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Domingo de Ramos

 

Evangelho – Lc 22, 14-23.56

O Domingo de Ramos abre, por excelência, a Semana Santa, relembrando a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, poucos dias antes de passar pela Paixão, Morte e Ressurreição. Esse domingo é chamado assim porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão por onde Cristo passava montado num jumento.

Fonte: Canção Nova

11 de abril de 2014 at 8:54 Deixe um comentário

10 de abril de 2014 at 8:04 Deixe um comentário

Domingo de Ramos e Paixão do Senhor – Evangelho Segundo São Mateus, 21, 1-11 e Evangelho Segundo São Mateus 27, 11-54 (Breve) – 13 de Abril de 2014

 

 

 

Evangelho Segundo São Mateus 21, 1-11 – Domingo de Ramos

1. Aproximavam-se de Jerusalém. Quando chegaram a Betfagé, perto do monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos,

2. dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte. Encontrareis logo uma jumenta amarrada e com ela seu jumentinho. Desamarrai-os e trazei-mos.

3. Se alguém vos disser qualquer coisa, respondei-lhe que o Senhor necessita deles e que ele sem demora os devolverá.

4. Assim, neste acontecimento, cumpria-se o oráculo do profeta:

5. Dizei à filha de Sião: Eis que teu rei vem a ti, cheio de doçura, montado numa jumenta, num jumentinho, filho da que leva o jugo (Zc 9,9).

6. Os discípulos foram e executaram a ordem de Jesus.

7. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, cobriram-nos com seus mantos e fizeram-no montar.

8. Então a multidão estendia os mantos pelo caminho, cortava ramos de árvores e espalhava-os pela estrada.

9. E toda aquela multidão, que o precedia e que o seguia, clamava: Hosana ao filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!

10. Quando ele entrou em Jerusalém, alvoroçou-se toda a cidade, perguntando: Quem é este?

11. A multidão respondia: É Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia.

 

“Com os ramos nas mãos, vamos seguir os passos do Senhor em sua entrada em Jerusalém e em seu percurso rumo à cruz. Esta solene liturgia nos introduz na Semana Santa, centro do grande acontecimento da nossa fé: o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo”. (Liturgia Diária)

O Beato João Paulo II disse que “a liturgia do Domingo de Ramos é como que um Pórtico de ingresso solene na Semana Santa. Associa dois momentos entre si contrastantes:  o acolhimento de Jesus em Jerusalém e o drama da Paixão; o “Hosana!” de festa e o grito repetido várias vezes:  “Crucificai-O”; a entrada triunfal e a derrota aparente da morte na Cruz”. 

A Entrada de Jesus em Jerusalém

O Papa Emérito Bento XVI também disse que “a procissão dos Ramos é também uma procissão de Cristo Rei: nós professamos a realeza de Jesus Cristo, reconhecemos Jesus como o Filho de David, o verdadeiro Salomão o Rei da paz e da justiça. Reconhecê-l’O como Rei significa:  aceitá-l’O como Aquele que nos indica o caminho, no qual temos confiança e que seguimos”.

O Papa Francisco disse assim: “Jesus entra em Jerusalém. A multidão dos discípulos acompanha-O em festa, os mantos são estendidos diante d’Ele, fala-se dos prodígios que realizou, ergue-se um grito de louvor: «Bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!» (Lc 19, 38). Multidão, festa, louvor, bênção, paz: respira-se um clima de alegria. Jesus despertou tantas esperanças no coração, especialmente das pessoas humildes, simples, pobres, abandonadas, pessoas que não contam aos olhos do mundo”.

Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor!

 O Beato João Paulo II explicou: “Os discípulos, por ordem do Mestre, trouxeram-lhe um jumentinho, depois de pedirem lhes fosse permitido levarem-no algum tempo de empréstimo. E Jesus montou nele, para se cumprir a Seu respeito também esta particularidade dos escritos proféticos”.

A Palavra diz: “Exulta de alegria, filha de Sião, solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei, justo e vitorioso; ele é simples e vem montado num jumento, no potro de uma jumenta”. (Zc 9, 9).

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “A mesma emoção se apodera de nós em cada ano, no Domingo de Ramos, quando subimos na companhia de Jesus o monte para o santuário, quando O acompanhamos pelo caminho que leva para o alto. Neste dia, ao longo dos séculos por toda a face da terra, jovens e pessoas de todas a idades aclamam-n’O gritando: «Hossana ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor!”.

A Palavra diz: “Levantai, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o Rei da glória! Quem é este Rei da glória? É o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha. Levantai, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o Rei da glória! Quem é este Rei da glória? É o Senhor dos exércitos! É ele o Rei da glória”. (Sl 23, 7-10)

O Beato João Paulo II disse: “Eis a imagem verdadeira do Messias, do Ungido, do Filho de Deus, do Servo de Iahvé. Jesus sob esta imagem entrava em Jerusalém, quando os peregrinos, que o acompanhavam na caminhada, cantavam Hosana. E estendiam as capas e os ramos das árvores no chão que ele percorria”.

Conclusão:

Vamos concluir essa reflexão com as palavras do Papa Francisco: “VIVER A SEMANA SANTA SEGUINDO JESUS QUER DIZER APRENDER A SAIRMOS DE NÓS MESMOS PARA IR AO ENCONTRO DOS OUTROS, PARA IR ÀS PERIFERIAS DA EXISTÊNCIA, SERMOS OS PRIMEIROS A IR AO ENCONTRO DOS NOSSOS IRMÃOS E IRMÃS, SOBRETUDO DOS MAIS DISTANTES, DE QUANTOS ESTÃO ESQUECIDOS, DOS QUE TÊM MAIS NECESSIDADE DE COMPREENSÃO, CONFORTO E AJUDA. HÁ MUITA NECESSIDADE DE LEVAR A PRESENÇA VIVA DE JESUS MISERICORDIOSO E RICO DE AMOR!”

Oração

Adoremos a Cristo, que, ao entrar em Jerusalém, foi aclamado pelo povo como rei e Messias. Digamos: Bendito o que vem em nome do Senhor.Hosana a Vós, Filho de Davi e rei eterno, vencedor do pecado e da morte! (Liturgia Diária)

 

Há no Blog uma reflexão do Domingo de Ramos (Procissão dos Ramos), com o nome “Bendito o rei que vem em nome do Senhor!” do Evangelho de São Lucas 19, 28 – 40, postada em 18 de março de 2013.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

Evangelho Segundo São Mateus 27, 11-54 – Paixão do Senhor – 13 de Abril de 2014

11. Jesus compareceu diante do governador, que o interrogou: És o rei dos judeus? Sim, respondeu-lhe Jesus.

12. Ele, porém, nada respondia às acusações dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos.

13. Perguntou-lhe Pilatos: Não ouves todos os testemunhos que levantam contra ti?

14. Mas, para grande admiração do governador, não quis responder a nenhuma acusação.

15. Era costume que o governador soltasse um preso a pedido do povo em cada festa de Páscoa.

16. Ora, havia naquela ocasião um prisioneiro famoso, chamado Barrabás.

17. Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo?

18. (Ele sabia que tinham entregue Jesus por inveja.)

19. Enquanto estava sentado no tribunal, sua mulher lhe mandou dizer: Nada faças a esse justo. Fui hoje atormentada por um sonho que lhe diz respeito.

20. Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo que pedisse a libertação de Barrabás e fizesse morrer Jesus.

21. O governador tomou então a palavra: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam: Barrabás!

22. Pilatos perguntou: Que farei então de Jesus, que é chamado o Cristo? Todos responderam: Seja crucificado!

23. O governador tornou a perguntar: Mas que mal fez ele? E gritavam ainda mais forte: Seja crucificado!

24. Pilatos viu que nada adiantava, mas que, ao contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse: Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco!

25. E todo o povo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!

26. Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado.

27. Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e rodearam-no com todo o pelotão.

28. Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate.

29. Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lha na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: Salve, rei dos judeus!

30. Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça.

31. Depois de escarnecerem dele, tiraram-lhe o manto e entregaram-lhe as vestes. Em seguida, levaram-no para o crucificar.

32. Saindo, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, a quem obrigaram a levar a cruz de Jesus.

33. Chegaram ao lugar chamado Gólgota, isto é, lugar do crânio.

34. Deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas se recusou a beber.

35. Depois de o haverem crucificado, dividiram suas vestes entre si, tirando a sorte. Cumpriu-se assim a profecia do profeta: Repartiram entre si minhas vestes e sobre meu manto lançaram a sorte (Sl 21,19).

36. Sentaram-se e montaram guarda.

37. Por cima de sua cabeça penduraram um escrito trazendo o motivo de sua crucificação: Este é Jesus, o rei dos judeus.

38. Ao mesmo tempo foram crucificados com ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda.

39. Os que passavam o injuriavam, sacudiam a cabeça e diziam:

40. Tu, que destróis o templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!

41. Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos também zombavam dele:

42. Ele salvou a outros e não pode salvar-se a si mesmo! Se é rei de Israel, desça agora da cruz e nós creremos nele!

43. Confiou em Deus, Deus o livre agora, se o ama, porque ele disse: Eu sou o Filho de Deus!

44. E os ladrões, crucificados com ele, também o ultrajavam.

45. Desde a hora sexta até a nona, cobriu-se toda a terra de trevas.

46. Próximo da hora nona, Jesus exclamou em voz forte: Eli, Eli, lammá sabactáni? – o que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?

47. A estas palavras, alguns dos que lá estavam diziam: Ele chama por Elias.

48. Imediatamente um deles tomou uma esponja, embebeu-a em vinagre e apresentou-lha na ponta de uma vara para que bebesse.

49. Os outros diziam: Deixa! Vejamos se Elias virá socorrê-lo.

50. Jesus de novo lançou um grande brado, e entregou a alma.

51. E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas.

52. Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram.

53. Saindo de suas sepulturas, entraram na Cidade Santa depois da ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas.

54. O centurião e seus homens que montavam guarda a Jesus, diante do estremecimento da terra e de tudo o que se passava, disseram entre si, possuídos de grande temor: Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!

 

O Beato João Paulo II ensinou: “A celebração da Semana Santa inicia com o «Hosana!» deste Domingo de Ramos e tem o seu momento culminante no «Seja crucificado!» da Sexta-feira Santa. Mas isto não é um contra-senso; ao contrário, é o centro do mistério que a liturgia quer proclamar: Jesus entregou-Se voluntariamente à Sua paixão, não Se viu esmagado por forças maiores do que Ele ( Jo 10, 18). Ele próprio, perscrutando a vontade do Pai, compreendeu que tinha chegado a Sua hora e aceitou isso com a obediência livre do Filho e com infinito amor pelos homens”.

O Papa Francisco disse assim: “Jesus não entra na Cidade Santa, para receber as honras reservadas aos reis terrenos, a quem tem poder, a quem domina; entra para ser flagelado, insultado e ultrajado, como preanuncia Isaías na Primeira Leitura  ( Is 50, 6); entra para receber uma coroa de espinhos, uma cana, um manto de púrpura (a sua realeza será objeto de ludíbrio); entra para subir ao Calvário carregado com um madeiro. E aqui temos a segunda palavra: Cruz. Jesus entra em Jerusalém para morrer na Cruz”.

Sobre a Paixão do Senhor

SÃO JOÃO DE ÁVILA DISSE: “SENHOR, QUANDO VOS VEJO NA CRUZ, TUDO ME CONVIDA A AMAR: O MADEIRO, A VOSSA PESSOA, AS FERIDAS DE VOSSO CORPO E PRINCIPALMENTE O VOSSO AMOR. TUDO ME CONVIDA A VOS AMAR E A NÃO ME ESQUECER MAIS DE VÓS”.

Sobre as vestes de Cristo (V.35)- São Cipriano disse: “O mistério da unidade da Igreja, é expresso no Evangelho quando se diz que a túnica de Cristo não foi dividida nem rasgada”.

A Palavra diz: “Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus. Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes”, (Fl 2, 5-9)

O Beato João Paulo II disse: “Olhando para Jesus na Sua paixão, vemos como num espelho os sofrimentos da humanidade e também as nossas vicissitudes pessoais. Cristo, apesar de não ter cometido pecados, assumiu tudo o que o homem não podia suportar: a injustiça, o mal, o pecado, o ódio, o sofrimento e, por fim, a morte. Em Cristo, Filho do homem humilhado e sofredor, Deus ama todos, a todos perdoa…”

“SE QUEREIS PROGREDIR NO AMOR DE DEUS, MEDITAI TODOS OS DIAS A PAIXÃO DO SENHOR. NADA CONTRIBUI TANTO PARA A SANTIDADE DAS PESSOAS COMO A PAIXÃO DE CRISTO”. (SÃO BOAVENTURA)

“VAMOS JUNTOS, PEREGRINOS, EM DIREÇÃO DA CRUZ DO SENHOR, PORQUE ELA INICIA UMA NOVA ERA NA HISTÓRIA DO HOMEM. ATRAVÉS DA CRUZ O HOMEM PÔDE COMPREENDER O SENTIDO DA SUA PRÓPRIA SORTE, DA SUA PRÓPRIA EXISTÊNCIA SOBRE A TERRA. DESCOBRIU QUANTO DEUS O AMOU . DESCOBRIU , E DESCOBRE CONTINUAMENTE , À LUZ DA FÉ, QUANTO É GRANDE O SEU VALOR “. (BEATO JOÃO PAULO II)

Conclusão:

Concluímos essa reflexão com as palavras do Papa Francisco: “JESUS ENTRA EM JERUSALÉM PARA DAR O ÚLTIMO PASSO, NO QUAL RESUME TODA A SUA EXISTÊNCIA: ENTREGA-SE TOTALMENTE, NADA CONSERVA PARA SI, NEM SEQUER A VIDA”.

 

Oração: (Salmo 21, 1-31)

1. Ao mestre de canto. Segundo a melodia A corça da aurora. Salmo de Davi.

2. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes? E permaneceis longe de minhas súplicas e de meus gemidos?

3. Meu Deus, clamo de dia e não me respondeis; imploro de noite e não me atendeis.

4. Entretanto, vós habitais em vosso santuário, vós que sois a glória de Israel.

5. Nossos pais puseram sua confiança em vós, esperaram em vós e os livrastes.

6. A vós clamaram e foram salvos; confiaram em vós e não foram confundidos.

7. Eu, porém, sou um verme, não sou homem, o opróbrio de todos e a abjeção da plebe.

8. Todos os que me vêem zombam de mim; dizem, meneando a cabeça:

9. Esperou no Senhor, pois que ele o livre, que o salve, se o ama.

10. Sim, fostes vós que me tirastes das entranhas de minha mãe e, seguro, me fizestes repousar em seu seio.

11. Eu vos fui entregue desde o meu nascer, desde o ventre de minha mãe vós sois o meu Deus.

12. Não fiqueis longe de mim, pois estou atribulado; vinde para perto de mim, porque não há quem me ajude.

13. Cercam-me touros numerosos, rodeiam-me touros de Basã;

14. contra mim eles abrem suas fauces, como o leão que ruge e arrebata.

15. Derramo-me como água, todos os meus ossos se desconjuntam; meu coração tornou-se como cera, e derrete-se nas minhas entranhas.

16. Minha garganta está seca qual barro cozido, pega-se no paladar a minha língua: vós me reduzistes ao pó da morte.

17. Sim, rodeia-me uma malta de cães, cerca-me um bando de malfeitores. Traspassaram minhas mãos e meus pés:

18. poderia contar todos os meus ossos. Eles me olham e me observam com alegria,

19. repartem entre si as minhas vestes, e lançam sorte sobre a minha túnica.

20. Porém, vós, Senhor, não vos afasteis de mim; ó meu auxílio, bem depressa me ajudai.

21. Livrai da espada a minha alma, e das garras dos cães a minha vida.

22. Salvai-me a mim, mísero, das fauces do leão e dos chifres dos búfalos.

23. Então, anunciarei vosso nome a meus irmãos, e vos louvarei no meio da assembléia.

24. Vós que temeis o Senhor, louvai-o; vós todos, descendentes de Jacó, aclamai-o; temei-o, todos vós, estirpe de Israel,

25. porque ele não rejeitou nem desprezou a miséria do infeliz, nem dele desviou a sua face, mas o ouviu, quando lhe suplicava.

26. De vós procede o meu louvor na grande assembléia, cumprirei meus votos na presença dos que vos temem.

27. Os pobres comerão e serão saciados; louvarão o Senhor aqueles que o procuram: Vivam para sempre os nossos corações.

28. Hão de se lembrar do Senhor e a ele se converter todos os povos da terra; e diante dele se prostrarão todas as famílias das nações,

29. porque a realeza pertence ao Senhor, e ele impera sobre as nações.

30. Todos os que dormem no seio da terra o adorarão; diante dele se prostrarão os que retornam ao pó.

31. Para ele viverá a minha alma, há de servi-lo minha descendência. Ela falará do Senhor às gerações futuras e proclamará sua justiça ao povo que vai nascer: Eis o que fez o Senhor.

 

Há no Blog uma reflexão com o Evangelho da Paixão do Senhor de  São Lucas 23, 1-49: breve, postada em 18 de Março de 2013. 

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

7 de abril de 2014 at 8:46 1 comentário

CELEBRAÇÃO DO DOMINGO DE RAMOS – HOMILIA DO SANTO PADRE FRANCISCO

Praça de São Pedro XXVIII Jornada Mundial da Juventude Domingo, 24 de março de 2013

1.  Jesus entra em Jerusalém. A multidão dos discípulos acompanha-O em  festa, os mantos são estendidos diante d’Ele, fala-se dos prodígios que  realizou, ergue-se um grito de louvor: «Bendito seja o Rei que vem em nome do  Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!» (Lc 19, 38).

Multidão, festa, louvor, bênção, paz: respira-se um clima de alegria. Jesus  despertou tantas esperanças no coração, especialmente das pessoas humildes,  simples, pobres, abandonadas, pessoas que não contam aos olhos do mundo. Soube  compreender as misérias humanas, mostrou o rosto misericordioso de Deus e inclinou-Se para curar o corpo e a alma.

Assim é Jesus. Assim é o seu coração, que nos vê a todos, que vê as nossas  enfermidades, os nossos pecados. Grande é o amor de Jesus! E entra em Jerusalém  assim com este amor que nos vê a todos. É um espectáculo lindo: cheio de luza luz do amor de Jesus, do amor do seu coração, de alegria, de  festa.

No início da Missa, também nós o reproduzimos. Agitámos os nossos ramos de  palmeira. Também nós acolhemos Jesus; também nós manifestamos a alegria de O  acompanhar, de O sentir perto de nós, presente em nós e no nosso meio, como um  amigo, como um irmão, mas também como rei, isto é, como farol luminoso da nossa  vida. Jesus é Deus, mas desceu a caminhar connosco como nosso amigo, como nosso  irmão; e aqui nos ilumina ao longo do caminho. E assim hoje O acolhemos. E aqui  temos a primeira palavra que vos queria dizer: alegria! Nunca sejais  homens e mulheres tristes: um cristão não o pode ser jamais! Nunca vos  deixeis invadir pelo desânimo! A nossa alegria não nasce do facto de possuirmos  muitas coisas, mas de termos encontrado uma Pessoa: Jesus, que está no  meio de nós; nasce do facto de sabermos que, com Ele, nunca estamos sozinhos,  mesmo nos momentos difíceis, mesmo quando o caminho da vida é confrontado com  problemas e obstáculos que parecem insuperáveis… e há tantos! E nestes momentos  vem o inimigo, vem o diabo, muitas vezes disfarçado de anjo, e insidiosamente  nos diz a sua palavra. Não o escuteis! Sigamos Jesus! Nós acompanhamos, seguimos  Jesus, mas sobretudo sabemos que Ele nos acompanha e nos carrega aos seus  ombros: aqui está a nossa alegria, a esperança que devemos levar a este nosso  mundo. E, por favor, não deixeis que vos roubem a esperança! Não deixeis roubar  a esperança… aquela que nos dá Jesus!

2. Segunda palavra. Para que entra Jesus em Jerusalém? Ou talvez melhor: Como  entra Jesus em Jerusalém? A multidão aclama-O como Rei. E Ele não Se opõe, não a  manda calar (cf. Lc 19, 39-40). Mas, que tipo de Rei seria Jesus?  Vejamo-Lo… Monta um jumentinho, não tem uma corte como séquito, nem está rodeado  de um exército como símbolo de força. Quem O acolhe são pessoas humildes,  simples, que possuem um sentido para ver em Jesus algo mais; têm o  sentido da fé que diz: Este é o Salvador. Jesus não entra na Cidade Santa, para  receber as honras reservadas aos reis terrenos, a quem tem poder, a quem domina;  entra para ser flagelado, insultado e ultrajado, como preanuncia Isaías na  Primeira Leitura  (cf. Is 50, 6); entra para receber uma coroa de  espinhos, uma cana, um manto de púrpura (a sua realeza será objecto de  ludíbrio); entra para subir ao Calvário carregado com um madeiro. E aqui temos a  segunda palavra: Cruz. Jesus entra em Jerusalém para morrer na Cruz. E é  precisamente aqui que refulge o seu ser Rei segundo Deus: o seu trono real é o  madeiro da Cruz! Vem-me à mente aquilo que Bento XVI dizia aos Cardeais: Vós  sois príncipes, mas de um Rei crucificado. Tal é o trono de Jesus. Jesus toma-o  sobre Si… Porquê a Cruz? Porque Jesus toma sobre Si o mal, a sujeira, o pecado  do mundo, incluindo o nosso pecado, o pecado de todos nós, e lava-o; lava-o com  o seu sangue, com a misericórdia, com o amor de Deus. Olhemos ao nosso redor…  Tantas feridas infligidas pelo mal à humanidade: guerras, violências, conflitos  económicos que atingem quem é mais fraco, sede de dinheiro, que depois ninguém  pode levar consigo, terá de o deixar. A minha avó dizia-nos (éramos nós  meninos): a mortalha não tem bolsos. Amor ao dinheiro, poder, corrupção,  divisões, crimes contra a vida humana e contra a criação! E também – como bem o  sabe e conhece cada um de nós os nossos pecados pessoais: as  faltas de amor e respeito para com Deus, com o próximo e com a criação inteira.  E na cruz, Jesus sente todo o peso do mal e, com a força do amor de Deus,  vence-o, derrota-o na sua ressurreição. Este é o bem que Jesus realiza por todos  nós sobre o trono da Cruz. Abraçada com amor, a cruz de Cristo nunca leva à  tristeza, mas à alegria, à alegria de sermos salvos e de realizarmos um  bocadinho daquilo que Ele fez no dia da sua morte.

3. Hoje, nesta Praça, há tantos jovens. Desde há 28 anos que o Domingo de Ramos  é a Jornada da Juventude! E aqui aparece a terceira palavra: jovens!  Queridos jovens, vi-vos quando entráveis em procissão; imagino-vos fazendo festa  ao redor de Jesus, agitando os ramos de oliveira; imagino-vos gritando o seu  nome e expressando a vossa alegria por estardes com Ele! Vós tendes um parte  importante na festa da fé! Vós trazeis-nos a alegria da fé e dizeis-nos que  devemos viver a fé com um coração jovem, sempre: um coração jovem, mesmo aos  setenta, oitenta anos! Coração jovem! Com Cristo, o coração nunca envelhece.  Entretanto todos sabemos – e bem o sabeis vós – que o Rei que seguimos e nos  acompanha, é muito especial: é um Rei que ama até à cruz e nos ensina a servir,  a amar. E vós não tendes vergonha da sua Cruz; antes, abraçai-la, porque  compreendestes que é no dom de si, no dom de si, no sair de si mesmo, que  se alcança a verdadeira alegria e que com o amor de Deus Ele venceu o mal. Vós  levais a Cruz peregrina por todos os continentes, pelas estradas do mundo.  Levai-la, correspondendo ao convite de Jesus: «Ide e fazei discípulos entre as nações» (cf. Mt 28, 19), que é o tema da Jornada da Juventude deste ano. Levai-la para dizer a todos  que, na cruz, Jesus abateu o muro da inimizade, que separa os homens e os povos,  e trouxe a reconciliação e a paz. Queridos amigos, na esteira do Beato João  Paulo II e de Bento XVI, também eu, desde hoje, me ponho a caminho convosco. Já  estamos perto da próxima etapa desta grande peregrinação da Cruz. Olho com  alegria para o próximo mês de Julho, no Rio de Janeiro. Vinde! Encontramo-nos  naquela grande cidade do Brasil! Preparai-vos bem, sobretudo espiritualmente,  nas vossas comunidades, para que o referido Encontro seja um sinal de fé para o  mundo inteiro. Os jovens devem dizer ao mundo: é bom seguir Jesus; é bom andar  com Jesus; é boa a mensagem de Jesus; é bom sair de nós mesmos para levar Jesus  às periferias do mundo e da existência. Três palavras: alegria, cruz, jovens.

Peçamos a intercessão da Virgem Maria. Que Ela nos ensine a alegria do encontro  com Cristo, o amor com que O devemos contemplar ao pé da cruz, o entusiasmo do  coração jovem com que O devemos seguir nesta Semana Santa e por toda a nossa  vida. Assim seja.

 

© Copyright 2013 – Libreria Editrice Vaticana 

24 de março de 2013 at 15:18 Deixe um comentário

Domingo de Ramos (Procissão dos Ramos) – Bendito o rei que vem em nome do Senhor! – São Lucas 19, 28 – 40

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28. Depois destas palavras, Jesus os foi precedendo no caminho que sobe a Jerusalém.

29. Chegando perto de Betfagé e de Betânia, junto do monte chamado das Oliveiras, Jesus enviou dois dos seus discípulos e disse-lhes:

30. Ide a essa aldeia que está defronte de vós. Entrando nela, achareis um jumentinho atado, em que nunca montou pessoa alguma; desprendei-o e trazei-mo.

31. Se alguém vos perguntar por que o soltais, responder-lhe-eis assim: O Senhor precisa dele.

32. Partiram os dois discípulos e acharam tudo como Jesus tinha dito.

33. Quando desprendiam o jumentinho, perguntaram-lhes seus donos: Por que fazeis isto?

34. Eles responderam: O Senhor precisa dele.

35. E trouxeram a Jesus o jumentinho, sobre o qual deitaram seus mantos e fizeram Jesus montar.

36. À sua passagem, muitas pessoas estendiam seus mantos no caminho.

37. Quando já se ia aproximando da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, tomada de alegria, começou a louvar a Deus em altas vozes, por todas as maravilhas que tinha visto.

38. E dizia: Bendito o rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória no mais alto dos céus!

39. Neste momento, alguns fariseus interpelaram a Jesus no meio da multidão: Mestre, repreende os teus discípulos.

40. Ele respondeu: Digo-vos: se estes se calarem, clamarão as pedras!

Iniciemos essa reflexão com as palavras do Papa Emérito Bento XVI: “O Domingo de Ramos é o grande portal de entrada na Semana Santa, a semana em que o Senhor Jesus caminha até ao ponto culminante da sua existência terrena. Ele sobe a Jerusalém para dar pleno cumprimento às Escrituras e ser pregado no lenho da cruz, o trono donde reinará para sempre, atraindo a Si a humanidade de todos os tempos e oferecendo a todos o dom da redenção”.

Versículos 28 a 34: Depois destas palavras, Jesus os foi precedendo no caminho que sobe a Jerusalém. Chegando perto de Betfagé e de Betânia, junto do monte chamado das Oliveiras, Jesus enviou dois dos seus discípulos e disse-lhes: Ide a essa aldeia que está defronte de vós. Entrando nela, achareis um jumentinho atado, em que nunca montou pessoa alguma; desprendei-o e trazei-mo. Se alguém vos perguntar por que o soltais, responder-lhe-eis assim: O Senhor precisa dele. Partiram os dois discípulos e acharam tudo como Jesus tinha dito. Quando desprendiam o jumentinho, perguntaram-lhes seus donos: Por que fazeis isto? Eles responderam: O Senhor precisa dele”.

O Papa Emérito Bento XVI disse que “Jesus chega a Jerusalém vindo de Betfagé e do Monte das Oliveiras, isto é, seguindo a estrada por onde deveria vir o Messias. De Betfagé, Ele envia à sua frente dois discípulos, com a ordem de Lhe trazerem um jumentinho que encontrarão no caminho. De fato encontram o jumentinho, soltam-no e levam-no a Jesus”.

A Palavra diz: Dizei à filha de Sião: Eis que teu rei vem a ti, cheio de doçura, montado numa jumenta, num jumentinho, filho da que leva o jugo” (Zc 9,9). (Mt 21,5).

O Beato João Paulo II disse que Jesus “encaminha-Se rumo a Jerusalém para enfrentar a prova que O espera. Está consciente de ir lá pela última vez, para uma semana «santa», no termo da qual esperam-n’O a paixão e a morte. Ele vai ao encontro de tudo isto com plena disponibilidade, sabendo que assim se cumpre n’Ele o eterno desígnio do Pai”.

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Sabemos, pelos Evangelhos, que Jesus Se encaminhara para Jerusalém juntamente com os Doze e que, pouco a pouco, se foi unindo a eles uma multidão cada vez maior de peregrinos”.

Versículos 35 a 38: “E trouxeram a Jesus o jumentinho, sobre o qual deitaram seus mantos e fizeram Jesus montar.  À sua passagem, muitas pessoas estendiam seus mantos no caminho. Quando já se ia aproximando da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, tomada de alegria, começou a louvar a Deus em altas vozes, por todas as maravilhas que tinha visto. E dizia: Bendito o rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória no mais alto dos céus”!

O Papa Emérito Bento XVI disse que de fato os dois discípulos “encontram o jumentinho, soltam-no e levam-no a Jesus. Naquele momento, o entusiasmo apodera-se dos discípulos e também dos outros peregrinos: pegam nos seus mantos e colocam-nos uns sobre o jumentinho e outros estendidos no caminho por onde Jesus passa montado no jumento. Depois cortam ramos das árvores e começam a apregoar expressões do Salmo 118”.

O Beato João Paulo II explicou que o “animal escolhido está a indicar que não se trata de um ingresso triunfal, mas do ingresso de um rei manso e humilde de coração. Contudo, as multidões reunidas em Jerusalém, quase sem notar esta expressão de humildade, ou talvez reconhecendo nela um sinal messiânico, saúdam Cristo com palavras repletas de enlevo: «Hosana ao Filho de David! Bendito seja Aquele que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!».

O Catecismo (570) ensina: “A entrada de Jesus em Jerusalém manifesta a vinda do Reino, que o Rei-Messias, acolhido na cidade pelas crianças e pelos humildes de coração, vai realizar pela Páscoa da sua morte e ressurreição”.

“Ó Jesus, prevendo a turba que viria ao vosso encontro, montastes no jumento e destes exemplo,  de admirável humildade entre os aplausos do povo que acorria, cortava ramos e atapetava a estrada. Enquanto a multidão cantava hinos de louvor, vós, jamais esquecendo vossa compaixão, chorastes o morticínio de Jerusalém. Levanta-te agora, ó serva do salvador, e no cortejo das filhas de Sião, vai ver teu verdadeiro rei… acompanha o Senhor do céu e da terra montado num jumentinho, segue-o sempre com ramos de oliveira, com obras de piedade e com virtudes triunfantes” (São Boaventura).

Versículos 39 a 40: “Neste momento, alguns fariseus interpelaram a Jesus no meio da multidão: Mestre, repreende os teus discípulos. Ele respondeu: Digo-vos: se estes se calarem, clamarão as pedras”!

O Padre Bantu disse que “Jesus entra em confronto com os fariseus que dizem: Mestre, repreende teus discípulos!. Ao que responde: Se eles se calarem as pedras gritarão. A solenidade de Ramos interessa para o mundo de hoje. Tenhamos segurança que toda essa pressão contra Cristo, significa sua importância, do contrário, não teria tantos inimigos. Por isso: “Bendito o que vem em nome do Senhor!”

Citando um trecho do canto litúrgico: “Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão. Se fecharem os poucos caminhos, mil trilhas nascerão. Muito tempo não dura a verdade, nestas margens estreitas demais, Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais. É Jesus este Pão de igualdade, viemos pra comungar, com a luta sofrida de um povo que quer ter voz, ter vez, lugar. Comungar é tornar-se um perigo, viemos pra incomodar, com a fé e a união nossos passos um dia vão chegar”.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Padre Bantu: “Durante 40 dias e 40 noites nos preparamos para este momento, ou seja, para entrarmos com Jesus em Jerusalém. Devemos segui-lo com ramos nas mãos. Hoje, com esta solene liturgia, damos inicio a Semana Santa, centro do grande acontecimento de nossa fé: o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus, o Cristo que, a preço de sangue, nos resgata para o Pai: morrendo, vence a morte e, com sua ressurreição, nos dá a vida”.

Oração

Oremos a Deus como ensina Santo André, Bispo de Creta: “Em vez de mantos ou ramos sem vida, em vez de arbustos que alegram o olhar por pouco tempo, mas depressa perdem o seu vigor, prostremo-nos nós mesmos aos pés de Cristo, revestidos da sua graça, ou melhor, revestidos d’Ele mesmo (…); sejamos como mantos estendidos a seus pés (…), para oferecermos ao vencedor da morte não já ramos de palmeira, mas os troféus da sua vitória. Agitando os ramos espirituais da alma, aclamemo-Lo todos os dias, juntamente com as crianças, dizendo estas santas palavras: “Bendito o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel. Amém!”

Há uma reflexão no Blog, com o nome “Entrada de Jesus em Jerusalém”, do Evangelho de São Mateus 21, 1-11, postada em 263\12.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

18 de março de 2013 at 10:11 Deixe um comentário

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