Posts tagged ‘Maria’

Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus – 1° de Janeiro – Lucas 2, 16-21

16. Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura.  

17. Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino.  

18. Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores.  

19. Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração.  

20. Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito.  

21. Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno. 

Há uma reflexão nesse Blog chamada “Santa Maria, Mãe de Deus”, postado em Dezembro de 2010.

Resumo da Palavra: Após terem sido avisados pelo anjo, os pastores “foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura”.  Ao verem o Menino Jesus, os pastores contaram o que haviam dito d’Ele e todos se admiravam de ouvi-los falar. E diz São Lucas que Maria “conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração”.  Os pastores saíram da gruta de Belém glorificando a Deus por tudo o que haviam presenciado ali.

Sobre o Dogma da  Maternidade Divina de Maria, o Papa Bento XVI disse: “Por isso, depois do amplo debate, no Concílio de Éfeso de 431, foi solenemente confirmada, por um lado, a unidade das duas naturezas, a divina e a humana, na pessoa do Filho de Deus e, por outro, a legitimidade da atribuição à Virgem do título de Theotókos, Mãe de Deus “.

O Papa Bento XVI disse também:  “Contemplamos hoje Maria, mãe sempre virgem do Filho unigênito do Pai; aprendemos dela a receber o Menino que nasceu para nós em Belém. Se no menino que ela deu à luz reconhecemos o Filho eterno de Deus e o acolhemos como o nosso único Salvador, podemos ser chamados e somo-lo realmente filhos de Deus: filhos no Filho. Escreve o Apóstolo: “Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei, para resgatar os que se encontravam sob o jugo da Lei e para que recebêssemos a adoção de filhos” (Gl 4, 4).

Por ser a Mãe de Jesus, Maria também é nossa Mãe. O Papa Leão XII disse assim: “Além disto, assim como nós somos devedores a Cristo de nos haver, de certo modo tornado participantes do seu próprio direito de chamar e de ter a Deus por pai, assim também lhe somos igualmente devedores de nos haver amorosamente tornado participantes do seu direito de chamar e de ter Maria por Mãe. Por isto ela vê e penetra, muito melhor do que qualquer outra mãe, todas as nossas coisas: as necessidades da nossa vida; os perigos públicos e particulares que nos ameaçam; as dificuldades e os mates em que nos debatemos; e sobretudo a áspera luta que devemos sustentar para a salvação da alma, contra inimigos violentíssimos”.

Vamos refletir os versículos do Evangelho:

Versículos 16 – 18: “Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura. Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino. Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores”.     

Isaías profetizou sobre os acontecimentos de Belém, centenas de anos antes: “Multiplicastes a alegria, aumentastes o júbilo. Rejubilam na vossa presença como exultam no tempo da colheita …  É que um menino nasceu para nós, um filho nos foi concedido”. (Is. 9, 2.5).  O Beato João Paulo II disse: “ Nenhum dos presentes em Belém podia pensar que exatamente naquela noite as palavras do grande Profeta se estavam a realizar, nem que a profecia se estava cumprindo num estábulo, habitação ordinária de animais. Isto por não haver para eles (Maria e José) lugar na hospedaria” (Lc. 2, 7).

Os humildes pastores foram os primeiros a testemunharem o cumprimento da profecia de Isaías.  O Beato João Paulo II disse: “E os pastores de Belém, pessoas simples sem letras, leram muito bem o Sinal. Foram os primeiros, precederam todos aqueles que leram em seguida e o releem ainda agora. Foram as primeiras testemunhas do Mistério”. Imaginem a alegria dos pastores quando viram a Sagrada Família naquela humilde gruta! O Versículo 16 diz: “Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura”.

O Papa Bento XVI disse assim: “O Menino que geme na manjedoura, mesmo se aparentemente é semelhante a todos os meninos do mundo, é ao mesmo tempo totalmente diferente: é o Filho de Deus, é Deus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.  Este mistério a encarnação do Verbo e a maternidade divina de Maria é grande e certamente não é de fácil compreensão unicamente com a inteligência humana”.

Versículo 19: “Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração”.

  Maria participou de muitos acontecimentos da vida de Jesus Cristo. E seu coração guardava tudo. Pois Maria via cumprir o que os profetas anunciaram sobre o Salvador, o seu Filho amado Jesus Cristo. O Papa Bento XVI disse assim: “E no seu coração Maria continuou a conservar, “a ponderar” os acontecimentos seguintes dos quais será testemunha e protagonista, até à morte na cruz e à ressurreição do seu Filho Jesus”. Roguemos sempre a nossa Mãe do céu, para que  nos acompanhe em todas as situações de nossas vidas, nos momentos bons ou ruins que tivermos que passar.  Necessitamos muito do auxílio da Mãe de Deus para caminhar nesse mundo.

E o Beato João Paulo II disse também: “Desde o momento da Anunciação e da concepção e depois do nascimento na gruta de Belém, Maria acompanhou passo a passo Jesus, na sua materna peregrinação de fé. Acompanhou-o ao longo dos anos da sua vida oculta em Nazaré; acompanhou-o também durante o período da separação externa, quando ele começou a dedicar-se às “obras e ao ensino” ( At 1, 1 ) no seio de Israel; e acompanhou-o, sobretudo, na experiência trágica do Gólgota”.

A Palavra de Deus, como fez Maria todo o tempo, deve ser meditada e trazida para a nossa vida, de forma que ela venha a  transformar as nossas ações e pensamentos.  A Mãe Santíssima “escutava e conhecia as Escrituras, meditava-as no coração, numa espécie de processo interior de maturação, onde a inteligência não está separada do coração. Maria procurava o sentido espiritual da Escritura e encontrava-o, ligando-o  às palavras, à vida de Jesus e aos acontecimentos que ia descobrindo na sua história pessoal. Maria é o nosso modelo, tanto no acolher a fé, a Palavra, como no estudá-la. Não lhe basta acolhê-la, medita nela. Não só a possui, mas ao mesmo tempo a valoriza. Dá-lhe sentido e também a desenvolve”. (Vaticano)

Versículo 20: “Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito”.  

Os pastores presenciaram algo sem precedentes na história da humanidade, o nascimento daquele que tem poder de salvar os homens e as mulheres desse mundo, Jesus Cristo. E o canto de louvor dos pastores ressoa desde então em toda a terra. A Palavra diz: “Seu nome será eternamente bendito, e durará tanto quanto a luz do sol. Nele serão abençoadas todas as tribos da terra, bem-aventurado o proclamarão todas as nações. Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que, só ele, faz maravilhas. Bendito seja eternamente seu nome glorioso, e que toda a terra se encha de sua glória. Amém! Amém! “ (Sl 71, 17-19)

Versículo 21:   “Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno”. 

O nome de Jesus  tem poder para curar, libertar e salvar. A Palavra diz: “Esse Jesus, pedra que foi desprezada por vós, edificadores, tornou-se a pedra angular. Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos”.

Antes da reforma litúrgica, a Igreja celebrava no dia primeiro de janeiro, a “Circuncisão do Senhor”, agora celebra-se a “Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus”; e celebrava-se também no domingo próximo a “festa do nome de Jesus”.  O Papa Bento XVI explicou:  “Antes da reforma litúrgica feita depois do Concílio Vaticano II, no primeiro dia do ano celebrava-se a memória da circuncisão de Jesus no oitavo dia do seu nascimento como sinal da submissão à lei, à sua inserção oficial no povo eleito e no domingo seguinte celebrava-se a festa do nome de Jesus”.

Tudo se dobra diante desse divino e poderoso nome: Jesus. A Palavra diz: “Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor.  (Fl 2, 9-11)

Os pastores procuraram e encontraram o Senhor. Também nós se o procurarmos O encontraremos. Porque Deus se deixa encontrar por todos que de coração aberto O procuram. Eis as palavras do Papa Bento XVI: “Foi, portanto, uma pequena comunidade que acorreu a adorar Jesus Menino; uma pequena comunidade que representa a Igreja e todos os homens de boa vontade. Também hoje, aqueles que na vida O esperam e procuram, encontram Deus que por amor Se fez nosso irmão; quantos têm o coração voltado para Ele, desejam conhecer o seu rosto e contribuir para instaurar o seu reino”.

O Papa Paulo VI falou sobre o dia primeiro de janeiro, Dia da Santa Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz:  “No dia 1° de janeiro, destina-se a celebrar a parte tida por Maria neste mistério de salvação e, a exaltar a dignidade singular que daí advém para a “santa Mãe…, pela qual recebemos… o Autor da vida”; é, além disso, ocasião propícia para renovar a adoração ao recém-nascido “Príncipe da Paz”, para ouvir ainda uma vez o grato anúncio angélico (Lc 2,14), para implorar de Deus, tendo como medianeira a “Rainha da Paz”, o dom supremo da paz. Por isso, na feliz coincidência da Oitava do Natal do Senhor com a data auspiciosa de 1° de janeiro, instituímos o Dia Mundial da Paz, que vai recebendo crescentes adesões e já matura nos corações de muitos homens frutos de paz”.

No dia 8 De Dezembro de 1967, o Papa Paulo VI instituiu o Dia Mundial da Paz, que foi comemorado pela primeira vez em 1° de Janeiro de 1968.

Oremos com:

Com a Liturgia (Prefácio): Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, e, na festa de Maria sempre virgem, celebrar os vossos louvores. À sombra do Espírito Santo, ela concebeu o vosso Filho único e, permanecendo virgem, deu ao mundo a luz eterna, Jesus Cristo, Senhor nosso. Por ele, os anjos cantam vossa grandeza, os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos a seus louvores, cantando a uma só voz:  Santo, santo, santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

O Papa Bento XVI: “Nestes primeiros dias do ano, somos convidados a considerar atentamente a importância da presença de Maria na vida da Igreja e na nossa existência pessoal. Confiemo-nos a ela para que guie os nossos passos neste novo período de tempo que o Senhor nos concede viver, e nos ajude a ser autênticos amigos do seu Filho e desta forma também artífices corajosos do seu Reino no mundo, Reino da luz e da verdade”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

26 de dezembro de 2011 at 17:35 Deixe um comentário

Ofício da Imaculada Conceição

8 de dezembro de 2011 at 7:06 Deixe um comentário

Música Imaculada Conceição

5 de dezembro de 2011 at 23:27 1 comentário

Solenidade da Imaculada Conceição – 08 de dezembro

Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida, rogai por nós!

A reflexão do Evangelho desta quinta-feira (Lucas 1, 26-38), foi postada em Março de 2011 com o título “Anunciação do Senhor”.

Na reflexão de hoje nos detivemos mais no significado do Dogma da Imaculada Conceição de Maria.

Celebramos a Solenidade da Imaculada Conceição de Maria nesta data, para lembrar que no dia oito de dezembro de 1854, o Beato Papa Pio IX proclamou e definiu solenemente com infalível autoridade o dogma da Imaculada Conceição: “Com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo e Nossa, declaramos, pronunciamos e definimos que a doutrina que afirma que a Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua conceição, por singular graça e privilégio a Ela concedido por Deus Onipotente, em previsão dos méritos de Jesus Cristo Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda a mancha de pecado original, é verdade revelada por Deus, e deve, por isso, ser acreditada firme e constantemente por todos os fiéis” (Bula Ineffabilis Deus).

O Catecismo (491) ensina: “Ao longo dos séculos, a Igreja tomou consciência de que Maria, “cumulada de graça” por Deus, foi redimida desde a concepção. E isso que confessa o dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 1854 pelo papa Pio IX: “A beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano foi preservada imune de toda mancha do pecado original”.

Anos mais tarde, o Papa Pio XII disse assim sobre o Dogma da Imaculada Conceição de Maria: “A Igreja universal que, de há tanto tempo, esperava esta decisão pontifícia, recebeu-a com a maior alegria; e, despertada desta forma, a devoção dos fiéis para com a virgem Mãe de Deus, que faz florescer no mais alto grau os costumes dos cristãos, fortaleceu-se; surgiram igualmente, com grande ardor, novos estudos em que apareceram na sua mais brilhante luz a dignidade e a santidade da Mãe de Deus”.

O Catecismo (492) continua ensinando-nos: “Este esplendor de uma santidade de todo singular, com que foi enriquecida desde o primeiro instante da sua conceição, vem-lhe totalmente de Cristo: foi remida dum modo mais sublime, em atenção aos méritos de seu Filho. Mais que toda e qualquer outra pessoa criada, o Pai a encheu de toda a espécie de bênçãos espirituais, nos céus, em Cristo (Ef 1, 3). «N’Ele a escolheu antes da criação do mundo, para ser, na caridade, santa e irrepreensível na sua presença» (Ef 1, 4)

As festas que dedicamos à Maria Santíssima coincidem com muitas datas importantes da Igreja. Os Papas chamam esses fatos de “feliz coincidência”. Por exemplo, quatro anos depois do Beato Papa Pio IX definir o dogma da Imaculada Conceição, Nossa Senhora aparece, em 25 de março de 1858 na França na “Festa da Anunciação” à Santa Bernadette, e revela seu nome: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

O Papa Pio XII falou assim sobre esse momento: “Parece até que a mesma beatíssima virgem Maria quis confirmar de uma forma prodigiosa a determinação que o vigário do seu divino Filho tinha sancionado, com o aplauso da Igreja universal. Com efeito, não tinham ainda passado quatro anos, quando a virgem Mãe de Deus, com juvenil e inocente semblante, se apresentou, de vestido e manto cândidos e cingida com uma faixa azul, a uma inocente e simples menina, na gruta de Massabielle, próxima de uma povoação, nas faldas dos Pireneus; à inocente menina que insistentemente perguntava o seu nome, a celeste visão, levantando os olhos ao céu e com um suave sorriso, responde: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

O Papa João XXIII chamou também de “serenas coincidências” as coincidências ocorridas nas datas das festas de Nossa Senhora com momentos fortes da Igreja: “São os esplendores que irradiam da Mãe de Deus e nossa Mãe. É interessante reparar nestas serenas coincidências, que fazem compreender, à luz da história, como muitos dos acontecimentos da Igreja se realizam sob a luz e a proteção maternal de Maria.”

Também o Concílio Vaticano II teve sua conclusão exatamente no dia da “Imaculada Conceição” a 8 de Dezembro de 1965, com o Papa Paulo VI.

“Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 12, 28)O Beato João Paulo II disse: “Estas são as palavras de Deus que o Anjo dirige a uma pobre donzela de Nazaré, de nome Miriam (Maria), cujos pais, segundo a tradição, eram Joaquim e Ana, e que desde os mais tenros anos desejava pertencer sem reserva, completamente, ao Senhor”.

Ao Maria ser proclamada pelo Anjo, cheia de graça, isto é sem pecado, nada mais natural que a Igreja confirmasse com um dogma de fé essas palavras vindas do mensageiro (anjo) de Deus. Por ser a Mãe do Salvador foi a primeira pessoa a entrar no Céu em corpo e alma por causa da Morte e Ressurreição do filho Jesus Cristo (ver Dogma da Assunção) e também a única entre os viventes a ter a alma pura e cheia de graça, já desde a concepção.

Nas Bodas de Caná Maria Santíssima pelo seu pedido ao filho, antecipou o milagre de Cristo na transformação da água em vinho. E sendo assim, Deus antecipou em Maria, as graças que reservou para todos os seus filhos, pela ressurreição de Cristo. O Beato João Paulo II disse: “Na concepção imaculada de Maria, a Igreja vê projetar-se, antecipada no seu membro mais nobre, a graça salvadora da Páscoa”.

E o Beato continuou dizendo que Maria é “a primeira a ser redimida pelo seu Filho, partícipe na plenitude da sua santidade, Ela já é aquilo que toda a Igreja deseja e espera ser”.

Como cooperadora da obra de redenção do seu Filho, Nossa Senhora veio purificar nossa descendência de filhos de Deus, contaminada pelo pecado de Adão e Eva, através do seu “Sim” ao projeto de redenção do Senhor. O Papa Bento XVI disse: “Diferentemente de Adão e Eva, Maria permanece obediente à vontade do Senhor, pronuncia o seu “sim” total e põe-se plenamente à disposição do desígnio divino. É a nova Eva, verdadeira “mãe de todos os vivos”, isto é, de quantos pela fé em Cristo recebem a vida eterna”.

Concluímos essa reflexão tendo a certeza que o ventre que abrigou o Filho de Deus, foi sempre puríssimo e não poderia ser de outra forma, por isso Maria foi desde sua concepção sem pecado. É fácil, portanto, entender o Dogma da Imaculada Conceição de Maria. O Beato João Paulo II disse: “Maria de Nazaré recebe Cristo, e juntamente com Cristo e por meio de Cristo, recebe a mais plena participação no mistério eterno, na vida interior de Deus: do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Esta participação é a mais completa de toda a criação, supera tudo o que separa o homem de Deus. Exclui também o pecado original: a herança de Adão. Cristo, que, em cada homem, é o autor da vida divina, ou seja, da Graça, mediante a Redenção por Ele realizada, tinha que ser especialmente generoso com Sua Mãe”.

Testemunho

Todo mês recebo em minha casa a visita da imagem de Nossa Senhora de Schoenstatt. A alegria de receber sua imagem é muito grande, pois todas as vezes que sua visita acontece, são muitas  as graças e os favores recebidos.  Que alegria acolher no seio de minha família, nossa Mãe tão cheia da graça de Deus! Ó Maria Concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!

Oração do Beato João Paulo II dirigida a Maria Santíssima por ocasião da festa da Imaculada Conceição:

Ó Maria! Desde o primeiro instante da existência foste preservada do pecado original, em virtude dos méritos de Jesus, de Quem deverias tornar-te a Mãe. Sobre Ti o pecado e a morte não tiveram poder. Desde o momento mesmo em que foste concebida, gozaste do singular privilégio de ser repleta da graça do teu Filho bendito, para seres santa como Ele é santo. Por isto o mensageiro celeste, enviado para te anunciar o desígnio divino, dirigiu-se a Ti saudando-Te: «Alegra-Te, cheia de graça» (Lc 1, 28). A tua estirpe, ó Maria, é o Filho bendito do teu seio, Jesus, Cordeiro imaculado que tomou sobre Si o pecado do mundo, o nosso pecado. O teu Filho, ó Mãe, preservou-Te, para oferecer a todos os homens o dom da salvação. Por isto, de geração em geração, os remidos não cessam de Te repetir as palavras do Anjo: «Alegra-Te, cheia de graça, o Senhor está contigo» (Lc 1, 28).

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

5 de dezembro de 2011 at 12:21 Deixe um comentário

O Magnificat, o cântico de Maria Santíssima

5 de dezembro de 2011 at 0:03 Deixe um comentário

Magnificat

Oi Crianças!

Já vimos que Maria Santíssima é a Mãe de Jesus
e que ela foi concebida sem pecado,
portanto é cheia da graça de Deus!
O Anjo Gabriel disse a Maria: “Ave Cheia de Graça, o Senhor é contigo”(Lucas 1,28),
quando ele apareceu a Maria, em Nazaré
e anunciou que ela geraria Jesus no seu ventre, pelo Divino Espírito Santo.
Por tudo isso Nossa Senhora fez uma linda oração
louvando, agradecendo e bendizendo a Deus.
Essa oração chama-se Canto do Magnificat e está na Bíblia,
no Evangelho de S. Lucas capítulo 1, versículos de 46 a 55.

Jane Amábile

21 de novembro de 2011 at 11:52 Deixe um comentário

Maria de Deus, Senhora da Paz.

21 de novembro de 2011 at 0:29 Deixe um comentário

A Apresentação de Nossa Senhora ao Templo – 21 de Novembro

Maria esteve preparada para sua missão desde pequena.

A memória da Apresentação da Santíssima Virgem Maria, tem uma grande importância, porque nela se comemora um dos “mistérios” da vida de quem foi elegida por Deus como Mãe de seu Filho e como Mãe da Igreja. Nesta “Apresentação” de Maria se alude também a “apresentação” de Cristo e de todos nós ao Pai.

Por outro lado, constitui um gesto concreto de ecumenismo com nossos irmãos do Oriente. Isto é possível apreciar no comentário da Liturgia das Hora que diz: “Neste dia, em que se lembra a dedicação da Igreja de Santa Maria a Nova, construída próximo do tempo de Jerusalém no ano 543, comemoramos junto com os cristãos da Igreja oriental, a “dedicação” que Maria fez de si mesma a Deus desde a infância, motivada pelo Espírito Santo, de cuja graça estava repleta desde sua concepção imaculada”.

O fato da apresentação de Maria no templo não foi narrado por nenhum texto da Sagrada Escritura; dele, entretanto, fala abundantemente e com muitos detalhes alguns escritos apócrifos. Maria, segundo a promessa feita por seus pais, foi conduzida ao templo aos treze anos, acompanhada de um grande número de meninas hebreas que levavam tochas acesas, com a participação das autoridades de Jerusalém e entre o canto dos anjos. Para subir ao templo tinha que passar por quinze degraus, que Maria caminhou sozinha a pesar de ser tão pequena. Os apócrifos dizem também que no templo Maria se nutria com um alimento especial que levaram os anjos, e que ela não vivia com as outras meninas mais sim no “Sancta Sanctorum”, o qual tinha acesso o Sumo Sacerdote somente uma vez por ano.

A realidade da apresentação de Maria deveria ser muito mais modesta e ao mesmo tempo mais gloriosa. Por meio deste serviço a Deus no templo, Maria preparou seu corpo, e principalmente sua alma, para receber o Filho de Deus, vivendo em si própria a palavra de Cristo: “Bem aventurados sim os que escutam a palavra de Deus e a praticam”.

Fonte: catholic.net

19 de novembro de 2011 at 17:11 Deixe um comentário

A participação de Maria na vida pública do Filho – Beato João Paulo II

1. O Concílio Vaticano II, depois de ter recordado a intervenção de Maria nas bodas de Caná, sublinha a sua participação na vida pública de Jesus: «Durante a pregação de Seu Filho, acolheu as palavras com que Ele, pondo o reino acima de todas as relações de parentesco, proclamou bem-aventurados todos os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática (cf. Mc. 3, 35 par.; Lc. 11, 27-28), coisa que fazia fielmente (cf. Lc. 2, 19 e 51)» (LG, 58).

O início da missão de Jesus assinalou também a Sua separação da Mãe, a qual nem sempre seguiu o Filho durante o Seu peregrinar pelas estradas da Palestina. Jesus escolheu deliberadamente a separação da Mãe e dos afectos familiares, como se deduz das condições que põe aos Seus discípulos para O seguirem e se dedicarem ao anúncio do Reino de Deus.

Não obstante isto, Maria escutou às vezes a pregação do Filho. Pode-se supor que ela estivesse presente na Sinagoga de Nazaré, quando Jesus, depois de ter lido a profecia de Isaías, comentou o seu texto, aplicando a Si mesmo o conteúdo (cf. Lc. 4, 18-30). Quanto deve ter sofrido nessa ocasião, depois de ter compartilhado a admiração geral pelas «palavras repletas de graça que saíam da Sua boca» (Lc. 4, 22), ao constatar a dura hostilidade dos concidadãos que expulsaram Jesus da Sinagoga e até tentaram matá-l’O! Das palavras do evangelista Lucas emerge a dramaticidade daquele momento: «E, erguendo-se, lançaram- n’O fora da cidade e levaram-n’O ao cimo do monte sobre o qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitar dali. Mas, passando por meio deles, Jesus seguiu o Seu caminho» (4, 29-30).

Depois daquele evento, Maria, intuindo que haveria outras provações, confirmou e aprofundou a sua total adesão à Vontade do Pai, oferecendo-Lhe o seu sofrimento de mãe e a sua solidão.

2. Segundo os Evangelhos, Maria teve oportunidade de escutar o seu Filho também noutras circunstâncias. Antes de tudo em Cafarnaum, para onde Jesus Se dirige, depois das bodas de Caná, «com a mãe, os irmãos e os discípulos» (Jo. 2, 12). Além disso, é provável que O tenha podido seguir também em Jerusalém, por ocasião da Páscoa, no Templo, que Jesus qualifica como casa de Seu Pai, pela qual Ele arde de zelo (cf. Jo. 2, 16-17). Ela, depois, encontra-se entre a multidão, no momento em que, não conseguindo aproximar-se de Jesus, O ouve responder a quem Lhe anuncia a presença sua e dos parentes: «Minha mãe e Meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática» (Lc. 8, 21).

Com essa expressão Cristo, embora relativizando os laços familiares, dirige um grande elogio à Mãe, afirmando um vínculo muito mais alto com Ela. Maria, com efeito, pondo-se à escuta do Filho, acolhe todas as Suas palavras e põe-nas fielmente em prática.

Pode-se pensar que Maria, embora não seguindo Jesus no Seu caminho missionário, se tenha informado sobre o desenvolvimento da actividade apostólica do Filho, acolhendo com amor e trepidação as notícias sobre a Sua pregação, através daqueles que O haviam encontrado.

A separação não significava afastamento do coração, bem como não impedia à mãe seguir espiritualmente o Filho, conservando e meditando o Seu ensinamento, como já tinha feito na vida oculta de Nazaré. A sua fé, de facto, permitia-lhe acolher o significado das palavras de Jesus, antes e melhor do que os Seus discípulos, que muitas vezes não compreendiam os Seus ensinamentos e, de modo especial, as referências à futura Paixão (cf. Mt. 16, 21-23; Mc. 9, 32; Lc. 9, 45).

3. Maria, seguindo de longe as vicissitudes do Filho, participa no Seu drama de Se sentir rejeitado por uma parte do povo eleito. Tendo-Se manifestado desde a Sua visita a Nazaré, essa rejeição torna- se cada vez mais visível nas palavras e nas atitudes dos chefes do povo.

Deste modo, a Virgem pôde muitas vezes conhecer as críticas, insultos e ameaças dirigidos a Jesus. Também em Nazaré, várias vezes foi ferida pela incredulidade de parentes e conhecidos, que tentavam instrumentalizar Jesus (cf. Jo. 7, 2-5) ou interromper a Sua missão (cf. Mc. 3, 21).

Através destes sofrimentos suportados com grande dignidade e no escondimento, Maria compartilha o itinerário de Seu Filho «a Jerusalém» (Lc. 9, 51) e, cada vez mais unida a Ele na fé, na esperança e no amor, coopera na salvação.

4. A Virgem torna-se, assim, um exemplo para aqueles que acolhem a palavra de Cristo. Crendo desde a Anunciação na mensagem divina e aderindo plenamente à Pessoa do Filho, Ela ensina- nos a pôr-nos em escuta confiante do Salvador, para descobrirmos n’Ele a Palavra divina que transforma e renova a nossa vida. A sua experiência encoraja-nos, além disso, a aceitar as provas e os sofrimentos que derivam da fidelidade a Cristo, tendo o olhar fixo na bem-aventurança prometida por Jesus àqueles que escutam e guardam a Sua Palavra.

19 de novembro de 2011 at 11:30 1 comentário

Nossa Senhora Aparecida – 12 de outubro

12 de outubro de 2011 at 0:38 Deixe um comentário

Posts antigos Posts mais recentes


Arquivos

ADMINISTRADORA DO BLOG:

Jane Amábile

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se aos outros seguidores de 373

Categorias