Posts tagged ‘Ascensão’

«A Ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança: tendo-nos precedido na glória, para aí nos chama como membros do seu Corpo» – Homilia de São João Crisóstomo

Deus e os homens tornaram-se uma só raça, e é por isso que São Paulo afirma: «somos da raça de Deus» (At 17,29); e, noutra passagem: «somos o corpo de Cristo e cada um, pela sua parte, é um membro» (1Cor 12,27). Quer dizer, pela carne que Ele assumiu, nós tornamo-nos sua parentela e temos assim, graças a Ele, uma dupla garantia: no Céu, a carne que de nós tomou; na Terra, o seu Espírito Santo que em nós permanece.  Porque nos havemos de admirar de que o Espírito Santo esteja ao mesmo tempo connosco e no Céu, quando o corpo de Cristo está tanto à direita do Pai quanto connosco na Terra? O Céu recebeu o seu sagrado corpo, e a Terra o Espírito Santo. Depois de nos ter trazido o Espírito Santo com a sua Encarnação, Ele levou o nosso corpo para o Céu na sua Ascensão.  Tal é o plano divino, grandioso e surpreendente! Como disse o salmista: «Senhor, nosso Deus, como é admirável o vosso nome em toda a terra!» (Sl 8,2)
A divindade foi, assim, elevada. Como é dito expressamente, «Elevou-Se à vista deles» (At 1,9) Aquele que em tudo é poderoso: o Deus forte, o poderoso Senhor, «o grande Rei de toda a terra» (Sl 47 [46],3). Grande Profeta (Dt 18,15-19), Sumo Sacerdote (Heb 7,26; 8,1), Luz verdadeira (Jo 1,9), Ele é grande em tudo, não só na sua divindade, mas também na sua carne, pois Se tornou Sumo Sacerdote e poderoso Profeta. E como? Escutai o que diz a Escritura: «uma vez que temos um grande Sumo Sacerdote que atravessou os céus, Jesus Cristo, o Filho de Deus, conservemos firme a fé que professamos» (Heb 4,14). Então, se Ele é Sumo Sacerdote e Profeta, é bem certo que «surgiu entre nós um grande profeta e Deus visitou o seu povo» (Lc 7,16). E se Ele é Sumo Sacerdote, grande Profeta e Rei, também é Luz dos povos: «Galileia dos gentios, o povo que andava nas trevas, viu uma grande luz» (Is 8,23-9,1; Mt 4,15-16). Temos, pois, o Fiador da nossa vida no Céu, para onde Ele, que é Cristo, nos levou consigo.

Fonte: Evangelho Quotidiano

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26 de maio de 2017 at 5:07 Deixe um comentário

Ascensão do Senhor (ofício próprio)

A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos sugere que, no final de um caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, em comunhão com Deus. Sugere, também, que Jesus nos deixou o testemunho e que somos agora nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projeto libertador de Deus para os homens e para o mundo.
O Evangelho apresenta-nos as palavras de despedida de Jesus que definem a missão dos discípulos no mundo. Faz, também, referência à alegria dos discípulos: essa alegria resulta do reconhecimento da presença no mundo do projeto salvador de Deus e resulta do facto de a ascensão de Jesus ter acrescentado à vida dos crentes um novo sentido.
Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projecto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo caminho de Jesus. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante, mas têm de ir para o meio dos homens continuar o projeto de Jesus.
A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa esperança de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo “corpo” – e em comunhão com Cristo, a “cabeça” desse “corpo”. Cristo reside nesse “corpo”.
http://www.ecclesia.pt

24 de maio de 2017 at 5:01 Deixe um comentário

A Ascensão de Jesus Cristo

Oi Crianças!

O anjo Gabriel anunciou a Maria

Que Jesus Cristo seria concebido no seu ventre, pelo poder do Espírito Santo.

E assim aconteceu.

Jesus nasceu na cidade de Belém,

E ainda criancinha foi para a cidade de Nazaré com seus pais Maria e José,

E viveu com eles ali até os 30 anos.

Depois dirigiu-se para o Rio Jordão e foi batizado por João Batista.

E  foi então pregar sobre o Reino dos Céus.

Chamou 12 pessoas (seus Apóstolos) para acompanhá-lo,

E para aprender dele sobre as coisas do Reino,

E depois ensinar aos outros.

Fez muitos milagres e tinha compaixão de todos.

Ensinou-nos a cumprir o mandamento do amor,

Que é amar a Deus e aos irmãos.

Jesus ensinou-nos que só andando no seu caminho

É que seremos salvos.

Ao final de três anos de vida pública,

Jesus sofreu, foi crucificado e morreu pelos nossos pecados.

Mas ao terceiro dia ressuscitou.

Depois da ressurreição, Jesus encontrou com seus Apóstolos.

E por fim subiu aos céus,

Onde está sentado à direita de Deus. (São Marcos 16, 19) 

E enviou o Espírito Santo em Pentecostes,

Para continuar através da Igreja a sua missão de salvação.

E dessa forma Jesus estará conosco até o fim dos tempos.

Principalmente através dos sacramentos, como: o Batismo, a Crisma, a Eucaristia…

Um dia Jesus voltará com poder e glória,

Para julgar os vivos e os mortos.

 

Vem, Senhor Jesus, não demores!

                 Jane Amábile

 

13 de maio de 2012 at 10:25 2 comentários

Solenidade da Ascensão do Senhor – Mateus 28, 16-20

16. Os onze discípulos foram para a Galiléia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. 17. Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ainda. 18. Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. 19. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 20. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.

O Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus, fala da Ascensão (subida) de Jesus Cristo ao Céu. E nessa passagem do Evangelho, Jesus Cristo dá autoridade aos discípulos e consequentemente à sua Igreja para que evangelize todos os povos, batizando-os em nome da Santíssima Trindade. (V.19-20)

Jesus Cristo conduziu seus onze discípulos até ao Monte das Oliveiras, próximo à Betânia, para despedir-se deles antes da subida ao Céu. No Evangelho de São Lucas, nessa mesma passagem diz que Jesus durante a despedida abençoou seus discípulos: “levantando as mãos, os abençoou”. (Lc 24, 50) O Papa Bento XVI esclareceu que “este acontecimento (a Ascensão) é precedido pela bênção dos discípulos, que os prepara para receber o dom do Espírito Santo, para que a salvação seja proclamada em toda a parte. O próprio Jesus diz-lhes:  “Disto vós sois testemunhas.  E eis que Eu envio sobre vós aquele que Meu Pai me prometeu”.  ( Lc 24, 47-49).

Os discípulos adoraram Jesus quando O viram na montanha, pois o Corpo de Cristo ressuscitado resplandecia cheio da luz, da beleza e da força divina. O Beato João Paulo II disse sobre esse momento: “Somos convidados, portanto, a contemplar a grandiosidade e a beleza do nosso Deus, e fazer nossa a oração da Carta aos Efésios: Possa Deus iluminar os olhos do nosso coração, a fim de sabermos compreender… que enorme grandeza representa o Seu poder para nós, os crentes, como o mostra a eficácia da Sua força vitoriosa, que exerceu em Cristo” (Ef. 1, 18-20).

 A grandiosidade e o poder de Deus são manifestados diante dos discípulos, pois Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos num corpo que não encontra mais barreiras: nem de espaço, nem de tempo, nem de coisa alguma. O Corpo de Jesus é glorioso: é assim que Ele sobe ao Céu.  O Catecismo (645) nos recorda que o Corpo de Jesus Cristo “possui, ao mesmo tempo, as propriedades novas de um corpo glorioso: não está mais situado no espaço e no tempo, mas pode tornar-se presente a seu modo, onde e quando quiser, pois sua humanidade não pode mais ficar presa a terra, mas já pertence exclusivamente ao domínio divino do Pai”.

 Jesus Cristo abençoa os discípulos e fala com autoridade e poder, pois Jesus ressuscitou e tudo lhe está sujeito, inclusive a morte. Jesus Cristo é Deus e Senhor do céu e da terra.  O Beato João Paulo II ensinou-nos: “O cristão já não tem outro chefe além de Jesus Cristo. “Sob os seus pés sujeitou todas as coisas” (Ef 1, 22). Cristo não é apenas o nosso chefe, mas aquele que exerce o seu senhorio sobre todas as coisas. Estas afirmações têm um alcance muito concreto para a nossa vida. Nenhum de nós deve mais confiar a não ser em Cristo, pois o que não está n’Ele é somente inferior a Ele”.  A Palavra de Deus diz: “Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor”. (Fl  2, 9-11)

Jesus dá autoridade aos seus discípulos e, por sua vez a toda a Igreja para anunciar o Evangelho a todas as nações. E pede que a evangelização seja acompanhada do Batismo: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”. (V.19-20)  O catecismo (1122) ensina-nos assim: “A missão de batizar, portanto a missão sacramental, está implícita na missão de evangelizar, pois o sacramento é preparado pela Palavra de Deus e pela fé”.   O Beato João Paulo II disse sobre os versículos 19 e 20: “Com estas palavras, Cristo Senhor, antes de deixar o mundo, transmitiu aos Apóstolos a Sua última recomendação, o seu mandato missionário”. O Salmo 97,2 diz assim: “O Senhor fez conhecer a sua salvação. Manifestou sua justiça à face dos povos”.

O Beato João Paulo II nos ensinou: “Pregar o Evangelho quer dizer dar testemunho de Cristo: d’Aquele que “passou fazendo o bem” a todos, d’Aquele que foi crucificado pelos pecados do mundo, d’Aquele que ressuscitou e vive para sempre’’. Quando os discípulos louvavam a Deus e davam testemunho de todas as maravilhas que Jesus Cristo realizara, e que eles próprios haviam presenciado, os fariseus pediram que fizessem calar os discípulos. Ao que Jesus respondeu:  “Digo-vos: se estes se calarem, clamarão as pedras!”  (Lc 19,  40) Os discípulos pregaram a Palavra de Deus com ousadia e destemor e, muitos deles perderam suas vidas por causa do Evangelho. Foi através da unção do Espírito Santo que receberam essa força, coragem e poder.

Jesus Cristo subiu ao Céu e os discípulos ficaram olhando para o alto, então dois anjos apareceram e disseram a eles: “Homens da Galiléia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu”. (At 1, 11) Os anjos estavam falando da segunda vinda de Jesus, no qual Ele virá gloriosamente sobre as nuvens do céu, para julgar os vivos e os mortos.  Sobre o olhar dos discípulos em Jesus, no momento de sua subida ao Céu, o Papa Bento XVI explicou: “O Senhor atrai o olhar dos Apóstolos para o Céu a fim de lhes indicar como percorrer o caminho do bem durante a vida terrena. Contudo, Ele permanece na trama da história humana, está próximo a cada um de nós e guia o nosso caminho cristão, pois o Senhor, abrindo-nos o caminho do Céu, faz-nos saborear já nesta terra a vida divina”.

A Ascensão de Jesus Cristo ao Céu não nos afasta d’Ele, pois o Espírito Santo que Ele nos enviou em Pentecostes é a presença salvífica de Jesus na Igreja.  O Beato João Paulo II disse que Jesus “do ponto de vista físico e terreno já não está presente como antes, na realidade a sua presença invisível intensifica-se, alcançando uma profundidade e uma extensão absolutamente novas. Graças à ação do Espírito Santo prometido, Jesus estará presente onde ensinou os discípulos a reconhecê-lo: na palavra do Evangelho, nos Sacramentos, na Igreja, Comunidade de todos os que creem n’Ele, chamada a desempenhar uma incessante missão evangelizadora no decorrer dos séculos”.

O Beato João Paulo II continuou a nos instruir: “Os Bispos, sucessores dos Apóstolos, e os Sacerdotes cooperadores dos Bispos, são os Bispos e os Sacerdotes de Cristo Ressuscitado e do Pentecostes. E assim irá continuar a suceder nos tempos futuros, uma vez que o mesmo Senhor Ressuscitado garantiu à sua Igreja a própria assistência perene: “Eis que Eu estou convosco todos os dias até ao fim do mundo”. (V.20) Jesus santifica a sua Igreja de geração em geração até à consumação dos séculos.  A Palavra do Senhor diz: “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível. (Ef 5, 25-27)

Santa Teresinha do Menino Jesus identificou a ação do Espírito Santo na Igreja dessa forma: “Compreendi que a Igreja tinha um corpo, composto de diferentes membros, não lhe faltava o membro mais nobre e mais necessário. Compreendi que a Igreja tinha um coração, e que este coração ardia de amor. Compreendi que só o amor fazia os membros da Igreja agirem, que se o amor viesse a se apagar, os Apóstolos não anunciariam mais o Evangelho, os Mártires se recusariam a derramar seu sangue…”

Oração pela intercessão de Maria Santíssima:

Do Beato João Paulo II: “Por isso, ó Mãe dos homens e dos povos, Vós que conheceis todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, Vós que sentis maternamente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, que abalam o mundo contemporâneo, acolhei o nosso clamor que movidos pelo Espírito Santo, elevamos diretamente ao Vosso Coração, e abraçai com o amor da Mãe e da Serva este nosso mundo humano, que Vos confiamos e consagramos, cheios de inquietação pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos”.

Vem Mãe e Senhora nossa, ensina-nos a sermos fiéis à vontade de Deus, como a Senhora mesmo foi fiel; e que não nos deixemos seduzir pelas coisas do mundo. Peça ao seu amado Filho Jesus, que nos dê continuamente o fogo do Espírito para buscarmos uma vida nova e, assim seguirmos seu Evangelho. Ó Senhora ajuda-nos a ser verdadeiras testemunhas de Cristo Jesus para todos os povos.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

2 de junho de 2011 at 20:14 Deixe um comentário


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