Archive for fevereiro, 2012

História de Nossa Senhora de Caravaggio


A história de Nossa Senhora de Caravaggio surge em 1432 na cidadezinha de Caravaggio, no norte da Itália próximo de Milão e Veneza. Num momento da história de muita luta, divisões políticas e religiosas, ódio, heresias, traições e crimes.
Um texto antigo diz: “A terra de caravaggio é, desde pouquíssimo tempo, verdadeiramente, feliz, por ter-lhe aí aparecido a Santíssima Virgem Maria, em 1432, enquanto declinava então o dia sexto das calendas de junho; mas Joaneta é, por disposição divina, mais feliz do que qualquer pessoa de ambos os sexos, porque mereceu ver a augusta Mãe do Senhor”.

Na primavera de 1432, a camponesa italiana Joaneta Varoli, filha de Pedro dei Vacchi, vivia numa casa humilde da vila. Temos poucas referências históricas de sua vida. Ela percorreu as ruas de Cravaggio dirigindo-se ao campo de Mazzolengo. Sua meta era conseguir pasto suficiente para alimentar a criação de animais que ela e o marido tinham em sua propriedade.
Para conhecer melhor Joaneta, é imprescindível deter-se em seu matrimônio com Francisco Varoli. Foi uma experiência dramática e violenta, que a tradição não cansa de repetir. Certamente o fato de sofrer maus-tratos pelo seu esposo é uma das mais fortes características citadas sobre a vidente do prado de Mazzolengo.
Naquela tarde, Joaneta Varoli saiu de casa para colher ervas. A cerca de 1.800 metros da vila de Caravaggio, havia um terreno pantanoso. Ela pôs-se a ceifar as ervas para os animais. Quando decidiu retornar para casa percebeu que não tinha forças para carregar todo aquele fardo. Tomada pela aflição, Joaneta caiu no pranto e angustiada, começou a pedir ajudar do céu, pedindo socorro a Maria, Mãe de Jesus.
Entre a dor e a súplica, a camponesa vê uma bela e alta senhora. Observou a beleza do rosto e o esplendor das vestes. O rosto majestoso, alegre e sereno. A beleza da senhora maravilhou Joaneta. Diante da perplexidade, Joaneta exclama: “Ó Madonna Santíssima!” E a senhora respondeu: “Sim sou eu mesma. Não temas, ó filha! Consola-te! As tuas orações foram ouvidas pelo meu Divino Filho e, graças à minha intercessão, já te estão preparando os eterno tesouros do céu”.
Mandou que se ajoelhasse para receber a sua mensagem. E diz: “Tenho conseguido afastar do povo cristão os merecidos e iminentes castigos da Divina Justiça, e venho anunciar a paz”.
Nossa Senhora pede ao povo que volte a fazer penitência, jejue nas sextas-feiras e vá orar na Igreja no sábado à tarde em agradecimento pelos castigos afastados e pede que lhe seja erguida uma capela. Como sinal da origem divina da aparição e das graças que ali seriam dispensadas, ao lado de onde estavam seus pés, brota uma fonte de água límpida e abundante, existente até os dias de hoje e nela muitos doente recuperam a saúde.
Joaneta, leva ao povo e aos governantes o recado da Virgem Maria para solicitar-lhes os acordos de paz. Apresenta-se ao Marcos Secco, senhor de Caravaggio, ao Duque Felipi Maria Visconti, senhor de Milão, ao imperador do Oriente, de Constantinopla, João Paleólogo, no sentido de unir a igreja dos gregos com o Papa de Roma. Os efeitos da mensagem de paz logo apareceram. A paz aconteceu na Pátria e na Igreja.
Joaneta, após cumprir sua missão de levar a mensagem de Maria ao povo, aos estados em guerra e à igreja católica, os historiadores pouco ou nada falam. Ela desapareceu no anonimato.

Fonte: site das Paulinas

29 de fevereiro de 2012 at 12:38 Deixe um comentário

Santos Romão e Lupicino – 28 de Fevereiro

28 de fevereiro de 2012 at 7:14 Deixe um comentário

A Transfiguração do Senhor – Segundo Domingo da Quaresma – São Marcos 9, 2-10

”  Seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E  transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as pode fazer assim tão brancas.  Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus. Pedro tomou a palavra: Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias. Com efeito, não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados. Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o.  E olhando eles logo em derredor, já não viram ninguém, senão só a Jesus com eles.  Ao descerem do monte, proibiu-lhes Jesus que contassem a quem quer que fosse o que tinham visto, até que o Filho do homem houvesse ressurgido dos mortos.  E guardaram esta recomendação consigo, perguntando entre si o que significaria: Ser ressuscitado dentre os mortos.”

Pela grandeza do mundo criado e também através da obra maravilhoasa que é a criação da humanidade, Deus permite que vejamos a sua  misteriosa beleza.  Mas nada supera a beleza e a maravilha do amor de Deus revelado em seu Filho Jesus Cristo por cada um de nós. O Papa Bento XVI explica assim: “Jesus é a manifestação plena da glória divina. Na glorificação do Filho, resplandece e comunica-se a glória do Pai (Jo  8, 54). Jesus Cristo mostra-nos como a verdade do amor sabe transfigurar inclusive o mistério sombrio da morte na luz radiante da ressurreição. Aqui o esplendor da glória de Deus supera toda a beleza do mundo. A verdadeira beleza é o amor de Deus que nos foi definitivamente revelado no Mistério Pascal”.

Também o Beato João Paulo II disse sobre a glória de Deus revelada em Jesus Cristo: “O seu Rosto resplandeceu como o Sol” (Mt 17, 2). O rosto de Cristo é um rosto de luz que rasga a obscuridade da morte: é anúncio e penhor da nossa glória, porque é o rosto do Crucificado Ressuscitado”. A transfiguração de Jesus é a beleza que brota da sua divindade, isto é, Jesus se transfigura, e mostra que é o Verbo que se fez carne. (Jo 1, 14)

Quando Jesus se transfigura no Monte Tabor, o Pai como no Batismo do Rio Jordão ( Mt 3, 17), relembra que Jesus é o seu amado Filho e que precisamos escutá-lo: ” Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o”.( Mc 9, 7) É o Filho amado do Pai eterno. E o Pai dá o Filho para nós. Para morrer por nós. Por amor.

O Beato João Paulo II disse: “Não se apodera também de nós, neste momento, a alegria, o assombro, o temor e a admiração que invadiram naquele tempo a alma de Pedro, Tiago e João? O Filho muito amado está aqui. Também para nós. É dado a nós. Vive para nós. Vem morrer por nós. Vem dar-nos o amor do Pai e, com ele, tudo o resto. “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Ele, que não poupou o próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não havia de nos dar também, com Ele, todas as coisas?” (Rom 8, 31). Deus deu-no-1’O, sacrificou-O por nós homens, levando até ao extremo cumprimento aquilo que, só como símbolo, e não até à imolação”.

Pedro quis guardar esse momento maravilhoso no Monte Tabor com a presença gloriosa de Jesus em sua Transfiguração, e mais a visão de Elias e Moisés, figuras fortes do Antigo Testamento, que propôs fazer três tendas: uma para Jesus, uma para Moisés e outra para Elias.  Mas era preciso descer a montanha e enfrentar os grandes e dolorosos desafios que viriam a seguir com o calvário de Jesus Cristo.

 Santo Agostinho explicou assim sobre esse momento: “Pedro ainda não tinha compreendido isso ao desejar viver com Cristo sobre a Montanha. Ele reservou-te isto, Pedro, para depois da morte. Mas agora Ele mesmo diz: Desce para sofrer na terra, para servir na terra, para ser desprezado, crucificado na terra. A Vida desce para fazer-se matar; o Pão desce para ter fome; o Caminho desce para cansar-se da caminhada; a Fonte desce para ter sede; e tu recusas sofrer?” (Sermão 78,6).

 Também nós participamos da Transfiguração do Senhor no decorrer de nossa vida com nossos sofrimentos e tribulações. Se permanecermos em Jesus, colocando-o como o Senhor e Mestre de nossas vidas, seremos transfigurados com Ele na dor , pela sua Cruz, e ressuscitaremos com Ele para a glória eterna, pela sua Ressurreição. O sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus, lava as nossas vestes sujas pelo pecado e fazem-nas ficarem brancas para podermos assim participar do banquete da eternidade. Pois os que estão no céu “são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as sua vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro”. ( Ap 7, 14)

A luz resplandecente de Cristo ressuscitado ilumina as trevas da nossa alma. O Beato João Paulo II disse:  “Com Cristo ressuscitado a verdade e o amor triunfam sobre a mentira e o pecado. Nele, a luz de Deus já ilumina definitivamente a vida dos homens e o percurso da história. “Eu sou a luz do mundo afirma Ele no Evangelho Quem me segue não caminhará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8, 12).

A presença dos três apóstolos ( Pedro, Tiago e João)  no momento da transfiguração do Senhor  mostra também que eles serão os continuadores da missão de Jesus Cristo  no mundo, através de sua Igreja.  E depois os sucessores dos Apóstolos ( Papa e Bispos), terão a missão de levar o poder da Transfiguração do Senhor a todos os povos e nações. Quando Jesus transfigurou-se no Monte Tabor, estava a caminho de Jerusalém onde seria entregue aos seus algozes.

 Em Jerusalém, a fé dos Apóstolos seria testada duramente ao verem Jesus ser ultrajado e morto na cruz.  Podemos dizer que ver Jesus transfigurado no Monte ajudou os apóstolos a suportar tamanha dor.  E a suportar também os seus próprios sofrimentos por causa do fiel seguimento aos ensinamentos de Jesus. São Pedro em uma de suas missões lembra o momento glorioso da Transfiguração do Senhor: “Na realidade, não é baseando-nos em hábeis fábulas imaginadas que nós vos temos feito conhecer o poder e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas por termos visto a sua majestade com nossos próprios olhos.” ( 2 Pr 1, 16)

  A Transfiguração de Jesus no Monte Tabor antecipou o momento glorioso e sublime  de sua Ressurreição e, de sua segunda vinda nos “ finais dos tempos”, onde Ele virá nos resgatar para Si .  O Catecismo diz que “a Transfiguração dá-nos um antegozo da vinda gloriosa do Cristo, que vai transfigurar nosso corpo humilhado, conformando-o ao seu corpo glorioso” (Fl 3,21).

O Papa João Paulo II, disse assim referindo-se à Transfiguração: “O rosto de Cristo é um rosto de luz que rasga a obscuridade da morte: é anúncio e penhor da nossa glória, porque é o rosto do Crucificado Ressuscitado, o único Redentor da humanidade que continua a resplandecer sobre nós.”

“Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o”(V.7)- Maria Santíssima foi sempre a primeira a ouvir o Filho Jesus. Já nas bodas de Caná nos dá esse exemplo quando dirigiu essas palavras aos que serviam o vinho no casamento: “Fazei o que Ele vos disser” (Jo 2, 5). Ouçamos Jesus, porque somente o Senhor tem palavras de vida eterna. (Jo 6, 68)

 E o Salmo 66, versículo 2  diz: “ Tenha Deus piedade de nós e nos abençõe, faça resplandecer sobre nós a luz da sua face”. E também no Salmo 4: “ Fazei brilhar sobre nós, Senhor, a luz de vossa face.” ( 7)  A face de Jesus iluminada na Transfiguração é  a certeza de sua vitória sobre as trevas do pecado e da morte.

ORAÇÃO

Da Liturgia Eucarística: Ó Deus, que nos mandastes ouvir o vosso Filho amado, alimentai nosso espírito com a vossa palavra, para que purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória. Por nosso senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Ó Jesus, transforme todas as  trevas do nosso coração em luz. E que brilhe sempre sobre nós e sobre nossa família a Tua luz, Senhor!

Ó Senhor Jesus, transfigure os nossos sofrimentos de ontem em muitas graças no dia de hoje.

Ó Jesus, ajude-nos a ser testemunho de fé, luz e amor para nossos irmãos.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

27 de fevereiro de 2012 at 9:07 Deixe um comentário

Oração a Jesus Libertador

Eu venho a Ti, Senhor Jesus, como a meu Libertador. Tu conheces todos os meus problemas, todas as coisas que me amarram, que me atormentam, corrompem e incomodam. Eu me recuso, neste momento, a aceitar qualquer coisa de satanás e me desligo de espíritos das trevas, de toda influência negativa e maligna, de todo cativeiro satânico, de todo espírito em mim que não seja espírito de Deus, e ordeno a todos os espíritos relacionados com satanás que nos deixem agora e não voltem nunca mais, prostrando-se aos pés da santa cruz de Jesus Cristo, para sempre.
confesso que meu corpo é templo do Espírito Santo: redimido, lavado, santificado, justificado pelo Sangue de Jesus. Portanto, satanás não tem lugar em mim e nenhum poder sobre mim, por causa do Sangue de Jesus.Amém. Amém. Aleluia.

Fonte: Canção Nova

26 de fevereiro de 2012 at 10:15 Deixe um comentário

PAPA BENTO XVI – AUDIÊNCIA GERAL – 22 de fevereiro de 2012

Queridos irmãos e irmãs,

Nos próximos quarenta dias, que nos levarão até ao Tríduo Pascal – celebração da paixão, morte e ressurreição de Cristo –, somos convidados a viver um caminho de conversão e renovação espiritual, que nos faça sair de nós mesmos para ir ao encontro do Senhor. Este período será um tempo propício para uma experiência mais profunda de Deus, que torne forte o espírito, confirme a fé, alimente a esperança e anime a caridade. Poderemos assim ver e recordar tudo aquilo que Ele fez por nós. Daí concluiremos que só o Senhor nos merece; e, sem mais adiamentos nem hesitações, entregar-nos-emos nas suas mãos. E Cristo tornar-nos-á participantes da vitória sobre o pecado e a morte, que Ele nos alcançou com o seu amor levado até ao extremo da imolação por nós na cruz. Seguindo o caminho da cruz com Jesus, ser-nos-á aberto o mundo luminoso de Deus, o mundo da luz, da verdade e da alegria. Inundados por esta luz, ganharemos nova coragem para aceitar, com fé e paciência, todas as dificuldades, aflições e provações da vida, sabendo que, das trevas, o Senhor fará surgir a alvorada nova da ressurreição.

25 de fevereiro de 2012 at 21:02 Deixe um comentário

Cura, Senhor – Padre Reginaldo Manzotti

25 de fevereiro de 2012 at 10:52 Deixe um comentário

A Quaresma e a Semana Santa


Oi Crianças!
Já vimos que junto com o Sacerdote, é a pastoral da Liturgia quem organiza as celebrações da Igreja.
As pessoas que se estão presentes nas celebrações participam prestando a atenção,cantando, rezando, fazendo gestos, etc….
O centro das celebrações litúrgicas é sempre Jesus Cristo e Sua mensagem de salvação.

Já vimos sobre os Tempos Litúrgicos em outro post.
O Tempo do Advento, por exemplo, celebra a espera do nascimento de Jesus;
O Tempo do Natal celebra o Seu nascimento e assim por diante...

          A  QUARESMA

Esse Tempo que estamos vivendo agora é o Tempo da Quaresma,
Que significa os 40 dias que Jesus Cristo passou no deserto jejuando.
As vestes do sacerdote e os panos litúrgicos são de cor roxa,

Porque Quaresma é tempo de orar mais; jejuar; dar esmolas;

Para assim termos mais força para buscarmos  a conversão.

A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na Semana Santa.

              A SEMANA SANTA

Na Semana Santa celebra-se a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus,

São momentos muito fortes na vida das comunidades, pois nesses dias relembramos:
Na Quinta-Feira Santa, a Instituição da Sagrada Eucaristia e o Lava-pés;
Na Sexta-Feira Santa, a Paixão e Morte de Jesus Cristo na cruz;
No Sábado Santo e Vigília Pascal, permanecemos em adoração a Jesus morto;

E esperamos vigilantes pela sua Ressurreição.

E no Domingo é a maior festa dos fiéis católicos, a Festa da Ressurreição – a Páscoa.
Cristo ressuscitou, venceu a morte e nos deu a vida eterna.

              Jane Amábile

24 de fevereiro de 2012 at 11:36 Deixe um comentário

Oração pelos povos – Luxemburgo

Mensagem do Beato João Paulo II ao Arcebispo de Luxemburgo e a todo o seu povo:

Transmita os meus encorajamentos calorosos aos sacerdotes, aos diáconos, aos religiosos, às religiosas e a todos os fiéis, que são chamados a trabalhar em comunhão com Vossa Excelência na missão da Igreja. Invoco sobre a sua pessoa e a sua comunidade diocesana a intercessão materna de Nossa Senhora de Luxemburgo, Consoladora dos Aflitos, e de São Willibrord, e concedo-lhe de todo o coração a Bênção Apostólica.

São Willibrord de Utrecht, rogai por nós!

23 de fevereiro de 2012 at 17:57 Deixe um comentário

O Espírito o impeliu para o deserto – Primeiro Domingo da Quaresma – Marcos 1, 12-15

12. E logo o Espírito o impeliu para o deserto. 13. Aí esteve quarenta dias. Foi tentado pelo demônio e esteve em companhia dos animais selvagens. E os anjos o serviam. 14. Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galileia. Pregava o Evangelho de Deus, e dizia: 15. “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho.”

O Tempo Litúrgico da Quaresma lembra os 40 dias que Jesus Cristo esteve na solidão do deserto em jejum. Após o batismo no Rio Jordão, Jesus foi levado pelo Espírito Santo ao deserto. E ali foi tentado por Satanás.

O Papa Bento XVI ensinou: “No deserto, lugar da provação, como mostra a experiência do povo de Israel, sobressai com profunda dramaticidade a realidade do esvaziamento de Cristo, que se despojou da forma de Deus (Fl 2, 6-7). Deixa-se tentar por Satanás, o adversário, que desde o princípio se opôs ao desígnio salvífico de Deus em benefício dos homens. Quase de fugida, na brevidade da narração, diante desta figura obscura e tenebrosa que ousa tentar o Senhor, aparecem os anjos, figuras luminosas e misteriosas. Os anjos, diz o Evangelho, “serviam” Jesus (Mc 1, 13)”.

Podemos compreender que Jesus Cristo precisou também confrontar-se com o mal e vencê-lo, para que essa vitória pudesse acontecer também na nossa vida. Porque o primeiro homem e a primeira mulher cederam às investidas de Satanás, por isso foi necessário também que Jesus dominasse e vencesse o malígno desde o início de sua missão. Se estamos com Jesus o mal não tem mais poder sobre nós. Somos fortes se cremos N’Ele e praticamos a Sua Palavra . Com Cristo temos força para vencer todo o tipo de tentação. A Palavra diz: “Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela”. ( I Cor 10, 13)

O Catecismo (539) explica: “Os evangelistas assinalam o sentido salvífico desse acontecimento misterioso. Jesus é o novo Adão, que ficou fiel onde o primeiro sucumbiu à tentação. Jesus cumpre à perfeição a vocação de Israel: contrariamente aos que provocaram outrora a Deus durante quarenta anos no deserto, Cristo se revela como o Servo de Deus totalmente obediente à vontade divina. Nisso Jesus é vencedor do Diabo: ele “amarrou o homem forte” para retomar-lhe a presa. A vitória de Jesus sobre o tentador no deserto antecipa a vitória da Paixão, obediência suprema de seu amor filial ao Pai”.

O versículo 12 diz: “E logo o Espírito o impeliu para o deserto”-

 O deserto onde Jesus jejuou por 4o dias – O Papa Bento XVI explicou-nos: “Na Terra Santa, a oeste do rio Jordão e do oásis de Jericó, encontra-se o deserto de Judá que, ao longo de vales pedregosos, ultrapassando um desnível de cerca de mil metros, sobe até Jerusalém. Depois de ter recebido o batismo de João, Jesus entrou naquela solidão conduzido pelo próprio Espírito Santo, que tinha descido sobre Ele, consagrando-O e revelando-O como Filho de Deus”.

 Jesus e o Espírito Santo – O Beato João Paulo II disse assim: “Toda a vida de Jesus transcorre sob o influxo do Espírito Santo; no início é Ele que envolve a Virgem Maria, no mistério inefável da Encarnação; no rio Jordão, ainda é Ele que dá testemunho ao Filho predileto do Pai, e o conduz ao deserto. Na sinagoga de Nazareth, Jesus atesta pessoalmente: “O Espírito do Senhor repousa sobre mim” (Lc 4,18). Ele promete esse mesmo Espírito aos discípulos, como garantia perene da sua presença no meio deles. No alto da cruz, o entrega de volta ao Pai ( Jo 19,30) selando assim a madrugada de Páscoa da Nova Aliança. Por fim, no dia de Pentecostes, o efunde sobre a comunidade primitiva, para consolidá-la na fé e lançá-la nas estradas do mundo”.

O versículo 13a  diz: “Aí esteve quarenta dias. Foi tentado pelo demônio e esteve em companhia dos animais selvagens. E os anjos o serviam”.

O Jejum – Quaresma é tempo de jejum. O jejum é uma penitência que fazemos em oferta a Deus pela nossa conversão e pela conversão de nossos irmãos. Jesus esteve no deserto por 40 dias, jejuando. São Mateus (4,13) na mesma passagem evangélica diz que Jesus “Jejuou quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome”.

 O Catecismo (538) diz: “Os Evangelhos falam de um tempo de solidão de Jesus no deserto, imediatamente após seu Batismo por João: “Levado pelo Espírito” ao deserto, Jesus ali fica quarenta dias sem comer, vive com os animais selvagens e os anjos o servem. No final dessa permanência, Satanás o tenta por três vezes procurando questionar sua atitude filial para com Deus. Jesus rechaça esses ataques que recapitulam as tentações de Adão no Paraíso e de Israel no deserto, e o Diabo afasta-se dele “até o tempo oportuno” (Lc 4,13)”.

O deserto interior pela falta de Deus – A Palavra diz: “Temos, portanto, um grande Sumo Sacerdote que penetrou nos céus, Jesus, Filho de Deus. Conservemos firme a nossa fé. Porque não temos nele um pontífice incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas. Ao contrário, passou pelas mesmas provações que nós, com exceção do pecado”. (Hb 4, 14-15)

Coloquemos todos os nossos sentimentos de vazio e solidão no coração daquele que passou tudo isso por nós: Jesus Cristo. Hoje infelizmente há muitas pessoas vivendo num deserto interior, porque resolveram por livre arbítrio prescindirem de Deus. O Papa Bento XVI disse que “depressa demo-nos conta do deserto interior que nasce onde o homem, desejando ser o único artífice da sua natureza e do seu destino, se encontra desprovido daquilo que constitui o fundamento de tudo”.

 

Jesus é tentado por satanás – O Beato João Paulo II disse: “Os três sinópticos sublinham como, imediatamente após o baptismo, Jesus é «levado» pelo Espírito Santo ao deserto «para ser tentado por Satanás» (Mt 4, 1; cf. Lc 4, 1; Mc 1, 12). A proposta de Satanás é a de um messianismo triunfal, feito de prodígios espectaculares, como transformar as pedras em pão, lançar-se do pináculo do templo ficando ileso, conquistar num instante o domínio político de todas as nações. Mas a escolha de Jesus, em pleno obséquio à vontade do Pai, é clara e inequívoca; Ele aceita ser o Messias sofredor e crucificado, que oferecerá a Sua vida pela salvação do mundo”.

 

As três tentações – O Evangelho narrado por São Mateus (4, 3-10), paralelo ao de São Marcos, especifica as três tentações sofridas no deserto por Jesus Cristo:  “O tentador aproximou-se dele e lhe disse: Se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornem pães. Jesus respondeu: Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus (Dt 8,3). O demônio transportou-o à Cidade Santa, colocou-o no ponto mais alto do templo e disse-lhe:  Se és Filho de Deus, lança-te abaixo, pois está escrito: Ele deu a seus anjos ordens a teu respeito; proteger-te-ão com as mãos, com cuidado, para não machucares o teu pé em alguma pedra (Sl 90,11s). Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus (Dt 6,16).   O demônio transportou-o uma vez mais, a um monte muito alto, e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe:  Dar-te-ei tudo isto se, prostrando-te diante de mim, me adorares.  Respondeu-lhe Jesus: Para trás, Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás (Dt 6,13)”.  

O Papa João Paulo II explicou-nos que Jesus “é posto à prova pelo demônio, que Lhe apresenta três tentações comuns na vida de todo o homem: a voluptuosidade dos bens materiais, a sedução do poder humano e a presunção de submeter Deus aos próprios interesses”.

O versículo 13b diz:  “E os anjos o serviam”-

Os Anjos – Os anjos vieram cuidar de Nosso Senhor Jesus Cristo, ao final dos 40 dias de jejum no deserto.  O Papa Bento XVI disse assim sobre esse versículo: “Estimados irmãos e irmãs, excluiríamos uma parte notável do Evangelho, se deixássemos de lado estes seres enviados por Deus (os anjos), que anunciam a sua presença no meio de nós e constituem um sinal da mesma. Invoquemo-los com frequência, a fim de que nos sustentem no compromisso de seguir Jesus a ponto de nos identificarmos com Ele”.

Versículos 14 e 15:  “Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galileia. Pregava o Evangelho de Deus, e dizia: “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho.”

Depois que João Batista foi preso, Jesus Cristo deu início a sua missão levando a mensagem de salvação e instaurando o Reino dos Céus no meio de nós. O Catecismo (541) diz: «Por isso, Cristo, a fim de cumprir a vontade do Pai, deu começo na terra ao Reino dos céus”. E diz Também (543):  “Todos os homens são chamados a entrar no Reino. Anunciado primeiro aos filhos de Israel, este Reino messiânico é destinado a acolher os homens de todas as nações.  Para ter acesso a ele, é preciso acolher a Palavra de Jesus”.

Quaresma é tempo de conversão – Jesus nos faz esse convite: “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho.”(V. 15) O Papa Bento XVI disse que “este tempo litúrgico, que recorda os quarenta dias transcorridos por Jesus no deserto, constitui para todos os batizados um forte convite à conversão, a fim de chegarem interiormente renovados a celebrar a Páscoa, solene memorial da salvação”.  

 “O período da Quaresma é reservado para a reflexão e a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade”. (CNBB)

No Tempo da Quaresma, especialmente, a Igreja nos convida a intensificar os momentos de oração diária, o jejum e o exercício das boas obras (caridade). Tudo isso como oferta a Deus pela nossa conversão e de nossos irmãos.

A Campanha da Fraternidade desse ano de 2012 tem como tema a saúde. E por isso fala da precariedade do atendimento do Sitema Único de Saúde. Precisamos, em unidade com a nossa Igreja, colocar nossa oração nessa intenção. Peçamos ao Senhor que as autoridades responsáveis pelo serviço público de saúde de nosso país, tenham força e determinação para mudar essa triste realidade, que se arrasta há décadas, pois centenas de pessoas precisam recorrer diariamente a esse serviço. E também nessa Quaresma podemos nos empenhar mais no sentido de dar  uma melhor assistência aos nossos irmãos que se encontram enfermos.

Oremos com o Círculo Bíblico:
Ó Deus de ternura, vosso Filho enfrentou tentações no deserto, mas foi vencedor. Ajudai-nos, Senhor, a livrar nosso coração do consumismo, da religião interesseira e da tirania dos ídolos. Convertidos ao seguimento de vossa vontade e renovados na fé e nos compromissos de nosso batismo, cumpriremos os objetivos quaresmais. Atentos à vossa Palavra, queremos buscar a verdadeira conversão. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Oração da Campanha da Fraternidade de 2012:
Senhor Deus de amor, Pai de bondade, nós vos louvamos e agradecemos pelo dom da vida, pelo amor com que cuidais de toda a criação. Vosso Filho Jesus Cristo, em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos e de todos os sofredores, sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude. Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito. Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão se faça sempre mais, solidária às dores e enfermidades do povo, e que a saúde se difunda sobre a terra. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

22 de fevereiro de 2012 at 10:47 Deixe um comentário

Quaresma – Oração, Jejum e Caridade


Sobre a Quaresma:

Comentário da Liturgia: Quaresma é tempo de conversão e preparação para celebrar a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Iluminado pelo Espírito de Deus, Jesus vence as propostas tentadoras e nos aponta o caminho para levarmos adiante o reino que Ele nos trouxe.

O Papa Bento XVI: “Todos os anos, a Quaresma oferece-nos uma providencial ocasião para aprofundar o sentido e o valor do nosso ser de cristãos, e estimula-nos a redescobrir a misericórdia de Deus a fim de nos tornarmos, por nossa vez, mais misericordiosos para com os irmãos. No tempo quaresmal, a Igreja tem o cuidado de propor alguns compromissos específicos que ajudem, concretamente, os fiéis neste processo de renovação interior: tais são a oração, o jejum e a esmola”.

O Beato João Paulo II: “A Quaresma é o tempo «favorável» para uma profunda verificação da própria vida, à luz da Palavra de Deus”. 

São Gregório Magno: “O jejum é santo pelas virtudes que o acompanham, principalmente pela caridade, por cada gesto de generosidade, que dá aos pobres e necessitados, o fruto de nossa privação”.

Santo Agostinho:   “Toda a vida do cristão fervoroso  é um santo desejo. Se isso é assim, na Quaresma somos convidados, ainda mais, a arrancar de nossos desejos as raízes da vaidade para educar o coração no desejo, ou seja, no amor de Deus. Deus é tudo o que desejamos».

Santo Antônio de Pádua: “A caridade consiste principalmente em quatro coisas: coração compungido, contemplação da glória, amor do próximo, lembrança da própria miséria.”

São Leão Magno: Mortifiquemos um pouco o homem exterior para que o interior seja restaurado; perdendo um pouco do excesso corpóreo, o espírito robustece-se pelas delícias espirituais”.

Santo Afonso Maria de Ligório:  “É preciso que nos convençamos de que da oração depende todo o nosso bem. Da oração depende a nossa mudança de vida, o vencer das tentações; dela depende conseguirmos o amor de Deus, a perfeição, a perseverança e a salvação eterna”

O JEJUM E A ABSTINÊNCIA
Com o intuito de fazer penitência por nossos pecados, de melhor nos dispor para a oração e de estarmos unidos aos sofrimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Santa Igreja nos pede, nos tempos de penitência, que ofereçamos jejum e abstinência a Deus.

O Jejum:
Praticado desde toda a Antiguidade pelo povo eleito, como sinal de arrependi­mento, praticado por Nosso Senhor Jesus Cristo e por todos os santos, recomendado pela Santa Igreja como instrumento de santificação da alma, de controle do corpo e equilíbrio emocional, o jejum obrigatório foi sendo reduzido ao longo dos séculos.

Quando devemos jejuar por obrigação?
Na Quarta-feira de cinzas, abertura da Quaresma.
Na Sexta-feira Santa, dia da morte de Nosso Senhor.

No entanto, todos os católicos devem ter a mortificação e o jejum presentes em suas vidas ao longo do ano, principalmente durante o Advento, a Quaresma e nas Quatro Têmporas, tendo sempre o espírito mortificado, fugindo do excesso de conforto e prazeres e, na medida do possível, oferecendo alguns sacrifícios a Deus, seja no comer, no beber, nas diversões (televisão principal­men­te), nos desconfortos que a vida oferece (calor, trabalho, etc.), sabendo suportar os outros, tendo paciência em tudo.
Assim sendo, mesmo não sendo obrigatório, continua sendo recomendado o jejum nas Quartas e Sextas da Quaresma e do Advento, guardando-se sempre o espírito pronto para as pequenas mortificações também nos demais dias.

Quem deve jejuar?
As pessoas maiores de 21 anos são obrigadas. Mas é evidente que os adolescentes podem muito bem oferecer esse sacrifício sem prejuízo para a saúde.
Quanto às crianças menores, mesmo alimentando-se bem, devem ser orientadas no sentido de oferecer pequenos sacrifícios, e acompanhar a frugalidade das refeições.
As pessoas doentes podem ser dispensadas (é sempre bom pedir a permissão ao padre) .
As pessoas com mais de sessenta anos não têm obrigação de jejuar, mas podem fazê-lo se não houver perigo para a saúde.

Como jejuar nos dias de jejum obrigatório?
– Café da manhã mais simples que de hábito: uma xícara de café puro, um pedaço de pão, uma fruta.
– Almoço normal, mas sem carne (peixe pode), sem doces e sobremesas mais apetitosas, sem bebidas alcoólicas ou refrigerantes.
– No jantar, um copo de leite ou um prato de sopa, um pedaço de pão, uma fruta.

São inúmeras as passagens das Sagradas Escrituras referentes ao jejum. Eis algumas:
Tobias 12,8
S. Mateus 17,20
Atos 14,22 -23

Fonte sobre Jejum: Site Pequeno Manual do Católico

Oração da Campanha da Fraternidade de 2012
Senhor Deus de amor, Pai de bondade, nós vos louvamos e agradecemos pelo dom da vida, pelo amor com que cuidais de toda a criação.
Vosso Filho Jesus Cristo, em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos e de todos os sofredores, sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.
Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito.
Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão se faça sempre mais, solidária às dores e enfermidades do povo, e que a saúde se difunda sobre a terra. Amém.

21 de fevereiro de 2012 at 11:26 Deixe um comentário

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