Posts tagged ‘matrimônio’

Oração de consagração do matrimônio

Meu Deus, animado pelo poder e pela força do Sacramento do Matrimônio, encontro-me hoje aqui, para consagrar totalmente e mais uma vez nosso relacionamento.

Consagro e relembro agora, com alegria, o dia em que pronunciamos no altar, perante o sacerdote, nossos parentes e amigos, o compromisso de nos tornarmos uma só carne através de um Sim, selado, confirmado e abençoado pelo Senhor.

Consagro nosso passado… Cada dia do nosso casamento em que pensei que não fosse capaz de sustentar e levar adiante o meu Sim. Entrego tudo ao Seu Amor, pedindo que cure em nosso coração as feridas que causaram dor e ressentimento.

Consagro nosso presente… Todas as situações que estamos vivendo agora coloco em Suas mãos. As dificuldades e as alegrias de nossa vida em comum. Peço a graça para dizer meu Sim no dia de hoje, pedindo perdão e perdoando profundamente (meu esposo/minha esposa).

Consagro nosso futuro… Consagro o Sim de cada dia que há de vir, vivendo cada um destes dias com o mesmo amor e entusiasmo do dia de nosso casamento.

Comprometo-me, deste momento em diante, a ser um instrumento de santificação e salvação eterna para (meu marido/minha esposa).

Amém.

(Autor: Pe. Eduardo Dougherty, scj)

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9 de julho de 2016 at 5:51 Deixe um comentário

Rescrit du Pape françois sur la mise en application et l’observance de la nouvelle normative du procès matrimonial – para os irmãos de língua francesa

L’entrée en vigueur — en heureuse coïncidence avec l’ouverture du jubilé de la miséricorde — des Lettres apostoliques sous forme de Motu proprio Mitis Iudex Dominus Iesus et Mitis et Misericors Iesus du 15 août 2015, données pour appliquer la justice et la miséricorde sur la vérité du lien de ceux qui ont fait l’expérience de l’échec matrimonial, soulève, entre autres, l’exigence d’harmoniser la procédure renouvelée dans les procès matrimoniaux avec les normes propres de la Rote romaine, dans l’attente de leur réforme.

Le synode des évêques récemment conclu a lancé une puissante exhortation à l’Église afin qu’elle se penche sur « ses enfants les plus fragiles, marqués par un amour blessé et perdu » (Relatio finalis, n. 55), auxquels il faut redonner confiance et espérance.

Les lois qui entrent à présent en vigueur veulent précisément manifester la proximité de l’Église aux familles blessées, en désirant que la multitude de ceux qui vivent le drame de l’échec conjugal soit touchée par l’œuvre de guérison du Christ, à travers les structures ecclésiastiques, avec le souhait qu’ils puissent se découvrir nouveaux missionnaires de la miséricorde de Dieu envers les autres frères, au profit de l’institution familiale.

En reconnaissant à la Rote romaine, outre le munus qui lui est propre d’Appel ordinaire du Siège apostolique, également celui de sauvegarde de l’unité de la jurisprudence (Pastor Bonus, art 126 § 1) et d’aide à la formation permanente des agents pastoraux dans les tribunaux des Églises locales, j’établis ce qui suit :

i

Les lois relatives à la réforme du procès matrimonial susmentionnées abrogent ou dérogent toute loi ou norme contraire en vigueur jusqu’à présent, générale, particulière ou spéciale, notamment approuvée éventuellement sous forme spécifique (comme par exemple le motu proprio) Qua cura de mon prédécesseur Pie XI à une époque bien différente de la nôtre).

ii

  1. Dans les causes de nullité de mariage présentées à la Rote romaine, le doute doit être établi selon l’antique formule : An constet de matrimonii nullitate, in casu.
  2. On ne doit pas faire appel contre les décisions de la Rote en matière de nullité de sentences ou de décrets.
  3. Devant la Rote romaine n’est pas admis le recours pour la nova causae propositio, après qu’une des parties a contracté un nouveau mariage canonique, à moins qu’apparaisse manifestement l’injustice de la décision.
  4. Le doyen de la Rote romaine a le pouvoir de dispenser pour graves causes des Normes de la Rote en matière de procès.
  5. Comme l’ont sollicité les patriarches des Églises orientales, est confiée aux tribunaux territoriaux la compétence sur les causesiurium liées aux causes matrimoniales soumises au jugement d’appel de la Rote romaine.
  6. La Rote romaine doit juger les causes selon la gratuité évangélique, c’est-à-dire à travers une assistance ex officio, à l’exception de l’obligation morale pour les fidèles aisés de verser une obole de justice en faveur de la cause des pauvres.

Puissent les fidèles, en particulier ceux qui sont blessés et malheureux, se tourner vers la nouvelle Jérusalem qu’est l’Église comme « Paix de la justice et gloire de la piété » (Ba 5, 4) et que leur soit accordé, en retrouvant les bras ouverts du Corps du Christ, d’entonner le psaume des exilés : « Quand Yahvé ramena les captifs de Sion, nous étions comme en rêve; alors notre bouche s’emplit de rire et nos lèvres de chansons ».

29 de janeiro de 2016 at 5:44 Deixe um comentário

Papa: nenhuma confusão entre matrimônio e outras uniões

2016-01-22 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco concluiu sua série audiências, na manhã desta sexta-feira, recebendo, na Sala Clementina, no Vaticano, os membros do Tribunal da Rota Romana por ocasião da Inauguração do Ano Judiciário.

Antes da audiência Pontifícia, o Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, presidiu, na Capela Paulina, à celebração Eucarística aos membros do Tribunal Apostólico da Rota Romana.

Em seu discurso, aos presentes, o Papa recordou, inicialmente, o objetivo do Tribunal da Rota Romana que é auxiliar o Sucessor de Pedro para que a “Igreja, inseparável da família”, continue a proclamar o desígnio de Deus, Criador e Redentor, sobre a “sacralidade e beleza do instituto familiar”.

O Tribunal da Rota Romana é definido como “tribunal da família”, aliás, completou o Papa, “ela é o tribunal da verdade do vínculo sagrado”. Neste sentido, a Igreja mostra o amor misericordioso de Deus às famílias, proclama a irrenunciável verdade do matrimônio, segundo os desígnios de Deus. Ela deve indicar ao mundo que “não pode haver confusão entre a família, querida por Deus, e qualquer outro tipo de união”:

“A família, fundada no matrimônio indissolúvel, unitivo e procriador, pertence ao sonho de Deus e da sua Igreja para a salvação da humanidade. A Igreja é e deve ser a família de Deus. Com renovado sentido de responsabilidade, ela continua a propor o matrimônio nos seus elementos essenciais: descendência, bem dos cônjuges, unidade, indissolubilidade e sentido sacramental”.

A este respeito, Francisco insistiu sobre o aspecto pastoral, que envolve todas as estruturas eclesiais para uma adequada preparação matrimonial; pediu aos Juízes do Tribunal da Rota Romana para avaliar, com atenção, os erros concernentes ao sacramento do Matrimônio, sua unidade e indissolubilidade.

O Papa concluiu seu discurso pedindo a intercessão de Nossa Senhora e São José a fim de que obtenham para a Igreja um maior crescimento no espírito familiar e para as famílias sentir-se, cada vez mais, parte viva e ativa do Povo de Deus. (MT)

22 de janeiro de 2016 at 12:12 Deixe um comentário

O estilo da celebração do Matrimônio

 

Fazei com que se trate de uma festa verdadeira — porque o matrimónio é uma festa — uma festa cristã, e não uma festa mundana! O motivo mais profundo da alegria daquele dia é-nos indicado pelo Evangelho de João: recordai-vos do milagre das bodas de Caná? Numa certa altura veio a faltar vinho, e a festa parece estragada. Imaginai se tivessem que terminar a festa a beber chá! Não, não pode ser! Sem vinho não há festa! Por sugestão de Maria, naquele momento Jesus revela-se pela primeira vez e realiza um sinal: transforma a água em vinho e, agindo assim, salva a festa nupcial. O que aconteceu em Caná há dois mil anos acontece na realidade em cada festa de casamento: aquilo que tornará completo e profundamente verdadeiro o vosso matrimónio será a presença do Senhor, que se revela e concede a sua graça. É a sua presença que oferece o «vinho bom», Ele é o segredo da alegria completa, do júbilo que aquece verdadeiramente o nosso coração. Disto se vê a presença de Jesus naquela festa. Que seja uma festa bonita, mas com Jesus! Não com o espírito do mundo, não! E sente-se quando o Senhor está presente!

Mas ao mesmo tempo, é bom que o vosso matrimónio seja sóbrio e permita salientar aquilo que é verdadeiramente importante. Algumas pessoas estão mais preocupadas com os sinais exteriores, com o banquete, com as fotografias, com as roupas e com as flores… Trata-se de elementos importantes numa festa, mas somente se forem capazes de indicar o motivo autêntico da vossa alegria: a bênção do Senhor sobre o vosso amor! Fazei com que, como no caso do vinho das bodas de Caná, os sinais exteriores da vossa festa revelem a presença do Senhor e vos recordem, tanto a vós como a todos os presentes, a origem e o motivo da vossa alegria.

No entanto, há algo do que tu disseste que desejo frisar imediatamente, porque não quero deixar passar. O matrimónio é também um trabalho para realizar em cada dia, poderia dizer um trabalho artesanal, uma obra de ourivesaria, uma vez que o marido tem a tarefa de fazer com a sua esposa seja mais mulher, e a esposa tem o dever de fazer que com que o marido seja mais homem. É preciso crescer também em humanidade, como homem e como mulher. É isto que deveis fazer entre vós. E isto chama-se crescer juntos. Isto não provém do ar! É o Senhor que o abençoa, mas deriva das vossas mãos, das vossas atitudes, do vosso estilo de vida, do modo como vos amais um ao outro. Deveis fazer-vos crescer um ao outro! Fazer com que o outro prospere sempre. Trabalhar para isto. E assim, sei lá, penso em ti que um dia caminharás pela rua da tua cidade e as pessoas dirão: «Mas olha como é bonita aquela mulher, como é exemplar! …». «Com o marido que tem, compreende-se!». E também a ti: «Olha como ele é!». «Com a esposa que tem, compreende-se!». É isto, é preciso chegar a isto: fazer crescer um ao outro. E os filhos receberão esta herança de ter tido um pai e uma mãe que cresceram juntos, fazendo-se — reciprocamente — mais homem e mais mulher!


Fonte: Um trecho do discurso do Papa Francisco aos noivos que se preparam para o Matrimônio (14 de Fevereiro de 2014)

17 de janeiro de 2016 at 5:22 Deixe um comentário

Viver juntos e amar-se para sempre – Papa na abertura do Sínodo sobre a Família

2015-10-04 Rádio Vaticana

O Sínodo ordinário dos Bispos sobre a Família foi inaugurado na manhã deste domingo com a missa presidida pelo Papa Francisco na Basílica de São Pedro, com a participação de numerosos fieis e naturalmente dos cerca de 300 bispos e cardeais que, até ao dia 25 deste mês vão debruçar-se sobre as questões que afectam a família hoje, procurando propor soluções à luz do Evangelho.

E as leituras bíblicas deste domingo, parecem ter sido escolhidas de propósito para essa ocasião, fez notar o Papa Francisco, que iniciou a sua homilia citando esta frase do Evangelho de São João:

“Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor chega à perfeição em nós” .

Passagem da qual emergem três argumentos em volta dos quais Francisco desenvolveu a sua homilia: o drama da solidão, o amor entre o homem e a mulher e a família:

O Papa partiu da solidão de Adão no Paraíso, porque não havia ali nenhum outro ser semelhante a ele, para falar do drama da solidão que aflige muitos homens e mulheres de hoje: idosos abandonados, viúvos, viúvas, pessoas sós porque não compreendidas ou escutadas, migrantes, prófugos, jovens vítimas da cultura do consumismo e do descarte.

O Papa pôs ainda em evidência os contrastes que caracterizam o mundo globalizado de hoje: casas de luxo sem amor familiar; projectos ambiciosos e falta de tempo para viver o que se realizou, prazeres sem amor, liberdade sem autonomia, factores que fazem aumentar ainda mais as pessoas que se sentem sós e também as que se fecham no egoísmo.

Enfim, muito poder e muita solidão, nas sociedades de hoje, exactamente como acontecia a Adão no Paraíso – continuou o Papa dizendo que o ícone disso tudo é precisamente a família, onde há cada vez menos seriedade em levar por diante uma relação sólida, fecunda, duradoura, no amor.

Perante a solidão de Adão, Deus decidiu dar-lhe um “auxiliar semelhante a ele”, a mulher. Isto demonstra – disse Francisco entrando que “Deus não criou o ser humano para viver na tristeza ou para estar sozinho, mas para a felicidade, para a partilha (…), para amar e ser amado”. Este sonho que Deus tem para com a sua criatura predilecta, quer vê-lo realizado na “união de amor entre o homem e a mulher” que se tornam assim, “um só”. União indissolúvel, abençoada por Deus – dirá mais tarde Jesus à multidão que o seguia e que praticava o divórcio. O Papa tira então as conclusões:

“Isto significa que o objectivo da vida conjugal não é apenas viver juntos para sempre, mas amar-se para sempre. Jesus restabelece assim a ordem originária e originadora” .

Um não à separação e ao divórcio e sim à gratuidade “dum amor conjugal único até à morte que só pode ser compreendido à luz da “loucura da gratuidade do amor pascal de Jesus” – disse o Papa acrescentando:

“O matrimónio não é uma utopia da adolescência, mas um sonho sem o qual a sua criatura estará condenada à solidão. De facto, o medo de aderir  a este projecto paralisa o coração humano”.

E não obstante as aparências, também o homem de hoje sente-se atraído e fascinado por todo o amor autentico, sólido, fecundo, fiel, perpétuo, ou seja vai atrás dos amores temporários, mas sonha com o amor autentico, corre atrás dos prazeres carnais, mas deseja a doação total e tem sede de infinito – disse Francisco.

Então, perante este contexto social e matrimonial difícil, o que a Igreja faz é viver a sua missão na fidelidade a Deus, na verdade e na caridade, e fá-lo como uma  “voz que grita no deserto” :

“Viver a sua missão na fidelidade ao seu Mestre como voz que grita no deserto, para defender o amor fiel e encorajar as inúmeras famílias que vivem o seu matrimónio como um espaço onde se manifesta o amor divino; para defender a sacralidade da vida, de toda a vida; para defender a unidade e a indissolubilidade do vínculo conjugal como sinal da graça de Deus e da capacidade que o homem tem de amar seriamente.”

Uma missão que não se altera conforme as modas ou opiniões dominantes; uma missão que em espírito de verdadeira caridade, leva a Igreja a procurar e cuidar dos casais feridos com o óleo da aceitação e da misericórdia; a estar sempre de portas abertas para colher e a sair para ir ao encontro dos que sofrem, para caminhar com a humanidade ferida;  uma Igreja que ensina e defende os valores fundamentais, que educa para o amor autentico capaz de tirar da solidão, sem esquecer da missão de bom samaritano da humanidade ferida” .

Quem erra deve ser compreendido e amado, acolhido, acompanhado, “porque uma Igreja com as portas fechadas atraiçoa-se a si mesma e a sua missão e, em vez de ser ponte, torna-se uma barreira”, concluiu o Papa pedindo a Deus para que acompanhe este Sínodo.

(DA)

4 de outubro de 2015 at 13:16 Deixe um comentário

«Já não são dois, mas um só» – Missal Romano


Pai Santo, Criador do universo,
que formastes o homem e a mulher à Vossa imagem
e quisestes abençoar a família por eles formada,
humildemente Vos suplicamos por estes Vossos servos
que hoje se unem pelo sacramento do matrimónio.
Desça, Senhor, sobre esta esposa e o seu marido
a abundância das Vossas bênçãos,
e a virtude do Espírito Santo inflame os seus corações
para que, no dom recíproco do seu amor,
alegrem com os seus filhos a família e a Igreja.
Eles Vos louvem, Senhor, na alegria,
eles Vos procurem na tristeza,
no trabalho sintam a Vossa ajuda
e nas dificuldades a Vossa consolação;
rezem na assembleia cristã
e sejam Vossas testemunhas no mundo.
E, depois de uma vida longa e feliz,
alcancem, com todos estes seus amigos,
a felicidade no Reino dos Céus.

3 de outubro de 2015 at 5:43 Deixe um comentário

«Grande é este mistério» (Ef 5,32) – reflexão de São Pedro Crisólogo

«Nem a mulher é separável do homem, nem o homem da mulher, diante do Senhor», diz o apóstolo Paulo (1Cor 11,11) […]. O homem e a mulher caminham juntos para o Reino. Sem os separar, Cristo chama simultaneamente o homem e a mulher, que Deus uniu e que a natureza liga, dando-lhes a partilhar os mesmos gestos e as mesmas tarefas, num acordo admirável. Pelo laço do casamento, Deus faz que dois seres sejam um apenas e que um seja dois, de maneira que cada um descubra um outro eu, que não perde a sua singularidade nem se confunde no casal.

Mas por que razão, nas imagens que nos dá do seu Reino, Deus faz que intervenham desta maneira a mulher e o homem? (cf Lc 13,18.21). Porque nos sugere tanta grandeza servindo-Se de exemplos que podem afigurar-se-nos fracos e desproporcionados? Irmãos, um precioso mistério se esconde sob esta pobreza. Nas palavras do apóstolo Paulo: «Grande é este mistério: […] mas eu interpreto-o em relação a Cristo e à Igreja» (Ef 5,32).

Tais parábolas evocam o maior projecto da humanidade: o homem e a mulher puseram fim ao processo do mundo, processo que durava há séculos. Adão, o primeiro homem, e Eva, a primeira mulher, são conduzidos, da árvore do conhecimento do bem e do mal, ao fogo […] do Evangelho […]. Suas bocas, doentes com o fruto da árvore envenenada, sararão com o sabor caloroso da árvore da salvação; árvore com sabor a fogo, que inflama a consciência gelada pela árvore de outrora. Agora, a nudez perde efeito, já não causa vergonha: o homem e a mulher estão completamente cobertos de perdão.

2 de outubro de 2015 at 6:32 Deixe um comentário

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