Archive for novembro, 2010

Símbolos do Advento

 

 As celebrações da Igreja possuem uma riqueza muito grande no que diz respeito aos símbolos e cerimônias que a acompanham.

 COROA DO ADVENTO: Sua forma de círculo representa a eternidade. Os Cristãos utilizaram a Guirlanda ou coroa do Advento como um símbolo de esperança e amor divino. O material da qual é formada, galhos de pinheiros e azevinho, é verde como a esperança e seu laço vermelho, simboliza o amor de Deus aos homens. As quatro velas simbolizam os 4 domingos do advento .

A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo.

A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

 ÁRVORE DE NATAL: Os primeiros relatos sobre a árvore de natal aparecem na Alemanha no século XVI. No cristianismo o seu significado refere-se ao Reino de Deus com seus galhos e frutos coloridos, que foi inaugurado com o nascimento do Messias. Lembremo-nos também que no Inverno rigoroso da Europa, todas as árvores, exceto o pinheiro, perderam suas folhagens no outono, por isso, o pinheiro é visto também como o cristão que nunca deixa sua fé ser abalada diante das adversidades da vida.

 AS BOLAS DA ÁRVORE DE NATAL: São os frutos, os dons e as virtudes do bom cristão. Suas cores são variadas e seu significados distintos. As bolas douradas simbolizam a realeza; as bolas vermelhas o amor; as bolas azuis simbolizam o prêmio aos santos que é o céu; as bolas verdes simbolizam a esperança; as bolas prateadas simbolizam a glória.

 PRESÉPIO: É mais comum nos países católicos, e sua origem remonta o século XIII. Obra de São Francisco de Assis que queria recriar a cena do nascimento do Salvador no ano de 1223. São Francisco utilizou pessoas e animais de verdade para o presépio. Depois disso com o passar dos anos as pessoas começaram a fabricar imagens de gesso e madeira do nascimento de Jesus para adornar as casas e as igrejas.

 A ESTRELA: Simboliza a Estrela que guiou os Magos vindos do Oriente a adora o Senhor, o Rei dos reis (Mt 2, 2.9.10).

 PAPAI NOEL: Sua origem se deve a figura do Bispo São Nicolau, que era conhecido como bom e generoso para com os pobres. Sua festa é dia 06 de Dezembro. Morreu no ano de 350 d.C. Sua transformação em símbolo natalino ocorreu na Alemanha.

 CEIA DE NATAL: Lembra-nos a última ceia na qual Jesus Instituiu a Santíssima Eucaristia. A família reunida na ceia lembra-nos de que Cristo é nosso centro. Nossa vida deve está em torno do Salvador que veio ao mundo redimir os pecadores.

 PRESENTES: Presenteamos as pessoas num gesto simbólico no qual todos nós ganhamos o maior de todos os presentes: Jesus. A origem de dar presentes no natal é incerta. Atribui-se a São Nicolau que presenteava os pobres com moedas para sobrevirem. O costume de colocar presentes sob as árvores de Natal provavelmente começou durante o reinado de Elizabete I, filha de Henrique VIII, na Inglaterra, no século XVI. Ela promovia festas natalinas e recebia muitos presentes.

 LUZES: Simbolizam, assim como as velas, que Jesus é a Luz do mundo.

 FLOR DO NATAL: Euphorbia pulcherrima, flor-de-papagaio ou espírito santo, possui brácteas vermelhas e folhas bem verdes. É decorativa, ilustra cartões natalinos. Foi encontrada no México em 1828 e depois introduzida na América Latina. Conta-se que uma humilde camponesa desejava oferecer um presente ao Menino Jesus e não tinha o que dar. Surge um anjo e lhe sugere que leve uma planta que existia junto à estrada. Feliz, ela vai entregá-la ao Menino Jesus. As pessoas que presenciavam a cena começaram a rir da pobre senhora, que começou a chorar. Suas lágrimas, ao caírem sobre as folhas, as tornaram vermelhas, para espanto de todos. A poinsettia ou espírito santo é uma planta que, exposta ao sol, é verde. Se estiver à sombra torna-se vermelha: é fato científico.

 MISSA DO GALO: O fato da missa da meia-noite que já era celebrada nas origens do cristianismo se chamar dessa forma se deve ao fato de que o horário que correspondia as 00h até as 3h da madrugada era conhecida em Roma antiga como hora do Galo. Hora do galo pois é nesse horário que os galos cantam. Por isso ficou conhecida como Missa do Galo até hoje.

 CÂNTICOS NATALINOS: São numerosos e belos, e começou quando a Igreja Católica querendo evangelizar os pagãos que não sabiam ler e nem escrever, compôs músicas de melodia simples. Existem músicas natalinas cantadas até hoje e que se originaram no século IV.

 SINOS: Os sinos emitem sons agradáveis e audíveis à distância, e são tocados em ocasiões geralmente festivas. Fazem parte do campanário das igrejas e também têm uso particular. Servem para enviar mensagens pelo ar. De modo geral, seu toque é festivo. Tocado por ocasião do Natal, nos lembra o fato de termos um Salvador que se fez homem, habitou entre nós e partiu deixando sua mensagem de amor e paz.

 A finalidade dos símbolos natalinos é facilitar a celebração desse tempo litúrgico tão importante para nós cristãos. Eles são um meio para se vivenciar plenamente o acontecimento mais aguardado no natal: a celebração do nascimento do nosso Salvador Jesus Cristo.

30 de novembro de 2010 at 19:46 1 comentário

O QUARTO MANDAMENTO DA LEI DE DEUS: HONRAR PAI E MÃE

 

“Em seguida , desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso.”( Lc 2, 51)

O Senhor diz na sua Palavra que é necessário que nos submetamos às autoridades desse mundo: “Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus”. (Rm  13, 1)

O Catecismo da Igreja ensina que o quarto Mandamento da Lei de Deus é bem abrangente: “O quarto mandamento dirige-se expressamente aos filhos em suas relações com seu pai e sua mãe, porque esta relação é a mais universal. Diz respeito também as relações de parentesco com os membros do grupo familiar. Manda prestar honra, afeição e reconhecimento aos avós e aos antepassados. Estende-se, enfim, aos deveres dos alunos para com seu professor, dos empregados para com seus patrões, dos subordinados para com seus chefes, dos cidadãos para com sua pátria e para com os que a governam.” Respeitar a autoridade é um ensinamento que deve acontecer em casa, no seio da família. Filhos que não respeitam à autoridade dos pais, provavelmente terão dificuldades em respeitar e obedecer às orientações de seus superiores no trabalho, à hierarquia da Igreja, aos professores e às autoridades governamentais.

Muitos dos fatos policiais que nos deixam chocados hoje, como crimes entre pais e filhos, podem ser consequências do desrespeito a este Mandamento.  A palavra de Deus diz assim: ‘ O Senhor glorificou o pai nos filhos e fortaleceu a autoridade da mãe sobre a prole. Aquele que respeita o pai obtém o perdão dos pecados, o que honra a sua mãe é como quem junta um tesouro, Aquele que respeita o pai encontrará alegria nos filhos e no dia de sua oração será atendido. Aquele que honra o pai viverá muito; quem lhe obedece dará consolo à sua mãe. “ ( Eclo 3, 2-7) Respeitar  e obedecer aos pais é um Mandamento divino e que têm sua preciosa finalidade e sabedoria contida nele.

 Os pais tem a educação dos filhos em suas mãos: missão esta dada por Deus aos pais. Precisamos como pais, mesmo que os filhos estejam na fase adulta, continuar orientando- os, se assim necessitarem. O catecismo nos recorda que “a obediência aos pais cessa com a emancipação dos filhos, mas de modo algum o respeito, lhes é sempre devido, pois tem a sua raiz no temor de Deus, um dos dons do Espírito Santo.”( 2217) E o catecismo ainda ensina que os filhos adultos devem se responsabilizar pelos seus pais, todo o tempo, cuidando e amparando-os na velhice e na doença, principalmente.

  Os filhos não são do mundo, mas de Deus. Um dia, no final de sua vida terrena, eles desejarão entrar no Reino dos Céus e precisam estar preparados.  A criação que damos a nossos filhos deve focar essa verdade. A felicidade que buscamos tanto e, que queremos que nossos filhos também usufruam, não deve abranger somente o tempo presente, que é passageiro, mas a vida eterna.

Os pais cristãos e os demais pais devem fazer uso da autoridade que Deus lhes deu para educar; corrigir com justiça e amor sem agressão física, moral ou psicológica os filhos; e, ensinar-lhes os verdadeiros valores morais e religiosos, pois a soma desses valores nos indivíduo, ajudam a construir a harmonia e a paz mundial.

Há um limite para a autoridade paterna e materna. Os pais, o quanto for possível, não devem entristecer seus filhos; nem constrangê-los diante de outras pessoas; nem dar testemunhos ruins que atrapalhem sua educação; ou agir sem coerência e firmeza, facilitando assim atitudes de desrespeito dos filhos para com eles.

Os filhos devem prestar obediência a seus pais e respeitá-los sempre. Esse Mandamento  é  lembrado por Jesus no Evangelho de São marcos, capítulo 7, versículos de 10 a 12. Também  por São Paulo que  faz um alerta aos filhos: “Filhos, obedecei a vossos pais segundo o Senhor, porque isto é justo.”  ( Ef  6, 1) E  Deus faz uma grande promessa de amor aos filhos que obedecem a este mandamento: “ Honra teu pai e tua mãe, para que sejas feliz e tenhas longa vida sobre a terra. “ (Ef 6, 2-3)

 A família terrena deve buscar na família divina, o Pai, o Filho e o Espírito Santo a sua fonte de inspiração, ensinamento e fé para crescer na graça, na esperança e no amor de Cristo. Devemos tomar como exemplo a Família de Nazaré: Jesus, Maria Santíssima e São José.

Citando o Catecismo novamente, o número 2215 fala assim sobre o Quarto Mandamento: “O respeito pelos pais (piedade filial) é produto do reconhecimento para com aqueles que, pelo dom da vida, por seu amor e por seu trabalho puseram seus filhos no mundo e permitiram que crescessem em estatura, em sabedoria e graça. “ Honra teu pai de todo o coração e não esqueças as dores de tua mãe. Lembra-te que foste gerado por eles. O que lhes darás pelo que te deram?”( Eclo 7, 27-28) O grande exemplo nos deu Jesus de Nazaré, que sendo Deus, obedecia e estava sujeito a sua Mãe, a Virgem, e a São José. ( Lc 2, 51) E essa obediência de Jesus chegou ao extremo na sua relação de amor com o Pai do Céu.  A Palavra  nos lembra  que Jesus foi  obediente ao Pai “até à morte, e morte de cruz” ( Fl 2, 8) Jesus também deu a sua própria Mãe para ser a Mãe de toda humanidade, exaltando mais uma vez a maternidade da Virgem Maria.( Jo 19, 26-27)

 Os pais têm uma significativa influência religiosa na vida dos filhos. O Papa Bento XVI resume assim a importância da família como a primeira Igreja Doméstica. “A família é fundamental porque ali desabrocha na alma humana e a primeira percepção do sentido da vida. Desabrocha na relação com a mãe e o pai, os quais não são patrões da vida dos filhos, mas sim os primeiros colaboradores de Deus para a transmissão da vida e da fé”.

A relação de amor entre pais e filhos terrenos  foi sempre uma preocupação de Deus, pois nela se vislumbra  a relação plena do amor entre nós, filhos, e o Pai do Céu.  O anjo diz a Zacarias, que João Batista tem a missão de reconduzir “ os corações dos pais aos filhos.” ( Lc 1, 17) Em confirmação com o que diz o livro de Malaquias 3, 24: “ …e ele converterá o coração dos pais para os filhos, e o coração dos filhos para os pais…” Quem obedece e respeita pai e mãe está no caminho da conversão: o caminho de Jesus.

Oração

Ó Pai de amor, queremos ser obedientes a ti como seu Filho Jesus o foi e nos deu com isso, tão grande exemplo.  Cura-nos de todas as feridas que temos com nossos pais terrenos, para que esse relacionamento se transforme em relacionamento de amor, obediência, respeito e gratidão.

 Dai-nos, ó Pai, o dom do perdão para que possamos nos reconciliar com nossos pais e, assim poder amá-los como o Senhor nos pede que o façamos.

Ó Pai do Céu, não nos deixe ser filhos ingratos . Nós te amamos ó Pai!

Ó Jesus amado, dá-nos o teu Espírito Santo, para que possamos cumprir amorosamente o mandato do Senhor, que é honrar nosso pai e nossa mãe, como tu mesmo honrastes os teus: São José e Maria Santíssima.

Ó Mãe de Jesus e nossa Mãe, interceda a seu Filho Jesus pelas relações de pais e filhos aqui na terra, que andam com tantos e tão graves conflitos nesses tempos difíceis.

Jane Amábile- Com. Divino Espírito Santo

27 de novembro de 2010 at 8:53 Deixe um comentário

Preparai o Caminho do Senhor

26 de novembro de 2010 at 21:59 Deixe um comentário

Benedictus

( Lucas 1, 68-79)

Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e resgatou o seu povo,

 e suscitou-nos um poderoso Salvador, na casa de Davi, seu servo

 (como havia anunciado, desde os primeiros tempos, mediante os seus santos profetas),

 para nos livrar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam.

 Assim exerce a sua misericórdia com nossos pais, e se recorda de sua santa aliança,

 segundo o juramento que fez a nosso pai Abraão: de nos conceder que, sem temor,

 libertados de mãos inimigas, possamos servi-lo  em santidade e justiça, em sua presença, todos os dias da nossa vida.

 E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor e lhe prepararás o caminho,

 para dar ao seu povo conhecer a salvação, pelo perdão dos pecados.

 Graças à ternura e misericórdia de nosso Deus, que nos vai trazer do alto a visita do Sol nascente,

 que há de iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte e dirigir os nossos passos no caminho da paz.

25 de novembro de 2010 at 22:30 Deixe um comentário

Magnificat

 

E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,

meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,

porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,

porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.

Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.

Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.

Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.

Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.

Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,

conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.

Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa 

 O Magnificat é a interpretação mais verdadeira da História (CN) 

Bento XVI: O Magnificat é a interpretação mais verdadeira da História

Reconhecer, como Maria, que a grandeza de Deus liberta o homem do medo.

“O Magnificat de Maria, à distância de séculos e milênios, permanece a interpretação mais verdadeira e profunda da História, enquanto que as leituras de tantos sábios deste mundo são desmentidas no decorrer dos séculos”.

Desta forma, Bento XVI recordou o cântico de louvor de Maria diante Isabel, na festa da visitação de Virgem Maria na Praça de São Pedro no fim da celebração mariana que concluiu o mês de Maio.

Neste cântico “existe uma autentica e profunda leitura ‘teológica’ da História, explicou ainda o Papa, a fé de Maria “fê-la ver que os tronos dos poderosos deste mundo são todos provisórios, enquanto que o trono de Deus é a única rocha que não muda nem cai.” Voltemos a casa, foi o seu convite aos numerosos fiéis presentes na Praça com Magnificat no coração. “A Minha glorifica o Senhor”.

Maria reconhece a grandeza de Deus. Este é o primeiro sentimento indispensável dá fé; o sentimento que dá segurança a criatura humana e que a liberta do medo, mesmo no meio das tempestades da história.

 

25 de novembro de 2010 at 12:06 Deixe um comentário

VEM, SENHOR JESUS! ( Ap 22,20)

 

Advento significa vinda, a vinda do Senhor Jesus. Nas quatro semanas do Advento a Igreja nos leva a meditar e preparar o coração para celebrar as duas Vindas de Jesus.  A primeira vinda: o nascimento em Belém; e a segunda vinda: Jesus virá com poder e glória julgar os vivos e os mortos.

A primeira vinda de Jesus:

Todos os anos a Igreja nos convida a voltar o nosso olhar e o nosso coração a Belém, onde na manjedoura, nasceu do seio da Virgem Maria, o nosso Salvador Jesus Cristo .  A Palavra de Deus diz: “O povo  que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz.” ( Is 9, 1) A luz de Deus( Jesus) veio ao mundo para nos tirar das trevas do pecado. São João diz no Evangelho: “O Verbo ( Jesus) era a verdadeira luz, que vindo ao mundo, ilumina todo homem.” ( 1,9) São Francisco dizia que ” o natal é uma solenidade muito importante e precisa ser comemorada, pois no dia em que Jesus nasceu tivemos a certeza de que íamos ser salvos”.  Muitas pessoas têm lembranças tristes e sentem-se sós nesses dias, mas não caiamos nessa tentação, pois assim deixamos de viver a alegria natalina que é especial e única a cada ano.

A Segunda Vinda de Jesus:

  O Catecismo ensina (524): ” Ao celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda”. No Tempo do Advento a Igreja nos faz recordar a primeira vinda de Jesus- a festa do Natal; ao mesmo tempo nos convida a refletir e nos preparar para a sua segunda vinda. Durante muitos séculos, o povo de Deus esperou pela chegada do Salvador, que aconteceu no Natal há dois mil e poucos anos atrás. Mas desde  a subida de Jesus aos céus,  as gerações seguintes, inclusive a nossa, estão sendo preparadas pela Igreja,  para a sua segunda vinda . E essa preparação é feita ano após ano, pela catequese da Palavra e da Doutrina; pela frequência aos Sacramentos; pela oração, pela devoção a Nossa senhora e aos santos,… Tudo isso para que que não sejamos pegos de surpresa com a vinda repentina de Nosso Senhor Jesus . O próprio Jesus nos alerta: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.”( Mt 25, 13)  Santo Agostinho diz em umas de suas vigílias de oração: “Para nós, cristãos, viver não é outra coisa que vigiar. E vigiar é abrir-se à vida”. A segunda vinda de Jesus acontecerá de forma gloriosa: Jesus virá como Rei e Senhor de tudo e,  com poder para julgar todos os povos e nações. E Jesus diz como será sua vinda: ”Então, verão o Filho do Homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória. ( Mc 13, 26) Quantos já fizeram falsas previsões e falsas profecias sobre a segunda vinda de Jesus! Jesus disse assim sobre esse momento a seus discípulos: “ Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder…”( At 1, 7)

O Tempo do Advento é sempre um tempo de esperança e de acreditar que a nossa vida faz sentido, pois temos um Deus, que é amor, que caminha conosco, pois é presença permanente em nós pelo Batismo. Não devemos temer e nem desanimar, pois se temos essa certeza somos vencedores diante dos problemas e batalhas da vida.O Papa Bento XVI ensina que Natal é tempo de “alegria pelo fato de que Deus se fez Menino. Esta alegria, invisivelmente presente em nós, encoraja-nos a caminhar com confiança. Modelo e ajuda deste íntimo júbilo é a Virgem Maria, por meio da qual nos foi oferecido o Menino Jesus. Que Ela, discípula fiel do seu Filho, nos conceda a graça de viver este tempo litúrgico, vigilantes e diligentes na esperança”.

Testemunho

Ver de perto a gruta de Belém, onde Jesus nasceu, foi um momento muito especial na minha vida. É um lugar onde a gente sente  a presença de Deus com muita força. Confirmo as palavras da Igreja, quando fala  da alegria que é celebrar o Natal do Senhor. Ter a consciência  de que Deus Emanuel, o Deus-conosco nunca vai nos abandonar, é muito bom e maravilhoso. Senti muita alegria ao visitar o lugar onde Jesus nasceu.

Oremos:

 Com a liturgia do Advento: Ouvi com bondade, ó Deus, as preces do vosso povo, para que, alegrando-nos hoje com a vinda do vosso Filho em nossa carne, alcancemos o prêmio da vida eterna, quando ele vier na sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito santo. Amém.

Com Nossa Senhora: Ó Mãe Imaculada, escolhida e generosa serva do Senhor. Vós revelais a ternura de Deus e o vigor capaz de transformar as trevas em luz, a tristeza em alegria e o abatimento em esperança. Vós sois a mãe da vida e a serva fiel que ainda hoje nos ensinais a reconhecer as maravilhas que Deus continua realizando em favor do povo. Ensinai-nos a amar-vos e acolher o reino de vosso Filho. Que vive e reina para sempre. Amém.

Que nesse Natal, o Senhor Jesus nos fortaleça na esperança de uma vida nova. Que nossas famílias possam se unir e se confraternizar na alegria e no amor.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

22 de novembro de 2010 at 21:26 Deixe um comentário

Terço da Libertação

  

Creio… …Pai – Nosso… Glória ao Pai..

Nas contas grandes:

Se Jesus quiser me libertar, eu serei verdadeiramente livre!

Nas pequenas:

(10x)
Jesus tem piedade de mim.
R – Jesus cura, salva e liberta-me

No final de cada dezena:

Glória ao Pai… Ó meu Jesus…

Oração Final:

Ó Jesus, meu único amor, eu rezo por aqueles que Vos amais, mas que não sabem amar-vos; que também eles, sejam livres de todo o mal. Amém! Senhor Jesus; pedimos por todos os nossos pecados. Pedimos ainda em Teu nome, a Deus Pai, que Ele envie o Espírito Santo, derramando em nosso coração o dom de proclamar a Tua palavra, com muita fé e confiança, através do terço da libertação. Pedimos, Jesus, que o Teu poder se manifeste em nossa vida e que Tu realizes milagres e prodígios através dessa poderosíssima oração de fé, que nada mais é do que a proclamação da Tua Palavra. Amém, Aleluia, Amém!

Salve Rainha……….

22 de novembro de 2010 at 18:16 Deixe um comentário

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