Tribunal da Rota Romana para avaliar, com atenção, os erros concernentes ao sacramento do Matrimônio, sua unidade e indissolubilidade.

O Papa concluiu seu discurso pedindo a intercessão de Nossa Senhora e São José a fim de que obtenham para a Igreja um maior crescimento no espírito familiar e para as famílias sentir-se, cada vez mais, parte viva e ativa do Povo de Deus. (MT)

22 de janeiro de 2016 at 12:12 Deixe um comentário

O estilo da celebração do Matrimônio

 

Fazei com que se trate de uma festa verdadeira — porque o matrimónio é uma festa — uma festa cristã, e não uma festa mundana! O motivo mais profundo da alegria daquele dia é-nos indicado pelo Evangelho de João: recordai-vos do milagre das bodas de Caná? Numa certa altura veio a faltar vinho, e a festa parece estragada. Imaginai se tivessem que terminar a festa a beber chá! Não, não pode ser! Sem vinho não há festa! Por sugestão de Maria, naquele momento Jesus revela-se pela primeira vez e realiza um sinal: transforma a água em vinho e, agindo assim, salva a festa nupcial. O que aconteceu em Caná há dois mil anos acontece na realidade em cada festa de casamento: aquilo que tornará completo e profundamente verdadeiro o vosso matrimónio será a presença do Senhor, que se revela e concede a sua graça. É a sua presença que oferece o «vinho bom», Ele é o segredo da alegria completa, do júbilo que aquece verdadeiramente o nosso coração. Disto se vê a presença de Jesus naquela festa. Que seja uma festa bonita, mas com Jesus! Não com o espírito do mundo, não! E sente-se quando o Senhor está presente!

Mas ao mesmo tempo, é bom que o vosso matrimónio seja sóbrio e permita salientar aquilo que é verdadeiramente importante. Algumas pessoas estão mais preocupadas com os sinais exteriores, com o banquete, com as fotografias, com as roupas e com as flores… Trata-se de elementos importantes numa festa, mas somente se forem capazes de indicar o motivo autêntico da vossa alegria: a bênção do Senhor sobre o vosso amor! Fazei com que, como no caso do vinho das bodas de Caná, os sinais exteriores da vossa festa revelem a presença do Senhor e vos recordem, tanto a vós como a todos os presentes, a origem e o motivo da vossa alegria.

No entanto, há algo do que tu disseste que desejo frisar imediatamente, porque não quero deixar passar. O matrimónio é também um trabalho para realizar em cada dia, poderia dizer um trabalho artesanal, uma obra de ourivesaria, uma vez que o marido tem a tarefa de fazer com a sua esposa seja mais mulher, e a esposa tem o dever de fazer que com que o marido seja mais homem. É preciso crescer também em humanidade, como homem e como mulher. É isto que deveis fazer entre vós. E isto chama-se crescer juntos. Isto não provém do ar! É o Senhor que o abençoa, mas deriva das vossas mãos, das vossas atitudes, do vosso estilo de vida, do modo como vos amais um ao outro. Deveis fazer-vos crescer um ao outro! Fazer com que o outro prospere sempre. Trabalhar para isto. E assim, sei lá, penso em ti que um dia caminharás pela rua da tua cidade e as pessoas dirão: «Mas olha como é bonita aquela mulher, como é exemplar! …». «Com o marido que tem, compreende-se!». E também a ti: «Olha como ele é!». «Com a esposa que tem, compreende-se!». É isto, é preciso chegar a isto: fazer crescer um ao outro. E os filhos receberão esta herança de ter tido um pai e uma mãe que cresceram juntos, fazendo-se — reciprocamente — mais homem e mais mulher!


Fonte: Um trecho do discurso do Papa Francisco aos noivos que se preparam para o Matrimônio (14 de Fevereiro de 2014)

17 de janeiro de 2016 at 5:22 Deixe um comentário

Viver juntos e amar-se para sempre – Papa na abertura do Sínodo sobre a Família

2015-10-04 Rádio Vaticana

O Sínodo ordinário dos Bispos sobre a Família foi inaugurado na manhã deste domingo com a missa presidida pelo Papa Francisco na Basílica de São Pedro, com a participação de numerosos fieis e naturalmente dos cerca de 300 bispos e cardeais que, até ao dia 25 deste mês vão debruçar-se sobre as questões que afectam a família hoje, procurando propor soluções à luz do Evangelho.

E as leituras bíblicas deste domingo, parecem ter sido escolhidas de propósito para essa ocasião, fez notar o Papa Francisco, que iniciou a sua homilia citando esta frase do Evangelho de São João:

“Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor chega à perfeição em nós” .

Passagem da qual emergem três argumentos em volta dos quais Francisco desenvolveu a sua homilia: o drama da solidão, o amor entre o homem e a mulher e a família:

O Papa partiu da solidão de Adão no Paraíso, porque não havia ali nenhum outro ser semelhante a ele, para falar do drama da solidão que aflige muitos homens e mulheres de hoje: idosos abandonados, viúvos, viúvas, pessoas sós porque não compreendidas ou escutadas, migrantes, prófugos, jovens vítimas da cultura do consumismo e do descarte.

O Papa pôs ainda em evidência os contrastes que caracterizam o mundo globalizado de hoje: casas de luxo sem amor familiar; projectos ambiciosos e falta de tempo para viver o que se realizou, prazeres sem amor, liberdade sem autonomia, factores que fazem aumentar ainda mais as pessoas que se sentem sós e também as que se fecham no egoísmo.

Enfim, muito poder e muita solidão, nas sociedades de hoje, exactamente como acontecia a Adão no Paraíso – continuou o Papa dizendo que o ícone disso tudo é precisamente a família, onde há cada vez menos seriedade em levar por diante uma relação sólida, fecunda, duradoura, no amor.

Perante a solidão de Adão, Deus decidiu dar-lhe um “auxiliar semelhante a ele”, a mulher. Isto demonstra – disse Francisco entrando que “Deus não criou o ser humano para viver na tristeza ou para estar sozinho, mas para a felicidade, para a partilha (…), para amar e ser amado”. Este sonho que Deus tem para com a sua criatura predilecta, quer vê-lo realizado na “união de amor entre o homem e a mulher” que se tornam assim, “um só”. União indissolúvel, abençoada por Deus – dirá mais tarde Jesus à multidão que o seguia e que praticava o divórcio. O Papa tira então as conclusões:

“Isto significa que o objectivo da vida conjugal não é apenas viver juntos para sempre, mas amar-se para sempre. Jesus restabelece assim a ordem originária e originadora” .

Um não à separação e ao divórcio e sim à gratuidade “dum amor conjugal único até à morte que só pode ser compreendido à luz da “loucura da gratuidade do amor pascal de Jesus” – disse o Papa acrescentando:

“O matrimónio não é uma utopia da adolescência, mas um sonho sem o qual a sua criatura estará condenada à solidão. De facto, o medo de aderir  a este projecto paralisa o coração humano”.

E não obstante as aparências, também o homem de hoje sente-se atraído e fascinado por todo o amor autentico, sólido, fecundo, fiel, perpétuo, ou seja vai atrás dos amores temporários, mas sonha com o amor autentico, corre atrás dos prazeres carnais, mas deseja a doação total e tem sede de infinito – disse Francisco.

Então, perante este contexto social e matrimonial difícil, o que a Igreja faz é viver a sua missão na fidelidade a Deus, na verdade e na caridade, e fá-lo como uma  “voz que grita no deserto” :

“Viver a sua missão na fidelidade ao seu Mestre como voz que grita no deserto, para defender o amor fiel e encorajar as inúmeras famílias que vivem o seu matrimónio como um espaço onde se manifesta o amor divino; para defender a sacralidade da vida, de toda a vida; para defender a unidade e a indissolubilidade do vínculo conjugal como sinal da graça de Deus e da capacidade que o homem tem de amar seriamente.”

Uma missão que não se altera conforme as modas ou opiniões dominantes; uma missão que em espírito de verdadeira caridade, leva a Igreja a procurar e cuidar dos casais feridos com o óleo da aceitação e da misericórdia; a estar sempre de portas abertas para colher e a sair para ir ao encontro dos que sofrem, para caminhar com a humanidade ferida;  uma Igreja que ensina e defende os valores fundamentais, que educa para o amor autentico capaz de tirar da solidão, sem esquecer da missão de bom samaritano da humanidade ferida” .

Quem erra deve ser compreendido e amado, acolhido, acompanhado, “porque uma Igreja com as portas fechadas atraiçoa-se a si mesma e a sua missão e, em vez de ser ponte, torna-se uma barreira”, concluiu o Papa pedindo a Deus para que acompanhe este Sínodo.

(DA)

4 de outubro de 2015 at 13:16 Deixe um comentário

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