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Nossa Senhora das Dores – São João 19, 25-27 – 15 de Setembro de 2015 (Terça-Feira)

25. Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.

26. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho.

27. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.
Junto à Cruz de Jesus estava de pé sua Mãe

“Ao pé da cruz, presenças de amor. Está ali, firme, a mãe de Jesus. Com ela, outras mulheres, unidas no amor pelo moribundo. Junto dela, o discípulo amado, não outros”. (Via-Sacra do Vaticano-2004)

“Apóie-se, como faz Nossa Senhora, à Cruz de Jesus e nunca lhe faltará conforto”. (São Padre Pio)

São João Paulo II disse que “as palavras de Cristo na cruz: Eis aí a tua mãe! (Jo 19, 27). Ao aceitar este testamento de amor, João recebeu Maria em sua casa ( Jo 19, 27), isto é, recebeu-a na sua vida, partilhando com ela uma proximidade espiritual completamente nova”. (Abril de 2003)

“Admira a firmeza de Santa Maria: Aos pés da cruz, com a maior dor humana não há dor como a sua dor -, cheia de fortaleza. E pede-lhe dessa firmeza, para que saibas também estar junto da cruz”. (São Josemaria Escrivá)

O Papa Pio XII disse: “Ao realizar-se a obra da redenção, Maria Santíssima foi intimamente associada a Cristo, e por isso justamente se canta na sagrada liturgia: “Santa Maria, Rainha do céu e Senhora do mundo, estava traspassada de dor, ao pé da cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”. (Outubro de 1954)

A Maternidade de Maria se estenderá a todos

O Papa Francisco disse assim: “A verdadeira maternidade de Maria garantiu, ao Filho de Deus, uma verdadeira história humana, uma verdadeira carne na qual morrerá na cruz e ressuscitará dos mortos. Maria acompanhá-lo-á até à cruz (Jo 19, 25), donde a sua maternidade se estenderá a todo o discípulo de seu Filho (Jo 19, 26-27)”. (Junho de 2013)

O Catecismo (§2674) ensina: “Desde o consentimento prestado na fé à Anunciação e mantido sem hesitação ao pé da cruz, a maternidade de Maria estende-se aos irmãos e irmãs do seu filho ainda peregrinos e que caminham entre perigos e angústias. Jesus, o único mediador, é o caminho da nossa oração;Maria, sua mãe e nossa mãe, é pura transparência dele: Ela «mostra o caminho”.

São João Paulo II explicou: “Quando está para morrer,Jesus quer que o amor materno de Maria abrace a todos aqueles por quem ele oferece a vida, ou seja, a humanidade inteira”. (Ano de 2000)

“Ó Deus, quando o vosso Filho foi exaltado, quisestes que sua mãe estivesse de pé junto à cruz, sofrendo com Ele. Dai à vossa Igreja, unida a Maria na Paixão de Cristo, participar da Ressurreição do Senhor. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo”. (Liturgia das Horas)

A Devoção a Nossa Senhora das Dores

São João Paulo II se referindo ao Sumo Pontífice Pio VII: “Precisamente para sublinhar a constante relação entre este Pontífice e a Mãe de Deus, o congresso histórico comemorativo da sua eleição, escolheu como data de início o dia 15 de setembro, memória litúrgica de Nossa Senhora das Dores que, a 18 de setembro de 1814, ele quis estender a toda a Igreja Nossa Senhora das Dores”.

Nossa Senhora das Dores

“Maria de Nazaré, Imaculada e Santíssima, jamais tocada pela sombra do pecado, mergulhou no oceano do sofrimento a ponto de ser identificada como a mãe das dores. as raízes de seu sofrimento não estão plantadas na lama do pecado, mas na Paixão de seu Filho divino”. (Site do Convento da Penha)

São joão Paulo II disse que “Maria Santíssima continua a ser a admirável consoladora nas inúmeras dores físicas e morais que afligem e atormentam a humanidade. Ela conhece as nossas dores e as nossas penas, porque também ela sofreu, de Belém ao Calvário”. (Abril de 1980)

As Sete Dores de Maria:

1ª Dor – Profecia de Simeão (Lc 2, 34-35): “Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma”.

2ª Dor – Fuga para o Egito (Mt 2,13-14): “Depois de sua partida, um Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar. José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito”.

3ª Dor – Maria procura Jesus em Jerusalém (Lc 2,43-45): “Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele”.

4ª Dor – Jesus encontra a sua Mãe no caminho do Calvário (Lc 23,26-27): “Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus. Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o lamentavam”.

5ª Dor – Maria ao pé da cruz de Jesus (Jo 19, 25-27): “Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa”.

6ª Dor – Maria recebe Jesus descido da cruz (Mc 15,46): “Depois de ter comprado um pano de linho, José tirou-o da cruz, envolveu-o no pano e depositou-o num sepulcro escavado na rocha, rolando uma pedra para fechar a entrada”.

7ª Dor – Maria deposita Jesus no Sepulcro (Jo 19,40-41): “Achavam-se ali também umas mulheres, observando de longe, entre as quais Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé, que o tinham seguido e o haviam assistido, quando ele estava na Galiléia; e muitas outras que haviam subido juntamente com Ele a Jerusalém”.

Conclusão

“Faze, ó Mãe, fonte de amor, que eu sinta em mim tua dor, para contigo chorar. Faze arder meu coração, partilhar tua paixão e teu Jesus consolar. Ó Santa Mãe, por favor, faze que as chagas do amor em mim se venham gravar. O que Jesus padeceu venha a sofrer também eu, causa de tanto penar. Ó dá-me, enquanto viver, com Jesus Cristo sofrer, contigo sempre chorar! Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus, e o teu pranto enxugar. Quando eu da terra partir, para o céu possa subir, e então contigo reinar”. (Liturgia das Horas)

Oração

Maria, Mãe e Senhora, nós te honramos e te exaltamos pelas tuas dores e sofrimentos. Nós te amamos Mãe humilde e serva do Senhor! Nós nos propomos a ser fiéis a ti na oração do Terço. E peça Senhora ao teu Filho, que derrame muitas graças sobre o mundo. E nos dê muita paz! Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

10 de setembro de 2015 at 6:19 Deixe um comentário

Novena a Nossa Senhora das Dores

Oração para todos os dias

Nossa Senhora das Dores, eu te apresento todas as minhas necessidades, mágoas, tristezas, misérias e sofrimentos.

Ó Mãe das dores e rainha dos mártires, que tanto sofreste ao ver Vosso Filho flagelado, escarnecido e morto para me salvar, acolhei minhas preces nesta novena.

Mãe amável, concedei-me uma verdadeira contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida.

Nossa Senhora das Dores, que estiveste presente no calvário de Nosso Senhor Jesus Cristo, esteja também presente nos meus calvários. Eu vos suplico esta graça que tanto necessito.

(Faça seu pedido)

Por piedade, ó advogada dos pecadores, não deixeis de amparar a minha alma na aflição e no combate espiritual que a todo momento estou sujeito a travar.

Nossa Senhora das Dores, quando as dores vierem e os sofrimentos chegarem, não me deixe desanimar.
Mãe das dores envolva-me em Teu sagrado manto e ajuda-me a passar pelo vale de lágrimas.

Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas.
Eia pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto de Vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. Rogai por nós Santa Mãe de Deus para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Nossa Senhora das Dores fortalecei-me nos sofrimentos da Vida. (3x)
Amém.

Fonte: Site do Padre Reginaldo Manzotti

2 de setembro de 2015 at 7:25 Deixe um comentário

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

 

17/04/2015
Maria, Mãe das Dores, ajudai-nos a compreender a vontade de Deus nos momentos de grande sofrimento.
Fonte: Twitter do Papa Francisco

20 de abril de 2015 at 17:04 Deixe um comentário

Maria, mãe que consola toda a humanidade

2015-04-04 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Ontem, revivemos a paixão de Cristo, os momentos em que o Verbo de Deus se fez carne até o ponto de assumir todo o destino humano, inclusive a morte.

Hoje, Sábado Santo, à espera da ressurreição de Jesus, quem nos guia neste itinerário de esperança gloriosa é Maria, Mãe do Nosso Salvador, Mãe de toda a humanidade, Nossa Mãe.

Como todas as mulheres, Maria leva em seu coração a abertura ao outro. Ou melhor, Nossa Senhora é a mulher que eleva à sublime perfeição esta abertura. Seu amor faz com que a ausência de Jesus não seja experiência do vazio, mas experiência de esperança certa, confiante. Ela sabe que a Ressurreição está próxima.

Assim como nos velórios de hoje, em que nos reunimos para celebrar a memória de quem nos deixou, Maria reagrupa os amigos de Jesus, um após o outro. Um grupo de verdadeiros amigos de Cristo que crêem em sua Ressurreição. Afinal, também eles estão sós, apesar de a solidão de Maria ser diferente da solidão dos Apóstolos. Maria sabe que a morte não terá a última palavra, e a que a vida triunfará.

Mas nós, como os seguidores de Jesus, não temos a mesma certeza. Mesmo crendo em Cristo, nossa fé é frágil, vítima de provas cotidianas, de ciladas. Às vezes, a morte nos parece como um sonho desfeito, esquecendo a promessa de vida eterna.

E assim, um a um Maria recebe João, que chora um amigo, um irmão em Maria. Ela recebe Pedro, o renegado. Ensina-lhe que deve confiar somente em Jesus, que o conhece e o fortifica. E aos poucos, recebe os outros Apóstolos, que um a um acabam por retornar.

Recebe Madalena, Marta, Maria de Betânia, Lázaro… De modo doce, suave, apesar da tristeza, Maria comunica a todos a sua paz, a sua fé, a sua esperança.

O que Ela diria a nós, a cada um de nós? Ou melhor, o que diria a cada mãe que, como ela, perde o filho na insensatez da violência humana, da injustiça humana? Vítima do absurdo, da catástrofe, do acaso. O que diria Maria a uma mãe que chora a ausência de um filho que vai para a guerra, que chora a perda de um filho que morreu na guerra? Às mães que nos corredores dos hospitais procuram resposta ao por quê do sofrimento das crianças ou àquelas que não têm nem mesmo a oportunidade de curar o próprio filho? O que diria Maria às mães dos filhos encarcerados, vítimas da droga, do jogo, do dinheiro fácil, dos filhos que perderam o emprego, que têm diante de si um futuro incerto, vacilante, preocupante?

A todos, a cada um de nós, a cada uma das nossas angústias, Maria tem uma palavra de conforto, de consolo. Não são somente palavras, que podem ser desprovidas de significado, de vivência concreta, real. Não. São palavras que professam uma vivência, ou melhor, uma certeza: Jesus ressuscitará! Ela inaugura o papel de “consoladora” que Cristo ressuscitado magnificamente exercerá.

Deixemo-nos também nós, hoje, neste Sábado Santo, nos envolver pela paz consoladora de Maria. Que esta paz nos acompanhe em todos os momentos em que a morte insensata se apresentar em nossa vida, quando transtornar o nosso caminho…. Lembremo-nos de Nossa Mãe. Ela sabe que a ressurreição está próxima!

4 de abril de 2015 at 10:36 1 comentário

15 de setembro de 2014 at 9:10 Deixe um comentário

Nossa Senhora das Dores – 15 de Setembro

 

Estava sua mãe junto à cruz

O martírio da Virgem é mencionado tanto na profecia de Simeão quanto no relato da

paixão do Senhor. Este foi posto, diz o santo ancião sobre o menino, como um sinal de

contradição, e a Maria: e uma espada traspassará tua alma (cf. Lc 2,34-35).

 

Verdadeiramente, ó santa Mãe, uma espada traspassou tua alma. Aliás, somente

traspassando-a, penetraria na carne do Filho. De fato, visto que o teu Jesus – de todos

certamente, mas especialmente teu – a lança cruel, abrindo-lhe o lado sem poupar um

morto, não atingiu a alma dele, mas ela traspassou a tua alma. A alma dele já ali não

estava, a tua, porém, não podia ser arrancada dali. Por isto a violência da dor penetrou

em tua alma e nós te proclamamos, com justiça, mais do que mártir, porque a

compaixão ultrapassou a dor da paixão corporal.

E pior que a espada, traspassando a alma, não foi aquela palavra que atingiu até a

divisão entre a alma e o espírito: Mulher, eis aí teu filho? (Jo 19,26). Oh! que troca

incrível! João, Mãe, te é entregue em vez de Jesus, o servo em lugar do Senhor, o

discípulo pelo Mestre, o filho de Zebedeu pelo Filho de Deus, o puro homem, em vez

do Deus verdadeiro. Como ouvir isto deixaria de traspassar tua alma tão afetuosa, se até

a sua lembrança nos corta os corações, tão de pedra, tão de ferro?

 

Não vos admireis, irmãos, que se diga ter Maria sido mártir na alma. Poderia espantar-

se quem não se recordasse do que Paulo afirmou que entre os maiores crimes dos

gentios estava o de serem sem afeição. Muito longe do coração de Maria tudo isto;

esteja também longe de seus servos.

 

Talvez haja quem pergunte: “Mas não sabia ela de antemão que iria ele morrer?” Sem

dúvida alguma. “E não esperava que logo ressuscitaria?” Com toda a confiança. “E

mesmo assim sofreu com o Crucificado?” Com toda a veemência. Aliás, tu quem és ou

donde tua sabedoria, para te admirares mais de Maria que compadecia, do que do Filho

de Maria a padecer? Ele pôde morrer no corpo; não podia ela morrer juntamente no

coração? É obra da caridade: ninguém a teve maior! Obra de caridade também isto:

depois dela nunca houve igual.

Texto de São Bernardo

 

14 de setembro de 2014 at 10:44 Deixe um comentário

Nossa Senhora das Dores – São João 19, 25-27 – Sábado – 15\ 09 \12

 

 25. Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. 27. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.

Comentário Litúrgico: Introduzida na liturgia em 1814, esta memória nos faz contemplar as dores de Maria. Ela teve muitos momentos de alegria, mas também de dor, principalmente ao ver seu filho morrer na cruz. A celebração também nos faz solidários à dor das mães que veem seus filhos seguindo caminhos de morte. 

“Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava”

 O Papa Bento XVI disse  que esse Evangelho “ representa a Virgem Maria aos pés da Cruz, segundo a descrição do evangelista João, o único Apóstolo que permaneceu junto de Jesus agonizante. Mas que sentido tem exaltar a Cruz? Não é talvez escandaloso venerar um infamante patíbulo? Diz o apóstolo Paulo: “Nós anunciamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos” (1 Cor 1, 23). 

“Disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo:Eis aí tua mãe” 

O Beato João Paulo II disse: “Jesus, ao agonizar na cruz, com as palavras: «Mulher, eis aí o teu filho!» (Jo 19, 26) confiou-lhe, como Mãe, João e todos os homens e, de modo particular, aqueles que o Pai «desde sempre conheceu e predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho» (cf. Rm 8, 29). Todos os que no decurso dos séculos seguiram a via da imitação de Jesus, foram chamados juntamente com o «discípulo que Ele amava» a «tomar consigo Maria» (Jo 19, 27), a amá-la e a imitá-la de modo radical, para experimentarem em contrapartida a sua particular ternura materna”.

 “Assim avançou a Virgem pelo caminho da fé, mantendo fielmente a. união com seu Filho até à cruz. Junto desta esteve, não sem desígnio de Deus (Jo.19,25), padecendo acerbamente com o seu Filho único, e associando-se com coração de mãe ao Seu sacrifício, consentindo com amor na imolação da vítima que d’Ela nascera; finalmente, Jesus Cristo, agonizante na cruz, deu-a por mãe ao discípulo, com estas palavras: mulher, eis aí o teu filho (Jo. 19, 26-27)” (Vaticano).

Senhora das Dores

O Papa Bento XVI disse que a dor de Maria “forma uma só coisa com a do Filho. É uma dor cheia de fé e de amor. A Virgem no Calvário participa do poder salvífico da dor de Cristo, unindo o seu “fiat”, o seu “sim”, àquele do Filho”. 

O Beato João Paulo II disse assim: “A Virgem Maria, aos pés da Cruz, perfeitamente unida ao Filho, pôde partilhar de maneira singular a profundidade de sofrimento e de amor do seu sacrifício. Ninguém melhor do que ela pode ensinar a amar a Cruz”.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras ditas pelo Beato João Paulo II: “O olhar de Maria fixa antes de tudo a Santíssima Trindade no mistério de amor inefável que une indissoluvelmente as três Pessoas divinas. Contemplando o Pai, o Verbo e o Espírito Santo, a Virgem sente-se como que projetada para a humanidade, para exercer, em relação a cada ser humano, a missão materna que lhe foi confiada pelo Filho crucificado (Jo 19, 25-27). Maria vela sobre o mundo, onde os seus filhos, tendentes para a pátria bem-aventurada, percorrem o caminho da fé entre muitos perigos e afãs”.

Oração

Oração do dia (Liturgia): “Ó Deus, quando o vosso Filho foi exaltado, quisestes que sua mãe estivesse de pé, junto à cruz, sofrendo com ele. Dai à vossa Igreja, unida a Maria na paixão de Cristo, participar da ressurreição do Senhor. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo”. 

Do Papa Bento XVI: “Espiritualmente unidos a Nossa Senhora das Dores, renovamos também nós o nosso “sim” ao Deus que escolheu o caminho da Cruz para nos salvar. Trata-se de um grande mistério que está ainda em ato, até ao fim do mundo, e que pede também a nossa colaboração. Maria nos ajude a tomar cada dia a nossa cruz e a seguir fielmente Jesus no caminho da obediência, do sacrifício e do amor”. 

Do Beato João Paulo II: “Confiamos à Virgem das Dores os jovens e as famílias, as nações e toda a humanidade. De modo especial invocamo-la em favor dos doentes e os que sofrem, para as vítimas inocentes da injustiça e da violência, dos cristãos perseguidos devido à sua fé. A Cruz gloriosa de Cristo seja para todos penhor de esperança, de resgate e de paz”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

Sobre a Devoção a Nossa Senhora das Dores

É impossível não sentir profunda emoção ao contemplar alguma expressiva imagem da Mater Dolorosa e meditar estas palavras do Profeta Jeremias, que a piedade católica aplica à Mãe de Deus: “Ó vós todos que passais pelo caminho, parai e vede se há dor semelhante à minha dor” (Lm 1, 12). A esta meditação nos convida a Liturgia do dia 15 deste mês, dedicado a Nossa Senhora das Dores. Antes de fazer parte da liturgia, as dores de Maria Santíssima foram objeto de particular devoção.

Os primeiros traços deste piedosa devoção encontram-se nos escritos de Santo Anselmo e de muitos monges beneditinos e cistercienses, tendo nascido da meditação da passagem do Evangelho que nos mostra a dulcíssima Mãe de Deus e São João aos pés da Cruz do divino Salvador.

Foi a compaixão da Virgem Imaculada que alimentou a piedade dos fiéis. Somente no século XIV, talvez opondo-se às cinco alegrias de Nossa Senhora, foi que apareceram as cinco dores que variariam de episódios:

1. A profecia de Simeão
2. A perda de Jesus em Jerusalém
3. A prisão de Jesus
4. A paixão
5. A morte

Logo este número passou para dez, mesmo quinze, mas o número sete foi o que prevaleceu. Assim, temos as sete horas, uma meditação das penas de Nossa Senhora, durante a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo:

Matinas – A prisão e os ultrajes
Prima – Jesus diante de Pilatos
Terça – A condenação
Sexta – A crucifixão
Noa – A morte
Vésperas – A descida da cruz
Completas – O sepultamento 

Fonte: Site Cléofas de Felipe Aquino

 

 

 

 

5 de setembro de 2012 at 22:10 Deixe um comentário

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