Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

Ascensão do Senhor (ofício próprio)

A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos sugere que, no final de um caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, em comunhão com Deus. Sugere, também, que Jesus nos deixou o testemunho e que somos agora nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projeto libertador de Deus para os homens e para o mundo.
O Evangelho apresenta-nos as palavras de despedida de Jesus que definem a missão dos discípulos no mundo. Faz, também, referência à alegria dos discípulos: essa alegria resulta do reconhecimento da presença no mundo do projeto salvador de Deus e resulta do facto de a ascensão de Jesus ter acrescentado à vida dos crentes um novo sentido.
Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projecto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo caminho de Jesus. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante, mas têm de ir para o meio dos homens continuar o projeto de Jesus.
A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa esperança de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo “corpo” – e em comunhão com Cristo, a “cabeça” desse “corpo”. Cristo reside nesse “corpo”.
http://www.ecclesia.pt

Anúncios

24 de maio de 2017 at 5:01 Deixe um comentário

Ascensão do Senhor – Ide e fazei discípulos – São Mateus 28, 16 – 20 – Dia 28 de maio de 2017

Imagem relacionada

“16.Os onze discípulos foram para a Galiléia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. 17.Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ainda. 18.Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. 19.Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 20.Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.”

“Em comunhão com os cristãos do mundo inteiro, celebramos a Ascensão do Senhor, plenitude da Páscoa, cuja memória atualizamos na Eucaristia. Cristo conclui sua missão, despede-se dos seus, sem abandoná-los, e é elevado e glorificado pelo Pai.  Convocada para dar continuidade da missão de Jesus, a Igreja se dispõe a comunicar esperança e confiança ao nosso tempo pelos meios de comunicação social, cujo dia é comemorado hoje”. (Liturgia Diária)

A Ascensão do Senhor

O Papa Emérito Bento XVI explicou assim: “Quarenta dias depois da Ressurreição — segundo o Livro dos Atos dos Apóstolos — Jesus subiu ao Céu, ou seja, voltou para o Pai, pelo qual tinha sido enviado ao mundo. Em muitos países este mistério é celebrado não na quinta-feira, mas hoje, domingo seguinte. A Ascensão do Senhor marca o cumprimento da salvação iniciada com a Encarnação. Depois de ter instruído pela última vez os seus discípulos, Jesus sobe ao Céu ( Mc 16, 19)”.

“Nesse dia, Cristo «elevou-se sob o olhar dos seus discípulos e desapareceu numa nuvem» (At 1,10)… Ele tentava levar o coração deles a segui-Lo, fazendo-se amar por eles, e prometia-lhes, pelo exemplo do Seu corpo, que os seus corpos poderiam elevar-se do mesmo modo…” (Beato Guerric de Igny)

O Catecismo (§665) ensina: “A ascensão de Cristo marca a entrada definitiva da humanidade de Jesus no domínio celeste de Deus, de onde há-de voltar mas que, entretanto, O oculta aos olhos dos homens”.

Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo

O Papa Francisco explicou: “Sua obra de redenção (de Jesus) continua no mundo com a ação da Igreja, com a nossa ação de batizados. Somos os continuadores de sua missão redentora. Ele investe todos nós nessa missão ao dizer: “Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!”.

O Papa Emérito Bento XVI disse que “não cessam de ecoar, como chamada universal e apelo urgente, as palavras com as quais Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado antes de subir ao Céu, confiou aos Apóstolos o mandamento missionário:  “Ide, pois, ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo ensinando-as a cumprir tudo quanto vos tenho mandado”. E acrescentou:  “Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo” (Mt 28, 19-20). Na empenhativa obra de evangelização ampara-nos e acompanha-nos a certeza de que Ele, o dono da messe, está connosco e guia incessantemente o seu povo. É Cristo a fonte inexaurível da missão da Igreja”. (27\05\2007)

O Papa Francisco disse também: “O Senhor volta para o Pai e, ao mesmo tempo, está conosco, ao nosso lado. Isso é possível porque Deus é onipotente, está em toda parte, em todo lugar. Principalmente porque ele nos ama e quem ama deseja ficar ao lado do ser amado”. (16\05\15)

Conclusão:

Com as palavras do Padre Heitor de Menezes: “Celebrar a Ascensão de Jesus nos indica que, no final de um caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, em comunhão com Deus. Aconselha-nos, também, que Jesus nos deixou o testemunho e que somos nós, agora, seus seguidores e que devemos continuar a realizar o projeto libertador de Deus para o ser humano e para o mundo”. (Rede Século 21)

Oração:

“Na Verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Ele, após a ressurreição, apareceu aos discípulos e, à vista deles, subiu aos céus, a fim de nos tornar participantes da sua divindade. Por isso, o mundo inteiro exulta de alegria pascal. Os anjos no céu e os homens e mulheres na terra, unidos a todas as criaturas, proclamamos a vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz…” (Prefácio)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

22 de maio de 2017 at 5:43 Deixe um comentário

Sexto Domingo da Páscoa – Não vos deixarei órfãos – São João 14, 15 – 21 – Dia 21 de maio de 2017

“15.Se me amais, guardareis os meus mandamentos. 16.E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. 17.É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós. 18.Não vos deixarei órfãos. Voltarei a vós. 19.Ainda um pouco de tempo e o mundo já não me verá. Vós, porém, me tornareis a ver, porque eu vivo e vós vivereis. 20.Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim e eu em vós. 21.Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama. E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e manifestar-me-ei a ele.”

 

“Jesus nos garante sua presença por meio do Espírito Santo, nosso defensor e revelador da verdade do Pai. Somos a assembleia reunida – sinal real da presença de Cristo – que testemunha a atuação permanente do Espírito na vida da comunidade e da sociedade. A Páscoa de Jesus se manifesta nas pessoas e comunidades que vivem o amor, guardando os mandamentos”. (Liturgia Diária)

Se me amais, guardareis os meus mandamentos

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Acabamos de escutar as palavras de Jesus: «Se me amais, guardareis meus mandamentos; e eu pedirei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que esteja convosco para sempre, o Espírito da verdade» (João 14, 15-17 a). Com estas palavras, Jesus revela o profundo laço que existe entre a fé e a profissão da Verdade Divina, entre a fé e a entrega a Jesus Cristo no amor, entre a fé e a prática de uma vida inspirada nos mandamentos. Estas três dimensões da fé são fruto da ação do Espírito Santo. Esta ação manifesta-se como força interior que põe em harmonia os corações dos discípulos com o Coração de Cristo e os faz capazes de amar os irmãos como Ele os amou”.   (26\05\06)

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco.

O Professor Felipe Aquino explicou: “Na santa Ceia, na despedida, Jesus prometeu enviar o Paráclito, o Espírito da Verdade, para conduzir a Igreja sempre à verdade…Este Paráclito veio em Pentecostes para assistir e guiar a Igreja e ficar “eternamente convosco”. Por isso a Igreja nunca errou o caminho da verdade que salva (CIC §851)”.

“O Antigo Testamento manifestou o Pai de forma clara, de forma obscura o Filho. O Novo Testamento revelou o Filho e insinuou a divindade do Espírito. Hoje o Espírito vive entre nós, e dá-Se a conhecer mais claramente”. (São Gregório de Nazianzo)

Não vos deixarei órfãos. Voltarei a vós.

“O evangelista S. João evoca a terna solicitude com que o Mestre prepara os Apóstolos para a sua partida. Quanta tristeza em seus olhos: « Por vos ter dito estas coisas, encheu-se o vosso coração de tristeza » (Jo 16, 6). Mas Jesus tranquiliza-os: « Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós » (Jo 14, 18). O mistério da Páscoa arrebatá-Lo-á da sua vista, mas Ele estará mais presente que nunca em suas vidas, e isto « todos os dias, até ao fim do mundo » (Mt 28, 20).” (São João Paulo II)

O Papa Francisco disse assim: “Jesus fez-nos uma grande promessa: «Não vos deixarei órfãos!» ( Jo 14, 18), porque Ele é o caminho a percorrer, o Mestre que devemos ouvir, a esperança que não desilude. Como podemos deixar de sentir o arder o nosso coração e dizer a todos, de modo especial aos jovens: «Tu não és órfão! Jesus Cristo revelou-nos que Deus é Pai e quer ajudar-te, porque te ama”.(16\06\14)

Conclusão:

O Papa Francisco concluiu: “A liturgia convida-nos a abrir a nossa mente e o nosso coração ao dom do Espírito Santo, que Jesus prometeu muitas vezes aos seus discípulos, a primeira e principal dádiva que Ele nos concedeu mediante a sua Ressurreição. Este dom foi implorado ao Pai pelo próprio Jesus, como testemunha o Evangelho hodierno, ambientado na última Ceia”.  (15\05\16)

Oração:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. Enviai, Senhor, o Vosso Espírito, e tudo será criado, e renovareis a face da terra.
Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo,
fazei que apreciemos retamente todas as coisas e gozemos sempre da sua consolação.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

15 de maio de 2017 at 5:12 Deixe um comentário

«Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida» – comentário de São Tomás de Aquino

wp-1489353939710.jpg

Cristo é ao mesmo tempo o caminho e o termo. É o caminho segundo a Sua humanidade; é o termo segundo a Sua divindade. Neste sentido, enquanto homem, diz: «Eu sou o caminho»; enquanto Deus, acrescenta: «a verdade e a vida». Estas duas palavras indicam com toda a propriedade o termo deste caminho. Na verdade, o termo deste caminho é a aspiração do desejo humano. […] Ele é o caminho para chegar ao conhecimento da verdade, ou melhor, Ele próprio é a verdade: «Ensinai-me, Senhor, o Vosso caminho, para que eu siga a Vossa verdade» (Sl 85, 11). Ele é também o caminho para chegar à vida, ou melhor, Ele próprio é a vida: «Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida» (Sl 15, 11). […]

Se, portanto, procuras por onde passar, segue a Cristo, porque Ele é o caminho. «Este é o caminho; andai por ele» (Is 30, 21). E Santo Agostinho diz: «Caminha através do homem e chegarás a Deus. É melhor andar pelo caminho, mesmo a coxear, que andar rapidamente, mas fora do caminho. Porque aquele que vai coxeando pelo caminho, ainda que avance pouco, aproxima-se do termo; mas aquele que anda fora do caminho, quanto mais corre, tanto mais se afasta do termo.»

Se perguntas para onde hás-de ir, procura a Cristo, porque Ele é a verdade, à qual desejamos chegar. «A minha boca proclama a verdade» (Pr 8, 7). Se procuras onde permanecer, une-te a Cristo, porque Ele é a vida: «Quem me encontrar, encontrará a vida» (Pr 8, 35).

Fonte: Evangelho Quotidiano

11 de maio de 2017 at 5:10 Deixe um comentário

Quinto Domingo da Páscoa – Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida – São João 14, 1 – 12 – Dia 14 de maio de 2017

IMG-20170423-WA0012

“1.Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. 2.Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. 3.Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais. 4.E vós conheceis o caminho para ir aonde vou. 5.Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho? 6.Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. 7.Se me conhecêsseis, também certamente conheceríeis meu Pai; desde agora já o conheceis, pois o tendes visto. 8.Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta. 9.Respondeu Jesus: Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o Pai… 10.Não credes que estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras. 11.Crede-me: estou no Pai, e o Pai em mim. Crede-o ao menos por causa destas obras. 12.Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai.”

“Como comunidade sacerdotal e servidora, aproximemo-nos do Senhor para celebrar a sua Páscoa, oferecendo por meio dele, um sacrifício agradável a Deus. O Ressuscitado apresenta-se a nós como o Caminho para chegar ao Pai, a verdade que liberta e a vida que se doa plena a toda a humanidade. Sobre nós, reunidos para esta liturgia, e particularmente sobre todas as mães, neste dia a elas dedicado, venham a graça e o amor de Deus”. (Liturgia Diária)

Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas

O Papa Francisco disse que “num momento de despedida, Jesus fala aos seus discípulos do íntimo do coração. Ele sabe que os seus discípulos estão tristes, porque se dão conta de que a situação não é boa». Eis, então, que Jesus os encoraja e anima, propondo-lhes um horizonte de esperança: «Não se perturbe o vosso coração! E começa a falar assim, como um amigo, também com a atitude de um pastor. Digo: a música destas palavras de Jesus é o comportamento do pastor, como o pastor faz com as suas ovelhas. “Não se perturbe o vosso coração. Crede em Deus, crede também em mim”. (27\04\2013)

“Ó Verdade eterna, qual é o teu ensinamento? Por que caminho é que tu queres que vamos ao Pai? Que via nos convém seguir? Não posso ver outra estrada que não seja a que pavimentaste com as virtudes verdadeiras e reais da tua ardente caridade. Tu, Verbo eterno, tu a aspergiste com o teu sangue; é ela a via”. (Santa Catarina de Sena)

Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

“Eu sou caminho reto, verdade infalível, vida interminável. Eu sou caminho retíssimo, verdade suma, vida verdadeira, ditosa e inefável. Se permaneceres em meu caminho, “conhecerás a verdade, e a verdade te livrará e alcançarás a vida eterna”. (do livro “Imitação de Cristo”)

“De que modo Jesus nos revela que ele é a verdade? Dando testemunho da verdade com a sua vida e o seu ensinamento. “Para isso nasci e para isto vim ao mundo: para dar testemunho da verdade (Jo 18,37)”. Nós vivemos de acordo com a verdade, nós somos verdade, na medida em que somos a Palavra de Jesus. Mas, se Jesus é o caminho enquanto é a verdade, também é o caminho enquanto é vida para nós. “Eu vim para que tenham a vida e a tenham em abundância (Jo 10,10)”. (Com. Canção Nova)

O Padre Heitor de Menezes comentou: “Jesus é o caminho, a verdade e a vida. O que nos identifica como seus seguidores é a capacidade de amar até o dom total da vida, seguindo-o pelo caminho que Ele nos indicou. É nessa entrega radical que se cumpre a vocação cristã e que se dá testemunho do amor de Deus”. (Rede século 21)

Se me conhecêsseis, também certamente conheceríeis meu Pai

“Deus, que «habita numa luz inacessível» (1 Tm 6,16), fala também ao homem através da linguagem de todo o universo: «Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, tanto o Seu poder eterno como a Sua divindade, tornam-se reconhecíveis quando as obras por Ele realizadas são consideradas pela mente humana» (Rm 1,20). Este conhecimento indireto e imperfeito […] não é ainda «visão do Pai». «Ninguém jamais viu a Deus», escreve São João, para dar maior relevo à verdade segundo a qual «o Filho unigênito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer» (1,18)”. (São João Paulo II)

“Se ficastes a conhecer-Me, conhecereis também o Meu Pai.» Vemos o homem Jesus Cristo, o Seu aspecto exterior, quer dizer, a Sua natureza humana; como é então que conhecê-Lo é também conhecer o Pai? No mistério do corpo que tomou, o Senhor manifesta a divindade que está no Pai, mantendo uma certa ordem: «se ficastes a conhecer-Me, conhecereis também o Meu Pai. E já O conheceis, pois estais a vê-Lo.» Ele distingue o tempo da vista e o do conhecimento; diz que terão de reconhecer Aquele que lhes fala e que eles vêem; é preciso que aprendam a reconhecer a natureza divina que está Nele”. (Santo Hilário)

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “O Novo Testamento pôs fim à invisibilidade do Pai. Deus mostrou seu rosto, como confirma a resposta de Jesus ao apóstolo Felipe: ‘quem me viu, viu o Pai. O Filho de Deus, com sua encarnação, morte e ressurreição, libertou-nos da escravidão do pecado para dar-nos a liberdade dos filhos de Deus e nos fez conhecer o rosto de Deus que é amor: Deus pode ser visto e é visível em Cristo”. (22\05\11)

Conclusão:

Com a palavras de Santo Agostinho: “Queres alcançar a vida onde estarás para sempre liberto do engano? Quem não o quererá? Todos queremos a vida e a verdade. Mas como o conseguir? Que caminho seguir? É verdade que não chegamos ainda ao termo da viagem, mas vislumbramo-lo, já, aspiramos à vida e à verdade. Ambas as coisas estão em Cristo. Que direção tomar, para as alcançarmos? «Eu sou o Caminho», disse Ele. «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14, 6)”. (Santo Agostinho)

Oração: 

“Esta é a nossa pergunta do dia, façamo-la, cinco minutinhos. Como eu sou neste caminho cristão? Parado, errante, vagando, parando diante das coisas de que gosto ou diante de Jesus ‘Eu sou o caminho’? E peçamos ao Espírito Santo que nos ensine a caminhar bem, sempre! E quando nos cansarmos, façamos uma pequena pausa e avante. Peçamos esta graça”, (Papa Francisco – 03\05\16)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

8 de maio de 2017 at 5:19 Deixe um comentário

O Valor da Santa Comunhão

Imagem relacionada

Os santos dizem que vale muito mais uma Comunhão do que um êxtase, um arrebatamento, uma visão. A Santa Comunhão transporta o Paraíso inteiro para o nosso pobre coração. Ali o Céu se faz presente; “onde está o Rei está toda a Corte”, dizia Santa Tereza de Jesus. Quando Jesus é recebido em uma alma, toda a Igreja exulta de alegria, a dos Céus, a do Purgatório e a da Terra.

A Santa Comunhão deve ser recebida em “estado de graça”. Por isso, se tivermos cometido um pecado mortal, ainda que já estivermos arrependidos e sintamos um grande desejo de comungar, é necessário e indispensável que nos confessemos com o sacerdote antes de Comungar. É bom se lembrar do que São Paulo disse aos coríntios: “Quem come desse pão ou bebe do cálice do Senhor indignamente, será réu do Corpo e do Sangue do Senhor” (1Cor 11,27).

Quem quer receber a Cristo na Comunhão eucarística não pode ter, em consciência, algum pecado mortal. A Confissão comunitária só é válida em casos muito especiais; e, assim mesmo, o penitente fica obrigado depois a se confessar com um sacerdote tão logo seja possível. (cf. CIC§1483).

Mas o que é o pecado mortal?

“É pecado mortal todo pecado que tem como objeto uma matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente” (CIC§1859). Isto é, uma infração grave à lei de Deus, cometida de maneira consciente e livre.

A matéria grave, ensina o Catecismo, é precisada pelos Dez Mandamentos, segundo a resposta de Jesus ao jovem rico: “Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes ninguém, honra teu pai e tua mãe”(Mc 10,19), (CIC§1858).

Um modo delicado de preparar-nos para a sagrada Comunhão é invocando a Virgem Imaculada e entregando-nos a ela para que nos prepare para receber a Jesus com a humildade, com a sua pureza, com o seu amor, e que venha ela mesma recebê-lo em nós. Esta piedosa prática foi recomendada por muitos Santos, especialmente por S. Luiz Grignon de Montfort, por S. Pedro Julião Eymard, por S. Afonso de Ligório, S. Maximiliano M. Kolbe e muitos outros: “A melhor preparação para Santa Comunhão é a que se faz com Maria”.

São Cirilo de Jerusalém, que pregava no século V na Basílica do Santo Sepulcro de Jesus, nos dá belas orientações sobre a Comunhão.

Aos que recebem a Hóstia nas mãos, ele dizia:

“Quando te aproximares para receber o Senhor não o faças com os braços soltos e com os dedos abertos, mas faça da tua mão esquerda o Trono para a sua mão direita, pois nesta receberás o Rei, e na alma recebes o Corpo de Cristo dizendo Amém. Então, com todo cuidado, santifica teus olhos pelo Santo Corpo e em seguida toma-O e cuida para que nada se perca. Com efeito, qualquer migalha que perderes seria como que perder um dos teus próprios membros.

Diga-me: se colocassem ouro em pó na tua mão, você não guardaria com toda atenção? Não terás, portanto, ainda maior cuidado com o objeto ainda mais precioso que o ouro e que qualquer pedra preciosa, para que não se perca nenhuma migalha?

Depois, tendo comungado o Corpo de Cristo, aproxima-te do Cálice do Seu Sangue, inclina-te num gesto de Adoração e diga Amém. Santifica-te assim tomando também o Sangue de Cristo.
E esperando a oração, dá Graças a Deus, que te considerou digno de tão grande Mistério…”

Ninguém é digno de receber a Eucaristia, mas é o amor de Jesus que quer que o recebamos. O amor de Jesus por nós, exige que ele se dê a nós. Assim, o importante são as “disposições convenientes” para Comungar, que segundo Santo Afonso precisamos ter para fazer uma boa Comunhão com Jesus: 1- Estar em estado de graça; 2 – querer ser santo; 3 – desejar crescer no amor a Jesus; 4 – fazer meditação frequente; 5- mortificar os sentidos e as paixões; 6 – fazer a ação de graças após a comunhão, e querer ser de Deus.

Àqueles que não querem comungar, por se acharem indignos, Santo Afonso de Ligório diz: “Menos digno te tornarás, pois serás mais fraco e cairás mais”. E ensinava que “as faltas , quando não plenamente voluntárias, não impedem a Comunhão”.

O cânon 920 do Código de Direito Canônico estabelece que todo fiel católico, após a Primeira Comunhão, “tem o dever de comungar ao menos uma vez por ano. Este preceito deve ser cumprido no tempo pascal a não ser que, por justa causa, se cumpra em outra época dentro do mesmo ano”. Por “tempo pascal” na Igreja universal entende-se o período que vai de quinta-feira santa até o Domingo de Pentecostes (no Brasil o tempo pascal estende-se do primeiro Domingo de fevereiro até 16/07).

Diz o cânon 916 do novo Código: “Quem está consciente de pecado grave, não celebre a Missa nem comungue o Corpo do Senhor sem fazer antes a Confissão sacramental a não ser que exista causa grave e não haja oportunidade para se confessar; neste caso, porém, lembre-se de que é obrigado a fazer um ato de contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes”.

Santo Agostinho disse: “Não abramos de par em par a boca, mas o coração. Não nos alimenta o que vemos, mas o que cremos”.

Aquele que ama anseia estar junto da pessoa amada; e o seu maior sofrimento é não ser correspondido no seu amor. Para comprovar isto, basta ver como fica triste uma jovem, quando o namorado que tanto ama, lhe abandona. A dor e a angústia é ainda maior quando ela é trocada por outra. A dor mais forte é a  “dor do amor”. A pior dor é a do amor não correspondido. Conheci uma moça que, ao saber que o seu namoro tinha terminado, não queria mais nada, e nada podia consolá-la; não queria mais comer, dormir, estudar… nada. Era a dor do amor. Queria “morrer”…

Jesus mostrou e provou o seu amor por nós de inúmeras maneiras: assumiu a nossa natureza, “vestiu a nossa carne”, fez-se obediente até a morte, morte de cruz, para nos salvar da morte eterna, e ficou conosco para sempre na Eucaristia.

Neste Sacramento do seu próprio Corpo, o Senhor nos dá a revelação máxima do seu amor. Fez o milagre da Eucaristia para estar junto de nós, individualmente, com cada um, de modo “particular”, e inteiramente. Fez-se pão, “prisioneiro dos nossos sacrários”, para estar sempre conosco, a cada dia, e todos os dias.

Ele se entregou totalmente a nós no Pão.

Ele que é Onipotente, se fez fraco no pão; Ele que é o Soberano, se fez pobre; Ele que é o Infinito de Tudo, se fez limitado num pedacinho de pão. É o milagre do Amor.

Na Comunhão recebemos Jesus, substancialmente, e Ele vem a nós para nos transformar Nele e nos comunicar a Sua Santidade e, depois, sua Felicidade e Glória eternas.

Pela santa Comunhão, Ele como que nasce, cresce, vive em nós; por isso, quer ser recebido frequentemente por cada um dos cristãos.

Fonte: Site do Professor Felipe Aquino

6 de maio de 2017 at 5:30 Deixe um comentário

O Bom Pastor e a porta das ovelhas – reflexão de São Tomás de Aquino

Resultado de imagem para imagem do bom pastor

Jesus disse: «Eu sou o Bom Pastor.» E é evidente que o título de pastor convém a Cristo porque, assim como o pastor leva o rebanho a pastar, assim também Cristo restaura os fiéis através do alimento espiritual que é o Seu próprio Corpo e o Seu próprio Sangue.
Para se distinguir do mau pastor e do ladrão, Jesus precisa que é o «bom pastor». É bom porque defende o rebanho com a dedicação com que o bom soldado defende a sua pátria. Por outro lado, Cristo afirmou que o pastor entra pela porta e que Ele é essa porta. Assim, pois quando aqui afirma ser o Pastor, temos de compreender que é Ele que entra e que entra por Si mesmo. E é bem verdade, porque Ele afirma que conhece o Pai por Si mesmo, enquanto nós entramos por meio Dele e é Ele que nos dá a felicidade. Reparemos bem que não há outro que seja a porta, porque mais ninguém é a luz, a não ser por participação. João Batista não era a luz, antes tinha vindo para dar testemunho da luz (Jo 1, 8). Mas Cristo «era a luz que ilumina todo o homem» (v. 9). Ninguém pode, por conseguinte, dizer de si mesmo que é a porta, porque Cristo reservou para Si esse título.
Mas o título de pastor, esse comunicou-o a outros, deu-o a alguns dos Seus membros. Com efeito, também Pedro o foi, e os outros apóstolos, e também o são todos os bispos. «Dar-vos-ei pastores segundo o Meu coração», diz Jeremias (3, 15). Ora, ainda que os chefes da Igreja – que são filhos da mesma Igreja – sejam todos pastores, Cristo afirma «Eu sou o Bom Pastor» para nos mostrar a singular força do Seu amor. Nenhum pastor será bom se não estiver unido a Cristo pela caridade, tornando-se assim membro do verdadeiro Pastor.

Fonte: Evangelho Quotidiano

5 de maio de 2017 at 5:47 Deixe um comentário

Posts antigos Posts mais recentes


ADMINISTRADORA DO BLOG:

Jane Amábile

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 225 outros seguidores

Categorias