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Regras de humildade – Evangelho – Lc 14, 1-7-14

                               

 

 

A pessoa humilde tem um coração acolhedor, é atento as necessidades do outro,  é o maior porque ele serve aos outros.

A soberba é o oposto da humildade. Essa palavra vem de “humus”, daquilo que se acha na terra, pó. O humilde, é aquele que reconhece o seu “nada”, a sua contingência, embora seja a mais bela obra de Deus sobre a terra, a sua glória, como dizia santo Irineu.

Neste Evangelho Jesus nos convida  a escolher o último lugar em vez do primeiro.

Qual tem sido sua postura diante das situações, qual tem sido suas escolhas?

Vamos pedir a Jesus que nos de um coração manso e humilde. Amém!

 

29 de agosto de 2013 at 8:35 Deixe um comentário

Vigésimo Segundo Domingo do Tempo Comum – Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado – São Lucas 14, 1. 7-14 – 01 \ 09 \ 13

 

1.Jesus entrou num sábado em casa de um fariseu notável, para uma refeição; eles o observavam.

 

7. Observando também como os convivas escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes a seguinte parábola:

8.Quando fores convidado às bodas, não te sentes no primeiro lugar, pois pode ser que seja convidada outra pessoa de mais consideração do que tu,

9.e vindo o que te convidou, te diga: Cede o lugar a este. Terias então a confusão de dever ocupar o último lugar.

10.Mas, quando fores convidado, vai tomar o último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, passa mais para cima. Então serás honrado na presença de todos os convivas.

11.Porque todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se humilhar será exaltado.

12.Dizia igualmente ao que o tinha convidado: Quando deres alguma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem os parentes, nem os vizinhos ricos. Porque, por sua vez, eles te convidarão e assim te retribuirão.

13.Mas, quando deres uma ceia, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos.

14.Serás feliz porque eles não têm com que te retribuir, mas ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.

 

Padre Queiroz disse: “Jesus notou que, nas festas, as pessoas ocupavam os primeiros lugares. Então contou a parábola dos convidados ao banquete, ensinando que, nos banquetes de festa, ocupemos os últimos lugares.Essa humildade tem a ver com o banquete no Reino de Deus, que é para os humildes, como cantou Maria no magnificat: “derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes”. A simplicidade e a humildade constituem uma opção básica do discípulo que vive na fraternidade do Reino”.

 

A Humildade de Jesus

A Palavra diz: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas”.(Mt 11, 29)

O Papa Emérito Bento XVI disse que “o homem humilde é visto como um renunciatário, um derrotado, alguém que nada tem a dizer ao mundo. E no entanto, esta é a via-mestra, e não apenas porque a humildade é uma grande virtude humana, mas porque, em primeiro lugar, representa o modo de agir do próprio Deus. É o caminho escolhido por Cristo, o Mediador da Nova Aliança…”

A Palavra diz: “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, . mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes”. (Fl 2, 6-9)

A Humildade de Maria

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “É Ela (Maria) mesma que no-lo revela no cântico do Magnificat: Deus “viu a humildade da sua serva” (Lc 1, 48a). A humildade de Maria é aquilo que Deus aprecia mais do que qualquer outra coisa nela”.

Maria é exaltada por Deus também pela sua humildade – A Palavra diz: “Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes”.(Lc 1, 51-52)

O Papa Emérito Bento XVI disse que “a Santa Casa de Nazaré, que é o Santuário da humildade: a humildade de Deus que se fez carne, que se fez pequenino, e a humildade de Maria que O recebeu no seu seio; a humildade do Criador e a humildade da criatura. Foi deste encontro de humildade que nasceu Jesus, Filho de Deus e Filho do homem”.

 

“Porque todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se humilhar será exaltado”.

Padre Queiroz refletiu “Humildade provém do latim “humilis”, que por sua vez deriva de “húmus” = terra. Humildade é estar ao nível do solo e se mover sem sair dali. “A humildade é a verdade” (Sta. Teresa D’Ávila). Ela é a verdade “somos pó e ao pó voltaremos”.

O Beato João Paulo II disse assim: “Quanto mais uma pessoa é grande na fé tanto mais se sente «pequenina», à imagem de Cristo Jesus, o qual, «sendo de condição divina… Se despojou a Si mesmo » (Fl 2, 6-7) e veio ao meio dos homens como seu servo”.

A Palavra diz: “Bendirei continuamente ao Senhor, seu louvor não deixará meus lábios. Glorie-se a minha alma no Senhor; ouçam-me os humildes, e se alegrem”.(Sl 33, 2-3)

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Não sigais o caminho do orgulho, mas sim o itinerário da humildade. Ide contra a corrente: não escuteis as vozes interessadas e sedutoras que hoje, de muitas partes, difundem modelos de vida caracterizados pela arrogância e pela violência, pela prepotência e pelo sucesso custe o que custar, pelo aparecer e pelo ter, em detrimento do ser”.

A Palavra diz:  “Todos vós, em vosso mútuo tratamento, revesti-vos de humildade; porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes”. (1 Pr 5, 5b)

Santo Afonso Maria de Ligório ensinou: “Quem ama a Deus é verdadeiramente humilde. Não se orgulha vendo em si algumas boas qualidades. Sabe que tudo quanto possui é dom de Deus; de seu, só tem o nada e o pecado”.

O Papa Emérito Bento XVI disse: “A vida cristã é uma «existência-para»: um viver para o outro, um compromisso humilde a favor do próximo e do bem comum. Amados fiéis, a humildade é uma virtude que no mundo de hoje e, de modo geral, de todos os tempos, não goza de grande estima. Mas os discípulos do Senhor sabem que esta virtude é, por assim dizer, o óleo que torna fecundos os processos de diálogo, possível a colaboração e cordial a unidade”.

A Palavra diz: “A oração do humilde penetra as nuvens; ele não se consolará, enquanto ela não chegar (a Deus), e não se afastará, enquanto o Altíssimo não puser nela os olhos”. (Eclo 35, 21)

 

“Quando deres uma ceia, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos”

 

Padre Bantu disse assim: “Quem são os que participam da tua festa? Com quem gastas o teu dinheiro? E como o gastas? Lembra-te do apelo do Mestre: Quando deres um banquete convide os cegos, os aleijados, os pobres e serás abençoado. Pois eles não poderão pagar o que tu fizeste, mas Deus te pagará no dia em que as pessoas que fazem o bem ressuscitarem”.

Padre Antonio Queiroz explicou que: “no Evangelho de hoje, após nos pedir para convidar os pobres para o almoço, Jesus diz: “Então serás feliz!” Realmente, é indizível a alegria que sente uma pessoa que tem a coragem de atender a este pedido de Jesus”.

Conclusão

Concluímos com as palavras do Papa Emérito Bento XVI: “Queridos amigos, o caminho da humildade não é portanto a vereda da renúncia, mas sim da coragem. Não é o êxito de uma derrota, mas o resultado de uma vitória do amor sobre o egoísmo e da graça sobre o pecado. Seguindo Cristo e imitando Maria, devemos ter a coragem da humildade; temos de confiar-nos humildemente ao Senhor, porque só deste modo poderemos tornar-nos instrumentos dóceis nas suas mãos, permitindo-lhe fazer em nós grandes coisas. O Senhor realizou maravilhas em Maria e nos Santos!”

ORAÇÃO

Senhor Jesus,
Tu entraste na história humana
tendo-a encontrado hostil a Ti, rebelde a Deus,
louca por causa da soberba,
que faz crer ao homem
que tem uma estatura grande
… como a sua sombra!

Senhor Jesus,
Tu não nos agrediste
mas deixaste-Te agredir por nós,
por mim, por cada um!

Cura-me, Jesus, com a tua paciência,
sara-me com a tua humildade,
devolve-me a estatura de criatura:
a minha estatura de pequenino… infinitamente amado por Ti! (Via-Sacra do Vaticano)

Outras Orações:

Do Beato João Paulo II: “A Virgem Maria, Rainha de todos os Santos, obtenha para nós e para cada crente o dom da humildade e da fidelidade, a fim de que a nossa oração seja sempre autêntica e agradável ao Senhor”.

Do Papa Emérito Bento XVI: “Peçamos a Deus a coragem e a humildade de prosseguirmos pelo caminho da fé, de nos saciarmos na riqueza da sua misericórdia e de mantermos o olhar fixo em Cristo, a Palavra que faz novas todas as coisas, que é para nós «o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14, 6), que é o nosso futuro”.

Do Padre Bantu: “

Senhor, ensina-me a ser humilde, quebre a minha vaidade, orgulho e soberba, para que eu possa entender a máxima: Deus humilha os que se exaltam e exalta os que se humilham”.

Do Frei Lucas: “Peçamos, então, àquela que foi a Serva humilde (Maria) do Criador para que ela nos ensine a humildade!”

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

26 de agosto de 2013 at 18:26 Deixe um comentário

O que significa ter um coração puro e autêntico?

É verdade que ser autêntico não significa dizer tudo aquilo que vem à nossa mente, ao nosso coração. Ser autêntico é conhecer a verdade que eu não tenho.

Celebramos, neste dia, a festa do apóstolo São Bartolomeu. A leitura de hoje, no Livro do Apocalipse, diz a nós: “A muralha da cidade tinha doze alicerces e sobre eles estavam escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro” (cf. Ap 21,14).

São aqueles doze chamados pelo Senhor para estarem mais próximos, mais íntimos d’Ele, para conhecerem a Sua doutrina, a Sua vida evangélica e poderem transmiti-la aos outros – Este é o grande apostolado.

A vida de cada um desses apóstolos representa cada um de nós, porque cada apóstolo tinha uma característica própria, uma diferença, uma miséria em seu coração, mas o Senhor chamou cada um deles para lhes confiar uma missão.

O apóstolo Bartolomeu ou Natanael, aquele que nós contemplamos no Evangelho de hoje, disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe lhe respondeu: “Venha ver!”. Jesus viu que Natanael vinha em Sua direção e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”.

Jesus viu a sinceridade do coração de Natanael, viu o quanto ele se aproximou do Senhor de coração sincero, sem segundas intenções, falando a verdade que estava no seu íntimo. Natanael soube que Jesus vinha de Nazaré, de uma cidade pequena, desprezível, da qual nunca havia vindo um profeta ou qualquer coisa de grande expressão, por isso não teve receio de perguntar se algo de bom pudesse vir daquela cidade. Por essa razão, o Senhor elogiou a sinceridade de Natanael, reconheceu que ali havia um coração puro e autêntico.

Autenticidade é uma virtude evangélica. É verdade que ser autêntico não significa dizer tudo aquilo que vem à nossa mente, ao nosso coração. Autenticidade é não se esconder, é saber dizer, no momento certo e na hora certa, o que pensamos, como vemos as coisas, é questionar quando não entendemos. Ser autêntico é conhecer a verdade que eu não tenho.

Os humildes têm a autenticidade de um coração no qual o Senhor habita.

Deus abençoe você!

Homilia do Padre Roger Araújo – Canção Nova

24 de agosto de 2013 at 8:05 Deixe um comentário

Servo fiel e atento – Evangelho – Lc 12, 32-48

                          

 

“Ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos esperardes”.

O Evangelho de hoje nos convida a VIGILÂNCIA. “Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar… (Lc 12, 36)

Vigiar é colocar-se em sentinela, em atitude de prontidão. Vivendo em santidade, buscando em tudo fazer a vontade de Deus.

 

8 de agosto de 2013 at 10:53 Deixe um comentário

O Rico sem juízo – Evangelho Lc 12, 13-21-

 

 

 

O rico sem juízo

 Havia um homem rico, cujas terras deram uma grande colheita. Então ele começou a pensar: “Eu não tenho lugar para guardar todas estas colheitas. O que é que vou fazer? Ah! Já sei, disse para si mesmo. “Vou derrubar os meus depósitos de cereais e construir outros maiores  ainda. Neles guardarei todas as minhas colheitas junto com tudo o que tenho. Então direi a mim mesmo: Homem feliz! Você  tem tudo de bom que precisa para muitos anos. Agora descanse. Coma, beba e alegre-se!”

Mas Deus lhe disse:

– Seu tolo! Esta noite você vai morrer, e que ficará com tudo o que você  guardou?

Na Palavra de Deus diz que “onde esta nosso tesouro, ai estará nosso coração”. Qual tem sido os bens que você tem cultivado?

Bens para essa Vida, ou Bens para Eternidade?

Hoje Deus nos faz uma alerta, preciso investir minha vida naquilo que é eterno. Tudo passa, só Deus permanece.

 

Fonte: Canção Nova

1 de agosto de 2013 at 19:39 Deixe um comentário

Tomai cuidado contra todo tipo de ganância – Décimo Oitavo Domingo do Tempo Comum – São Lucas 12, 13-21 – 04 \ 08 \ 13

 

 

13. Disse-lhe então alguém do meio do povo: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança.

14. Jesus respondeu-lhe: Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós?

15. E disse então ao povo: Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas.

16. E propôs-lhe esta parábola: Havia um homem rico cujos campos produziam muito.

17. E ele refletia consigo: Que farei? Porque não tenho onde recolher a minha colheita.

18. Disse então ele: Farei o seguinte: derrubarei os meus celeiros e construirei maiores; neles recolherei toda a minha colheita e os meus bens.

19. E direi à minha alma: ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e regala-te.

20. Deus, porém, lhe disse: Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão?

21. Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus.

Iniciemos essa reflexão com o comentário litúrgico: “Dispostos a sermos mulheres e homens novos em Cristo, reunimo-nos para partilhar o seu Corpo e o seu Sangue, que nos garantem o acesso aos bens da vida em Deus. Neste primeiro domingo do mês vocacional, celebremos em comunhão com os vocacionados ao ministério ordenado de nossa Igreja: diáconos, padres e bispos”.


Versículos 13 a 15: “Disse-lhe então alguém do meio do povo: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança. Jesus respondeu-lhe: Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós? E disse então ao povo: Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas”.

“Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança” –  Padre Bantu disse que “na resposta de Jesus transparece a consciência que ele tinha da sua missão. Jesus não se sente enviado por Deus para atender ao pedido de arbitrar entre os parentes que brigam entre si por causa da repartição da herança. Mas o pedido do homem despertou nele a missão de orientar as pessoas, pois “ele falou a todos: Atenção! Tenham cuidado com qualquer tipo de ganância. Porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a sua vida não depende de seus bens.”

O Beato João Paulo II disse que “Deus criou o mundo para o homem, para todos os homens e mulheres. Mas como o destino definitivo do homem é o reino de Deus, não pode ele viver exclusivamente para o mundo. Não pode viver como se o mundo e as realidades temporais fossem sua meta definitiva. Não pode arrimar totalmente o coração nos bens e nas riquezas desta terra”.

A Palavra diz: “A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta de sua predileção. Esperei deles a prática da justiça, e eis o sangue derramado; esperei a retidão, e eis os gritos de socorro. Ai de vós, que ajuntais casa a casa, e que acrescentais campo a campo, até que não haja mais lugar, e que sejais os únicos proprietários da terra”.  (Isaías 5, 7-8)

São João Maria Vianney disse: ”O meu segredo é bem simples,  é dar tudo e nada guardar”.

“Livrai-nos da idolatria consumista, para que compreendamos que a nossa vida não depende dos bens acumulados, mas da riqueza e dos dons do vosso reino. Ajudai-nos a repartir bens e tempo com os pobres, para assim nos tornarmos ricos diante de vós. Por Cristo, nosso Senhor”. (oração- círculo bíblico)

Versículos 16 a 21:  E propôs-lhe esta parábola: Havia um homem rico cujos campos produziam muito. E ele refletia consigo: Que farei? Porque não tenho onde recolher a minha colheita. Disse então ele: Farei o seguinte: derrubarei os meus celeiros e construirei maiores; neles recolherei toda a minha colheita e os meus bens. E direi à minha alma: ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Deus, porém, lhe disse: Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão? Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus”.

Padre Bantu disse: “A posição de Jesus está clara na sua exortação e na parábola que contou. Jesus é contra qualquer cobiça, pois a cobiça não garante a vida de ninguém. A parábola é um monólogo de um homem rico, ganancioso e egoísta, cujo ideal de vida é apenas comer, beber e desfrutar. Este homem não pensa nos seus empregados, não pensa nos pobres; é profundamente ganancioso e egoísta. Jesus chama-o de insensato, e afirma sua morte naquela mesma noite. Isso significa que acumular bens não garante a vida. O importante é ser rico para Deus…”

A Palavra diz: “Feliz o homem que não pecou pelas suas palavras, e que não é atormentado pelo remorso do pecado. Feliz aquele cuja alma não está triste e que não está privado de esperança!  Para o homem avarento e cúpido a riqueza é inútil; para que serve o ouro ao homem invejoso? Quem acumula injustamente, com prejuízo da vida, acumula para outros, e outro há de vir que esbanjará esses bens na devassidão. (Eclo 14, 1-4)

O Beato João Paulo II disse que quando o homem tem muitos bens materiais “não pensa mais a não ser no próprio descanso, no conforto, esquecendo-se de que nada disto aproveita, pois – como diz Jesus – “não é rico para Deus” (Lc 12, 21). Torna-se, assim, injusto desrespeitando aqueles que têm iguais direitos, tanto da propriedade como dos frutos da terra”.

A Palavra diz: “Não há nada melhor para o homem que comer, beber e gozar o bem-estar no seu trabalho. Mas eu notei que também isso vem da mão de Deus; pois, quem come e bebe, senão graças a ele? Àquele que lhe é agradável Deus dá sabedoria, ciência e alegria; mas ao pecador ele dá a tarefa de recolher e acumular bens, que depois passará a quem lhe agradar. Isto é ainda vaidade e vento que passa”. (Ecles 2, 24-25)

Concluímos essa reflexão com as palavras:

De São Basílio: “Pertence aquele que tem fome o pão que tu guardas; àquele que está nu a capa que tu conservas nos teus guarda-roupas àquele que está descalço, os sapatos que apodrecem em tua casa; ao pobre o dinheiro que tu tens guardado. Assim tu cometes tantas injustiças quantas as pessoas às quais poderias dar”.

Do Papa Emérito Bento XVI: “A autêntica realização do homem e a sua verdadeira alegria não se encontram no poder, no sucesso, no dinheiro, mas apenas em Deus, que Jesus Cristo nos faz conhecer e nos torna próximo”.

Do Papa Francisco: “Queria lançar um apelo a todos os que possuem mais recursos, às autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a justiça social: Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais solidário! Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo! Cada um, na medida das próprias possibilidades e responsabilidades, saiba dar a sua contribuição para acabar com tantas injustiças sociais!” 

Oração

Preces da Assembleia

PR: Apresentemos a Deus Pai nossos pedidos de filhos e filhas, dizendo:

AS: Senhor,  vinde em nosso auxílio.

1-      Pai celeste, enviastes vosso Filho ao mundo para que vosso nome fosse glorificado; confirmai o testemunho de vossa Igreja entre os povos, vos pedimos.

2-      Por meio dos apóstolos nos mostrastes as coisas do alto, onde está Cristo; livrai-nos da ganância e tornai-nos solidários com os pobres, vos pedimos.

3-      Vós criastes todas as coisas para o bem da humanidade; fazei que a vossa obra seja respeitada e usufruída por todos, vos pedimos.

4-      Ajudai-nos a vencer a idolatria do dinheiro e a usá-lo para o progresso da nação e o bem-estar de todos os cidadãos, vos pedimos.

5-      Abençoai os diáconos, padres e bispos, para que deem testemunho de desprendimento e de alegria, e enriquecei vossa Igreja de santas vocações, vos pedimos.

6-      PR: Tudo isso, ó Pai, vos pedimos por Cristo, nosso Senhor. AS: Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

30 de julho de 2013 at 21:20 1 comentário

Os setenta é dois discípulos – Evangelho – Lc 10, 1-12. 17-20

 

” Antes ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no Céus.” (Lc 10, 20)

Podemos aprender muitas coisas com essa passagem bíblica, mas uma delas quero partilhar com você.

Jesus nos ensina que não devemos somente nos admirar com suas obras, mas com o autor da obra. Ele promete que nenhum mal nos atingirá, nos dá poder de pisar em cobras e escorpiões, e sobre toda força do inimigo. Mas também nos adverte que o essencial não é isso, mas ter o nosso nome escrito no céus. Somos de Deus, existimos por causa dEle, nascemos para glorificar a Deus com a nossa vida.

Hoje o Senhor nos convida a sair em Missão, a testemunhar o amor de Deus, a realizar as obras de Jesus. Mas com essa certeza, Deus é mais que tudo. Escolho o Criador e não somente o que Ele criou.

O Reino de Deus esta próximo! Ide e Evangelizai…

 

Fonte: Canção Nova

3 de julho de 2013 at 18:13 1 comentário

A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos – Décimo Quarto Domingo do Tempo Comum – São Lucas 10, 1-12. 17-20 – 077\13

 

 
 1. Depois disso, designou o Senhor ainda setenta e dois outros discípulos e mandou-os, dois a dois, adiante de si, por todas as cidades e lugares para onde ele tinha de ir.
2. Disse-lhes: Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe.
3. Ide; eis que vos envio como cordeiros entre lobos.
4. Não leveis bolsa nem mochila, nem calçado e a ninguém saudeis pelo caminho.
5. Em toda casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz a esta casa!
6. Se ali houver algum homem pacífico, repousará sobre ele a vossa paz; mas, se não houver, ela tornará para vós.
7. Permanecei na mesma casa, comei e bebei do que eles tiverem, pois o operário é digno do seu salário. Não andeis de casa em casa.
8. Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que se vos servir.
9. Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: O Reino de Deus está próximo.
10. Mas se entrardes nalguma cidade e não vos receberem, saindo pelas suas praças, dizei:
11. Até o pó que se nos pegou da vossa cidade, sacudimos contra vós; sabei, contudo, que o Reino de Deus está próximo.
12. Digo-vos: naqueles dias haverá um tratamento menos rigoroso para Sodoma.
 
17. Voltaram alegres os setenta e dois, dizendo: Senhor, até os demônios se nos submetem em teu nome!
18. Jesus disse-lhes: Vi Satanás cair do céu como um raio.
19. Eis que vos dei poder para pisar serpentes, escorpiões e todo o poder do inimigo.
20. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos estão sujeitos, mas alegrai-vos de que os vossos nomes estejam escritos nos céus.
 
Versículos de 1 a 7:  “Depois disso, designou o Senhor ainda setenta e dois outros discípulos e mandou-os, dois a dois, adiante de si, por todas as cidades e lugares para onde ele tinha de ir. Disse-lhes: Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe. Ide; eis que vos envio como cordeiros entre lobos. Não leveis bolsa nem mochila, nem calçado e a ninguém saudeis pelo caminho. Em toda casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz a esta casa! Se ali houver algum homem pacífico, repousará sobre ele a vossa paz; mas, se não houver, ela tornará para vós. Permanecei na mesma casa, comei e bebei do que eles tiverem, pois o operário é digno do seu salário. Não andeis de casa em casa”.
 
O Papa Emérito Bento XVI disse que “a messe existe, mas Deus quer servir-se dos homens, a fim de que ela seja levada ao celeiro. Deus tem necessidade de homens. Precisa de pessoas que digam: Sim, estou disposto a tornar-me o teu trabalhador na messe, estou disposto a ajudar a fim de que esta messe que está a amadurecer nos corações dos homens possa verdadeiramente entrar nos celeiros da eternidade e tornar perene comunhão divina de alegria e de amor”.
 
Padre Bantu explicou: “No Evangelho de hoje, Jesus concede aos discípulos plenos poderes não de pisar, subjugar, condenar e matar. E sim, de dar vida, alegria, paz, traquilidade, libertação… Somos convidados a partilhar a missão que d’Ele recebemos. E a primeira delas é dar a vida que gratuitamente recebemos”.
 
Versículos de 8 a 12:  “Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que se vos servir. Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: O Reino de Deus está próximo. Mas se entrardes nalguma cidade e não vos receberem, saindo pelas suas praças, dizei: Até o pó que se nos pegou da vossa cidade, sacudimos contra vós; sabei, contudo, que o Reino de Deus está próximo. Digo-vos: naqueles dias haverá um tratamento menos rigoroso para Sodoma”.
 
O Reino de Deus está próximo – Monsenhor Jonas disse que “cada pessoa tem o seu tempo de ser colhida para o Senhor. Ou é colhida naquele tempo ou corre o risco de se perder. É claro que a providência do Senhor é maravilhosa e o amor e a misericórdia do Senhor, sem limites. Mas nosso tempo é limitado. Cada homem, cada mulher têm um tempo, um tempo de vida, um tempo de graça. E é nesse tempo que eles precisam ser colhidos. Se não forem colhidos, acabam, irremediavelmente, por se perder”.
 
Mas se entrardes nalguma cidade e não vos receberem…-  O Beato João Paulo II disse que encontramos em nosso tempo “uma estrutura da negação, da erradicação de Deus do coração dos homens e do abandono de Deus por parte da sociedade humana, e isto com o objetivo, como se diz, de uma plena “humanização” do homem, isto é, tornar o homem humano em sentido pleno e, de certo modo, colocá-lo no lugar de Deus; portanto, “deificá-lo”. Esta estrutura, como se vê, é muito antiga e já conhecida desde as origens, desde o primeiro capítulo do Génesis”.
 
Versículos de 17 a 20:  “Voltaram alegres os setenta e dois, dizendo: Senhor, até os demônios se nos submetem em teu nome!  Jesus disse-lhes: Vi Satanás cair do céu como um raio. Eis que vos dei poder para pisar serpentes, escorpiões e todo o poder do inimigo. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos estão sujeitos, mas alegrai-vos de que os vossos nomes estejam escritos nos céus”.
 
São Basílio explicou: “Os discípulos que voltam da pregação haviam se orgulhado de seus feitos, notadamente a expulsão dos demônios em nome de Cristo. Para combater então as consequências funestas desse comportamento orgulhoso, Nosso Senhor lembrar-lhes a queda do demônio, que tendo estado no céu sob a forma de anjo de luz, caiu como um raio depois de seu pecado, tornando-se então Satanás,inimigo de todo bem”.
 
São Gregório disse: “O Senhor repreendeu admiravelmente o orgulho no coração de seus discípulos, recordando-lhes a perdição do mestre da soberba, para que no autor da soberba aprendessem o que deviam temer desse vício. “
 
São Cirilo disse: “Antes se havia dito que o Senhor enviou seus discípulos revestidos com a graça do Espírito Santo e que, constituídos ministros da pregação, receberam poder de dominar os espíritos imundos; agora, quando retornam, confessam o poder daquele que os honrou, pois se diz: “Voltaram os setenta e dois com alegria, dizendo: Senhor, até os demônios se sujeitam em teu nome”. Parece que se alegravam mais porque fizeram milagres que por haver sido destinados à pregação. Melhor se tivessem se alegrado naqueles que converteram”.
 
A Vocação – Chamado de Deus
 
O Papa Emérito Bento XVI disse: “Rogai, portanto, ao Senhor da messe”! Isto quer dizer também: não podemos simplesmente “produzir” vocações, elas devem vir de Deus. Não podemos, como talvez noutras profissões, por meio de uma propaganda bem orientada, mediante, por assim dizer, estratégias adequadas, simplesmente reclutar pessoas. O chamado, partindo do coração de Deus, deve sempre encontrar o caminho até ao coração do homem”.
 
O Beato João Paulo II convidou: “Meus caros Jovens, que vós sois chamados, sois chamados por Deus. A minha vida, a minha vida como homem tem portanto o seu significado, quando sou chamado por Deus, com um apelo vigoroso, decisivo e definitivo: Somente Deus pode chamar assim o homem, e nenhum outro. E este apelo de Deus é feito incessantemente em Cristo e por Cristo, a cada um de vós; sede operários da messe da vossa humanidade, operários na vinha do Senhor, para participardes da colheita messiânica da humanidade”.
 
Conclusão
 
O Papa Emérito Bento XVI orienta os operários de Cristo: “É necessário que estejam unidos o zelo e a humildade do reconhecimento dos próprios limites. Por um lado o zelo: se verdadeiramente encontramos Cristo sempre de novo, não podemos tê-lo para nós mesmos. Sentimo-nos compelidos a ir ao encontro dos pobres, dos idosos, dos fracos e das crianças e dos jovens, das pessoas em plena vida; sentimo-nos impulsionados a ser “anunciadores”, apóstolos de Cristo. Mas este zelo, para não se tornar vazio e extenuante para nós, deve unir-se com a humildade, com a moderação, com a aceitação dos nossos limites”.
 
O Beato João Paulo II disse: “Precisamos de ministros ordenados que sejam “garantia permanente da presença sacramental de Cristo Redentor, nos diversos tempos e lugares” (Christifideleslaici, 55) e, com a pregação da Palavra e a celebração da Eucaristia e dos outros Sacramentos, guiem as Comunidades cristãs pelos caminhos da vida eterna.   Precisamos de homens e mulheres que, com seu testemunho, conservem “viva nos batizados a consciência dos valores fundamentais do Evangelho” e façam “emergir na consciência do Povo de Deus a exigência de responder com a santidade de vida ao amor de Deus derramado em seus corações pelo Espírito Santo…”
 
Oração
Oração do Beato João Paulo II: Convido todos a implorar comigo ao Senhor, que não faltem operários na sua messe: 
  Pai santo, fonte perene da existência e do amor,
que mostras, no homem vivente, o esplendor da tua glória,
e colocas no seu coração a semente do teu chamado,
faze com que nenhum deles ignore esse dom ou o perca,
por negligência de nossa parte,
mas que todos, com total generosidade, possam caminhar
rumo à realização do teu Amor.
 
Senhor Jesus, que no teu peregrinar pelas estradas da Palestina,
escolheste e chamaste os apóstolos e confiaste a eles a tarefa
de pregar o Evangelho, cuidar dos fiéis, celebrar o culto divino,
faze que também hoje não faltem na tua Igreja
numerosos e santos sacerdotes, que levem a todos
os frutos da tua morte e da tua ressurreição.
 
Espírito Santo, que santificas a Igreja
com a constante efusão de teus dons,
insere no coração dos chamados à vida consagrada
uma íntima e forte paixão pelo Reino,
a fim de que, com um “sim” generoso e incondicional,
coloquem a própria existência a serviço do Evangelho.
 
Virgem Santíssima que, sem hesitar,
ofereceste a ti mesma ao Onipotente,
para a realização do seu projeto de salvação,
infunde confiança no coração dos jovens
para que haja sempre pastores zelosos
que guiem o povo cristão pelo caminho da vida,
e almas consagradas que saibam testemunhar
na castidade, na pobreza e na obediência,
a presença libertadora de teu Filho Ressuscitado.
 Amém.
   Jane Amábile

30 de junho de 2013 at 17:37 Deixe um comentário

Um coração em busca do tesouro verdadeiro

     

2013-06-22 L’Osservatore Romano

«O amor, a caridade, o serviço, a paciência, a bondade e a ternura» são os «tesouros lindíssimos» sobre os quais o Papa Francisco falou na manhã de sexta-feira, 21 de Junho, durante a missa na capela da Domus Sanctae Marthae. Concelebrou entre outros com o cardeal Francesco Coccopalmerio, presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, que acompanhava um grupo de oficiais e colaboradores do dicastério. Entre os presentes havia também um grupo da basílica de são João de Latrão.

Como de costume, o Pontífice centrou a sua reflexão nas leituras do dia, indicando em particular no trecho do Evangelho de Mateus (6, 19-23) um «fio condutor» entre os termos «tesouro, coração e luz» e desejando que o «Senhor nos mude o coração para que procuremos o tesouro verdadeiro e nos tornemos pessoas da luz e não das trevas».

A primeira coisa a fazer, explicou o Santo Padre, é perguntar: «Qual é o meu tesouro?». E certamente não podem ser as riquezas, dado que o Senhor diz: «Não acumuleis para vós tesouros na terra, porque no final  perdem-se». De resto, frisou o Papa, são «tesouros a risco, que se perdem»; e são também «tesouros que devemos deixar, não os podemos levar connosco. Nunca vi um camião de mudança atrás de um cortejo fúnebre», comentou. Então, perguntou-se, qual é o tesouro que podemos levar connosco no final da nossa vicissitude terrena? A resposta é simples: «Podemos levar o que demos, só isso. Mas o que poupamos para nós mesmos, não podemos levar». São coisas que os ladrões podem roubar,  que se deterioram ou que ficarão para os herdeiros. Enquanto «aquele tesouro que demos aos outros» durante a vida, levá-lo-emos connosco depois da morte «e ele será “o nosso mérito”»; ou melhor, frisou, «o mérito de Jesus Cristo em nós».  Também porque é a única coisa «que o Senhor nos deixa levar». O próprio Jesus disse-o claramente aos doutores da lei que se gabavam da beleza do templo de Jerusalém: «Não permanecerá pedra sobre pedra». Isto vale também «para os nossos tesouros, os que dependem das riquezas, do poder humano».

Mas Jesus – disse o Santo Padre – não se limita à crítica; vai além e acrescenta: «Onde está o teu tesouro, lá estará também o teu coração». É preciso considerar que «o Senhor nos criou para o procurar, para o encontrar, para crescer. Mas se o nosso tesouro não estiver próximo do Senhor, se não vier do Senhor, o nosso coração permanece inquieto». Um exemplo? «Tantas pessoas, inclusive nós, sentem-se ansiosos – disse o Pontífice – para obter  algo. No final o nosso coração cansa-se, torna-se preguiçoso, um coração sem amor». Foi o que o Papa definiu com imagem eficaz «o cansaço do coração. Pensemos: o que possuo? Um coração cansado, que só quer estar bem com duas ou três coisas, com uma boa conta no banco? Ou tenho um coração que procura sempre mais as coisas do Senhor?». Eis o convite a «cuidar sempre» desta inquietação do coração. Porque sozinhos não podemos muito; deve ser o Senhor quem nos  ajuda, ele que prometeu: «Transformarei o vosso coração de pedra em coração de carne, um coração humano». E sendo uma promessa do Senhor, podemos pedir a graça: «Senhor muda o meu coração». Por outro lado, o «Senhor nada pode fazer – advertiu o Papa Francisco – se o meu coração estiver apegado a um tesouro da terra, a um tesouro egoísta e de ódio», um daqueles tesouros que  «originam as guerras».

A última parte da reflexão de Jesus remete para a expressão: «a lâmpada do corpo é o olhar», isto é, «o olhar é a intenção do coração». Consequentemente para o Pontífice «se o nosso olhar for simples, se vier de um coração que ama, de um coração que procura o Senhor, de um coração humilde, todo o corpo será luminoso. Mas se  o teu olho for malvado, todo o teu corpo será tenebroso».

A este propósito o Santo Padre pediu aos presentes que se questionassem como é o próprio juízo sobre as coisas: «Luminoso ou tenebroso? Somos pessoas da luz ou das trevas? O importante é como julgamos as coisas: com a luz que vem do tesouro  verdadeiro no nosso coração? Ou com as trevas de um coração de pedra?». Uma resposta pode vir do testemunho de são Luís Gonzaga,  jesuíta cuja memória litúrgica se celebra hoje. «Podemos pedir a graça de uma coração novo – exortou o Papa – a este jovem corajoso», que nunca desanimou «no serviço aos outros», a ponto que deu a vida para curar as vítimas de peste. Eis então a exortação do Santo Padre a pedir nas preces que «o Senhor nos mude  o coração. E que o Senhor torne    humanos todos os corações  que são de pedra, com aquela vontade boa de ir em frente procurando-O e deixando-se encontrar por Ele». Porque, concluiu, só o Senhor pode salvar «dos tesouros que não nos  podem  ajudar no encontro com ele, no serviço aos outros».

 
 

23 de junho de 2013 at 10:35 Deixe um comentário

Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me- Décimo Segundo Domingo do Tempo Comum – São Lucas 9, 18-24

18. Num dia em que ele estava a orar a sós com  os discípulos, perguntou-lhes: Quem dizem que eu sou?

19. Responderam-lhe: Uns dizem que és João  Batista; outros, Elias; outros pensam que ressuscitou algum dos antigos  profetas.

20. Perguntou-lhes, então: E vós, quem dizeis  que eu sou? Pedro respondeu: O Cristo de Deus.

21. Ordenou-lhes energicamente que não o  dissessem a ninguém.

22. Ele acrescentou: É necessário que  o Filho do Homem padeça muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos  príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. É necessário que seja levado à morte  e que ressuscite ao terceiro dia.

23. Em seguida, dirigiu-se a todos: Se alguém  quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e  siga-me.

24. Porque, quem quiser salvar a sua vida,  perdê-la-á; mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim, salvá-la-á.

 

18 de junho de 2013 at 13:29 Deixe um comentário

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