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Os Dois Maiores Mandamentos

Oi Crianças!

Jesus Cristo resumiu a Lei de Deus em dois Mandamentos:

O Primeiro: “Amar a Deus em primeiro lugar”,

E o Segundo: “Amar ao próximo como a si mesmo”.

Amar a Deus em primeiro lugar

É amá-lo mais que tudo e todos,

É principalmente fazer a Sua vontade.

O Beato João Paulo II disse:

“A Deus deve ser reconhecido

O primeiro lugar na vossa vida…

 Ele merece ser amado com todo o nosso coração,

Com toda a nossa alma e com todas as nossas forças”.

Amar ao próximo como a si mesmo é:

Não fazer mal a nenhuma pessoa,

Da mesma forma como não queremos

Que as pessoas nos façam mal.

Deus é amor e nos criou para amar,

Se não cumprimos essa vocação,

Tornamo-nos pessoas incompletas.

 Oração

Ó Senhor,

Ensina-nos a Te amar acima de tudo

Ensina-nos a amar a nós mesmos

Ensina-nos a amar o nosso irmão

Ensina-nos a viver sempre no amor.

Amém.

                        Jane Amábile

 

28 de outubro de 2012 at 8:04 Deixe um comentário

Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei – Sexto Domingo da Páscoa- São João 15, 9-17

Naquele Tempo, disse Jesus a seus discípulos: 9. “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor. 10. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor. 11. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa. 12. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. 13. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. 14. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. 15. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. 16. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda. 17. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros”.

Reflexão dos versículos:

Versículos 9-11:  “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa”.

Jesus é o modelo de obediência ao Pai

Jesus nos dá exemplo de como a oração fortalece o nosso propósito de seguir sempre obedecendo ao Pai. O Catecismo (2620) ensina: “No Novo Testamento, o modelo perfeito da oração é a oração filial de Jesus. Feita muitas vezes na solidão, no segredo, a oração de Jesus comporta uma adesão amorosa à vontade do Pai até à cruz e uma confiança absoluta em que será atendida”. É importante uma vida de oração diária para termos força para dizer “não” ao pecado e, “sim” à obediência aos mandamentos, que o Senhor nos deixou para que seguíssemos.

“Antes ainda de ser o modelo de cada obediência, Cristo é aquele ao qual se dirige cada verdadeira obediência cristã. De fato é o colocar em prática as suas palavras que se torna efetivo o discipulado ( Mt 7,24) e é observando os seus mandamentos que torna concreto o amor a Ele e chama para si o amor do Pai”. (Vaticano)

A Palavra diz: “Quem observa os seus mandamentos permanece em (Deus) e (Deus) nele. É nisto que reconhecemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu”. (1 Jo 3, 24)

Por obediência amorosa ao Pai e Seu imenso amor por nós, Jesus entregou-se na cruz pela nossa salvação. O Beato João Paulo II disse assim: “E todavia , no Getsêmani, o Filho tinha rezado que, se fosse possível, afastasse d’Ele o cálice da paixão, mas exprimindo, logo a seguir, a plena disponibilidade para que se cumprisse a vontade do Pai ( Mt 26,39). Obediente por nosso amor, o Filho ofereceu-Se em sacrifício, cumprindo a obra da redenção. Hoje, todos nós somos testemunhas deste mistério desconcertante”.

O grande mandamento do amor

Viver o amor é fazer a vontade de Deus, porque Deus é amor – O Beato João Paulo II disse:  “Hoje sentimos o dever de nos reunirmos em obediência ao grande mandamento: o mandamento do amor. Queremos abraçá-lo na sua integridade, vivê-lo inteiramente e demonstrar o seu poder”.

A Palavra diz: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor recíproco; porque aquele que ama o seu próximo cumpriu toda a lei. Pois os preceitos: Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e ainda outros mandamentos que existam, eles se resumem nestas palavras: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da lei”. (Rm 13, 8-10)

O Catecismo (2067) ensina:  “Os Dez Mandamentos enunciam as exigências do amor de Deus e do próximo. Os três primeiros referem-se mais ao amor de Deus: os outros sete, ao amor do próximo: «Como a caridade abrange dois preceitos, nos quais o Senhor resume toda a Lei e os Profetas, […] assim também os Dez Mandamentos estão divididos em duas tábuas. Três foram escritos numa tábua e sete na outra» .

A alegria plena

Obedecer ao mandamento do amor é receber de Deus uma porção dobrada de alegria e felicidade: “O Caminho da alegria plena é amar como vós nos amais, porque somente devolvendo aos outros o amor de vós recebido podemos nos sentir felizes e realizados. Dai-nos, Senhor,  amor e alegria no Espírito. Precisamos permanecer unidos a Cristo para produzir frutos abundantes de fé, paz e alegria.”(Círculo Bíblico)

A Palavra diz: “Digo a Deus: Sois o meu Senhor, fora de vós não há felicidade para mim”.(Sl  15,2)

Quando tomamos a Eucaristia permanecermos unidos a Cristo, fonte de eterna alegria – “Seria um contratestemunho para quem participa da Eucaristia deixar-se dominar da tristeza. A alegria cristã não nega o sofrimento, a preocupação, a dor; seria uma triste ingenuidade. Nas lágrimas de quem semeia, a Eucaristia ensina a entrever a alegria da colheita. No sofrimento da Sexta-Feira Santa faz esperar a alegria da manhã de Páscoa”. (Vaticano)

A Palavra diz: “Em nossa boca só havia expressões de alegria, e em nossos lábios canto de triunfo. Entre os pagãos se dizia: O Senhor fez por eles grandes coisas. Sim, o Senhor fez por nós grandes coisas; ficamos exultantes de alegria! Mudai, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes nos desertos do sul. Os que semeiam entre lágrimas, recolherão com alegria. Na ida, caminham chorando, os que levam a semente a espargir. Na volta, virão com alegria, quando trouxerem os seus feixes. (Salmo 125, 2-6)

Versículos 12-13: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos”.

“Amai-vos uns aos outros, como eu vos amo”

O Beato João Paulo II disse que “é desta palavra do Senhor que depende a nossa credibilidade de cristãos. E é o próprio Jesus que nos admoesta: “É por isso que todos saberão que sois meus discípulos:  se vos amardes uns aos outros” (Jo 13, 35).

Santo Agostinho disse assim:  “Este é o amor que nos dá aquele que prescreveu: Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros (Jo 13,34). Para isto é que nos amou: para que nos amássemos uns aos outros. E deu-nos a graça, pelo amor que nos tem, de nos estreitarmos uns com os outros pelo amor mútuo e de sermos unidos os membros por tão doce vínculo, o Corpo vivo de tão ilustre Cabeça”.

O amor verdadeiro é doação de si mesmo ao outro. O Catecismo (459) ensina: ”Jesus é o modelo das bem-aventuranças e a norma da Lei nova: «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei» (Jo 15, 12). Este amor implica a oferta efetiva de nós mesmos, no seu seguimento”.

Jesus amou-nos primeiro – O Beato João Paulo II disse: “Cristo amou-nos primeiro, amou-nos não obstante a nossa pecaminosidade e a nossa debilidade humana. Foi Ele que nos tornou dignos do seu amor, o qual não conhece qualquer limite e nunca termina. Este tem um carácter definitivo e perfeitíssimo. Com efeito, Cristo redimiu-nos com o seu precioso sangue”.

A Palavra diz: “Mas amamos, porque Deus nos amou primeiro. Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê. Temos de Deus este mandamento: o que amar a Deus, ame também a seu irmão”.(1Jo 4, 19-21)

Jesus amou-nos até à morte de cruz

O Papa Bento XVI disse que Jesus Cristo “amou até entregar sua vida por nós sobre a Cruz. Também a ação da Igreja e dos cristãos na sociedade deve possuir esta mesma inspiração”.

A Palavra diz: “Nisto temos conhecido o amor: (Jesus) deu sua vida por nós. Também nós outros devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos”. (1 Jo 3, 16)

Deus não nos amou só com palavras, mas deu-nos o seu próprio Filho Jesus que, numa morte cruel, expiou os  nossos pecados.  O Catecismo (614) ensina: “Este sacrifício de Cristo é único, leva à perfeição e ultrapassa todos os sacrifícios. Antes de mais, é um dom do próprio Deus Pai: é o Pai que entrega o seu Filho para nos reconciliar consigo. Ao mesmo tempo, é oblação do Filho de Deus feito homem, que livremente e por amor oferece a sua vida ao Pai pelo Espírito Santo para reparar a nossa desobediência”.

O Papa Bento XVI disse que a Igreja “é sempre de novo santificada pelo Santo de Deus, pelo amor purificador de Cristo. Deus não falou apenas: amou-nos de modo muito realista, amou-nos até à morte do próprio Filho. É precisamente disto que se nos mostra toda a grandeza da revelação que quase inscreveu no coração do próprio Deus as feridas”.

Versículos 14 – 15:  “Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai”.

“Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando”

Ser amigo de Jesus é ser amigo de Deus – Eis as palavras do Papa Bento XVI quando ainda era o Cardeal  Joseph  Ratzinger : “Nesta comunhão da vontade realiza-se a nossa redenção: ser amigos de Jesus, tornar-nos amigos de Deus. Quanto mais amamos Jesus, quanto mais o conhecemos, tanto mais cresce a nossa verdadeira liberdade, cresce a alegria de ser remidos. Obrigado Jesus, pela tua amizade!”

A amizade que Jesus tem por nós é de fidelidade e lealdade sempre.  O Beato João Paulo II disse que Jesus  “oferece-vos a sua amizade. Deu a sua vida para que aqueles que desejam responder ao seu chamado sejam efetivamente seus amigos. Trata-se de uma amizade profunda, sincera, leal e radical, como deve ser a verdadeira amizade”.

O que significa ser simplesmente servo e o que é ser também amigo do Senhor –  O Beato João Paulo II disse: “Uma frase muito significativa: Servo é aquele que não sabe nada; amigo— aquele a quem se diz tudo, a quem tudo é confiado; aquele que sabe”.

A amizade com Jesus é feita de comunhão – O Papa Bento XVI ensinou:  “Amizade significa comunhão no pensamento e na vontade. E esta comunhão de pensamento não é algo unicamente intelectual, mas sim comunhão dos sentimentos e da vontade e, por conseguinte, também do agir. Isto significa que devemos conhecer Jesus de modo cada vez mais pessoal, ouvindo-O, vivendo juntamente com Ele, permanecendo ao seu lado”.

A Eucaristia é o grande laço de amizade que nos une a Cristo e aos irmãos – O Beato João Paulo II disse:  “A incorporação em Cristo, realizada pelo Batismo, renova-se e consolida-se continuamente através da participação no sacrifício eucarístico, sobretudo na sua forma plena que é a comunhão sacramental. Podemos dizer não só que cada um de nós recebe Cristo, mas também que Cristo recebe cada um de nós. Ele intensifica a sua amizade conosco”.

Versículos 16-17:  “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros”.

A escolha é sempre do Senhor

O Papa Bento XVI ensinou:  “Tudo se define a partir de Cristo, quanto à origem e à eficácia da missão: a missão recebemo-la sempre de Cristo, que nos deu a conhecer o que ouviu a seu Pai, e somos nela investidos por meio do Espírito na Igreja”.

A Palavra diz que Jesus Cristo  “caminhando ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos: Simão (chamado Pedro) e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim e vos farei pescadores de homens. Na mesma hora abandonaram suas redes e o seguiram”. (Mt 4, 18-20)

O chamado especial à vida consagrada

No Evangelho desse domingo, o Senhor sublinha que Ele mesmo escolheu e constituiu os Seus discípulos, para irem pelo mundo e produzirem duradouros frutos de salvação.  Trata-se principalmente da escolha que o Senhor fez  àqueles que são os nossos pastores e representantes de Cristo na Igreja.  O Papa Bento XVI disse: “Este amoroso enlace entre a iniciativa divina e a resposta humana está presente também, de forma admirável, na vocação à vida consagrada”.

Os escolhidos, especialmente os consagrados à vida religiosa, devem procurar fazer a vontade do Senhor. O Papa Bento XVI disse: “Temos de novo aqui Jesus como o modelo exemplar de total e confiante adesão à vontade do Pai para onde deve olhar a pessoa consagrada”.

Pôr-se  a caminho

O Papa Bento XVI disse que “somente saindo de si mesmo para colocar-se em caminho com o Senhor e fazer a sua vontade, se vive a verdadeira liberdade”.

Não podemos ficar parados quando o mundo está tão precisado de Deus. Devemos ir ao encontro do irmão e ajudá-lo a ter uma experiência do amor salvífico de Jesus em sua vida. O Papa Bento XVI fala novamente em outra ocasião sobre “o sair de si mesmo”:  “A primeira tarefa dada aos discípulos, aos amigos, é pôr-se a caminho – destinei, para que vades –, sair de si mesmos e ir ao encontro dos outros”.

O discípulo é sempre chamado a dar frutos de amor

O Papa Bento XVI ensinou: “Agora, porém, devemos interrogar-nos: de que gênero é o fruto que o Senhor espera de nós? O vinho é imagem do amor: este é o verdadeiro fruto que permanece, aquele que Deus quer de nós”.

São Gregório Magno disse assim: “Se tendeis para Deus, tende cuidado que não O alcanceis sozinhos”.  Amar é:  acolher; cuidar dos nossos irmãos em suas necessidades;  perdoar;  ouvir;  estar junto;  renunciar;  sofrer;  desapegar-se;  ser amigo;  preservar os recursos naturais; respeitar as diferenças,…

A palavra diz: “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”. (I Jo 4, 7-8)

O  Padre Marcelo Rossi escreveu assim:  “O amor traz justiça, esperança, igualdade, respeito. É  a única forma que temos de unir todos os povos, de varrer o ódio, a maldade, a ganância. Se deixarmos o amor Ágape fluir de uma pessoa para outra, o planeta estará unido pelo Amor Divino”. (Agapinho)

“Tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos concederá”

Pedir ao Pai em nome de Jesus é a certeza do recebimento da graça. O Catecismo (2633) ensina. “Quando se participa assim no amor salvífico de Deus, compreende-se que qualquer necessidade pode tornar-se objeto de pedido. Cristo, que tudo assumiu a fim de tudo resgatar, é glorificado pelos pedidos que dirigimos ao Pai em seu nome“.

A Palavra diz: “E tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Qualquer coisa que me pedirdes em meu nome, vo-lo farei”. (Jo 14, 13-14)

O Beato João Paulo II disse que “a revelação e a fé ensinam-nos, efetivamente, não tanto a meditar de modo abstrato sobre o mistério de Deus, «Pai das misericórdias», quanto a recorrer a esta mesma misericórdia em nome de Cristo e em união com Ele”.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do comentário litúrgico: “Jesus se apresenta hoje como o amigo que nos ama até a doação da própria vida. Agindo assim conosco, ele nos convida a amar-nos uns aos outros com amor igual ao seu.”

Oremos com:

São Paulo (1 Cor 13,1-7):  “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.  Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!  A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

O Canto Litúrgico: Prova de Amor:  Prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão!  Prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão!Eis que eu vos dou um novo mandamento:  Amai-vos uns aos outros, como Eu vos tenho amado! Vós sereis os meus amigos, se seguirdes meus preceitos:  Amai-vos uns aos outros, como Eu vos tenho amado! Permanecei no meu Amor, e segui meu mandamento:  Amai-vos uns aos outros, como Eu vos tenho amado.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

8 de maio de 2012 at 13:12 Deixe um comentário

O inacabado que há em mim

Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina. Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo.

O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.

Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nessa hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.

Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil. Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão. Eu sou inacabado. Preciso continuar.

Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim.

Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.

Quem sou eu? Eu, visto pelo outro, nem sempre sou eu mesmo… Quem sou eu? Eu vivo para saber. Interessante descoberta que passa o tempo todo pela experiência de ser e estar no mundo. Eu sou e me descubro ainda mais no que faço. Faço e me descubro ainda mais no que sou. Partes que se complementam.

O interessante é que a matriz de tudo é o “ser”. É nele que a vida brota como fonte original. O ser confuso, precário, esboço imperfeito de uma perfeição querida, desejada, amada.

De vez em quando, eu me vejo no que os outros dizem e acham sobre mim. Uma manchete de jornal, um comentário na internet ou até mesmo um e-mail que chega com o poder de confidenciar impressões. É interessante. Tudo é mecanismo de descoberta. Para afirmar o que sou, mas também para confirmar o que não sou.

Há coisas que leio sobre mim que iluminam ainda mais as minhas opções, sobretudo quando dizem o absolutamente contrário do que sei sobre mim mesmo. Reduções simplistas, frases apressadas que são próprias dos dias em que vivemos.

O mundo e suas complexidades. As pessoas e suas necessidades de notícias, fatos novos, pessoas que se prestam a ocupar os espaços vazios, metáforas de almas que não buscam transcendências, mas que se aprisionam na imanência tortuosa do cotidiano. Tudo é vida a nos provocar reações.

Eu reajo. Fico feliz com o carinho que recebo, vozes ocultas que não publico, e faço das afrontas um ponto de recomeço. É neste equilíbrio que vou desvelando o que sou e o que ainda devo ser, pela força do aprimoramento.

Eu, visto pelo outro, nem sempre sou eu mesmo. Ou porque sou projetado melhor do que sou ou porque projetado pior. Não quero nenhum dos dois. Eu sei quem eu sou. Os outros me imaginam. Inevitável destino de ser humano, de estabelecer vínculos, cruzar olhares, estender as mãos, encurtar distâncias.

Somos vítimas, mas também vitimamos. Não estamos fora dos preconceitos do mundo. Costumamos habitar a indesejada guarita de onde vigiamos a vida. Protegidos, lançamos nossos olhos curiosos sobre os que se aproximam, sobre os que se destacam, e instintivamente preparamos reações, opiniões. O desafio é não apontar as armas, mas permitir que a aproximação nos permita uma visão aprimorada. No aparente inimigo pode estar um amigo em potencial. Regra simples, mas aprendizado duro.

Mas ninguém nos prometeu que seria fácil. Quem quiser fazer diferença na história da humanidade terá que ser purificado nesse processo. Sigamos juntos. Mesmo que não nos conheçamos. Sigamos, mas sem imaginar muito o que o outro é. A realidade ainda é base sólida do ser.

Eu tomo posse daquilo que sou. Quem não se ama não sabe amar ninguém. Ser pessoa é, antes de tudo, ter consciência: “Eu sei quem sou eu. Tenho diante de mim minhas dificuldades, mas eu me aceito!” Conversão é tomar posse daquilo que se é. Por isso, Deus não pode trabalhar com uma pessoa mascarada, que não se aceita.

Não existe cristão se ele não se aceitar do jeito que é. Você é o que é, e a sua conversão passará por aquilo que você é!
Jesus quando viu Maria Madalena fez com que ela voltasse a ver aquilo que ela era, não uma prostituta, mas uma filha de Deus projetada por Ele; não aquilo que a sociedade criou.

Nós caímos muito nos artifícios que nos são apresentados. Nossa vida se ilumina por novidades e gostamos muito do estético. E seguimos aquilo que é diferença, não somos fãs da disciplina. Corremos atrás de coisas e duas semanas depois vemos que realmente aquilo não era tão bom como parecia.

Por que os artistas não permanecem muito tempo casados? É por causa disso. Querem respostas rápidas, românticas, buscam o brilho eterno e acabam desanimando. Então, o outro começa a decidir por nós e ficamos perdidos. Muitas pessoas, ora dão um testemunho de que acreditam em Deus, ora, passado um tempo depois, já dizem acreditar em Buda, depois em Maomé, e mais tarde na energia [cósmica]… Não ficam presas a nada.

Cuidado para não seguir somente as vaidades. Somos vaidosos, mas não podemos ser levados pela vaidade. Não invente um personagem, seja aquilo que você é. Seja autêntico, assim você provoca autenticidade nas pessoas a seu redor. Procure ser aquilo que Deus o fez. Se você está correndo atrás de porcaria cuidado para não acabar deixando de ser aquilo que Deus fez de você.

Deus acontece plenamente no nosso coração quando nós nos permitimos ser aquilo que somos. A nossa divindade só acontece na participação.

Não seja aquilo que dizem que você é. Parece estranho, mas não podemos dar aquilo que não temos. Se você não descobrir que você é sagrado, você não vai perceber a sacralidade que o outro é!

Quem não se ama não sabe amar ninguém. É uma pessoa ausente de si mesma. Os amores estragados que passaram minaram aquilo que ela era. Há pessoas que vemos que não têm amor-próprio; mas nós não temos o direito de perder esse amor.
Tome posse do que você é para depois dar-se ao outro.

Padre Fábio de Melo – Fonte: Canção Nova

15 de janeiro de 2012 at 9:20 Deixe um comentário

Amor que é amor dura a vida inteira – Padre Fábio de Melo

Amor que é amor dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor. O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou. O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: “Mesmo fazendo tudo errado, eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto”. O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração os quais sozinhos jamais poderíamos enxergar. O poeta soube traduzir bem quando disse: “Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!” Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos, socorreu-me em minha cegueira. Eu possuía e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha. Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos. Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas. Fez vê-las e chamou a atenção para a necessidade de cultivá-las. Fico pensando que evangelizar talvez seja isso: descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios. Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado. A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo. Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois… Precisamos aprender isso. Olhar para aquele que nos magoou e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo nem tampouco fora do cultivo. Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir. Cada roseira tem seu estatuto, suas regras… Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém tenha dado a atenção necessária para o cultivo daquela roseira. A vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas… Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá de saber que com ela vão inúmeros espinhos. Mas não se preocupe. A beleza da rosa vale o incômodo dos espinhos… ou não.

25 de outubro de 2011 at 12:19 Deixe um comentário

O Grande Mandamento – Trigésimo Domingo do Tempo Comum – Mateus 22, 34 – 40

Resumo: Jesus Cristo ensinava às multidões e novamente foi colocado à prova pelos fariseus e doutores da Lei com questionamentos à cerca das palavras escritas na Lei e as ditas pelos profetas. O doutor da Lei perguntou a Jesus:  -“ Mestre, qual é o maior mandamento da lei?” (V.36) Jesus respondeu-lhe: -“ Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento.”(V.37-38) Jesus continuou ensinando:  -“E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo (V.39).  E Jesus conclui seu ensinamento: – “Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas. “ (V.40)

O dom do amor é eterno – A maior vocação do homem e da mulher é amar. O Beato João Paulo II disse assim: “O amar dá também significado definitivo à vida humana. É a condição essencial da dignidade do homem, a prova da nobreza da sua alma. São Paulo dirá que é o vínculo da perfeição (Col 3, 14). É a realidade maior na vida do homem, porque o verdadeiro amor traz consigo a dimensão da eternidade. É imortal: a caridade não passa jamais, lemos na primeira Carta aos Coríntios (1 Cor 13, 8). O homem morre no que diz respeito ao corpo, pois é esse o destino de cada um sobre a terra. Mas esta morte não danifica o amor que se desenvolveu na sua vida. Sem dúvida, ele permanece para dar testemunho a favor do homem, perante Deus que é amor. É ele que determina o lugar do homem no Reino de Deus; na ordem da Comunhão dos Santos”.

Deus nos atrai para o amor – A nossa capacidade de amar vem de Deus. É Deus que nos supre, através do Espírito Santo, com o amor com o qual precisamos amá-Lo e amar aos nossos irmãos.  Deus é a personificação do amor. A Palavra diz: “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o  amor  vem  de  Deus  e  todo aquele que ama, nasceu de Deus e O conhece.  Aquele  que  não  ama,  não conhece a Deus, porque Deus é amor”. (1 Jo 4, 7-8) E Deus nos atrai para Si para que possamos nos abastecer do Seu amor  e, repletos desse amor consigamos amar atodos. Santo Agostinho disse: “Deus atrai-te não só de modo que tu mesmo venhas a querer, mas até de modo que tu gostes de ser atraído”.

Jesus é modelo de doação de amor –  E é na pessoa de Jesus, o Filho, que o amor de Deus se revela esplendorosamente. O Papa Bento XVI explicou:  “Todo o nosso amor é precedido pelo seu amor e refere-se a este amor, insere-se neste amor, realiza-se precisamente por este amor. Jesus deu-se-nos como modelo e fonte de amor. Trata-se de um amor sem limites, universal, capaz de transformar também todas as circunstâncias negativas e todos os obstáculos”. Jesus morreu de amor por cada um de nós. O amor tem uma face: é Jesus de Nazaré.

O amor abrange o mais profundo do nosso ser: o coração, a alma e o espírito (V.37). Já vimos que é dom que vem de Deus, por isso ele é tão especial e poderoso. O Espírito Santo é o amor que habita em nós. Precisamos dar vazão a esse amor que está em nós. Precisamos abrir os nossos corações para amar. Mas para isso devemos nos livrar das amarras do ódio, da raiva, da indiferença, da dureza do nosso coração. O Papa Bento XI ensinou-nos: “E nós, através da fé em Cristo, podemos abrir-nos à obra do Espírito Santo, que nos torna capazes de viver o amor divino. Por isso, cada preceito se torna verdadeiro, como exigência de amor, e todos convergem num único mandamento: ama a Deus com todo o coração, e ao teu próximo como a ti mesmo.”

Peçamos, portanto ao Senhor que nos dê um coração de carne, um coração capaz de amar sem medidas. A Palavra diz assim: “Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Dentro de vós meterei meu espírito, fazendo com que obedeçais às minhas leis e sigais e observeis os meus preceitos.” (Ez 36,26-27) O amor de Deus, que seu Espírito derrama em nosso coração é quem nos tornará capazes de obedecer aos mandamentos, porque cumprindo o mandamento do amor estaremos cumprindo toda a Lei.  Já que a desobediência aos mandamentos (pecado) é fruto da falta de amor a Deus, ao próximo e a nós mesmos.

Quando obedecemos aos Mandamentos de Deus é porque temos a nossa vida centrada em Jesus.- Pois o amor do Pai foi revelado plenamente no Filho. E ao seguirmos Jesus Cristo, aprendemos com Ele a obedecer ao Pai e aos Seus Mandamentos.  O Beato João Paulo II disse que “os homens e as mulheres participam do amor do Pai conhecendo o Filho, ou seja, acolhendo o seu ensinamento e a sua obra redentora. Não é possível aceder ao amor do Pai senão imitando o Filho na observância dos mandamentos do Pai:  “Como o Pai Me amou, também Eu vos amei; permanecei no Meu amor.  Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor, do mesmo modo que Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e permaneço no Seu amor”. (Jo 15, 9-10

 “Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito”.  (V.37)– A nossa alma só sente tranquilidade e paz quando está mergulhada no amor de Deus. Deus está incessantemente nos amando, mas depende do nosso querer amar a Deus. E amar em primeiro lugar. Nós temos colocado muitas coisas em primeiro lugar na nossa vida, especialmente coisas materiais, por isso não tem sobrado espaço para Deus em nosso coração. O Papa João Paulo II disse: “Deus é demasiado grande, e demasiado amor merece de nós, para que baste deitar-lhe, como a um pobre Lázaro, unicamente algumas migalhas do nosso tempo e do nosso coração. Bem infinito e será a nossa felicidade eterna: dinheiro, prazeres e felicidades deste mundo, em comparação com Ele, são apenas fragmentos de bem e momentos fugidios de felicidade. Não seria acertado dar muito de nós a estas coisas e dar pouco a Jesus”.

“Amarás teu próximo como a ti mesmo.” (V.39) – Frequentemente encontramos muitos obstáculos que nos impedem de amarmos nossos irmãos. São as feridas provocadas pelos relacionamentos difíceis. Dentre esses obstáculos o mais comum é a falta de perdão. Mas peçamos a Deus que é rico em misericórdia, que cure nossas feridas e transforme os nossos corações endurecidos pelo ressentimento em corações abertos ao perdão. O Papa Bento XVI disse assim:  “Existe sempre em nós uma resistência ao amor e na nossa existência há muitas dificuldades que provocam divisões, ressentimentos e rancores. Mas o Senhor prometeu-nos que estará presente na nossa vida, tornando-nos capazes deste amor generoso e total, que sabe superar todos os obstáculos, inclusive aqueles que estão nos nossos corações”.

A Eucaristia é Cristo cumprindo plenamente a Lei do amor a Deus e aos irmãos. Jesus Cristo dá totalmente a Si mesmo (Corpo e Sangue) ao Pai e a todos nós. O Papa Bento XVI ensinou-nos: “Na Eucaristia nós contemplamos o Sacramento desta síntese viva da lei: Cristo entrega-nos em si mesmo a plena realização do amor a Deus e do amor aos irmãos. Ele comunica-nos este seu amor quando nos alimentamos do seu Corpo e do seu Sangue”. Ao tomar a Eucaristia, sacramento do amor e doação de Jesus Cristo, somos sustentados no difícil caminho da convivência humana, onde o amor deve ser sempre a melhor resposta aos conflitos.

No versículo 40 Jesus diz assim: “Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas”. São dez os Mandamentos da Lei de Deus, mas Jesus Cristo os resumiu em dois: o primeiro que é “Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito”(V.37) e, o segundo: “Amarás teu próximo como a ti mesmo”. Na verdade o Senhor nos deu um único mandamento, que resume a todos os outros: o mandamento do amor.

Na lista dos dez mandamentos dados a Moisés por Deus, os três primeiros se relacionam ao amor a Deus e os sete restantes ao amor ao próximo. O Catecismo (2067) ensina:  “Os Dez Mandamentos enunciam as exigências do amor de Deus e do próximo. Os três primeiros referem-se mais ao amor de Deus: os outros sete, ao amor do próximo: Como a caridade abrange dois preceitos, nos quais o Senhor resume toda a Lei e os Profetas, […] assim também os Dez Mandamentos estão divididos em duas tábuas. Três foram escritos numa tábua e sete na outra”.

O amor a Deus e o amor ao próximo estão interligados. Um não existe sem o outro. O Papa Bento XVI explicou-nos: “Os dois mandamentos estão profundamente unidos entre si e compenetram-se reciprocamente. A sua unidade indivisível é testemunhada por Jesus com as palavras e a vida: a sua missão culmina na Cruz que redime (Jo 3, 14-15), sinal do Seu amor indivisível ao Pai e à humanidade (Jo 13, 1)”.

E  o Beato João Paulo II: “Para saber se se ama verdadeiramente a Deus, é preciso verificar se se ama seriamente o próximo. E se se quiser saborear a qualidade do amor pelo próximo, deve-se perguntar se se ama verdadeiramente a Deus. Porque «quem não ama a seu irmão, ao qual vê, como pode amar a Deus, que não vê?» (1 Jo 4, 20), e «nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e guardamos os Seus mandamentos» (1 Jo 5, 2).

 Oremos:

Com Padre Marcelo Rossi:  “Senhor, Deus de amor, ensina-me a amar. Mesmo que meus olhos se fechem, ensina-me a amar. Mesmo que meus ouvidos se ensurdeçam, ensina-me a amar. Mesmo que minha boca silencie, ensina-me a amar. Mesmo que meus braços e pernas se cansem, ensina-me a amar. Mesmo que o mundo me apresente outros valores, ensina-me a amar. Mesmo que os meus irmãos me traiam, ensina-me a amar. Mesmo que a esperança se vá, ensina-me a amar. Mesmo nos momentos sem fé, ensina-me a amar. Eu quero amar, Senhor.  Primeiro a Vós e depois aos meus irmãos. Quero amar a mim mesmo, sem egoísmos, mas como templo do Vosso Santo Espírito. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

20 de outubro de 2011 at 11:17 Deixe um comentário

Trigésimo Domingo do Tempo Comum – Mateus 22, 34 – 40

34. Sabendo os fariseus que Jesus reduzira ao silêncio os saduceus, reuniram-se  

35. e um deles, doutor da lei, fez-lhe esta pergunta para pô-lo à prova:  

36. Mestre, qual é o maior mandamento da lei?  

37. Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito (Dt 6,5).  

38. Este é o maior e o primeiro mandamento.  

39. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18).  

40. Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas.

19 de outubro de 2011 at 12:00 Deixe um comentário

O Amor é a melhor resposta

Somos sal na vida do irmão quando:

Sorrimos.

Perdoamos.

Presenteamos.

Somos generosos.

Somos prestativos.

Ouvimos.

Amamos.

Somos dóceis.

Lembramo-nos de seu aniversário.

Animamos quem está sem esperança.

Estamos presentes nas datas especiais.

Ficamos felizes com suas vitórias.

Somos sensíveis com suas perdas.

Partilhamos nossas amizades!

Somos mansos e humildes de coração.

Ajudamos em suas necessidades.

Partilhamos nossos dons.

Somos bondosos.

Somos compreensivos.

Somos misericordiosos.

 Fernando e Luciano

13 de outubro de 2011 at 12:56 Deixe um comentário

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