Posts tagged ‘A Cruz de Cristo’

Anúncios

12 de setembro de 2014 at 10:19 Deixe um comentário

Frases sobre a Cruz de Cristo

 

1-A Palavra: “Porque aprouve a Deus fazer habitar nele toda a plenitude e por seu intermédio reconciliar consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus”. (Cl 1, 19-20)

2-Papa Emérito Bento XVI: “Cristo ressuscitou e derrotou para sempre a morte! então poderíamos compreender verdadeiramente o mistério da cruz”.

3-Papa Francisco: “A cruz de Jesus é a palavra com que Deus respondeu ao mal do mundo”.

4-São João da Cruz: “Quem não busca a cruz de Cristo não busca a glória de Cristo”.

5-São João Paulo II: “A cruz é sinal dum amor sem limites!”

6-A Palavra: “Quanto a mim, porém, de nada me quero gloriar, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6, 14).

7-Via-Sacra- Vaticano: “Um amor horizontal e um amor vertical: eis o desenho da Cruz! E do ponto de encontro deste duplo amor, lá onde Jesus inclina a cabeça, brota o Espírito Santo, primeiro fruto do seu regresso ao Pai”.

8-São João Paulo II: Ó Pai “que a Cruz do vosso Filho permaneça o sinal do acolhimento do filho pródigo por Vossa parte, ó Pai: Que ela continue a ser o sinal da Aliança nova e eterna!”    

9-Papa Francisco: “Na cruz, Jesus sente todo o peso do mal e, com a força do amor de Deus, vence-o, derrota-o na sua ressurreição. Este é o bem que Jesus realiza por todos nós sobre o trono da cruz”.

10-Santa Teresa dos Andes: “Vivamos na cruz. A cruz é a abnegação de nossa vontade. Na cruz está o céu porque ali está Jesus”.

11-Liturgia das Horas: “Para salvar todo homem, morrer na cruz aceitastes. Preço do nosso resgate, o vosso sangue doastes. Mas ressurgis, recebendo do Pai a glória devida. Por vós, também ressurgidos, teremos parte na vida”.

12-A Palavra: “Porque há muitos por aí, de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora o digo chorando, que se portam como inimigos da cruz de Cristo, cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e só têm prazer no que é terreno”. (Fl 3, 18-19)

13–São João Paulo II: “Como podemos não ser gratos a este Deus que nos redimiu, deixando-se ir até à loucura da cruz? A este Deus que se colocou da nossa parte e aqui ficou até ao fim?”

14-Santa Teresa Benedita da Cruz: “A cruz não é um fim em si mesma: ela eleva-nos para as alturas e revela-nos as realidades superiores. Por isso ela não é somente um símbolo; ela é a arma poderosa de Cristo”.

15-Papa Francisco: ”Tende confiança na força da Cruz de Cristo. Acolhei a sua graça reconciliadora e partilhai-a com os outros”. (Agosto de 1014)

16- Livro Imitação de Cristo: -“Como, pois, buscas, tu outro caminho para entrar no céu que não seja o caminho real da santa cruz?”

17-São João Paulo II: “A cruz de Cristo! No seu constante florescimento, a árvore da Cruz dá sempre renovados frutos de salvação”.

18-Liturgia das Horas: “Do rei avança o estandarte, fulge o mistério da Cruz, onde por nós foi suspenso o Autor da vida, Jesus”.

19-Abade Teodoro Estudita: “Por meio da cruz nós, ovelhinhas de Cristo, fomos congregados num único aprisco, e fomos destinados às moradas eternas”.

20-Papa Emérito Bento XVI: “Animo-vos, portanto, a descobrir na Cruz a medida infinita do amor de Cristo”.

21-São João Paulo II: “A cruz: mistério de amor e de dor”.

22-Papa Emérito Bento XVI: “O encontro com a cruz, que se toca e se leva, transforma-se num encontro interior com Aquele que na cruz morreu por nós”.

23-A Palavra: “Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio”. (Jo 19, 17-18)    

24-Papa Emérito Bento XVI: “O encontro com a cruz suscita no mais íntimo dos jovens a recordação de Deus que quis fazer-se homem e sofrer conosco”.

25-A Palavra: “Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus”. (Mc 23, 26)

26-São João Paulo II: “Quem quer que seja que acolha Deus em Cristo, acolhe-O mediante a Cruz”.

Frases citadas no Livro “A Cruz de Cristo é a Nossa Vitória”, de Jane Amábile.

 

 

9 de setembro de 2014 at 10:12 Deixe um comentário

Mensagem

OI Amigos, hoje é meu aniversário! 

Quero partilhar com vocês que estou na última etapa da correção do meu 5º livro, que estou escrevendo há um ano e que vou publicar brevemente: “A Cruz de Cristo é a Nossa Vitória”. O texto publicado abaixo no Blog , retirado do Site do Vaticano, é um presente que recebo de Deus, nesse dia, porque fala exatamente do assunto do meu livro. 

Que Deus abençoe vocês e suas famílias. Fiquem com Deus!

Jane Amábile

 

 

24 de agosto de 2014 at 10:35 Deixe um comentário

A teologia da Cruz ao centro do encontro “Ratzinger Schülerkreis”

 

2014-08-22 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Teve início em Castel Gandolfo, nesta sexta-feira, 22, o tradicional encontro “Ratzinger Schülerkreis”, o círculo dos ex-alunos de Bento XVI. O tema deste ano, a ser ilustrado pelo teólogo alemão Karl-Heinz Menke, é a “Teologia da Cruz”. A este propósito Gudrun Sailer, da Rádio Vaticano, conversou com o sacerdote salvatoriano Pe. Stephan Horn, Presidente da Associação dos ex-alunos de Bento XVI:
Pe. Horn: “O Professor Menke fará duas exposições: a primeira sobre o significado da Cruz de Cristo. O Prof. Menke pretende fazer uma leitura da Cruz de Cristo como uma auto-revelação do Deus Trinitário. Neste modo é evidente que, no evento da revelação, a Cruz vem a recobrir uma posição central: isto significa que a Cruz, vem de qualquer maneira fixada dentro de missão de Cristo. O segundo tema é a pergunta sobre o que significa a Cruz para todos os homens de todos os tempos, portanto, não somente para os cristãos, mas qual o significado dela para a salvação de todos os homens. E isto é ao mesmo tempo interessante e envolvente, a partir da própria pergunta. Bento XVI havia colocado, no seu Livro sobre Jesus, uma ênfase diferente. Havia colocado substancialmente a pergunta sobre a penitencia: como se pode entender a morte de Jesus como penitencia; e colocou sob uma nova luz esta sua concepção. Não se trata do fato que o homem queira reconciliar-se com Deus, e portanto, queira fazer uma penitencia espontânea para Deus, mas que Deus mesmo fez penitencia no seu Filho, isto é, doa a reconciliação. Isto, naturalmente, leva a uma visão da Cruz de Cristo totalmente positiva, porque Deus Pai, através do amor do Filho, quer reconciliar-se com os homens. Portanto, como se deduz do pensamento de Bento XVI, a Cruz, definitivamente, é uma auto-revelação do amor de Pai, e naturalmente também do amor do Filho, e isto faz sim que o tema escolhido pelo Prof. Menke, o primeiro tema, esteja inteiramente na linha da teologia de Ratzinger. O segundo tema, obviamente, é um tema que diz respeito a todos nós. Naturalmente, nós cristãos, sabemos que encontramos o amor de Deus na Cruz de Cristo, mas como isto fica para os outros? Como eles podem encontrar a Cruz de Cristo? E encontrá-la de maneira tal, que ela possa representar para eles uma possibilidade de salvação, sem que, no entanto, aquela particularidade, que a Cruz de Cristo representa para os cristãos, seja, por assim dizer, jogada fora? Estas são perguntas fundamentais que dizem respeito ao ‘ser cristão’”.
RV: Bento XVI, pela segunda vez consecutiva, não participa dos debates teológicos do Schülerkreis ….ele deve lamentar isto…
Pe. Horn : “Eu não vejo o coração do Papa, obviamente; de um lado lhe agradaria muito estar presente; por outro, tomou uma decisão para a sua vida, isto é, a de conduzir uma existência contemplativa e agora quer permanecer ligado à Schülerkreis de uma forma nova. Se Deus quiser, poderá celebrar a Missa junto conosco ainda por muitos anos; da mesma forma, ele leva consigo os nossos pedidos: quando organizamos um simpósio o informamos e ele reza por nós e nos encoraja e manifesta a nós a sua alegria quando contamos a ele… A sua ligação conosco não diminuiu e nós mostraremos a ele as nossas exposições, de modo que possa aprofundá-las. Depois, é absolutamente possível que faça uma disquisição teológica com o Prof. Menke…”. (JE)

 

24 de agosto de 2014 at 10:26 Deixe um comentário

18 de abril de 2014 at 17:30 Deixe um comentário

A renúncia e a cruz na vida do cristão

 

2014-04-18 Rádio Vaticana

Rio de Janeiro (RV) – A cruz é o sinal do cristão! Esta afirmação pode parecer simples, mas tem profundidade teológica, pois quem busca um Cristo sem a cruz corre o risco de encontrar uma cruz (sofrimento) sem Cristo. Enquanto seguidor de Cristo, o cristão sabe que o Senhor é o Deus da vida a reinar glorioso, mas entende também que o sofrimento, em suas diversas naturezas, é inerente à vida humana e, por isso, o próprio Deus, embora não cause nem queira a dor, permite-a para fazer dela via de santificação e salvação.
Isso ensina o Papa emérito Bento XVI em sua catequese de 29 de outubro de 2008, ao tratar do mistério da cruz nos escritos do Apóstolo Paulo: “As primeiras comunidades cristãs, às quais São Paulo se dirige, sabem muito bem que Jesus já ressuscitou e está vivo; o Apóstolo quer recordar não apenas aos Coríntios ou aos Gálatas, mas a todos nós, que o Ressuscitado é sempre Aquele que foi crucificado. O ‘escândalo’ e a ‘loucura’ da Cruz encontram-se precisamente no fato de que onde parece existir somente falência, dor e derrota, exatamente ali está todo o poder do Amor ilimitado de Deus, porque a cruz é expressão de amor, e o amor é o verdadeiro poder que se revela precisamente nesta aparente debilidade”.
D. Estevão Bettencourt, OSB, escreve no editorial da revista Pergunte e Responderemos, nº 471, agosto de 2001, p. 1: “Ao considerar a sorte final do cristão, o Apóstolo o tem como co-herdeiro do Pai com Cristo, à condição de passar pela via régia por que passou o Senhor Jesus: a via da cruz “… contanto que compadeçamos para que sejamos também glorificados” (Rm 8,17). “O Senhor Jesus quis fazer do padecimento e da morte (consequências do pecado) a estrada real que leva à glória. Sofrer com Cristo é configurar-se ao Filho e tornar-se co-herdeiro do Pai”.
O cristão é “co-herdeiro do Pai com Cristo”, ou seja, todos nós que recebemos, no Batismo, o dom da fé cristã e a professamos no dia a dia somos cristãos. Deus quis, pelas águas batismais, tornar-nos filhos no Filho (Gl 4,5-7). Sim, o Filho por excelência é Jesus Cristo e é n’Ele, por Ele e para Ele que tudo foi criado, a fim de que em tudo fosse d’Ele a primazia (cf. Cl 1,15-20), mas o Senhor, de modo livre e gratuito, nos chamou a tomar parte nessa herança divina. Tornamo-nos, então, co-herdeiros: o Senhor Jesus, Filho de Deus, reparte conosco tudo o que o Pai lhe deu.
Isso, todavia, tem apenas uma condição: “passar pela via régia por que passou o Senhor Jesus: a via da cruz”. A cruz já não é mais um instrumento de vergonha, loucura ou escândalo como foi para os povos antigos, mas é, depois da paixão de Cristo, a via régia ou a estrada real que o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores quis, voluntariamente, como novo homem, passar a fim de abrir-nos, com seu sacrifício redentor, as portas da salvação que o pecado do velho homem fechara.
Querer estar com o Senhor nos bons momentos é muito fácil, os próprios apóstolos e discípulos não ficaram imunes a essa terrível tentação. Tomemos apenas dois exemplos: a Transfiguração no Tabor (cf. Mc 9,2-8), cujo relato mostra Pedro, Tiago e João entusiasmados com o que viam: o Senhor Jesus envolto em glória acompanhado de Moisés e Elias, símbolos da Lei e dos Profetas do Antigo Testamento. Querem ficar ali, fazer tendas para os ilustres personagens. A eles nem um refúgio era necessário, já estavam felizes só de poderem contemplar tamanha maravilha.
Contudo, o Senhor, sem privá-los desse importante momento de gozo espiritual, chama-os à realidade convidando-os a descerem da montanha, voltarem para as atividades diárias, retomarem a cruz de cada dia e segui-Lo (cf. Lc 9,23). Também nós sofremos dessa tentação de querermos apenas o Senhor glorificado e desprezarmos o Cristo chagado, cuspido, desprezado… É nada mais nem menos do que a recusa da cruz e a busca apenas da glória. Tentação dos Apóstolos, tentação nossa!
Outro fato portentoso é a multiplicação de pães e peixes (cf. Jo 6,26s), depois da qual imensa multidão passou a seguir Jesus. O divino Mestre, no entanto, logo percebeu que seus muitos seguidores não estavam interessados na renúncia e no sacrifício corredentor que a vida cristã exige, mas, ao contrário, queriam apenas prosperidade material. Buscavam não o verdadeiro Senhor, que é, sim, poderoso e ressuscitado, mas tão-somente o Jesus taumaturgo ou milagreiro, capaz de satisfazer – às nossas ordens – todos os nossos desejos e caprichos.
Buscavam não o verdadeiro Deus, revelado plenamente em Jesus Cristo, que ensina a pedir confiante o pão de cada dia (cf. Mt 6,11), mas admoesta também a submetermo-nos ao projeto divino, cuja vontade deve ser feita (cf. Mt 26,39), mas procuravam o deus da magia, submisso aos seus desejos mais mesquinhos. Quem tem um deus assim, foge na hora do apuro, da cruz. Alguns discípulos que, confusamente, esperavam um Messias glorioso e dominador político que lhes daria tronos neste mundo, de modo que pudessem ficar um à sua direita e outro à sua esquerda podem, simbolicamente, representar cada cristão que não entende o mistério da cruz. Que é incapaz de compreender como Deus se fez homem e, sendo o governante de tudo, o Pantokrator, se submete às forças deste mundo e à morte de cruz. Esse Deus não pode ser seguido, mas, ao contrário, deve – na mentalidade dos que buscam apenas um Rei glorioso – ser abandonado (cf. Mc 14,37s) e a renegado (Lc 22,54-62).
No entanto, a ação do verdadeiro Deus não é assim, segundo relembra o Papa Bento XVI na catequese que já citamos, ao dizer que: “a Cruz revela ‘o poder de Deus’ (cf. 1 Cor 1, 24), que é diferente do poder humano; com efeito, revela o seu amor: ‘O que é considerado como loucura de Deus é mais sábio que os homens, e o que é tido como debilidade de Deus é mais forte que os homens’ (Ibid., v. 25). Há séculos de distância de Paulo, nós vemos que na história venceu a Cruz e não a sabedoria que se opõe à Cruz. O Crucifixo é sabedoria, porque manifesta verdadeiramente quem é Deus, ou seja, poder de amor que chega até à Cruz para salvar o homem. Deus serve-se de modos e de instrumentos que para nós, à primeira vista, parecem debilidade. O Crucifixo releva, por um lado, a debilidade do homem e, por outro, o verdadeiro poder de Deus, ou seja, a gratuidade do amor: precisamente esta total gratuidade do amor é a verdadeira sabedoria. São Paulo fez esta experiência até na sua carne, e disto dá-nos testemunho em várias fases do seu percurso espiritual, que se tornaram pontos de referência específicos para cada discípulo de Jesus: ‘Ele disse-me: basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que a minha força se revela plenamente’ (2 Cor 12, 9); e ainda. ‘Deus escolheu o que é fraco, segundo o mundo, para confundir o que é forte’ (1 Cor 1, 27). O Apóstolo identifica-se a tal ponto com Cristo que também ele, embora se encontre no meio de muitas provações, vive na fé do Filho de Deus que o amou e se entregou pelos pecados dele e de todos (cf. Gl 1, 4; 2, 20). Este dado autobiográfico do Apóstolo torna-se paradigmático para todos nós”.
“Contanto que compadeçamos para que sejamos também glorificados”. Duas expressões aí têm seu peso teológico e prático, uma delas é “compadecer-se”. Ora, o termo padecer se prende à raiz grega de pathos, que passou para o latim como passio, passionis, em português, paixão ou sofrimento. Logo, compadecer-se – cum + passio, nis – quer dizer padecer ou sofrer com… Daí uma importante questão: sofrer com quem? – Sofrer com Cristo, especialmente presente na pessoa do irmão necessitado a clamar por ajuda. Aliás, é o próprio São Paulo quem vai dizer: “completo em minha carne o que falta à paixão de Cristo” (Cl 1,24).
Isso, à primeira vista, pode parecer contraditório, pois a paixão do Senhor foi completa por si mesma, mas o que o Apóstolo quer nos dizer é que mesmo sendo completa, Jesus quis a nossa participação nela, dando-lhe uma moldura nova em nosso tempo. Eu aceito sofrer com Cristo ao assumir a minha cruz e ajudar, qual Cirineu, o meu irmão a carregar a cruz dele. Isso é reviver a Paixão do Senhor no compadecimento ou no sofrer junto aos que sofrem para melhor entender o sentido real da cruz.
Escreveu o Papa João Paulo II: “Do paradoxo da Cruz surge a resposta às nossas interrogações mais inquietantes. Cristo sofre por nós: Ele assume sobre si os sofrimentos de todos e redime-os. Cristo sofre conosco, dando-nos a possibilidade de partilhar com Ele os nossos sofrimentos. Juntamente com o de Cristo, o sofrimento humano torna-se meio de salvação. Eis por que o crente pode dizer com São Paulo: ‘Agora alegro-me nos sofrimentos que suporto por vós e completo na minha carne o que falta às tribulações de Cristo, pelo seu Corpo, que é a Igreja’ (Cl 1,24). O sofrimento, aceito com fé, torna-se a porta para entrar no mistério do sofrimento redentor do Senhor. Um sofrimento que já não priva da paz e da felicidade, porque é iluminado pelo esplendor da ressurreição” (Mensagem Dia Mundial do Doente, 11/2/2004).
Outra reflexão é sobre “ser glorificado”: “O Senhor Jesus quis fazer do padecimento e da morte (consequências do pecado) a estrada real que leva à glória”, ou seja, quem não passa pela cruz não chega à glória… Cristo abriu-nos as portas do Paraíso, mas quis (e quer) que nos esforcemos, com a sua graça, para chegar lá. Por isso a cruz é importante. Não uma cruz distante para todos, mas uma cruz próxima conforme entendeu São Paulo, segundo escreve Bento XVI na catequese já citada: “Na experiência pessoal de São Paulo há um dado incontestável: enquanto no início fora um perseguidor e recorrera à violência contra os cristãos, a partir do momento da sua conversão no caminho de Damasco passara do lado de Cristo crucificado, fazendo dele a sua razão de vida e o motivo da sua pregação. No encontro com Jesus, tornou-se-lhe claro o significado central da Cruz: compreendera que Jesus tinha morrido e ressuscitado por todos e por ele mesmo. Ambas as realidades eram importantes; a universalidade: Jesus morreu realmente por todos; e a subjetividade: Ele morreu também por mim. Portanto, na Cruz manifestou-se o amor gratuito e misericordioso de Deus. Paulo experimentou este amor em si mesmo (cf. Gl 2, 20) e, de pecador, tornou-se crente; de perseguidor, Apóstolo”.
Assumamos com Cristo a Cruz e encontraremos a verdadeira vida, caminhando com certeza para a Páscoa da Ressurreição.
Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

18 de abril de 2014 at 11:24 Deixe um comentário

A Cruz de Cristo é a nossa vitória!

 

AS SETE PALAVRAS DE JESUS NA CRUZ:

1-            PAI, PERDOA-LHES, POIS NÃO SABEM O QUE FAZEM.

2-            HOJE ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO.

3-            MULHER, EIS O TEU FILHO, EIS A TUA MÃE.

4-            MEU DEUS, PORQUE ME ABANDONASTE?

5-            TENHO SEDE.

6-            TUDO ESTÁ CONSUMADO.

7-            PAI, EM TUAS MÃOS ENTREGO O MEU ESPÍRITO.

 

 

A VIDA É AMOR!

ENTÃO, A CRUZ NÃO É A MORTE DE DEUS

MAS É O MOMENTO EM QUE SE ROMPE

A FRÁGIL CROSTA DA HUMANIDADE ASSUMIDA POR DEUS

E COMEÇA A INUNDAÇÃO DE AMOR[1]

QUE RENOVA A HUMANIDADE.

DA CRUZ NASCE A VIDA NOVA DE SAULO,

DA CRUZ NASCE A CONVERSÃO DE AGOSTINHO,

DA CRUZ NASCE A POBREZA FELIZ DE FRANCISCO DE ASSIS,

DA CRUZ NASCE A BONDADE IRRADIANTE DE VICENTE DE PAULO;

DA CRUZ NASCE O HEROÍSMO DE MAXIMILIANO KOLBE,

DA CRUZ NASCE A MARAVILHOSA CARIDADE DE MADRE TERESA DE CALCUTÁ,

DA CRUZ NASCE A CORAGEM DE JOÃO PAULO II,

DA CRUZ NASCE A REVOLUÇÃO DO AMOR:

POR ISSO A CRUZ NÃO É A MORTE DE DEUS,

MAS É O NASCIMENTO DO SEU AMOR NO MUNDO.

BENDITA SEJA A CRUZ DE CRISTO! (LITURGIA DO VATICANO- 2006)

 

 

 

13 de abril de 2014 at 15:19 Deixe um comentário

Posts mais recentes


ADMINISTRADORA DO BLOG:

Jane Amábile

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 309 outros seguidores

Categorias