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Batismo do Senhor

Evangelho – Lc 3,15-16.21-22

Deus eterno e todo poderoso, em nome do Teu filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, envia sobre nós o Espírito Santo Paráclito.

Após a celebração da Epifania do Senhor a Igreja Católica celebra o Batismo do Senhor, no domingo entre os dias 09 e 13 de janeiro. No dia seguinte a essa celebração, inicia-se o Tempo Comum.

Por que Jesus foi batizado? Apesar de Jesus não ter pecado algum, quis ser batizado para nos mostrar que era solidário com a humanidade pecadora, a qual viera salvar.
E o nosso batismo, o que significa? O Batismo é um novo nascimento. Nascemos para uma vida nova e nos tornamos irmãos uns dos outros.

De quem Jesus é filho? Jesus é o Filho de Deus.

O que aconteceu na hora do batismo de Jesus? O céu se abriu e uma voz disse “Você é meu filho querido.Coloco todo o meu amor”. Ao mesmo tempo, o Espirito de Deus em forma de pomba ficou sobrevoando a cabeça de Jesus.

 Inagura -se assim a vida pública de Jesus.

Também nós somos chamados por Deus a assumir o nosso Batismo. Testemunhar a nossa fé.

9 de janeiro de 2015 at 10:23 Deixe um comentário

Batismo do Senhor – Reflexão de São João Crisóstomo

«O Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea, como uma pomba»

Consideremos o grande milagre que se produziu a seguir, uma vez que ele constitui o prólogo daquilo que iria passar-se em breve. Logo após o baptismo do Salvador, não foi o antigo Paraíso que se abriu, foi o próprio céu: «Uma vez baptizado, […] eis que se rasgaram os céus» (Mt 3,16). Porque se terão aberto os céus aquando do baptismo de Jesus Cristo? Para nos ensinar que o mesmo se passa no nosso: assim nos chama Deus à nossa pátria celeste e nos convida a não ter mais nada em comum com a terra. […] E se agora não conseguimos ver os mesmos sinais, recebemos no entanto as mesmas graças, das quais os sinais eram o símbolo.

Viu-se então uma pomba descer do céu, indicando tanto a João como ao povo hebreu que Jesus era o Filho de Deus; de resto, também a nós nos indica que no momento do nosso baptismo o Espírito Santo desce à nossa alma. E se não desce numa forma visível, é porque já não precisamos que isso aconteça, uma vez que é suficiente a nossa fé. […]

E porque desceu o Espírito Santo na forma duma pomba? Porque a pomba é mansa e pura, e o Espírito é todo Ele pureza e mansidão. Para além disso, a pomba relembra-nos um episódio do Antigo Testamento (Gn 8,10ss.): depois de a terra ter sido submergida pelo dilúvio e toda a humanidade ter perecido, regressou a pomba a comprovar o fim do cataclismo, de ramo de oliva na boca, anunciando o restabelecimento da paz sobre a terra. Ora, tudo isso constitui uma prefiguração dos tempos futuros. […] Depois de tudo estar perdido, surgiram a libertação e a renovação; e, assim como tudo dantes aconteceu por um dilúvio de chuva, acontece agora por um dilúvio de graça e misericórdia, e já não é só a um homem que a pomba convida a sair da arca para repovoar a terra: agora ela atrai todos os homens para o céu, e em lugar do ramo de oliva traz aos homens a dignidade de filhos de Deus.

8 de janeiro de 2015 at 9:48 Deixe um comentário

Solenidade do Batismo do Senhor – Eu vos batizei com água, mas Ele vos batizará com o Espírito Santo – São Marcos 1, 7-11 – dia 11 de Janeiro

  1. Ele pôs-se a proclamar: “Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar para desatar-lhe a correia do calçado.
  2. Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo.”
  3. Ora, naqueles dias veio Jesus de Nazaré, da Galiléia, e foi batizado por João no Jordão.
  4. No momento em que Jesus saía da água, João viu os céus abertos e descer o Espírito em forma de pomba sobre ele.
  5. E ouviu-se dos céus uma voz: “Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição.”

São João Paulo II disse que “o Evangelho segundo Marcos, como os outros sinópticos, narra o batismo de Jesus no rio Jordão. A Liturgia da Epifania recorda este acontecimento, apresentando-o num tríptico que engloba a adoração dos Magos do Oriente e as bodas de Caná. Cada um destes três momentos da vida de Jesus de Nazaré constitui uma particular revelação da Sua filiação divina”.

Ele pôs-se a proclamar: “Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar para desatar-lhe a correia do calçado

São João Paulo II ensinou assim: “O que João Batista conferia nas margens do Jordão era um batismo de penitência, referente à conversão e ao perdão dos pecados. Mas ele anunciava: «Depois de mim, vai chegar outro que é mais poderoso do que eu… Eu vos batizarei em água, mas Ele batizar-vos-á no Espírito Santo» (Mc. 1, 7-8). Anunciava isto a uma multidão de penitentes, que iam ter com ele para lhe confessar os seus pecados, arrependendo-se e dispondo-se a corrigir a própria vida”.

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Também Jesus abandona a casa e as ocupações habituais para alcançar o Jordão. Chega ao meio da multidão que está a ouvir o Batista e põe-se na fila como todos, à espera de ser batizado. João, logo que o vê aproximar-se, intui que naquele Homem há algo único, que é o misterioso Outro que esperava e para o qual estava orientada toda a sua vida. Compreende que se encontra diante de Alguém maior que ele e que não é digno nem sequer de lhe desatar a correia das sandálias”.

Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo

“É de outra natureza o Batismo conferido por Jesus e que a Igreja, fiel ao seu mandamento, não cessa de administrar. Este Batismo liberta o homem do pecado original e perdoa os pecados, resgata-o da escravidão do mal e assinala o seu renascimento no Espírito Santo; comunica-lhe uma vida nova, que é participação na vida de Deus Pai, que nos foi doada pelo seu Filho Unigênito, o qual Se fez homem, morreu e ressuscitou”. (São João Paulo II)

Liturgia das Horas: “A voz do Pai testemunha que este é seu Filho, e reflui sobre ele a força do Espírito que todo dom distribui. Protegei a todos, ó Cristo: jamais tombemos no abismo. Dai-nos viver as promessas do nosso próprio batismo. Ó Cristo, vida e verdade, a vós a glória e o louvor. Unido ao Pai e ao Espírito, do céu mostrais o esplendor”.

Ora, naqueles dias veio Jesus de Nazaré, da Galiléia, e foi batizado por João no Jordão

“João batiza e Jesus se aproxima; talvez para santificar igualmente aquele que o batiza e, sem dúvida, para sepultar nas águas o velho Adão. Antes de nós, e por nossa causa, ele que é Espírito e carne santificou as águas do Jordão, para assim nos iniciar nos sacramentos mediante o Espírito e a água”. (São Gregório de Nazianzo)

“João cumpre a sua missão ao batizar o Senhor, que no Jordão mergulhando na água as águas lavou. Não quer lavar-se a si mesmo o Filho da Virgem pura, mas quer nas águas lavar a culpa da criatura”. (Liturgia das Horas)

No momento em que Jesus saía da água, João viu os céus abertos e descer o Espírito em forma de pomba sobre ele

O Papa Francisco disse que “no dia do batismo de Cristo ainda contemplamos os céus abertos. A manifestação do Filho de Deus na terra assinala o início do grande tempo da misericórdia, depois que o pecado tinha fechado os céus, elevando como que uma barreira entre o ser humano e o seu Criador. Com o nascimento de Jesus abrem-se os céus! Deus concede-nos em Cristo a garantia de um amor indestrutível. Portanto, desde que o Verbo se fez carne é possível ver os céus abertos… E será possível também para cada um de nós, se nos deixarmos invadir pelo amor de Deus, que nos é concedido pela primeira vez mediante o Batismo, por meio do Espírito Santo”.

Sob forma de uma pomba: O Catecismo (§701) ensina: “Quando Cristo sobe das águas do seu batismo, o Espírito Santo, sob a forma duma pomba, desce e paira sobre Ele. O Espírito desce e repousa no coração purificado dos batizados”.

E ouviu-se dos céus uma voz: “Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição”

O Papa Francisco também disse: “Quando Jesus recebeu o batismo de penitência de João Batista, solidarizando com o povo penitente — Ele, sem pecado e não necessitado de conversão — Deus Pai fez ouvir a sua voz descida do céu: «Eis o meu Filho muito amado, em quem pus a minha complacência!» (v. 17). Jesus recebe a aprovação do Pai celeste, que O enviou precisamente para que aceitasse compartilhar a nossa condição, a nossa pobreza. Compartilhar é o verdadeiro modo de amar. Jesus não se dissocia de nós, considera-nos irmãos e compartilha conosco. E assim, juntamente com Ele, torna-nos filhos de Deus Pai. Esta é a revelação e a fonte do amor autêntico. E este é o grande tempo da misericórdia!”

O Papa Emérito Bento XVI explicou que no Rio Jordão “ouviram-se palavras nunca anteriormente pronunciadas: «Tu és o Meu Filho muito amado; em Ti pus todo o Meu agrado». […] O Pai, o Filho e o Espírito Santo descem entre os homens e revelam-nos o Seu amor que salva. Se foram os anjos que levaram aos pastores o anúncio do nascimento do Salvador e a estrela que o levou aos Magos vindos do Oriente, presentemente é a própria voz do Pai que indica aos homens a presença do Seu Filho no mundo, e que nos convida a voltarmo-nos para a ressurreição, para a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte”.

Conclusão

Do Papa Emérito Bento XVI: “Junto do Jordão, Jesus manifesta-Se com uma extraordinária humildade, que recorda a pobreza e a simplicidade do Menino colocado na manjedoura e antecipa os sentimentos pelos quais, no final dos Seus dias terrenos, chegará a lavar os pés dos discípulos e sofrerá a humilhação terrível da cruz. O Filho de Deus, Aquele que é sem pecado, coloca-Se entre os pecadores, mostra a proximidade de Deus em relação ao caminho de conversão do homem”.

Oração

Do Papa Francisco: “Peçamos à Virgem Santa que nos sustente com a sua intercessão no nosso compromisso de seguir Cristo ao longo do caminho da fé e da caridade, na senda traçada pelo nosso Batismo”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

5 de janeiro de 2015 at 12:06 Deixe um comentário

Então da nuvem luminosa – Canto Litúrgico do Batismo do Senhor


Clicar abaixo e à direita para assistir no youtube.

12 de janeiro de 2014 at 9:52 Deixe um comentário

Este é o tempo da misericórdia! Este nosso tempo tem necessidade de partilha fraterna e de amor

 

2014-01-12 Rádio Vaticana

Com o nascimento de Jesus, os céus abrem-se para nós! Deixemo-nos invadir pelo amor de Deus que nos é dado pela primeira vez no baptismo por meio do Espírito Santo: esta a mensagem do Papa Francisco, neste domingo do Baptismo de Jesus, dirigindo-se ao meio-dia, na Praça de São Pedro, às pessoas ali reunidas para a recitação do Angelus e a quantos o seguiam através dos meios de comunicação. O Papa comentava a expressão do Evangelho do dia – que refere que, depois de Jesus ter recebido o baptismo de João no rio Jordão, “os céus se abriram para ele”. Realizavam-se assim as profecias. Como invoca Isaías: “Ah, se tu (Senhor) abrisses os céus e descesses!”. “Se os céus permanecem cerrados, o nosso horizonte nesta vida terrena é obscuro, sem esperança. Mas celebrando o Natal, a fé deu-nos mais uma vez a certeza de que os céus se abriram com a vinda de Jesus”. “A manifestação do Filho de Deus sobre a terra marca o início do grande tempo de misericórdia, enquanto que antes o pecado tinha fechado os céus, elevando como que uma barreira entre o ser humano e o seu Criador”. “Com o nascimento de Jesus, abrem-se os céus! Deus dá-nos a certeza de um amor indestrutível. Desde que o Verbo se fez carne, é possível ver os céus abertos”. Foi possível para os pastores de Belém, para os Magos do Oriente, para João Baptista, para os Apóstolos, para Santo Estêvão – o primeiro mártir, que exclamou ‘Vejo os céus abertos’… “E é possível também para cada um de nós, se nos deixarmos invadir pelo amor de Deus, que nos foi dado pela primeira vez no Baptismo, por meio do Espírito Santo”. Quando Jesus recebeu o baptismo de penitência das mãos de João Baptista, solidarizando-se com o povo penitente, Deus fez ouvir a sua voz, do céu: “Este é o meu Filho, o amado!”. O Pai celeste enviou-o precisamente para que partilhasse a nossa condição, a nossa pobreza. “Partilhar é o verdadeiro modo de amar. Jesus não se dissocia de nós, considera-nos irmãos e partilha connosco. E é assim que nos torna filhos, juntamente com Ele, de Deus Pai. É esta a revelação e a fonte do verdadeiro amor. E este é tempo da misericórdia”. “Não vos parece que no nosso tempo temos necessidade de um suplemento de partilha fraterna e de amor? Não vos parece que temos todos necessidade de um suplemento de caridade? Não daquele que se contenta com uma ajuda ocasional que não nos compromete, não nos põe em jogo, mas aquela caridade que compartilha, que faz seu o problema e o sofrimento do irmão.Que saber adquire a vida quando nos deixamos inundar pelo amor de Deus!”

 

12 de janeiro de 2014 at 9:45 Deixe um comentário

Reflexão para a festa do Batismo do Senhor

 

2014-01-10 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano  (RV) – “Devemos cumprir toda a justiça”, essa frase do Evangelho deste domingo centraliza a mensagem da liturgia do Batismo do Senhor. Mas que justiça é essa? Se entendermos que a encarnação do Verbo contou com a participação das Três Pessoas divinas e o motivo foi a redenção do gênero humano, ficará para nós que a justiça da qual Jesus fala com João Batista é a instauração do Reino. João Batista participa da realização dessa justiça, da missão do Redentor, ao pregar e conferir o batismo de penitência. A ação de Jesus ao aceitar o gesto do Batista recebe a aprovação das Outras duas Pessoas divinas, pois quando sai das águas do Jordão “o céu se abre e o Espírito vem sobre ele e nele pousa”. Nesse momento recordemos as palavras de Isaías na primeira leitura: “Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como centro da aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos aos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas” Ele é rei e sacerdote, foi ungido para cumprir toda a justiça dando origem ao Reino de Deus. Recordemos o nosso batismo. Fomos inseridos no Povo de Deus também para essa missão, cumprir a justiça, não apenas para nos salvar. Temos uma missão apostólica, colaborar com o Senhor na instauração da justiça, da solidariedade, da acolhida a todos, especialmente daqueles que são marginalizados porque pecadores. Ser batizado é ter um coração misericordioso e integrador, como o de Jesus.Ao celebrarmos a festa do Batismo do Senhor, ocasião propícia para renovarmos nossos compromissos batismais, voltemo-nos para nós mesmos e façamos um exame sobre nossa conduta, sobre nossa presença no meio da sociedade. Até que ponto somos pessoas libertadoras, pessoas que podem ser reconhecidas como abertas à ação de Deus, fautoras do bem, portadoras de vida moradas de Deus em meio aos homens? Mais ainda: somos alegres, sorridentes ou carrancudos? Somos sinceros ou falsos? Somos éticos ou moralistas? Somos construtores ou demolidores? Somos colaboradores do Senhor ou atrapalhamos a instauração do Reino?(CAS)

 

11 de janeiro de 2014 at 10:00 Deixe um comentário

Jesus também foi Batizado

 

Olá Familia

Nada é tão grande neste mundo como “construir” um ser humano. As máquinas acabarão um dia, mas o nosso filho jamais.

O líder pacifista indiano Gandhi dizia que “a verdadeira educação consiste em pôr a descoberto o melhor de uma pessoa”. Para isso é preciso a arte de educar, a mais difícil e mais bela de todas.

Esse texto nos leva a refletir sobre nossa missão como pais e catequistas. Aguardo seu comentário.

Deus abençoe você.

Texto: Professor Felipe Aquino

Estamos postando um Roteiro, para acessar clique abaixo:

9 de janeiro de 2014 at 11:12 Deixe um comentário

Frases sobre o Batismo de Jesus Cristo

 

 

1-Papa Emérito Bento XVI: O “domingo do Batismo do Senhor conclui o tempo de Natal. Demos graças a Deus por este grande mistério, que é fonte de regeneração para a Igreja e para o mundo inteiro”.

2-O Catecismo (§ 535): “A vida pública de Jesus tem início com seu Batismo por João no rio Jordão. João Batista proclamava “um batismo de arrependimento para a remissão dos pecados” (Lc 3,3).

3-Beato João Paulo II: “Diante do Precursor chega também Jesus, que, com a sua presença transforma aquele gesto de penitência numa solene manifestação da sua divindade. Improvisadamente ouve-se uma voz que provém do céu: “Tu és o Meu Filho muito amado, em Ti pus toda a Minha complacência” (Mc 1, 11), e o Espírito desce sobre Jesus em forma de pomba”.

4-A Palavra: “Depois que Jesus foi batizado, saiu logo da água. Eis que os céus se abriram e viu descer sobre ele, em forma de pomba, o Espírito de Deus.  E do céu baixou uma voz: Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição”. (Mt 3, 16-17)

5-Santo Agostinho: “Nosso Senhor recebeu o Batismo, não porque precisasse de purificação, mas para que ao contato com o Seu Corpo puríssimo, as águas se purificassem, e adquirissem a virtude de purificar”.

6-Ofício das Laudes:  “No Batismo de Cristo canta a liturgia hodierna o mundo é santificado e os pecados são perdoados; na água e no Espírito tornamo-nos novas criaturas”.

7-Santo Antão: “Preparemo-nos, pois, santamente, e purifiquemos nosso espírito para sermos puros a receber o batismo de Jesus e a nos oferecermos como vítimas agradáveis a Deus. O Espírito Consolador, recebido no Batismo, nos conduzirá a nosso estado original”.

8-A Palavra: “Todos vós que fostes batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo.  Já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus. Ora, se sois de Cristo, então sois verdadeiramente a descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa”.(Gl 3, 27-29)

9-Dom Orani João Tempesta:  “O Batismo de Jesus, por João, no rio Jordão, é um evento que nos mostra com intensidade como o Salvador quis solidarizar-se com o gênero humano, imerso no pecado”.

10- Padre Alírio ,SCJ:  “Foi por você e por mim que Jesus desceu às águas para que fossemos lavados no dia do nosso batismo”.

11-A Palavra: “No dia seguinte, João viu Jesus que vinha a ele e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.  É este de quem eu disse: Depois de mim virá um homem, que me é superior, porque existe antes de mim. Eu não o conhecia, mas, se vim batizar em água, é para que ele se torne conhecido em Israel. (João havia declarado: Vi o Espírito descer do céu em forma de uma pomba e repousar sobre ele”. (Jo 1, 29-32)

12-Beato João Paulo II: “”Tu és o Meu Filho muito amado”! A voz do Céu, no Jordão, valia em grau sumo e incomparável para Jesus, único verdadeiro Filho de Deus desde sempre”.

13-Santo Agostinho: “Desde que Cristo desceu na água, limpa a água todos os pecados”.

14-A Palavra: “Quando todo o povo ia sendo batizado, também Jesus o foi. E estando ele a orar, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e veio do céu uma voz: Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição”. (Lc 3, 21-22)

15- Cardeal Geraldo Majella Agnelo:  “Jesus quis ser batizado pelo seu precursor João Batista nas águas do rio Jordão. Ele se apresenta não somente como obediente ao Pai do Céu mas modelo para todos os que receberem a sua Palavra e se tornarem filhos de Deus pelo batismo”.

16- Padre Luiz Carlos de Oliveira: “A celebração do Batismo de Jesus está no quadro da Manifestação do Senhor. Deus O apresenta ao povo como Filho amado, movido pelo Espírito. A Ele devemos escutar. Ele nos dará o Espírito”.

 17-Beato João Paulo II: No Batismo de Jesus “é o próprio Deus que, dum certo modo, Se manifesta no Seu ministério trinitário: o Pai, princípio e fonte da vida e da santidade; o Filho, que veio ao mundo a fim de o libertar do pecado e da morte; o Espírito Santo, que, com a Sua força, sustenta a obra da redenção”.

18-São Tomás de Aquino: “O Senhor foi batizado, não por querer purificar-se, mas para purificar as águas”.

19-Papa Emérito Bento XVI: “O Batismo de Jesus no Jordão constitui a antecipação do seu baptismo de sangue na Cruz, e é também o símbolo de toda a atividade sacramental com que o Redentor realizará a salvação da humanidade”.

20-São João Crisóstomo: Jesus “deixou as águas santificadas para os que, depois, deveriam ser batizados”.

21-Monsenhor José Maria: “O dia em que fomos batizados foi o mais importante da nossa vida, pois nele recebemos a fé e a graça. Antes de recebermos o batismo, todos nós nos encontrávamos com a porta do Céu fechada e sem nenhuma possibilidade de dar o menor fruto sobrenatural”.

22-Santo Agostinho: Jesus foi batizado “para proclamar com a sua humildade o que para nós era uma necessidade”.

23-Beato João Paulo II: “No Jordão, com a de Jesus, é oferecida também a primeira manifestação da natureza trinitária de Deus: Jesus, indicado pelo Pai como Filho predileto, e o Espírito Santo que desce e permanece sobre Ele”. 

24- A Palavra: “(João havia declarado: Vi o Espírito descer do céu em forma de uma pomba e repousar sobre ele.)  Eu não o conhecia, mas aquele que me mandou batizar em água disse-me: Sobre quem vires descer e repousar o Espírito, este é quem batiza no Espírito Santo. Eu o vi e dou testemunho de que ele é o Filho de Deus”. (Jo 1, 32-34)

25-Papa Emérito Bento XVI: “O batismo de João é certamente de penitência, muito diferente do sacramento que será instituído por Jesus. Todavia, naquele momento entrevê-se já a missão do Redentor porque, quando sai da água, do céu ressoa uma voz e sobre Ele desce o Espírito Santo”. (Mc  1, 10)

26-Padre Bantu: “O episódio do batismo de Jesus coloca-nos frente a frente com um Deus que aceitou identificar-se com o homem, partilhar a sua humanidade e fragilidade, a fim de oferecer ao homem um caminho de liberdade e de vida plena”.

27- Beato João Paulo II: “Aquele Homem sobre o qual desce, como uma pomba, o Espírito Santo, é o Filho de Deus que assumiu da Virgem Maria a nossa carne para a redimir do pecado e da morte. Como é grandioso este mistério de salvação!” 

28-Padre Amaro Gonçalo: No seu batismo no rio Jordão “Jesus faz-se pecado por nós, mesmo sem ser pecador, como nós”.

29-O Catecismo (§537): “Pelo Batismo, o cristão é sacramentalmente assimilado a Jesus, que antecipa em seu Batismo a sua Morte e a sua Ressurreição; deve entrar neste mistério de rebaixamento humilde e de arrependimento, descer à água com Jesus para subir novamente com ele, renascer da água e do Espírito para tornar-se, no Filho, filho bem-amado do Pai e “viver em uma vida nova” (Rm 6,4).

30-Papa Emérito Bento XVI: “É o amado Filho do Pai, em quem Ele pôs a sua complacência, que nos resgata a dignidade e a alegria de nos chamar a ser realmente “filhos” de Deus”.

 

 

 

 

 

 

7 de janeiro de 2014 at 10:04 Deixe um comentário

Solenidade do Batismo do Senhor – Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição – São Mateus 3, 13- 17 – 12 \ 01 \ 14

 

 

13. Da Galiléia foi Jesus ao Jordão ter com João, a fim de ser batizado por ele.

14. João recusava-se: Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim!

15. Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa. Então João cedeu.

16. Depois que Jesus foi batizado, saiu logo da água. Eis que os céus se abriram e viu descer sobre ele, em forma de pomba, o Espírito de Deus.

17. E do céu baixou uma voz: Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição.

 

Iniciemos essa reflexão com as palavras do Papa Emérito Bento XVI:  “Com a festa do Batismo de Jesus continua o ciclo das manifestações do Senhor, que começou no Natal com o nascimento do Verbo encarnado em Belém, contemplado por Maria, José e os pastores na humildade do presépio, e que teve uma etapa importante na Epifania, quando o Messias, através dos Magos, se manifestou a todas as nações. Hoje Jesus revela-se, nas margens do Jordão, a João e ao povo de Israel”.

O Beato João Paulo II explicou: “Por conseguinte, Jesus manifesta-se como o “Cristo”, o Filho unigénito, objeto da predileção do Pai. E desta forma Ele inicia a sua vida pública. Esta “manifestação” do Senhor dá continuidade à da Noite Santa na humildade do presépio e ao encontro com os Magos que adoram no Menino o Rei prenunciado pelas antigas Escrituras”.

A Palavra diz: “Deus enviou a sua palavra aos filhos de Israel, anunciando-lhes a boa nova da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos. Vós sabeis como tudo isso aconteceu na Judéia, depois de ter começado na Galiléia, após o batismo que João pregou. Vós sabeis como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com o poder, como ele andou fazendo o bem e curando todos os oprimidos do demônio, porque Deus estava com ele”. (Atos 10, 36-38)

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Já adulto, Jesus dá início ao seu ministério público, indo ao rio Jordão para receber de João um batismo de penitência e de conversão. Acontece aquilo que aos nossos olhos parece paradoxal. Tem Jesus necessidade de penitência e de conversão? Com certeza que não! E no entanto, precisamente Aquele que é sem pecado põe-se entre os pecadores para se fazer batizar, para cumprir este gesto de penitência”.

 

Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim!

São Tomás de Aquino afirma: “Todo o ensinamento e a obra de João eram preparatórias da obra de Cristo, como a do aprendiz e do operário inferior é preparar a matéria para receber a forma que há de introduzir o principal artífice”.

O Papa Emérito Bento XVI disse que “João, logo que O (Jesus) vê aproximar-se, intui que naquele Homem há algo único, que é o misterioso Outro que esperava e para o qual estava orientada toda a sua vida. Compreende que se encontra diante de Alguém maior que ele e que não é digno nem sequer de lhe desatar a correia das sandálias”.

 

“Convém cumpramos a justiça completa”

Santo Agostinho disse que Jesus ao ser batizado “quis fazer o que ordenou que todos fizessem”.

 Santo Ambrósio disse também: “A justiça exige que comecemos por fazer o que queremos que os outros façam, e exortemos os outros a nos imitarem pelo nosso exemplo”.

 

O Batismo de Jesus Cristo

O Beato João Paulo II disse:  “Voltamos espiritualmente às margens do Jordão, onde João Batista administra um batismo de penitência, exortando à conversão. Diante do Precursor chega também Jesus, que, com a sua presença transforma aquele gesto de penitência numa solene manifestação da sua divindade.

“Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Hoje, nas águas do rio Jordão,  revelais o novo Batismo, com sinais admiráveis. Pela voz descida do céu, ensinais que vosso Verbo habita entre os seres humanos. E pelo Espírito Santo, aparecendo em forma de pomba, fazeis saber que o vosso Servo, Jesus Cristo, foi ungido com o óleo da alegria e enviado para evangelizar os pobres. Por essa razão, hoje e sempre, nós nos unimos aos anjos e a todos os santos, dizendo a uma só voz…”(Prefácio)

O Cardeal Geraldo Majella Agnelo explicou: “Cristo foi batizado, não para ser santificado pelas águas, mas para santificá-las a fim de se tornarem purificadoras na força do Espírito Santo. Cristo nos precede em seu batismo, para que os povos cristãos sigam confiantemente o seu exemplo”.   

 

“Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição”

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Se são os anjos que levam aos pastores o anúncio do nascimento do Salvador, e as estrelas aos Magos vindos do Oriente, agora é a própria voz do Pai que indica aos homens a presença no mundo do seu Filho e que convida a olhar para a ressurreição, para a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte”.

Padre Alírio Pedrini disse:  “Deus Pai manifestou-se já no primeiro momento da missão de Jesus, declarando-o seu Filho muito amado”.

A Palavra diz: “Tributai ao Senhor, ó filhos de Deus, tributai ao Senhor glória e poder! Rendei-lhe a glória devida ao seu nome; adorai o Senhor com ornamentos sagrados. Ouve-se a voz do Senhor sobre as águas! O Deus de grandeza atroou: o Senhor trovejou sobre as águas imensas! 4. A voz do Senhor faz-se ouvir com poder! A voz do Senhor faz-se ouvir com majestade”! (Sl 28, 1-4)

O Beato João Paulo II ensinou: “Naquele acontecimento extraordinário João vê realizar-se quanto fora dito a respeito do messias nascido em Belém, adorado pelos pastores e pelos Magos. É precisamente Ele o anunciado pelos Profetas, o Filho predileto do Pai, que devemos procurar enquanto Ele se deixa encontrar, e devemos invocar enquanto está próximo de nós”.

São Gregório de Nazianzo disse também: o povo  “vê o céu abrir-se e separar-se, aquele céu que Adão tinha fechado para si e para toda a sua descendência”.

 

O nosso Batismo

O Beato João Paulo II disse:  “Como aqueles primeiros que se aproximaram de São Pedro no dia de Pentecostes, também nós fomos batizados. E através do Batismo, Deus nosso Pai, tomou posse de nossas vidas, incorporou-nos à Vida de Cristo e mandou-nos o Espírito Santo”.

 “Deus eterno e todo-poderoso, que, sendo o Cristo batizado no Jordão, e pairando sobre Ele o Espírito Santo, o declarastes solenemente vosso Filho, concedei aos vossos filhos adotivos, renascidos da água e do Espírito Santo, perseverar constantemente em vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém”.(Oração da Coleta)

A Palavra diz: “Naquele dia jorrará uma fonte para a casa de Deus e para os habitantes de Jerusalém, que apagará os seus pecados e suas impurezas”.(Zc 13, 1)

Dom Orani João Tempesta disse: “O batismo que recebemos foi o batismo instituído por Jesus, o batismo da Nova Aliança. O batismo de João era apenas um sinal de conversão. O Batismo que Jesus confiou à Sua Igreja é um sinal eficaz, pois não só significa, mas realiza a libertação e a renovação de nosso ser, tornando-nos filhos de Deus à semelhança do único Filho”.

A Palavra diz: “Mas um dia apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens. E, não por causa de obras de justiça que tivéssemos praticado, mas unicamente em virtude de sua misericórdia, ele nos salvou mediante o batismo da regeneração e renovação, pelo Espírito Santo, que nos foi concedido em profusão, por meio de Cristo, nosso Salvador, para que a justificação obtida por sua graça nos torne, em esperança, herdeiros da vida eterna”.(Tt 3, 4-7)

“Os cristãos, regenerados no batismo por graça do Espírito Santo, revestiram-se de Jesus Cristo, “luz do mundo” (cf. Jo 8, 12) que “ilumina todo homem” (Jo 1, 9). Eles, portanto, devem viver o espírito das bem-aventuranças e, dessa forma, refletir a Luz Jesus Cristo, segundo as suas próprias palavras: “Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Mt 5,16).(Doc. Vaticano)

Papa Francisco ensinou:  “O dia do Batismo é a data do nosso nascimento na Igreja, a data em que a nossa Igreja-mãe nos deu à luz! E agora dou-vos um dever para fazer em casa. Hoje, quando voltardes para casa, ide procurar bem qual é a data do vosso Baptismo, e isto para a festejar, para dar graças ao Senhor por este dom”.

 

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do comentário litúrgico: “Às margens do Jordão, Jesus recebe a missão que o Pai lhe confiou: “Este é meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado”. Na força do Espírito que desce sobre Ele, assume a missão redentora, como servo humilde e fiel, e nele se realiza a justiça divina. Feliz quem escuta, com alegria e fé, a Palavra que Ele diz e assume com ardor a missão de anunciar o Redentor. Somos continuadores da mesma missão de Jesus, seus discípulos de agora. Assumamos com alegria as exigências do nosso batismo”. (Deus Conosco)

 

Oração

De Santo Ambrósio de Milão: “Cristo é tudo para nós! Se queres curar uma ferida, ele é o médico; se estás a arder de febre, ele é a fonte; se estás oprimido pela iniquidade, ele é a justiça; se precisas de ajuda, ele é a força; se temes a morte, ele é a vida; se desejas o céu, ele é o caminho; se estás nas trevas, ele é a luz… Saboreai e vede como o Senhor é bom: bem-aventurado é o homem que n’Ele depõe a sua esperança”.

Preces dos Fiéis (Liturgia)

– Como é bom estarmos unidos no Cristo Jesus. Reconhecendo nosso batismo como compromisso com o Reino de Deus, rezamos dizendo:

-Nós vivemos  nosso batismo!

1- Nas coisas humildes e simples, no gesto carregado de misericórdia.

2- Nas decisões em favor da vida dos pobres e da justiça entre os homens.

3- No coração dos que amam e servem aos outros sem esperar nada em troca.

4- Na força da união e da fraternidade, no gesto solidário e sincero.

5- Naqueles que defendem a vida e sua sacralidade.

6- Naqueles que anunciam ao mundo, com a vida e com a palavra, o Cristo ressuscitado.

7- Na juventude que ama, tem o vigor divino e anuncia os valores do Reino.

8- Em todos os que servem generosamente aos mais abandonados e estendem as mãos  para acolher e servir no amor.

9- Nas comunidades que se unem na Palavra e são missionárias.

– Ó Pai, por vossa bondade, fazei-nos experimentar, já aqui na terra, o que vosso Filho nos prometeu: a ressurreição e a vida. Vós, que viveis e reinais para sempre. Amém. (Deus Conosco)

Há também no Blog a reflexão: “Celebração do Batismo do Senhor” do Evangelho de São Marcos 1, 7-11, postada em 08 \ 01 \ 12;  e a reflexão: “Festa do Batismo do Senhor” do Evangelho de São Lucas 3, 15-16.21-22, postada em  07 \ 01 \ 13.

Jane Amábile –Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

6 de janeiro de 2014 at 11:18 Deixe um comentário

Homilia de Bento XVI: Festa do Batismo do Senhor – 13/01/2013

 

Boletim da Santa Sé (Tradução: Jéssica Marçal, equipe CN Notícias)

 

HOMILIA
Festa do Batismo do Senhor Capela Sistina Domingo, 13 de janeiro de 2013

Queridos irmãos e irmãs,
A alegria surgida na celebração do Santo Natal encontra hoje cumprimento na festa do Batismo do Senhor. A esta alegria vem acrescentado um outro motivo para nós que estamos aqui reunidos: no sacramento do Batismo que daqui a pouco administrarei a estes bebês se manifesta de fato a presença viva e operante do Espírito Santo que, enriquecendo a Igreja com novos filhos, a vivifica e a faz crescer, e com isso não podemos não nos alegrar. Desejo dirigir uma especial saudação a vós, queridos pais, padrinhos e madrinhas, que hoje testemunham a vossa fé solicitando o Batismo para estas crianças, para que sejam geradas à vida nova em Cristo e comecem a fazer parte da comunidade dos crentes.
A história evangélica do batismo de Jesus, que hoje ouvimos segundo a narração de São Lucas, mostra o caminho de redução e humildade que o Filho de Deus escolheu livremente para aderir ao desígnio do Pai, para ser obediente à sua vontade de amor para o homem em tudo, até o sacrifício na cruz. Tornado então homem, Jesus inicia o seu ministério público indo para o rio Jordão para receber de João um batismo de arrependimento e de conversão. Acontece aquilo que aos nossos olhos poderia parecer paradoxal. Jesus precisou de arrependimento e conversão? Certamente não. No entanto, propriamente Aquele que é sem pecado coloca-se entre os pecadores para fazer-se batizar, para cumprir este gesto de penitência; o Santo de Deus se une a quantos se reconhecem necessitados de perdão e pedem a Deus o dom da conversão, isso é, a graça de voltar-se a Ele com todo o coração, para ser totalmente seu. Jesus quer colocar-se do lado dos pecadores, fazendo-se solidário com esses, exprimindo a proximidade de Deus. Jesus se mostra solidário conosco, com o nosso esforço de nos convertermos, de deixar os nossos egoísmos, de separar-nos dos nossos pecados, para dizer-nos que se O aceitamos na nossa vida, Ele é capaz de levantar-nos e nos conduzir a Deus Pai. E esta solidariedade de Jesus não é, por assim dizer, um simples exercício da mente e da vontade. Jesus imergiu-se realmente na nossa condição humana, a viveu até o fim, exceto no pecado, e é capaz de entender a fraqueza e a fragilidade. Por isto Ele se move pela compaixão, escolhe “sofrer com os homens”, fazer-se penitente junto a nós. Esta é a obra de Deus que Jesus quer cumprir: a missão divina de curar quem está ferido e remediar quem está doente, tomar sobre si o pecado do mundo.
O que acontece no momento em que Jesus se deixa batizar por João? Diante deste ato de amor humilde da parte do Filho de Deus, se abrem os céus e se manifesta visivelmente o Espírito Santo sobre forma de pomba, enquanto uma voz do alto exprime a complacência do Pai, que reconhece o Filho unigênito, o Amado. Trata-se de uma verdadeira manifestação da Santíssima Trindade, que dá testemunho da divindade de Jesus, do seu ser o Messias prometido, Aquele que Deus mandou para libertar o seu povo, para que seja salvo (cfr Is 40,2). Realiza-se assim a profecia de Isaías que ouvimos na Primeira Leitura: o Senhor Deus vem com poder para destruir as obras do pecado e o seu braço exerce o domínio para desarmar o Maligno; mas tenhamos em mente que este braço estendido na cruz e que o poder de Cristo é o poder Daquele que sofre por nós: este é o poder de Deus, diferente do poder do mundo; assim vem Deus com poder para destruir o pecado. Realmente Jesus age como o bom Pastor que apascenta o rebanho e o reúne, para que não seja disperso (cfr Is 40,10-11), e oferece a sua própria vida para que tenha vida. É pela sua morte redentora que o homem é libertado do domínio do pecado e é reconciliado com o Pai; é pela sua ressurreição que o homem é salvo da morte eterna e é feito vitorioso sobre o mal. Queridos irmãos e irmãs, o que acontece no Batismo que daqui a pouco administrarei às vossas crianças? Acontece propriamente isto: serão unidos de modo profundo e para sempre com Jesus, imersos no mistério deste seu poder, isto é, no mistério da sua morte, que é fonte de vida, para participar da sua ressurreição, para renascer a uma vida nova. Então o prodígio que hoje se repete também para as vossas crianças: recebendo o Batismo, esses renascem como filhos de Deus, participantes da relação filial que Jesus tem com o Pai, capaz de dirigir-se a Deus chamando-O com plena segurança e confiança: “Abbá, Pai”. Também sobre as vossas crianças o céu está aberto, e Deus diz: estes são os meus filhos, filhos da minha complacência. Inseridos nesta relação e libertados do pecado original, esses se tornam membros vivos do único corpo que é a Igreja e são capazes de viver em plenitude a sua vocação à santidade, de forma que possa herdar a vida eterna, obtida a partir da ressurreição de Jesus
Queridos pais, no solicitar o Batismo para os vossos filhos, vós manifestais e testemunhais a vossa fé, a alegria de ser cristãos e de pertencer à Igreja. É a alegria que vem da consciência de ter recebido um grande presente de Deus, a fé precisamente, um presente que nenhum de nós pôde merecer, mas que nos foi dado gratuitamente e ao qual respondemos com o nosso “sim”. É a alegria de reconhecer-nos filhos de Deus, de descobrir-nos confiados às suas mãos, de sentir-nos acolhidos em um abraço de amor, do mesmo modo que uma mãe apoia e abraça o seu filho. Esta alegria, que orienta o caminho de cada cristão, é baseada em um relacionamento pessoal com Jesus, um relacionamento que orienta toda a existência humana. É Ele de fato o sentido da nossa vida, Aquele sobre o qual vale a pena ter fixo o olhar, para ser iluminados pela sua Verdade e poder viver em plenitude. O caminho de fé que hoje começa para estas crianças se baseia por isso em uma certeza, sobre a experiência de que não há nada maior que conhecer Cristo e comunicar aos outros a amizade com Ele; somente nesta amizade revela-se verdadeiramente o grande potencial da condição humana e podemos experimentar isso que é belo e que liberta (crf Homilia na Santa Missa pelo início do pontificado, 24 de abril de 2005). Quem fez esta experiência não está disposto a renunciar à própria fé por nada neste mundo.
A vós, queridos padrinhos e madrinhas, a importante tarefa de apoiar e ajudar o trabalho educativo dos pais, estando ao lado deles na transmissão da verdade da fé e no testemunho dos valores do Evangelho, no fazer crescer estas crianças em uma amizade sempre mais profunda com o Senhor. Saibam sempre oferecer a eles o vosso bom exemplo, através do exercício das virtudes cristãs. Não é fácil manifestar abertamente e sem compromissos isso em que se crê, especialmente no contexto em que vivemos, diante de uma sociedade que considera sempre fora de moda e fora de tempo aqueles que vivem da fé em Jesus. Na esteira dessa mentalidade, pode estar também entre os cristãos o risco de entender o relacionamento com Jesus como limitante, como algo que mortifica a própria realização pessoal; “Deus é visto como o limite da nossa liberdade, um limite a eliminar a fim de que o homem possa ser totalmente ele mesmo” (A infância de Jesus, 101). Mas não é assim! Esta visão mostra não ter entendido nada do relacionamento com Deus, porque propriamente mão a mão que se procede no caminho da fé, se compreende como Jesus exerce sobre nós a ação libertante do amor de Deus, que nos faz sair do nosso egoísmo, de ser transformados em nós mesmos, para nos conduzir a uma vida plena, em comunhão com Deus e aberta aos outros. “ “Deus é amor; quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele” (1 Jo 4, 16). Estas palavras da Primeira Carta de João exprimem com singular clareza o centro da fé cristã: a imagem cristã de Deus e também a consequente imagem do homem e do seu caminho” (Enc. Deus caritas est, 1).
A água com a qual estas crianças serão marcadas em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo as imergirá naquela “fonte” de vida que é o próprio Deus e que as tornará seus verdadeiros filhos. E a semente das virtudes teologais, infundida por Deus, a fé, a esperança e a caridade, sementes que hoje são colocadas no coração delas pelo poder do Espírito Santo, deverão ser alimentadas sempre pela Palavra de Deus e pelos Sacramentos, de forma que estas virtudes do cristão possam crescer e atingir a plena maturidade, para fazer de cada uma delas um verdadeiro testemunho do Senhor. Enquanto invocamos sobre estes pequenos o derramamento do Espírito Santo, os confiamos à proteção da Virgem Santa; ela os proteja sempre com a sua materna presença e os acompanhe em cada momento das suas vidas. Amém.

13 de janeiro de 2013 at 10:54 Deixe um comentário

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