Jesus é o Cordeiro de Deus – Segundo Domingo do Tempo Comum – João 1, 35-42

11 de janeiro de 2012 at 8:16 Deixe um comentário

35. No dia seguinte, estava lá João outra vez com dois dos seus discípulos.

36. E, avistando Jesus que ia passando, disse: Eis o Cordeiro de Deus.
37. Os dois discípulos ouviram-no falar e seguiram Jesus.
38. Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: Que procurais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras?
39. Vinde e vede, respondeu-lhes ele. Foram aonde ele morava e ficaram com ele aquele dia. Era cerca da hora décima.
40. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido João e que o tinham seguido.
41. Foi ele então logo à procura de seu irmão e disse-lhe: Achamos o Messias (que quer dizer o Cristo).
42. Levou-o a Jesus, e Jesus, fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João; serás chamado Cefas (que quer dizer pedra).

                                         Eis o Cordeiro de Deus
Jesus é o Cordeiro de Deus que lava os pecados da humanidade no Seu preciosíssimo Sangue. “Cordeiro inocente, pelo seu sangue voluntariamente derramado, mereceu-nos a vida e n’Ele Deus nos reconciliou consigo e conosco, libertando-nos da escravidão do diabo e do pecado, de tal sorte que cada um pode dizer com o Apóstolo: o Filho de Deus “amou-me e entregou-Se a Si mesmo por mim” (Gal 2,20)”. (Concílio Vaticano II)

Na antiga aliança sacrificava-se um cordeiro e seu sangue era oferecido a Deus como expiação dos pecados. Hoje a nova aliança é selada com o sangue do Cordeiro de Deus, o Seu próprio Filho Jesus Cristo, aquele que Se sacrificou na cruz pelos nossos pecados. A Palavra diz: “…da parte de Jesus Cristo, testemunha fiel, primogênito dentre os mortos e soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, que nos lavou de nossos pecados no seu sangue e que fez de nós um reino de sacerdotes para Deus e seu Pai, glória e poder pelos séculos dos séculos! Amém”. (Ap 1, 5-6)

A Eucaristia é o sacramento do Cordeiro Imolado, do sacrifício pascal de Cristo. “Na verdade, o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício. A Igreja associa o seu sacrifício ao da Eucaristia, para se tornar um só corpo e um só espírito em Cristo, de que é sinal a Comunhão sacramental. Participar na Eucaristia, obedecer ao Evangelho que escutamos, comer o Corpo e beber o sangue do Senhor, significa fazer da nossa vida um sacrifício agradável a Deus: por Cristo, com Cristo e em Cristo”. (Vaticano)

Eis o cântico de Santa Teresinha do Menino Jesus, ao “Cordeiro de Deus”:  “É só teu amor que me arrasta\Meu rebanho deixo na planície;\Não me dou o trabalho de guardá-lo\Quero agradar apenas meu único novo cordeiro\Jesus, és tu o Cordeiro que eu amo;\Tu me bastas, oh Bem supremo!\Em ti, tenho tudo, a terra e o próprio Céu.\A flor que eu colho, oh meu Rei,\És tu!…

                                                        Jesus chama os primeiros discípulos

Como Jesus chamou os discípulos para que O seguissem também o Senhor chama a cada um de nós batizados. Mas principalmente o Evangelho de hoje destaca a importância do seguimento ao sacerdócio. O Beato João Paulo II disse: “A Igreja, comunidade dos discípulos de Jesus, é chamada a fixar o seu olhar sobre esta cena que, de certo modo, se renova continuamente na história. É convidada a aprofundar o sentido original e pessoal da vocação para o seguimento de Cristo no ministério sacerdotal e o laço indissociável entre a graça divina e a responsabilidade humana, encerrado e revelado nos dois termos que mais vezes encontramos no Evangelho: vem e segue-me (Mt 19, 21)”.

             Vocação ao sacerdócio – Chamado de Deus e resposta do homem

O Beato João Paulo II disse que “o Concílio Vaticano II apresenta o conceito de «vocação», em toda a sua amplitude. Efetivamente, fala de vocação do homem, vocação cristã, vocação à vida conjugal e familiar. Neste contexto, o sacerdócio constitui uma das vocações, uma das formas possíveis de realização do seguimento de Cristo, que várias vezes, no Evangelho, dirige o convite: «Segue-Me».

O Catecismo (1533-1534) diz: “O Batismo, a Confirmação e a Eucaristia são os sacramentos da iniciação cristã. São o fundamento da vocação comum de todos os discípulos de Cristo – vocação à santidade e à missão de evangelizar o mundo. E conferem as graças necessárias para a vida segundo o Espírito, nesta existência de peregrinos em marcha para a Pátria”.

E o Catecismo continua ensinando sobre duas vocações específicas:  “Dois outros sacramentos, a Ordem e o Matrimônio, são ordenados para a salvação de outrem. Se contribuem também para a salvação pessoal, é através do serviço aos outros que o fazem. Conferem uma missão particular na Igreja, e servem a edificação do povo de Deus”.

Nós vós agradecemos, Senhor, pela vocação de nossos pais e por terem respondido ao Seu chamado de amor para formarem uma família cristã. Obrigada, pelos conselhos sábios que nos deram; e principalmente por terem nos levado com frequência à  Igreja e assim receber os ensinamentos que o Senhor  nos deixou. Amém.

Vamos refletir os versículos de 35 a 42 do Evangelho de São João, capítulo 1:

Versículo 35-37: “No dia seguinte, estava lá João outra vez com dois dos seus discípulos. E, avistando Jesus que ia passando, disse: Eis o Cordeiro de Deus. Os dois discípulos ouviram-no falar e seguiram Jesus.”

Jesus caminhava às margens do Rio Jordão, pois tinha ido receber o batismo de João, que ali estava com dois de seus discípulos. Quando João Batista viu Jesus se aproximando, disse aos seus discípulos: “Eis o Cordeiro de Deus.” O Beato João Paulo II disse:  “Estas palavras proféticas indicavam o Redentor, Aquele que ia dar a Sua vida pela salvação do mundo. Assim, desde o batismo no Jordão, João indicava o Crucificado. Foram precisamente estes dois discípulos de João Batista que, ao ouvirem estas palavras, seguiram Jesus. Tornaram-se os primeiros discípulos de Jesus. Um deles era André, que conduziu também a Jesus o seu irmão Simão Pedro”.

Versículos 38-39:  “Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: Que procurais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras?   Vinde e vede, respondeu-lhes ele. Foram aonde ele morava e ficaram com ele aquele dia. Era cerca da hora décima”. 

Jesus mostrou aos discípulos de João Batista onde Ele morava. Hoje sabemos que o Senhor subiu aos céus e mora especialmente em nosso coração, pelo Espírito Santo derramado no batismo. Encontramos Jesus também: na sua Palavra; nos sacramentos (especialmente a Eucaristia); nos irmãos necessitados; na comunidade eclesial; na orientação dos nossos pastores; nos testemunhos dos santos; no dia a dia de nossa caminhada… Jesus faz o mesmo convite que fez aos primeiros discípulos a cada um de nós: “Vinde e vede”.(V.39a)

E completamos com as palavras do Beato João Paulo II: “Mestre, onde moras?» deve, então, ser entendida assim: habito em todos os seres humanos salvos. Sim, Cristo habita no seu Povo, que aprofundou as suas raízes em todos os povos da terra, o povo que O segue, a Ele, o Senhor crucificado e ressuscitado, o Redentor do mundo, o Mestre que tem palavras de vida eterna, Ele «a Cabeça do povo novo e universal dos filhos de Deus”.

O Papa Bento XVI disse que  “os primeiros discípulos que seguem Jesus, ainda um pouco incertos e tímidos, perguntam: Mestre, onde moras? E a resposta é: “vinde ver”. Para ver, temos que ir. Devemos caminhar e seguir Jesus, que nos precede sempre”.

Versículos 40 – 42:  “André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido João e que o tinham seguido.  Foi ele então logo à procura de seu irmão e disse-lhe: Achamos o Messias (que quer dizer o Cristo). Levou-o a Jesus, e Jesus, fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João; serás chamado Cefas (que quer dizer pedra).”  

Bastou que os dois discípulos ficassem por um dia com Jesus em sua casa, para que compreendessem que Jesus é o Messias, o Salvador prometido.  O Papa Bento XVI disse: “Aquele que pouco tempo antes consideravam um simples “rabbi”, tinha adquirido uma identidade bem definida, a de Cristo esperado há séculos. Mas na realidade, quanto caminho tinham ainda diante de si aqueles discípulos! Nem sequer podiam imaginar quão profundo seria o mistério de Jesus de Nazaré; quanto se poderia revelar imperscrutável o seu “rosto”. A ponto que, depois de ter vivido junto com ele três anos, Filipe, um deles, ouvirá na Última Ceia: “Estou convosco há tanto tempo e tu ainda não me conheces, Filipe?”.

O Beato João Paulo II ensinou-nos: “Nas margens do Jordão, e ainda muito mais tarde, os discípulos não sabiam quem era verdadeiramente Jesus. Terão necessidade de muito tempo para compreender o mistério do Filho de Deus. Nós também trazemos em nós o desejo de conhecer Aquele que revela o rosto de Deus”.

Oração: Preces da Comunidade

Confiantes e agradecidos, dirijamo-nos a Deus, dizendo:
AS: Obrigado\a, Senhor.
1-    Pelos ministros ordenados e leigos e pelos agentes de pastoral, digamos.
2-    Pelo chamado que o Senhor faz a cada um de nós por meio do batismo, digamos.
3-    Pelos dons que cada um põe a serviço da comunidade, digamos.
4-    Pelo testemunho de vida cristã de nossos pais e antepassados, digamos.
5-    Pelos missionários que levam a mensagem de Jesus a outros povos, digamos.
Pr: Senhor, nosso Deus, enchei de alegria todos os que chamastes para o seguimento do vosso Filho, que vive e reina para sempre.
(Liturgia Diária)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

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