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Reflexão para o III Domingo de Advento

2014-12-13 Rádio Vaticana

Reflexão para o 3º Domingo do Advento – A

Diante de um mundo arrasado, de um ambiente de profunda desolação, de corações sofridos e enlutados, Isaías clama Vida, Alegria, Ressurreição! O texto da primeira leitura de hoje, extraído do livro de Isaías, nos leva à Esperança. O Profeta quebra a rotina desoladora e nos aponta a ação de Deus, a regeneração do mundo, a redenção do ser humano. Mas o Senhor que pode fazer tudo sozinho, quer nossa colaboração, quer fazer-nos partícipes de sua obra salvífica. Nesse próprio ato de pedir nossa colaboração já está a redenção.

O Senhor nos trata como pessoas maduras, capazes, pessoas criadas à Sua imagem e semelhança. Por isso não é próprio do fiel ficar de braços cruzados, desanimado e acomodado. Aquele que crê levanta a cabeça, solta os braços e busca dentro de si a força do Senhor, e imediatamente começa a colaborar com o Criador. O fiel reage contra qualquer ação oriunda da cultura de morte. Ele crê na Vida! Assim aconteceu com a escravidão no Egito, em outras situações onde os protagonistas foram os pobres, os marginalizados, os portadores de deficiência, os pequenos segundo o mundo. Assim fez Jesus Cristo, colocando-se como servo de todos, à disposição do Pai para assegurar a felicidade eterna ao Homem.

No Evangelho de hoje, temos em primeiro lugar a dificuldade de João Batista em reconhecer em Jesus o Messias prometido. Na pregação de João Batista, como vimos no domingo passado, Jesus deveria tratar os pecadores com bastante dureza, destruí-los até.  Mas ele não o faz, ao contrário, provoca mudanças em seus corações,  possibilitando a salvação, faz refeições com eles e até se torna amigo deles. Isso desorienta o Batista.

Quando interrogado pelos discípulos de João, Jesus responde citando Isaías, ou seja, dizendo que sua missão é de redenção, por isso os sinais que faz são de salvação. Deus ama a todos, bons e maus. Todos são seus filhos, foram criados por amor.

Em segundo lugar, Jesus elogia a pessoa do Batista dizendo que ele é mais que um Profeta, o maior entre os nascidos de mulher – dirá o Mestre. Ao dizer que “O menor no Reino dos céus é maior do que o Batista”, Jesus afirma que esse menor entendeu que Deus vem ao encontro do Homem para perdoá-lo, acolhê-lo e amá-lo. Menor e maior. Sem depreciar em nada a figura de João Batista Batista, já que os tempos do Reino transcendem inteiramente aqueles que os precederam e prepararam, essas duas palavras opõem duas épocas da obra divina, duas “economias”, conforme nos esclarece a Bíblia de Jerusalém.

Finalmente, na 2ª leitura, São Tiago nos exorta a que fiquemos firmes até e chegada do Senhor. Firme para Tiago significa manter a fé, a esperança e a caridade. Por isso, ele toma como exemplo o agricultor que trabalha e depois fica à espera do fruto prometido e nos aconselha a não nos queixarmos dos irmãos.

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13 de dezembro de 2014 at 11:08 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento – Eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado – São João 1, 6-8. 19-28 – 14 de Dezembro

  1. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João.
  2. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.
  3. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz.
  1. Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar-lhe: Quem és tu?
  2. Ele fez esta declaração que confirmou sem hesitar: Eu não sou o Cristo.
  3. Pois, então, quem és?, perguntaram-lhe eles. És tu Elias? Disse ele: Não o sou. És tu o profeta? Ele respondeu: Não.
  4. Perguntaram-lhe de novo: Dize-nos, afinal, quem és, para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?
  5. Ele respondeu: Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías (40,3).
  6. Alguns dos emissários eram fariseus.
  7. Continuaram a perguntar-lhe: Como, pois, batizas, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?
  8. João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis.
  9. Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado.
  10. Este diálogo se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.

O Papa Emérito Bento XVI explicou que o Advento “recorda que Deus vem! Não ontem, não amanhã, mas hoje, agora! O único Deus verdadeiro, “o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob”, não é um Deus que está no céu, desinteressando-se por nós e pela nossa história, mas é o Deus-que-vem. É um Pai que nunca cessa de pensar em nós e, no respeito extremo pela nossa liberdade, deseja encontrar-nos e visitar-nos; quer vir, habitar no meio de nós, permanecer conosco”.

O Terceiro Domingo de Advento é conhecido como o Domingo da Alegria

São João Paulo II disse: “O Advento é tempo de alegria, porque faz reviver a expectativa do acontecimento mais jubiloso na história: o nascimento do Filho de Deus da Virgem Maria. Saber que Deus não está longe, mas perto, que não é indiferente, mas compassivo, que não é alheio, mas Pai misericordioso que nos segue amorosamente no respeito da nossa liberdade: tudo isto é motivo de uma alegria profunda que as vicissitudes alternas do dia-a-dia não podem cancelar. Uma característica inconfundível da alegria cristã é que ela pode conviver com o sofrimento, porque se baseia totalmente no amor”.

“Domingo da Alegria’ ou ‘Domingo Gaudete’, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do libertador que está bem próxima, referindo-se à segunda leitura que diz: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto”. (Fl 4, 4) (Site de Felipe Aquino)

Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João

O Padre Bantu disse assim: “João Batista é o profeta do Advento e, à semelhança de Isaías, faz ressoar o anúncio de um tempo decisivo que se aproxima. A presença dele é destacada com características semelhantes ao profeta Elias, razão pela qual foi interrogado se era Elias. Depois de um longo silêncio profético em Israel, desponta o Batista anunciando por primeiro a irrupção do Reino de Deus e preparando uma nova aliança: “Eu sou aquele que grita assim no deserto: preparem o caminho para o Senhor passar”.

João Erígena (beneditino irlandês) disse: “Um homem foi enviado». Por quem? Pelo Deus Verbo que o precedeu. A sua missão era ser precursor. É num grito que ele envia a palavra à sua frente: «no deserto, uma voz grita» (Mt 3, 3). O mensageiro prepara a vinda do Senhor. «O seu nome era João» (Jo 1, 6): foi-lhe dada a graça de ser o precursor do Rei dos reis, o revelador do Verbo desconhecido, o que batiza em ordem ao nascimento espiritual, a testemunha da luz eterna, pela sua palavra e pelo seu martírio”.

Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz

O Padre Bantu disse que João Batista “ressaltou que ele não se considerava digno nem mesmo de desatar as correias das sandálias d’Aquele que estava por vir. Apesar de desconhecido, este será a luz que iluminará e libertará o povo da cegueira, da escravidão, da mentira e instaurará um novo tempo”.

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Queridos amigos, diz o Senhor: «Eu sou a luz do mundo; vós sois a luz do mundo». É uma coisa misteriosa e magnífica que Jesus tenha dito de Si próprio e de todos nós juntos a mesma coisa, ou seja, que «somos luz». Se acreditarmos que Ele é o Filho de Deus que curou os doentes e ressuscitou os mortos, antes, que Ele mesmo ressuscitou do sepulcro e está verdadeiramente vivo, então compreenderemos que Ele é a luz, a fonte de todas as luzes deste mundo”.

Liturgia das Horas: “Em meio à treva escura, ressoa clara voz. Os sonhos maus se afastem, refulja o Cristo em nós. Despertem os que dormem feridos de pecado. Um novo sol já brilha, o mal vai ser tirado. Do céu desce o Cordeiro Que traz a salvação. Choremos e imploremos Das culpas o perdão. E ao vir julgar o mundo No dia do terror, Não puna tantas culpas, Mas venha com amor”.

Ele respondeu: Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías (40,3)

“Abatei as montanhas e as colinas»: e quais, senão a presunção, o orgulho e o amor-próprio, que são grandes empecilhos para a vinda de Nosso Senhor, que tem o costume de humilhar e abater os soberbos, pois penetra até ao fundo do coração, para descobrir o orgulho que lá se esconde. «Aplanai os caminhos, endireitai as veredas tortuosas, para as nivelar. “É como se dissesse: «Endireitai tudo o que são intenções oblíquas, para ficar somente com a que agrada a Deus, fazendo penitência, que deve ser o objetivo visado por todos nós”. (São Francisco de Sales)

João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Aqui observamos a grande humildade de João, ao reconhecer que a sua missão consiste em preparar o caminho para Jesus. Afirmando «Eu batizo-vos com a água», quer dar a entender que a sua unção é simbólica. Com efeito, ele não pode eliminar nem perdoar os pecados: batizando com a água, ele só pode indicar que é necessário mudar de vida. Ao mesmo tempo, João anuncia a vinda do «mais poderoso», que «vos batizará no Espírito Santo e no fogo”.

São João Paulo II explicou: “João distingue claramente o “advento de preparação” do “advento de encontro”. O advento de encontro é obra do Espírito Santo, é o batismo com o Espírito Santo. E Deus mesmo que vai ao encontro do homem; quer encontrá-lo no coração mesmo da sua humanidade, confirmando assim esta humanidade como eterna imagem de Deus e ao mesmo tempo tornando-a “nova”.

O Papa Emérito Bento XVI disse também: “Jesus abandona a casa e as ocupações habituais para alcançar o Jordão. Chega ao meio da multidão que está a ouvir o Batista e põe-se na fila como todos, à espera de ser batizado. João, logo que o vê aproximar-se, intui que naquele Homem há algo único, que é o misterioso Outro que esperava e para o qual estava orientada toda a sua vida. Compreende que se encontra diante de Alguém maior que ele e que não é digno nem sequer de lhe desatar a correia das sandálias”.

Advento – Tempo de preparar o coração para a vinda do Salvador

O Sacramento da Confissão (Reconciliação)

São João Paulo II disse assim: “João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim; Preparai o caminho ao Senhor! Endireitai as suas veredas! Realize-se isto no Sacramento da Reconciliação, na humilde e confiada Confissão do Advento, para que — diante da recordação da primeira Vinda de Cristo, que é o Natal, e ao mesmo tempo na perspectiva escatológica do Seu Advento definitivo — o pecado seja eliminado e expiado, a fim de a Igreja poder proclamar a cada um de Vós que está acabada a escravidão, que o Senhor Deus vem com poder”.

O Catecismo (§1424) ensina: “É chamado sacramento da confissão, porque o reconhecimento, a confissão dos pecados perante o sacerdote é um elemento essencial deste sacramento. Num sentido profundo, este sacramento é também uma «confissão», reconhecimento e louvor da santidade de Deus e da sua misericórdia para com o homem pecador. E chamado sacramento da Reconciliação, porque dá ao pecador o amor de Deus que reconcilia: «Deixai-vos reconciliar com Deus» (2 Cor 5, 20). Aquele que vive do amor misericordioso de Deus está pronto para responder ao apelo do Senhor: «Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão» (Mt 5, 24).

Conclusão

Do Padre Bantu: “João tinha consciência de que o batismo com água era apenas sinal de conversão e acolhida diante d’Aquele que já estava no meio do povo. Infelizmente, a Boa Nova trazida por Cristo e os novos céus e a nova terra podem passar despercebidos aos olhos dos acomodados e instalados numa vida de privilégios à custa do sofrimento do povo. Mas ontem como hoje, a missão de João Batista é minha e sua. Somos nós que devemos abrir as portas de par em par ao Redentor, Luz das nações e glória de Israel, Seu povo, para que todos possam ver a manifestação da glória de Deus”.

Oração

Do Papa Emérito Bento XVI: “A Virgem Maria encarna perfeitamente o espírito do Advento, feito de escuta de Deus, de desejo profundo de fazer a sua vontade, de serviço jubiloso ao próximo. Deixemo-nos guiar por ela, para que o Deus que vem não nos encontre fechados ou distraídos, mas possa, em cada um de nós, expandir um pouco o seu reino de amor, de justiça e de paz”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

8 de dezembro de 2014 at 18:06 Deixe um comentário

No “Domingo da Alegria”, Papa Francisco destacou que a alegria do cristão é Jesus Cristo, seu amor fiel e inesgotável

 

DOMINGO, 15 DE DEZEMBRO DE 2013, 9H29

O fundamento da alegria cristã é a fidelidade de Deus, diz Papa

Papa Francisco na janela do Palácio Apostólico de onde reza o Angelus com os fiéis todos os domingos / Foto: Reprodução CTV

A alegria cristã foi o foco da reflexão do Papa Francisco no Angelus deste domingo, 15, terceiro do Advento e também chamado de “Domingo da Alegria”. Ele recordou que a mensagem cristã se chama “evangelho”, o que significa uma “boa notícia”, um anúncio de alegria para todo o povo.

Em breve, íntegra do Angelus

Essa alegria do Evangelho, segundo disse o Papa, não é uma alegria qualquer, mas encontra a sua razão no saber ser acolhido e amado por Deus. E mesmo com as limitações e desânimos, o homem não pode ser fraco, pelo contrário,  é convidado a ter coragem e não temer, porque Deus sempre mostra a grandeza da sua misericórdia.

“A alegria cristã, como a esperança, tem o seu fundamento na fidelidade de Deus, na certeza de que Ele mantém sempre as suas promessas (…) Quantos encontraram Jesus ao longo do caminho experimentam no coração uma serenidade e uma alegria da qual nada e ninguém poderá privá-los. A nossa alegria é Cristo, o seu amor fiel e inesgotável!”, disse.

Dessa forma, Francisco explicou que quando um cristão se torna triste, isso quer dizer que ele se afastou de Jesus. Nessas situações, é preciso rezar por essa pessoa e fazê-la sentir o calor da comunidade.

O Santo Padre concluiu suas reflexões pedindo a ajuda de Maria para que todos possam encontrar o Menino que nasceu para a salvação e a alegria de todos os homens. “Ela nos ajude a conseguir viver a alegria do Evangelho na família, no trabalho, na paróquia e em todo lugar. Uma alegria íntima, feita de admiração e ternura”.

Após o Angelus, Francisco dirigiu-se às crianças presentes na Praça São Pedro para a tradicional benção dos Meninos Jesus do presépio. “Queridas crianças, quando vocês rezarem diante do vosso presépio, lembrem-se também de mim, como eu me lembro de vocês. Agradeço a vocês e bom Natal!”.

Fonte: Canção Nova

 

15 de dezembro de 2013 at 9:56 Deixe um comentário

Reflexão litúrgica para o 3º domingo do Advento

 

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2013-12-14 Rádio Vaticana

  Cidade do Vaticano – (RV) – Diante de um mundo arrasado, de um ambiente de profunda desolação, de corações sofridos e enlutados, Isaías clama Vida, Alegria, Ressurreição! O texto da primeira leitura de hoje, extraído do livro de Isaías, nos leva à Esperança. O Profeta quebra a rotina desoladora e nos aponta a ação de Deus, a regeneração do mundo, a redenção do ser humano. Mas o Senhor que pode fazer tudo sozinho, quer nossa colaboração, quer fazer-nos partícipes de sua obra salvífica. Nesse próprio ato de pedir nossa colaboração já está a redenção. O Senhor nos trata como pessoas maduras, capazes, pessoas criadas à Sua imagem e semelhança. Por isso não é próprio do fiel ficar de braços cruzados, desanimado e acomodado. Aquele que crê levanta a cabeça, solta os braços e busca dentro de si a força do Senhor, e imediatamente começa a colaborar com o Criador. O fiel reage contra qualquer ação oriunda da cultura de morte. Ele crê na Vida! Assim aconteceu com a escravidão no Egito, em outras situações onde os protagonistas foram os pobres, os marginalizados, os portadores de deficiência, os pequenos segundo o mundo. Assim fez Jesus Cristo, colocando-se como servo de todos, à disposição do Pai para assegurar a felicidade eterna ao Homem. No Evangelho deste domingo, temos em primeiro lugar a dificuldade de João Batista em reconhecer em Jesus o Messias prometido. Na pregação de João Batista, como vimos no domingo passado, Jesus deveria tratar os pecadores com bastante dureza, destruí-los até.  Mas ele não o faz, ao contrário, provoca mudanças em seus corações,  possibilitando a salvação, faz refeições com eles e até se torna amigo deles. Isso desorienta o Batista. Quando interrogado pelos discípulos de João, Jesus responde citando Isaías, ou seja, dizendo que sua missão é de redenção, por isso os sinais que faz são de salvação. Deus ama a todos, bons e maus. Todos são seus filhos, foram criados por amor. Em segundo lugar, Jesus elogia a pessoa do Batista dizendo que ele é mais que um Profeta, o maior entre os nascidos de mulher – dirá o Mestre. Ao dizer que “O menor no Reino dos céus é maior do que o Batista”, Jesus afirma que esse menor entendeu que Deus vem ao encontro do Homem para perdoá-lo, acolhê-lo e amá-lo. Menor e maior. Sem depreciar em nada a figura de João Batista Batista, já que os tempos do Reino transcendem inteiramente aqueles que os precederam e prepararam, essas duas palavras opõem duas épocas da obra divina, duas “economias”, conforme nos esclarece a Bíblia de Jerusalém. Finalmente, na 2ª leitura, São Tiago nos exorta a que fiquemos firmes até e chegada do Senhor. Firme para Tiago significa manter a fé, a esperança e a caridade. Por isso, ele toma como exemplo o agricultor que trabalha e depois fica à espera do fruto prometido e nos aconselha a não nos queixarmos dos irmãos. Pe. Cesar Augusto dos Santos, S.J.

14 de dezembro de 2013 at 10:13 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento – Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam – São Mateus 11, 2-11) – 15 \ 12 \ 13

2. Tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos:

3. Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?

4. Respondeu-lhes Jesus: Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes:

5. os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres…

6. Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda!

7. Tendo eles partido, disse Jesus à multidão a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?

8. Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas os que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis.

9. Então por que fostes para lá? Para ver um profeta? Sim, digo-vos eu, mais que um profeta.

10. É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1).

11. Em verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele.

 

Iniciemos essa reflexão com as palavras do comentário litúrgico: “Alegremo-nos todos no Senhor, pois ele está próximo. Reconhecendo seus imensos benefícios, deixemo-nos contagiar pelo alegre anúncio desta liturgia. A chegada do Deus salvador vai renovar a esperança do povo desanimado e firmar os passos das pessoas abatidas. O terceiro domingo do Advento é marcado também pela coleta da Campanha para a Evangelização, que este ano nos apresenta o tema: “Eu vos anuncio uma grande alegria”. (Liturgia Diária)

 

Dos versículos 2 ao 6: “Tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos: Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro? Respondeu-lhes Jesus: Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres… Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda!”

“Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?” – Padre Eduardo Dougherty disse: “Eu imagino que João Batista mandou seus discípulos fazerem essa pergunta a Jesus, simplesmente para que eles começassem a seguir o verdadeiro Mestre. João sabia que Jesus era o Messias esperado. Pense na experiência que Jesus e João batista tiveram quando suas mães, Maria e Isabel, se encontraram ainda grávidas. Depois, já adultos, João Batista com certeza ouviu histórias sobre Jesus e tudo o que Ele fazia”.

O Beato João Paulo II disse que “o homem pergunta: És Tu, Cristo, Aquele que esta para vir? És Tu Aquele que me explicará o sentido definitivo da minha humanidade? o sentido da minha existência? Serás Tu Aquele que me ajudará a dispor e construir a minha vida de homem, desde os fundamentos? Assim perguntam os homens, e Cristo constantemente responde. Responde do mesmo modo que respondeu já aos discípulos de João Batista”.

Jesus veio para os doentes, pobres, fracos, pecadores… – O Beato João Paulo II explicou: “Jesus revelou, sobretudo com o seu estilo de vida e com as suas ações, como está presente o amor no mundo em que vivemos, amor operante, amor que se dirige ao homem e abraça tudo quanto constitui a sua humanidade. Tal amor transparece especialmente no contato com o sofrimento, injustiça e pobreza; no contato com toda a «condição humana» histórica, que de vários modos manifesta as limitações e a fragilidade, tanto físicas como morais, do homem”.

“Os cegos vêem,…”  – A Palavra diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor”. (Lc  4, 18-19)

Papa Francisco: “Jesus, o evangelizador por excelência e o Evangelho em pessoa, identificou-Se especialmente com os mais pequeninos ( Mt 25, 40). Isto recorda-nos, a todos os cristãos, que somos chamados a cuidar dos mais frágeis da Terra”.

A Palavra diz: “Jesus saiu daquela região e voltou para perto do mar da Galiléia. Subiu a uma colina e sentou-se ali.  Então numerosa multidão aproximou-se dele, trazendo consigo mudos, cegos, coxos, aleijados e muitos outros enfermos. Puseram-nos aos seus pés e ele os curou, de sorte que o povo estava admirado ante o espetáculo dos mudos que falavam, daqueles aleijados curados, de coxos que andavam, dos cegos que viam; e glorificavam ao Deus de Israel” (Mt 15, 29-31).

 

Dos versículos 7 ao 11: “Tendo eles partido, disse Jesus à multidão a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas os que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis. Então por que fostes para lá? Para ver um profeta? Sim, digo-vos eu, mais que um profeta. É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1). Em verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele”.

 “Que fostes ver no deserto?” –  Padre Antonio Queiroz  disse: “Logo que cresceu, João Batista dedicou-se à penitência, à oração e à leitura da Palavra de Deus. Vivia nos lugares desertos. O deserto é um lugar árido, monótono e sem vegetação. Quem está no deserto não tem distrações, por isso olha para o céu e se lembra de Deus. O deserto é o lugar ideal para se fazer retiro”.

São João Batista – O Beato João Paulo II explicou: “Quem é João Batista? Em primeiro lugar, é um crente empenhado em primeira pessoa num exigente caminho espiritual, feito de escuta atenta e constante da Palavra de salvação. Além disso, ele testemunha um estilo de vida desapegado e pobre; demonstra grande coragem ao proclamar a todos a vontade de Deus, até às extremas consequências. Não cede à fácil tentação de assumir um papel fundamental, mas com submissão humilha-se a si próprio para exaltar Jesus”.   

Preparar o Caminho do Senhor

O Catecismo (§524) ensina:  “Ao celebrar em cada ano a Liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta expectativa do Messias. Comungando na longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo da sua segunda vinda (218). Pela celebração do nascimento e martírio do Precursor, a Igreja une-se ao seu desejo: «Ele deve crescer e eu diminuir” (Jo 3, 30).

 O Beato João Paulo II disse que “o homem prepara o caminho do Senhor, e endireita as Suas veredas, quando examina a própria consciência, quando perscruta as suas obras, as suas palavras, os seus pensamentos, quando chama o bem e o mal com os próprios nomes, quando não hesita em confessar os seus pecados no sacramento da penitência, arrependendo-se deles e fazendo o propósito de nunca mais pecar”.

Advento é tempo de preparar o coração para o Natal do Senhor Jesus, especialmente, através dos Sacramentos da Confissão e da Eucaristia:

Confissão

O Beato João Paulo II disse que João Batista professou, na região do Jordão, “ser Cristo o “Cordeiro de Deus”, Aquele que tira os pecados do mundo (Jo 1, 29)…Vede, cada um de nós pronuncia tais palavras quando, no sacramento da penitência, confessa os seus pecados, para que o Cordeiro de Deus tire aqueles pecados. E de quem quer de nós que, humildemente e contrito, confessar esta palavra de verdade — a verdade sobre si mesmo — Cristo quer dar um testemunho idêntico (de nós), como deu de João da região do Jordão”.

O Papa Francisco pediu aos confessores: “Aos sacerdotes, lembro que o confessionário não deve ser uma câmara de tortura, mas o lugar da misericórdia do Senhor que nos incentiva a praticar o bem possível. Um pequeno passo, no meio de grandes limitações humanas”.

Eucaristia

O Beato João Paulo II ensinou: “Recordemo-nos ainda que este amor salvífico, que vem ao homem na noite de Belém, e se revela na cruz e na Ressurreição, permanece incessantemente inscrito na vida da Igreja como Sacramento do Corpo e do Sangue, como Alimento das almas. Todas as vezes que recebemos este sacramento, todas as vezes que aceitamos este Alimento — preparamos o caminho do Senhor, endireitamos as suas veredas. Oxalá, e sobretudo no período do Advento, tenhamos fome e sede deste Alimento!”

O Papa Francisco ensinou que “a Eucaristia, embora constitua a plenitude da vida sacramental, não é um prêmio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos”.

 

Conclusão

“Estamos nos aproximando do Natal; com alegria aguardamos a grande festa da vida, o nascimento de Jesus. O Natal de Jesus nos recorda o grande amor de Deus pela humanidade, manifestado na vilazinha de Nazaré na pessoa de Maria que acolheu no ventre o Emanuel, Deus conosco. Jesus afirma que João Batista é o precursor e que ele próprio é o Messias vindo ao mundo para realizar a boa-nova do reino: dar vista aos cegos, curar os enfermos, ressuscitar os mortos. Com o mesmo compromisso missionário com que João Batista preparou as estradas do Senhor, possamos neste tempo dispor a nossa vida e missão para a chegada de Jesus”. (Liturgia Diária)

Oração

Do círculo bíblico: “Ó Pai, queremos vos agradecer pelo Natal do vosso Filho que se aproxima. Este é um tempo iluminado pelo vosso Espírito, pois a luz da esperança nasce de novo e renova mais uma vez nossa vida e nosso compromisso de sermos sinais de unidade e fraternidade com os irmãos e irmãs. Dai-nos força, ânimo e coragem para participarmos ativamente do vosso reino e de vossa bondade. Pai celestial, inundai nosso ser com vosso Santo Espírito e fazei-nos amigos e amigas uns dos outros. Por Cristo, nosso Senhor.”

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

9 de dezembro de 2013 at 11:01 Deixe um comentário

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