Archive for novembro, 2019

Reflexão para I Domingo do Advento: a nossa responsabilidade para o fim

"Estamos num mundo que tem seu fim e, para tal, deveremos nos preparar", afirma Pe. Cesar

Ao começar um novo ano litúrgico, também temos a oportunidade para colocarmos nossa vida de acordo com a mensagem cristã extraída da Sagrada Escritura. “Sejamos responsáveis!”, exorta Pe. Cesar Augusto dos Santos na reflexão para este I Domingo do Advento: “meu marido, mulher, filhos, pai, mãe, irmãos e amigos se tornaram mais felizes porque conviveram comigo ou minha presença foi ocasião de desilusão e fracasso? Aí já está o nosso juízo. Minha vida valeu? Ainda há tempo! Estamos vivos! Poderemos mudar!”.

Padre Cesar Augusto dos Santos

Iniciamos um novo ano litúrgico e, com ele, nova oportunidade para colocarmos nossa vida de acordo com a mensagem cristã extraída da Sagrada Escritura.

O Evangelho de hoje nos fala da segunda vinda de Jesus. O tempo do Advento, que ora iniciamos, tem o objetivo de nos preparar para essa segunda vinda. É verdade que tudo nos leva a nos preparamos para o Natal, mas a liturgia deseja, de modo especial, nos preparar para o encontro definitivo com Cristo, cuja celebração natalina também tem idêntico objetivo.

No Evangelho, Jesus nos diz que é no dia a dia que Deus vem ao nosso encontro, como aconteceu na época de Noé. Apesar de se comentar que aquele tempo chegava ao seu fim, nem todos acreditavam e até zombavam dos que levaram a notícia a sério.

A preparação para o fim

Também nós estamos em um mundo onde as coisas terminam, até o ser humano se extingue! Portanto estamos em um mundo que tem seu fim e para tal deveremos nos preparar. Se meus antepassados já não mais existem, se pessoas que eu conheci já não mais estão sobre a terra, devo me preparar porque minha hora, meu momento vai chegar.

Essa preparação não deve ser de modo estático ou trágico como algumas pessoas pensam, mas de modo dinâmico, dentro da vida diária, sem se fazer nada de especial, apenas praticando os ensinamentos do Senhor, amando a Deus e ao próximo. Nosso fim, nossa morte é certa e inevitável. Da morte ninguém escapa, é uma certeza! Apenas não sabemos quando e nem como.

Por isso é importante que estejamos preparados para esse momento que eternizará nossa existência.

Aquela brincadeira de criança e o encontro com Deus

Lembro-me de uma brincadeira de criança chamada “brincar de estátua”. As crianças estão pulando, dançando, fazendo qualquer coisa e aí o coleguinha grita “estátua” e todos deverão permanecer paralisados, como estavam quando ouviram o grito “estátua”. Também assim será o momento do encontro com Deus. Quando o Senhor nos chamar, quando disser “estátua”, não haverá possibilidade alguma de mudança, mas nos apresentaremos a Ele como fomos encontrados. Portanto aquele ditado que diz “Para onde a árvore pende, para lá cairá”, é uma grande verdade.

Aquele será o dia da nossa realidade, quando não mais poderemos mudar de coisas. Ao preencher a última página no livro de nossa existência, tudo estará consumado. Tudo estará nas mãos de Deus.

Portanto, vivamos de modo feliz, alegre, fazendo o que o Senhor nos pediu, sem outra preocupação a não ser amar e servir.

Nossa vida, nossa saúde, nossos dons e bens, intelectuais, espirituais e materiais deverão ser colocados à disposição de Deus, ou seja, das pessoas que Ele colocou em nossa vida, para que sejam felizes, para que O conheçam e O amem. Isso será eternizado quando chegar ao fim nossa participação neste mundo. Não sirvamos de nossa vida e dos bens que possuímos para nossa própria ruína. Deus nos criou livres e assim nos deixa viver. Sejamos responsáveis!

Poderíamos nos perguntar: Meu marido, minha mulher, meu filho, minha filha, meu pai, minha mãe, meu irmão, minha irmã, meu amigo, minha amiga, meu companheiro, minha companheira, enfim essas pessoas que Deus colocou por um tempo em minha vida, se tornaram mais felizes porque conviveram comigo ou minha presença foi ocasião de desilusão e fracasso? Aí já está o nosso juízo. Minha vida valeu? Ainda há tempo! Estamos vivos! Poderemos mudar!

30 de novembro de 2019 at 14:40 Deixe um comentário

Papa Francisco no Twitter

28 de nov de 2019: Como é importante aprender a ser uma mão amiga e estendida! Procurem crescer na amizade mesmo com aqueles que pensam de maneira diferente, para que a solidariedade cresça entre vocês e se torne a melhor arma para transformar a história.
25 de nov de 2019: O lema da minha visita é «proteger toda a vida», reconhecendo a sua inviolável dignidade e a importância de manifestar solidariedade e apoio aos nossos irmãos e irmãs que enfrentam qualquer tipo de necessidade.
25 de nov de 2019: O mundo precisa de ti: nunca te esqueças disto! O Senhor tem necessidade de ti, para poderes dar coragem a tantos que hoje pedem uma mão para os ajudar a levantar-se.
25 de nov de 2019: No trabalho contínuo de recuperação e reconstrução depois dos desastres, muitas mãos se devem juntar e muitos corações se devem unir como se fossem um só. Desta forma, as pessoas que sofreram receberão apoio e saberão que não foram esquecidas.

30 de novembro de 2019 at 5:58 Deixe um comentário

Sobre o ano litúrgico de 2020, ano A

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Diretório da Liturgia da Igreja no Brasil para o Ano Litúrgico de 2020, ano A (São Mateus): a publicação traz referências das leituras das celebrações e outras informações úteis ao calendário do Ano Litúrgico vigente. A versão de bolso é uma alternativa para ter este livro sempre à mão, de forma prática.

30 de novembro de 2019 at 5:45 Deixe um comentário

Papa à vida consagrada tailandesa: texto integral

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Viagem Apostólica à Tailândia

Pronunciamento do Santo Padre

Encontro com os sacerdotes, consagrados e consagradas, seminaristas e catequistas

[Tomhon – Paróquia de São Pedro (Sam Pram), 22 de novembro de 2019

Obrigado, D. Joseph (Pradhan Sridarunsil), pelas palavras de boas-vindas que me dirigiu em nome de todos vós. Estou feliz por vos poder ver, escutar, participar da vossa alegria e sentir como o Espírito realiza a sua obra no nosso meio. Obrigado a todos vós, catequistas, sacerdotes, consagrados e consagradas, seminaristas, por este tempo que me dais.

Obrigado também a Benedetta por ter partilhado connosco a sua vida e seu testemunho que deu. Enquanto a ouvia, apoderava-se de mim um sentimento de ação de graças pela vida de tantos missionários e missionárias que influenciaram as vossas vidas, nelas deixando impressa a sua marca. Benedetta, falaste-nos das Filhas da Caridade. E quero que as minhas primeiras palavras convosco sejam um agradecimento a todas estas pessoas consagradas que se tornaram fecundas, com o silencioso martírio da fidelidade e da dedicação diária. Não sei se tiveram a possibilidade de contemplar ou saborear o fruto dos seus sacrifícios, mas foram, sem dúvida, vidas capazes de gerar. Foram promessa de esperança. Por isso, no início do nosso encontro, quero convidar-vos a ter presente de maneira especial todos os catequistas, os consagrados idosos que nos geraram no amor e amizade com Jesus Cristo. Demos graças por eles e pelos idosos das nossas comunidades que hoje não puderam estar aqui. Dizei-lhes, aos idosos que hoje não puderam estar aqui, que o Papa os abençoa, lhes agradece e pede a bênção deles.

Penso que a história vocacional de cada um de nós está marcada por estas presenças que ajudaram a descobrir e discernir o fogo do Espírito. É tão belo e importante saber agradecer. «A gratidão é sempre uma “arma poderosa”. Só se formos capazes de contemplar e agradecer concretamente todos os gestos de amor, generosidade, solidariedade e confiança, bem os gestos como de perdão, paciência, suportação e compaixão com que fomos tratados, é que deixaremos o Espírito obsequiar-nos com aquele ar puro capaz de renovar (e não empachar) a nossa vida e nossa missão» (Carta aos Presbíteros, 4/VIII/2019). Pensemos neles, agradeçamos e, sustentados por eles, sintamo-nos chamados também nós a ser homens e mulheres que ajudam a gerar a vida nova que o Senhor nos dá. Chamados à fecundidade apostólica, chamados a ser destemidos lutadores pelas coisas que o Senhor ama e pelas quais deu a sua vida, peçamos a graça de os nossos sentimentos e nossos olhares palpitarem ao ritmo do seu Coração – e ousaria dizer-vos – até se ferir pelo mesmo amor; a graça de manter esta paixão por Jesus e pelo seu Reino.

Nesta linha, podemos perguntar-nos todos: Como cultivo a fecundidade apostólica? É uma linda pergunta, que podemos todosnos fazer e cada um poderá respondê-la em seu coração….vamos ver se a irmã traduz o que não está no… É uma linda pergunta que podemos nos fazer todos e ver o que nosso coração responde. Porque para mim não é fácil, isto não está no texto, para mim não é fácil me comunicar com vocês, através de um aparelho. Não é fácil! Porém vocês tem boa vontade. Obrigado.

Benedetta, falaste-nos de como o Senhor te atraiu por meio da beleza. Foi a beleza duma imagem de Nossa Senhora que penetrou, com o seu olhar particular, no teu coração e suscitou o desejo de A conhecer melhor: Quem é esta mulher? Não foram as palavras, ou sas ideias abstratas ou os frios silogismos frios; tudo começou com um olhar, com um olhar belo que te cativou. Quanta sabedoria escondem as tuas palavras! Despertar para a beleza, despertar para a maravilha, a surpresa capaz de abrir novos horizontes e suscitar novos interrogativos. Uma vida consagrada que não seja capaz de se manter aberta à surpresa, é uma vida que parou a meio do caminho. Isso eu quero repetir, não está escrito. Uma vida consagrada, que não é capaz de te surpreender todos os dias, de te alegrar ou de chorar, porém de te surpreender, é uma vida consagrada pela metade do caminho. O Senhor não nos chamou para nos enviar ao mundo a fim de impor às pessoas obrigações ou colocar cargas mais pesadas que aquelas já têm (e são muitas), mas para compartilhar uma alegria, um horizonte belo, novo, surpreendente. Gosto muito desta expressão de Bento XVI que considero paradigmática e até profética nestes tempos: a Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração (cf. Evangelii gaudium, 14). «Anunciar Cristo significa mostrar que crer n’Ele e segui-Lo não é algo apenas verdadeiro e justo, mas também é algo belo, grandioso, capaz de cumular a vida dum novo esplendor e duma alegria profunda, mesmo no meio das provações» (Ibid., 167).

E isto impele-nos a não ter medo de procurar novos símbolos e imagens, uma música particular que ajude os tailandeses a despertarem para a maravilha que o Senhor nos quer dar. Não devemos ter medo de inculturar cada vez mais o Evangelho. Repito isso: Não tenhamos medo de querer inculturar o Evangelho cada vez mais. É necessário procurar as novas formas de transmitir a Palavra, capazes de mobilizar e despertar o desejo de conhecer o Senhor: Quem é este homem? Quem são estas pessoas que seguem um crucificado?

Quando preparava este encontro, li com alguma tristeza que, para muitos, a fé cristã é uma fé estrangeira, é a religião dos estrangeiros. Esta realidade impele-nos a buscar corajosamente, a confessar a fé «em dialeto», tal como uma mãe canta as canções de embalar ao seu bebé. Com esta confiança, devemos conferir à fé rosto e «carne» tailandesas, que é muito mais do que fazer traduções. É deixar que o Evangelho se despoje de roupagens boas, mas estrangeiras, para ressoar com a música que vos é própria nesta terra e faz vibrar a alma dos nossos irmãos com a mesma beleza que fascinou o nosso coração. Convido-vos a rezar a Nossa Senhora, a primeira que cativou Benedetta com a beleza do seu olhar, e digamos-Lhe com confiança de filhos: «Alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados para levar a todos o Evangelho da vida que vence a morte. Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos, para que chegue a todos o dom da beleza que não se apaga» (Ibid., 288).

O olhar de Maria impele-nos a ver na mesma direção d’Ela, em direção a outro olhar – o olhar de Jesus – a fim de fazermos tudo o que Ele nos disser (cf. Jo 2, 1-12). Olhos que cativam, porque são capazes de ir além das aparências, de alcançar e celebrar a beleza mais autêntica que vive em cada pessoa. Um olhar que quebra, como nos ensina o Evangelho, todos os determinismos, os fatalismos, os esquemas. Onde muitos viam apenas um pecador, um blasfemo, um cobrador de impostos, um malfeitor, e mesmo um traidor, Jesus foi capaz de ver apóstolos. E esta é a beleza que o seu olhar nos convida a anunciar: um olhar que se coloca dentro,  transforma e faz vir fora o melhor dos outros.

Detendo-nos nos primórdios da vossa vocação, muitos de vós, na juventude, participaram nas atividades de jovens que queriam viver o Evangelho e saíam para visitar os mais necessitados, aos marginalizados e até desprezados da cidade, órfãos e idosos. Certamente, lá, muitos foram visitados pelo Senhor, fazendo-lhes descobrir a chamada para Lhe dar tudo. Trata-se de sair de si mesmo e, no mesmo movimento de saída, sermos encontrados. No rosto das pessoas que cruzamos na rua, pudemos descobrir a beleza de tratar o outro como um irmão. Deixou de ser o órfão, o abandonado, o marginalizado ou o desprezado. Agora tem um rosto de irmão, o «irmão redimido por Jesus Cristo. Isto é ser cristão! Ou poder-se-á porventura entender a santidade prescindindo deste reconhecimento vivo da dignidade de todo o ser humano?» (Gaudete et exsultate, 98). Desejo apoiar e dar coragem a muitos de vós que, diariamente, gastais a vossa vida servindo a Jesus nos irmãos, como evidenciava o Bispo ao apresentar-vos (via-se que era orgulhoso de vós!); dar coragem a muitos de vós que conseguis ver beleza onde outros veem apenas desprezo, abandono ou um objeto sexual para ser explorado. Assim sois sinal concreto da misericórdia viva e operante do Senhor; sinal da unção do Santo nestas terras.

Tal unção supõe a oração. A fecundidade apostólica requer e é sustentada cultivando a intimidade da oração. Uma intimidade, como a dos avós que rezam assiduamente o terço. Quantos de nós recebemos a fé dos nossos avós! Víamo-los com o terço na mão, enquanto iam fazendo as tarefas domésticas, consagrando assim todo o seu dia. É a contemplação na ação, deixando que Deus entre em todas as pequenas coisas do dia a dia. Hoje, é essencial que a Igreja anuncie o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões, sem hesitações nem medo (cf. Evangelii gaudium, 23), como pessoas que cada manhã, num encontro pessoal com o Senhor, voltam a ser enviadas. Sem a oração, toda a nossa vida e a nossa missão perdem sentido, perdem força e fervor. Peço à tradutora que traduza o que segue agora que não está no texto. Se vos falta a oração, qualquer trabalho que fazem não tem sentido, não tem força, não tem valor. A oração é o centro de tudo.

Dizia São Paulo VI que um dos piores inimigos da evangelização é a falta de fervor (cf. Evangelii nuntiandi, 80).  Leiam esse nèumero 80 da Evangelii nuntiandi. E, para o religioso,  para a religiosa, para o sacerdote, para o catequista, o fervor alimenta-se neste duplo encontro: com o rosto do Senhor e com o dos irmãos. Também nós temos necessidade deste espaço, onde possamos voltar à fonte para beber da água que dá vida. Apesar de estar imersos em mil ocupações, procuremos sempre o espaço para nos recordarmos, na oração, que o Senhor já salvou o mundo e, com Ele, somos convidados a tornar palpável esta salvação.

De novo obrigado pela vossa vida, obrigado pelo vosso testemunho e entrega generosa. Peço-vos, por favor, para não cederdes à tentação de pensar que sois poucos; pensai, antes, que sois pequenos, pequenos instrumentos nas mãos criadoras do Senhor. Com a vossa vida, Ele irá escrevendo as mais lindas páginas da história da salvação nestas terras.

E não vos esqueçais, por favor, de rezar e fazer rezar por mim.

Obrigado!

30 de novembro de 2019 at 5:43 Deixe um comentário

Campanha da Fraternidade 2020

29 de novembro de 2019 at 5:48 Deixe um comentário

Papa anuncia carta aos fiéis sobre o presépio

Afresco do Presépio de Greccio

Afresco do Presépio de Greccio

Aos fiéis reunidos para a Audiência Geral, Francisco anunciou que irá a Greccio para rezar no lugar do primeiro presépio de São Francisco de Assis.

Cidade do Vaticano

Na Praça São Pedro, o Papa Francisco recordou aos fiéis que no próximo domingo tem início o tempo litúrgico do Advento e fez um anúncio:

“Irei a Greccio para rezar no lugar do primeiro presépio que fez São Francisco de Assis e enviar a todo o povo fiel uma carta para entender o significado do presépio. Faço votos a todos vocês que, no Advento, a espera do Salvador preencha os seus corações de esperança e os encontre alegres no serviço aos mais necessitados.”

Veja o anúncio do Papa Francisco

O desejo de recordar o nascimento de Jesus  veio a Francisco durante uma viagem à Palestina e ali teve o desejo de reproduzir a cena do nascimento de Jesus. Quando, no outono de 1223, foi a Roma para ver o Papa Honório III, pediu ao Santo Padre a permissão para que o realizasse.

Tendo obtido permissão, São Francisco voltou a Greccio, que havia conhecido antes e que lhe lembrava Belém. Disse ao jovem Giovanni Velita, um morador da Região de Rieti e que se tornou seu amigo anos atrás: “Quero celebrar aqui a noite de Natal. Escolha uma caverna onde se construirá uma manjedoura e se conduzirá um boi e um burro até lá, e tentaremos reproduzir, na medida do possível, a caverna de Belém! Este é o meu desejo, porque quero ver, pelo menos uma vez, com meus próprios olhos, o nascimento do Divino Infante”.

E assim, em 24 de dezembro de 1223, o nascimento do Menino Jesus foi encenado. Havia a gruta, o boi e o burro. Nenhum dos presentes assumiu o papel de José e Maria, porque Francisco não queria que o nascimento de Jesus fosse um “espetáculo”. Só mais tarde, nos presépios do mundo, os outros personagens foram acrescentados.

Em Greccio, todos os anos, a memória deste evento é encenada. Não apenas um presépio vivo, mas uma reconstituição dos momentos que levaram São Francisco a realizar o presépio de Jesus.

 

29 de novembro de 2019 at 5:42 Deixe um comentário

Audiência: Papa denuncia a hipocrisia de falar de paz e construir armas

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A lembrança das etapas na Tailândia e no Japão marcou a Audiência Geral do Papa Francisco na Praça São Pedro. “Para proteger a vida, é preciso amá-la, e hoje a grave ameaça nos países mais desenvolvidos é a perda do sentido de viver”, alertou.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

Recém-chegado de sua 32° viagem apostólica, o Papa Francisco recebeu milhares de fiéis e peregrinos para a Audiência Geral esta quarta-feira (27/11) e dedicou sua catequese aos principais momentos vividos na Tailândia e no Japão.

Ao agradecer às autoridades governamentais e eclesiásticas dos dois países, o Pontífice afirmou que a visita aumentou a sua proximidade e o seu afeto por aqueles povos: “Deus os abençoe com abundância de prosperidade e de paz”.

Ouça a reportagem completa

Povo thai: povo do belo sorriso

Começando pela primeira etapa, Francisco recordou que a Tailândia é um antigo Reino que se modernizou fortemente. O povo “thai” é o “povo do belo sorriso. As pessoas ali sorriem. Encorajei o empenho pela harmonia entre os diversos membros da nação e para que o desenvolvimento econômico possa ir em benefício de todos e sejam sanadas as chagas da exploração, especialmente das mulheres e dos menores.”

Com a comunidade católica local, o Pontífice viveu momentos de convívio com os sacerdotes, os consagrados, os bispos, os jesuítas. Celebrou duas missas e conheceu de perto o trabalho do Hospital São Luís em prol dos últimos. “Ali experimentamos que na nova família formada por Jesus Cristo existem também os rostos e as vozes do povo Thai.”

Japão: capacidade extraordinária de lutar pela vida

Depois, foi a vez do Japão, cujo lema “Proteger cada vida” acompanhou a sua visita. O país, afirmou, “carrega impressas as chagas do bombardeio atômico e é em todo o mundo porta-voz dos direitos fundamentais à vida e à paz”.

Em Nagasaki e Hiroshima, o Papa rezou, encontrou sobreviventes e familiares das vítimas. “Reiterei a firme condenação das armas nucleares e da hipocrisia de falar de paz construindo e vendendo artilharia bélica.”

Depois daquela tragédia, prosseguiu, o Japão demonstrou uma extraordinária capacidade de lutar pela vida e o fez inclusive recentemente depois do tríplice desastre de 2011: terremoto, tsunami e acidente na central nuclear.

“ Para proteger a vida, é preciso amá-la, e hoje a grave ameaça nos países mais desenvolvidos é a perda do sentido de viver. ”

As primeiras vítimas do vazio de sentido, apontou Francisco, são os jovens. Por isso, dedicou um encontro a eles em Tóquio, aos quais encorajou a se opor a toda forma de bullying, e a vencer o medo e o fechamento abrindo-se ao amor de Deus.

“Auspiciei uma cultura de encontro e diálogo, caracterizada pela sabedoria e amplidão de horizonte. Permanecendo fiel aos seus valores religiosos e morais, e aberto à mensagem evangélica, o Japão poderá ser um país condutor por um mundo mais justo e pacífico e pela harmonia entre homem e meio ambiente.”

Queridos irmãos e irmãs, finalizou o Papa, “confiemos à bondade e à providência de Deus os povos da Tailândia e do Japão”.

Fundação Nizami Ganjavi

Antes da Audiência Geral, o Papa Francisco recebeu os membros da Fundação Nizami Ganjavi. Trata-se de uma organização dedicada à memória do grande poeta do Azerbaijão do século XII, com a finalidade de promover a paz no diálogo e no respeito mútuo.

Francisco encorajou a Fundação a prosseguir neste caminho, sobretudo no que diz respeito ao desafio das mudanças climáticas, convencidos de que a cultura do diálogo é a via mestra, a colaboração é a conduta mais eficaz e conhecimento recíproco é o método para crescer na fraternidade entre as pessoas e os povos.

 

28 de novembro de 2019 at 5:40 Deixe um comentário

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