Posts tagged ‘parábolas’

Vigésimo Oitavo Domingo do Tempo Comum – Mateus 22, 1-14

1. Jesus tornou a falar-lhes por meio de parábolas:  

2. O Reino dos céus é comparado a um rei que celebrava as bodas do seu filho.  

3. Enviou seus servos para chamar os convidados, mas eles não quiseram vir.  

4. Enviou outros ainda, dizendo-lhes: Dizei aos convidados que já está preparado o meu banquete; meus bois e meus animais cevados estão mortos, tudo está preparado. Vinde às bodas!  

5. Mas, sem se importarem com aquele convite, foram-se, um a seu campo e outro para seu negócio.  

6. Outros lançaram mãos de seus servos, insultaram-nos e os mataram.  

7. O rei soube e indignou-se em extremo. Enviou suas tropas, matou aqueles assassinos e incendiou-lhes a cidade.  

8. Disse depois a seus servos: O festim está pronto, mas os convidados não foram dignos.  

9. Ide às encruzilhadas e convidai para as bodas todos quantos achardes.  

10. Espalharam-se eles pelos caminhos e reuniram todos quantos acharam, maus e bons, de modo que a sala do banquete ficou repleta de convidados.  

11. O rei entrou para vê-los e viu ali um homem que não trazia a veste nupcial.  

12. Perguntou-lhe: Meu amigo, como entraste aqui, sem a veste nupcial? O homem não proferiu palavra alguma.  

13. Disse então o rei aos servos: Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes.  

14. Porque muitos são os chamados, e poucos os escolhidos. 

5 de outubro de 2011 at 13:23 Deixe um comentário

Parábola dos lavradores homicidas – Vigésimo Sétimo Domingo do Tempo Comum- Mateus 21, 33-43

Jesus continuava no Templo ensinando em parábolas. Depois da parábola dos dois filhos narrada no Evangelho de domingo passado, Jesus Cristo contou a parábola de um pai de família que plantou uma vinha, cuidou dela, arrendou-a aos lavradores e deixou o país. No tempo da colheita, o pai de família enviou seus servos para recolher os frutos. Os lavradores que haviam arrendado a vinha atacaram os servos “feriram um, mataram outro e apedrejaram o terceiro”. (V.35) O pai de família mandou muitos outros servos e os lavradores fizeram o mesmo com estes. Mandou por último seu filho, mas os lavradores também o mataram, pois cobiçaram sua herança. Então Jesus pergunta aos presentes: “Pois bem: quando voltar o senhor da vinha, que fará ele àqueles lavradores?”. (V.40) Eles responderam: “Mandará matar sem piedade aqueles miseráveis e arrendará sua vinha a outros lavradores que lhe pagarão o produto em seu tempo.” (V.41) Jesus terminou a parábola dizendo assim: “A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; isto é obra do Senhor, e é admirável aos nossos olhos? Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele”.(V.42-43)

Vamos buscar identificar algumas imagens colocadas por Jesus Cristo nessa parábola:

Deus é o dono da vinha – Deus Pai é o dono da vinha e quer colher dela frutos bons, isto é, frutos de conversão. Deus tem amor especial pela sua vinha e quer que todos os seus filhos encontrem a salvação. Desde o tempo da “antiga aliança” feita com seu povo, Deus enviou os profetas que anunciaram a vinda do Messias (Jesus Cristo) salvador da humanidade. E a “nova aliança” é o cumprimento da promessa: Deus envia o seu Filho, que morre na cruz pelo perdão dos nossos pecados e, anuncia o Reino de amor, que o Senhor preparou para todos aqueles que creem n’Ele. “A parábola dos lavradores homicidas é um resumo da história da salvação humana, desde a aliança de Deus com o povo eleito, até a fundação da Igreja por Jesus como novo povo de Deus, passando pelos profetas e o próprio Cristo, que anunciou o reino de Deus e foi constituído pedra angular de todo o plano salvador, mediante o seu mistério pascal de morte e ressurreição” (Padre Pacheco-CN). Deus Pai, o dono da vinha, está constantemente buscando proteger a sua vinha e reconstruindo aquilo que o mal danificou. O  salmista clama a Deus: “Voltai, ó Deus dos exércitos; olhai do alto céu, vede e vinde visitar a vinha.  Protegei este cepo por vós plantado, este rebento que vossa mão cuidou. Aqueles que a queimaram e cortaram pereçam em vossa presença ameaçadora.” (Sl 79,15-17)

A Vinha é a Igreja – A própria Igreja é a vinha evangélica, que é chamada a partir do Batismo a reviver a comunhão na Trindade e a manifestá-la e a comunicá-la na história. “Somos a vinha do Senhor, cuidada com carinho pelo Pai e regada pelo sangue de Cristo para que produza os frutos de paz e de vida que Deus deseja e espera de nós.”(Comentário da primeira Leitura desse domingo: Is 5,1-7) O Pai plantou a vinha, preparou-a e entregou-a aos lavradores para que cuidassem dela.    O Magistério da Igreja, os demais ministros ordenados, os leigos consagrados e os fiéis batizados tem a missão de cuidar da vinha do Senhor, para que ela produza frutos de santidade no meio de um mundo cada vez mais apegado aos bens de consumo e distante de Deus. Jesus Cristo mesmo envia os operários para cuidar da sua vinha: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.” (Mc 16, 15-18)

O Senhor está sempre convidando trabalhadores para cuidar da sua vinha, despertando nos jovens a vocação ao sacerdócio. Para assim nunca faltar operários para ela. Jovens que serão os futuros trabalhadores da sua vinha (a Igreja). A Igreja conta com o “sim” desses jovens para que numa atitude de total desprendimento e doação sirvam em tempo integral à vinha do Senhor. O Papa Bento XVI disse: “Portanto, também hoje são necessários discípulos de Cristo que não poupem tempo nem energias para servir o Evangelho. São precisos jovens que deixem arder dentro de si o amor a Deus e respondam generosamente ao seu apelo urgente, como fizeram muitos jovens Beatos e Santos do passado e inclusive de épocas mais próximas a nós”. Precisamos diariamente pedir mais sacerdotes para servir na vinha do Senhor. Para que todos os povos sejam alcançados com a mensagem da boa nova da salvação. Jesus disse: ”Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe.” ( Lc 10,2)

Os Lavradores foram enviados para recolher os frutos- Os lavradores são os servos de Deus que trabalham para que o Reino de Deus aconteça no meio de nós e assim todos possam ser salvos. Muitos profetas não foram ouvidos e até perseguidos por causa do anúncio do Reino de Deus. Numa das parábolas de Jesus, a do rico e Lázaro, é narrado que um rico pedia que Abraão avisasse aos seus familiares para que também não caíssem na condenação eterna como ele. Ao que Abraão lhe respondeu: – “Eles lá tem Moisés e os profetas; ouçam-nos!”(Lc 16,29) …”Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos.” (Lc 16,31)Podemos trazer para nós hoje esses questionamentos: Ouvimos o Papa? Ouvimos os Bispos? Ouvimos os sacerdotes? Ouvimos as lideranças da comunidade? Deus os enviou para proclamar as verdades do Reino. São eles que plantam, cuidam e depois colhem os frutos da vinha (a Igreja) do Senhor. Que frutos eles poderão colher de nós, os  fiéis? No Salmo 80 o Senhor diz: “No entanto, meu povo não ouviu a minha voz, Israel não me quis obedecer. Por isso, os abandonei à dureza de seus corações. Deixei-os que seguissem seus caprichos. Oh, se meu povo me tivesse ouvido, se Israel andasse em meus caminhos!”(V.12-14)

Os lavradores homicidas – Quando o dono da vinha enviou os servos para recolher os frutos de sua vinha, os lavradores homicidas não os respeitaram, “agarraram os servos, feriram um, mataram outro e apedrejaram o terceiro”. (V.35)  São os servos de Deus que em todos os tempos buscam implantar seu Reino de justiça, paz e amor mas não são ouvidos por uma boa parte da humanidade. São perseguidos, humilhados e até perdem a vida por causa do Evangelho de Cristo. O Próprio Jesus alertou aos seus discípulos sobre a dificuldade da missão: “Ide, eis que vos envio como cordeiros entre lobos”. (Lc 10, 3) Há muitos lavradores homicidas ainda nos dias de hoje, querendo calar a Palavra de Deus que é anunciada pela Igreja. Mas a Igreja está fundamentada sobre a Pedra Angular, Jesus Cristo, por isso ninguém conseguirá deter o anúncio da boa nova.

Ainda há hoje muitos operários da vinha do Senhor que sofrem para que o Evangelho seja anunciado a todas às nações. O Beato João Paulo II disse que muitos homens e mulheres consagrados foram “hostilizados na atividade missionária, na ação em favor dos pobres, na assistência aos doentes e marginalizados, viveram e vivem a sua consagração, num sofrimento prolongado e heroico, chegando muitas vezes até ao derramamento do próprio sangue, plenamente configurados com o Senhor crucificado. De alguns deles a Igreja já reconheceu oficialmente a santidade, honrando-os como mártires de Cristo. Eles nos iluminam com seu exemplo, intercedem pela nossa fidelidade, esperam por nós na glória. Deseja-se, vivamente, que a memória de tantas testemunhas da fé perdure na consciência da Igreja como incentivo à celebração e à imitação.”

Jesus Cristo é o Filho do dono da vinha – O versículo 39 do Evangelho diz que o dono da vinha mandou seu próprio Filho e nem este os lavradores respeitaram, pois “lançaram-lhe as mãos, conduziram-no para fora da vinha e o assassinaram.  Jesus veio para salvar a humanidade, mas nem todos O aceitaram. Foi preso, flagelado, julgado e condenado à morte de cruz.  Palavra do Senhor diz:  “Estava no mundo e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não O reconheceu.  Veio para o que era seu, mas os seus não O receberam.”  (Jo 1, 10-11)

 Jesus Cristo convida-nos a cada dia, a buscar a santidade para tomarmos parte do Reino que o Pai preparou para nós. Jesus morreu na cruz para sermos perdoados de nossos  pecados e ressuscitou para que tenhamos a vida eterna. Na sua missão messiânica, o Senhor designou operários, seus discípulos, para cuidar da sua vinha, que somos todos nós, a sua Igreja. E continua enviando os ministros ordenados e assim sucessivamente até no final dos tempos, quando o Senhor virá fazer a derradeira colheita e pedir contas dos frutos dados na sua vinha. O Papa Bento XVI disse que “a sua dolorosa paixão e morte de Jesus na Cruz será seguida da glória da Ressurreição. Então, a vinha continuará a produzir uvas e será confiada pelo seu dono “a outros camponeses, que lhe entregarão os frutos na devida altura”. (Mt 21, 41).

Jesus Cristo é a Pedra Angular da Igreja –  É sobre a Pedra Angular (Jesus Cristo) que a Igreja está edificada, por isso ela é invencível. O Papa Pio XII: “Sobre esta pedra angular foi educada a Igreja, e por isso contra ela nunca poderão prevalecer as potências adversas: “as portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18), nem poderão nunca enfraquecê-la, porquanto as lutas, tanto internas como externas, só poderão dar-lhe mais força e aumentar o número de coroas das suas gloriosas vitórias. Ao contrário, qualquer outro edifício que não tenha suas bases na doutrina de Cristo, apóia-se sobre areia movediça e estará fadado a ruir miseramente” (Mt 7,26-27).

O Beato João Paulo II disse: “Condenado a uma morte ultrajante, o Filho do homem, crucificado e ressuscitado, tornou-Se pedra angular para a vida da Igreja e de cada cristão. «Isto se fez por obra do Senhor, e é um prodígio aos nossos olhos» (Sl 117,23). Esta é a nossa fé.  Esta é a fé da Igreja, que nos gloriamos de professar no limiar do terceiro milénio, porque a Páscoa de Cristo é a esperança do mundo, ontem, hoje e por todos os séculos”. A Palavra ( 1 Pr 2, 6-7) diz assim sobre Cristo a Pedra Angular da nossa Igreja:  “Por isso lê-se na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida, preciosa: quem nela puser sua confiança não será confundido (Is 28,16).  Para vós, portanto, que tendes crido, cabe a honra. Mas, para os incrédulos, a pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a pedra angular, uma pedra de tropeço, uma pedra de escândalo (Sl 117,22; Is 8,14).

O Reino será dado ao povo que produzir frutos – Deus não se cansa de enviar operários, ungidos pelo Espírito Santo, para nos alertar sobre o arrependimento dos nossos pecados, sobre a necessidade de mudança de vida e isso, desde a antiga aliança que fez com seu povo e na nova aliança com seu próprio Filho pelo seu sangue derramado na cruz. Todos nós somos chamados por Deus a dar frutos de conversão para que o Senhor não tome de nós o lugar na sua vinha e dê àqueles que deram bons frutos. “Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele”. (V.43)

O Papa Bento XVI explicou-nos: “O Senhor brada também aos nossos ouvidos as palavras que, no Apocalipse, dirigiu à Igreja de Éfeso:  “Se não… te arrependeres, virei ter contigo e retirarei o teu candelabro da sua posição” (2, 5). Também de nós pode ser tirada a luz, e agimos bem se deixarmos ressoar esta admoestação em toda a sua seriedade na nossa alma, bradando ao mesmo tempo ao Senhor: “Ajuda-nos a converter-nos! Concede-nos a todos a graça de uma verdadeira renovação! Não permitas que se apague a tua luz no meio de nós! Reforça a nossa fé, a nossa esperança e o nosso amor, para podermos produzir bons frutos!”.  

E para concluir essa reflexão temos ainda a exortação do Papa Bento XVI: “No entanto, nas palavras de Jesus há uma promessa: a vinha não será destruída. Enquanto abandona ao seu destino os vinhateiros infiéis, o dono não se desapega da sua vinha e confia-a a outros seus servos fiéis. Isto indica que, se em algumas regiões a fé definha a ponto de se extinguir, sempre haverá outros povos prontos para a acolher”.

Oremos:

Com São Paulo: “Achegai-vos a ele, pedra viva que os homens rejeitaram, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus;  e quais outras pedras vivas, vós também vos tornais os materiais deste edifício espiritual, um sacerdócio santo, para oferecer vítimas espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1 Pr 2, 4-5).

Com o Círculo Bíblico:  “Ó Deus, senhor da vinha e da messe, nós vos louvamos porque o vosso amor nos escolheu como vosso povo, a vinha de que cuidais com carinho. Fazei que na vinha da vossa Igreja possamos oferecer-vos não a uva azeda do nosso egoísmo, mas os frutos maduros e deliciosos da humanidade, fraternidade e solidariedade. Ajudai-nos a trabalhar com alegria no serviço do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor. Amém”.

Com O Beato João Paulo II: “Pai santo, precisamos de anunciadores corajosos do Evangelho, de servos generosos da humanidade sofredora.  Manda à tua Igreja, nós te suplicamos, presbíteros santos, que santifiquem o teu povo com os instrumentos da tua graça. Manda numerosos consagrados e consagradas, que mostrem a tua santidade no meio do mundo. Manda na tua vinha operários santos, que ajam com o ardor da caridade e, impelidos por teu Santo Espírito, levem a salvação de Cristo até os últimos confins da Terra”. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

29 de setembro de 2011 at 21:23 Deixe um comentário

Parábola dos dois filhos – Vigésimo Sexto Domingo do Tempo Comum – Mateus 21, 28-32

28. Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: – Meu filho, vai trabalhar hoje na vinha.  

29. Respondeu ele: – Não quero. Mas, em seguida, tocado de arrependimento, foi.  

30. Dirigindo-se depois ao outro, disse-lhe a mesma coisa. O filho respondeu: – Sim, pai! Mas não foi.  

31. Qual dos dois fez a vontade do pai? O primeiro, responderam-lhe. E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo: os publicanos e as meretrizes vos precedem no Reino de Deus!  

32. João veio a vós no caminho da justiça e não crestes nele. Os publicanos, porém, e as prostitutas creram nele. E vós, vendo isto, nem fostes tocados de arrependimento para crerdes nele.

Resumo da parábola dos dois filhos: Jesus Cristo continuou em Jerusalém. No templo, o Senhor ensinava sobre muitas coisas e contou uma parábola sobre um homem que tinha dois filhos. Jesus contou que um pai chamou o primeiro filho e mandou-o trabalhar na vinha. Este respondeu que não ia, mas arrependido acabou indo. Quando o pai mandou o outro filho trabalhar na vinha, ele respondeu “sim” ao pai, mas não foi. Jesus perguntou aos que O estavam ouvindo no templo: “Qual dos dois fez a vontade do pai?” (V.31) Responderam: -“O primeiro”. Jesus Cristo então lhes disse: -“Em verdade vos digo: os publicanos e as meretrizes vos precedem no Reino de Deus!”(V.31) Em seguida, Jesus cita João Batista dizendo aos presentes: “João veio a vós no caminho da justiça e não crestes nele”. (V.32) Os fariseus não creram em João Batista e nem foram tocados em seus corações pelos milagres que Deus realizara, através dele no Rio Jordão. Então Jesus disse aos fariseus que O ouviam no templo: – “Os publicanos, porém, e as prostitutas creram nele. E vós, vendo isto, nem fostes tocados de arrependimento para crerdes nele”. (V.32)

Vamos refletir os versículos do Evangelho de Jesus Cristo, segundo S. Mateus 21, 28-32:

Versículos 28 e 29: Quem trabalha na vinha do Senhor precisa antes de tudo, buscar fazer a vontade do Pai. Se agirmos assim vamos colher muitos frutos. Já vimos nas reflexões dos Evangelhos anteriores, que a vinha representa a Igreja e todos aqueles que estão no mundo e se dispõe a ouvir a boa nova da salvação. O primeiro filho que o pai enviou a trabalhar na vinha, embora a princípio tenha dito “não”, obedeceu ao pai e foi para a vinha. É desse tipo de servo que o Senhor necessita para fazer crescer o seu Reino no mundo. Escreveu assim Santo Agostinho: “Existem duas vontades: a tua vontade deve ser corrigida para se identificar com a vontade de Deus; e não torcida a de Deus para se acomodar à tua”.  Jesus Cristo nos deu sempre exemplo de obediência ao Pai. O Senhor Jesus obedeceu ao Pai até à morte de cruz para salvar a todos nós. Essa é a lição da obediência maior ao Pai que o Filho poderia nos ensinar. A Palavra diz que Jesus “aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz”. (Fl 2, 7-8) 

Versículo 30: O Reino de Deus precisa de trabalhadores comprometidos, fiéis e que sejam zelosos no cuidado da vinha do Senhor. Não devemos copiar o mau exemplo do servo que disse que ia trabalhar na vinha e não foi. Palavra e ação, fé e obras estão interligadas. A Palavra de Deus diz: “De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso esta fé poderá salvá-lo? Se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o alimento cotidiano,  e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma”. (Tg 2, 14-17) E o Catecismo (546) também nos alerta que para entrar no Reino “as palavras não bastam, são necessários atos”.  E por fim Santa Teresa D’Avila, disse: “São felizes as vidas que se consumirem no serviço da Igreja”.

Versículo 31: Jesus pergunta aos seus ouvintes sobre a atitude dos dois filhos: “Qual dos dois fez a vontade do pai?” Responderam-lhe que foi o primeiro filho. Com certeza foi o filho que disse “não” e, depois se arrependeu e foi trabalhar na vinha. O Beato João Paulo II nos questionou: “Com qual dos dois comportamentos se parece o meu comportamento habitual? Pertenço ao grupo daqueles que se inflamam com facilidade, prometem imediatamente, mas depois nada mantem? Depressa esquecem aquilo a que se obrigaram. Ou, pelo contrário, sou o homem que primeiro diz que «não»? E, como resultado, depois de primeiro ter dito «não», no fim digo «sim». Não serei, neste caso, melhor do que aquele que, com o «sim» inicial, não contrariou ninguém, mas, no fim de contas, nada fez”?

Mesmo não tendo pecado algum, Jesus foi ao Rio Jordão receber o Batismo pelas mãos de João. O Catecismo (535) diz assim:  “A vida pública de Jesus tem início com seu Batismo por João no rio Jordão. João Batista proclamava “um batismo de arrependimento para a remissão dos pecados” (Lc 3,3). Jesus aparece, o Batista hesita, mas Jesus insiste. E Ele recebe o Batismo. Então o Espírito Santo, sob forma de pomba, vem sobre Jesus, e a voz do céu proclama: “Este é o meu Filho bem-amado” (Mt 3,13-17). É a manifestação de Jesus como Messias de Israel e Filho de Deus”.

Versículo 32: Nesse versículo Jesus Cristo faz referência a João Batista e o caminho de justiça pregado por ele.  A Palavra diz que “João Batista apareceu no deserto e pregava um batismo de conversão para a remissão dos pecados. E saíam para ir ter com ele toda a Judeia, toda Jerusalém, e eram batizados por ele no Rio Jordão, confessando os seus pecados”. (Mc 1,4-5) E dentre as pessoas que foram até o rio Jordão para serem batizados, estavam os publicanos e as prostitutas. Que creram na mensagem da salvação trazida por João Batista e converteram-se.

O Catecismo (535) ensinou: “Uma multidão de pecadores, de publicanos e soldados, fariseus e saduceus e prostitutas vem fazer-se batizar por ele (João Batista)”.  Jesus se dirige às pessoas que O estavam ouvindo no Templo, e diz: “João veio a vós no caminho da justiça e não crestes nele. Os publicanos, porém, e as prostitutas creram nele”. E Jesus continua dizendo que nem vendo a conversão dessas pessoas, eles se tocaram e creram. Jesus Cristo falava de seus corações duros.  E completa: “Em verdade vos digo: os publicanos e as meretrizes vos precedem no Reino de Deus”! (V. 31)

Nós não deveríamos achar como os fariseus que já somos santos e que a conversão é para os outros. O Padre Fábio de Melo canta assim: “Quem faz da santidade uma vaidade, possivelmente já esqueceu que muitas prostitutas nos precedem na entrada do Reino dos Céus”. A conversão precisa ser buscada a cada dia. Precisamos nos comprometer com as coisas do Reino. Fazer também propósitos de não mais pecar. Com sabedoria ensina o Dunga (CN) “Por hoje não vou mais pecar”. Cada dia é uma luta contra a nossa natureza pecadora. E nessa luta somos vencedores em Jesus. Precisamos ser cristãos mais radicais quando se trata de sair da vida de pecado. A Palavra de Deus diz assim:  “Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá, fosses frio ou quente!   Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te”. (Ap 3, 15-16)

 Lembrando ainda que não devemos agir como os fariseus, mas buscar continuamente o crescimento na fé e no conhecimento da vontade de Deus.  Eis o que diz a Palavra de Deus: “Por isso, também nós, desde o dia em que o soubemos, não cessamos de orar por vós e pedir a Deus para que vos conceda pleno conhecimento da sua vontade, perfeita sabedoria e penetração espiritual, para que vos comporteis de maneira digna do Senhor, procurando agradar-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus”. (Cl 1, 9-10)

Se já tenho um longo tempo de caminhada com Deus, não é motivo para me tornar frio e insensível aos milagres e prodígios que o Senhor tem realizado na minha vida e na vida dos que me são próximos. Preciso buscar sempre voltar ao primeiro amor, àquele momento forte na minha vida que tive um primeiro encontro pessoal com Cristo. A Palavra do Senhor diz: “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres”. ( Ap 2,4-5)

Testemunho

Nesses muitos anos de serviço dedicado à evangelização, tive a graça de presenciar inúmeras conversões “radicais” de pessoas que se encontravam bem distantes do caminho da santidade. A começar pela minha própria conversão no início e no decorrer da caminhada.  A maioria dessas pessoas se mantiveram no caminho do Senhor, buscando crescer na fé e no conhecimento das coisas do Reino. Há trinta e seis anos, rezo diariamente pela conversão de uma pessoa bem próxima de mim. Espero e confio nas promessas de Deus à cerca dessa conversão. Tenho consciência de que é um milagre. Mas o Senhor o fará porque Ele tem poder para mover céus e terras. Mais do que o meu querer é Sua vontade divina salvar todas as almas e que nenhuma alma venha a se perder.

Oremos com:

O Círculo Bíblico: Ó Deus de amor, fazei que a alegria deste encontro nos anime na vida cristã para que saibamos sempre dizer sim ao vosso projeto e nos comprometer com ele. Queremos viver unidos como irmãos e irmãs em Cristo. Vós sois mais forte que nossas divisões; perdoai a nossa indiferença para com os outros e nossa falta de compromisso com vosso reino. Nós vamos assumir nossa responsabilidade na edificação da comunidade cristã. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Pedimos, ó Mãe Santíssima, que nos ensine a dar o sim a Deus, como tu mesmo Lhe deste o Sim para que o Salvador pudesse vir até nós.  Dá-nos também, Senhora, força e coragem para cumprir com fidelidade e alegria, o sim dado ao serviço do Reino.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

22 de setembro de 2011 at 11:45 1 comentário

Décimo Sexto Domingo do Tempo Comum – Mateus 13, 24-43

 

 

24. Jesus propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é semelhante a um homem que tinha semeado boa semente em seu campo.

25. Na hora, porém, em que os homens repousavam, veio o seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e partiu.

26. O trigo cresceu e deu fruto, mas apareceu também o joio.

27. Os servidores do pai de família vieram e disseram-lhe: – Senhor, não semeaste bom trigo em teu campo? Donde vem, pois, o joio?

28. Disse-lhes ele: – Foi um inimigo que fez isto! Replicaram-lhe: – Queres que vamos e o arranquemos?

29. – Não, disse ele; arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo.

30. Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar. Recolhei depois o trigo no meu celeiro.

31. Em seguida, propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é comparado a um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seu campo.

32. É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos.

33. Disse-lhes, por fim, esta outra parábola. O Reino dos céus é comparado ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha e que faz fermentar toda a massa.

34. Tudo isto disse Jesus à multidão em forma de parábola. De outro modo não lhe falava,

35. para que se cumprisse a profecia: Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação (Sl 77,2).

36. Então despediu a multidão. Em seguida, entrou de novo na casa e seus discípulos agruparam-se ao redor dele para perguntar-lhe: Explica-nos a parábola do joio no campo.

37. Jesus respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem.

38. O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno.

39. O inimigo, que o semeia, é o demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos.

40. E assim como se recolhe o joio para jogá-lo no fogo, assim será no fim do mundo.

41. O Filho do Homem enviará seus anjos, que retirarão de seu Reino todos os escândalos e todos os que fazem o mal

42. e os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes.

43. Então, no Reino de seu Pai, os justos resplandecerão como o sol. Aquele que tem ouvidos, ouça.

13 de julho de 2011 at 21:11 Deixe um comentário

Parábola do Rico e Lázaro (Lc 16, 19-31) – Texto Bíblico

19. Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho finíssimo, e que todos os dias se banqueteava e se regalava. 20. Havia também um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico. 21. Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico… Até os cães iam lamber-lhe as chagas. 22. Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. 23. E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio. 24. Gritou, então: – Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas. 25. Abraão, porém, replicou: – Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males; por isso ele agora aqui é consolado, mas tu estás em tormento. 26. Além de tudo, há entre nós e vós um grande abismo, de maneira que, os que querem passar daqui para vós, não o podem, nem os de lá passar para cá. 27. O rico disse: – Rogo-te então, pai, que mandes Lázaro à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, 28. para lhes testemunhar, que não aconteça virem também eles parar neste lugar de tormentos. 29. Abraão respondeu: – Eles lá têm Moisés e os profetas; ouçam-nos! 30. O rico replicou: – Não, pai Abraão; mas se for a eles algum dos mortos, arrepender-se-ão. 31. Abraão respondeu-lhe: – Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos

18 de março de 2011 at 19:44 Deixe um comentário

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