Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

Reflexão para o XXXIII Domingo do Tempo Comum

Evangelho - Jesus Cristo

Evangelho – Jesus Cristo  (©Santi Rodríguez – stock.adobe.com)

Com aqueles que fizeram com que as moedas se multiplicassem, o patrão os elogia e os cumula com bens maiores.

Padre César Agusuto, SJ – Vatican News

Nossa Liturgia da Palavra começa com o elogio à mulher providente e previdente, tirado do Livro dos Provérbios 31,10-13.19-20.30-31, onde é destacada a ação laboriosa da esposa, dona de casa, patroa, mãe de família, mas também assistente social. Com ela ninguém passa necessidades e nem vergonha. Suas mãos, além de laboriosas, são distribuidoras das graças de Deus. Estar casado com ela é uma bênção sem igual!Ouça e compartilhe

Ela não é madame, não se preocupa com sua beleza e nem com joias e vestidos caros, com seu descanso, não vive passando creme nas mãos, mas as usa em favor de todos a ela confiados.

Certamente é a esposa que se entrega por amor, a mãe que tem prazer natural em se abnegar pelos filhos, a patroa que é solícita com seus dependentes e a senhora que também tem olhos para os carentes.

Recordo-me quando nos noventa anos de uma senhora muito querida, seus filhos imprimiram de um lado da recordação da efeméride, o retrato da aniversariante e, do outro, essa perícope do Livro dos Provérbios. Seu filho mais velho fez questão de ler esse trecho e, no final, ele se virou para a mãe e disse: “Essa mulher é você, mamãe!”

Que lindo, que maravilhoso! Será que nos encaixamos dentro desse perfil, sejamos mulheres ou homens? Somos só alegria para aqueles que convivem conosco?

No Evangelho, extraído de Mateus 25,14-30 temos a conhecida parábola do viajante que entrega aos seus empregados, antes de iniciar a viagem, algumas moedas e depois, ao retornar, pede conta delas e fica aborrecido com aquele que não a colocou em situação de rendimento, chamando-o de empregado mau e preguiçoso. Com aqueles que fizeram com que as moedas se multiplicassem, o patrão os elogia e os cumula com bens maiores. Comparando a ação desses empregados com a da mulher do Livro dos Provérbios, percebemos que ela foi a que desenvolveu ao máximo todos os seus talentos. O rendimento foi incontável, pois ela vivia em situação permanente de economia desenvolvimentista. Diferentemente dos empregados do viajante que tinham em mente o valor das moedas e o interesse multiplicador do patrão, a mulher era todo coração e a ele, ela subordinava todo o relacionamento com a produção e o lucro. Ela era movida pelo coração! Todos os dons que recebera a levavam ao ato de suprir as necessidades das pessoas a ela confiadas, desde o marido até o pedinte que batia à sua porta. Por isso ela rendeu, aliás, sua vida foi um total rendimento e louvor à glória de Deus. Aí está o resultado de sua operosidade. Deus foi louvado por muitos, desde as pessoas ignotas que viam o estilo digno de seu marido, até às pessoas carentes que nela tinham a proteção e o auxílio fraterno. E Deus era louvado!

Lembro-me de uma peça de teatro “Assim na terra como no céu”[1] representada no Teatro do Colégio Anchieta, de Nova Friburgo – RJ, quando se perguntava por que a erva-mate produzida pelos jesuítas era melhor das plantadas pelos colonizadores, se o terreno era o mesmo? A resposta foi porque a dos jesuítas são operadas pelos indígenas que são tratados com amor.

Como não trazer à mente e ao coração os afagos de uma mãe e de um pai em um filho que a vida machucou por qualquer motivo que seja? A presença de uma pessoa muito querida em uma situação de luto ou de grave enfermidade? A perseverança e a persistência da pessoa amada quando a situação é de lágrimas ou de imensa exultação? Aí que fala, quem age é o coração!

A segunda leitura, Iª Tessalonicenses 5, 1-6 no convida e incentiva a estarmos preparados para amar a qualquer hora e a qualquer pessoa. Se os empregados da parábola foram testados na viagem do patrão, a mulher demonstrou o amor durante toda sua vida, a qualquer momento, a qualquer hora e a qualquer pessoa. São Paulo nos fala que não estamos nas treva, e é verdade. Como ele diz somos filhos da luz e filhos do dia, recebemos o Espírito Santo em nosso batismo, Ele, a fonte do Amor! “Portanto, não durmamos, como os outros, mas sejamos vigilantes e sóbrios”! Amemos!

[1] “Assim na Terra como no Céu”, peça de Fritz HOCHWALDER, tradução de Dom Paulo Evaristo Arns, OFM, sobre os julgamento dos padres e irmãos da Companhia de Jesus e o Tratado de Madrid, 1750,estreado no Teatro Universitário de Santo Ângelo, Santo Ângelo – RS, em julho de 1981.

14 de novembro de 2020 at 13:00 Deixe um comentário

Assista a “[Homilia Diária] Segunda-feira – Dedicação da Basílica do Latrão” no YouTube

9 de novembro de 2020 at 7:12 Deixe um comentário

Trigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum – São Mateus 25, 14 – 30 – Dia 15 de Novembro de 2020

A parábola dos talentos | Padre Bruno

“14.“Será também como um ho­mem que, tendo de viajar, reuniu seus servos e lhes confiou seus bens. 15.A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu. 16.Logo em seguida, o que recebeu cinco talentos negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros cinco. 17.Do mesmo modo, o que recebeu dois, ganhou outros dois. 18.Mas, o que recebeu apenas um, foi cavar a terra e escondeu o dinheiro de seu senhor. 19.Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes contas. 20.O que recebeu cinco talen­tos aproximou-se e apresentou outros cinco: ‘Senhor’ – disse-lhe –, ‘confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei’. 21.Disse-lhe seu senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor’. 22.O que recebeu dois talentos adiantou-se também e disse: ‘Se­nhor, confias­te-me dois talentos; eis aqui os dois outros que lucrei’. 23.Disse-lhe seu senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor’. 24.Veio, por fim, o que recebeu só um talento: ‘Senhor, disse-lhe, sabia que és um homem duro, que colhes onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste. 25.Por isso, tive medo e fui esconder teu talento na terra. Eis aqui, toma o que te pertence’. 26.Respondeu-lhe seu senhor: ‘Servo mau e preguiçoso! Sabias que colho onde não semeei e que recolho onde não espalhei. 27.Devias, pois, levar meu dinheiro ao banco e, à minha volta, eu receberia com os juros o que é meu. 28.Tirai-lhe este talento e dai-o ao que tem dez. 29.Será dado ao que tem e terá em abundância. Mas ao que não tem será tirado mesmo aquilo que julga ter. 30.E a esse servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes’.””
Fonte – Bíblia Católica Online

“Reunidos como filhos e filhas da luz, somos convidados a ser comunidade que saiba administrar os dons e talentos que Deus nos concede. A alegria que nos anima é a de ouvir o Senhor nos dizer: Servo bom e fiel, eu lhe confiarei muito mais. Celebremos o Dia Mundial dos Pobres com as mãos e o coração voltados aos necessitados”. (Liturgia Diária)

O Padre Roger Araújo disse que “a parábola dos talentos – em que o administrador confia a uma pessoa cinco talentos, a outro dois talentos, e ao terceiro um talento – revela que Deus respeita a capacidade e o dom que cada um pode dar, porque nem todo mundo consegue dar a mesma coisa, fazer a mesma coisa; nem todo mundo consegue ser tudo. Cada um pode dar o pouco ou o muito que tem, mas todos podem dar, todos podem mudar o dom, a capacidade e a entrega que têm”.

O Padre Paulo Bazaglia ensinou que “Deus confia seus dons segundo as capacidades de cada um, sem deixar ninguém de fora. Preenche todos os seres humanos com bondade, misericórdia e amor e confia que cada um use esses dons largamente, para fazê-los frutificar na própria vida”.

O Monsenhor José Maria disse assim: “Com esta parábola Jesus nos ensina que a vida na terra é um tempo para administrarmos a herança do Senhor e assim ganharmos o Céu.O significado da parábola é claro. Nós somos os servos; os talentos são as condições  com que Deus dotou cada um de nós (a inteligência, a capacidade de amar, de fazer os outros felizes, os bens temporais…); o tempo que dura a ausência do patrão é a vida; o regresso inesperado, a morte; a prestação de contas, o juízo; entrar no gozo de Senhor, o Céu. Não somos donos, mas administradores de uns bens dos quais teremos de prestar contas”.

Conclusão:

“O proprietário representa Deus. Os dois primeiros servos, na prestação de contas, apresentam os lucros, isto é, as boas obras. O terceiro servo representa a pessoa, ou a comunidade, que vive fechada em si mesma, faz as coisas em benefício próprio, de modo egoísta. Deixou passar em branco o tempo, não fez nenhum esforço para praticar a justiça e obras de caridade. O que teria para apresentar a Deus? Só desculpas sem cabimento. São João da Cruz diz que “no entardecer da vida seremos julgados sobre o amor”. Este “servo mau”, omisso e mesquinho na administração de suas qualidades, não ouvirá o feliz convite: “Entre para participar da alegria de seu Senhor”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Oração: (Do Padre Joãozinho)

Vinde Espírito Santo, e dai-nos o Dom da Sabedoria, para que possamos avaliar todas as coisas à luz do Evangelho e ler nos acontecimentos da vida os projetos de amor do Pai. Dai-nos o Entendimento, uma compreensão mais profunda da verdade, a fim de anunciar a salvação com maior firmeza e convicção. Dai-nos o Dom do Conselho, que ilumina a nossa vida e orientai a nossa ação segundo vossa Divina Providência. Dai-nos o Dom da Fortaleza, sustentai-nos no meio de tantas dificuldades Com vossa coragem para que possamos anunciar o Evangelho. Dai-nos  o Dom da Ciência, para distinguir o Único Necessário Das coisas meramente importantes. Dai-nos Piedade, para reanimar sempre mais nossa íntima comunhão convosco. E, finalmente, dai-nos vosso santo Temor, Para que, conscientes de nossas fragilidades, reconhecermos a força da vossa graça. Vinde Espírito Santo, e dai-nos um novo coração. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

9 de novembro de 2020 at 5:42 Deixe um comentário

Reflexão para o XXXII Domingo do Tempo comum

Evangelho do domingo

A sabedoria está em não nos distrairmos com as falsas riquezas, falsas alegrias e falsos prazeres e com tudo isso gastarmos nosso azeite.

Padre César Augusto, SJ – Vatican News

A primeira leitura fala de um dom, uma riqueza inesgotável que qualquer ser humano amadurecido necessariamente o possui e o quer possuir eternamente. Trata-se da Sabedoria! Exatamente para mostrar sua atração sobre os seres humanos equilibrados, ela é apresentada como uma bela jovem no esplendor de sua beleza e juventude. Diz o livro da Sabedoria 6, 12-16, nossa primeira leitura, em seu versículo 12b “Ela é facilmente contemplada por aqueles que a amam, e é encontrada por aqueles que a procuram”. Ela está à mão, basta um esforço para encontrá-la.  Ela está à nossa porta, esperando por nós. Ela pretende nos ensinar a viver bem, a ter um relacionamento correto com as pessoas, a sermos humildes, a sermos coerentes. Mais do que quere-la, do que deseja-la, será necessário amá-la, empenhar-se em sua busca.Ouça e compartilhe

O Evangelho, extraído de Mateus, 25,1-13, nos reforça essa atitude do empenho. Temos a parábola das 5 virgens prudentes e das 5 imprudentes. Qual a grande diferença? As prudentes estavam de tal modo empenhadas, que não concordaram com os pedidos das demais em cederem parte do azeite para suas lanternas, para que não perdessem a oportunidade de receber o noivo, quando esse chegasse e pudessem entrar para a festa. As pessoas menos conscientes dirão que foi falta de solidariedade, de coleguismo. Jesus as elogia e chama isso de prudência, prudência em não ceder o que já haviam conquistado quando vieram para a festa. Se tivessem cedido, não teriam entrado para a celebração, elas estavam empenhadas em participar da comemoração das núpcias, receberam o convite e o aceitaram; tomaram as providências necessárias e agora deveria m esperar a chegada do esposo. Mesmo correndo o risco de serem tachadas de egoístas, ou de outros adjetivos, sabiam o que queriam e, para isso, não faltou pertinácia. As outras cinco receberam o convite, deram o sim, mas foram relapsas, não tiveram a tenacidade das anteriores em relação ao querer participar do festim.

Jesus, com essa parábola, nos dá um grande alerta. Todos recebemos o convite para as Bodas do Cordeiro, para a celebração do Casamento dele com a Humanidade; no batismo demos o nosso sim, mas as vicissitudes do dia a dia nos distraem e nem todos temos o empenho, a obstinação em perseguir o que queremos, ou seja, a fidelidade na espera de nossa união definitiva, da perseverança até o momento da celebração derradeira e permanente das núpcias, de nossa morte, quando seremos todos de Jesus. A sabedoria este em não nos distrairmos com as falsas riquezas, falsas alegrias e falsos prazeres e com tudo isso gastarmos nosso azeite. Ninguém poderá nos emprestar ou, pior ainda, vender o azeite que ilumina nossas lâmpadas, já que esse azeite precioso é dom de Deus, é a Sabedoria.

São Paulo, na 1ª Carta aos Tessalonicenses 4, 13-18, nossa segunda leitura, nos fala, logo no versículo 15 que “nós que formos deixados com vida para a vinda do Senhor não levaremos vantagem em relação aos que morreram”. Nós recebemos a mesma quantidade de azeite, de tempo, de sabedoria. Tudo dependerá, como dependerá também dos que já tiverem morrido, o uso que fizeram do tempo e de como se prepararam para a chegada do esposo, que virá no meio da noite, segundo o Evangelho. Como estamos usando o nosso tempo de ida? Com sabedoria? Com empenho? Vivendo a obstinação dos que desejam entrar na glória com o Cristo e lá viver as núpcias para sempre?

7 de novembro de 2020 at 11:11 Deixe um comentário

CNBB: Campanha É Tempo de Cuidar da Evangelização

Campanha É Tempo de Cuidar da Evangelização

CNBB disponibiliza vídeos, vts, spots e cards para redes sociais. Campanha É Tempo de Cuidar da Evangelização será realizada pela Igreja no Brasil, durante todo o mês de novembro.

Vatican News

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibiliza material de comunicação (vídeos, vts e spots para rádio) da campanha É Tempo de Cuidar da Evangelização, a ser realizada pela Igreja no Brasil, durante todo o mês de novembro, tendo na solenidade de Cristo Rei, dia 22, seu momento forte com a realização do grande gesto concreto: a Coleta do Bem. Trata-se do material a ser veiculado na primeira fase da campanha, a fase de sensibilização, que vai até o próximo sábado, 7 de novembro.

O lema da campanha é: “Somos Igreja: cuidamos da vida, cuidamos do anúncio da Palavra e cuidamos dos pobres”. A campanha é motivada pelo versículo bíblico: “Conheceis a generosidade de Cristo.” (2 Cor 8,9).

Para informar-se sobre as ações e produtos da campanha É Tempo de Cuidar da Evangelização é necessário acessar o site campanhas.cnbb.org.br. Nesta página, serão disponibilizados, semanalmente, vídeos e cards para redes sociais, VTs para as TVs de inspiração católica do Brasil e spots e podcasts para a Rede Católica de Rádios (RCR).

Nesta primeira fase da campanha, foram disponibilizados vts para as TVs de Inspiração Católica do Brasil e spots para a Rede Católica de Rádios. Também estão sendo disponibilizados cards para redes sociais e podcasts. No espaço de “downloads” da página da campanha, é possível baixar o texto-base, bem como três modelos de cartaz baseados no tema da campanha: “Somos Igreja: cuidamos da vida, cuidados do anúncio da Palavra, cuidamos dos pobres”. A Pascom Brasil (Pastoral da Comunicação) será uma grande animadora e mobilizadora desta campanha na Igreja no Brasil.

1º vídeo da campanha:

Este primeiro vídeo da campanha, com 4 minutos de duração, explica os impactos provocados pela pandemia do novo coronavírus no mundo, na

Igreja Católica e em seu trabalho de Evangelização no Brasil. O documentário demonstra que, mesmo num contexto de dificuldade, a Igreja no Brasil não deixou de cuidar da vida, dos pobres e da Evangelização e anuncia a realização da campanha e da Coleta do Bem. O vídeo reforça o lema da campanha: “Somos Igreja: cuidamos da vida, do anúncio da Palavra e dos pobres”.

Fonte: CNBB

6 de novembro de 2020 at 5:39 Deixe um comentário

Trigésimo Segundo Domingo do Tempo Comum – São Mateus 25, 1-13 – Dia 8 de novembro de 2020

A parábola das virgens e o óleo da oração

“1.“Então, o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo.* 2.Cinco dentre elas eram tolas e cinco, prudentes. 3.Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. 4.As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas. 5.Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram. 6.No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: Eis o esposo, ide-lhe ao encontro. 7.E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas. 8.As tolas disseram às prudentes: Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando. 9.As prudentes responderam: Não temos o suficiente para nós e para vós; é preferível irdes aos vendedores, a fim de o comprar para vós. 10.Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. 11.Mais tarde, chegaram também as outras e diziam: Se­nhor, senhor, abre-nos! 12.Mas ele respondeu: Em verdade vos digo: não vos conheço! 13.Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.””
Fonte – Bíblia Católica Online

“Celebremos o sacrifício eucarístico em clima de vigilância e esperança, na expectativa da vinda do Senhor. Realizamos nesta liturgia nosso encontro com Cristo, noivo da Igreja, o qual sacia nossa vida com a força do seu amor. Orientando-nos pela prudência e pela sabedoria cristã, queremos manter acesa e abastecida a lâmpada da fé”. (Liturgia Diária)

O Padre Roger Araújo disse que “a bela parábola das dez jovens virgens do Evangelho de hoje é para nós um símbolo ou uma comparação da maneira como vivemos nesta vida. Ora somos as jovens prudentes, ora imprudentes; ora somos aqueles que estão atentos, ligados e preparados, ora somos aqueles que estão desatentos, desligados e despreparados.O que me chama à atenção é o fato de saber que o Noivo é Cristo e nós somos as virgens que estão esperando Ele chegar”.

O Papa Francisco explicou: “O Esposo é o Senhor, e o tempo de espera da sua chegada é o tempo que Ele nos concede, a todos nós, com misericórdia e paciência, antes da sua vinda derradeira; é um tempo de vigilância; tempo em que devemos manter acesas as lâmpadas da fé, da esperança e da caridade, nas quais conservar aberto o coração para o bem, a beleza e a verdade; tempo para viver segundo Deus, pois não conhecemos nem o dia nem a hora da vinda de Cristo. É-nos pedido que estejamos preparados para o encontro — preparados para um encontro, um encontro bonito, o encontro com Jesus — que significa saber ver os sinais da sua presença, manter viva a nossa fé com a oração e com os Sacramentos, ser vigilantes para não adormecer, para não nos esquecermos de Deus”. (24 de Abril de 2013)

O Padre Roger Araújo disse assim: “Parece, no entanto, que Ele (Jesus)está demorando, que só vai chegar daqui a um tempo, e que temos muito tempo pela frente. “Viverei muitos anos ainda. Lá na frente, eu me converto, torno-me melhor”. Temos de estar preparados para nos encontrar com o Noivo, porque Ele pode chegar hoje. Isso, no entanto, não quer dizer que Ele vai nos pegar de surpresa”.

Conclusão:

“O núcleo desta parábola é o versículo 13: “Estejam vigilantes”. O noivo da comunidade (Igreja) é Jesus. As virgens prudentes representam as pessoas que acolhem a proposta do Reino e se mantêm ativas na prática do amor e da justiça. Elas esperam, para o grande banquete, o noivo que demora, mas não se descuidam do óleo (justiça). Quando o Senhor vier, no fim dos tempos, ou na hora da passagem para a eternidade, elas poderão participar da festa eterna. As  virgens sem juízo são as pessoas que, distraídas e alheias aos valores do Reino de Deus, não podem entrar para o banquete nupcial do Cordeiro. Melhor do que ouvir um sonoro “Não conheço vocês, será realimentar o óleo da fé com a prática da justiça em favor do próximo”. (Dia a Dia – Paulus)

Oração: (Do Padre Reginaldo Manzotti)

São Gabriel Arcanjo,

Vós, Anjo da encarnação, mensageiro fiel de Deus, abri os nossos ouvidos para que possam captar até as mais suaves sugestões e apelos de graça emanados do coração amabilíssimo de Nosso Senhor. Nós vos pedimos que fiqueis sempre junto de nós para que, compreendendo bem a Palavra de Deus e Suas inspirações, saibamos obedecer-lhe, cumprindo docilmente aquilo que Deus quer de nós. Fazei que estejamos sempre disponíveis e vigilantes. Que o Senhor, quando vier, não nos encontre dormindo. São Gabriel Arcanjo, rogai por nós. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

3 de novembro de 2020 at 5:44 Deixe um comentário

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

Coroa de flores luxuriante em design aquarela | Vetor Grátis

A Celebração dos fiéis defuntos é uma solenidade que tem um valor profundamente teológico, porque chama a nossa atenção para todo o mistério da existência humana, desde suas origens até o seu fim e para além também. A novidade introduzida pela nossa fé é a esperança: nós cristãos acreditamos em um Deus. que não é apenas Criador, mas também Juiz.

A morte é apenas uma porta …

Logo, Deus é também é um Juiz! O seu juízo vai para além do tempo e do espaço, em uma vida após a morte e na vida eterna, na qual o Reino de Deus se realiza plenamente. O julgamento do Senhor será duplo: além de responder individualmente às nossas ações, no final dos tempos, seremos chamados a responder-lhes também como humanidade.
Se morrermos em Cristo, porque vivemos a nossa vida em comunhão com Ele, seremos admitidos na Comunhão dos Santos.
A celebração de hoje se insere nesta perspectiva: a Igreja não esquece seus irmãos falecidos, mas reza por eles, oferece sufrágios, celebra Missas e oferece esmolas, para que também as almas, que ainda precisam de purificação, após a morte, possam alcançar a visão de Deus.

Cristo venceu a morte!

A morte é um acontecimento inevitável. Cada um de nós pode entender isso pela própria experiência pessoal. Segundo a visão cristã, porém, não é considerada um fato natural. Pelo contrário, é o oposto da vontade de Deus! Deus, o Senhor da vida, nos dá a vida em abundância e a morte é uma mera consequência do nosso pecado. Entretanto, em Cristo, Deus toma sobre si os nossos pecados e suas consequências. Desta forma, a morte se torna uma passagem, uma porta.
Graças à vitória de Cristo sobre a morte, podemos superar o medo que temos dela e a dor que sentimos quando atinge alguém que está próximo de nós.
Enfim, para o cristão, não há distinção entre vivos e mortos, porque nem os mortos são “mortos”, mas “defuntos”, ou seja, “privados das funções terrenas”, à espera de serem transformados pela Ressurreição.

História e origem desta celebração

A “pietas” humana para com os defuntos remonta aos primórdios da humanidade. Mas, como vimos, com o advento do cristianismo a perspectiva muda radicalmente.
Os primeiros cristãos, como podemos facilmente observar nas catacumbas, esculpiam a figura de Lázaro nos túmulos, como anseio de que seus entes queridos pudessem também voltar à vida, por intermédio de Cristo.
No entanto, somente no século IX começou a celebração litúrgica de um falecido, como herança do uso monacal, já em vigor no século VII, de empregar, dentro dos mosteiros, um dia inteiro de oração por um falecido.
Este costume, porém, já existia no rito bizantino, que celebrava os mortos no sábado anterior à Sexagésima, um período entre o fim de janeiro e o mês de fevereiro.
Mais tarde, no ano 809, o Bispo de Trier, Dom Amalário Fortunato de Metz, inseriu a memória litúrgica dos falecidos – que aspiram ao céu – no dia seguinte ao dedicado a Todos os Santos, que já estavam no céu.
Enfim, em 998, por ordem do abade de Cluny, Odilone de Mercoeur, a solenidade de Finados foi marcada para o dia 2 de novembro, precedida por um período de preparação de nove dias, conhecido como Novena dos Defuntos, que começava no dia 24 de outubro.

Fonte: Vaticano

2 de novembro de 2020 at 5:43 Deixe um comentário

Reflexão Todos os Santos e Finados

Comemoração Santos e Finados

Comemoração Santos e Finados 

Um coisa é certa, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor e sabemos que pela misericórdia de nosso Bondoso Deus, nossa família estará reunida na Casa do Pai.

Padre César Augusto, SJ – Vatican News

A liturgia, neste final de semana, nos oferece a oportunidade de meditarmos sobre nossa vocação de sermos-para-a-vida, ou seja, não só sobre nossa finitude, mas para o além dela, sobre o além túmulo, sobre o nosso desejo de eternidade.

Começamos com a Festa de Todos os Santos, quando refletimos sobre a concretização de nossa vocação à realização plena como seres humanos. O homem jamais aceitou sua aparente vocação de ser-para-o-nada, mas sempre, insatisfeito, quis algo mais; ele é insaciável. Podemos tomar como exemplo seu desejo de conhecimento acadêmico, depois da graduação em uma faculdade, faz mestrado, depois doutorado, depois vários cursos de pós doutorado e sempre continua aberto ao saber mais; comprou uma casa confortável, quer uma mansão, depois um palácio e sempre desejando algo melhor; poderemos nos perguntar o porquê de ser insaciável e a resposta vem porque foi criado à imagem de Deus, do infinito, do Absoluto.Ouça e compartilhe

segunda leitura do dia de Todos os Santos, extraída da Primeira Carta de João 3, 1-3, nos diz que somos “chamados filhos de Deus! E nós o somos!” Filho de peixe, peixinho é, diz um adágio popular! Ora, se Deus é nosso Pai e fomos criados à sua imagem e semelhança, será muito comum nossa aversão à finitude, nosso desejo de eternidade e nossa capacidade de amar sem limites e de perdoar incondicionalmente. Tudo isso é reflexo do Eterno em nós. João diz também em sua carta que “quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele”, ora, Jesus é o Homem perfeito, a imagem encarnada de Deus, Emanuel, Deus Conosco! Em Jesus temos todos os atributos divinos. Sendo homem, assumindo todo o nosso modo de ser, todas as nossas fraqueza, exceto o pecado, como diz São Paulo, Jesus transformou o simples homem, ser-para-a-morte, em Homem Perfeito, ressuscitado, ser-para-a-Vida!

No Evangelho, o mesmo do dia de Finados, Mateus 5, 1-12, vemos as qualidades dos ressuscitados, ou seja, dos homens que superaram a morte e estão realizados junto ao Eterno, ao Senhor da Vida, o Deus do Amor, o Pai dos Santos, o nosso Pai. Os atributos daqueles que não mais se examinam com o Decálogo, mas sim, com as Bem-Aventuranças: em suas vidas sob o poder da morte, foram injuriados, perseguidos por causa da justiça, sofreram mentiras com o pronunciamento de todo mal contra eles mesmos por causa de Jesus. Todos esses deverão se alegrar e exultar porque será grande a recompensa deles na eternidade, terão o Reino dos céus!

E aqueles que, apesar de batizados, de terem feito a opção por Cristo e renunciado a Satanás, de terem “aos trancos e barrancos” se esforçado por uma vida cristã, mas sem grande sucesso, pois as sombras disputaram muito o lugar das luzes e às vezes até tiveram êxito, como ficam nisso tudo? Seguindo a frase de Jesus de que deveremos temer não aqueles que tiram vida mortal, mas a eterna e a dos anjos na manhã da ressurreição, por que procuram entre os mortos aquele que está vivo? Dentro dessas frases poderemos perceber que nem todos aqueles que deram o “último suspiro”, de fato estão sob o domínio da morte. Muitos, sendo fiéis até o fim, estão na glória junto a Deus e se tornaram nossos intercessores, são os santos, mesmo não tendo seus nomes escritos pelo Papa no Catálogo dos Santos, mas nós que conhecemos suas vidas, sabemos disso.  E aqueles que não tiveram a sorte de terem sido fiéis às promessas batismais e morreram sem um arrependimento adequado? Aqueles que denominamos almas do Purgatório?

A esses dedicamos tantas santas missas e na intenção deles, dirigimos ao Senhor da Vida, nossas orações, sacrifícios e boas obras.  Se eles não precisarem mais, ótimo, o Senhor saberá a quem favorecer. As orações em sufrágio tem sentido. E todos eles são comemorados no dia 2 de novembro. Visitamos seus túmulos, os ornamos com flores, rezamos e recordamos seu amor por nós e suas qualidades e testemunhos cristãos que herdamos, e isso fazemos para todos, estejam já no céu ou ainda a caminho.

Um coisa é certa, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor e sabemos que pela misericórdia de nosso Bondoso Deus, nossa família estará reunida na Casa do Pai, onde O louvaremos por todos os séculos dos séculos, Amém!

1 de novembro de 2020 at 3:43 Deixe um comentário

Evangelho de 28 de Outubro

28 de outubro de 2020 at 5:24 Deixe um comentário

Solenidade de Todos os Santos e Santas – São Mateus 5, 1-12 – Dia 01 de Novembro de 2020

Ladainha de todos os Santos - YouTube

“1.Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. 2.Então, abriu a boca e lhes ensinava, dizendo: 3.“Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus! 4.Bem-aventurados os que cho­ram, porque serão consolados! 5.Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! 6.Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! 7.Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão miseri­córdia! 8.Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! 9.Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! 10.Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus! 11.Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. 12.Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós”.”
Fonte- Bíblia Católica Online

“Cheios de alegria, celebramos a solenidade de Todos os Santos e Santas de Deus. Nós, filhos e filhas vocacionados à santidade, somos convidados a procurar a face do Pai e esperar nele com o coração íntegro. Dispostos a acolher a proposta das bem-aventuranças, formemos comunhão, nesta liturgia, com a multidão dos que já foram glorificados com Cristo”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco disse assim: “Peçamos ao Senhor a graça de ser pessoas simples e humildes, a graça de saber chorar, a graça de ser mansos, a graça de labutar pela justiça e pela paz, mas acima de tudo a graça de nos deixarmos perdoar por Deus, para assim nos tornarmos instrumentos da sua misericórdia. Foi assim que agiram os santos, que nos precederam na Pátria celestial”. (1° de Novembro de 2015)

O Padre Roger Araújo explicou: “Nós hoje queremos nos lembrar de todos os homens e mulheres que viveram uma vida bem-aventurada, que lutaram pela justiça, viveram uma vida justa na Terra e, hoje, estão povoando o céu, estão ao lado de Deus”.

O Papa Emérito Bento XVI disse que “as Bem-Aventuranças revelam-nos a fisionomia espiritual de Jesus e assim exprimem o seu mistério, o mistério da Morte e da Ressurreição, da Paixão e da alegria da Ressurreição. Este mistério, que é mistério da verdadeira bem-aventurança, convida-nos ao seguimento de Jesus e, deste modo, ao caminho que conduz a ela. Na medida em que aceitamos a sua proposta e nos colocamos no seu seguimento cada qual nas suas próprias circunstâncias também nós podemos participar das Bem-Aventuranças”. ( 1 de Novembro de 2006)

Os Santos e Santas (Homilia do Papa Francisco)

“A santidade torna-se assim uma resposta ao dom de Deus, porque se manifesta como assunção de responsabilidade. Nesta perspectiva, é importante assumir um sério e cotidiano compromisso de santificação nas condições, deveres e circunstâncias da nossa vida, procurando viver tudo com amor, com caridade. Os Santos que celebramos hoje na liturgia são irmãos e irmãs que admitiram em suas vidas a necessidade dessa luz divina, de abandonar-se a ela com confiança. E agora, diante do trono de Deus, cantando sua glória por toda a eternidade”.

Conclusão:

“Os bem-aventurados ou felizes são todos aqueles que encontraram o caminho do Reino de Deus e a ele se dedicaram; embora enfrentassem desafios e perseguições, mantiveram-se fiéis e perseverantes. As bem-aventuranças são o melhor caminho de busca e vivência da santidade. O Papa Francisco diz que a palavra bem-aventurado é “sinônimo de santo, porque expressa que a pessoa fiel a Deus e que vive sua Palavra alcança, na doação de si mesma, a verdadeira felicidade”. (Liturgia Diária)

Oração: (Prefácio)

PR: Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Festejamos hoje a cidade do céu, a Jerusalém do alto, nossa mãe, onde nossos irmãos, os santos, vos cercam e cantam eternamente o vosso louvor. Para essa cidade caminhamos pressurosos, peregrinando na penumbra da fé. Contemplamos alegres, na vossa luz, tantos membros da Igreja que nos dais como exemplo e intercessão. Enquanto esperamos a glória eterna, com os anjos e todos os santos, proclamamos vossa bondade, cantando (dizendo) a uma só voz…

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

26 de outubro de 2020 at 5:38 Deixe um comentário

Posts antigos Posts mais recentes


Arquivos

ADMINISTRADORA DO BLOG:

Jane Amábile

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se aos outros seguidores de 373

Categorias