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Reflexão para o XXXIII Domingo do Tempo Comum

Reflexão para o XXXIII Domingo do Tempo Comum

Reflexão para o XXXIII Domingo do Tempo Comum

“Para que a justiça triunfe ainda neste mundo, será necessário que trabalhemos com fé, esperando uma sociedade nascida do trabalho daqueles que atuam em seu favor e da liberdade”

Cidade do Vaticano

“Para vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol de justiça, trazendo salvação em suas asas.”

Esta frase de Malaquias nos garante a vitória final em que, apesar de vermos o triunfo do mal, o bem será o triunfador.

Mas para que a justiça triunfe ainda neste mundo, será necessário que trabalhemos com fé, esperando uma sociedade nascida do trabalho daqueles que atuam em seu favor e da liberdade. Cada gesto, por menor que seja, mas que demonstre resistência ao mal e adesão ao bem das pessoas, é uma pequena vitória dos justos.

No Evangelho, temos uma página de estilo apocalíptico, isto é, uma linguagem aparentemente incompreensível, mas que fortifica a esperança na ação de Deus.

É-nos proposta uma resistência inteligente que desmonta os sistemas que geram opressão e morte. Jesus fala da destruição do Templo de Jerusalém.

O Templo representa a antiga aliança e como tudo que é antigo, também ele sofrerá destruição, não ficará pedra sobre pedra, mas os amados de Deus ficarão incólumes e nem um fio de cabelo de sua cabeça se perderá. O antigo será destruído, se perderá porque o novo será o eterno, mesmo que se desenvolva de modo discreto, simples, ele permanecerá.

Também nós enfrentamos dificuldades em nossa vida, em nosso dia a dia e ficamos muito tristes e preocupados porque perdemos coisas que foram duramente conquistadas e parecem desaparecer para sempre.

Nesse momento surge Jesus, a fé na vida, e nos diz que é necessário permanecer firmes, que será desse modo que ganharemos a vida.

Estamos no final do Ano Litúrgico. No próximo domingo celebraremos Cristo Rei do Universo. Tivemos mais um ano para crescer no conhecimento do amor de Deus, no aumento da fé, da esperança e da caridade.

Neste momento poderemos fazer uma avaliação de como nos portamos face à Misericórdia de Deus, que nos deu mais um ano para crescermos na fé.

Deixamo-nos impressionar pelos eventos apocalípticos de em nossa vida? Ficamos assustados com as atitudes desconcertantes de algumas pessoas? Somos dependentes da aprovação das pessoas?

O Senhor nos manda permanecermos firmes, isto é, firmes na fé em suas palavras de esperança e de fé na vida!

16 de novembro de 2019 at 13:38 Deixe um comentário

Trigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum – É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida – São Lucas 21, 5-19 – Dia 17 de novembro de 2019

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“5.Como lhe chamassem a atenção para a construção do templo feito de belas pedras e recamado de ricos donativos, Jesus disse: 6.“Dias virão em que destas coisas que vedes não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído”. 7.Então, o interrogaram: “Mestre, quando acontecerá isso? E que sinal haverá para saber-se que isso se vai cumprir?”. 8.Jesus respondeu: “Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e ainda: O tempo está próximo. Não sigais após eles. 9.Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas não virá logo o fim”. 10.Disse-lhes também: “Irão levantar-se nação contra nação e rei­no contra reino. 11.Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu. 12.Mas, antes de tudo isso, vos lançarão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis e dos governadores, por causa de mim. 13.Isso vos acontecerá para que vos sirva de testemunho. 14.Gravai bem no vosso espírito: não prepareis vossa defesa, 15.porque eu vos darei uma palavra cheia de sabedoria, à qual não poderão resistir nem contradizer os vossos adversários. 16.Sereis entregues até por vossos pais, vossos irmãos, vossos parentes e vossos amigos, e matarão muitos de vós. 17.Sereis odiados por todos por causa do meu nome. 18.Entretanto, não se perderá um só cabelo de vossa cabeça. 19.É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação.* ”
Fonte – Bíblia Católica Online

“Somos convidados pelo Senhor a permanecer firmes na fé em meio aos desafios que nos rodeiam. Prevenidos contra as propostas que disseminam o medo e os enganos, trabalhemos com confiança pela justiça e pela paz num mundo imerso em conflitos e intolerância. Este dia mundial dos pobres nos lembra que a esperança dos pobres jamais se frustará e também nos motiva a ser servidores da vida e da felicidade sem fim”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco disse assim: “Com firmeza, Jesus convida a não temer perante os cataclismos de cada época, nem mesmo frente às provas mais graves e injustas que acontecem aos seus discípulos. Pede para perseverar no bem e colocar plena confiança em Deus, que não desilude: «Não se perderá um só cabelo da vossa cabeça» (21, 18). Deus não esquece os seus fiéis, a sua propriedade preciosa que somos nós”. (13 Nov. 16)

O Padre Paulo Ricardo disse que “teremos, sim, opositores, e muitos, mas não por sermos gente importante, como se fôramos algo além deste barro mortal, mas por causa de Cristo: “Perseguir-vos-ão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis e dos governadores, por causa de mim” (Lc 21, 12), e é por isso mesmo que não nos devemos preocupar. Porque o ser perseguido por ódio a Cristo é não só uma grande honra, mas sinal certo de que, quando chegar a hora, o Espírito Santo se servirá livremente de nós para, com palavras acertadíssimas, fazer brilhar o nome e a verdade de Nosso Senhor”.

“A esperança cristã, alimentada pela luz de Cristo, faz resplandecer a ressurreição e a vida mesmo nas noites mais escuras do mundo”. (Papa Francisco em 07\11\19)

O Padre Nilo Luza explicou: “Deus é amigo da vida, diz-nos a Sagrada Escritura. Porque quer ver seus filhos e filhas plenos de dignidade, Ele se compadece de todos os que não conseguem viver de forma digna. Se Deus é amigo da vida, somos convidados a amar e valorizar nossa existência presente, na certeza de que ela não se esgotará com a morte”.

Conclusão: 

“Não cabe ao homem adivinhar o dia e as circunstâncias do fim do mundo. O próprio Jesus disse: “Quanto a esse dia e hora, ninguém sabe nada, nem os anjos do céu, nem o filho. Somente o Pai é quem, sabe” (Mt 24, 36). Jesus não quer apavorar ninguém. Ele deseja somente que estejamos preparados. “É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação”. É assim que termina o evangelho desse Domingo.  Tenhamos, portanto, a certeza de que um tempo novo está por vir, o tempo da salvação eterna”. (Padre Guido Mottinelli)

Oração:

Senhor, dai-nos o dom da fé para perseverar na oração e não vacilarmos diante das situações difíceis da nossa vida. Que o Senhor nos guarde de todo o mal. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

11 de novembro de 2019 at 5:39 Deixe um comentário

Reflexão Dominical: as últimas realidades

O tema da liturgia deste domingo é o senhorio de Deus sobre a História.

Aqueles que foram seguidores do Bem, ao morrerem irão para a Vida, os demais, os que foram opressores de seus irmãos, irão para a vergonha eterna.

Cidade do Vaticano

O tema da liturgia deste domingo é o senhorio de Deus sobre a História. Muitas vezes pensamos, influenciados por inúmeros acontecimentos, que a vida corre seu rumo, independentemente da ação de Deus e que o Senhor nos olha, quando olha, de modo indiferente, ou até não se importando com o que fazemos ou sofremos.

A leitura do Livro de Daniel e o Evangelho de Marcos falam-nos exatamente o contrário e com uma linguagem um pouco incomum para nós, a linguagem apocalíptica.

A primeira leitura, a de Daniel, pretende insistir com o povo que enfrente as opressões, as resista, venham de onde vierem. Ele diz que serão salvos os que tiverem seus nomes escritos no Livro. Mas que livro é esse? Não se trata de um livro, mas a linguagem apocalíptica quer nos informar que Deus é o Senhor da História, tudo é de seu conhecimento e tudo, não importa o que seja, será transformado em benefício de seus filhos.

Evidentemente, aqueles que foram seguidores do Bem, ao morrerem irão para a Vida, os demais, os que foram opressores de seus irmãos, irão para a vergonha eterna.

O Evangelho apresenta Jesus nos falando sobre discernimento, sobre como discernir o momento de Deus em nossa vida. No relato de hoje somos levados ao discernimento quando acontecem situações catastróficas em nossa vida.

Marcos também nos fala que Deus é o Senhor da História. Ele se refere ao Filho do Homem, sobre sua vinda. Seu desejo é nos animar com o poder de Deus que age na História para nos salvar e julgar aqueles que se opõe ao seu Reino de justiça, de paz e de verdade.

Se somos adeptos do Filho do Homem, ou seja, de Jesus Cristo, deveremos em nossa vida praticar a justiça e lutar pela paz e pela verdade. Enfim, nos é pedido sermos homens e mulheres que amam seus semelhantes, que os tratam como irmãos.

O texto nos fala de realidades que serão, no passado, como o sol, a lua, as estrelas e as forças do céu; ao mesmo tempo nos apresenta as futuras, representadas pelos ramos verdes da figueira, sinais de que o Reino de Deus já está em nosso meio, acontecendo, se realizando!

Não nos deixemos perturbar por problemas e por aflições, mas saibamos que ao vivenciarmos essas experiências difíceis e dolorosas, estamos sob o olhar carinhoso de Deus, que vela por nós, que nos dá Sua graça para superarmos tudo isso. Será dentro dessas vicissitudes, que seremos salvos, se nelas nos portarmos como Seus filhos, tratando os demais como irmãos.

17 de novembro de 2018 at 17:09 Deixe um comentário

Trigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum – O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão – São Marcos 13, 24-32 – Dia 18 de Novembro de 2018

“24.Naqueles dias, depois dessa tribulação, o sol se escurecerá, a lua não dará o seu resplendor; 25.cairão os astros do céu e as forças que estão no céu serão abaladas. 26.Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória. 27.Ele enviará os anjos, e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, desde a extremidade da terra até a extremidade do céu. 28.Compreendei por uma comparação tirada da figueira. Quando os seus ramos vão ficando tenros e brotam as folhas, sabeis que está perto o verão. 29.Assim também quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está próximo, às portas. 30.Em verdade vos digo: não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. 31.Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. 32.A respeito, porém, daquele dia ou daquela hora, ninguém o sabe, nem os anjos do céu nem mesmo o Filho, mas somente o Pai.”

Fonte: Bíblia Ave Maria

 

 

“Participar da Eucaristia significa nos dispormos a perceber os sinais do Reino entre nós. É preciso estar sempre alertas para não sermos surpreendidos pelas tribulações. Vamos celebrar o Senhor, nosso refúgio, que se revela na assembleia reunida e nos acontecimentos cotidianos. Neste dia mundial dos pobres, clamemos a ajuda de Deus para sabermos defender a dignidade dos seus filhos e filhas desvalidos”. (Liturgia Diária)

O Padre Roger Araújo explicou: “O Senhor virá para libertar e salvar aqueles que sãos Seus. Ele virá para dar o “não” definitivo ao mal e para destruir toda a iniquidade que possa existir entre nós. Por isso, é mais do que justo desejarmos que o Senhor venha. Vivamos a nossa vida, trabalhemos honestamente, corramos ao encontro daquilo que Deus nos prometeu. Mas que Ele, no Seu tempo, manifeste a Sua glória e que sejamos movidos pela esperança de que, um dia, o Senhor virá definitivamente reinar sobre o Céu e sobre a Terra, para estabelecer o Seu Reino glorioso no meio de nós”.
“A parábola da figueira é um alerta para a realidade do Reino de Deus que esta sempre se aproximando. O Reino de Deus nada mais é que a justiça que anuncia e denuncia, provocando transformações em todos os níveis de relações humanas. O Reino se aproxima e torna-se presente, sempre que a justiça triunfa, criando relações determinadas pelo espirito de partilha e fraternidade, levando todos a usufruírem a liberdade e a vida”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)
O Padre Roger Araújo disse assim: “O céu e a terra passarão, mas a Palavra de Deus jamais passará! Tudo que nós vemos em nossa frente, você pode ter certeza de que um dia irá desaparecer, é tudo muito finito, limitado, tem tempo de duração, de validade. Mas a Palavra de Deus, não! Ela é eterna! É por isso que essa Palavra eterna alimenta a nossa vida e nos dá a convicção de que vamos nos apegar, nos entreter e nos ater àquilo que é eterno”.
“Jesus avisa: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”. A presença e a incidência das comunidades cristas no mundo são testemunho de que as palavras de Jesus continuam validas e atuais”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Conclusão:

O Padre Guido Mottinelli disse assim:  “O final do ano litúrgico se aproxima e o discurso de Jesus adquire caráter escatológico. Além da vigilância e da prudencia é necessário saber que “a respeito daquele dia ou daquela hora, ninguém o sabe, nem os anjos do céu, nem mesmo o Filho, mas somente o Pai”. Isso significa que devemos estar sempre bem preparados, com a consciência tranquila e serena, sabendo que a morte não poupa ninguém e não olha para o lugar que ocupamos na sociedade. Podemos ser pessoas de destaque, como também as mais humildes. O que vale é estar sempre bem com Deus”.

Oração:

“Ó Deus, Jesus nos ensinou a rezar pela vinda do vosso Reino. Tornai-nos vigilantes e atentos aos sinais de sua presença entre nós, para que sempre Ele nos encontre fazendo a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

12 de novembro de 2018 at 5:49 Deixe um comentário

Trigésimo Terceiro Domingo do tempo Comum – Parábola dos Talentos – São Mateus 25, 14 – 30 – Dia 19 de novembro de 2017

Resultado de imagem para imagem da parabola dos talentos - em site católico“14.Será também como um homem que, tendo de viajar, reuniu seus servos e lhes confiou seus bens. 15.A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu. 16.Logo em seguida, o que recebeu cinco talentos negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros cinco. 17.Do mesmo modo, o que recebeu dois, ganhou outros dois. 18.Mas, o que recebeu apenas um, foi cavar a terra e escondeu o dinheiro de seu senhor. 19.Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes contas. 20.O que recebeu cinco talentos, aproximou-se e apresentou outros cinco: – Senhor, disse-lhe, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.’ 21.Disse-lhe seu senhor: – Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor. 22.O que recebeu dois talentos, adiantou-se também e disse: – Senhor, confiaste-me dois talentos; eis aqui os dois outros que lucrei. 23.Disse-lhe seu senhor: – Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor. 24.Veio, por fim, o que recebeu só um talento: – Senhor, disse-lhe, sabia que és um homem duro, que colhes onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste. 25.Por isso, tive medo e fui esconder teu talento na terra. Eis aqui, toma o que te pertence. 26.Respondeu-lhe seu senhor: – Servo mau e preguiçoso! Sabias que colho onde não semeei e que recolho onde não espalhei. 27.Devias, pois, levar meu dinheiro ao banco e, à minha volta, eu receberia com os juros o que é meu. 28.Tirai-lhe este talento e dai-o ao que tem dez. 29.Dar-se-á ao que tem e terá em abundância. Mas ao que não tem, tirar-se-á mesmo aquilo que julga ter. 30.E a esse servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.”

Fonte: Bíblia Ave Maria

“Filhos e filhas da luz, reunimo-nos para celebrar a páscoa de Jesus. A liturgia nos convida a ser comunidade disposta a bem administrar os dons e talentos que Deus nos concede e confia. Queremos participar da alegria do Senhor, que esperamos nos diga: “Servo bom e fiel, eu lhe confiarei muito mais”. Neste domingo da 1ª Jornada Mundial dos Pobres, o papa Francisco nos encoraja a estender as mãos aos pobres e olhar com compromisso a realidade da pobreza que é fruto da injustiça”. (Liturgia Diária)

A Parábola dos Talentos

O Papa Francisco resumiu assim a parábola dos talentos: “Conta sobre um homem que, antes de partir para uma viagem, convoca os servos e confia a eles o seu patrimônio em talentos, moedas antigas de grande valor. Aquele patrão confia ao primeiro servo cinco talentos, ao segundo dois, ao terceiro um. Durante a ausência do patrão, os três servos devem fazer frutificar este patrimônio. O primeiro e o segundo servos dobram, cada um, o capital de partida; o terceiro, em vez disso, por medo de perder tudo, enterra o talento recebido em um buraco. No retorno do patrão, os dois primeiros recebem o louvor e a recompensa, enquanto o terceiro, que restitui somente a moeda recebida, é repreendido e punido”. (16 de novembro de 2014)

“A parábola dos talentos diz respeito a todos os homens que, em lugar de ajudarem os seus irmãos com os seus bens, os seus conselhos e outros meios, só vivem para si próprios. Nesta parábola, Jesus quer revelar-nos a enorme paciência de Nosso Senhor, mas, quanto a mim, penso que também faz alusão à ressurreição geral. Antes de mais, os servos que prestam contas da sua gestão reconhecem, sem hesitações, o que era dom do seu senhor e o que era fruto da sua gestão”. (São João Crisóstomo)

Não enterrem os Talentos!

O Papa Francisco instruiu: “Na Praça, vi que há muitos jovens: é verdade isto? Há muitos jovens? Onde estão? A vocês, que estão no início do caminho da vida, pergunto: já pensaram nos talentos que Deus deu a vocês? Já pensaram em como podem colocá-los a serviços dos outros? Não enterrem os talentos! Apostem em grandes ideais, aqueles ideais que alargam o coração, aqueles ideais de serviço que tornam fecundos os vossos talentos”. (24\04\13)

O Padre Roger Araújo explicou: “Como é bom e como é admirável ver cada um colocar à disposição dos outros o talento que tem! E a Palavra de Deus hoje justamente nos diz isto: quanto mais investimos no dom e no talento que temos, tanto mais o nosso dom cresce, tanto mais o nosso talento se torna fecundo e produz frutos. Como ocorre com quem tem o dom de falar, de pregar, de cantar e de cuidar do outro. Algum dom você tem, algum talento você tem!”

Disse-lhe seu senhor: – Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito.

“Quando isso parece difícil, lembra-te de que não somos chamados a ter êxito, mas a ser fiéis. A fidelidade é importante, mesmo nas pequenas coisas, não pela coisa em si mesma, o que seria a preocupação de um espírito mesquinho, mas pela grande coisa que é a vontade de Deus. Dizia Santo Agostinho: «As pequenas coisas permanecem pequenas, mas ser fiel nas pequenas coisas é uma grande coisa. Nosso Senhor não é o mesmo num pobre e num rico que nos visita?» (Mt, 40)”. (Santa Teresa de Calcutá)

Conclusão: 

Com as palavras do Papa Francisco: “O homem da parábola representa Jesus, os servos somos nós e os talentos são o patrimônio que o Senhor confia a nós. Qual é o patrimônio? A sua Palavra, a Eucaristia, a fé no Pai celeste, o seu perdão… em resumo, tantas coisas, os seus bens mais preciosos. Este é o patrimônio que Ele nos confia. Não somente para ser protegido, mas para crescer! Enquanto no uso comum o termo “talento” indica uma qualidade individual – por exemplo talento na música, no esporte, etc., na parábola os talentos representam os bens dos Senhor, que Ele nos confia para que o façamos dar frutos”.

Oração: 

Deus, meu Pai, eu te peço coragem e lucidez para enfrentar todas as minhas dificuldades. Não me deixes desanimar! Tu és a minha fortaleza e a minha rocha firme, o meu escudo protetor diante das adversidades. Em ti deposito a minha fé e a minha esperança. Meu coração quer se sentir cheio de confiança em ti em todos os momentos, cheio da tua força para vencer os desafios e conquistar vitórias todos os dias! Ajuda-me a dar o melhor de mim, a me entregar plenamente à bondade e à pureza do teu amor de Pai, a ouvir a tua Palavra que me abraça, me sustenta, me impulsiona e encoraja a superar todos os obstáculos. Ajuda-me a explorar a profundidade do meu ser, a perscrutar a fundo e encontrar todos os talentos que semeaste em mim, para conseguir a felicidade em todas as tarefas do meu dia-a-dia. Em teu nome e com a tua ajuda, Pai, eu sei que posso vencer, porque aquele que confia em ti, na tua misericórdia e no teu amor, sempre triunfa contigo! Amém”. (Fonte: Site Aleteia)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

13 de novembro de 2017 at 5:39 Deixe um comentário

Trigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum – É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida – São Lucas 21, 5-19 – Dia 13 de novembro de 2016

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5.Como lhe chamassem a atenção para a construção do templo feito de belas pedras e recamado de ricos donativos, Jesus disse:

6.Dias virão em que destas coisas que vedes não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído.

7.Então o interrogaram: Mestre, quando acontecerá isso? E que sinal haverá para saber-se que isso se vai cumprir?

8.Jesus respondeu: Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e ainda: O tempo está próximo. Não sigais após eles.

9.Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas não virá logo o fim.

10.Disse-lhes também: Levantar-se-ão nação contra nação e reino contra reino.

11.Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu.

12.Mas, antes de tudo isso, vos lançarão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis e dos governadores, por causa de mim.

13.Isto vos acontecerá para que vos sirva de testemunho.

14.Gravai bem no vosso espírito de não preparar vossa defesa,

15.porque eu vos darei uma palavra cheia de sabedoria, à qual não poderão resistir nem contradizer os vossos adversários.

16.Sereis entregues até por vossos pais, vossos irmãos, vossos parentes e vossos amigos, e matarão muitos de vós.

17.Sereis odiados por todos por causa do meu nome.

18.Entretanto, não se perderá um só cabelo da vossa cabeça.

19.É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação.

20.Quando virdes que Jerusalém foi sitiada por exércitos, então sabereis que está próxima a sua ruína.

21.Os que então se acharem na Judéia fujam para os montes; os que estiverem dentro da cidade retirem-se; os que estiverem nos campos não entrem na cidade.

“Somos convidados a permanecer firmes na fé em meio aos desafios que nos rodeiam. Animados pela liturgia, levantemos a cabeça e não nos deixemos vencer pelo medo, mas trabalhemos com confiança pela justiça e pelo bem  num mundo imerso em conflitos. Celebremos a Páscoa de Jesus, que nos traz a salvação e nos faz participantes da vida sem fim”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco disse assim: “O Evangelho deste domingo (Lc 21, 5-19) consiste na primeira parte de um discurso de Jesus: sobre os últimos tempos. Jesus pronuncia-o Em Jerusalém, nos arredores do templo; e a oportunidade é-lhe proporcionada pelas pessoas que falavam do templo e da sua beleza, porque aquele templo era bonito! Então, Jesus disse: «Dias virão em que destas coisas que vedes não ficará pedra sobre pedra» (Lc 21, 6). Naturalmente, perguntam-lhe: quando acontecerá isto? Quais serão os sinais? Mas Jesus desvia a atenção destes aspectos secundários — quando será? como será? — desvia para as questões verdadeiras. E são duas. Primeira: não se deixar enganar pelos falsos messias e não se deixar paralisar pelo medo”. (17 de Novembro de 2013)

Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu

O Papa Francisco explicou: “Este discurso de Jesus é sempre atual, também para nós que vivemos no século XXI. Ele repete-nos: «Prestai atenção para não serdes enganados. Muitos virão em meu nome» (v. 8). Trata-se de um convite ao discernimento, aquela virtude cristã de compreender onde se encontra o espírito do Senhor e onde está o espírito maligno. Com efeito, também hoje existem «salvadores» falsos, que procuram substituir-se a Jesus…”  (17 de Novembro de 2013)

 

Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas não virá logo o fim.

“Nosso Senhor Jesus Cristo virá dos céus e virá no fim deste mundo, no último dia; porque este mundo terá um fim, e este mundo criado será renovado. Efetivamente, uma vez que a corrupção, o roubo, o adultério e toda a espécie de faltas se espalharam sobre a terra e «derramam sangue sobre sangue» (Os 4,2), para que esta admirável morada não permaneça cheia de injustiça, este mundo desaparecerá e surgirá outro mais belo”. (São Cirilo de Jerusalém)

“É preciso termos sempre em consideração uma dupla vinda de Cristo: uma, quando Ele vier e nós tivermos de prestar contas de tudo o que tivermos feito; a outra, quotidiana, quando Ele visita sem cessar a nossa consciência e vem a nós a fim de nos encontar prontos por ocasião da sua vinda definitiva. Com efeito, para que me serve conhecer o dia do juizo, se estou consciente de tantos pecados?” (São Pascácio Radbert)

“Também hoje, cada um dos fiéis de Cristo deseja acolhê-Lo no seu próprio tempo, tanto mais que Jesus não disse claramente quando apareceria. Assim, ninguém poderá imaginar que Cristo esteja submetido a uma lei do tempo, a uma hora qualquer, Ele que domina os números e o tempo”. (Santo Efrém)

É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação.

O Papa Francisco concluiu: “No final, Jesus fez uma promessa que é garantia de vitória: «É pela vossa constância que alcançareis a salvação» (v. 19). Quanta esperança há nestas palavras! Elas são um hino à esperança e à paciência, ao saber esperar os frutos seguros da salvação, confiando no sentido profundo da vida e da história: as provações e as dificuldades fazem parte de um desígnio maior; o Senhor”,

Conclusão:

O Evangelho exprime “o aspecto escatológico despertando nos fieis o sentido da espera pela segunda vinda de Jesus ao mundo. Nas leituras bíblicas das missas se fala da vinda definitiva e gloriosa de Jesus e dos últimos acontecimentos que consumarão a humanidade. O universo atingirá sua plenitude de perfeição e serão destruídos o pecado e a morte. A linguagem figurada das leituras bíblicas fortalece nossa coragem de sermos cristãos, carregando a cruz com Cristo, na certeza da vitória da ressurreição. Deus é amor. Cristo nos garante que não seremos maltratados por Deus que nos ama como filhos queridos. Só Deus é eterno; a humanidade e o universo têm uma origem e um fim, ambos em Deus” (Padre G ildeo) .

 

Oração:

Salmo 97, 1-9: “Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço lhe deram a vitória. O Senhor fez conhecer a sua salvação. Manifestou sua justiça à face dos povos. Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade em favor da casa de Israel. Os confins da terra puderam ver a salvação de nosso Deus. Aclamai o Senhor, povos todos da terra; regozijai-vos, alegrai-vos e cantai. Salmodiai ao Senhor com a cítara, ao som do saltério e com a lira. Com a tuba e a trombeta elevai aclamações na presença do Senhor rei. Estruja o mar e tudo o que contém, o globo inteiro e os que nele habitam. Que os rios aplaudam, que as montanhas exultem em brados de alegria diante do Senhor que chega, porque ele vem para governar a terra. Ele governará a terra com justiça, e os povos com equidade”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

7 de novembro de 2016 at 5:58 Deixe um comentário

Trigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum – Vereis o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória – São Marcos 13, 24 – 32 – Dia 15 de Novembro

juizo-final2imagem: Site Ecclesia
24. Naqueles dias, depois dessa tribulação, o sol se escurecerá, a lua não dará o seu resplendor;
25. cairão os astros do céu e as forças que estão no céu serão abaladas.
26. Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória.
27. Ele enviará os anjos, e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, desde a extremidade da terra até a extremidade do céu.
28. Compreendei por uma comparação tirada da figueira. Quando os seus ramos vão ficando tenros e brotam as folhas, sabeis que está perto o verão.
29. Assim também quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está próximo, às portas.
30. Em verdade vos digo: não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.
31. Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.
32. A respeito, porém, daquele dia ou daquela hora, ninguém o sabe, nem os anjos do céu nem mesmo o Filho, mas somente o Pai.

“Somos convidados por esta Eucaristia a perceber os sinais do reino. Para não sermos surpreendidos pelos acontecimentos, é-nos necessário estar sempre alertas. Celebremos o Senhor Jesus, que, sentado vitorioso à direita de Deus, se manifesta e se revela na assembleia reunida e nos acontecimentos do dia a dia”.
Naqueles dias, depois dessa tribulação, o sol se escurecerá, a lua não dará o seu resplendor; cairão os astros do céu e as forças que estão no céu serão abaladas. Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória. Ele enviará os anjos, e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, desde a extremidade da terra até a extremidade do céu.
O Catecismo (§ 668) ensina: “Jesus Cristo é Senhor: Ele possui todo o poder nos céus e na Terra. Está «acima de todo o principado, poder, virtude e soberania», porque o Pai «tudo submeteu a seus pés»(Ef 1, 20-22). Cristo é o Senhor do cosmos e da história, N’Ele, a história do homem, e até a criação inteira, encon­tram a sua «recapitulação», o seu acabamento transcendente”.
O Papa Emérito Bento XVI disse que a “primeira vinda de Cristo está no centro e a sua vinda gloriosa no final, cada existência pessoal está chamada a comparar-se com Ele de modo misterioso e multiforme durante a peregrinação terrena, para se encontrar “nele” no momento do seu retorno”. (2005)
“Virá o Salvador, não para ser novamente julgado, mas para chamar a juízo aqueles que se constituíram seus juízes. Ele, que ao ser julgado, guardara silêncio, lembrará as atrocidades dos malfeitores que o levaram ao suplício da cruz, e lhes dirá: Eis o que fizestes e calei-me (Sl 49,21). Naquele tempo ele veio para realizar um desígnio de amor, ensinando aos homens com persuasão e doçura; mas, no fim dos tempos, queiram ou não, todos se verão obrigados a submeter-se à sua realeza”. (São Cirilo de Jerusalém)
A Palavra diz: “Manifestou-se, com efeito, a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens. Veio para nos ensinar a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver neste mundo com toda sobriedade, justiça e piedade, na expectativa da nossa esperança feliz, a aparição gloriosa de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo…”(Tt 2, 11-13)

Compreendei por uma comparação tirada da figueira. Quando os seus ramos vão ficando tenros e brotam as folhas, sabeis que está perto o verão. Assim também quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está próximo, às portas. Em verdade vos digo: não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.
“Então todas as árvores das florestas exultarão diante da face do Senhor porque veio, veio julgar a terra (Sl 95,12-13). Veio primeiro e virá depois. Esta sua palavra ressoou pela primeira vez no evangelho: Vereis sem demora o Filho do homem vir sobre as nuvens (Mt 26,64). Que quer dizer: Sem demora? O Senhor não virá depois, quando os povos da terra se lamentarão? Veio primeiro em seus pregadores e encheu o mundo inteiro. Não ofereçamos resistência à primeira vinda, para não termos de recear a segunda”. (Santo Agostinho)
“Por meio de palavras simples, Jesus vem falar sobre a sua vinda gloriosa, no fim dos temnpos. Ele diz que o Filho do Homem reunirá a todos os seus eleitos. Jesus também enfatiza, por meio da parábola da figueira, que todos devem estar atentos aos sinais dos tempos. A fala de Jesus não é para estimular medo, mas para mostrar que Deus é Senhor e Criador da história”. (O Domingo)

A respeito, porém, daquele dia ou daquela hora, ninguém o sabe, nem os anjos do céu nem mesmo o Filho, mas somente o Pai.
“Se o tempo da Sua vinda (de Jesus) tivesse sido revelado, o seu advento seria em vão, pois as nações e os séculos em que se produzisse não o teriam desejado. Ele bem disse que viria, mas não precisou em que momento; dessa forma, todas as gerações e todos os séculos têm sede dele”. (Santo Efrém)
O Catecismo (§ 673) ensina: “A partir da ascensão, a vinda de Cristo na glória está iminente mesmo que não nos «pertença saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade» (At 1, 7). Este advento escatológico pode realizar-se a qualquer momento, ainda que esteja «retido», ele e a provação final que o há-de preceder”.

Conclusão:
O Papa Emérito Bento XVI explicou: “A criação está de fato na origem de tudo, mas também é contínua e realiza-se ao longo de todo o porvir cósmico, até ao fim dos tempos. Assim também a encarnação-redenção, se aconteceu num determinado momento histórico, o período da passagem de Jesus na terra, contudo alarga o seu raio de ação a todo o tempo precedente e a todo o seguinte”. (30 de Novembro de 2008)

Oração:
De São João Paulo II: “Maria, a humilde Virgem de Nazaré, escolhida pr Deus para ser a Mãe do Redentor, torne frutuosa a nossa orante e vigilante a nossa espera do Redentor”.
Jane Amábile – Comunidade Divino Espírito Santo

9 de novembro de 2015 at 5:56 Deixe um comentário


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