Posts tagged ‘epifania’

Papa Francisco: no percurso dos Magos está simbolizado o destino de cada homem

 

  

2014-01-06 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – A Igreja em muitos países celebra nesta segunda-feira, 06, a Solenidade da Epifania, que no Brasil celebramos neste domingo. A Epifania é a manifestação do Senhor ao mundo inteiro. Os Reis Magos representam os povos de todas as línguas e nações que se põem a caminho, chamados por Deus, para adorar Jesus. Por esta ocasião, na manhã de hoje o Papa Francisco presidiu a Santa Missa na Basílica Vaticana. Na sua homilia o Santo Padre iniciou recordando a expressão “Lumen requirunt lumine”, um hino litúrgico da Epifania que se refere à experiência dos Magos: seguindo uma luz nela buscam a Luz. “A estrela surgida no céu, – continuou o Papa – acende nas suas mentes e nos seus corações uma luz que os move na busca da grande Luz do Cristo. Os Magos seguiram fielmente aquela luz que os penetrou interiormente, e encontraram o Senhor. “Neste percurso dos Magos do Oriente está simbolizado o destino de cada homem: nossa vida é um caminhar, iluminados pelas luzes que clareiam a estrada, para encontrar a plenitude da verdade e do amor, que nós cristãos reconhecemos em Jesus, Luz do mundo”. E cada homem, como os Magos, – continuou o Papa – tem à disposição dois grandes “livros” onde estão os sinais para se orientar na peregrinação: o livro da criação e o livro das Sagradas Escrituras. O importante é estar atentos, vigiar, escutar Deus que nos fala. Como diz o Salmo, referindo-se à Lei do Senhor: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, / luz para o meu caminho”. Especialmente escutar o Evangelho, lê-lo, meditá-lo e fazê-lo nosso alimento espiritual nos permite encontrar Jesus vivo, experimentá-Lo e o Seu amor. O Papa Francisco recordou em seguida o apelo de Deus a Jerusalém através da boca do Profeta Isaías: “Põe-te em pé, resplandece!”. Jerusalém é chamada a ser cidade da luz, que reflete sobre o mundo a luz de Deus e ajuda os homens a caminhar em seus caminhos. Esta é a vocação e a missão do Povo de Deus no mundo. Mas Jerusalém também pode não responder a este chamado do Senhor. Diz-nos o Evangelho que os Magos, quando chegaram a Jerusalém, perderam por pouco tempo a vista da estrela. De modo particular, sua luz está ausente no palácio do rei Herodes: aquela habitação é tenebrosa, reino a escuridão, a desconfiança, o medo. Herodes, de fato, se mostra desconfiado e preocupado pelo nascimento de um frágil Menino que ele sente como um rival. “Todo um mundo construído sob o domínio, sob o sucesso e sob o ter, é colocado em crise por um Menino! E Herodes finalmente chega a matar os meninos: “Matas o corpo das crianças porque o medo matou o teu coração” – escreve São Quodvultdeus (Sermo 2 Symbolo:PL 40,655). Os Magos souberam superar esse perigoso momento de escuridão de Herodes, porque creram nas Escrituras, na palavra dos profetas que indicavam Belém como lugar do nascimento do Messias. Um aspecto da luz que nos guia no caminho da fé é também a santa “astúcia”, destacou Francisco. Trata-se daquela esperteza espiritual que nos permite reconhecer os perigos e evitá-los. Os Magos souberam usar esta luz da “astúcia” quando, no caminho de volta, decidiram não passar pelo palácio tenebroso de Herdes. Mas andar por outro caminho. IEstes sábios vindos do Oriente nos ensinam como não cair nas insídias das trevas e como nos defendermos da escuridão que procura envolver nossa vida. Eles com esta Santa astúcia preservaram a fé, preservaram da escuridão. É preciso acolher em nosso coração a luz de Deus e, ao mesmo tempo, cultivar aquela esperteza espiritual que sabe aliar simplicidade e astúcia, como pede Jesus aos discípulos: “Sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10, 16). Na festa da Epifania, – disse ainda o Papa – na qual recordamos a manifestação de Jesus à humanidade no rosto de um Menino, sintamos ao nosso lado os Magos, como sábios companheiros de caminho. O exemplo deles ajuda a levanta o olhar para a estrela e seguir os grandes desejos do nosso coração: Ensinam-nos a não nos contentarmos com uma vida medíocre, do “pouco trabalho”, mas a nos fascinarmos sempre por aquilo que é bom, verdadeiro, belo… de Deus, que tudo isto o é no modo sempre maior! E nos ensinam a não nos deixarmos enganar pelas aparências, daquilo que para o mundo é grande, sábio, poderoso. Não precisa parar aí. Precisamos preservar a fé neste tempo, quanto é importante preservar a fé. Não precisa se contentar com a aparência, com a fachada. Precisa andar também, para Belém, lá onde, na simplicidade de uma casa de periferia, entre uma mãe e um pai cheios de amor e de fé, resplandece o Sol vindo do alto, o Rei do universo”. (SP)

 
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6 de janeiro de 2014 at 10:22 Deixe um comentário

Os visitantes do oriente – Canção Nova

 

 

Olá a paz de Jesus e o amor de Maria. O evangelho desa sena fala sobre os visitantes do Oriente, os reis magos que visitaram o menino Jesus. Clique no desenho abaixo e imprima o evangelho de colorir para ser usado no domingo.

5 de janeiro de 2014 at 10:27 Deixe um comentário

Reflexão para a solenidade da Epifania do Senhor

 

2014-01-04 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Celebramos, nesta festa, a abertura do Reino de Deus para todos os povos, para todos aqueles que possuem sentimentos de paz, que buscam fazer o bem e evitar o mal. Deus acolhe em sua casa todos os homens de boa vontade. É o redimensionamento da História da Salvação, ou melhor, é a plenificação de seus objetivos. No presépio eram os pastores judeus a adorarem o Menino Jesus, a verem cumpridas as profecias da vinda do Messias, agora, representando toda a Humanidade, temos os Magos adorando o Redentor de todos os homens. A festa da Epifania mostra a saída dos judeus do protagonismo da Economia da Salvação e tomada de posse do novo povo de Deus, ou seja, de todos aqueles que aceitam o Menino Deus, o Príncipe da Paz, como o Cristo Redentor! Na primeira leitura, extraída do Livro de Isaías, temos o anúncio da manifestação da glória do Senhor sobre Jerusalém e a consequente vinda para ela dos outros povos, para também serem iluminados pela luz divina. Como segunda leitura, temos um trecho da Carta de Paulo aos Efésios. Lá ele nos diz que essa glória que ilumina Jerusalém e atrai para ela os demais povos é Jesus Cristo. Através d’Ele todos os povos “são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa”. Já no Evangelho São Mateus clarifica, com a vinda dos Magos, a atração dos povos pela luz que ilumina Jerusalém. E ela os conduz à casa da luz, à casa onde habita a Luz do Mundo, Jesus Cristo. Paradoxalmente, São Mateus fala que os doutores da Lei, aqueles que deveriam possibilitar a Luz iluminar, não querem ser incomodados pela luz e preferem permanecer na escuridão. Ao contrário, os magos, representando aqueles que não receberam a Revelação, como a receberam os judeus, usaram suas inteligências, cultura, todos os recursos que possuíam e intuíram o nascimento do Messias através do surgimento de uma estrela com um brilho extraordinário, a estrela guia. Por isso passaram a fazer parte do novo Povo de Deus, aceitando os ditames do Menino Deus, da aliança feita por Ele através do derramamento de seu sangue, e vivendo o amor, o perdão, a simplicidade de vida, a generosidade, entre outros valores. Nas festas de Natal demonstramos nosso poder aquisitivo na compra de presentes e no preparo de uma ceia faustosa, contudo, a comida já foi para um lugar escuso e os presentes começaram a perder o seu valor e poderão ir parar nas mãos de quem não amamos. O tempo corrói! Mas as esmolas que demos, as visitas que fizemos, os moradores de rua que levamos para cear conosco, o tempo gasto com pessoas marginalizadas pela sociedade e também o tempo dedicado à oração foram contabilizados na economia da salvação, se transformaram em bens de eternidade, de acordo com os valores do Grande Rei, o Menino que nasceu no presépio e morreu na cruz, após lavar os pés de seus discípulos. Como foi o nosso Natal? Como encaramos as exigências da revelação? Se temos dificuldades, peçamos a intercessão da Virgem Maria e de São José para mudarmos o nosso modo de pensar e de agir. Sabemos que o velho e viciado modo de pensar e de agir fala mais alto na hora das decisões. A salvação não virá dos poderosos, nem do dinheiro, nem da sociedade consumista. Será de um coração despojado, fraterno, pobre, que confia em Deus e n’Ele tem sua única riqueza que o Senhor se servirá para fazer o bem. Como os Magos, desviemos nossa caminhada daquelas pessoas ou situações que nos afastam de Deus, que optam pelo Mal, que preferem o acomodamento à prática do bem. A Igreja tem a missão de ser farol porque nela está a Luz Verdadeira. Como batizado faço parte da Igreja e a vela acesa que recebi logo após ter sido lavado no sangue de Jesus, me leva a manifestar a misericórdia de Deus a todos o homens, façam já parte da Igreja, ou ainda não. Tenhamos a coragem de romper com os vícios do passado e vivamos a autenticidade do Evangelho.  Permitamos que o Senhor faça sua Epifania através de nós, como a fez através de Teresa de Calcutá e de tantos homens e mulheres de todos os tempos. É preciso coragem! Coragem! Ele venceu o mundo! Ouça a reflexão clicando acima.(CAS)

4 de janeiro de 2014 at 10:56 Deixe um comentário

2 de janeiro de 2014 at 11:23 Deixe um comentário

Solenidade da Epifania do Senhor – Os Magos “Viram o Menino com Maria, sua Mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram” – São Mateus 2, 1-12 – 05 \ 01 \ 14

 

1. Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do oriente a Jerusalém.

2. Perguntaram eles: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo.

3. A esta notícia, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele.

4. Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde havia de nascer o Cristo.

5. Disseram-lhe: Em Belém, na Judéia, porque assim foi escrito pelo profeta:

6. E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo(Miq 5,2).

7. Herodes, então, chamou secretamente os magos e perguntou-lhes sobre a época exata em que o astro lhes tinha aparecido.

8. E, enviando-os a Belém, disse: Ide e informai-vos bem a respeito do menino. Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, para que eu também vá adorá-lo.

9. Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que e estrela, que tinham visto no oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou.

10. A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria.

11. Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra.

12. Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho.

 

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Sobre o altar está presente Aquele que os Magos viram deitado na manjedoura: Cristo, o Pão vivo que desceu do céu para dar a vida ao mundo, o verdadeiro Cordeiro que dá a própria vida pela salvação da humanidade. Iluminados pela Palavra, é sempre em Belém na “Casa do pão” que podemos fazer o encontro arrebatador com a grandeza inconcebível de um Deus que se humilhou a ponto de se mostrar na manjedoura, de se oferecer como alimento no altar”.

 

Os Magos foram até Belém para adorar o Menino Jesus

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Até que chegassem a Jerusalém aquelas personagens misteriosas, os Magos, que pediam notícias sobre o «Rei dos Judeus», que tinha acabado de nascer. Obviamente, tratando-se de um rei, dirigiram-se ao palácio real, onde residia Herodes. Mas ele nada sabia de tal nascimento e, muito preocupado, convocou imediatamente os sacerdotes e os escribas os quais, com base na célebre profecia de Miqueias ( 5, 1), afirmaram que o Messias deveria nascer em Belém”.

A Palavra diz: “Diante dele se prosternarão seus inimigos, e seus adversários lamberão o pó.  Os reis de Társis e das ilhas lhe trarão presentes, os reis da Arábia e de Sabá oferecer-lhe-ão seus dons. Todos os reis hão de adorá-lo, hão de servi-lo todas as nações”. (Sl 71, 9-11)

O Beato João Paulo II disse: “Temos diante dos olhos estes três — assim diz a tradição — três Reis Magos que vêm de longe, peregrinos em camelos, e trazem consigo não só ouro e incenso, mas também mirra: estes os presentes simbólicos com que foram ao encontro do Messias, que era esperado mesmo além das fronteiras de Israel”.

 

A Epifania é a manifestação de Jesus Cristo Salvador de toda a humanidade

“A luz de Deus chegou para todos os povos. Seu mistério, seu amor foi revelado a todas as gentes. Nele, todas as nações podem encontrar a vida e a paz, a salvação e a misericórdia. Mas sem a abertura do coração, Ele não vem morar em nós. Deixemo-nos tocar por seu amor”. (Deus Conosco)

O Beato João Paulo II explicou: “Devido a esta peregrinação a Belém, os Reis Magos do Oriente tornaram-se o início e o símbolo de todos aqueles que, por meio da fé, chegam a Jesus… Precisamente estes homens, os Reis Magos — três, segundo pretende a tradição — vindos do Oriente, tornaram-se o início e a prefiguração de todos os que, de além  fronteiras do Povo eleito da Antiga Aliança, chegaram e vão chegando sempre a Cristo mediante a fé”.

O Catecismo (§528) ensina que “a vinda dos magos a Jerusalém para “adorar ao Rei dos Judeus” mostra que eles procuram em Israel, à luz messiânica da estrela de Davi, aquele que será o Rei das nações. Sua vinda significa que os pagãos só podem descobrir Jesus e adorá-lo como Filho de Deus e Salvador do mundo voltando-se para os judeus e recebendo deles sua promessa messiânica, tal como está contida no Antigo Testamento”.

 

A Luz é Jesus!

O Beato João Paulo II disse que “o Menino nascido na noite de Belém manifesta-se ao mundo como luz de salvação para todos os povos. Alguns Magos narra o Evangelho de São Mateus vieram do Oriente, adoraram o Menino e ofereceram-lhe ofertas simbólicas: ouro ao Rei, incenso a Deus, e mirra…”

A Palavra diz: “Levanta-te, sê radiosa, eis a tua luz! A glória do Senhor se levanta sobre ti. Vê, a noite cobre a terra e a escuridão, os povos, mas sobre ti levanta-se o Senhor, e sua glória te ilumina. As nações se encaminharão à tua luz, e os reis, ao brilho de tua aurora. Levanta os olhos e olha à tua volta: todos se reúnem para vir a ti; teus filhos chegam de longe, e tuas filhas são transportadas à garupa.  Essa visão tornar-te-á radiante; teu coração palpitará e se dilatará, porque para ti afluirão as riquezas do mar, e a ti virão os tesouros das nações”. (Is 60, 1-5)

 O Beato João Paulo II disse: “caminho dos pastores foi breve. O caminho dos Magos é longo. Os pastores foram diretamente rumo, à luz que refulgiu em volta deles na noite de Belém. Os Magos tiveram que procurar com perseverança, seguindo a estrela e deixando-se guiar pela sua luz. Assim, diversos são os caminhos da fé que orientam os homens e os povos para Cristo”.

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Os cristãos são chamados a imitar o serviço que a estrela prestou aos Magos. Devemos resplandecer como filhos da luz, para atrair todos à beleza do Reino de Deus. E a quantos buscam a verdade, devemos oferecer a Palavra de Deus, que leva a reconhecer em Jesus «o verdadeiro Deus e a vida eterna» (1 Jo 5, 20). 

 

Somos chamados a ser luz no mundo

O Beato João Paulo II ensinou: “Na solenidade de hoje (Epifania)  emerge a vocação universal e missionária da Igreja. Ela está chamada a difundir no mundo a luz da Boa Nova, fonte de vida e de renovação para todas as pessoas e para a humanidade. É esta, em particular, a tarefa dos Apóstolos e dos seus sucessores, os Bispos”.

A Palavra diz: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus”. (Mt 5, 14-16)

 

Maria, a estrela que nos conduz a Jesus

O Beato João Paulo II disse também: “O Evangelho conta que uma estrela guiou os Magos até Jerusalém e depois até Belém. As profecias antigas comparam o futuro Messias com um astro celeste. Foi também atribuído a Maria este emblema: se Cristo é a estrela que conduz a Deus, Maria é a estrela que leva até Jesus”.

 

Conclusão

“A luz brilhou entre nós, a luz da eternidade, que é Jesus. Nele, não há mais trevas. Ele é a estrela que ilumina toda a humanidade. Na noite de Natal, junto do presépio celebramos a revelação do amor de Deus por nós. Hoje, junto desse mesmo presépio, celebramos o amor que se abre à humanidade inteira e acolhe a todos os homens e mulheres. Vivendo nesse amor, tornamo-nos também responsáveis por ele, para que atinja cada coração e a humanidade inteira. Que esse amor revelado não perca jamais  sua força em nossa existência”. (Deus Conosco)

 

 Oração

Prefácio da Epifania: Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. Revelastes, hoje, o mistério de vosso Filho como luz para iluminar todos os povos no caminho da salvação. Quando Cristo se manifestou em nossa carne mortal, vós nos recriastes na luz eterna de sua divindade. Por essa razão, agora e sempre, nós nos unimos aos anjos e a todos os santos, dizendo a uma só voz…”

 

Há no Blog a reflexão da “Solenidade da Epifania do Senhor” do Evangelho de São  Mateus 2, 1-12 , postada em 04 de janeiro de 2012; e frases sobre  a Solenidade da Epifania do Senhor, postadas em 02 de janeiro de 2013

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

2 de janeiro de 2014 at 10:46 Deixe um comentário

Solenidade da Epifania – Papa Bento XVI – 06 \ 01 \ 13

Amados irmãos e irmãs!
Para a Igreja crente e orante, os Magos do Oriente, que, guiados pela estrela, encontraram o caminho para o presépio de Belém, são apenas o princípio duma grande procissão que permeia a história. Por isso, a liturgia lê o Evangelho que fala do caminho dos Magos juntamente com as estupendas visões proféticas de Isaías 60 e do Salmo 72 que ilustram, com imagens ousadas, a peregrinação dos povos para Jerusalém. Assim como os pastores – os primeiros convidados para irem até junto do Menino recém-nascido deitado na manjedoura – personificam os pobres de Israel e, em geral, as almas simples que interiormente vivem muito perto de Jesus, assim também os homens vindos do Oriente personificam o mundo dos povos, a Igreja dos gentios: os homens que, ao longo de todos os séculos, se encaminham para o Menino de Belém, n’Ele honram o Filho de Deus e se prostram diante d’Ele. A Igreja chama a esta festa «Epifania» – a manifestação do Divino. Se considerarmos o facto de que desde então homens de todas as proveniências, de todos os continentes, das mais diversas culturas e das diferentes formas de pensamento e de vida se puseram, e estão, a caminho de Cristo, podemos verdadeiramente dizer que esta peregrinação e este encontro com Deus na figura do Menino é uma Epifania da bondade de Deus e do seu amor pelos homens (cf. Tt 3, 4).
Seguindo uma tradição iniciada pelo Beato Papa João Paulo II, celebramos a festa da Epifania também como dia da Ordenação episcopal de quatro sacerdotes que daqui em diante irão colaborar, em diferentes funções, com o Ministério do Papa em prol da unidade da única Igreja de Jesus Cristo na pluralidade das Igrejas particulares. A conexão entre esta Ordenação episcopal e o tema da peregrinação dos povos para Jesus Cristo é evidente. O Bispo tem a missão não apenas de se incorporar nesta peregrinação juntamente com os demais, mas de ir à frente e indicar a estrada. Nesta liturgia, porém, queria refletir convosco sobre uma questão ainda mais concreta. Com base na história narrada por Mateus, podemos certamente fazer uma ideia aproximada do tipo de homens que, seguindo o sinal da estrela, se puseram a caminho para encontrar aquele Rei que teria fundado uma nova espécie de realeza, e não só para Israel mas para a humanidade inteira. Que tipo de homens seriam então eles? E perguntemo-nos também se a partir deles, não obstante a diferença dos tempos e das funções, seja possível vislumbrar algo do que é o Bispo e de como deve ele cumprir a sua missão.

Os homens que então partiram rumo ao desconhecido eram, em definitiva, pessoas de coração inquieto; homens inquietos movidos pela busca de Deus e da salvação do mundo; homens à espera, que não se contentavam com seus rendimentos assegurados e com uma posição social provavelmente considerável, mas andavam à procura da realidade maior. Talvez fossem homens eruditos, que tinham grande conhecimento dos astros e, provavelmente, dispunham também duma formação filosófica; mas não era apenas saber muitas coisas que queriam; queriam sobretudo saber o essencial, queriam saber como se consegue ser pessoa humana. E, por isso, queriam saber se Deus existe, onde está e como é; se Se preocupa conosco e como podemos encontrá-Lo. Queriam não apenas saber; queriam conhecer a verdade acerca de nós mesmos, de Deus e do mundo. A sua peregrinação exterior era expressão deste estar interiormente a caminho, da peregrinação interior do seu coração. Eram homens que buscavam a Deus e, em última instância, caminhavam para Ele; eram indagadores de Deus.
Chegamos assim à questão: Como deve ser um homem a quem se impõem as mãos para a Ordenação episcopal na Igreja de Jesus Cristo? Podemos dizer: deve ser sobretudo um homem cujo interesse se dirige para Deus, porque só então é que ele se interessa verdadeiramente também pelos homens. E, vice-versa, podemos dizer: um Bispo deve ser um homem que tem a peito os outros homens, que se deixa tocar pelas vicissitudes humanas. Deve ser um homem para os outros; mas só poderá sê-lo realmente, se for um homem conquistado por Deus: se, para ele, a inquietação por Deus se tornou uma inquietação pela sua criatura, o homem. Como os Magos do Oriente, também um Bispo não deve ser alguém que se limita a exercer o seu ofício, sem se importar com mais nada; mas deve deixar-se absorver pela inquietação de Deus com os homens. Deve, por assim dizer, pensar e sentir em sintonia com Deus. Não é apenas o homem que tem em si a inquietação constitutiva por Deus, mas esta inquietação é uma participação na inquietação de Deus por nós. Foi por estar inquieto conosco que Deus veio atrás de nós até à manjedoura; mais: até à cruz. «Buscando-me, Te sentaste cansado, me redimiste com o suplício da Cruz: que todo o esforço não seja em vão!»: reza a Igreja no Dies irae. A inquietação do homem  por Deus e, a partir dela, a inquietação de Deus pelo homem devem não dar tréguas ao Bispo. É isto que queremos dizer, ao afirmar que o Bispo deve ser sobretudo um homem de fé; porque a fé nada mais é do que ser interiormente tocado por Deus, condição esta que nos leva pelo caminho da vida. A fé leva-nos a um estado em que somos arrebatados pela inquietação de Deus e faz de nós peregrinos que estão interiormente a caminho para o verdadeiro Rei do mundo e para a sua promessa de justiça, de verdade e de amor. Nesta peregrinação, o Bispo deve ir à frente, deve ser aquele que indica aos homens a estrada para a fé, a esperança e o amor.
A peregrinação interior da fé para Deus realiza-se sobretudo na oração. Santo Agostinho disse certa vez que a oração, em última análise, nada mais seria do que a atualização e a radicalização do nosso desejo de Deus. No lugar da palavra «desejo», poderíamos colocar também a palavra «inquietação» e dizer que a oração quer arrancar-nos da nossa falsa comodidade, da nossa clausura nas realidades materiais, visíveis, para nos transmitir a inquietação por Deus, tornando-nos assim abertos e inquietos uns para com os outros. O Bispo, como peregrino de Deus, deve ser sobretudo um homem que reza, deve viver em permanente contato interior com Deus; a sua alma deve estar aberta de par em par a Deus. As dificuldades suas e dos outros bem como as suas alegrias e as dos demais deve levá-las a Deus e assim, a seu modo, estabelecer o contato entre Deus e o mundo na comunhão com Cristo, para que a luz de Cristo brilhe no mundo.
Voltemos aos Magos do Oriente. Eles eram também e sobretudo homens que tinham coragem; tinham a coragem e a humildade da fé. Era preciso coragem a fim de acolher o sinal da estrela como uma ordem para partir, para sair rumo ao desconhecido, ao incerto, por caminhos onde havia inúmeros perigos à espreita. Podemos imaginar que a decisão destes homens tenha provocado sarcasmo: o sarcasmo dos ditos realistas que podiam apenas zombar das fantasias destes homens. Quem partia baseado em promessas tão incertas, arriscando tudo, só podia aparecer como ridículo. Mas, para estes homens tocados interiormente por Deus, era mais importante o caminho segundo as indicações divinas do que a opinião alheia. Para eles, a busca da verdade era mais importante que a zombaria do mundo, aparentemente inteligente.
Vendo tal situação, como não pensar na missão do Bispo neste nosso tempo? A humildade da fé, do crer juntamente com a fé da Igreja de todos os tempos, há-de encontrar-se, vezes sem conta, em conflito com a inteligência dominante daqueles que se atêm àquilo que aparentemente é seguro. Quem vive e anuncia a fé da Igreja também não está, em muitos aspectos, em conformidade com as opiniões dominantes precisamente no nosso tempo. O agnosticismo, hoje largamente imperante, tem os seus dogmas e é extremamente intolerante com tudo o que o põe em questão, ou põe em questão os seus critérios. Por isso, a coragem de contradizer as orientações dominantes é hoje particularmente premente para um Bispo. Ele tem de ser valoroso; e esta valentia ou fortaleza não consiste em ferir com violência, na agressividade, mas em deixar-se ferir e fazer frente aos critérios das opiniões dominantes. A coragem de permanecer firme na verdade é inevitavelmente exigida àqueles que o Senhor envia como cordeiros para o meio de lobos. «Aquele que teme o Senhor nada temerá», diz Ben Sirá (34, 14). O temor de Deus liberta do medo dos homens; faz-nos livres!
Neste contexto, recordo um episódio dos primórdios do cristianismo que São Lucas narra nos Atos dos Apóstolos. Depois do discurso de Gamaliel, que desaconselha a violência contra a comunidade nascente dos crentes em Jesus, o Sinédrio convocou os Apóstolos e os fizeram ser flagelados. Depois proibiu-os de pregar em nome de Jesus e pô-los em liberdade. Lucas continua: Os Apóstolos «saíram da sala do Sinédrio cheios de alegria por terem sido considerados dignos de sofrer vexames por causa do Nome de Jesus. E todos os dias (…) não cessavam de ensinar e de anunciar a Boa-Nova de Jesus, o Messias» (At 5, 41-42). Também os sucessores dos Apóstolos devem esperar ser, repetidamente e de forma moderna, flagelados, se não cessam de anunciar alto e bom som a Boa Nova de Jesus Cristo; hão de, então, alegrar-se por terem sido considerados dignos de sofrer ultrajes por Ele. Naturalmente queremos, como os Apóstolos, convencer as pessoas e, neste sentido, obter a sua aprovação; naturalmente não provocamos, antes, pelo contrário, convidamos todos a entrarem na alegria da verdade que indica a estrada. Contudo o critério ao qual nos submetemos não é a aprovação das opiniões dominantes; o critério é o próprio Senhor. Se defendemos a sua causa, conquistaremos incessantemente, pela graça de Deus, pessoas para o caminho do Evangelho; mas inevitavelmente também seremos flagelados por aqueles cujas vidas estão em contraste com o Evangelho, e então poderemos ficar agradecidos por sermos considerados dignos de participar na Paixão de Cristo.
Os Magos seguiram a estrela e assim chegaram a Jesus, à grande Luz que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem (cf. Jo 1, 9). Como peregrinos da fé, os Magos tornaram-se eles mesmos estrelas que brilham no céu da história e nos indicam a estrada. Os santos são as verdadeiras constelações de Deus, que iluminam as noites deste mundo e nos guiam. São Paulo, na Carta aos Filipenses, disse aos seus fiéis que devem brilhar como astros no mundo (cf. 2, 15).
Queridos amigos, isto diz respeito também a nós. Isto diz respeito sobretudo a vós que ides agora ser ordenados Bispos da Igreja de Jesus Cristo. Se viverdes com Cristo, ligados a Ele novamente no Sacramento, então também vós vos tornareis sábios; então tornar-vos-eis astros que vão à frente dos homens e indicam-lhes o caminho certo da vida. Neste momento, todos nós aqui rezamos por vós, pedindo que o Senhor vos encha com a luz da fé e do amor, que a inquietação de Deus pelo homem vos toque, que todos possam experimentar a sua proximidade e receber o dom da sua alegria. Rezamos por vós, para que o Senhor sempre vos dê a coragem e a humildade da fé. Rezamos a Maria, que mostrou aos Magos o novo Rei do mundo (cf. Mt 2, 11), para que, como Mãe amorosa, mostre Jesus Cristo também a vós e vos ajude a serdes indicadores da estrada que leva a Ele. Amém.

Fonte: Canção Nova

    

6 de janeiro de 2013 at 11:18 Deixe um comentário

Dia dos Reis Magos – 06 de Janeiro

Imagem de Destaque

Segundo a tradição, os Reis Magos eram três: Gaspar, cujo nome significa: “Aquele que vai inspecionar”; Melquior, que quer dizer: “Meu Rei é luz”; e Baltasar, que se traduz por: “Deus manifesta o Rei”.

Tudo indica que os Magos eram astrólogos procedentes da Babilônia, a terra da astrologia por excelência. A referência à visita dos Magos encontra-se assim descrita em Mateus:

“Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram magos do Oriente a Jerusalém, perguntando: “Onde está o Rei dos judeus recém-nascido?  Com efeito, vimos a sua estrela no céu surgir e viemos homenageá-lo” (Mt 2, 1-3ss.; Lc 2, 1-7).

A intenção do evangelista é mostrar que os pagãos, os gentios, os povos que viviam além das fronteiras de Israel, reconhecem Jesus como Rei  Messias. Ao passo que o povo judeu rejeita o Salvador nascido em seu seio.

Ouro, incenso e mirra simbolizam as riquezas e os perfumes da Arábia, oferecidos como tributo ao Rei dos Reis, Jesus. Os padres da Igreja vêem no ouro o símbolo da realeza de Jesus; no incenso, a sua divindade; e na mirra, a paixão de Cristo.

Na adoração dos Magos cumprem-se as profecias messiânicas:

“Eu vejo- mas não agora, eu contemplo- mas não de perto: um astro procedente de Jacó se torna chefe, um cetro se levanta, procedente de Israel. (Números 24, 17ss.; também Isaías 49, 23;  Isaías 60, 5s.; Salmo 72, 10-15)

 

Oração

Da esperança messiânica

E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, pois irás à frente do Senhor para preparar-lhe os caminhos, anunciando ao seu povo a salvação, o perdão dos pecados.

Graças ao misericordioso coração de nosso Deus, o sol  que nasce do alto nos visitará, para iluminar os que vivem nas trevas e nas sombras da morte; para guiar nossos passos pelo caminho da paz. (Lucas 1, 67-79)

 Fonte: Os santos de cada dia (Paulinas)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5 de janeiro de 2013 at 10:32 Deixe um comentário

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