Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

«João é a voz, Cristo é a Palavra» – Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo

«João é a voz, Cristo é a Palavra»

João era a voz, mas o Senhor era a Palavra desde o prin­ cípio. João era uma voz passageira; Cristo era desde o princípio a Palavra eterna. […]

Queres ver como a voz passa, enquanto a divindade da Palavra permanece? Que foi feito do baptismo de João? Cumpriu a sua missão e desapareceu. Agora é o baptismo de Cristo que está em vigor. Todos acreditamos em Cristo, todos esperamos a salvação em Cristo. Foi isto que a voz anunciou.

Precisamente porque é difícil não confundir a palavra com a voz, tomaram João pelo Messias. A voz foi confundida com a Palavra. Mas a voz reconheceu-se a si mesma como tal, para não lesar a Palavra. Disse: Não sou Cristo, nem Elias, nem o Profeta. Quando lhe perguntaram: Então, quem és? Respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor. Voz do que clama no deserto, voz de quem quebra o silêncio. Preparai o caminho do Senhor, como se dissesse: Sou a voz que se faz ouvir apenas para introduzir a Palavra no vosso coração; mas Esta não se dignará entrar onde pretendo introduzi-la, se não preparardes o caminho.

Que quer dizer: Preparai o caminho, senão: «Suplicai insistentemente»? Que quer dizer: Preparai o caminho, senão: «Sede humildes de coração»? Imitai o exemplo de humildade de João Baptista. Consideram-no o Messias, mas ele responde que não é o que julgam; não se aproveita do erro alheio para uma afirmação pessoal.
Se houvesse dito: «Eu sou o Messias», facilmente teriam acreditado na sua palavra, pois que já o tinham como tal antes de o haver dito. Mas não disse; antes, reconheceu o que era, disse o que não era, foi humilde.

Compreendeu donde lhe vinha a salvação; compreendeu que não era mais que uma tocha ardente e luminosa, e receou que o vento da soberba a pudesse apagar.

15 de dezembro de 2015 at 5:16 Deixe um comentário

Quarto Domingo do Advento – Bem-aventurada aquela que acreditou – São Lucas 1, 39-45 – Dia 20 de dezembro de 2015


  1. Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.
  2. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
  3. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
  4. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
  5. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?
  6. Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.
  7. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!

 

“Natal é tempo de “encontro”, e o nosso Deus tem prazer em encontrar-se com seu povo. Contudo, bem sabemos que encontros significativos requerem preparação e abertura. Que a graça de Deus nos conduza ao melhor de nós para que nos encontremos também com nossos irmãos e irmãs”. ( O Domingo)

“A quarta vela (roxa) marca os passos de preparação para acolher o Salvador, nossa expectativa da chegada definitiva da Luz ao mundo. Simboliza ainda nossa fé em Jesus Cristo, que ilumina todo homem que vêm a este mundo e também os ensinamentos dos profetas, que anunciaram a chegada do Salvador”. (Site da Paróquia São João Batista)

A Visitação de Nossa Senhora

“Isabel estava grávida de São João Batista, o precursor de Jesus. É o encontro de duas mulheres que celebram jubilosas a vinda de Jesus Salvador: o Reino de Deus, a Boa Nova, as promessas de Deus já estão cumpridas e continuam a cumprir-se no meio dos homens de boa vontade”. (Evangelho Quotidiano)

O Papa Francisco disse assim: “A parente Isabel, que já é idosa, espera um filho. Esse é o fato. Mas Maria está atenta ao significado, sabe acolhê-lo: “Nada é impossível a Deus” (Lc1,37). Isso vale também para nossa vida. Escuto Deus que nos fala, escuto também a realidade diária, atenção às pessoas, aos fatos, porque o Senhor está à porta de nossas vidas e bate de muitos modos. Coloca sinais em nosso caminho, a nós, cabe a capacidade de vê-los. Maria é a mãe da escuta. Escuta atenta de Deus. Escuta, do mesmo atento, aos acontecimentos da vida”.

“Na verdade, é isso o que explica a vida de Maria: o amor. Um amor levado até ao extremo, até ao esquecimento completo de si mesma, contente por estar onde Deus quer que esteja e cumprindo com esmero a vontade divina. Isso é o que faz com que o mais pequeno dos seus gestos nunca seja banal, mas cheio de significado. Maria, nossa Mãe, é para nós exemplo e caminho. Havemos de procurar ser como Ela nas circunstâncias concretas em que Deus quis que vivêssemos”. (São Josemaría Escrivá)

O Padre Roger Araújo explicou que “Maria é aquela que vai ao encontro do outro, Maria é aquela que é a portadora de Deus, e Ele vai levar seu Filho amado a quem estiver precisando. A presença de Maria, na casa de Isabel, foi uma presença de consolo, uma presença confortadora, animadora.Permita que a Mãe de Deus, aquela que é a portadora de Deus, hoje, também o visite! Sim, é o que Maria deseja fazer, deseja visitar a sua casa, visitar sua família, ela deseja permanecer com você”. (Com. Canção Nova)

Conclusão:

Com as palavras do Papa Francisco: “Cristo é a nossa verdadeira paz. Entreguemo-nos à intercessão de nossa Mãe e de São José para vivermos um Natal realmente cristão, livres de toda mundanidade e prontos para acolher o Salvador, Deus conosco”. (21 Dezembro de 2014)

Oração:

Do Papa Emérito Bento XVI: “Modelo incomparável de evangelização é a Virgem Maria, que comunicou ao mundo não uma ideia, mas Jesus, Verbo encarnado. Invoquemo-la com confiança, para que a Igreja anuncie, também no nosso tempo, Cristo Salvador. Cada cristão e comunidade sintam a alegria de partilhar com os outros a Boa Nova de que “Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o Seu Filho único… para que o mundo seja salvo por Ele” (Jo 3, 16-17). É este o sentido autêntico do Natal, que devemos redescobrir sempre e viver intensamente”. (23 de Dezembro de 2007)

Vem Senhor Jesus ao nosso encontro! Aguardamos ansiosamente por Tua vinda! É mais um Natal em que Tu nos dás a oportunidade de vivermos os acontecimentos do Teu nascimento, para assim buscarmos compreender o Teu projeto de salvação para cada um de nós.

Vem, Maria Santíssima, nesse Natal que se aproxima e ensina-nos a escutar o que Teu amado Filho, o Verbo feito carne, nos fala a cada dia.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

14 de dezembro de 2015 at 5:29 Deixe um comentário

“E nós, que devemos fazer?”

Terceiro Domingo do Advento (semana III do saltério)


Terceiro Domingo do Advento

O tema deste terceiro Domingo pode girar à volta da pergunta: “E nós, que devemos fazer?”. Preparar o “caminho” por onde o Senhor vem, significa questionar os nossos limites, o nosso egoísmo e comodismo e operar uma verdadeira transformação da nossa vida no sentido de Deus.

O Evangelho sugere três aspectos onde essa transformação é necessária: é preciso sair do nosso egoísmo e aprender a partilhar; é preciso quebrar os esquemas de exploração e de imoralidade e proceder com justiça; é preciso renunciar à violência e à prepotência e respeitar absolutamente a dignidade dos nossos irmãos. O Evangelho avisa-nos, ainda, que o cristão é “baptizado no Espírito”, recebe de Deus vida nova, e tem de viver de acordo com essa dinâmica.

A primeira leitura sugere que, no início, no meio e no fim desse “caminho de conversão”, espera-nos o Deus que nos ama. O seu amor não só perdoa as nossas faltas, mas provoca a conversão, transforma-nos e renova-nos. Daí o convite à alegria: Deus está no meio de nós, ama-nos e, apesar de tudo, insiste em fazer caminho connosco.

A segunda leitura insiste nas atitudes correctas que devem marcar a vida de todos os que querem acolher o Senhor: alegria, bondade, oração.

1º dia da novena de Natal
Começamos hoje a novena de Natal. Durante nove dias, preparamos os nossos corações para o grande acontecimento,para a celebração do nascimento do Filho de Deus na carne. Preparamo-nos na oração, mas sobretudo no louvor. Durante estes dias, na oração de Vésperas, a Igreja entoa aquilo a que chamamos “Antífonas Maiores”. São cânticos de deslumbramento perante o grande amor de Deus nosso Pai. Cada antífona começa pelo grito: “Oh!”, com a boca arredondada pelo espanto, pela surpresa, pelo enconro com este Deus misericordioso que se faz criança.
Começamos com uma invocaçãp que recorda os livros poéticos do Antigo Testamento: “Oh Sabedoria do Altíssimo, …”. A Sabedoria de Deus, diz a Bíblia (Pr 8, 22-31), estava presente no momento da criação – era o Verbo de Deus, o Filho Único, gerado mas não criado, de que nos fala o prólogo de S. João (1, 1-2).
Pedimos-lhe que venho “ensinar-nos o caminho da Salvação”. Aquele que era, que é e que vem é o mesmo que um dia disse: “Eu sou o caminho” (Jo 14,6).

Ó Sabedoria do Altíssimo, que tudo governais com firmeza e suavidade: vinde ensinar-nos o caminho da salvação.

http://www.ecclesia.pt

13 de dezembro de 2015 at 5:36 Deixe um comentário

Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria – Das Meditações de Santo Anselmo, bispo

O céu, as estrelas, a terra, os rios, o dia e a noite, e tudo quanto está sujeito ao poder ou ao serviço dos homens se alegram, Senhora, porque, tendo perdido a sua antiga nobreza, foram em certo modo ressuscitados por meio de Ti e dotados de uma graça nova e inefável. […]

Deus entregou a Maria o seu próprio Filho, o seu Filho Unigénito, igual a Si, a quem amava de todo o coração como a Si mesmo. No seio de Maria, Deus formou o Filho, não distinto, mas o mesmo, para que realmente fosse um e o mesmo o Filho de Deus e de Maria. Tudo o que nasce é criatura de Deus, e Deus nasce de Maria. Deus criou todas as coisas, e Maria gerou a Deus. Deus, que criou todas as coisas, fez-Se a Si mesmo por meio de Maria. E deste modo refez tudo o que tinha feito. Ele, que pôde fazer todas as coisas do nada, não quis refazer sem Maria o que tinha sido arruinado.

Por esta razão, Deus é o Pai das coisas criadas, e Maria a mãe das coisas recriadas. Deus é o Pai a quem se deve a constituição do mundo, e Maria a mãe a quem se deve a sua restauração. Pois Deus gerou Aquele por quem tudo foi feito, e Maria deu à luz Aquele por quem tudo foi salvo. Deus gerou Aquele fora do qual nada existe, e Maria deu à luz Aquele sem o qual nada subsiste. Verdadeiramente o Senhor está contigo, pois quis que toda a criatura reconhecesse que deve a Ti, com Ele, tão grande benefício.

Fonte: Vaticano

9 de dezembro de 2015 at 8:55 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento – Eis que vem outro mais poderoso do que eu– São Lucas 3, 10-18 – Dia 13 de dezembro de 2015


10. Perguntava-lhe a multidão: Que devemos fazer?
11. Ele respondia: Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem o que comer, faça o mesmo.
12. Também publicanos vieram para ser batizados, e perguntaram-lhe: Mestre, que devemos fazer?
13. Ele lhes respondeu: Não exijais mais do que vos foi ordenado.
14. Do mesmo modo, os soldados lhe perguntavam: E nós, que devemos fazer? Respondeu-lhes: Não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém, e contentai-vos com o vosso soldo.
15. Ora, como o povo estivesse na expectativa, e como todos perguntassem em seus corações se talvez João fosse o Cristo,
16. ele tomou a palavra, dizendo a todos: Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.
17. Ele tem a pá na mão e limpará a sua eira, e recolherá o trigo ao seu celeiro, mas queimará as palhas num fogo inextinguível.
18. É assim que ele anunciava ao povo a boa nova, e dirigia-lhe ainda muitas outras exortações.

“Em nosso caminho para o Natal do Senhor, nos encontramos mais uma vez com João Batista que segue preparando os caminhos do Messias que vai chegar. Ainda há tempo de rever nossas atitudes interiores e exteriores e nos perguntarmos: o que devemos fazer?” ( O Domingo)

A terceira vela acesa nos convida à alegria e ao júbilo pela aproximação da chegada de Jesus.  A cor litúrgica de hoje, o rosa,  indica justamente o Domingo da Alegria, ou o Domingo Gaudette.

 

A Feliz Boa Nova
O Papa Francisco disse: “Hoje é o terceiro domingo do Advento, dito também domingo Gaudete, isso é, domingo da alegria. Na liturgia, ressoa várias vezes o convite à alegria, a alegrar-se, por que? Porque o Senhor está próximo. O Natal está próximo. A mensagem cristã se chama “evangelho”, isso é, “boa notícia”, um anúncio de alegria para todo o povo; a Igreja não é um refúgio para o povo triste, a Igreja é a casa da alegria!”
Mons. José Maria explicou assim: “Aproximando-se o dia de Natal a Liturgia faz um convite à alegria! “Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito,alegrai-vos” (Fl 4, 4-7), exorta S. Paulo. O mundo vive carente da verdadeira alegria! Os textos bíblicos do III Domingo do Advento são um convite muito forte a alegria, porque o Senhor, que esperamos, já está conosco e com Ele preparamos o Advento do seu Reino”.
O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “A “proximidade” de Deus não é uma questão de espaço nem de tempo, mas uma questão de amor: o amor avizinha! O próximo Natal recordar-nos-á esta verdade fundamental da nossa fé e, diante do Presépio, poderemos saborear a alegria cristã, contemplando no recém-nascido Jesus o rosto de Deus que por amor se fez próximo de nós”.
Mons. José Maria ensinou: “A alegria do Advento e a de cada dia é porque Jesus está muito perto de nós.A alegria cristã não é uma atitude passageira de festas humanas, mas um estado permanente, de quem confia que a vida cristã é uma caminhada ao encontro do Senhor que vem. A alegria é um dos sinais da presença de Deus no coração de uma pessoa”.

 

Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu
“Preparai o caminho do Senhor” (Jn 1,23). Acolhamos este convite do Evangelista! A aproximação do Natal estimula-nos a uma atitude mais vigilante de espera do Senhor que vem, enquanto a liturgia de hoje nos apresenta João Batista como exemplo a imitar”. (São João Paulo II- 15 de Dezembro de 2002)
“Sou eu que tenho necessidade de ser batizado por Ti e Tu vens a mim? Tu que eras no princípio, Tu que estavas em Deus e eras Deus (Jo 1,1); Tu que és o resplendor da glória do Pai e a imagem da Sua substância (Heb 1,); Tu que, quando estavas no mundo, vieste aonde já estavas; Tu que Te fizeste carne a habitaste entre nós (Jo 1,14; 14,23), e que tomaste a condição de servo (Fil 2,7); Tu que uniste a terra e o céu pelo Teu santo nome – és Tu que vens a mim? Tu que és grande, ao pobre que eu sou? O Rei ao precursor, o Senhor ao servo?” (São Gregório, o Taumaturgo)

 

Conclusão:
Com as palavras do Papa Francisco: “A Virgem Maria nos ajude a apressar o passo rumo a Belém, para encontrar o Menino que nasceu para nós, para a salvação e a alegria de todos os homens. A ela o Anjo disse: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1, 28). Ela nos ajude a viver a alegria do Evangelho na família, no trabalho, na paróquia e em todo lugar. Uma alegria íntima, feita de admiração e ternura”.

 

Oração:
Do Papa Emérito Bento XVI: “Deus, nosso Pai, Tu que tanto amaste os homens que nos enviaste o teu único Filho Jesus nascido da Virgem Maria, para nos salvar e reconduzir a ti. Pedimos-te, que com a tua bênção estas imagens de Jesus, que está para vir até nós, sejam, nas nossas casas, sinal da tua presença e do teu amor. Pai bom, concede a tua bênção também a nós, aos nossos pais, às nossas famílias e aos nossos amigos. Abre o nosso coração, para que saibamos receber Jesus na alegria, fazer sempre o que ele pede e vê-lo em todos os que precisam do nosso amor. Isto te pedimos em nome de Jesus, teu amado Filho, que vem para dar ao mundo a paz. Ele vem e reina nos séculos dos séculos. Amém”.
Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

7 de dezembro de 2015 at 5:30 Deixe um comentário

Reflexão dominical: “Deus vem para que voltemos a Ele”

2015-12-05 Rádio Vaticana

 

Cidade do Vaticano (RV) – A Primeira leitura nos fala de consolo, de mudança de vida, de libertação, de redenção. O Povo de Deus estava escravo na Babilônia, por causa de seus erros e, agora, após um grande tempo de purificação, mais de quarenta anos de exílio, surge a notícia de que vai chegar um libertador. Contudo nem todos acreditam e preferem continuar acomodados à vidinha de dependentes e ao pseudo conforto que ela lhes oferece. Aqueles que tem saudades da vida livre, de determinar seu próprio futuro, acreditam e se preparam para o retorno, seguindo a direção do verdadeiro líder.

Esta leitura tem, para nós, homens e mulheres deste século, a missão de nos alertar que somos escravos não de um povo ou de alguém, mas submissos ao nosso egoísmo, ao nosso pecado. Os sinais de escravidão poderão ser reconhecidos, entre outros, quando não somos fiéis aos nossos compromissos matrimoniais, às nossas responsabilidades familiares e profissionais e nos sentimos bem. Estamos confortados, adaptados à vida de pecado e achamos que isso é assim mesmo. Felizmente nossa consciência dá o alerta de que algo vai mal, não somos felizes de fato, mas acomodados.

Nesse momento surge a idéia de retorno à felicidade pura, original, ao que sacia de verdade. Aí nos é colocado a necessidade de sair de onde estamos e percorrer um caminho novo, o da fé, da confiança e da entrega ao verdadeiro libertador, ao único que dá o que promete, Jesus Cristo, a Vida.

João Batista, no Evangelho, apresenta o Salvador, Jesus Cristo. A acolhida a ele se faz de modo comprometedor e radical. Aplainar o caminho, abrir o coração, manifestar ao Senhor que ele é bem vindo, que sua chegada é mais que importante para nós, que só ele tem palavras de libertação e de eternidade. Como anunciou João Batista só ele pode nos dar o Espírito Santo, que faz nova todas as coisas..

São Pedro, em sua carta nos estimula a levarmos uma vida santa aguardando a chegada do Salvador e Redentor Jesus Cristo, que nos proporcionará uma vida de justiça em uma nova terra e em um novo céu.

Abramos nosso coração ao Senhor e deixemos sua graça trabalhar em nossa vida. Seremos homens e mulheres novos, cidadãos de um mundo justo e fraterno. Vem Senhor Jesus, Vem! (Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para o II Domingo do Advento)

(from Vatican Radio)

5 de dezembro de 2015 at 10:12 Deixe um comentário

Reflexão de Santo Anselmo (1033-1109), monge, bispo, doutor da Igreja

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«O meu coração diz: “Procura a sua face”; é a tua face, Senhor, que eu procuro» (Sl 26, 8)

«Senhor, até quando?» (Sl 6,4). Até quando, Senhor, Te esquecerás de nós? Por quanto tempo ainda nos esconderás a tua face? (Sl 12,2). Quando nos olharás e nos ouvirás? Quando iluminarás os nossos olhos e nos mostrarás a tua face? Quando virás de novo até nós? Olha para nós, Senhor, ilumina-nos, mostra-Te a nós. Concede-nos o bem da tua presença, a nós que, sem Ti, nada fazemos bem. Tem piedade dos nossos esforços ativos para chegarmos a Ti, nós que nada podemos sem Ti. Se nos convidas, ajuda-nos.

Suplico-Te, Senhor, não me deixes suspirar de desespero; faz-me respirar a esperança. […] Que me seja, ao menos, permitido entrever a luz, mesmo que de longe, mesmo que das profundezas. Ensina-me a procurar-Te, e mostra-Te quando Te procuro. É que não posso procurar-Te se não me guiares, nem encontrar-Te se não Te mostrares. Procurar-Te-ei pelo desejo e desejar-Te-ei na minha procura. Encontrar-Te-ei amando-Te e amar-Te-ei quando Te encontrar.

Fonte: Evangelho Quotidiano

 

4 de dezembro de 2015 at 10:19 Deixe um comentário

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