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Quarto Domingo do Advento – Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um Filho – São Mateus 1, 18-24 – Dia 18 de dezembro

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18.Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo.

19.José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente.

20.Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo.

21.Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados.

22.Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta:

23.Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7, 14), que significa: Deus conosco.

24.Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa.

 

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “Neste quarto domingo de Advento, o Evangelho de são Mateus narra como aconteceu o nascimento de Jesus sob o ponto de vista de são José. Ele era o noivo de Maria, a qual, «antes de coabitarem, achou-se que tinha concebido, por virtude do Espírito Santo» (Mt 1, 18). O Filho de Deus, realizando uma antiga profecia ( Is 7, 14), torna-se homem no seio de uma virgem, e este mistério manifesta ao mesmo tempo o amor, a sabedoria e o poder de Deus a favor da humanidade ferida pelo pecado”.

 

Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo.

“Que proveito deve São José ter tirado dos muitos anos de diálogo que manteve quase continuamente com a Santa Virgem! […] Não tenho qualquer dúvida de que o próprio silêncio de Maria foi extremamente edificante e de que só olhar para ela era suficiente para ele se sentir levado a amar Deus e a desprezar tudo o resto. Mas quais não seriam os discursos de uma alma onde o Santo Espírito habitava, onde Deus tinha derramado uma plenitude de graças, que Lhe tinha mais amor que todos os serafins juntos!” (São Claude la Colombière)

O papa Emérito Bento XVI disse que “no Novo Testamento vemos que a fé de Maria, por assim dizer, «atrai» o dom do Espírito Santo. Antes de tudo, na concepção do Filho de Deus, mistério que o próprio Arcanjo Gabriel assim explica: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra» (Lc 1,35). […] O coração de Maria, em perfeita consonância com o Filho divino, é templo do Espírito da verdade (Jo 14,17), onde cada palavra e acontecimento são conservados na fé, na esperança e na caridade (Lc 2,19.51)”.

“Só em ti (Virgem Maria) este Rei tão rico Se rebaixou, este grande soberano Se humilhou, este Deus infinito Se fez pequeno. Ele fez-Se inferior aos anjos (Heb 2,7); pois, sendo verdadeiro Deus e Filho de Deus, encarnou. Mas com que objetivo? Para nos enriquecer a todos pela sua pobreza, nos elevar pelo seu rebaixamento, nos engrandecer fazendo-Se pequeno, nos unir a Deus fazendo-Se homem, para que comecemos a ser um só espírito com Ele (2Cor 8,9; 1Cor 6,17)”. (São Bernardo).

José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo.

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Mesmo que se tenha sentido perturbado, José age «como lhe tinha ordenado o anjo do Senhor», na certeza de fazer o que é justo. Também dando o nome de «Jesus» àquele Menino que rege todo o universo, ele coloca-se na esteira dos servos humildes e fiéis, semelhante aos anjos e aos profetas, semelhante aos mártires e aos apóstolos — como cantam antigos hinos orientais. São José anuncia os prodígios do Senhor, testemunhando a virgindade de Maria, a ação gratuita de Deus, e guardando a vida terrena do Messias”.

O Catecismo (§495) ensina: “Chamada nos evangelhos «a Mãe de Jesus» (Jo 2, 1; 19, 25), Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito Santo e desde antes do nascimento do seu Filho, como «a Mãe do meu Senhor» (Lc 1, 43). Com efeito, Aquele que Ela concebeu como homem por obra do Espírito Santo, e que Se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne, não é outro senão o Filho eterno do Pai, a segunda pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é, verdadeiramente, Mãe de Deus («Theotokos») “.

Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados

O Catecismo (§430) ensina: “Em hebraico, Jesus quer dizer «Deus salva». Quando da Anunciação, o anjo Gabriel dá-Lhe como nome próprio o nome de Jesus, o qual exprime, ao mesmo tempo, a sua identidade e a sua missão (10). Uma vez que «só Deus pode perdoar os pecados» (Mc 2, 7), será Ele quem, em Jesus, seu Filho eterno feito homem, «salvará o seu povo dos seus pecados»(Mt 1, 21). Em Jesus, Deus recapitula, assim, toda a sua história de salvação em favor dos homens”.

O Padre Françoá Costa explicou: “Grande privilégio de S. José: é ele quem dá nome e sobrenome a Jesus. O anjo já tinha dito a José que colocasse o nome de Jesus no menino que nasceria. Além do mais, José, fazendo tudo o que o anjo lhe disse, assumiu Jesus como seu filho adotivo e lhe deu também o sobrenome real: da casa de Davi. Por causa de José, Jesus pode ser chamado também “filho de Davi” e dessa maneira se cumpriu a promessa de que viria um Messias da casa de Davi”.

Conclusão:

Padre Adilson disse assim: “Eis que a virgem conceberá e dará a luz um Filho e será chamado de Emanuel. A promessa de Isaías se vê realizada em Mateus, que vê em Jesus o Emanuel. O nascimento de Jesus é precedido por um ambiente vivido por José e Maria. Como Maria aceitou a mensagem de Deus, também José aceita com fé o sinal. Um fato sem dúvida importantíssimo pelo significado que ela tem no plano de Deus para a humanidade e para sua Igreja”. (Rede Século 21)

Oração:

Do Papa Emérito Bento XVI: “A São José, padroeiro universal da Igreja, desejo confiar todos os Pastores, exortando-os a oferecer «aos fiéis cristãos e ao mundo inteiro a proposta humilde e quotidiana das palavras e dos gestos de Cristo»). Possa a nossa vida aderir cada vez mais à Pessoa de Jesus, precisamente porque «Aquele que é o Verbo assume Ele mesmo um corpo, vem de Deus como homem e atrai para si toda a existência humana, leva-a para dentro da palavra de Deus». Invoquemos com confiança a Virgem Maria, a cheia de graça «adornada de Deus», para que, no Natal já próximo, os nossos olhos se abram e vejam Jesus, e o coração rejubile neste admirável encontro de amor”. 

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

12 de dezembro de 2016 at 5:23 Deixe um comentário

Advento – reflexão de São Bernardo

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Desde hoje, celebramos de todo o coração o advento do Senhor Jesus Cristo, e não fazemos mais que o nosso dever, porque Ele veio, não só a nós, mas por nós. O Senhor não tem qualquer necessidade dos nossos bens; a grandeza da graça que Ele nos fez mostra bem a dimensão que tinha a nossa indigência. Julga-se a gravidade de uma doença pelo que ela custa a curar. […]

Tínhamos pois necessidade da vinda de um Salvador; o estado em que se encontravam os homens tornava a sua presença indispensável. Que o Salvador venha então rapidamente! Que Ele venha habitar no meio de nós pela fé, em toda a riqueza da sua graça. Que Ele venha arrancar-nos da nossa cegueira, que nos liberte das nossas enfermidades, que tome conta da nossa fraqueza! Se Ele está em nós, quem poderá extraviar-nos? Se Ele está no meio de nós, o que não poderemos fazer naquele que é a nossa força! (Fil 4,13) «Se Ele está a nosso favor, quem poderá estar contra nós?» (Rom 8,31) Jesus Cristo é um conselheiro absolutamente seguro, que não pode, nem enganar-Se, nem enganar-nos; Ele é uma poderosa ajuda, cuja força nunca se extingue. […] Ele é a própria sabedoria de Deus, a própria força de Deus (1Cor 1,24). […] Recorramos todos, pois, a tal Mestre: em todos os nossos empreendimentos, invoquemos esta ajuda; no coração dos nossos combates, confiemo-nos a Defensor tão seguro. Se Ele já veio ao mundo, é para habitar no meio de nós, connosco e por nós.

Fonte> Evangelho Quotidiano

11 de dezembro de 2016 at 5:29 1 comentário

1ª pregação de Advento: Fr. Cantalamessa medita sobre o Espírito Santo

2016-12-02 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco iniciou suas atividades na manhã desta sexta-feira (02/12), participando da primeira pregação de Advento do Frei Raniero Cantalamessa, na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano.

 

Clique para ler a íntegra da pregação

Durante as quatro sextas-feiras do período de Advento, o pregador oficial da Casa Pontifícia Capuchinho dedicará suas meditações ao tema “Bebamos, sóbrios, a embriaguez do Espírito”.

Participam das suas pregações o Santo Padre, os Cardeais, Arcebispos e Bispos, Secretários das Congregações, os Prelados da Cúria Romana e do Vicariato de Roma, como também os Superiores Gerais e Procuradores das Ordens Religiosas, que fazem parte da Capela Pontifícia.

O Frei Cantalamessa iniciou suas reflexões teológicas, em preparação ao Santo Natal, à figura do “Espírito Santo, como a novidade teológica e espiritual mais importante depois do Concílio e a principal fonte de esperança da Igreja”.

De fato, afirmou o Pregador Capuchinho, a maior novidade pós-conciliar, na teologia e na vida da Igreja, é precisamente o Espírito Santo.

Renovação

No próximo ano, recordou Cantalamessa, comemoramos o 50º aniversário do início da Renovação Carismática, um dos muitos sinais do despertar do Espírito e dos carismas na Igreja. Esta experiência renovada do Espírito Santo tem estimulado a reflexão teológica.

A experiência do Espírito Santo em Pentecostes levou a Igreja a descobrir a figura de Jesus e os seus ensinamentos. O Paráclito, prometido por Jesus, conduz os discípulos à “verdade plena” sobre o Pai e o Filho.

Em outras palavras, diz o Pregador, na ordem da criação e do ser, tudo parte do Pai, passa pelo Filho e chega a nós pelo Espírito; na ordem da redenção e do conhecimento, tudo começa com o Espírito Santo, passa pelo Filho e retorna ao Pai.

Ação

Desta forma, em suas meditações de Advento, o Frei Cantalamessa propõe alguns aspectos da ação do Espírito Santo, partindo do terceiro artigo do Credo, que compreende três grandes afirmações: “Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida”; “Que procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”; e “falou pelos profetas”.

A Carta aos Hebreus diz que “depois de falar um tempo por meio dos profetas, nos últimos tempos, Deus nos falou pelo Filho”. Assim, o Espírito não parou de falar por meio dos profetas, o fez com Jesus e o faz ainda hoje na Igreja.

Piedade cristã

O Pregador Capuchinho concluiu a sua primeira meditação recordando que “a teologia, a liturgia e a piedade cristã, tanto no Oriente como no Ocidente, consolidaram o símbolo de fé: o Credo.

Na sequência de Pentecostes, a relação íntima e pessoal com o Espírito Santo, é expressa com títulos como “Pai dos pobres, luz dos corações, doce hóspede da alma e dulcíssimo alívio”. A mesma sequência dirige ao Espírito Santo uma série de belas orações, que respondem às nossas necessidades. (MT)

10 de dezembro de 2016 at 5:15 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento


A liturgia deste Domingo lembra a proximidade da intervenção libertadora de Deus e acende a esperança no coração dos crentes. Diz-nos: “não vos inquieteis; alegrai-vos, pois a libertação está a chegar”.
A primeira leitura anuncia a chegada de Deus, para dar vida nova ao seu Povo, para o libertar e para o conduzir – num cenário de alegria e de festa – para a Terra da liberdade.
O Evangelho descreve-nos, de forma bem sugestiva, a acção de Jesus, o Messias (esse mesmo que esperamos neste Advento): ele irá dar vista aos cegos, fazer com que os coxos recuperem o movimento, curar os leprosos, fazer com que os surdos ouçam, ressuscitar os mortos, anunciar aos pobres que o “Reino” da justiça e da paz chegou. É este quadro de vida nova e de esperança que Jesus nos vai oferecer.
A segunda leitura convida-nos a não deixar que o desespero nos envolva enquanto esperamos e a aguardarmos a vinda do Senhor com paciência e confiança.

Fonte: Evangelho Quotidiano

9 de dezembro de 2016 at 5:22 Deixe um comentário

Índole escatológica da Igreja peregrina

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A Igreja, à qual somos todos chamados no Cristo Jesus e na qual, pela graça de Deus, alcançamos a santidade, só será consumada na glória celeste, quando chegar o tempo da restauração de todas as coisas; e quando, com o gênero humano, também o mundo inteiro, que está intimamente unido ao homem e por ele atinge o seu fim, for perfeitamente recapitulado no Cristo.

Cristo, ao ser elevado da terra, atraiu a si todos os homens; ressuscitado dos mortos, enviou aos discípulos seu Espírito vivificante e por meio dele constituiu seu Corpo, que é a Igreja, como sacramento universal de salvação. Sentado à direita do Pai, age continuamente no mundo para conduzir os homens à Igreja e por ela uni-los mais estreitamente a si e, alimentando-os com seu Corpo e seu Sangue, torná-los participantes de sua vida gloriosa.

A restauração que nos foi prometida e que esperamos já começou, pois, em Cristo, prossegue na missão do Espírito Santo e por meio dele continua na Igreja que, pela fé, também nos ensina o sentido de nossa vida temporal, enquanto, com a esperança dos bens futuros, vamos realizando a obra que o Pai nos confiou no mundo e trabalhamos para a nossa salvação.

Já chegou para nós o fim dos tempos; a renovação do mundo foi irrevogavelmente decidida e de certo modo é realmente antecipada neste mundo. De fato, a Igreja possui, já na terra, uma verdadeira santidade, embora imperfeita.

Contudo, até que venham os novos céus e a nova terra onde habita a justiça, a Igreja peregrina, em seus sacramentos e instituições que pertencem a este tempo, traz consigo a figura deste mundo que passa, e vive entre as criaturas que até agora gemem e sofrem dores de parto, aguardando a manifestação dos filhos de Deus.

Fonte: Constituição dogmática Lumen gentium

5 de dezembro de 2016 at 5:12 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento – Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo – São Mateus 11, 2-11 – Dia 11 de dezembro de 2016

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2.Tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos:

3.Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?

4.Respondeu-lhes Jesus: Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes:

5.os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres…

6.Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda!

7.Tendo eles partido, disse Jesus à multidão a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?

8.Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas os que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis.

9.Então por que fostes para lá? Para ver um profeta? Sim, digo-vos eu, mais que um profeta.

10.É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1).

11.Em verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele.

12.Desde a época de João Batista até o presente, o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam.

“Alegremo-nos todos no Senhor, pois Ele está próximo. Reconhecendo seus imensos benefícios, queremos nos deixar contagiar pelo alegre anúncio desta liturgia. A chegada do Salvador renova nossa esperança, afasta todo desânimo e firma nossos passos no caminho de Deus. Este é o domingo da coleta da Campanha para a Evangelização”. (Liturgia Diária)

 

Tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos: Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?

O Papa Francisco explicou que “à primeira vista a resposta de Jesus não parece corresponder à interrogação de João Batista. Com efeito, Jesus diz: «Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres… Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de escândalo!» (vv. 4-6). Aqui a intenção do Senhor Jesus torna-se clara: Ele responde que é o instrumento concreto da misericórdia do Pai, que vai ao encontro de todos, levando a consolação e a salvação, e deste modo manifesta o juízo de Deus. Os cegos, os coxos, os leprosos e os surdos recuperam a sua dignidade e já não vivem excluídos por causa da sua enfermidade, os mortos voltam a viver, enquanto aos pobres é anunciada a Boa Notícia”. (7\9\2016)

“Um dia, Jesus recebeu emissários de João Batista com a pergunta sobre sua identidade de Messias. De fato, João se revelou sempre radical em suas escolhas e profundamente honesto em seu desejo de fidelidade à missão recebida. Mandou-lhe a magnífica resposta: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: cegos recuperam a vista, paralíticos andam, leprosos são curados, surdos ouvem, mortos ressuscitam e aos pobres se anuncia a Boa-Nova. E feliz de quem não se escandaliza a meu respeito!” (Com. Canção Nova)

 

Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres…

O Papa Emérito Bento XVI disse que no Evangelho há um “contraste entre o elogio de João Batista, um dos “pequenos” que reconheceram o agir de Deus em Cristo Jesus (Mt 11,2-19), e a reprovação pela incredulidade das cidades do lago, “nas quais aconteceu a maior parte dos seus prodígios” (Mt 11,20-24). O júbilo, portanto, é visto por Mateus em relação às palavras com que Jesus constata a eficácia da sua Palavra e da sua ação: “Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres… Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda!” (Mt 11,4-6). (7\12\2011)

“Ide e contai a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem , os coxos andam, os leprosos ficaam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e o Evangelho aos pobres” (Mt., XI, 4–S): Meus filhos, escutastes o que o Senhor nos diz, as suas palavras comovem-me: amemos, pois, o desprendimento, amá-lo-emos com predileção, porque quando o espírito de pobreza abranda, é que toda a vida interior vai mal”. (São Josemaria Escrivá)

 

É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1).

“João Batista sempre foi categórico ao afirmar “Eu não sou o Messias” (Jo 1, 20). Ao contrário, João foi a primeira “testemunha” de Jesus, tendo recebido a indicação do Céu: “Aquele sobre Quem vires o Espírito descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo” (Jo 1, 33). Isto acontece precisamente quando Jesus, tendo recebido o batismo, saiu da água: João viu descer sobre ele o Espírito como uma pomba. Foi então que “conheceu” a plena realidade de Jesus de Nazaré, e começou a dá-lo a “conhecer a Israel” (Jo 1, 31), indicando-O como Filho de Deus e redentor do homem: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29)”. (D.Orani João Tempesta)

 

Conclusão:

O Catecismo (§1503) ensina: “A compaixão de Cristo para com os doentes e as suas numerosas curas de enfermos de toda a espécie são um sinal claro de que «Deus visitou o seu povo» e de que o Reino de Deus está próximo. Jesus tem poder não somente para curar, mas também para perdoar os pecados: veio curar o homem na sua totalidade, alma e corpo: é o médico de que os doentes precisam. A sua compaixão para com todos os que sofrem vai ao ponto de identificar-Se com eles: «Estive doente e visitastes-Me» (Mt 25, 36). O seu amor de predileção para com os enfermos não cessou, ao longo dos séculos, de despertar a atenção particular dos cristãos para aqueles que sofrem no corpo ou na alma. Ele está na origem de incansáveis esforços para os aliviar”.

Oração:

Do Papa Francisco: “Comprometamo-nos a não opor obstáculo algum à ação misericordiosa do Pai, mas peçamos o dom de uma fé grande para nos tornarmos, também nós, sinais e instrumentos de misericórdia”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

5 de dezembro de 2016 at 5:01 Deixe um comentário

Deus cumpre as suas promessas por meio de seu Filho – sermão de Santo Agostinho

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Deus estabeleceu não só um tempo para suas promessas, como também um tempo para a realização do que prometera. O tempo das promessas vai dos profetas a João Batista. A partir dele começa o tempo de cumprir-se o prometido.

Deus, que se fez nosso devedor, é fiel, nada recebendo de nós mas nos prometendo tão grandes bens. Pareceu-lhe pouco a simples promessa e, por isso, quis ainda comprometer-se por escrito, como que firmando conosco um contrato. Desse modo, quando começasse a cumprir as coisas prometidas, veríamos em tal escritura a ordem com que seriam realizadas. O tempo das profecias era o do anúncio das promessas, como já dissemos várias vezes.

Prometeu-nos a salvação eterna, a vida bem-aventurada e sem fim em companhia dos anjos, a herança imperecível, a glória eterna, a doçura da visão de seu rosto, a sua morada santa nos céus e, pela ressurreição dos mortos, a exclusão total da morte. É esta, de certo modo, a sua promessa final, o objeto de toda nossa aspiração. Quando a tivermos alcançado, nada mais buscaremos, nada poderemos exigir. Não deixou também de revelar o caminho que nos havia de conduzir a esses últimos fins, mas o prometeu e anunciou.

Deus prometeu aos homens a divindade, aos mortais a imortalidade, aos pecadores a justificação, aos humilhados a glória.

Contudo, meus irmãos, pareceria inacreditável aos homens que Deus prometesse tirá-los da sua condição mortal de corrupção, vergonha, fraqueza, pó e cinza, para torná-los semelhantes aos anjos. Por isso, não só firmou com eles um contrato que os levasse a crer, mas constituiu ainda como mediador e garantia, não um príncipe qualquer ou algum anjo ou arcanjo, mas seu Filho único. Desse modo, mostrou-nos e ofereceu-nos, por meio de seu próprio Filho, o caminho que nos levaria ao fim prometido.

Não bastou, porém, a Deus fazer seu filho indicar o caminho; quis que ele mesmo fosse o caminho, a fim de te deixares conduzir por ele, caminhando sobre ele próprio.

Para isso, o Filho único de Deus deveria vir ao encontro dos homens e assumir a natureza humana. Tornando-se homem, deveria morrer, ressuscitar, subir aos céus, sentar-se à direita do Pai e realizar entre os povos o que prometera. E, depois da realização de suas promessas entre os povos, cumprirá também a de voltar para pedir contas de seus dons, separando os que merecerão a sua ira ou sua misericórdia, tratando os ímpios como ameaçara e os justos como prometera.

Tudo isso devia ser profetizado, anunciado e recomendado, para que, ao suceder, não provocasse medo com uma vinda inesperada, mas ao contrário, sendo objeto da nossa fé, o fosse também por uma ardente esperança.

 

30 de novembro de 2016 at 5:08 Deixe um comentário

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