Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

A teologia da Cruz ao centro do encontro “Ratzinger Schülerkreis”

 

2014-08-22 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Teve início em Castel Gandolfo, nesta sexta-feira, 22, o tradicional encontro “Ratzinger Schülerkreis”, o círculo dos ex-alunos de Bento XVI. O tema deste ano, a ser ilustrado pelo teólogo alemão Karl-Heinz Menke, é a “Teologia da Cruz”. A este propósito Gudrun Sailer, da Rádio Vaticano, conversou com o sacerdote salvatoriano Pe. Stephan Horn, Presidente da Associação dos ex-alunos de Bento XVI:
Pe. Horn: “O Professor Menke fará duas exposições: a primeira sobre o significado da Cruz de Cristo. O Prof. Menke pretende fazer uma leitura da Cruz de Cristo como uma auto-revelação do Deus Trinitário. Neste modo é evidente que, no evento da revelação, a Cruz vem a recobrir uma posição central: isto significa que a Cruz, vem de qualquer maneira fixada dentro de missão de Cristo. O segundo tema é a pergunta sobre o que significa a Cruz para todos os homens de todos os tempos, portanto, não somente para os cristãos, mas qual o significado dela para a salvação de todos os homens. E isto é ao mesmo tempo interessante e envolvente, a partir da própria pergunta. Bento XVI havia colocado, no seu Livro sobre Jesus, uma ênfase diferente. Havia colocado substancialmente a pergunta sobre a penitencia: como se pode entender a morte de Jesus como penitencia; e colocou sob uma nova luz esta sua concepção. Não se trata do fato que o homem queira reconciliar-se com Deus, e portanto, queira fazer uma penitencia espontânea para Deus, mas que Deus mesmo fez penitencia no seu Filho, isto é, doa a reconciliação. Isto, naturalmente, leva a uma visão da Cruz de Cristo totalmente positiva, porque Deus Pai, através do amor do Filho, quer reconciliar-se com os homens. Portanto, como se deduz do pensamento de Bento XVI, a Cruz, definitivamente, é uma auto-revelação do amor de Pai, e naturalmente também do amor do Filho, e isto faz sim que o tema escolhido pelo Prof. Menke, o primeiro tema, esteja inteiramente na linha da teologia de Ratzinger. O segundo tema, obviamente, é um tema que diz respeito a todos nós. Naturalmente, nós cristãos, sabemos que encontramos o amor de Deus na Cruz de Cristo, mas como isto fica para os outros? Como eles podem encontrar a Cruz de Cristo? E encontrá-la de maneira tal, que ela possa representar para eles uma possibilidade de salvação, sem que, no entanto, aquela particularidade, que a Cruz de Cristo representa para os cristãos, seja, por assim dizer, jogada fora? Estas são perguntas fundamentais que dizem respeito ao ‘ser cristão’”.
RV: Bento XVI, pela segunda vez consecutiva, não participa dos debates teológicos do Schülerkreis ….ele deve lamentar isto…
Pe. Horn : “Eu não vejo o coração do Papa, obviamente; de um lado lhe agradaria muito estar presente; por outro, tomou uma decisão para a sua vida, isto é, a de conduzir uma existência contemplativa e agora quer permanecer ligado à Schülerkreis de uma forma nova. Se Deus quiser, poderá celebrar a Missa junto conosco ainda por muitos anos; da mesma forma, ele leva consigo os nossos pedidos: quando organizamos um simpósio o informamos e ele reza por nós e nos encoraja e manifesta a nós a sua alegria quando contamos a ele… A sua ligação conosco não diminuiu e nós mostraremos a ele as nossas exposições, de modo que possa aprofundá-las. Depois, é absolutamente possível que faça uma disquisição teológica com o Prof. Menke…”. (JE)

 

24 de agosto de 2014 at 10:26 Deixe um comentário

Reflexão para o XXI Domingo do Tempo Comum Ano A

 

2014-08-23 Rádio Vaticana

  
Cidade do Vaticano (RV) – Nesta liturgia do XXI domingo do tempo comum, se reflete sobre o tema do poder. De acordo com a leitura do profeta Isaías, aquele que usa do poder em seu próprio benefício e deixa o povo passar necessidades, deve ser destituído, pois não honra a confiança nele depositada por Deus. Isso é o que se entende com a deposição de Sobna, administrador do rei de Jerusalém, que deixa o povo na miséria e constrói para si um túmulo de alto luxo. Em seu lugar é empossado Eliacim, investido de poderes para abrir e fechar a Casa de Davi, ou seja, para que todos tenham vida.
Do mesmo modo, Jesus, estando com seus discípulos, dá a eles o poder de abrir e fechar as portas do Reino dos Céus. Todo e qualquer poder cristão é dado para servir, para dar vida ao Povo. Mas Jesus só entrega esse poder aos apóstolos depois de ser identificado por eles como Messias, como aquele que tem a missão de redimir. Portanto ter poder na Igreja , no mundo cristão, significa identificar-se com a missão de Jesus, daquele que lavou os pés de seus discípulos, daquele que disse ter vindo para servir e não ser servido, daquele que não tinha onde reclinar a cabeça.
O hino de louvor colocado por Paulo em sua Carta aos Romanos, nos fala da misericórdia de Deus, que supera nosso conhecimento, nossa justiça, sempre nos servindo, sejamos cristãos ou não.
Dentro da perspectiva cristã o poder deve acabar com o egocentrismo, com a imaturidade e despertar na pessoa generosidade, esquecimento de si e radical entrega à causa da vida.
Neste tempo, quando, no Brasil, nos preparamos para as próximas eleições, reflitamos sobre nosso poder de voto. Também ele deverá se fazer cumprir como serviço à vida. Vivo em um país democrático e tenho esse poder para desempenhá-lo com dignidade cristã, sendo temente a Deus, reconhecendo que o poder vem Dele para que seja concretizado em favor de seus filhos e não em favor de uma ideologia, de um partido, de um grupo de pessoas. Votar deverá ser não apenas um exercício de um poder democrático, mas um ato de religião, um ato de fé na Vida.
(CAS)

23 de agosto de 2014 at 6:33 Deixe um comentário

São João Crisóstomo -

Das Homilias de São
João Crisóstomo, bispo, sobre o Evangelho de São Mateus: «Sal da terra e
luz do mundo»

Vós sois o sal da terra. A palavra que vos é confiada,
diz o Senhor, não se destina só a vós mas ao mundo inteiro. […] Quem é manso,
humilde, misericordioso e justo não possui estas virtudes só para seu proveito,
mas faz com que essas fontes excelentes corram também para utilidade dos
outros. […]

De
nada serve deitar sal ao que já está podre. […] Libertar da corrupção do
pecado foi obra do poder de Cristo; mas não recair no precedente estado de
corrupção é fruto da diligência e solicitude dos Apóstolos. […] Por isso diz
Jesus: Se o sal perde o seu sabor, com que o havemos de salgar? Não serve
para mais nada senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.
E para
que não temam lançar‑se para o combate, ao ouvirem aquelas palavras: Quando
vos insultarem e perseguirem e disserem toda a espécie de mal contra vós
,
diz‑lhes de modo equivalente: «Se não estais dispostos a estas provas, em vão
fostes escolhidos. São certamente inevitáveis estas maledicências; mas em vez
de vos prejudicarem, serão testemunhas da vossa firmeza. Contudo, se o temor
das afrontas vos leva à simulação e cobardia, então será maior o vosso
sofrimento: todos falarão mal de vós e sereis para toda a gente objecto de
censura e escárnio. […]

Vós sois a luz do mundo. Novamente se refere ao mundo: não a um só
povo nem a vinte cidades, mas a todo o orbe da terra; e a luz, como o sal de
que antes falou, deve entender‑se em sentido espiritual, luz mais esplendorosa
que os raios do sol que nos alumia.

19 de agosto de 2014 at 9:19 Deixe um comentário

Vigésimo Primeiro Domingo do Tempo Comum – Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo – São Mateus 16, 13- 20 – 24 de Agosto

13. Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?

14. Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas.

15. Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou?

16. Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!

17. Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.

18. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

19. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

20. Depois, ordenou aos seus discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Cristo.

 

Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!

O Catecismo (§424) ensina: “Movidos pela graça do Espírito Santo e atraídos pelo Pai, nós cremos e confessamos a respeito de Jesus: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo» (Mt 16, 16). Foi sobre o rochedo desta fé, confessada por Pedro, que Cristo edificou a sua Igreja”.

O Papa Francisco disse assim: “Foi o Espírito Santo que tocou o coração de Pedro para dizer quem é Jesus. Se é o Cristo, o Filho de Deus vivo, é um mistério, né? Quem poderia explicar aquilo…Mas Ele o disse. E se cada um de nós, em sua oração, olhando ao Tabernáculo, diz ao Senhor: ‘Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo’, primeiro não pode dizê-lo por si mesmo, deve ser o Espírito Santo a dizer isto nele. E, segundo, prepare-se, porque Ele te responderá: ‘É verdade’”.

Eu te darei as chaves do Reino dos céus

O Catecismo (§553) ensina: “O “poder das chaves” designa a autoridade para governar a casa de Deus, que é a Igreja. Jesus, “o Bom Pastor” (Jo 10,11), confirmou este encargo depois de sua Ressurreição: “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,15-17). O poder de “ligar e desligar” significa a autoridade para absolver os pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja. Jesus confiou esta autoridade à Igreja pelo ministério dos apóstolos e particularmente de Pedro, o único ao qual confiou explicitamente as chaves do Reino”.

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Simão foi chamado “Pedro”, a “Rocha” sobre a qual seria edificada a Igreja; foram-lhe confiadas, de maneira particular, as chaves do Reino dos céus (Mt 16, 18)”. (Novembro de 2006)

Santo Agostinho disse assim: “Como sabeis, o Senhor Jesus, antes de sua Paixão, escolheu alguns discípulos, aos quais deu o nome de Apóstolos. Dentre estes, somente Pedro mereceu representar em toda parte a personalidade da Igreja inteira. Porque sozinho representava a Igreja inteira”. 

Tudo o que Ligares na Terra será Ligado nos Céus, e Tudo o que Desligares na Terra será Desligado nos Céus

O Catecismo (§1444) ensina: “Conferindo aos apóstolos seu próprio poder de perdoar os pecados, o Senhor também lhes dá a autoridade de reconciliar os pecadores com a Igreja. Esta dimensão eclesial de sua tarefa exprime-se principalmente na solene palavra de Cristo a Simão Pedro: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus, e o que ligares na terra ser ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,19). “O múnus de ligar e desligar, que foi dado a Pedro, consta que também foi dado ao colégio do apóstolos, unido a seu chefe (Mt 18,18; 28,16-20)”.

Santo Agostinho explicou: “Cristo disse a Pedro: «Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus; tudo o que ligares sobre a terra será ligado nos Céus e tudo o que desligares sobre a terra será desligado nos Céus.» Em virtude destas palavras, Pedro ficou a representar a Igreja universal, que neste mundo é açoitada por todo o gênero de provações, como se fossem aguaceiros, raios e tempestades que investem contra ela, mas não desaba porque se funda sobre a Pedra, que deu o nome a Pedro”. 

São Pedro – O Primeiro Papa

São Leão Magno disse assim: “Dentre todos os homens do mundo, Pedro foi o único escolhido para estar à frente de todos os povos chamados à fé, de todos os apóstolos e de todos os padres da Igreja. Embora no povo de Deus haja muitos sacerdotes e pastores, na verdade, Pedro é o verdadeiro guia de todos aqueles que têm Cristo como chefe supremo. Deus dignou-se conceder a este homem, caríssimos filhos, uma grande e admirável participação no seu poder. E se ele quis que os outros chefes da Igreja tivessem com Pedro algo em comum, foi por intermédio do mesmo Pedro que isso lhes foi concedido”.

O Papa- Sucessor de São Pedro

O Papa Paulo VI disse assim: “Três são os pensamentos que nos ocorrem ao considerarmos o altíssimo múnus, que a Providência, contra os nossos desejos e méritos, nos quis entregar: o de reger a Igreja de Cristo, na nossa função de Bispo de Roma, e portanto Sucessor do Apóstolo São Pedro, guarda-mor das chaves do Reino de Deus e Vigário de Cristo, que o constituiu primeiro pastor do seu rebanho universal.”.

“Na verdade, o direito de exercer esse poder passou também para os outros apóstolos, e o dispositivo desse decreto atingiu todos os príncipes da Igreja. Mas não é sem razão que é confiado a um só o que é comunicado a todos. O poder é dado a Pedro de modo singular, porque a sua dignidade é superior à de todos os que governam a Igreja”. (São Leão Magno) 

Conclusão

“Hoje, o Senhor repete a mim, a vós e a todos os Pastores: Segue-Me! Não percas tempo em questões ou conversas inúteis; não te detenhas nas coisas secundárias, mas fixa-te no essencial e segue-Me. Segue-Me, não obstante as dificuldades. Segue-me na pregação do Evangelho. Segue-Me no testemunho duma vida que corresponda ao dom de graça do Batismo e da Ordenação. Segue-Me quando falas de Mim às pessoas com quem vives dia-a-dia, na fadiga do trabalho, do diálogo e da amizade. Segue-Me no anúncio do Evangelho a todos, especialmente aos últimos, para que a ninguém falte a Palavra de vida, que liberta de todo o medo e dá a confiança na fidelidade de Deus. Tu segue-Me!” (Papa Francisco – Junho de 2014)

Oração

Pedimos-Te Senhor Jesus, que suscite nos corações dos jovens vocação ao sacerdócio. Pedimos-Te Senhor Jesus, pelo Sumo Pontífice Papa Francisco para que o Espírito Santo unja- o e fortaleça-o no seu Ministério Petrino. E que tu, Nossa Senhora, Mãe da Igreja, interceda por todos os Ministros Ordenados e pelos vocacionados ao Matrimônio. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

18 de agosto de 2014 at 9:19 Deixe um comentário

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

Da Constituição Apostólica
Munificentíssimus Deus, do papa Pio XII

«Teu corpo é santo
e cheio de glória»

Nas homilias e orações para o povo na festa da Assunção da Mãe de
Deus, santos padres e grandes doutores dela falaram como de uma festa já
conhecida e aceita. Com a maior clareza a expuseram; apresentaram seu sentido e
conteúdo com profundas razões, colocando especialmente em plena luz o que esta
festa temem vista: não apenas que o corpo morto da Santa Virgem Maria não
sofrera corrupção, mas ainda o triunfo que ela alcançou sobre a morte e a sua
celeste glorificação, a exemplo de seu Unigênito, Jesus Cristo.

São João Damasceno, entre todos o mais notável pregoeiro desta verdade
da tradição… declarou com vigorosa eloquência: “Convinha que aquela que
guardara ilesa a virgindade no parto, conservasse seu corpo, mesmo depois da
morte, imune de toda corrupção. Convinha que aquela que trouxera no seio o
Criador como criancinha fosse morar nos tabernáculos divinos.” […]

Por conseguinte, desde toda a eternidade unida misteriosamente a Jesus
Cristo, pelo mesmo desígnio de predestinação, a augusta Mãe de Deus, imaculada
na concepção, virgem inteiramente intacta na divina maternidade, generosa
companheira do divino Redentor, que obteve pleno triunfo sobre o pecado e suas
consequências, ela alcançou ser guardada imune da corrupção do sepulcro, como
suprema coroa dos seus privilégios. Semelhantemente a seu Filho, uma vez
vencida a morte, foi levada em corpo e alma à glória celeste, onde, rainha,
refulge à direita do seu Filho, o imortal rei dos séculos.

15 de agosto de 2014 at 8:58 Deixe um comentário

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora – Missa do Dia – São Lucas 1, 39-56 – 17 de Agosto

 

39. Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.

40. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.

41. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.

42. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.

43. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?

44. Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.

45. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!

46. E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,

47. meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,

48. porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,

49. porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.

50. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.

51. Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.

52. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.

53. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.

54. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,

55. conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.

56. Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa.

 

A Visita de Nossa Senhora à sua prima Isabel

O Papa Francisco disse: “Recordamos a visita que ela (Maria) fez a santa Isabel. O Evangelho diz-nos que, depois do anúncio do Anjo, ela foi à pressa, não perdeu tempo, foi imediatamente servir. É a Virgem da prontidão, Nossa Senhora da prontidão. Está sempre pronta para vir em nossa ajuda quando a invocamos, quando pedimos o seu auxílio, a sua proteção a nosso favor. Nos muitos momentos da vida nos quais precisamos da sua ajuda, da sua tutela, recordemos que ela não se faz esperar: é a Nossa Senhora da prontidão, vai imediatamente servir”.

“Eis que apressada sobes a montanha, ó Virgem que o Senhor por Mãe escolhe! Outra mãe vais servir, já tão idosa, que nos braços te acolhe. Mal ouve a tua voz, sente em seu seio a alegria do filho que se agita, e então, Mãe do Senhor já te saúda, entre todas bendita. E bendita tu mesma te proclamas, prorrompendo num hino de vitória, onde ao sopro do Espírito engrandeces a Deus, Senhor da História. Contigo se alegrando, todo o povo exulta e canta pela terra inteira, de Deus, ó Mãe e Filha, Escrava, e Esposa, dos homens Medianeira! Trazendo o Cristo, quantos dons nos trazes, ó Virgem que nos tiras da orfandade! Ao Deus Trino contigo engrandecemos, ó Mãe da Humanidade!” (Liturgia das Horas)

 

Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!

São João Paulo II disse que “com estas palavras, Isabel recebe Maria, que a fora visitar. Esta mesma bem-aventurança ecoa no Céu e na terra, de geração em geração (Lc 1, 48) e de maneira particular na solene celebração de hoje. Maria é bem-aventurada porque acreditou imediatamente na Palavra do Senhor, porque sem hesitar aceitou a vontade do Altíssimo, que lhe fora manifestada pelo Anjo na Anunciação”.

 

O Cântico do Magnificat

O Catecismo (§2619) ensina: “O cântico de Maria o Magnificat latino, o Megalynárion bizantino – é, ao mesmo tempo, o cântico da Mãe de Deus e o da Igreja, cântico da Filha de Sião e do novo povo de Deus, cântico de ação de graças pela plenitude de graças derramadas na economia da salvação, cântico dos «pobres», cuja esperança se vê satisfeita pelo cumprimento das promessas feitas aos nossos pais, «em favor de Abraão e da sua descendência, para sempre”.

Dom Orani João Tempesta explicou que “os fiéis iluminados pela graça e abrasados de amor para com aquela que é Mãe de Deus e nossa Mãe dulcíssima, compreenderam, cada vez com maior clareza, a maravilhosa harmonia existente entre os privilégios concedidos por Deus àquela que o mesmo Deus quis associar ao nosso Redentor. Esses privilégios elevaram-na a uma altura tão grande que não foi atingida por nenhum ser criado, excetuada somente a natureza humana de Cristo”.

O Papa Emérito Bento XVI disse que “no cântico do «Magnificat», que eleva a Deus com alegria, transparece a sua fé profunda. Ela (a Virgem Maria) insere-se no meio dos «pobres» e dos «humildes», que não confiam nas suas próprias forças, mas confiam em Deus, que reservam espaço à sua obra, capaz de realizar maravilhas precisamente na debilidade”.

 

A Assunção de Nossa Senhora ao Céu

Dom Orani João Tempesta ensinou que a Virgem Maria “foi levada ao céu após a sua peregrinação terrestre, onde levou a vida acolhendo a vontade do Pai, dizendo “sim” a Deus, mas também entre cuidados, angústias e sofrimentos. Por isso, segundo a profecia do santo velho Simeão, uma espada de dor lhe transpassou o coração, junto da cruz do seu divino Filho e nosso Redentor”.

O Papa Francisco disse que Maria “entrou definitivamente na glória do Céu. Mas isso não significa que Ela esteja longe, que esteja separada de nós; na verdade, Maria nos acompanha, luta conosco, sustenta os cristãos no combate contra as forças do mal. A oração com Maria, especialmente o Terço – atenção: o Terço! Rezais o Terço todos os dias? Mas, não sei não… [os fiéis gritam: sim!] Sério? Bem, a oração com Maria, especialmente o Terço, também tem essa dimensão “agonística”, ou seja, de luta, uma oração que dá apoio na luta contra o maligno e seus aliados. O Terço também nos sustenta nesta batalha”.

São Germano exaltou a Virgem Maria assim: “Vós, como está escrito, aparecestes ‘em beleza'; o vosso corpo virginal é totalmente santo, totalmente casto, totalmente domicílio de Deus de forma que até por este motivo foi isento de desfazer-se em pó; foi, sim, transformado, enquanto era humano, para viver a vida altíssima da incorruptibilidade; mas agora está vivo, gloriosíssimo, incólume e participante da vida perfeita”.

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Se a Assunção nos abre ao futuro luminoso que nos espera, convida-nos também vigorosamente a confiar-nos mais a Deus, a seguir a sua Palavra, a procurar e cumprir a sua vontade todos os dias: este é o caminho que nos torna «bem-aventurados» na nossa peregrinação terrena e nos abre as portas do Céu”.

“Nova estrela do céu, gáudio da terra, ó Mãe do Sol, geraste o Criador: estende a tua mão ao que ainda era, levanta o pecador. Deus fez de ti escada luminosa: por ela o abismo galga o próprio céu; dá subirmos contigo, ó gloriosa, envolva-nos teu véu! Os anjos apregoam-te Rainha, e apóstolos, profetas, todos nós: no mais alto da Igreja estás sozinha, da Divindade após. Louvor rendamos à Trindade eterna, que a ti como Rainha hoje coroa. Toma o teu cetro, pois, reina e governa, Mãe que acolhe e perdoa!” (Liturgia das Horas)

 

Sobre o Dogma da Assunção da Virgem Maria

“Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. (Papa Pio XII – Novembro de 1950)

 

Conclusão

“Convinha que aquela que no parto manteve ilibada virgindade, conservasse o corpo incorrupto mesmo depois da morte. Convinha que aquela que trouxe no seio o Criador encarnado, habitasse entre os divinos tabernáculos. Convinha que morasse no tálamo celestial aquela que o Eterno Pai desposara. Convinha que aquela que viu o seu Filho na cruz, com o coração traspassado por uma espada de dor, de que tinha sido imune no parto, contemplasse assentada à direita do Pai. Convinha que a Mãe de Deus possuísse o que era do Filho, e que fosse venerada por todas as criaturas como Mãe e Serva do mesmo Deus”. (São João Damasceno)

 

Oração

De São João Paulo II: “Ao celebrar a sua Assunção ao Céu em corpo e alma, oramos a Maria para que ajude os homens e as mulheres do nosso tempo a viverem com fé e esperança neste mundo, procurando o Reino de Deus em todas as coisas; oxalá ela ajude os crentes a abrirem-se à presença e à ação do Espírito Santo, Espírito Criador e Renovador, capaz de transformar os corações; ilumine as mentes acerca do destino que nos espera, da dignidade de cada pessoa e da nobreza do corpo humano. Maria, elevada ao Céu, mostra-te a todos como Mãe de esperança! Mostra-te a todos como Rainha da Civilização do amor!”

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

12 de agosto de 2014 at 9:47 Deixe um comentário

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora – Missa da Vigília (sábado à tarde ou à noite) – São Lucas 11, 27-28 – 16 de Agosto

27. Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram!

28. Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!

 

“Nesta vigília da Solenidade da Assunção, cantemos as maravilhas que Deus realizou em Nossa Senhora, exaltada acima dos anjos junto ao seu Filho. A exemplo de Maria, seremos felizes à medida que acolhermos em nossa vida as palavras de Jesus”. (Liturgia Diária)

 

Bendito é o Fruto do teu ventre!

O Cardeal Alfonso López Trujillo disse assim sobre essa passagem do Evangelho: “Jesus entra numa especial relação, no contexto familiar, com sua Mãe, de cujo ventre provêm. “Bendito é o fruto do teu ventre”. É uma relação que vai muito além dos limites biológicos, e que alcança as dimensões insuspeitáveis de um diálogo que frutifica na obediência pronta, terna, decidida a cumprir a vontade de Deus”.

“E bendita tu mesma te proclamas, prorrompendo num hino de vitória, onde ao sopro do Espírito engrandeces a Deus, Senhor da História. Contigo se alegrando, todo o povo exulta e canta pela terra inteira, de Deus, ó Mãe e Filha, Escrava, e Esposa, dos homens Medianeira!” (Liturgia das Horas)

 

Bem-aventurados aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a observam!

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Escutar e meditar a Palavra de Deus significa desejar que esta penetre e modele a nossa vida para nos reconciliar com Deus, para permitir a Deus que nos conduza a uma reconciliação com o próximo, caminho indispensável para a construção duma comunidade de pessoas e de povos. Que a Palavra de Deus encarne verdadeiramente nos nossos corações e nas nossas vidas!”

“Feliz de fato é quem ouve e pratica a Palavra de Deus”. (Liturgia Diária)

O Papa Paulo VI disse que o “culto à bem-aventurada Virgem Maria é glorificar a Deus e levar os cristãos a aplicarem-se numa vida absolutamente conforme a sua vontade (de Deus). Os filhos da Igreja, na verdade, quando, juntando as suas vozes a da mulher anônima do Evangelho, enaltecem a Mãe de Jesus ao exclamarem, dirigindo-se ao mesmo Jesus, “Felizes as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram!” (Lc 11,27)

O Papa Francisco disse assim: “A Virgem Maria, modelo de docilidade e obediência à Palavra de Deus, vos ensine a acolher plenamente a riqueza inesgotável da Sagrada Escritura não apenas através da investigação intelectual, mas na oração e em toda a vossa vida de crentes”.

 

A Assunção de Nossa Senhora ao Céu

O Catecismo (§966) ensina: “Finalmente, a Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do universo. A Assunção da Virgem Maria é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos”.

São Josemaria Escrivá disse que a Virgem Maria “é mãe de toda a Humanidade. E agora, a humanidade comemora a sua inefável Assunção: Maria sobe aos céus, Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo. Mais do que Ela, só Deus”.

“Com uma graça toda sua, mais brilhante do que a aurora, do que o sol e do que a lua, sobe ao céu Nossa Senhora. Do seu trono ofusca o brilho, ao vir pelo céu afora, exaltada pelo Filho, que é grande antes da aurora. Mais que os santos todos brilha, mais que os anjos irradia: se do Pai foi sempre Filha, mãe de Deus tornou-se um dia. Ela em si O trouxera outrora, como sol em treva imerso, em Deus Pai contempla-O agora, a reinar sobre o universo. Mãe de Deus ao céu erguida, seja esta a prece tua: deste a Deus a nossa vida, nos concede agora a sua. Louvor seja ao Pai e ao Filho e ao Espírito vitória, pois te alçaram deste exílio ao pináculo da glória”. (Liturgia das Horas)

 

Conclusão

Concluímos essa reflexão com o Prefácio da Santa Missa da Assunção de Nossa Senhora: “Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Hoje, a Virgem Maria, mãe de Deus, foi elevada à glória do céu. Aurora e esplendor da Igreja triunfante, ela é consolo e esperança para o vosso povo ainda em caminho, pois preservastes da corrupção da morte aquela que gerou, de modo inefável, vosso próprio Filho feito homem, autor de toda a vida. Enquanto esperamos a glória eterna, com os anjos e com os santos, vos aclamamos jubilosamente, dizendo a uma só voz…”

 

Oração

Preces da Assembleia:

PR: Rezemos a Deus, por intermédio de Maria.

1-Santa Maria, mãe de Deus.

AS: Rogai por nós.

2-Mãe da Igreja e de seus ministros.

3-Fortaleza dos governantes.

4-Causa de nossa alegria.

5-Saúde dos enfermos.

6-Refúgio dos pecadores.

7-Consoladora dos aflitos.

8-Defensora dos fracos.

9-Sinal de esperança.

10-Modelo dos religiosos e religiosas.

 

Virgem Santíssima, intercede por nós no céu. Nossa Senhora Assunta ao céu, rogai por nós!

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

11 de agosto de 2014 at 9:19 Deixe um comentário

Posts antigos Posts mais recentes


ADMINISTRADORA DO BLOG:

Jane Amábile

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 120 outros seguidores

Categorias


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 120 outros seguidores