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Bênção dos Santos Óleos e Renovação das Promessas Sacerdotais

Santos óleos - Missa do Crisma - Quinta-feira Santa no Santuário Nacional (foto: Thiago Leon)
Foto: Thiago Leon

Estamos caminhando rumo a Páscoa do Senhor. Este ano, no mês de abril…a Igreja celebra e vivencia a Semana Santa, na qual vivenciaremos com grande piedade os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do nosso Redentor Jesus Cristo. São dias em que a liturgia nos transmite, passo a passo, os últimos acontecimentos da vida terrena do Filho de Deus entre nós. Cristo, Salvador dos homens, é nossa esperança, pois sua vitória na cruz é, antes e tudo, a vitória da vida sobre a morte. Gesto de amor àqueles que, pelo pecado, se afastaram da face de Deus.

Antes de celebrar os mistérios centrais da salvação, toda a comunidade diocesana, de modo muito significativo o clero, se unirá ao seu bispo para a bênção dos Santos Óleos e para a renovação das promessas sacerdotais. Chegamos à Quinta-feira Santa, que nos insere no coração do mistério pascal de Cristo. Nas “Igrejas Catedrais”, pela manhã, temos a “Missa do Santo Crisma”, exórdio do Solene Tríduo Pascal, que se inicia propriamente com a Missa vespertina da Ceia do Senhor. Na “Missa Crismal”, o bispo diocesano, abençoará, como em todos os anos, os óleos litúrgicos: dos catecúmenos e dos enfermos, e consagrará o Santo Crisma, mediante os quais anuncia-se o novo “ano da graça” do Senhor” (Lc4, 19; Is 61, 2). Por isso falamos ser chamada “Missa dos Santos Óleos”. Os óleos estão no centro da ação litúrgica. São esses óleos que servirão para a administração dos sacramentos do batismo, da Confirmação, da Ordem e da Unção dos Enfermos.

O óleo é sinal da bondade e misericórdia de Deus que nos toca.

O óleo é sinal da bondade e misericórdia de Deus que nos toca. Assim o óleo, nas suas diversas formas, nos acompanha ao longo de toda a nossa vida, desde o catecumenato e o batismo até o momento do fim da nossa caminhada terrestre, onde nos encontraremos, face a face, com Deus juiz e salvador. Na Igreja Primitiva, o óleo consagrado foi considerado, particularmente, como sinal da presença do Espírito Santo, que se comunica conosco a partir de Cristo, o ungido. O Espírito é o óleo da alegria.

Nessa celebração, além de abençoar e consagrar os óleos, renovam-se as promessas sacerdotais pronunciadas no dia da ordenação, sendo por isso também chamada Missa da Unidade, manifestando assim a comunhão diocesana em torno do mistério pascal de Cristo, sendo um momento muito intenso de comunhão eclesial, de participação intensa das comunidades e de valorização dos sacramentos da vida da Igreja.

Todos os presbíteros, quer diocesanos quer religiosos, participam e exercem com o bispo o sacerdócio único de Cristo; estão, pois, constituídos cooperadores providentes da ordem episcopal. Sob a autoridade e o pastoreio do bispo, recebem a rica missão da cura de almas em nossa diocese ou onde são enviados como itinerantes. “Com efeito, os presbíteros, em virtude da sagrada ordenação e da missão que recebem das mãos do Bispo, são promovidos ao serviço de Cristo mestre, sacerdote e rei, de cujo ministério participam, mediante o qual a Igreja continuamente é edificada em Povo de Deus, corpo de Cristo e templo do Espírito Santo”. (Cf. Presbyterorum Ordines). Por isso, todos os bispos, nas respectivas igrejas particulares, que estão presentes pelo mundo inteiro, concelebram a Liturgia Eucarística com o seu presbitério e comunidades, tornando visível o afeto, o carinho e a pronta obediência ao seu pastor. Vendo o clero em torno do seu bispo, experimentamos a unidade da Igreja, que pelo episcopado alude a Cristo, “pastor e guarda de nossas almas”, como menciona o apóstolo Pedro em sua primeira carta (Cf. 1Pd 2,25).

A Igreja reunida é sinal de plena comunhão, pois a reunião do povo, assembleia santa, junto aos presbíteros e em união com o arcebispo, manifesta uma solene e verdadeira liturgia agradável a Deus. Unidos na grande diversidade de dons, somos edificados e conduzidos pelo Espírito Santo, tornando-nos, assim, a Igreja corpo místico de Jesus Cristo e instrumento de Salvação para os homens.

Que a Virgem Aparecida, Rainha do Brasil, nos ajude a acolhermos os dons do Espírito Santo, e com eles vivenciarmos, com a Igreja, o mistério de Cristo Ressuscitado.

Site do Santuário Nacional de Aparecida

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17 de abril de 2019 at 5:52 Deixe um comentário

Quinta-feira Santa -A Ceia do Senhor- São João 13, 1-15 – Dia 29 de março de 2018

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“1.Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou. 2.Durante a ceia, – quando o demônio já tinha lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo -, 3.sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, 4.levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando duma toalha, cingiu-se com ela. 5.Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido. 6.Chegou a Simão Pedro. Mas Pedro lhe disse: Senhor, queres lavar-me os pés!… 7.Respondeu-lhe Jesus: O que faço não compreendes agora, mas compreendê-lo-ás em breve. 8.Disse-lhe Pedro: Jamais me lavarás os pés!… Respondeu-lhe Jesus: Se eu não tos lavar, não terás parte comigo. 9.Exclamou então Simão Pedro: Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça. 10.Disse-lhe Jesus: Aquele que tomou banho não tem necessidade de lavar-se; está inteiramente puro. Ora, vós estais puros, mas nem todos!… 11.Pois sabia quem o havia de trair; por isso, disse: Nem todos estais puros. 12.Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: Sabeis o que vos fiz? 13.Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. 14.Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros. 15.Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós.”
Fonte: Bíblia Ave Maria

 

“A celebração da Ceia do Senhor nos insere no tríduo da sua Paixão, Morte e ressurreição, ápice do ano litúrgico. Entremos em comunhão com Jesus – que nos amou até o fim e nos deixou os dons do sacerdócio e da Eucaristia- para podermos imitá-lo na tarefa de libertar o mundo de suas escravidões”. (Liturgia Diária)

Na Quinta-Feira Santa inicia-se o Tríduo Pascal

Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis disse que “O tríduo pascal é o coração da Semana Santa;  começa na Quinta-Feira Santa, prolonga-se até o Domingo da Ressurreição,  e tem como ponto culminante a Vigília Pascal, celebrada à noite, no Sábado Santo”.

O Lava-Pés

“Prestes a enfrentar a morte, Jesus tem total conhecimento e domínio da situação. Ama até o fim. Durante a Ceia, Ele faz algo inédito e surpreendente: lava os pés dos Apóstolos. Causa estranheza e reação no grupo. Segundo Pedro, não cabe ao Mestre e Senhor fazer esse serviço. Jesus, porém, realiza concretamente o que sempre havia ensinado: na sua comunidade, o maior é aquele que serve a todos (Mc 9, 35). Ao terminar o Lava-Pés, Jesus veste o manto, senta-se de novo e profere memorável sentença: “Se eu lavei os pés de vocês, eu que sou o Senhor e o Mestre, vocês também devem lavar os pés uns dos outros”. O gesto renovador atravessa os séculos e chega a nós solenizado na quinta-feira santa, reafirmando que a Igreja de Cristo é a Igreja do serviço, da partilha e da fraternidade”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

“João não relata a Instituição da Eucaristia por parte de Jesus, mas traz a cena do lava-pés, símbolo do serviço prestado com amor aos irmãos e irmãs. O gesto de lavar os pés nos recorda que, quando comungamos o Corpo de Cristo, entramos em comunhão também com todos os que participam da mesma mesa”. (Liturgia Diária)

“Na Última Ceia com seus discípulos, Jesus anuncia que sua hora chegou. Diante da iminência de sua eliminação, realiza o gesto do lava-pés. Ao invés da Instituição da Eucaristia, João narra um gesto de serviço. O relato do Evangelho apresenta um tríplice conteúdo. O sentido do tempo: Jesus reconhece que chegou sua hora. A relação de amor pelos discípulos: amou os seus até o fim, não excluindo nem o traidor. A relação de comunhão com o Pai: Jesus sabia que o Pai lhe colocara tudo nas mãos”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

A Instituição da Eucaristia

O Catecismo (§1323) ensina:  “O nosso Salvador instituiu na última ceia, na noite em que foi entregue, o sacrifício eucarístico do seu corpo e sangue, para perpetuar pelo decorrer dos séculos, até voltar, o sacrifício da cruz, confiando à Igreja, sua esposa amada, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da glória futura”.

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “A Eucaristia é sacramento da unidade. Ela chega até ao mistério trinitário, e assim cria, ao mesmo tempo, a unidade visível. Digamo-lo uma vez mais: a Eucaristia é o encontro pessoalíssimo com o Senhor, e no entanto não é jamais apenas um ato de devoção individual; celebramo-la necessariamente juntos. Em cada comunidade, o Senhor está presente de modo total; mas Ele é um só em todas as comunidades”. (21 de Abril de 2011)

Jesus “eleva-Se para o local de onde nos dará o Seu último ensinamento. É aí que vai consumar o sacramento da Páscoa judia, observada fielmente até então. Ele próprio vai dar a Páscoa nova aos Seus quando, saindo para o Monte das Oliveiras, for posto à prova pelos Seus inimigos e pregado na cruz no dia seguinte. Tal como o Cordeiro Pascal, ei-Lo que aborda hoje o lugar da Sua Paixão e cumpre a profecia de Isaías: «Como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha emudecida nas mãos do tosquiador (Sl53,7)”. (São Beda)

O Papa Francisco explicou: “O Pai o enviou ao mundo como o alimento de vida eterna, e por isso Ele vai sacrificar a si mesmo, a sua carne. Na verdade, Jesus, na cruz, deu o seu corpo e derramou o seu sangue. O Filho do homem crucificado é o verdadeiro Cordeiro pascal, que nos faz sair da escravidão do pecado e nos apoia no caminho para a terra prometida”.

Conclusão:

“Na Quinta- Feira Santa, Jesus celebra a ceia pascal com seus discípulos e antecipa, sacramentalmente, a sua morte na cruz: Jesus ao tomar o pão disse: “Isto é o meu corpo, que será entregue por vós”. Depois tomou o cálice dizendo: “Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por muitos para a remissão dos pecados”. Jesus instituiu a Eucaristia e o sacerdócio ministerial com o poder e a ordem de repetir este seu gesto até o fim dos tempos: “Fazei isto em memória  de mim”. Cada  missa é memorial  da oferta voluntária e do amor do Filho de Deus ao Pai pela salvação do mundo. Cada missa torna presente, atual, nos sinais do pão e do vinho, esta entrega do Cristo que tem um valor infinito e nos oferece os frutos da redenção”. (Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis)

Oração:

“Enquanto nos encaminhamos, já a passos largos, para a paixão, morte e ressurreição do Senhor, façamos nossa a oração do profeta David: Senhor, dai também a nós a alegria de sermos salvos, sustentai em todos os Vossos fiéis um espírito generoso. Renovai a firmeza do nosso espírito, a fim de podermos ensinar as Vossas vias aos nossos irmãos (Sl. 50, 13-14), para fazer com que todos retornem a Vós, e juntos gozem dos frutos da Vossa Redenção. Amém!”  (São João Paulo II)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

26 de março de 2018 at 5:37 Deixe um comentário

Quinta-feira Santa, na Ceia do Senhor

Seguindo um rito evocativo das grandes intervenções salvíficas de Deus, os Apóstolos celebravam a Ceia pascal, sem pressentirem que a nova Pácoa havia chegado.

Essa Ceia, contudo, será a última, pois Jesus, tomando aquela simbólica refeição ritual, dá-lhe um sentido novo, com a instituição da Eucaristia.

Misteriosamente antecipando o Sacrifício que iria oferecer, dentro de algumas horas, Jesus põe fim a todas as “figuras”, converte o pão e o vinho no Seu Corpo e Sangue, apresenta-se como o verdadeiro cordeiro pascal – o “Cordeiro de Deus” (Jo 1, 29).

O Sacrifício da Cruz, com o qual se estabelecerá a “nova Aliança”, não ficará, pois, limitado a um ponto geográfico ou a um momento da história: pelo Sacrifício Eucarístico perpetuar-se-á, “pelo decorrer dos séculos até Ele voltar” (SC, 47). Comendo o Seu Corpo imolado e bebendo o Seu Sangue, os discípulos de Jesus farão sua a Sua oferenda de amor e beneficiarão da graça, por ela alcançada aos homens. “Pela participação no Sacrifício Eucarístico, fonte e centro de toda a vida cristã, oferecem a Deus a Vítima divina e a si mesmos juntamente com ela” (LG, 11).

Para que este mistério de amor se pudesse realizar, Jesus ordena aos Apóstolos que, até ao Seu regresso, à Sua semelhança e por Sua autoridade, operem esta transformação, ficando assim participantes do Seu mesmo Sacerdócio.

Nascido da Eucaristia, o Sacerdócio tornará, portanto, actual, até ao fim dos tempos, a obra redentora de Cristo.

Sendo a Eucaristia a obra prima do amor de Jesus, a prova suprema do Seu amor (Jo 13, 1), compreende-se agora bem porque é que Ele escolheu a última Ceia para fazer a proclamação solene do “Seu mandamento”, o de “nos amarmos uns aos outros”, o mandamento novo, “que resume toda a lei”.
Fonte: Missal Popular Dominical

13 de abril de 2017 at 5:34 Deixe um comentário

Quinta-feira Santa

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Hoje celebramos a Instituição do Sacramento da Eucaristia. Jesus, desejoso de deixar aos homens um sinal da sua presença antes de morrer, instituiu a Eucaristia. Na Quinta-feira Santa, destacamos dois grandes acontecimentos:

Bênção dos Santos Óleos

Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos.

Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia.

O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal. São abençoados os seguintes óleos:
-Óleo do Crisma: Uma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. É usado no sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio, para ungir os “escolhidos” que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.

-Óleo dos Catecúmenos: Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.

-Óleo dos Enfermos: É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como “extrema-unção”. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.

Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés

Com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de quinta-feira, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores.

Nesta missa faz-se, portanto, a memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Durante a missa ocorre a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos.

O sermão desta missa é conhecido como sermão do Mandato ou do Novo Mandamento e fala sobre a caridade ensinada e recomendada por Jesus Cristo. No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda à noite.

Fonte: Site do Prof. Felipe Aquino

13 de abril de 2017 at 5:03 Deixe um comentário

Missa do Crisma: sacerdotes: testemunhas e ministros da misericórdia

2016-03-24 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre celebrou, na manhã desta Quinta-feira Santa, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, a celebração da Missa do Santo Crisma, durante a qual são abençoados os óleos dos catecúmenos e dos enfermos.

Na sua homilia, na presença de milhares de sacerdotes, o Papa partiu da primeira pregação de Jesus na sinagoga de Nazaré, que marcava o início da sua vida pública terrena. Mas, seus conterrâneos não quiseram ouvi-lo, pelo contrário, rejeitaram-no por ele ser o filho de José, o carpinteiro.

E precisamente onde o Senhor anuncia o evangelho da Misericórdia incondicional do Pai para com os mais pobres, os mais marginalizados e oprimidos, aí, disse Francisco, somos chamados a escolher, a «combater o bom combate da fé»:

A luta do Senhor não é contra os homens, mas contra o demônio, inimigo da humanidade. Assim o Senhor, passando pelo meio daqueles que o queriam detê-lo, prosseguiu o seu caminho. Jesus não combate para consolidar um espaço de poder, mas para abrir uma brecha à torrente da Misericórdia que deseja, com o Pai e o Espírito, derramar sobre a terra. Uma Misericórdia que anuncia e traz algo de novo: cura, liberta e proclama o ano de graça do Senhor!

De fato, a Misericórdia do nosso Deus é infinita e inefável; é uma Misericórdia a caminho, que avança sempre em uma terra onde reinavam a indiferença e a violência. Eis a dinâmica do bom Samaritano, que usou de misericórdia e de amor. «Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia»! E dirigindo-se, de modo particular, aos numerosos sacerdotes presentes, o Pontífice exortou:

Como sacerdotes, somos testemunhas e ministros de uma Misericórdia cada vez maior do nosso Pai; temos a doce e confortadora tarefa de a encarnar na terra, como Jesus fez ao andar, por toda a parte, fazendo o bem e curando, para que a sua misericórdia chegasse a todos. Devemos contribuir para a sua enculturação, a fim de que cada pessoa a receba, a compreenda e a pratique”.

Hoje, explicou o Papa, nesta Quinta-feira Santa do Ano Jubilar da Misericórdia, “gostaria de falar de dois âmbitos onde o Senhor excede na sua misericórdia: o encontro e o perdão. Com o encontro, Deus se esmera em Misericórdia e se entrega totalmente, como na parábola do Filho pródigo. Logo, devemos contemplar, glorificar e agradecer esta superabundância da graça e da bondade do Pai. Neste sentido, Francisco passou ao segundo âmbito da Misericórdia divina: o perdão:

A nossa resposta ao perdão superabundante do Senhor deveria consistir em manter-nos sempre naquela tensão saudável entre uma vergonha dignificante e uma dignidade que sabe envergonhar-se: atitude de quem procura humilhar-se e rebaixar-se, mas capaz de aceitar que o Senhor o eleve para benefício da missão: ‘Vós sereis chamados “sacerdotes do Senhor”, e nomeados “ministros do nosso Deus’. O Senhor transforma o povo pobre, faminto, prisioneiro de guerra, sem futuro, descartado em povo sacerdotal”.

Neste sentido, o Santo Padre adverte os sacerdotes a identificar-se com aquele povo descartado, que o Senhor salva, lembrando-se de que existem multidões inumeráveis de pessoas pobres, ignorantes e prisioneiras por causa daqueles que as oprimem. Por isso, recorda que nós, tantas vezes, somos cegos, privados da luz maravilhosa da fé, devido ao excesso de teologias complicadas e de espiritualidades superficiais, que nos tornam prisioneiros e oprimidos. E concluiu:

E Jesus vem resgatar-nos, libertar-nos, transformando-nos de pobres e cegos, de prisioneiros e oprimidos em ministros da Misericórdia e da Consolação. Neste Ano Jubilar, celebremos o nosso Pai, com toda a gratidão do nosso coração, suplicando-lhe a recordar-se sempre da sua Misericórdia”! Peçamos-lhe que nos lave de todo o pecado e nos livre de todo o mal”.

Com a graça do Espírito Santo, disse por fim o Papa, procuremos comprometer-nos a comunicar a Misericórdia de Deus a todos os homens, praticando as obras que o Espírito suscita em cada um para o bem comum de todo o povo fiel de Deus! (MT)

24 de março de 2016 at 7:44 Deixe um comentário

A Instituição da Eucaristia – reflexão de Santa Catarina de Sena, doutora da Igreja

 

 

Tomou um cálice […], dizendo: […] «Este é o meu sangue, […], que vai ser derramado por muitos em remissão dos pecados» (Mt 26,28)

Ó amor inestimável! Ao revelares-me os teus segredos, deste-me o remédio doce e amargo que me cura a minha enfermidade, que me arranca à minha ignorância e à minha negligência. Reaviva o meu zelo e enche-me de um ardente desejo de recorrer a Ti. Mostraste-me a tua bondade e também os ultrajes que recebeste de todos os homens, incluindo os teus ministros. Fazes-me derramar lágrimas por mim própria, pobre pecadora, e por estes mortos que vivem miseravelmente, Tu, bondade infinita. […] Peço-Te instantemente: tem misericórdia do mundo e da tua santa Igreja!

Oh, como sou pobre, como sofre dolorosamente a minha alma, por causa do mal que fiz. Não demores, Senhor, em mostrar misericórdia ao mundo, permite a realização dos desejos dos teus servos. […] Eles querem esse sangue em que lavaste a iniquidade e apagaste a mancha do pecado de Adão. Esse sangue tornou-se nosso desde que nos banhaste nele; e Tu não queres nem podes negá-lo a quem To pede verdadeiramente. Dá, pois, o fruto desse sangue às tuas criaturas. […] É por esse sangue que elas Te suplicam que uses de misericórdia para com o mundo.

2 de abril de 2015 at 11:18 1 comentário

5ª feira Santa: nas “Igrejas Catedrais”, a “Missa do Crisma” e da “Unidade”

2015-04-02 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Amigo ouvinte, vivendo a Semana Santa em preparação para a Páscoa do Senhor – ocasião em que celebramos os mistérios da Paixão, morte e Ressurreição de nosso Salvador –, chegamos hoje à Quinta-feira Santa, que nos insere no âmago do Mistério pascal de Cristo.

De fato, nas “Igrejas Catedrais”, pela manhã, temos a “Missa do Crisma” ou “Missa Crismal”, prelúdio do Tríduo Pascal – que se inicia propriamente com a Missa vespertina da Ceia do Senhor.

Na “Missa do Crisma” se abençoa o óleo dos catecúmenos e dos enfermos e se consagra o Santo Crisma, daí, ser também chamada “Missa dos santos óleos”.

Renovam-se nela as promessas sacerdotais pronunciadas no dia da ordenação, sendo por isso mesmo também chamada Missa da Unidade, “expressando a comunhão diocesana em torno do mistério pascal de Cristo, constituindo um momento forte de comunhão eclesial, de participação intensa das comunidades e de valorização dos sacramentos da vida da Igreja”, como nos explica o arcebispo de Natal, no Rio Grande do Norte, Dom Jaime Vieira Rocha, que nos faz uma clara e articulada breve reflexão a esse propósito.

Antes de passar a palavra ao arcebispo de Natal, vale ressaltar que o ordinário do lugar – ou seja, o bispo, que é aquele que preside a esta celebração – tem a faculdade, por razão de conveniência pastoral, de antecipar a “Missa dos santos óleos” da Quinta-feira Santa, se assim o quiser. Assim sendo – embora prevaleça a Quinta-feira Santa –, em algumas dioceses esta missa é celebrada na Terça-feira Santa. Mas ouçamos então Dom Jaime Vieira Rocha, que nos fala agora sobre o significado e a importância desta celebração. Ouça clicando acima. (RL)

2 de abril de 2015 at 11:15 Deixe um comentário

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