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Terceiro Domingo do Advento – Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo – São Mateus 11, 2-11 – Dia 11 de dezembro de 2016

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2.Tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos:

3.Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?

4.Respondeu-lhes Jesus: Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes:

5.os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres…

6.Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda!

7.Tendo eles partido, disse Jesus à multidão a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?

8.Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas os que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis.

9.Então por que fostes para lá? Para ver um profeta? Sim, digo-vos eu, mais que um profeta.

10.É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1).

11.Em verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele.

12.Desde a época de João Batista até o presente, o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam.

“Alegremo-nos todos no Senhor, pois Ele está próximo. Reconhecendo seus imensos benefícios, queremos nos deixar contagiar pelo alegre anúncio desta liturgia. A chegada do Salvador renova nossa esperança, afasta todo desânimo e firma nossos passos no caminho de Deus. Este é o domingo da coleta da Campanha para a Evangelização”. (Liturgia Diária)

 

Tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos: Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?

O Papa Francisco explicou que “à primeira vista a resposta de Jesus não parece corresponder à interrogação de João Batista. Com efeito, Jesus diz: «Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres… Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de escândalo!» (vv. 4-6). Aqui a intenção do Senhor Jesus torna-se clara: Ele responde que é o instrumento concreto da misericórdia do Pai, que vai ao encontro de todos, levando a consolação e a salvação, e deste modo manifesta o juízo de Deus. Os cegos, os coxos, os leprosos e os surdos recuperam a sua dignidade e já não vivem excluídos por causa da sua enfermidade, os mortos voltam a viver, enquanto aos pobres é anunciada a Boa Notícia”. (7\9\2016)

“Um dia, Jesus recebeu emissários de João Batista com a pergunta sobre sua identidade de Messias. De fato, João se revelou sempre radical em suas escolhas e profundamente honesto em seu desejo de fidelidade à missão recebida. Mandou-lhe a magnífica resposta: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: cegos recuperam a vista, paralíticos andam, leprosos são curados, surdos ouvem, mortos ressuscitam e aos pobres se anuncia a Boa-Nova. E feliz de quem não se escandaliza a meu respeito!” (Com. Canção Nova)

 

Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres…

O Papa Emérito Bento XVI disse que no Evangelho há um “contraste entre o elogio de João Batista, um dos “pequenos” que reconheceram o agir de Deus em Cristo Jesus (Mt 11,2-19), e a reprovação pela incredulidade das cidades do lago, “nas quais aconteceu a maior parte dos seus prodígios” (Mt 11,20-24). O júbilo, portanto, é visto por Mateus em relação às palavras com que Jesus constata a eficácia da sua Palavra e da sua ação: “Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres… Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda!” (Mt 11,4-6). (7\12\2011)

“Ide e contai a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem , os coxos andam, os leprosos ficaam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e o Evangelho aos pobres” (Mt., XI, 4–S): Meus filhos, escutastes o que o Senhor nos diz, as suas palavras comovem-me: amemos, pois, o desprendimento, amá-lo-emos com predileção, porque quando o espírito de pobreza abranda, é que toda a vida interior vai mal”. (São Josemaria Escrivá)

 

É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1).

“João Batista sempre foi categórico ao afirmar “Eu não sou o Messias” (Jo 1, 20). Ao contrário, João foi a primeira “testemunha” de Jesus, tendo recebido a indicação do Céu: “Aquele sobre Quem vires o Espírito descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo” (Jo 1, 33). Isto acontece precisamente quando Jesus, tendo recebido o batismo, saiu da água: João viu descer sobre ele o Espírito como uma pomba. Foi então que “conheceu” a plena realidade de Jesus de Nazaré, e começou a dá-lo a “conhecer a Israel” (Jo 1, 31), indicando-O como Filho de Deus e redentor do homem: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29)”. (D.Orani João Tempesta)

 

Conclusão:

O Catecismo (§1503) ensina: “A compaixão de Cristo para com os doentes e as suas numerosas curas de enfermos de toda a espécie são um sinal claro de que «Deus visitou o seu povo» e de que o Reino de Deus está próximo. Jesus tem poder não somente para curar, mas também para perdoar os pecados: veio curar o homem na sua totalidade, alma e corpo: é o médico de que os doentes precisam. A sua compaixão para com todos os que sofrem vai ao ponto de identificar-Se com eles: «Estive doente e visitastes-Me» (Mt 25, 36). O seu amor de predileção para com os enfermos não cessou, ao longo dos séculos, de despertar a atenção particular dos cristãos para aqueles que sofrem no corpo ou na alma. Ele está na origem de incansáveis esforços para os aliviar”.

Oração:

Do Papa Francisco: “Comprometamo-nos a não opor obstáculo algum à ação misericordiosa do Pai, mas peçamos o dom de uma fé grande para nos tornarmos, também nós, sinais e instrumentos de misericórdia”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

5 de dezembro de 2016 at 5:01 Deixe um comentário

“E nós, que devemos fazer?”

Terceiro Domingo do Advento (semana III do saltério)


Terceiro Domingo do Advento

O tema deste terceiro Domingo pode girar à volta da pergunta: “E nós, que devemos fazer?”. Preparar o “caminho” por onde o Senhor vem, significa questionar os nossos limites, o nosso egoísmo e comodismo e operar uma verdadeira transformação da nossa vida no sentido de Deus.

O Evangelho sugere três aspectos onde essa transformação é necessária: é preciso sair do nosso egoísmo e aprender a partilhar; é preciso quebrar os esquemas de exploração e de imoralidade e proceder com justiça; é preciso renunciar à violência e à prepotência e respeitar absolutamente a dignidade dos nossos irmãos. O Evangelho avisa-nos, ainda, que o cristão é “baptizado no Espírito”, recebe de Deus vida nova, e tem de viver de acordo com essa dinâmica.

A primeira leitura sugere que, no início, no meio e no fim desse “caminho de conversão”, espera-nos o Deus que nos ama. O seu amor não só perdoa as nossas faltas, mas provoca a conversão, transforma-nos e renova-nos. Daí o convite à alegria: Deus está no meio de nós, ama-nos e, apesar de tudo, insiste em fazer caminho connosco.

A segunda leitura insiste nas atitudes correctas que devem marcar a vida de todos os que querem acolher o Senhor: alegria, bondade, oração.

1º dia da novena de Natal
Começamos hoje a novena de Natal. Durante nove dias, preparamos os nossos corações para o grande acontecimento,para a celebração do nascimento do Filho de Deus na carne. Preparamo-nos na oração, mas sobretudo no louvor. Durante estes dias, na oração de Vésperas, a Igreja entoa aquilo a que chamamos “Antífonas Maiores”. São cânticos de deslumbramento perante o grande amor de Deus nosso Pai. Cada antífona começa pelo grito: “Oh!”, com a boca arredondada pelo espanto, pela surpresa, pelo enconro com este Deus misericordioso que se faz criança.
Começamos com uma invocaçãp que recorda os livros poéticos do Antigo Testamento: “Oh Sabedoria do Altíssimo, …”. A Sabedoria de Deus, diz a Bíblia (Pr 8, 22-31), estava presente no momento da criação – era o Verbo de Deus, o Filho Único, gerado mas não criado, de que nos fala o prólogo de S. João (1, 1-2).
Pedimos-lhe que venho “ensinar-nos o caminho da Salvação”. Aquele que era, que é e que vem é o mesmo que um dia disse: “Eu sou o caminho” (Jo 14,6).

Ó Sabedoria do Altíssimo, que tudo governais com firmeza e suavidade: vinde ensinar-nos o caminho da salvação.

http://www.ecclesia.pt

13 de dezembro de 2015 at 5:36 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento – Eis que vem outro mais poderoso do que eu– São Lucas 3, 10-18 – Dia 13 de dezembro de 2015


10. Perguntava-lhe a multidão: Que devemos fazer?
11. Ele respondia: Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem o que comer, faça o mesmo.
12. Também publicanos vieram para ser batizados, e perguntaram-lhe: Mestre, que devemos fazer?
13. Ele lhes respondeu: Não exijais mais do que vos foi ordenado.
14. Do mesmo modo, os soldados lhe perguntavam: E nós, que devemos fazer? Respondeu-lhes: Não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém, e contentai-vos com o vosso soldo.
15. Ora, como o povo estivesse na expectativa, e como todos perguntassem em seus corações se talvez João fosse o Cristo,
16. ele tomou a palavra, dizendo a todos: Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.
17. Ele tem a pá na mão e limpará a sua eira, e recolherá o trigo ao seu celeiro, mas queimará as palhas num fogo inextinguível.
18. É assim que ele anunciava ao povo a boa nova, e dirigia-lhe ainda muitas outras exortações.

“Em nosso caminho para o Natal do Senhor, nos encontramos mais uma vez com João Batista que segue preparando os caminhos do Messias que vai chegar. Ainda há tempo de rever nossas atitudes interiores e exteriores e nos perguntarmos: o que devemos fazer?” ( O Domingo)

A terceira vela acesa nos convida à alegria e ao júbilo pela aproximação da chegada de Jesus.  A cor litúrgica de hoje, o rosa,  indica justamente o Domingo da Alegria, ou o Domingo Gaudette.

 

A Feliz Boa Nova
O Papa Francisco disse: “Hoje é o terceiro domingo do Advento, dito também domingo Gaudete, isso é, domingo da alegria. Na liturgia, ressoa várias vezes o convite à alegria, a alegrar-se, por que? Porque o Senhor está próximo. O Natal está próximo. A mensagem cristã se chama “evangelho”, isso é, “boa notícia”, um anúncio de alegria para todo o povo; a Igreja não é um refúgio para o povo triste, a Igreja é a casa da alegria!”
Mons. José Maria explicou assim: “Aproximando-se o dia de Natal a Liturgia faz um convite à alegria! “Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito,alegrai-vos” (Fl 4, 4-7), exorta S. Paulo. O mundo vive carente da verdadeira alegria! Os textos bíblicos do III Domingo do Advento são um convite muito forte a alegria, porque o Senhor, que esperamos, já está conosco e com Ele preparamos o Advento do seu Reino”.
O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “A “proximidade” de Deus não é uma questão de espaço nem de tempo, mas uma questão de amor: o amor avizinha! O próximo Natal recordar-nos-á esta verdade fundamental da nossa fé e, diante do Presépio, poderemos saborear a alegria cristã, contemplando no recém-nascido Jesus o rosto de Deus que por amor se fez próximo de nós”.
Mons. José Maria ensinou: “A alegria do Advento e a de cada dia é porque Jesus está muito perto de nós.A alegria cristã não é uma atitude passageira de festas humanas, mas um estado permanente, de quem confia que a vida cristã é uma caminhada ao encontro do Senhor que vem. A alegria é um dos sinais da presença de Deus no coração de uma pessoa”.

 

Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu
“Preparai o caminho do Senhor” (Jn 1,23). Acolhamos este convite do Evangelista! A aproximação do Natal estimula-nos a uma atitude mais vigilante de espera do Senhor que vem, enquanto a liturgia de hoje nos apresenta João Batista como exemplo a imitar”. (São João Paulo II- 15 de Dezembro de 2002)
“Sou eu que tenho necessidade de ser batizado por Ti e Tu vens a mim? Tu que eras no princípio, Tu que estavas em Deus e eras Deus (Jo 1,1); Tu que és o resplendor da glória do Pai e a imagem da Sua substância (Heb 1,); Tu que, quando estavas no mundo, vieste aonde já estavas; Tu que Te fizeste carne a habitaste entre nós (Jo 1,14; 14,23), e que tomaste a condição de servo (Fil 2,7); Tu que uniste a terra e o céu pelo Teu santo nome – és Tu que vens a mim? Tu que és grande, ao pobre que eu sou? O Rei ao precursor, o Senhor ao servo?” (São Gregório, o Taumaturgo)

 

Conclusão:
Com as palavras do Papa Francisco: “A Virgem Maria nos ajude a apressar o passo rumo a Belém, para encontrar o Menino que nasceu para nós, para a salvação e a alegria de todos os homens. A ela o Anjo disse: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1, 28). Ela nos ajude a viver a alegria do Evangelho na família, no trabalho, na paróquia e em todo lugar. Uma alegria íntima, feita de admiração e ternura”.

 

Oração:
Do Papa Emérito Bento XVI: “Deus, nosso Pai, Tu que tanto amaste os homens que nos enviaste o teu único Filho Jesus nascido da Virgem Maria, para nos salvar e reconduzir a ti. Pedimos-te, que com a tua bênção estas imagens de Jesus, que está para vir até nós, sejam, nas nossas casas, sinal da tua presença e do teu amor. Pai bom, concede a tua bênção também a nós, aos nossos pais, às nossas famílias e aos nossos amigos. Abre o nosso coração, para que saibamos receber Jesus na alegria, fazer sempre o que ele pede e vê-lo em todos os que precisam do nosso amor. Isto te pedimos em nome de Jesus, teu amado Filho, que vem para dar ao mundo a paz. Ele vem e reina nos séculos dos séculos. Amém”.
Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

7 de dezembro de 2015 at 5:30 Deixe um comentário

Reflexão para o III Domingo de Advento

2014-12-13 Rádio Vaticana

Reflexão para o 3º Domingo do Advento – A

Diante de um mundo arrasado, de um ambiente de profunda desolação, de corações sofridos e enlutados, Isaías clama Vida, Alegria, Ressurreição! O texto da primeira leitura de hoje, extraído do livro de Isaías, nos leva à Esperança. O Profeta quebra a rotina desoladora e nos aponta a ação de Deus, a regeneração do mundo, a redenção do ser humano. Mas o Senhor que pode fazer tudo sozinho, quer nossa colaboração, quer fazer-nos partícipes de sua obra salvífica. Nesse próprio ato de pedir nossa colaboração já está a redenção.

O Senhor nos trata como pessoas maduras, capazes, pessoas criadas à Sua imagem e semelhança. Por isso não é próprio do fiel ficar de braços cruzados, desanimado e acomodado. Aquele que crê levanta a cabeça, solta os braços e busca dentro de si a força do Senhor, e imediatamente começa a colaborar com o Criador. O fiel reage contra qualquer ação oriunda da cultura de morte. Ele crê na Vida! Assim aconteceu com a escravidão no Egito, em outras situações onde os protagonistas foram os pobres, os marginalizados, os portadores de deficiência, os pequenos segundo o mundo. Assim fez Jesus Cristo, colocando-se como servo de todos, à disposição do Pai para assegurar a felicidade eterna ao Homem.

No Evangelho de hoje, temos em primeiro lugar a dificuldade de João Batista em reconhecer em Jesus o Messias prometido. Na pregação de João Batista, como vimos no domingo passado, Jesus deveria tratar os pecadores com bastante dureza, destruí-los até.  Mas ele não o faz, ao contrário, provoca mudanças em seus corações,  possibilitando a salvação, faz refeições com eles e até se torna amigo deles. Isso desorienta o Batista.

Quando interrogado pelos discípulos de João, Jesus responde citando Isaías, ou seja, dizendo que sua missão é de redenção, por isso os sinais que faz são de salvação. Deus ama a todos, bons e maus. Todos são seus filhos, foram criados por amor.

Em segundo lugar, Jesus elogia a pessoa do Batista dizendo que ele é mais que um Profeta, o maior entre os nascidos de mulher – dirá o Mestre. Ao dizer que “O menor no Reino dos céus é maior do que o Batista”, Jesus afirma que esse menor entendeu que Deus vem ao encontro do Homem para perdoá-lo, acolhê-lo e amá-lo. Menor e maior. Sem depreciar em nada a figura de João Batista Batista, já que os tempos do Reino transcendem inteiramente aqueles que os precederam e prepararam, essas duas palavras opõem duas épocas da obra divina, duas “economias”, conforme nos esclarece a Bíblia de Jerusalém.

Finalmente, na 2ª leitura, São Tiago nos exorta a que fiquemos firmes até e chegada do Senhor. Firme para Tiago significa manter a fé, a esperança e a caridade. Por isso, ele toma como exemplo o agricultor que trabalha e depois fica à espera do fruto prometido e nos aconselha a não nos queixarmos dos irmãos.

13 de dezembro de 2014 at 11:08 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento – Eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado – São João 1, 6-8. 19-28 – 14 de Dezembro

  1. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João.
  2. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.
  3. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz.
  1. Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar-lhe: Quem és tu?
  2. Ele fez esta declaração que confirmou sem hesitar: Eu não sou o Cristo.
  3. Pois, então, quem és?, perguntaram-lhe eles. És tu Elias? Disse ele: Não o sou. És tu o profeta? Ele respondeu: Não.
  4. Perguntaram-lhe de novo: Dize-nos, afinal, quem és, para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?
  5. Ele respondeu: Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías (40,3).
  6. Alguns dos emissários eram fariseus.
  7. Continuaram a perguntar-lhe: Como, pois, batizas, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?
  8. João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis.
  9. Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado.
  10. Este diálogo se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.

O Papa Emérito Bento XVI explicou que o Advento “recorda que Deus vem! Não ontem, não amanhã, mas hoje, agora! O único Deus verdadeiro, “o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob”, não é um Deus que está no céu, desinteressando-se por nós e pela nossa história, mas é o Deus-que-vem. É um Pai que nunca cessa de pensar em nós e, no respeito extremo pela nossa liberdade, deseja encontrar-nos e visitar-nos; quer vir, habitar no meio de nós, permanecer conosco”.

O Terceiro Domingo de Advento é conhecido como o Domingo da Alegria

São João Paulo II disse: “O Advento é tempo de alegria, porque faz reviver a expectativa do acontecimento mais jubiloso na história: o nascimento do Filho de Deus da Virgem Maria. Saber que Deus não está longe, mas perto, que não é indiferente, mas compassivo, que não é alheio, mas Pai misericordioso que nos segue amorosamente no respeito da nossa liberdade: tudo isto é motivo de uma alegria profunda que as vicissitudes alternas do dia-a-dia não podem cancelar. Uma característica inconfundível da alegria cristã é que ela pode conviver com o sofrimento, porque se baseia totalmente no amor”.

“Domingo da Alegria’ ou ‘Domingo Gaudete’, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do libertador que está bem próxima, referindo-se à segunda leitura que diz: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto”. (Fl 4, 4) (Site de Felipe Aquino)

Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João

O Padre Bantu disse assim: “João Batista é o profeta do Advento e, à semelhança de Isaías, faz ressoar o anúncio de um tempo decisivo que se aproxima. A presença dele é destacada com características semelhantes ao profeta Elias, razão pela qual foi interrogado se era Elias. Depois de um longo silêncio profético em Israel, desponta o Batista anunciando por primeiro a irrupção do Reino de Deus e preparando uma nova aliança: “Eu sou aquele que grita assim no deserto: preparem o caminho para o Senhor passar”.

João Erígena (beneditino irlandês) disse: “Um homem foi enviado». Por quem? Pelo Deus Verbo que o precedeu. A sua missão era ser precursor. É num grito que ele envia a palavra à sua frente: «no deserto, uma voz grita» (Mt 3, 3). O mensageiro prepara a vinda do Senhor. «O seu nome era João» (Jo 1, 6): foi-lhe dada a graça de ser o precursor do Rei dos reis, o revelador do Verbo desconhecido, o que batiza em ordem ao nascimento espiritual, a testemunha da luz eterna, pela sua palavra e pelo seu martírio”.

Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz

O Padre Bantu disse que João Batista “ressaltou que ele não se considerava digno nem mesmo de desatar as correias das sandálias d’Aquele que estava por vir. Apesar de desconhecido, este será a luz que iluminará e libertará o povo da cegueira, da escravidão, da mentira e instaurará um novo tempo”.

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Queridos amigos, diz o Senhor: «Eu sou a luz do mundo; vós sois a luz do mundo». É uma coisa misteriosa e magnífica que Jesus tenha dito de Si próprio e de todos nós juntos a mesma coisa, ou seja, que «somos luz». Se acreditarmos que Ele é o Filho de Deus que curou os doentes e ressuscitou os mortos, antes, que Ele mesmo ressuscitou do sepulcro e está verdadeiramente vivo, então compreenderemos que Ele é a luz, a fonte de todas as luzes deste mundo”.

Liturgia das Horas: “Em meio à treva escura, ressoa clara voz. Os sonhos maus se afastem, refulja o Cristo em nós. Despertem os que dormem feridos de pecado. Um novo sol já brilha, o mal vai ser tirado. Do céu desce o Cordeiro Que traz a salvação. Choremos e imploremos Das culpas o perdão. E ao vir julgar o mundo No dia do terror, Não puna tantas culpas, Mas venha com amor”.

Ele respondeu: Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías (40,3)

“Abatei as montanhas e as colinas»: e quais, senão a presunção, o orgulho e o amor-próprio, que são grandes empecilhos para a vinda de Nosso Senhor, que tem o costume de humilhar e abater os soberbos, pois penetra até ao fundo do coração, para descobrir o orgulho que lá se esconde. «Aplanai os caminhos, endireitai as veredas tortuosas, para as nivelar. “É como se dissesse: «Endireitai tudo o que são intenções oblíquas, para ficar somente com a que agrada a Deus, fazendo penitência, que deve ser o objetivo visado por todos nós”. (São Francisco de Sales)

João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Aqui observamos a grande humildade de João, ao reconhecer que a sua missão consiste em preparar o caminho para Jesus. Afirmando «Eu batizo-vos com a água», quer dar a entender que a sua unção é simbólica. Com efeito, ele não pode eliminar nem perdoar os pecados: batizando com a água, ele só pode indicar que é necessário mudar de vida. Ao mesmo tempo, João anuncia a vinda do «mais poderoso», que «vos batizará no Espírito Santo e no fogo”.

São João Paulo II explicou: “João distingue claramente o “advento de preparação” do “advento de encontro”. O advento de encontro é obra do Espírito Santo, é o batismo com o Espírito Santo. E Deus mesmo que vai ao encontro do homem; quer encontrá-lo no coração mesmo da sua humanidade, confirmando assim esta humanidade como eterna imagem de Deus e ao mesmo tempo tornando-a “nova”.

O Papa Emérito Bento XVI disse também: “Jesus abandona a casa e as ocupações habituais para alcançar o Jordão. Chega ao meio da multidão que está a ouvir o Batista e põe-se na fila como todos, à espera de ser batizado. João, logo que o vê aproximar-se, intui que naquele Homem há algo único, que é o misterioso Outro que esperava e para o qual estava orientada toda a sua vida. Compreende que se encontra diante de Alguém maior que ele e que não é digno nem sequer de lhe desatar a correia das sandálias”.

Advento – Tempo de preparar o coração para a vinda do Salvador

O Sacramento da Confissão (Reconciliação)

São João Paulo II disse assim: “João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim; Preparai o caminho ao Senhor! Endireitai as suas veredas! Realize-se isto no Sacramento da Reconciliação, na humilde e confiada Confissão do Advento, para que — diante da recordação da primeira Vinda de Cristo, que é o Natal, e ao mesmo tempo na perspectiva escatológica do Seu Advento definitivo — o pecado seja eliminado e expiado, a fim de a Igreja poder proclamar a cada um de Vós que está acabada a escravidão, que o Senhor Deus vem com poder”.

O Catecismo (§1424) ensina: “É chamado sacramento da confissão, porque o reconhecimento, a confissão dos pecados perante o sacerdote é um elemento essencial deste sacramento. Num sentido profundo, este sacramento é também uma «confissão», reconhecimento e louvor da santidade de Deus e da sua misericórdia para com o homem pecador. E chamado sacramento da Reconciliação, porque dá ao pecador o amor de Deus que reconcilia: «Deixai-vos reconciliar com Deus» (2 Cor 5, 20). Aquele que vive do amor misericordioso de Deus está pronto para responder ao apelo do Senhor: «Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão» (Mt 5, 24).

Conclusão

Do Padre Bantu: “João tinha consciência de que o batismo com água era apenas sinal de conversão e acolhida diante d’Aquele que já estava no meio do povo. Infelizmente, a Boa Nova trazida por Cristo e os novos céus e a nova terra podem passar despercebidos aos olhos dos acomodados e instalados numa vida de privilégios à custa do sofrimento do povo. Mas ontem como hoje, a missão de João Batista é minha e sua. Somos nós que devemos abrir as portas de par em par ao Redentor, Luz das nações e glória de Israel, Seu povo, para que todos possam ver a manifestação da glória de Deus”.

Oração

Do Papa Emérito Bento XVI: “A Virgem Maria encarna perfeitamente o espírito do Advento, feito de escuta de Deus, de desejo profundo de fazer a sua vontade, de serviço jubiloso ao próximo. Deixemo-nos guiar por ela, para que o Deus que vem não nos encontre fechados ou distraídos, mas possa, em cada um de nós, expandir um pouco o seu reino de amor, de justiça e de paz”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

8 de dezembro de 2014 at 18:06 Deixe um comentário

No “Domingo da Alegria”, Papa Francisco destacou que a alegria do cristão é Jesus Cristo, seu amor fiel e inesgotável

 

DOMINGO, 15 DE DEZEMBRO DE 2013, 9H29

O fundamento da alegria cristã é a fidelidade de Deus, diz Papa

Papa Francisco na janela do Palácio Apostólico de onde reza o Angelus com os fiéis todos os domingos / Foto: Reprodução CTV

A alegria cristã foi o foco da reflexão do Papa Francisco no Angelus deste domingo, 15, terceiro do Advento e também chamado de “Domingo da Alegria”. Ele recordou que a mensagem cristã se chama “evangelho”, o que significa uma “boa notícia”, um anúncio de alegria para todo o povo.

Em breve, íntegra do Angelus

Essa alegria do Evangelho, segundo disse o Papa, não é uma alegria qualquer, mas encontra a sua razão no saber ser acolhido e amado por Deus. E mesmo com as limitações e desânimos, o homem não pode ser fraco, pelo contrário,  é convidado a ter coragem e não temer, porque Deus sempre mostra a grandeza da sua misericórdia.

“A alegria cristã, como a esperança, tem o seu fundamento na fidelidade de Deus, na certeza de que Ele mantém sempre as suas promessas (…) Quantos encontraram Jesus ao longo do caminho experimentam no coração uma serenidade e uma alegria da qual nada e ninguém poderá privá-los. A nossa alegria é Cristo, o seu amor fiel e inesgotável!”, disse.

Dessa forma, Francisco explicou que quando um cristão se torna triste, isso quer dizer que ele se afastou de Jesus. Nessas situações, é preciso rezar por essa pessoa e fazê-la sentir o calor da comunidade.

O Santo Padre concluiu suas reflexões pedindo a ajuda de Maria para que todos possam encontrar o Menino que nasceu para a salvação e a alegria de todos os homens. “Ela nos ajude a conseguir viver a alegria do Evangelho na família, no trabalho, na paróquia e em todo lugar. Uma alegria íntima, feita de admiração e ternura”.

Após o Angelus, Francisco dirigiu-se às crianças presentes na Praça São Pedro para a tradicional benção dos Meninos Jesus do presépio. “Queridas crianças, quando vocês rezarem diante do vosso presépio, lembrem-se também de mim, como eu me lembro de vocês. Agradeço a vocês e bom Natal!”.

Fonte: Canção Nova

 

15 de dezembro de 2013 at 9:56 Deixe um comentário

Reflexão litúrgica para o 3º domingo do Advento

 

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2013-12-14 Rádio Vaticana

  Cidade do Vaticano – (RV) – Diante de um mundo arrasado, de um ambiente de profunda desolação, de corações sofridos e enlutados, Isaías clama Vida, Alegria, Ressurreição! O texto da primeira leitura de hoje, extraído do livro de Isaías, nos leva à Esperança. O Profeta quebra a rotina desoladora e nos aponta a ação de Deus, a regeneração do mundo, a redenção do ser humano. Mas o Senhor que pode fazer tudo sozinho, quer nossa colaboração, quer fazer-nos partícipes de sua obra salvífica. Nesse próprio ato de pedir nossa colaboração já está a redenção. O Senhor nos trata como pessoas maduras, capazes, pessoas criadas à Sua imagem e semelhança. Por isso não é próprio do fiel ficar de braços cruzados, desanimado e acomodado. Aquele que crê levanta a cabeça, solta os braços e busca dentro de si a força do Senhor, e imediatamente começa a colaborar com o Criador. O fiel reage contra qualquer ação oriunda da cultura de morte. Ele crê na Vida! Assim aconteceu com a escravidão no Egito, em outras situações onde os protagonistas foram os pobres, os marginalizados, os portadores de deficiência, os pequenos segundo o mundo. Assim fez Jesus Cristo, colocando-se como servo de todos, à disposição do Pai para assegurar a felicidade eterna ao Homem. No Evangelho deste domingo, temos em primeiro lugar a dificuldade de João Batista em reconhecer em Jesus o Messias prometido. Na pregação de João Batista, como vimos no domingo passado, Jesus deveria tratar os pecadores com bastante dureza, destruí-los até.  Mas ele não o faz, ao contrário, provoca mudanças em seus corações,  possibilitando a salvação, faz refeições com eles e até se torna amigo deles. Isso desorienta o Batista. Quando interrogado pelos discípulos de João, Jesus responde citando Isaías, ou seja, dizendo que sua missão é de redenção, por isso os sinais que faz são de salvação. Deus ama a todos, bons e maus. Todos são seus filhos, foram criados por amor. Em segundo lugar, Jesus elogia a pessoa do Batista dizendo que ele é mais que um Profeta, o maior entre os nascidos de mulher – dirá o Mestre. Ao dizer que “O menor no Reino dos céus é maior do que o Batista”, Jesus afirma que esse menor entendeu que Deus vem ao encontro do Homem para perdoá-lo, acolhê-lo e amá-lo. Menor e maior. Sem depreciar em nada a figura de João Batista Batista, já que os tempos do Reino transcendem inteiramente aqueles que os precederam e prepararam, essas duas palavras opõem duas épocas da obra divina, duas “economias”, conforme nos esclarece a Bíblia de Jerusalém. Finalmente, na 2ª leitura, São Tiago nos exorta a que fiquemos firmes até e chegada do Senhor. Firme para Tiago significa manter a fé, a esperança e a caridade. Por isso, ele toma como exemplo o agricultor que trabalha e depois fica à espera do fruto prometido e nos aconselha a não nos queixarmos dos irmãos. Pe. Cesar Augusto dos Santos, S.J.

14 de dezembro de 2013 at 10:13 Deixe um comentário

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