Posts tagged ‘via-sacra’

Brasileiros realizarão Via Sacra até Praça São Pedro no domingo

 

2014-04-04 Rádio Vaticana

  Cidade do Vaticano (RV) – No próximo domingo, 6 de abril, o Grupo de Religiosos Brasileiros de Roma realizará a tradicional Via Sacra da Fraternidade pelas ruas da Cidade Eterna, buscando chamar a atenção para o tema da Campanha da Fraternidade 2014, “Fraternidade e Tráfico Humano”. A Caminhada Penitencial deste ano realiza-se em sintonia com o convite do Papa Francisco de “uma Igreja pobre e para os pobres”, envolvida na luta pela justiça social a partir do Evangelho.
Realizada há mais de dez anos, a Caminhada terá seu início com a celebração de uma Missa, seguindo então pelas ruas de Roma até a Praça de São Pedro, onde se concluirá com a oração do Angelus. Neste momento o grupo fará um ato de protesto contra o tráfico pessoas, o trabalho escravo e os perigos do turismo sexual durante a Copa do Mundo no próximo mês de junho.
Uma novidade para a edição deste ano é a tradução do texto da Via Sacra da CNBB para a língua italiana. Objetivo é agregar, durante o percurso, um grande número de peregrinos, inclusive não brasileiros.O responsável pela divulgação do evento, Pe. Gimesson da Silva, SCJ,nos traz mais detalhes: (clique acima para ouvir)

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4 de abril de 2014 at 9:20 Deixe um comentário

Décima Terceira Estação: Jesus morre na Cruz

Eis o nosso maior inimigo, a morte vencida! Parece vencedora, mas vencida no silêncio e na dor de um Deus que soube se fazer igual a nós para nos salvar. Morreu a nossa morte para nos dá a Sua Eterna Vida. Olha para essa cruz e para esse crucificado e diz para toda situação de morte e fracasso de sua vida, para os seus pecados e franquezas, para a morte: Eu sou vencedor! O amor venceu o amor sempre vencerá, em Cristo eu sou mais que vencedor. Não murmurarei mais sobre minha cruz, minhas dores e sofrimentos, farei deles o altar de minha vitória. “A cruz sagrada seja minha luz, não seja o dragão o meu guia, retira-te satanás. Nunca me aconselhes coisas vãs, é mal o que tu me ofereces bebe tu mesmo os teus venenos”…

Nós vos adoramos Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos,
Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo!

Do evangelho segundo São Mateus 27, 45-50. 54

A partir do meio-dia, houve trevas em toda a região, até às três horas da tarde. E, pelas três horas da tarde, Jesus bradou com voz forte: “Eli, Eli, lemá sabachthani”, quer dizer, “Meu Deus, Meu Deus, porque Me abandonaste?” Alguns dos presentes ouviram e disseram: «Está a chamar por Elias». E logo um deles correu a pegar numa esponja, ensopou-a em vinagre, pô-la numa cana e deu-Lhe a beber. Mas os outros disseram: «Deixa lá! Vejamos se Elias vem salvá-Lo». E Jesus, dando novamente um forte brado, expirou.

Entretanto, o centurião e os que estavam com ele de guarda a Jesus, ao verem o tremor de terra e o que estava a suceder, ficaram aterrados e disseram: «Ele era, na verdade, Filho de Deus».

MEDITAÇÃO

No cimo da cruz de Jesus – nas duas línguas do mundo de então, o grego e o latim, e na língua do povo eleito, o hebraico – está escrito quem é: o Rei dos Judeus, o Filho prometido a David. Pilatos, o juiz injusto, tornou-se profeta sem querer. Perante a opinião pública mundial é proclamada a realeza de Jesus. O próprio Jesus não tinha aceitado o título de Messias, enquanto poderia induzir a uma idéia errada, humana, de poder e de salvação. Mas, agora, o título pode estar escrito ali publicamente sobre o Crucificado. Ele, assim, é verdadeiramente o rei do mundo. Agora foi verdadeiramente «elevado». Na sua descida, Ele subiu. Agora cumpriu radicalmente o mandamento do amor, cumpriu a oferta de Si próprio, e precisamente deste modo Ele é agora a manifestação do verdadeiro Deus, daquele Deus que é amor. Agora sabemos quem é Deus. Agora sabemos como é a verdadeira realeza. Jesus reza o Salmo 22, que começa por estas palavras: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?» (Sal 22/21, 2). Assume em Si mesmo todo o Israel, a humanidade inteira, que sofre o drama da escuridão de Deus, e faz com que Deus Se manifeste precisamente onde parece estar definitivamente derrotado e ausente. A cruz de Cristo é um acontecimento cósmico. O mundo fica na escuridão, quando o Filho de Deus sofre a morte. A terra treme. E junto da cruz tem início a Igreja dos pagãos. O centurião romano reconhece, compreende que Jesus é o Filho de Deus. Da cruz, Ele triunfa sem cessar.

ORAÇÃO

Senhor Jesus Cristo, na hora da vossa morte, o sol escureceu. Sois pregado na cruz sem cessar. Precisamente nesta hora da história, vivemos na escuridão de Deus. Pelo sofrimento sem medida e pela maldade dos homens o rosto de Deus, o vosso rosto, aparece obscurecido, irreconhecível. Mas foi precisamente na cruz que Vos fizestes reconhecer. Precisamente enquanto sois Aquele que sofre e que ama, sois aquele que é elevado. Foi precisamente lá que triunfastes. Ajudai-nos a reconhecer, nesta hora de escuridão e confusão, o vosso rosto. Ajudai-nos a crer em Vós e a seguir-Vos precisamente na hora da escuridão e da privação. Mostrai-Vos novamente ao mundo nesta hora. Fazei com que a vossa salvação se manifeste.

Fonte: Canção Nova

2 de abril de 2014 at 10:55 Deixe um comentário

Décima Segunda Estação: Jesus na cruz, a Mãe e o Discípulo

 

Evangelho segundo São João 19, 25-27

Junto da cruz de Jesus estavam Sua mãe, a irmã de Sua mãe, Maria, mulher de Cléofas e Maria de Magdala. Ao ver Sua mãe e junto dela, o discípulo que Ele amava, Jesus disse à Sua mãe: «Mulher, eis aí o teu filho». Depois disse ao discípulo: «Eis aí a tua mãe». E, desde aquela hora, o discípulo recebeu-A em sua casa.

MEDITAÇÃO

Tinha começado a separar-se daquele Filho desde o dia em que, aos doze anos, ele lhe comunicara que tinha outra casa e outra missão para cumprir, em nome do seu Pai celestial. Agora, porém, chegou para Maria o momento da suprema separação. Naquela hora há a aflição de toda mãe que vê soçobrar até mesmo a lógica da natureza pela qual são as mães a morrer antes das suas criaturas. Mas o evangelista João cancela toda lágrima daquele rosto de dores, cala qualquer grito dos lábios, não prostra Maria no desespero.

Antes, há um halo de silêncio que é quebrado por uma voz que desce da cruz e do rosto torturado do Filho agonizante. É muito mais do que um momento familiar: é uma revelação que marca uma mudança na vida da Mãe. A extrema separação na morte não é estéril mas há uma fecundidade inesperada semelhante ao parto de uma mãe. Exatamente como tinha anunciado o mesmo Jesus, algumas horas antes, na última noite da sua existência terrena: «A mulher, quando está para dar a luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas depois de ter dado à luz o menino, já se não lembra mais da aflição, pelo prazer de ter vindo ao mundo um homem» (38).* *

Maria volta a ser mãe: não é por acaso que nas poucas linhas desta narração evangélica por cinco vezes ressoa a palavra «mãe». Maria, portanto, é mãe e serão seus filhos todos aqueles que forem como «o discípulo amado», ou seja, todos aqueles que colocam sob o manto salvador da salvadora graça divina e que seguem a Cristo na fé e no amor.

A partir daquele momento, Maria não estará mais sozinha, tornar-se-á mãe da Igreja, um imenso povo de todas as línguas, povos e raças que nos séculos se juntarão a ela em torno à cruz de Cristo, o seu primogênito. Desde então também nós caminhamos com ela na estrada da fé, encontramo-nos com ela na casa onde sopra o Espírito de Pentecostes, nos sentamo-nos à mesa onde se parte o pão da Eucaristia e esperamos o dia em que o seu Filho voltará para nos conduzir, como ela, na eternidade da sua glória.

Fonte: Site do Vaticano

1 de abril de 2014 at 10:57 Deixe um comentário

Décima Primeira Estação: Jesus Promete o Seu Reino ao Bom Ladrão

MEDITAÇÃO

Era um malfeitor. Representa todos os malfeitores, isto é, todos nós. Teve a sorte de estar perto de Jesus no sofrimento, mas todos nós temos a mesma sorte. Digamos-Lhe também nós:  “Senhor, lembrai-Vos de nós, quando chegardes ao vosso reino”. E receberemos a mesma resposta.

E aqueles que não têm a sorte de estar perto de Jesus? Jesus está perto deles, perto de todos e de cada um.

“Jesus, lembrai-Vos de nós”:  digamos-Lho por nós, pelos nossos amigos, pelos nossos inimigos, e pelos perseguidores dos nossos amigos. A salvação de todos é a verdadeira vitória do Senhor.

ORAÇÃO

Jesus, lembrai-Vos de mim, quando, vendo as minhas infidelidades, me sinto tentado ao desespero.

Jesus, lembrai-Vos de mim, quando, depois de repetidos esforços, me vejo ainda no fundo do vale.

Jesus, lembrai-Vos de mim, quando todos se tiverem cansado de mim e mais ninguém me der confiança, vendo-me sozinho e abandonado.

Fonte: Vaticano

30 de março de 2014 at 21:42 Deixe um comentário

Décima Estação – Jesus é Crucificado

 

Do evangelho segundo São Mateus 27,33-36:

“Chegando a um lugar chamado Gólgota – que quer dizer ‘Lugar do Crânio’ –, deram-Lhe a beber vinho misturado com fel. Mas Jesus, quando o provou, não quis beber. Depois de O terem crucificado, repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, e ficaram ali sentados a guardá-Lo.”

Meditação

Jesus é despojado de suas vestes. A roupa confere ao homem sua posição social, dá-lhe seu lugar na sociedade e o faz sentir-se alguém. Ser despojado em público significa que Jesus já não é ninguém, nada mais é que um marginalizado, desprezado por todos. O momento do despojamento nos recorda também a expulsão do Paraíso: o homem ficou sem o esplendor de Deus; agora está ali, nu e exposto, desnudado e envergonhado. Desse modo, Jesus assume mais uma vez a situação do homem caído. Jesus despojado recorda-nos o fato de que todos perdemos a “primeira veste”, isto é, o esplendor de Deus. Junto da cruz, os soldados lançam sortes para repartirem entre si aqueles míseros haveres, as vestes de Jesus. Os evangelistas narram esse episódio com palavras tiradas do Salmo 22,19 e assim afirmam-nos o mesmo que Jesus há de dizer aos discípulos de Emaús: tudo aconteceu “conforme as Escrituras”. Não se trata aqui de pura coincidência: tudo o que acontece está contido na Palavra de Deus e conforme Seu desígnio divino. O Senhor experimenta todos os graus da perdição dos homens, e cada um deles é, com toda a sua amargura, um passo da redenção: é precisamente assim que Ele traz de volta para casa a ovelha perdida. Recordemos ainda que, segundo diz São João, o objeto do sorteio era a túnica de Jesus, a qual, “toda tecida de alto a baixo, não tinha costura” (Jo 19,23). Podemos considerar isso uma alusão à veste do sumo sacerdote, que era “tecida como um todo”, sem costura (Flávio Josefo, Antiguidades judaicas, III, 161). Ele, o Crucificado, é realmente o verdadeiro sumo sacerdote.

Oração

Senhor Jesus, fostes despojado de Vossas vestes, exposto à desonra, expulso da sociedade. Assumistes sobre Vós a desonra de Adão, sanando-a. Assumistes os sofrimentos e as necessidades dos pobres, daqueles que são expulsos do mundo. Deste modo é que realizais a palavra dos profetas. É precisamente assim que dais significado àquilo que não tem significado. Assim mesmo nos dais a conhecer que estais nas mãos do Vosso Pai – Vós, nós e o mundo. Concedei-nos um respeito profundo pelo homem em todas as fases de sua existência e em todas as situações em que o encontrarmos. Dainos a veste luminosa de Vossa graça. Pai nosso…

Fonte: Canção Nova

 

29 de março de 2014 at 8:21 Deixe um comentário

Nona estação: Jesus cai pela terceira vez

Do livro das Lamentações 3,27-32:

“É bom para o homem suportar o jugo desde sua juventude. Que esteja solitário e silencioso quando o Senhor o impuser sobre ele; que ponha sua boca no pó: talvez haja esperança! Que dê sua face a quem o fere e se sacie de opróbrios. Pois o Senhor não rejeita para sempre: se Ele aflige, Ele se compadece segundo sua grande bondade.”

Meditação

E que dizer da terceira queda de Jesus sob o peso da cruz? Pode talvez fazer-nos pensar na queda do homem em geral, no afastamento de muitos de Cristo, caminhando à deriva para um secularismo sem Deus. Mas não deveríamos pensar também em tudo quanto Cristo tem sofrido em sua própria Igreja? Quantas vezes se abusa do Santíssimo Sacramento da Sua presença! Freqüentemente como está vazio e ruim o coração onde Ele entra! Tantas vezes celebramos apenas nós próprios, sem nem sequer nos darmos conta dEle! Quantas vezes se distorce Sua Palavra! Quantas vezes se abusa de Sua Palavra! Quão pouca fé existe em tantas teorias, quantas palavras vazias! Quanta sujeira há na Igreja, e precisamente entre aqueles que, no sacerdócio, deveriam pertencer completamente a Ele! Quanta soberba, quanta auto-suficiência! Respeitamos tão pouco o sacramento da reconciliação, em que Ele está a nossa espera para nos levantar de nossas quedas! Tudo isso está presente em Sua paixão. A traição dos discípulos, a recepção indigna de seu Corpo e de seu Sangue são certamente o maior sofrimento do Redentor, o que Lhe trespassa o coração. Nada mais podemos fazer que dirigir-Lhe, do mais profundo da alma, este grito: Kyrie, eleison! – Senhor, salvai-nos! (Mt 8,25).

Oração

Senhor, muitas vezes Vossa Igreja parecenos uma barca que está para afundar, uma barca em que entra água por todos os lados. E, mesmo no Vosso campo de trigo, vemos mais cizânia que trigo. O vestido e o rosto tão sujos de Vossa Igreja muitas vezes nos horrorizam. Mas somos nós mesmos que os sujamos! Somos nós mesmos que Vos traímos sempre, depois de todas as nossas grandes palavras, os nossos grandes gestos. Tende piedade de Vossa Igreja: também dentro dela, Adão continua a cair. Com nossa queda, nós Vos jogamos no chão, e Satanás se põe a rir porque espera que não mais conseguireis levantar-Vos daquela queda; espera que Vós, tendo sido arrastado na queda de Vossa Igreja, ficareis por terra, derrotado. Mas Vos erguereis. Vós Vos levantastes, ressuscitastes e podeis levantar-nos também a nós. Salvai e santificai Vossa Igreja. Salvai e santificai a todos nós. Pai nosso…

28 de março de 2014 at 9:05 Deixe um comentário

Setima estação: Jesus cai pela segunda vez

Do livro das Lamentações 3,1-2.9.16:

“Eu sou o homem que conheceu a miséria sob a vara do seu furor. Ele me guiou e me fez andar nas trevas e não na luz. Bloqueou meus caminhos com blocos de pedra, obstruiu minhas veredas. Ele quebrou meus dentes com cascalho, mergulhou-me na cinza.”

Meditação

A tradição da tríplice queda de Jesus sob o peso da cruz recorda a queda de Adão – o ser humano caído que somos nós – e o mistério da associação de Jesus a nossa queda. Na história, a queda do homem assume sempre novas formas. Em sua primeira carta, São João fala duma tríplice queda do homem: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida. Assim interpreta ele a queda do homem e da humanidade, no horizonte dos vícios de seu tempo com todos os seus excessos e depravações. Mas, olhando a história mais recente, podemos também pensar por que a cristandade, cansada da fé, abandonou o Senhor: as grandes ideologias, com a banalização do homem, que já não crê em nada e se deixa simplesmente ir à deriva, construíram um novo paganismo – um paganismo pior que o antigo –, o qual, desejoso de marginalizar definitivamente Deus, acabou por perder o homem. Eis o homem que jaz no pó. O Senhor carrega esse peso e cai, cai para poder chegar até nós; Ele nos olha para que em nós volte a palpitar o coração; cai para nos levantar.

Oração

Senhor Jesus Cristo, carregastes nosso peso e continuais a nos carregar. É nosso peso que Vos faz cair. Mas sois Vós a nos levantar, porque, sozinhos, não conseguimos nos erguer do pó. Livrai-nos do poder da concupiscência. Em vez do coração de pedra, dai-nos novamente um coração de carne, um coração capaz de ver. Destruí o poder das ideologias, para os homens poderem reconhecer que estão permeadas de mentiras. Não permitais que o muro do materialismo se torne intransponível. Fazei com que Vos ouçamos de novo. Tornai-nos sóbrios e vigilantes para podermos resistir às forças do mal e ajudainos a reconhecer as necessidades interiores e exteriores dos outros, e a socorrê-las. Erguei-nos, para podermos levantar os outros. Concedei-nos esperança no meio de toda esta escuridão, para podermos ser portadores de esperança no mundo. Pai nosso…

Fonte: Canção Nova

 

25 de março de 2014 at 19:48 Deixe um comentário

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