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Décimo Nono Domingo do Tempo Comum – A Parábola do Servo Vigilante – São Lucas 12, 32-48 – Dia 07 de agosto de 2016

 

32.Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino.

33.Vendei o que possuís e dai esmolas; fazei para vós bolsas que não se gastam, um tesouro inesgotável nos céus, aonde não chega o ladrão e a traça não o destrói.

34.Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.

35.Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas.

36.Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram.

37.Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á.

38.Se vier na segunda ou se vier na terceira vigília e os achar vigilantes, felizes daqueles servos!

39.Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa.

40.Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem.

41.Disse-lhe Pedro: Senhor, propões esta parábola só a nós ou também a todos?

42.O Senhor replicou: Qual é o administrador sábio e fiel que o senhor estabelecerá sobre os seus operários para lhes dar a seu tempo a sua medida de trigo?

43.Feliz daquele servo que o senhor achar procedendo assim, quando vier!

44.Em verdade vos digo: confiar-lhe-á todos os seus bens.

45.Mas, se o tal administrador imaginar consigo: Meu senhor tardará a vir, e começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se,

46.o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar e na hora em que ele não pensar, e o despedirá e o mandará ao destino dos infiéis.

47.O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes.

48.Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir.

 

“Felizes somos nós, povo que o Senhor escolheu e chamou para viver, na fé, o compromisso com Jesus. A liturgia suscita em nós o espírito da vigilância e do serviço, guiando nosso coração para Deus. Seu reino é o verdadeiro e perene tesouro de vida e salvação. Celebremos em comunhão com os vocacionados ao ministério ordenado: diáconos, padres e bispos”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco resumiu assim o Evangelho: “Jesus que caminha com os seus discípulos rumo a Jerusalém, rumo à Páscoa de morte e ressurreição, e é neste caminho que os educa, revelando-lhes o que Ele mesmo tem no coração, as atitudes profundas da sua alma. Entre estas atitudes encontram-se o discurso dos bens terrenos, a confiança na providência do Pai e, nomeadamente, a vigilância interior, a expectativa concreta do Reino de Deus. Para Jesus é a espera do regresso para a casa do Pai. Para nós, a espera do próprio Cristo, que virá à nossa procura a fim de nos levar para a festa sem fim, como já fez com a sua Mãe, Maria Santíssima: levou-a para o Céu juntamente consigo”.

Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino.  Vendei o que possuís e dai esmolas; fazei para vós bolsas que não se gastam, um tesouro inesgotável nos céus, aonde não chega o ladrão e a traça não o destrói. Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.

“A missão da Igreja, é anunciar o Evangelho do reino. O reino de Deus é a manifestação da santidade de Deus, daquela santidade que se torna patente mediante a justiça, mediante o julgamento: “O Senhor dos exércitos triunfará no julgamento” ( Is 5, 16). Por isso Cristo diz: “Não temais, pequeno rebanho”. Não vos deixeis abater por qualquer injustiça terrena. No fim, se fará justiça. Portanto, todos que sois responsáveis pela sociedade, fazei tudo o que estiver ao vosso alcance, a fim de que, na vida dos homens, na vida das sociedades, a injustiça dê lugar à justiça! “(São João Paulo II)

“Existe, porventura, algum poderoso que tenha levado para o outro mundo uma moeda sequer…?” (São Francisco Xavier)

O Papa Francisco disse: “Com efeito, diz Jesus na mesma página evangélica: «Onde estiver o tesouro, lá estará o teu coração». É ter um coração livre. Se, ao contrário, o teu tesouro estiver nas riquezas, na vaidade, no poder, no orgulho, o teu coração estará acorrentado neles, o teu coração será escravo das riquezas, da vaidade e do orgulho».

“Quem possui todas as riquezas, mas não possui a Deus, é o mais pobre do mundo. Mas o pobre que possui a Deus possui tudo”.  (Santo Agostinho)

 

Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas. Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á. Se vier na segunda ou se vier na terceira vigília e os achar vigilantes, felizes daqueles servos! Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa. Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem. Disse-lhe Pedro: Senhor, propões esta parábola só a nós ou também a todos?

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “A primeira característica, que o Senhor exige do servo, é a fidelidade. Foi-lhe confiado um grande bem, que não lhe pertence. A Igreja não é a nossa Igreja, mas a sua Igreja, a Igreja de Deus. O servo deve prestar contas do modo como administrou o bem que lhe foi confiado. Não vinculemos os homens a nós; não procuremos o poder, o prestígio e a estima para nós mesmos. Conduzamos os homens para Jesus Cristo e deste modo para o Deus vivo”. (12\09\2009)

A Palavra diz: “Mas eis o que vos digo, irmãos: o tempo é breve. O que importa é que os que têm mulher vivam como se a não tivessem; os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem; os que compram, como se não possuíssem; os que usam deste mundo, como se dele não usassem. Porque a figura deste mundo passa”.(I Cor 7, 29-31)

“Felizes aqueles servos que o senhor, quando vier, encontrar vigilantes” (Lc 12, 37). Trata-se daqueles que, embora depois de terem feito quanta deviam fazer, sabem dizer com humildade segundo o ensinamento de Jesus: “Somos servos inúteis. Fizemos o que devíamos fazer” (Lc 17, 10). (São João Paulo II)

O Senhor replicou: Qual é o administrador sábio e fiel que o senhor estabelecerá sobre os seus operários para lhes dar a seu tempo a sua medida de trigo? Feliz daquele servo que o senhor achar procedendo assim, quando vier! .Em verdade vos digo: confiar-lhe-á todos os seus bens. Mas, se o tal administrador imaginar consigo: Meu senhor tardará a vir, e começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se, .o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar e na hora em que ele não pensar, e o despedirá e o mandará ao destino dos infiéis. .O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir.

O Padre Paulo Ricardo disse assim: “No caso de um católico, todavia, privilegiado por estar na Santa Igreja, desprezar o grande dom dos Sacramentos – sobretudo, o da Confissão e o da Eucaristia – seria uma grande ingratidão. “A quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir” .

“Não se deve fazer caso das coisas que acabam com a vida. A verdadeira vida consiste em viver de modo que nada se tenha a recear da morte” (Santa Teresa)

“Reflete um pouco sobre ti mesmo: quem és tu? O que te foi confiado? De quem recebeste esse cargo? Porque foste tu escolhido, em detrimento de muitos outros? O Deus de bondade fez de ti seu administrador; és responsável pelos teus companheiros de trabalho: não penses que tudo foi preparado apenas para ti! Dispõe dos bens que possuis como se eles pertencessem aos outros. O prazer que eles te proporcionam dura pouco, em breve te escaparão e desaparecerão, mas ser-te-ão pedidas contas rigorosas”. (São Basílio)

 

Ano da Misericórdia: Neste Ano da Misericórdia, o Papa Francisco insiste que não esqueçamos as obras de misericórdia.  O Catecismo (§2447) ensina: “ As obras de misericórdia são as ações caritativas pelas quais socorremos o próximo em suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar são obras de misericórdia espiritual, como também perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporal consistem sobretudo em dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, dar moradia aos desabrigados, vestir os maltrapilhos, visitar os doentes e prisioneiros, sepultar os mortos. Dentre esses gestos de misericórdia, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna. E também uma prática de justiça que agrada a Deus”.

Conclusão

Com as palavras dos Papa Francisco: “Onde está o teu tesouro, aquele que tu desejas? — porque Jesus nos disse: onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração — e eu pergunto: onde está o teu tesouro? Qual é para ti a realidade mais importante, mais preciosa, a realidade que atrai o meu coração como um íman? O que atrai o teu coração? Posso dizer que é o amor de Deus? Há o desejo de fazer o bem ao próximo, de viver para o Senhor e para os nossos irmãos? Posso dizer isto? Cada um responda no seu coração”.

Oração:

“Suplico-Te, Senhor, não me deixes suspirar de desespero; faz-me respirar a esperança. Que me seja, ao menos, permitido entrever a luz, mesmo que de longe, mesmo que das profundezas. Ensina-me a procurar-Te, e mostra-Te quando Te procuro. É que não posso procurar-Te se não me guiares, nem encontrar-Te se não Te mostrares. Procurar-Te-ei pelo desejo e desejar-Te-ei na minha procura. Encontrar-Te-ei amando-Te e amar-Te-ei quando Te encontrar”. (Santo Anselmo)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

1 de agosto de 2016 at 5:06 Deixe um comentário

Amontoar para si ou ser rico em relação a Deus?

Os cristãos cooperem de bom grado e de todo o coração na construção da ordem internacional com verdadeiro respeito pelas liberdades legítimas e na amigável fraternidade de todos; e tanto mais quanto é verdade que a maior parte do mundo ainda sofre tantas necessidades, de maneira que, nos pobres, o próprio Cristo como que apela em alta voz para a caridade dos Seus discípulos. Não se dê aos homens o escândalo de haver algumas nações, geralmente de maioria cristã, na abundância, enquanto outras não têm sequer o necessário para viver e são atormentadas pela fome, pela doença e por toda a espécie de misérias. Pois o espírito de pobreza e de caridade é a glória e o testemunho da Igreja de Cristo. São, por isso, de louvar e devem ser ajudados os cristãos, sobretudo jovens, que se oferecem espontaneamente para ir em ajuda dos outros homens e povos. […]

É, portanto, absolutamente necessário que a Igreja esteja presente na comunidade das nações, para fomentar e estimular a cooperação entre os homens; tanto por meio das suas instituições públicas como graças à inteira e sincera colaboração de todos os cristãos. […] Dedique-se especial cuidado em formar neste ponto a juventude, tanto na educação religiosa como na cívica.

Finalmente, é de desejar que os católicos, para bem cumprirem a sua missão na comunidade internacional, procurem cooperar ativa e positivamente, quer com os irmãos separados que com eles professam a caridade evangélica, quer com todos os homens que anelam verdadeiramente pela paz.

Texto do Concílio Vaticano II

29 de julho de 2016 at 5:09 Deixe um comentário

«Que hei-de fazer, uma vez que não tenho onde guardar a minha colheita?» – homilia de São Basílio, monge

«Que hei-de fazer?» Há uma resposta imediata: «Satisfarei as almas dos esfomeados; abrirei os meus celeiros e convidarei todos os que passam necessidades. […] Farei ouvir uma palavra generosa: vós, a quem falta o pão, vinde a mim; tomai a vossa parte, de acordo com as vossas necessidades, dos dons concedidos por Deus que jorram como que de uma fonte pública.» Mas tu, homem rico, insensato, estás bem longe disso! Por que razão? Ciumento de veres os outros gozarem de riquezas, entregas-te a cálculos miseráveis, não te preocupas em distribuir a cada um o indispensável, mas em tudo amealhar, privando os outros dos benefícios de que poderiam usufruir. […]
E vós, meus irmãos, estai atentos para não conhecerdes o mesmo destino que este homem! Se a Escritura nos oferece este exemplo, é para que evitemos comportar-nos do mesmo modo. Imitai a terra: como ela, dai frutos, e não vos mostreis piores que ela, que no entanto é desprovida de alma. A terra dá as suas colheitas não para o seu próprio gozo, mas para te servir. Assim, todo o fruto da benevolência que revelares, recebê-lo-ás de volta, dado que as graças que fazem nascer as boas obras revertem para os que as dispensam. Alimentaste o que tinha fome: o que deste permanece contigo, e vem mesmo um suplemento. Como o grão de trigo caído na terra aproveita ao que o semeou, o pão dado ao que tem fome far-te-á receber mais tarde benefícios superabundantes. Que a finalidade da tua lavoura seja para ti o início da sementeira no céu.

Fonte: Evangelho Quotidiano

28 de julho de 2016 at 5:55 Deixe um comentário

Décimo Oitavo Domingo do Tempo Comum – Parábola do rico insensato– São Lucas 12, 13 – 21 – Dia 31 de julho de 2016

13.Disse-lhe então alguém do meio do povo: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança.

14.Jesus respondeu-lhe: Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós?

15.E disse então ao povo: Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas.

16.E propôs-lhe esta parábola: Havia um homem rico cujos campos produziam muito.

17.E ele refletia consigo: Que farei? Porque não tenho onde recolher a minha colheita.

18.Disse então ele: Farei o seguinte: derrubarei os meus celeiros e construirei maiores; neles recolherei toda a minha colheita e os meus bens.

19.E direi à minha alma: ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e regala-te.

20.Deus, porém, lhe disse: Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão?

21.Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus.

 

“A liturgia de hoje nos previne contra os riscos de uma vida ilusória, pautada em falsas seguranças. Dispostos a rever nossas opções e ser  mulheres e homens novos em Cristo, reunimo-nos para partilhar seu Corpo e o seu Sangue, que nos garantem o acesso aos bens da vida em Deus”. (Liturgia Diária)

Disse-lhe então alguém do meio do povo: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança. Jesus respondeu-lhe: Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós? E disse então ao povo: Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas.

O Papa Francisco recordou que «administrar a riqueza é um despojamento contínuo do próprio interesse e não pensar que estas riquezas nos proporcionarão a salvação». Portanto «acumular sim, tesouros sim, mas os que são cotados – digamos assim – na “bolsa do céu”: lá, acumulai-os lá!».

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Fazer depender a própria vida de realidades assim tão passageiras é, portanto, insensatez. O homem que, pelo contrário, confia no Senhor, não teme as adversidades da vida, nem sequer a inevitável realidade da morte: é o homem que adquiriu um coração sábio, como os santos”.

Dom Paulo Mendes Peixoto explicou que “o desapego faz as pessoas serem ricas diante de Deus, porque a vida do mundo passa e tudo fica por aí. A grande riqueza é a vida em todas as suas dimensões, na integridade e gratuidade diante da natureza e do Criador. A riqueza pode criar vazio, porque ela é passageira”. (Site da CNBB) 

E propôs-lhe esta parábola: Havia um homem rico cujos campos produziam muito. E ele refletia consigo: Que farei? Porque não tenho onde recolher a minha colheita. Disse então ele: Farei o seguinte: derrubarei os meus celeiros e construirei maiores; neles recolherei toda a minha colheita e os meus bens. E direi à minha alma: ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Deus, porém, lhe disse: Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão? Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus.

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Na Bíblia, o homem insensato é aquele que não compreende, a partir da experiência das coisas visíveis, que ‘nada dura para sempre, mas tudo passa’: tanto a juventude, como a força física e as comodidades, como os cargos de poder”.

O Papa Francisco disse que neste Evangelho Jesus fala “de um homem que teve uma boa colheita de trigo e pensava: o que farei agora? Destruirei os meus armazéns e construirei outros maiores». Mas o Senhor diz: «Estulto, morrerás hoje à noite». E «isto – explicou o Papa – é um segundo traço deste hábito: quem acumula riquezas não se dá conta de que deverá deixá-las”.

Dom Gil Antônio Moreira disse assim: “Há pobres que são ricos de alma e têm suas vidas impregnadas de riquezas imateriais. Esses levam para além do túmulo valores que perduram para a eternidade e se perpetuam nas pessoas que deles se beneficiaram. Felizes os que têm um coração de pobre, porque deles é o reino dos Céus (Mt 5, 3), afirmou Jesus”. (Site da CNBB)

“«O que hei-de fazer? Onde encontrarei que comer? Que vestir?» Eis o que diz este rico. O seu coração sofre, a inquietação devora-o, porque aquilo que regozija os outros acabrunha o avarento. O facto de todos os seus celeiros estarem cheios não é para ele motivo de felicidade. O que atormenta dolorosamente a sua alma é esse excesso de riquezas, transbordando dos seus celeiros”. (São Basílio)

Conclusão:

Com as palavras de Dom Paulo Mendes Peixoto “Seria saudável se todas as pessoas tivessem o necessário para o próprio consumo, mas com capacidade também para certas renúncias, concretizando uma vida de desapego e capacidade de partilha fraterna. Apego exagerado a determinadas riquezas pode denotar sintoma de injustiça, de incapacidade para viver em comunidade e de enxergar o vazio na vida de muitos outros”. (Site da CNBB)

Oração:

Peçamos à Família de Nazaré que nos ensine a viver na humildade e na pobreza dos bens materiais para alcançar o tesouro que não passa, a vida eterna.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

25 de julho de 2016 at 5:56 Deixe um comentário

«Rezai, pois, assim: ‘Pai Nosso’» reflexão de Santa Teresinha do Menino Jesus

Presbitério da basílica inacabada, sobre a gruta do Pai Nosso. Foto: Alfonso Puertas.Imagem da Gruta do Pai Nosso, no caminho para Jerusalém

Fora do serviço divino, que sou muito indigna de recitar, não tenho coragem para me obrigar a procurar nos livros belas orações; isso faz-me doer a cabeça, há tantas…, e todas tão belas, tanto umas como as outras…
Não quereria, contudo, minha Madre, que pensásseis que recito sem devoção as orações feitas em comum no coro ou nas ermidas. Pelo contrário, gosto muito das orações em comum, pois Jesus prometeu estar no meio daqueles que se reúnem em Seu nome (Mt 18,19-20). Sei que então o fervor das minhas irmãs faz as vezes do meu; mas rezar o terço sozinha (envergonho-me de o confessar) custa-me mais do que pôr um instrumento de penitência… Reconheço que o rezo tão mal! Por mais que me esforce por meditar os mistérios do rosário, não consigo concentrar a atenção… Durante muito tempo desolei-me por essa falta de devoção que me surpreendia, pois amo tanto a Santíssima Virgem que me deveria ser fácil rezar em sua honra orações que lhe são agradáveis. Agora desolo-me menos, pois penso que a Rainha dos Céus, sendo minha Mãe, verá a minha boa vontade e contentar-se com ela.
Algumas vezes, quando o meu espírito está numa secura tão grande que me é impossível arrancar-lhe algum pensamento para me unir a Deus, recito muito devagarinho um Pai Nosso e depois a saudação angélica [«Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo.» Lc 1,28]. Então estas orações encantam-me, alimentam muito mais a minha alma do que se as tivesse recitado precipitadamente uma centena de vezes…

Fonte:

Texto: Evangelho Quotidiano

Imagem: Site”São Josemaria Escrivá”

24 de julho de 2016 at 5:32 Deixe um comentário

«Orai assim: Pai Nosso…»- sermão de São Cipriano, bispo de Cartago e mártir


A Oração Dominical

Antes de tudo, Jesus, o Doutor e Senhor da unidade, não quis que a oração fosse individual e privada, de modo que ao rezar cada um pedisse só por si. Com efeito, não dizemos: «Pai meu que estás nos céus», nem «o pão meu». Cada um não pede que as suas dívidas lhe sejam descontadas, e não é só por si próprio que pede para não cair em tentação e ser livrado do mal. Para nós, a oração é pública e comunitária; e quando rezamos, não intercedemos por um só, mas por todo o povo; porque nós, todo o povo, somos um.

O Deus da paz e o Senhor da concórdia, que ensinou a unidade, quis que um só rezasse por todos, tal como Ele próprio carregou com todos os homens. Os três jovens hebreus presos na fornalha ardente observaram esta lei da oração (cf Dan 3,15); e, depois da ascensão do Senhor, os apóstolos e os discípulos rezavam deste modo: «perseveravam unidos na oração, com as mulheres, com Maria, Mãe de Jesus, e com os seus irmãos» (Act 1,14). Num só coração, perseveravam na oração; pelo seu fervor e pelo seu amor mútuo, testemunhavam que Deus, que faz com que os homens unânimes habitem numa mesma casa (cf Sl 67,7), só admite na sua morada eterna aqueles cuja oração traduz a união das almas.

Fonte: Evangelho Quotidiano

21 de julho de 2016 at 5:17 Deixe um comentário

Décimo Sétimo Domingo do Tempo Comum – Pois quem pede, recebe – São Lucas 11, 1-13 – 24 de julho de 2016

1.Um dia, num certo lugar, estava Jesus a rezar. Terminando a oração, disse-lhe um de seus discípulos: Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos.

2.Disse-lhes ele, então: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino;

3.dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento;

4.perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação.

5.Em seguida, ele continuou: Se alguém de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães,

6.pois um amigo meu acaba de chegar à minha casa, de uma viagem, e não tenho nada para lhe oferecer;

7.e se ele responder lá de dentro: Não me incomodes; a porta já está fechada, meus filhos e eu estamos deitados; não posso levantar-me para te dar os pães;

8.eu vos digo: no caso de não se levantar para lhe dar os pães por ser seu amigo, certamente por causa da sua importunação se levantará e lhe dará quantos pães necessitar.

9.E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.

10.Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá.

11.Se um filho pedir um pão, qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra? Se ele pedir um peixe, acaso lhe dará uma serpente?

12.Ou se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á porventura um escorpião?

13.Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem.

 

Um dia, num certo lugar, estava Jesus a rezar. Terminando a oração, disse-lhe um de seus discípulos: Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos. Disse-lhes ele, então: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino; dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento; perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação.

“Para ser fecunda, a oração deve vir do coração e poder tocar o coração de Deus. Vê como Jesus ensinou os seus discípulos a rezar. Cada vez que pronunciamos o «Pai Nosso», Deus, creio, põe o olhar nas suas próprias mãos, onde nos gravou: «Eis que Eu gravei a tua imagem na palma das minhas mãos» (Is 49, 16). Ele contempla as mãos e vê-nos nelas, bem aninhados”. (Beata Teresa de Calcutá)

O Papa Francisco explicou: “Deus é Pai, e eu o sinto Pai? E se não o sinto assim, mas peço ao Espírito Santo que me ensine a senti-lo assim. E eu sou capaz de esquecer as ofensas, de perdoar, de deixar para lá e se não, pedir ao Pai, ‘mas também estes são seus filhos, eles me fizeram uma coisa ruim, ajude-me a perdoar?”.

«Percorrei todas as orações que existem na Sagrada Escritura; não creio que possais encontrar uma só que não esteja incluída e compendiada nesta oração dominical (o Pai Nosso)». (Santo Agostinho)

O Catecismo (§2803- §2806;§ 2857) ensina: “A oração do Senhor contém sete petições a Deus Pai. As primeiras três, mais teologais, aproximam-nos d’Ele, para a sua glória: pois é próprio do amor pensar antes de mais n’Aquele que amamos. Elas sugerem o que em especial devemos pedir-Lhe: a santificação do seu Nome, a vinda do seu Reino, a realização da sua Vontade. As últimas quatro apresentam ao Pai de misericórdia as nossas misérias e as nossas expectativas. Pedimos que nos alimente, nos perdoe, nos defenda nas tentações e nos livre do Maligno”.

 

Em seguida, ele continuou: Se alguém de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, pois um amigo meu acaba de chegar à minha casa, de uma viagem, e não tenho nada para lhe oferecer; e se ele responder lá de dentro: Não me incomodes; a porta já está fechada, meus filhos e eu estamos deitados; não posso levantar-me para te dar os pães; .eu vos digo: no caso de não se levantar para lhe dar os pães por ser seu amigo, certamente por causa da sua importunação se levantará e lhe dará quantos pães necessitar. E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá.

 

O Papa Francisco disse assim: “Peçamos ao Senhor a graça de rezar com fé, para ter certeza de que tudo o que pedimos a Ele será dado, com a confiança que nos dá a fé. E esta é a nossa vitória: a nossa fé”..

“Ao rezar, não temos de nos preocupar em manifestar os nossos desejos ou as nossas necessidades a Deus, pois Ele tudo conhece. Assim, o salmista diz ao Senhor: «Todos os meus desejos estão diante de Ti» (Sl 37,10). E lemos no Evangelho: «Vosso Pai sabe que tendes necessidade de tudo isso» (Mt 6,8). Não se trata de dobrar, por palavras humanas, a vontade divina, levando-a a querer o que não queria, porque está dito no livro dos Números: «Deus não é como um homem, para mentir, nem filho de Adão, para mudar» (23,19). (São Tomás de Aquino)

O Catecismo (§2761) ensina:  «A oração dominical é verdadeiramente o resumo de todo o Evangelho»(7). «Depois de o Senhor nos ter legado esta fórmula de oração, acrescentou “Pedi e recebereis” (Jo 16, 24). Cada um pode, portanto, dirigir ao céu diversas orações segundo as suas necessidades, mas começando sempre pela oração do Senhor, que continua a ser a oração fundamental».

 

 

 

Se um filho pedir um pão, qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra? Se ele pedir um peixe, acaso lhe dará uma serpente? Ou se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á porventura um escorpião? .Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem.

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Ser cristão significa dizer «Pai» com Ele e, desse modo, tornar-se filho de Deus – Deus –, na unidade do Espírito que nos faz ser o que somos, e por isso nos agrega à unidade de Deus. Ser cristão significa olhar o mundo a partir deste núcleo e, através dele, ser livre, cheio de esperança, decidido e confiante”.

“A oração é, ouso dizê-lo, uma conversa íntima com Deus. Mesmo quando murmuramos suavemente, mesmo quando, sem mexer os lábios, falamos em silêncio, estamos a gritar interiormente. E Deus volta constantemente o seu ouvido para esta voz interior”. (São Clemente de Alexandria)

 

Conclusão:

Com as palavras da Beata Teresa de Calcutá: “Peçamos, rezemos o «Pai Nosso». Vivamo-lo, e seremos santos. Está tudo nessa oração: Deus, eu próprio, o meu próximo. Se eu perdoar, poderei ser santo, poderei rezar. Tudo procede de um coração humilde; com tal coração, saberemos amar a Deus, amar-nos a nós mesmos e amar o nosso próximo (Mt 22,37ss)”.

 

Oração:

Oração do Pai Nosso: Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

18 de julho de 2016 at 9:21 Deixe um comentário

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