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«Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida» – reflexão de São Narsés Snorhali

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Perdi-me no deserto,

Errante andei pela erma região

Como na parábola da ovelha,

Uma do grupo das cem.

O Inimigo terrível dilacerou-a:

De chagas incuráveis a cobriu;

Por isso, não há outro remédio para as chagas

A não ser Tu, para as curar.

Em lágrimas Te suplico,

Meus gritos elevo ao Salvador:

Meu bom Pastor vindo do Céu,

Procura este pequeno rebanho.

Procura, Senhor, a moeda de prata caída

Que é a tua imagem perdida (Gn 1, 26),

Que enterrei no vício do pecado

E na lama fétida.

Lava, Senhor, esta minha imundície;

Torna-me pura a alma, de uma brancura de neve (Is 1, 18).

Digna-Te completar o número das dez moedas,

Como o fizeste com os quarenta santos [de Sebaste].

Leva-me aos ombros, pois que aos ombros carregaste a cruz,

Digna-Te reerguer esta minh’alma caída;

Darás alegria à celeste armada dos anjos

por um só pecador que regresse.

Fonte: Evangelho Quotidiano

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7 de setembro de 2016 at 5:54 Deixe um comentário

Vigésimo Quarto Domingo do Tempo Comum – A Parábola do filho pródigo – São Lucas 15, 1-32 – Dia 11 de setembro de 2016

 

1.Aproximavam-se de Jesus os publicanos e os pecadores para ouvi-lo.

2.Os fariseus e os escribas murmuravam: Este homem recebe e come com pessoas de má vida!

3.Então lhes propôs a seguinte parábola:

4.Quem de vós que, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la?

5.E depois de encontrá-la, a põe nos ombros, cheio de júbilo,

6.e, voltando para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Regozijai-vos comigo, achei a minha ovelha que se havia perdido.

7.Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

8.Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma delas, não acende a lâmpada, varre a casa e a busca diligentemente, até encontrá-la?

9.E tendo-a encontrado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Regozijai-vos comigo, achei a dracma que tinha perdido.

10.Digo-vos que haverá júbilo entre os anjos de Deus por um só pecador que se arrependa.

11.Disse também: Um homem tinha dois filhos.

12.O mais moço disse a seu pai: Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres.

13.Poucos dias depois, ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente.

14.Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria.

15.Foi pôr-se ao serviço de um dos habitantes daquela região, que o mandou para os seus campos guardar os porcos.

16.Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.

17.Entrou então em si e refletiu: Quantos empregados há na casa de meu pai que têm pão em abundância… e eu, aqui, estou a morrer de fome!

18.Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti;

19.já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados.

20.Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.

21.O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.

22.Mas o pai falou aos servos: Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés.

23.Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa.

24.Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa.

25.O filho mais velho estava no campo. Ao voltar e aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.

26.Chamou um servo e perguntou-lhe o que havia.

27.Ele lhe explicou: Voltou teu irmão. E teu pai mandou matar um novilho gordo, porque o reencontrou são e salvo.

28.Encolerizou-se ele e não queria entrar, mas seu pai saiu e insistiu com ele.

29.Ele, então, respondeu ao pai: Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir ordem alguma tua, e nunca me deste um cabrito para festejar com os meus amigos.

30.E agora, que voltou este teu filho, que gastou os teus bens com as meretrizes, logo lhe mandaste matar um novilho gordo!

31.Explicou-lhe o pai: Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu.

32.Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado.

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “No Evangelho deste domingo — capítulo 15 de São Lucas — Jesus narra as três «parábolas da misericórdia». Quando Ele «fala, nas suas parábolas, do pastor que vai atrás da ovelha perdida, da mulher que procura a dracma, do pai que sai ao encontro do filho pródigo e o abraça, não se trata apenas de palavras, mas constituem a explicação do seu próprio ser e agir». (12\09\10)

 

A Parábola da Ovelha Perdida

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Aproximavam-se de Jesus os publicanos e os pecadores para ouvi-lo. Os fariseus e os escribas murmuravam: Este homem recebe e come com pessoas de má vida! Então lhes propôs a seguinte parábola: Quem de vós que, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la?  E depois de encontrá-la, a põe nos ombros, cheio de júbilo, e, voltando para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Regozijai-vos comigo, achei a minha ovelha que se havia perdido. Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

O Papa Francisco disse que essa “parábola é contada por Jesus para fazer as pessoas entenderem que sua proximidade com os pecadores não deve escandalizar, mas provocar em todos uma séria reflexão sobre a forma como vivemos a nossa fé. A história tem, de um lado, os pecadores que se aproximam de Jesus para ouvi-lo e, de outro, os doutores da lei, os escribas que se desviam Dele por causa de seu comportamento. Eles desviam porque Jesus se aproximou dos pecadores. Estes eram orgulhosos, soberbos, se achavam justos”.( 04\05\16)

“Ó meu Deus, como tínheis a vossa mão sobre mim, e quão pouco eu a sentia! Como me protegestes! Como me abrigastes sob as vossas asas, quando eu nem sequer acreditava na vossa existência! E, enquanto assim me protegíeis, e o tempo ia passando, parecia-Vos que tinha chegado o momento de me reconduzir ao cercado”. (Beato Charles de Foucauld).

O Papa Emérito Bento XVI explicou que “o pastor que encontra a ovelha perdida é o próprio Senhor que assume em si mesmo, através da Cruz, a humanidade pecadora para a redimir”.

A Parábola da Moeda Perdida

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Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma delas, não acende a lâmpada, varre a casa e a busca diligentemente, até encontrá-la?  E tendo-a encontrado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Regozijai-vos comigo, achei a dracma que tinha perdido. Digo-vos que haverá júbilo entre os anjos de Deus por um só pecador que se arrependa.

“Numerosas são ainda as passagens do ensinamento de Cristo que manifestam o amor e misericórdia sob um aspecto sempre novo. Basta ter diante dos olhos o bom pastor que vai à busca da ovelha tresmalhada, ou a mulher que varre a casa à procura da dracma perdida”. (São João Paulo II)

O Papa Francisco disse que “as três parábolas da misericórdia: a ovelha perdida, a moeda perdida e, a mais longa de todas as parábolas, típica de São Lucas, a do pai e dos dois filhos, o filho “pródigo” e o filho que acredita ser o “justo”, que crê ser santo. Todas estas três parábolas falam da alegria de Deus, Deus é alegria. Interessante: Deus é alegria! E o que é a alegria de Deus? A alegria de Deus é perdoar, a alegria de Deus é perdoar! É a alegria de um pastor que reencontra a ovelha; é a alegria de uma mulher que encontra novamente a sua moeda; é a alegria de um pai que acolhe novamente em casa, o filho que estava perdido, que era considerado morto e tornou a viver, voltou para casa”. (16\09\13)

“As 9 moedas nas mãos daquela mulher eram importantes, valiam muito e estavam presentes e seguras, mas no momento em que ela sentiu falta da décima, esta sim, passou a ser a mais importante e com sede foi buscada por toda a casa até ser achada. Agora, a mulher estava feliz por haver recomposto novamente as suas finanças de dez dracmas. Toda vez que o céu é recomposto, com pecadores remidos que estavam perdidos e são achados, há festa, regozijo e Deus é glorificado. Sempre que alguém reconhece que é pecador e se reconcilia com Deus por intermédio de Jesus, há festa no céu”. (Com. Canção Nova)

A Parábola do Filho Pródigo

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Disse também: Um homem tinha dois filhos. O mais moço disse a seu pai: Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres. Poucos dias depois, ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente. Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria. Foi pôr-se ao serviço de um dos habitantes daquela região, que o mandou para os seus campos guardar os porcos. Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Entrou então em si e refletiu: Quantos empregados há na casa de meu pai que têm pão em abundância… e eu, aqui, estou a morrer de fome! Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados. Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai falou aos servos: Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa. Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa. O filho mais velho estava no campo. Ao voltar e aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um servo e perguntou-lhe o que havia. .Ele lhe explicou: Voltou teu irmão. E teu pai mandou matar um novilho gordo, porque o reencontrou são e salvo. Encolerizou-se ele e não queria entrar, mas seu pai saiu e insistiu com ele. Ele, então, respondeu ao pai: Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir ordem alguma tua, e nunca me deste um cabrito para festejar com os meus amigos. E agora, que voltou este teu filho, que gastou os teus bens com as meretrizes, logo lhe mandaste matar um novilho gordo! Explicou-lhe o pai: Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado.

O Papa Francisco ensinou que a parábola fala do “pai misericordioso’: aquele que está sempre pronto a perdoar e que espera, contra qualquer esperança. A propósito da tolerância do pai que permite que o filho mais jovem parta – mesmo sabendo dos riscos que corre – é assim que Deus age conosco: nos deixa também livres de errar, porque ao nos criar, nos deu o grande dom da liberdade. Somos nós que devemos saber utilizá-la bem”. – (06/03/2016)

O Papa Emérito Bento XVI disse que essa “é a célebre parábola do Pai misericordioso, também conhecida como a do “filho pródigo”. Nesta página evangélica, quase se ouve a voz de Jesus, que nos revela o rosto do seu Pai e nosso Pai. Foi realmente para isto que Ele veio ao mundo: para nos falar do Pai; para o dar a conhecer a nós, filhos desviados, e dar novamente aos nossos corações a alegria de pertencer a Ele, a esperança de ser perdoados e restituir à nossa plena dignidade, o desejo de habitar para sempre na sua casa, que também é a nossa casa”. (16\09\2007)

O Papa Francisco explicou que “o pai fica fisicamente longe daquele filho, mas o leva sempre no coração; aguarda confiante a sua volta, e quando o vê aparecer se comove, corre em direção a ele, o abraça e o beija. E faz o mesmo com o filho maior, aquele que não entende e não concorda com todo o carinho do pai pelo irmão que errou”.  ( 06/03/2016)

Conclusão:

Com as palavras do Papa Emérito Bento XVI: “Como não abrir o nosso coração para a certeza de que, mesmo sendo pecadores, somos amados por Deus? Ele nunca se cansa de vir ao nosso encontro, percorre sempre em primeiro lugar a estrada que nos separa d’Ele”.

Oração: (São Tiago de Sarug, monge)

“Regressarei à casa de meu Pai, como o Filho Pródigo (Lc 15,18), e serei acolhido. Tal qual ele fez, assim farei eu: corresponderá o Pai aos meus desejos? […] Pois estou como morto pelo pecado, como de uma doença. Resgata-me desta ruína, e possa eu louvar o Teu nome! Senhor da terra e do céu, peço-Te: ajuda-me e mostra-me o caminho para chegar a Ti! Leva-me à Tua presença, Filho do Magnânimo, e atinge assim o cume da Tua misericórdia! Irei a Ti e saciar-me-ei com a Tua alegria”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

5 de setembro de 2016 at 5:20 Deixe um comentário

Eu sou a Videira; vós, os ramos – Quinto Domingo da Páscoa – São João 15, 1-8

1. Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; 2. e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto. 3. Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado. 4. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim. 5. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6. Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á. 7. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito. 8. Nisto é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.

Comentário daliturgia desse domingo: Unidos a Cristo, a videira da qual extraímos a seiva que nutre a nossa vida, queremos cantar as maravilhas de Deus. Em Jesus, participamos da vida divina e nos tornamos ramos vivos e férteis que produzem frutos abundantes de amor.

Versículos 1-3:  “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto. Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado”.

O Pai é o Agricultor

O Pai cultiva sua vinha através do Filho Jesus Cristo – O Beato João Paulo II disse:  “Cristo é a videira verdadeira. Se o Eterno Pai cultiva a Sua vinha, neste mundo, fá-lo na força da Verdade e da Vida que estão no Filho”.

O Catecismo (755) ensina que a vinha “foi plantada pelo celeste Agricultor como uma vinha eleita.  A verdadeira Videira é Cristo: é Ele que dá vida e fecundidade aos sarmentos, isto é, a nós que, pela Igreja, permanecemos n’Ele, e sem o Qual nada podemos fazer”.

Cristo é a “seiva da vida” presente na Igreja

O Beato João Paulo II disse:  “No fundo quem nos chama é o Pai (Jo 15,1), o agricultor e nos atrai Àquele que Ele enviou. Seu chamado ( Jo 6,44). prolonga em nós a obra de amor começada na criação. Mas é sempre Cristo – diretamente ou pelo seu “sacramento universal da Salvação” que é a Igreja – quem torna perceptível o chamamento divino para um trabalho que é colaboração pessoal com Ele”.

“Cristo é a videira verdadeira que dá vida e fecundidade às vides, isto é, a nós, que por meio da Igreja permanecemos n’Ele e sem Ele nada podemos fazer (Jo 15, 1-5). A própria Igreja é, portanto, a vinha evangélica”. (Concílio Vaticano II)

A poda dos ramos

Deus na sua imensa misericórdia, aguarda pacientemente para colher bons frutos em nós. Mas se os bons frutos não aparecem, então a poda dos ramos é feita. A poda dos ramos acontece porque há situações de pecado (obras da carne) em  nossa vida, por isso o nosso coração se fecha e não consegue mais receber a seiva que vem de Deus. Então os ramos secam. É hora então de cortar os ramos para que voltem a dar frutos bons, frutos de santidade. A poda que  Deus  faz em nós é sempre para salvar a nossa alma da morte eterna. Portanto a poda de Deus é feita somente no amor e para o amor.

A Palavra diz:  “Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos,  invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!” (Gl 5, 19-21)

O Beato João Paulo II disse: É no Filho, em Cristo, que se realiza aquele vivificante processo de podadura dos ramos, para que cada um deles “dê mais fruto” (Jo 15, 2). E também n’Ele — em referência à Redenção que realizou — desenvolve-se o processo de eliminação dos ramos que não dão fruto”.

A palavra diz: “Meu filho, não desprezes a correção do Senhor, nem te espantes de que ele te repreenda,  porque o Senhor castiga aquele a quem ama, e pune o filho a quem muito estima”. (Pr 3, 11-12)

Versículo 4: “Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim”.

Os sacramentos nos mantem unidos a Cristo

O Batismo insere-nos na Igreja e, a Eucaristia nos mantem unidos à Videira Verdadeira – O Beato João Paulo II disse: “É um tema que será sublinhado também nos discursos da Última Ceia mediante o símbolo da videira:  o ramo só é verdejante e frutífero se estiver enxertado no tronco da videira, da qual recebe linfa e sustento ( Jo 15, 1-7). Doutra forma, é só um ramo seco e destinado ao fogo”.

Devemos ser vigilantes para não perdemos a nossa alma com tantas tentações e prazeres desse mundo. Precisamos dar continuamente frutos de conversão e para isso é vital permanecermos na videira, que é Cristo. O Beato João Paulo II disse: “Impõe-se, antes de mais nada, o valor e a exigência de “viver intimamente unidos” a Jesus Cristo. A união ao Senhor Jesus, que se fundamenta no Batismo e se alimenta com a Eucaristia, exige exprimir-se na vida de cada dia, renovando-a radicalmente”.

Pelo sacramento da Eucaristia  permanecemos em Cristo e Cristo em nós

A Eucaristia é o vinho do amor – doação de Cristo na cruz-  O Papa Bento XVI ensinou: “Assim, essa parábola (da Videira) leva finalmente ao mistério da Eucaristia, em que o Senhor nos oferece o pão da vida e o vinho do seu amor, e nos convida para a festa do amor eterno. Nós celebramos a Eucaristia, conscientes de que o seu preço foi a morte do Filho o sacrifício da sua vida, que nela permanece presente”.

A Palavra diz: ”Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida.  Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”.

Versículos 5-6: “Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á”.

O Papa Bento XVI disse: “Permanecer em Cristo significa permanecer na Igreja. A comunidade inteira dos crentes está firmemente unida em Cristo, a videira. Em Cristo, todos nós estamos conjuntamente unidos. Nesta comunidade, Ele sustenta-nos e, ao mesmo tempo, todos os membros se sustentam uns aos outros. Juntos resistimos às tempestades e oferecemos proteção uns aos outros. Não cremos sozinhos, cremos com toda a Igreja, de todo o lugar e de todo o tempo, com a Igreja que está no Céu e na terra”.

“Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto” –  O Espírito Santo é o doador dos dons e frutos, por isso precisamos permanecer no Senhor para que possamos produzir muitos frutos bons, frutos do Espírito.

A Palavra diz:  “…o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade brandura, temperança”. (Gl  5, 22-23a)

“Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á” – Santo Agostinho disse: “Ao ramo toca uma coisa ou outra: ou a videira ou o fogo; se o ramo não estiver na videira, estará no fogo; por conseguinte, para que não esteja no fogo, fique na videira”.

Versículos 7-8: “Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos”.

Permanecer na Palavra e observar os Mandamentos

Damos testemunho de fé que permanecemos no Senhor, se obedecemos aos seus mandamentos e seguimos seus ensinamentos. Santo Atanásio também disse: “Nenhum de nós julga pelo que não sabe e ninguém é chamado santo por seu aprendizado e conhecimento; porém, cada um será chamado a Juízo nestes pontos: se manteve a fé e realmente observou os mandamentos” .

O Beato João Paulo II disse: “Jesus mesmo preocupa-se em esclarecer o sentido deste “permanecer n’Ele”: consiste no amor; um amor, porém, que não se exaure em sentimentalismo, mas se traduz no concreto testemunho do cumprimento dos mandamentos”.

Dar frutos permanentemente

Jesus é a seiva que nutre e sustenta os ramos, que somos nós. É o Senhor quem dá a vida em abundância aos ramos, para que produza frutos continuadamente. Se nos afastamos de Deus daremos “uvas verdes” como narra o Livro do profeta Isaías, capítulo 5, versículo 4: “Que se poderia fazer por minha vinha, que eu não tenha feito? Por que, quando eu esperava vê-la produzir uvas, só deu agraço?”

O Pai é glorificado

Tudo o que fizermos em comunhão com Cristo e Sua Palavra, o Pai é glorificado – O Beato João Paulo II disse:  “Quem age assim, dá aos homens testemunho para que seja glorificado o Pai, que está nos Céus ( Mt 5, 16), e dispõe-se a receber o Reino que Ele preparou para os justos, segundo as palavras de Cristo no juízo final: «Vinde, benditos de Meu Pai, recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo» (Mt 25, 34).

A Palavra diz:  “O Filho de Deus aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. Tendo chegado à perfeição, tornou-se causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem” ( Hb 5,8-9).

Muitas vezes passamos por situações tão graves e tristes, que elas parecem insuportáveis. Mas se permanecemos unidos a Cristo, temos a vitória e podemos sair desses momentos com uma fé mais madura e com as forças renovadas. O Canto litúrgico desse domingo diz assim “Quando a estrada é difícil; permanecei no meu amor. Quando o passo é impossível; permanecei no meu amor. Quando treme a esperança; permanecei em mim”.

Concluímos essa reflexão com as palavras do Papa Bento XVI: “No nosso tempo de inquietação e indiferença, em que tanta gente perde a orientação e o apoio; em que a fidelidade do amor no matrimônio e na amizade se tornou tão frágil e de breve duração; em que nos apetece gritar, em nossa necessidade, como os discípulos de Emaús: «Senhor, fica conosco, porque anoitece (Lc 24, 29), sim, é escuro ao nosso redor!»; neste tempo, o Senhor ressuscitado oferece-nos um refúgio, um lugar de luz, de esperança e confiança, de paz e segurança. Onde a secura e a morte ameaçam os ramos, aí, em Cristo, há futuro, vida e alegria; aí há sempre perdão e novo início, transformação ao entrar no seu amor”.

Oremos com:

O Círculo Bíblico: Ó Deus de amor, a comunhão convosco nos torna alegres, felizes e férteis na produção de bons e saborosos frutos. Nós vos louvamos e bendizemos não só  porque o vosso Filho, Jesus, é a videira de quem somos parte, mas também porque o seu sangue é o vinho novo da Páscoa da ressurreição. Somos vossa vinha, Senhor, o povo que vós amais. Graças a Jesus, podemos ter em nós vossa vida divina e produzir frutos abundantes se estivermos unidos a Ele. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Há uma outra reflexão no Blog, postada em Janeiro de 2011, com o título: A Videira e os Ramos.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

1 de maio de 2012 at 15:04 1 comentário

Parábola da Videira

Oi Crianças!

Jesus ensinou-nos muitas coisas sobre o Reino de Deus,

E muitas vezes Ele usou “Parábolas” para explicar.

Nas parábolas, Jesus fazia comparação dos acontecimentos do dia-a-dia

Com as coisas espirituais.

Por exemplo a Parábola da Videira (S. João 15, 1-8):

O Agricultor (aquele que semeia  e prepara a terra) é Deus Pai, que nos criou e cuida de nós;

A Videira (árvore que produz a uva) é Jesus, que fornece vida e sustento aos ramos;

O ramos (que somos todos nós) precisam estar sempre unidos à videira, que é Jesus,

Para dar muitos frutos e, para não secarem e virarem palha no fogo.

Oração:

Ó Jesus, queremos ficar sempre coladinhos no Senhor!

Queremos dar frutos de amor, paciência, alegria, paz,…!

                      Jane Amábile

 

22 de abril de 2012 at 10:00 1 comentário

Parábola dos Talentos – Trigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum – Mateus 25, 14-30

A parábola desse domingo convida-nos a ser vigilantes e empreendedores, à espera da volta do Senhor Jesus, no fim dos tempos. Eis o resumo da “Parábola dos Talentos”:

Um homem antes de viajar confiou seus bens aos seus servos: “a um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um”. O que recebeu cinco talentos negociou e produziu mais cincos talentos e, o que recebeu dois também produziu mais dois. O que recebeu um talento escondeu-o no buraco. Depois de muito tempo, o senhor dos servos cobrou deles os talentos que ele havia distribuído. Os servos que receberam cinco e dois talentos se apresentaram ao senhor e mostraram que seus talentos foram dobrados pelo lucro. Ao que o senhor respondeu a cada um deles: “Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor”.   O servo que recebeu um talento devolveu o talento ao senhor sem ter lucrado com ele, pois o havia enterrado. O senhor disse-lhe: “Servo mau e preguiçoso! Sabias que colho onde não semeei e que recolho onde não espalhei. Devias, pois, levar meu dinheiro ao banco e, à minha volta, eu receberia com os juros o que é meu”. O senhor mandou que tirassem o talento do servo preguiçoso e entregassem ao que tinha dez. Então o senhor disse:  “Dar-se-á ao que tem e terá em abundância. Mas ao que não tem, tirar-se-á mesmo aquilo que julga ter”. E mandou que jogassem o servo inútil “nas trevas exteriores”, onde “haverá choro e ranger de dentes”.

Vamos refletir os versículos de 14 a 30 do Evangelho de Jesus Cristo, segundo São Mateus capítulo 25.

Versículos 14 e 15: “Será também como um homem que, tendo de viajar, reuniu seus servos e lhes confiou seus bens. A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu”.

A distribuição dos talentos – Deus distribui os talentos e os dons de forma que necessitemos uns dos outros – A Palavra diz: “A cada um é dada a manifestação do Espírito (dom) para proveito comum”. (1 Cor 12, 7) O Catecismo (1936) também ensina: “Com efeito, Ele quer que cada um receba dos outros,  aquilo de que precisa, e quer que os que dispõem de «talentos» particulares os partilhem com os outros. Tais diferenças estimulam e obrigam, muitas vezes, as pessoas à magnanimidade, à benevolência e à partilha, e incitam as culturas a enriquecerem-se umas às outras”. Os talentos são distribuídos segundo o critério e a vontade de Deus, que conhece a todos nós, seus filhos, intimamente.

Os talentos (1): riquezas deixadas por Jesus Cristo na sua Igreja – Na Igreja encontramos os ”dons” deixados pelo Senhor para que juntos possamos cooperar na construção do seu Reino de justiça, de paz e de amor. O Papa Bento XVI disse assim:  “O homem da parábola representa o próprio Cristo, os servos são os discípulos e os talentos são os dons que Jesus lhes confia. Por isso tais dons, além das qualidades naturais, representam as riquezas que o Senhor Jesus nos deixou em herança, para que as fecundemos: a sua Palavra,escrita no Santo Evangelho; o Batismo, que nos renova no Espírito Santo; a oração do “Pai-Nosso” que elevamos a Deus como filhos unidos no Filho; o seu perdão, que Ele ordenou de levar a todos; o sacramento do seu Corpo imolado e do seu Sangue derramado. Em síntese: o Reino de Deus, que é Ele mesmo, presente e vivo no meio de nós. Este é o tesouro que Jesus confiou aos seus amigos, no final da sua breve existência terrena”.

Versículos 16 a 18:  “Logo em seguida, o que recebeu cinco talentos negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebeu dois, ganhou outros dois.  Mas, o que recebeu apenas um, foi cavar a terra e escondeu o dinheiro de seu senhor”.

Os talentos (2): dons do Espírito Santo – Deus nos abastece com muitos dons e não podemos desperdiçá-los ou ficar com receio de partilhá-los. Os dons são dados por Deus para edificar a sua Igreja. O Papa Bento XVI disse: “A parábola põe em maior evidência os bons frutos produzidos pelos discípulos que, felizes pelo dom recebido, não o conservaram escondido, com receio e inveja, mas fizeram-no frutificar, compartilhando-o, comunicando-o. Sim, o que Cristo nos concedeu multiplica-se quando é doado! É um tesouro feito para ser despendido, investido, compartilhado com todos”.

“O servo que tem medo do seu senhor e teme o seu retorno, esconde a moeda debaixo da terra e ela não produz qualquer fruto. Isto acontece, por exemplo, com quem tendo recebido o Batismo, a Comunhão e a Crisma, depois enterra tais dons debaixo de uma camada de preconceitos, sob uma falsa imagem de Deus que paralisa a fé e as obras, a ponto de atraiçoar as expectativas do Senhor”, disse o Papa Bento XVI.

Versículos 19 a 23:  “Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes contas. O que recebeu cinco talentos, aproximou-se e apresentou outros cinco: – Senhor, disse-lhe, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei. ‘Disse-lhe seu senhor: – Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor.  O que recebeu dois talentos, adiantou-se também e disse: – Senhor, confiaste-me dois talentos; eis aqui os dois outros que lucrei. Disse-lhe seu senhor: – Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor”.

Fazer frutificar os talentos recebidos – Os dons só tem sentido se forem utilizados no amor e na partilha com os irmãos. O Cardeal José Saraiva Martins explicou-nos: “Diante de Deus, levaremos só o que tivermos dado e não o que acumulamos, porque o que doamos depositamo-lo no banco do amor. Por este motivo Jesus louva os dois homens que souberam fazer frutificar os talentos recebidos:  foi precisamente isto que fizeram os santos, na lógica divina do amor e da doação total de si”.

Versículos 24 a 28:  “ Veio, por fim, o que recebeu só um talento: – Senhor, disse-lhe, sabia que és um homem duro, que colhes onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste. Por isso, tive medo e fui esconder teu talento na terra. Eis aqui, toma o que te pertence.  Respondeu-lhe seu senhor: – Servo mau e preguiçoso! Sabias que colho onde não semeei e que recolho onde não espalhei.  Devias, pois, levar meu dinheiro ao banco e, à minha volta, eu receberia com os juros o que é meu.  Tirai-lhe este talento e dai-o ao que tem dez”.

O  servo mau ficou com medo de Deus, por isso seus talentos não deram frutos – Devemos “temer a Deus” não é ficar com “medo de Deus”. É buscar compreender que a sua vontade é soberana e seu poder não tem limites.  O Beato João Paulo II explicou:  “Esta parábola dos talentos ensina-nos a distinguir o verdadeiro temor de Deus, do falso. O verdadeiro temor de Deus não é terror, mas antes dom do Espírito, pelo qual se teme ofendê-l’O, entristecê-l’O e não fazer os esforços suficientes para ser fiel a vontade d’Ele; ao passo que o falso temor de Deus é fundado na desconfiança n’Ele e no mesquinho cálculo humano. Verdadeiro temor de Deus tem aquele que “segue o caminho do Senhor” (Sl 127, 1), assim como se manifestou no comportamento do primeiro e do segundo servo, ambos louvados pelo Senhor com as palavras: “Muito bem, excelente e fiel servidor! “

Versículos 29 e 30:  “Dar-se-á ao que tem e terá em abundância. Mas ao que não tem, tirar-se-á mesmo aquilo que julga ter.  E a esse servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes”.

Dar-se-á ao que tem e terá em abundância – Precisamos colocar os talentos que Deus nos deu a serviço do Reino para que outros também possam receber esses dons e multiplicá-los pelo mundo. Deus nos envia a levar o evangelho a todos e, os dons nos tornam aptos a responder ao chamado do Senhor. A Palavra diz: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão”. (Mc 16, 15-18)

Tirar-se-á mesmo aquilo que julga ter – O Beato João Paulo II ensinou:  “O próprio Senhor Jesus, na parábola dos talentos, põe em relevo o tratamento severo reservado a quem ousou esconder o dom recebido. A nós, que recebemos os dons de Deus para os fazer frutificar, compete-nos «semear» e «recolher». Se não o fizermos, ser-nos-á tirado também aquilo que temos. O aprofundamento destas palavras severas poderá impelir-nos a empenharmo-nos com mais decisão no dever, hoje premente para todos, de colaborar no desenvolvimento integral dos outros: desenvolvimento do homem todo e de todos os homens».

Vamos concluir essa reflexão com as palavras do Papa Bento XVI:  “A mensagem central desse Evangelho diz respeito ao espírito de responsabilidade com que acolher o Reino de Deus: responsabilidade em relação a Deus e à humanidade. Encarna perfeitamente esta atitude do coração à Virgem Maria que, recebendo o mais precioso dos dons, o próprio Jesus, ofereceu-O ao mundo com imenso amor. A Ela peçamos-lhe que nos ajude a ser “servos bons e fiéis”, para que possamos um dia participar “na alegria do nosso Senhor”.

Oração

Para pedir os dons ao Espírito Santo:

Vinde Espírito Santo / E dai-nos o Dom da Sabedoria  / Para que possamos avaliar todas as coisas à luz do Evangelho / E ler nos acontecimentos da vida os projetos de amor do Pai / Dai-nos o Entendimento / Uma compreensão mais profunda da verdade / A fim de anunciar a salvação com maior firmeza e convicção / Dai-nos o Dom do Conselho / Que ilumina a nossa vida  / E orientai a nossa ação segundo vossa Divina Providência / Dai-nos o Dom da Fortaleza / Sustentai-nos no meio de tantas dificuldades / Com vossa coragem para que possamos anunciar o Evangelho / Dai-nos  o Dom da Ciência / Para distinguir o Único Necessário /  Das coisas meramente importantes / Dai-nos Piedade / Para reanimar sempre mais nossa íntima comunhão convosco / E, finalmente, dai-nos vosso santo Temor / Para que, conscientes de nossas fragilidades, / Reconhecermos a força da vossa graça./ Vinde Espírito Santo / E dai-nos um novo coração. Amém

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

9 de novembro de 2011 at 11:56 Deixe um comentário

Parábola dos Talentos – Trigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum – Mateus 25, 14-30

14. Será também como um homem que, tendo de viajar, reuniu seus servos e lhes confiou seus bens.  

15. A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu.  

16. Logo em seguida, o que recebeu cinco talentos negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros cinco.  

17. Do mesmo modo, o que recebeu dois, ganhou outros dois.  

18. Mas, o que recebeu apenas um, foi cavar a terra e escondeu o dinheiro de seu senhor.  

19. Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes contas.  

20. O que recebeu cinco talentos, aproximou-se e apresentou outros cinco: – Senhor, disse-lhe, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.’  

21. Disse-lhe seu senhor: – Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor.  

22. O que recebeu dois talentos, adiantou-se também e disse: – Senhor, confiaste-me dois talentos; eis aqui os dois outros que lucrei.  

23. Disse-lhe seu senhor: – Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor.  

24. Veio, por fim, o que recebeu só um talento: – Senhor, disse-lhe, sabia que és um homem duro, que colhes onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste.  

25. Por isso, tive medo e fui esconder teu talento na terra. Eis aqui, toma o que te pertence.  

26. Respondeu-lhe seu senhor: – Servo mau e preguiçoso! Sabias que colho onde não semeei e que recolho onde não espalhei.   

27. Devias, pois, levar meu dinheiro ao banco e, à minha volta, eu receberia com os juros o que é meu.   

28. Tirai-lhe este talento e dai-o ao que tem dez.  

29. Dar-se-á ao que tem e terá em abundância. Mas ao que não tem, tirar-se-á mesmo aquilo que julga ter.  

30. E a esse servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes. 

8 de novembro de 2011 at 12:48 Deixe um comentário

Parábola da festa das bodas – Vigésimo Oitavo Domingo do Tempo Comum – Mateus 22, 1-14

Jesus Cristo continuou a falar em parábolas, em Jerusalém, onde passava a sua última semana de vida. Foi uma semana difícil para Jesus, pois era muito questionado pelos líderes religiosos: sacerdotes, escribas, fariseus, anciãos do povo… Jesus inicia a parábola falando do Reino dos Céus. O Senhor conta que havia um rei que enviou servos para trazer convidados para as bodas de seu filho. Mas estes não quiseram vir para a festa. O rei enviou outros servos para que dissessem aos convidados que da sua parte, já estava tudo preparado para as bodas. Mas os convidados se ocuparam com suas coisas pessoais e não quiseram vir para as bodas. E outros convidados ainda insultaram os servos do rei e os mataram. O rei ficou indignado “enviou suas tropas, matou aqueles assassinos e incendiou-lhes a cidade” (V.7).  Como seus convidados não aceitaram o convite para ir a sua festa, o rei chamou seus servos e mandou convidar a todos quanto achassem pelas encruzilhadas.  Os servos espalharam-se “pelos caminhos e reuniram todos quantos acharam, maus e bons, de modo que a sala do banquete ficou repleta de convidados”.(V.10)  Quando o rei entrou na sala que estavam os convidados “viu ali um homem que não trazia a veste nupcial” (V.11). Então o rei quis saber como ele havia entrado ali sem a veste nupcial, mas o homem nada disse. Então o rei disse aos seus servos:  “Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes. Porque muitos são os chamados, e poucos os escolhidos”. (V.13-14)

Vamos refletir os versículos do Evangelho de Jesus Cristo, segundo São Mateus 22, 1-14:

Versículos 1 e 2:  “Jesus tornou a falar-lhes por meio de parábolas: O Reino dos céus é comparado a um rei que celebrava as bodas do seu filho” – O Pai preparou as bodas do seu amado Filho Jesus no Reino dos Céus. Há no céu um grande banquete à espera daqueles que ouviram a mensagem de salvação do Senhor, mudaram suas vidas e por isso foram salvos. É um banquete de núpcias onde o noivo é Jesus Cristo e a noiva é a sua Igreja (o povo). Nessa festa tem alimento da melhor qualidade e é repleta de alegria e felicidade. O Beato João Paulo II disse: “Jesus descreve o Reino de Deus como um grande banquete nupcial, com abundância de alimentos e bebidas, num clima de alegria e de festa para todos os convidados. Ao mesmo tempo, Jesus sublinha a necessidade do traje nupcial (V. 11),  isto é, a necessidade de respeitar as condições requeridas pela participação nesta festa solene”.

A Eucaristia é a antecipação do banquete no céu- Na Eucaristia já vivenciamos aqui na terra o banquete que Deus nos preparou no Céu. A liturgia desse domingo diz assim: “A Eucaristia é o banquete da nova amizade que reúne as pessoas a Deus. Na celebração deste sacramento já podemos vivenciar o sabor da ceia eterna, em que Deus estará conosco para sempre.” O Papa Bento XVI disse também assim:  “Da festa final do Céu é antecipação o banquete da Eucaristia, ao qual o Senhor nos convida todos os dias e no qual devemos participar com a veste nupcial da sua graça. Jesus deseja-nos, aguarda-nos. E nós, temos verdadeiramente desejo d’Ele? Sentimos, no nosso interior, o impulso para O encontrar? Ansiamos pela sua proximidade, por nos tornarmos um só com Ele, dom este que Ele nos concede na sagrada Eucaristia? Ou, pelo contrário, sentimo-nos indiferentes, distraídos, inundados por outras coisas?”

Desde a catequese da nossa primeira Eucaristia, sabemos que é preciso buscar constantemente a confissão para tomar o Corpo e o Sangue de Cristo sem mancha de pecado em nossa alma, isto é, com vestes brancas (nupciais). A Palavra diz assim: “Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação” (1Cor 11,27-29)

Versículos 3 e 4: “Enviou seus servos para chamar os convidados, mas eles não quiseram vir. Enviou outros ainda, dizendo-lhes: Dizei aos convidados que já está preparado o meu banquete; meus bois e meus animais cevados estão mortos, tudo está preparado. Vinde às bodas!” –  Deus tem um amor eterno e incondicional por cada um de nós e, por isso quer que participemos dessa festa com Ele. Pois quem ama quer ficar junto, alegrar-se junto, ser feliz junto.  A Palavra diz: “O Senhor dos exércitos preparará no alto deste monte, para todos os povos do mundo, um banquete de carnes gordas… de vinhos finos, de carnes suculentas e de vinhos refinados.” (Is 25, 6)

O Papa Bento XVI disse: “Podemos reconhecer o desejo do próprio Deus: o seu amor pelos homens, pela sua criação, um amor em expectativa. O amor que espera o momento da união, o amor que quer atrair os homens a si, para assim realizar também o desejo da própria criação: esta, de fato, aguarda a manifestação dos filhos de Deus (Rm 8, 19)”.   Deus nos chama ao banquete da vida no seu Reino onde a morte, a tristeza e as lágrimas já não terão mais vez. A Palavra diz: “Nesse monte tirará o véu que vela todos os povos, a cortina que recobre todas as nações, e fará desaparecer a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e tirará de toda a terra o opróbrio que pesa sobre o seu povo…”  (Is 25, 7-8)

Versículos 5 e 6: “Mas, sem se importarem com aquele convite, foram-se, um a seu campo e outro para seu negócio. Outros lançaram mãos de seus servos, insultaram-nos e os mataram.” –    O Senhor  utiliza de muitas formas para falar conosco, ensinando-nos como devemos viver para entrar no Reino dos céus e assim participar das bodas de seu Filho Jesus. Deus fala ao nosso coração, através do seu Espírito; fala através da Bíblia; fala por meio dos pastores da nossa Igreja, o Papa, os Bispos, os Sacerdotes; fala através dos sacramentos, da oração e do convívio fraterno; fala através dos testemunhos dos santos; fala nos fatos do dia-a-dia de nossas vidas; fala através dos afazeres domésticos e no trabalho; fala através das palavras e gestos das pessoas com as quais convivemos; e fala através da natureza criada. Deus nos chama a cada dia, para participar do seu banquete. O Senhor está a esperar pacientemente pelo sim de cada um de nós.

 Mas infelizmente muitos de nós ocupamos-nos com as coisas desse mundo e somos indiferentes ao convite que Deus nos tem feito. E o Senhor conta na parábola que há os que ainda insultam e matam os servos do rei. Hoje esses servos que o Senhor envia para fazer-nos o convite, são aqueles que na Igreja sofrem e até morrem por causa do anúncio do Evangelho, os mártires da Igreja são um exemplo. O Beato João Paulo II disse: “Não nos envergonhemos, pois, do testemunho que se deve dar de nosso Senhor Jesus Cristo: “Sereis minhas testemunhas!” (At 1, 8). E, se for preciso, saibamos também nós sofrer pelo Evangelho, apoiados na força de Deus (2 Tm 1, 8)”.

Versículos 7 e 8: “O rei soube e indignou-se em extremo. Enviou suas tropas, matou aqueles assassinos e incendiou-lhes a cidade. Disse depois a seus servos: O festim está pronto, mas os convidados não foram dignos.” –    Os primeiros convidados do banquete não aceitaram o convite do rei.  Jesus Cristo não foi aceito pelo povo da promessa (os israelitas) para o qual Ele veio (os primeiros convidados), estendeu então seu convite a toda a humanidade:  “ Ide às encruzilhadas e convidai para as bodas todos quantos achardes”. Não deixemos também nós, de respondermos favoravelmente a Deus o convite que Ele nos faz de participar das suas bodas no Reino dos céus e, ainda convidar também outros a fazê-lo. Que sejamos todos nós “convidados dignos” do Senhor.

Versículos 9 e 10:  “Ide às encruzilhadas e convidai para as bodas todos quantos achardes.  Espalharam-se eles pelos caminhos e reuniram todos quantos acharam, maus e bons, de modo que a sala do banquete ficou repleta de convidados”. – Se não respondermos “sim” ao chamado do Senhor, outros o farão. Ele nos dá inúmeras vezes a oportunidade, pela sua misericórdia, de responder “sim” ao seu convite de amor. O Papa Bento XVI disse assim:  “Alguns convidados da primeira hora rejeitaram o convite, porque se sentiam atraídos por diferentes interesses; outros chegaram a desprezar o convite do rei, suscitando um castigo que se abateu não somente sobre eles, mas sobre toda a cidade. Contudo, o rei não desanima e envia os seus servos em busca de outros comensais para encher a sala do seu banquete. Assim, a rejeição dos primeiros tem como efeito a extensão do convite a todos, com uma predileção especial pelos pobres e deserdados”.-

O Beato João Paulo II ensinou: “Foram os pobres que aceitaram o convite, aqueles que estacionavam “às saídas dos caminhos…, maus e bons”, isto é aqueles que na sua humildade conheceram a riqueza imerecida do dom de Deus e o aceitaram com simplicidade. É preciso que também nós estejamos antes de tudo conscientes do convite para uma transformadora comunhão com o Senhor, convite que nos é dirigido pela Palavra de Deus e a pregação da Igreja; e, além disso, que saibamos acolhê-lo com todo o coração, com plena disponibilidade, na certeza de que o Senhor quer somente a nossa promoção, a nossa salvação”.

Versículos 11 e 12:  “O rei entrou para vê-los e viu ali um homem que não trazia a veste nupcial. Perguntou-lhe: Meu amigo, como entraste aqui, sem a veste nupcial? O homem não proferiu palavra alguma”. – A falta da veste nupcial é a falta da pureza no coração. Que é a condição de quem está em pecado mortal, como o homem, na parábola, que não trazia a veste nupcial, por isso não foi digno de participar das bodas. Para podermos participar do banquete da vida é preciso primeiro buscar a santidade. O Beato João Paulo II:  “A santidade lembra o “Reino de Deus” que Jesus representou simbolicamente no grande e festivo banquete proposto a todos, mas destinado apenas a quem aceita vestir a “veste nupcial da graça”.

E nós podemos também ser santos, vestir a veste nupcial. E assim participar das bodas do Cordeiro. Para isso é preciso que abramos o nosso coração e participemos frequentemente do sacramento da confissão, para que as nossas vestes, se estiverem escuras por causa do pecado, transformem em vestes brancas de santidade. O Papa Bento XVI explica sobre a veste branca, a veste nupcial dos santos: “No batismo, eles receberam a veste nupcial da graça divina, conservaram-na pura ou purificaram-na e tornaram-na resplandecente durante o curso da vida mediante os Sacramentos. Agora, participam no banquete nupcial do Céu. Se esta veste se mancha ou chega mesmo a dilacerar-se, a bondade de Deus não nos rejeita, nem nos abandona ao nosso destino, mas oferece-nos mediante o sacramento da Reconciliação a possibilidade de restabelecer na sua integridade a veste nupcial necessária para a festa”.

 Podemos aprender com os santos que passaram pelo sofrimento como todos nós passamos, a diferença é que entregaram seus sofrimentos como uma expiação de seus pecados e dos pecados da humanidade. E não reclamaram, nem se revoltaram contra Deus. E todos buscavam frequentemente o sacramento da Confissão para obter de Deus o perdão de seus pecados e assim se apresentar diante d’Ele com vestes brancas e adequadas para sentar-se à mesa do Cordeiro Imolado. A Palavra de Deus diz assim: “Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro. Por isso, estão diante do trono de Deus e o servem, dia e noite, no seu templo”. (Ap 7,14-15)

Versículos 13 e 14: “Disse então o rei aos servos: Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes. Porque muitos são os chamados, e poucos os escolhidos”. – Aqui o Senhor lembra aos fariseus; aos outros que O estavam ouvindo; a todos nós, enfim, que se não estivermos com a alma pura (sem pecado) teremos esse mesmo fim. O Beato João Paulo II disse: “Recorrendo a imagens, o Novo Testamento apresenta o lugar destinado aos operadores de iniquidade como uma fornalha ardente, onde há «choro e ranger de dentes» (Mt 13, 42;  25, 30.41), ou como a Geena de «fogo inextinguível» (Mc 9, 43). Tudo isto é expresso de modo narrativo na parábola do rico avarento, na qual se precisa que o inferno é o lugar de pena definitiva, sem possibilidade de retorno ou de mitigação do sofrimento” (Lc 16, 19-31).

Deus chama e espera que atendamos ao seu chamado. É um chamado de amor e de misericórdia para participar das bodas do reino após nossa morte física e, também um chamado de serviço ao seu reino já aqui na terra. Que o Senhor nos dê força e coragem para responder favoravelmente ao seu insistente chamado de amor. Na parábola das bodas, o Senhor mandou seus servos chamarem muitas pessoas, mas elas não se importaram com o convite do rei e “foram-se, um a seu campo e outro para seu negócio”.   E Jesus Cristo conclui a parábola dizendo: “Porque muitos são chamados, e poucos os escolhidos”.

Oração

Com o Salmo 22:  “O Senhor é meu pastor, nada me faltará. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes,  restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome.  Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo. Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça. A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias.”

Com o Cardeal James Francis Stafford:  “Senhor, leva-me a experimentar todos os dias a beleza do Sacramento da Penitência, dom de graça, dom de vida; é nele que se renova a compaixão amorosa de Cristo pelo homem e, ao mesmo tempo, que são restituídas a graça, a alegria do coração, a veste nupcial que permite o ingresso na vida eterna”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

6 de outubro de 2011 at 12:36 Deixe um comentário

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