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Milagre Eucarístico de Faverney

Milagre Eucarístico de Faverney

França, 1608- Texto de Padre Air José de Mendonça (Revista Brasil Cristão)

O lugar: Você já ouviu falar em Faverney? Certamente um franzir de testa demostra que não. Pois é, lá aconteceu um milagre eucarístico que não é tão conhecido. Faverney é uma cidade do interior da França onde existia, na época do milagre, uma abadia de monges beneditinos.

O milagre: Para acalorar a vida espiritual dos paroquianos, os monges motivavam atividades religiosas e, nelas, com certa frequência, a exposição do Santíssimo Sacramento. Numa destas feitas, por ocasião da festa de Pentecostes, foi promovida uma adoração e, no ostensório, pela largueza da luneta, os monges colocaram duas partículas. Foi um dia de festa e júbilo. Após a adoração, ao recolherem-se à noite, os monges deixaram, sobre o altar, velas acesas próximas ao ostensório. No dia seguinte, ao abrir a capela, o sacristão viu as chamas do fogo destruindo tudo, porém, elas não atingiam o ostensório com as hóstias, porque ele estava suspenso no ar. A notícia espalhou-se rapidamente e de vários lugares as pessoas vinham para contemplar o milagre. O ostensório manteve-se assim por quase dois dias até o momento da consagração na Santa Missa, rezada num altar improvisado, quando ele pousou lentamente sobre o altar. Em 1794, durante a Revolução Francesa, a segunda hóstia que havia sido doada à Igreja de Dole foi destruída pelos revolucionários. Depois de colher testemunhos e informações, o Papa Paulo V reconheceu a autenticidade do milagre e promulgou uma bula pontifícia contendo as indulgências em relação ao milagre.

A fé: A fé surpreende, mobiliza e fortalece. Foi o que aconteceu com aquela comunidade, que antes estava apática em relação à sua história de fé. Foi necessário um acontecimento diferente e inusitado para que ela redescobrisse a Jesus. A fé de um povo é a sua salvação e, por ela, o povo demonstra a grandeza de Deus mesmo nas coisas mais simples da vida. Por isso, é sempre bom perguntar: o que me tem feito redescobrir Jesus?

6 de novembro de 2014 at 9:21 Deixe um comentário

Reflexão sobre Oração – por Santo Agostinho

Da carta de Santo Agostinho, bispo, a Proba
«Na oração exercita-se a nossa vontade»

Porque havemos de nos perder em tantas considerações, procurando saber como devemos orar e temendo que as nossas orações não sejam como devem ser? Digamos antes com o salmo: Uma só coisa peço ao Senhor, por ela anseio: habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para gozar da suavidade do Senhor e contemplar o seu santuário. Nesta morada não se sucedem os dias um após outro, nem o início de um dia assinala o fim do outro dia; ali todos os dias estão simultaneamente presentes e não têm fim, porque também a vida ali não tem fim.

Para conseguir esta vida bem-aventurada, a própria Vida verdadeira nos ensinou a orar; mas não nos ensinou que devíamos pronunciar muitas palavras, como se fôssemos tanto mais facilmente atendidos quanto mais loquazes nos mostrássemos, porque na oração, como diz o próprio Senhor, dirigimo-nos Àquele que sabe perfeitamente o que nos é necessário, mesmo antes de Lho pedirmos.

Pode parecer estranho que nos exorte a orar Aquele que sabe perfeitamente o que nos é necessário ainda antes de Lho pedirmos. Devemos compreender, porém, que Deus Nosso Senhor não pretende que Lhe dêmos a conhecer os nossos desejos, que aliás não Lhe podem ser ocultos, mas que exercitemos a nossa vontade, para nos tornarmos capazes de receber o que Ele está disposto a dar-nos. Os seus dons são muito grandes e a nossa capacidade de receber é pequena e muito limitada. Por isso nos é dito: Dilatai o vosso coração; não vos sujeiteis ao mesmo jugo dos infiéis.

Quanto mais fielmente acreditarmos, mais firmemente esperarmos e mais ardentemente desejarmos este dom, mais capazes seremos de o receber… Assim, portanto, havemos de orar, na fé, esperança e caridade, exercitando continuamente a nossa vontade… Quanto mais ardente for o afecto, tanto maior será o efeito. Por isso, quando diz o Apóstolo: Orai sem cessar, que outra coisa quer ele dizer senão que devemos desejar incessantemente a vida bem-aventurada, que só pode ser a vida eterna, pedindo-a Àquele que é o único que a pode dar?

(Ep. 130, 8, 15.17 – 9, 18: CSEL 44, 56-57.59-60) (Sec. V)

Fonte: Site de Vaticano

4 de novembro de 2014 at 8:27 Deixe um comentário

Dedicação da Basílica do Latrão – O zelo por Tua casa me consumirá – São João 2, 13-22 – Dia 09 de Novembro

13. Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.

14. Encontrou no templo os negociantes de bois, ovelhas e pombas, e mesas dos trocadores de moedas.

15. Fez ele um chicote de cordas, expulsou todos do templo, como também as ovelhas e os bois, espalhou pelo chão o dinheiro dos trocadores e derrubou as mesas.

16. Disse aos que vendiam as pombas: Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes.

17. Lembraram-se então os seus discípulos do que está escrito: O zelo da tua casa me consome (Sl 68,10).

18. Perguntaram-lhe os judeus: Que sinal nos apresentas tu, para procederes deste modo?

19. Respondeu-lhes Jesus: Destruí vós este templo, e eu o reerguerei em três dias.

20. Os judeus replicaram: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu hás de levantá-lo em três dias?!

21. Mas ele falava do templo do seu corpo.

22. Depois que ressurgiu dos mortos, os seus discípulos lembraram-se destas palavras e creram na Escritura e na palavra de Jesus.

“Estamos reunidos na casa de Deus para a festa de aniversário da dedicação da Basílica do Latrão, mãe de todas as igrejas. Em comunhão com as comunidades cristãs do mundo inteiro, nós, templos vivos do Espírito Santo, queremos celebrar a páscoa de Jesus transbordantes da alegria e da vida que manam do seu corpo ressuscitado”. (Liturgia Diária)

O zelo da tua casa me consome

São João Paulo II disse: “A voz de Cristo eleva-se forte contra os «mercadores do templo» da nossa época, contra aqueles que fazem um mercado da própria «religião», até violar, em nome do «deus-poder», do «deus-dinheiro», a dignidade da pessoa humana com abusos de todo o tipo. Pensemos, por exemplo, na falta de respeito pela vida, feita objeto, às vezes, de perigosas experimentações; pensemos na poluição ecológica; no comércio do sexo; no tráfico da droga; na exploração dos pobres e das crianças”.

A Palavra diz: “Aleluia. Louvai o nome do Senhor, louvai-o, servos do Senhor, vós que estais no templo do Senhor, nos átrios da casa de nosso Deus. Louvai o Senhor, porque ele é bom; cantai à glória de seu nome, porque ele é amável”. (Sl 134, 1-3)

São João Paulo II ensinou: “O zelo e o amor de Jesus pela casa do Pai não se limitam, certamente, a um templo de pedra. É o mundo inteiro que pertence a Deus, e não deve ser profanado. Com o gesto profético que nos é referido pelo texto evangélico de hoje, Cristo alerta-nos contra a tentação de «comerciar» até mesmo a religião, submetendo-a a interesses mundanos ou, de qualquer maneira, estranhos a ela”.

Destruí vós este templo, e eu o reerguerei em três dias

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Com efeito, o «sinal» que Jesus dará como prova da sua autoridade será precisamente a sua morte e ressurreição. «Destruí este templo — disse — e edificá-lo-ei em três dias». E são João escreve: «Ele falava do templo do seu corpo» (Jo 2, 20-21). Com a Páscoa de Jesus começa um novo culto, o culto do amor, e um novo templo que é Ele mesmo, Cristo ressuscitado, mediante o qual cada crente pode adorar Deus Pai «em espírito e verdade» (Jo 4, 23)”.

O Papa Emérito Bento XVI orou assim: “Queridos amigos, o Espírito Santo começou a construir este novo templo no seio da Virgem Maria. Por sua intercessão, rezemos a fim de que cada cristão se torne pedra viva deste edifício espiritual”.

Depois que ressurgiu dos mortos, os seus discípulos lembraram-se destas palavras e creram na Escritura e na palavra de Jesus

A Igreja – O Catecismo (§688) ensina: “A Igreja, comunhão viva na fé dos Apóstolos que ela transmite, é o lugar do nosso conhecimento do Espírito Santo: Nas Escrituras, que Ele inspirou: na Tradição, de que os Padres da Igreja são testemunhas sempre atuais; no Magistério da Igreja, que Ele assiste; na liturgia sacramental, através das suas palavras e dos seus símbolos, em que o Espírito Santo nos põe em comunhão com Cristo; na oração, em que Ele intercede por nós; nos carismas e ministérios, pelos quais a Igreja é edificada; nos sinais de vida apostólica e missionária; no testemunho dos santos, nos quais Ele manifesta a sua santidade e continua a obra da salvação”.

Pelo batismo tomamos parte  na Igreja, Corpo de Cristo – A Palavra diz: “Porque, como o corpo é um todo tendo muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo. Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formar um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres; e todos fomos impregnados do mesmo Espírito. Assim o corpo não consiste em um só membro, mas em muitos”. (1 Cor 12, 12-14)

Devemos ser o verdadeiro Templo vivo de Deus

São Cesário disse assim: “Celebramos hoje, irmãos diletos, com exultação jubilosa e com a bênção de Cristo, o natalício deste templo. Nós, porém, é que temos de ser o verdadeiro templo vivo de Deus. Todavia é com muita razão que os povos cristãos observam com fé a solenidade da Igreja-mãe, por quem reconhecem ter nascido espiritualmente”.

A Palavra diz: “Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado – e isto sois vós”. (1 Cor 3, 16-17)

Prefácio da Santa Missa: “Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso, Vós quisestes habitar esta casa de oração para nos tornarmos, pelo auxílio contínuo da vossa graça, o templo vivo do Espírito Santo. Dando-lhe vida sem cessar, santificais a Igreja, esposa de Cristo e mãe exultante de muitos filhos, simbolizada pelos templos visíveis. E, enquanto esperamos a plenitude do vosso reino, com os anjos e com todos os santos, nós vos aclamamos jubilosos, dizendo a uma só voz…”

Dedicação da Basílica do Latrão

São João Paulo II disse: “Assim, por isso, no dia em que celebramos a memória ocorrente da dedicação da Basílica do Latrão, que é mãe de todas as igrejas, desejamos exprimir a grande veneração por este ‘’tabernáculo de Deus entre nós” (Ap 21, 3), professando que ele simboliza o próprio Cristo crucificado e ressuscitado. Cristo — nossa Páscoa: pois que por Ele, n’Ele e com Ele temos acesso ao Pai no Espírito Santo; por Ele, n’Ele e com Ele Deus mesmo, no mistério imperscrutável da sua Vida Trinitária, avizinha-se de nós para estar conosco, para habitar no meio de nós”.

São João Paulo II disse também: “Quando dizemos “mãe”, temos em mente não tanto o edifício sagrado da Basílica Lateranense, quanto a obra do Espírito Santo, que neste edifício se manifesta, frutificando mediante o ministério do Bispo de Roma, em todas as Comunidades que permanecem na unidade com a Igreja, à qual Ele preside. Essa unidade apresenta um carácter quase familiar — e como na família existe a “mãe” — assim também a venerada Catedral do Latrão “faz de mãe” às Igrejas de todas as Comunidades do mundo católico”.

Conclusão

“Senhor Jesus, a quem tudo pertence, mas aceitais dos homens os presentes: um lugar santo hoje vos dedicaram, por isso nós exultamos contentes. Salve lugar, Senhor, que foi chamado Casa do Rei, porta de umbrais celestes, por onde sobe a Deus todo o seu povo, como a Escada que a Jacó vós destes! Eis o lugar, Senhor, onde os fiéis cantando acorrem neste vosso dia, para buscar na fonte a vida eterna e oferecer no altar da Eucaristia! Ó Deus, volvei a nós um rosto amigo e com carinho guardai o vosso povo, que hoje celebra o templo consagrado, cantando em vossa honra um canto novo. Louvor a vós, o Pai, e glória ao Filho, que foi na terra o templo verdadeiro, e nos mandou o Espírito divino que faz um templo vivo ao povo inteiro”. (Liturgia das Horas)

Oração

Oremos com o Salmo 23, 1-10:

1. Salmo de Davi. Do Senhor é a terra e tudo o que ela contém, a órbita terrestre e todos os que nela habitam, 2. pois ele mesmo a assentou sobre as águas do mar e sobre as águas dos rios a consolidou. 3. Quem será digno de subir ao monte do Senhor? Ou de permanecer no seu lugar santo? 4. O que tem as mãos limpas e o coração puro, cujo espírito não busca as vaidades nem perjura para enganar seu próximo. 5. Este terá a bênção do Senhor, e a recompensa de Deus, seu Salvador. 6. Tal é a geração dos que o procuram, dos que buscam a face do Deus de Jacó. 7. Levantai, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o Rei da glória! 8. Quem é este Rei da glória? É o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha. 9. Levantai, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o Rei da glória! 10. Quem é este Rei da glória? É o Senhor dos exércitos! É ele o Rei da glória.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

3 de novembro de 2014 at 13:12 Deixe um comentário

Reflexão sobre Todos os Fiéis Defuntos – do site : “Evangelho Quotidiano”

Domingo, dia 02 de Novembro de 2014

Comemoração de todos os Fiéis Defuntos


Fiéis Defuntos

Para muitas pessoas, o dia de finados é uma data triste, que deveria ser excluída do calendário. Muitos, nesse dia, ficam deprimidos ao recordarem os seus entes queridos que partiram desta vida. Alguns isolam-se, outros viajam para esconder suas mágoas… Porém, poucos conseguem ver que o dia de finados deve ser um momento de reflexão acerca de como anda a nossa conversão. Deve ser um dia de “fecho para balanço”, daqueles em que se pára tudo, totalizam-se os lucros e os prejuízos e promete-se e permite-se vida nova.

Não podemos esquecer-nos de que um dia estaremos também partindo desta vida. Não podemos ignorar isso pois, como um ladrão na noite, como diz o Evangelho, esse dia chegará. Felizes aqueles que foram “apanhados” em oração, com os Sacramentos em dia.

Muitas pessoas lamentam a “perda” de um pai ou uma mãe e esquecem-se de que eles fizeram apenas uma viagem distante e que estão esperando por nós. Partiram quando o Pai, transbordando de saudades, gritou: – Filho(a), há quanto tempo estás aí! Volta para casa! – e assim foi feito.

Muitos, porém, desses que lamentam a perda de um ente querido, ao invés de serem verdadeiramente santos para, um dia, voltarem a encontrar-se com seus parentes e amigos que partiram desta vida, tomam um outro rumo, ora distanciando-se de Deus e da Sua Igreja ora vivendo uma fé morna, como diz Jesus.

Não percebem que, ao fazer isso, desperdiçam a única oportunidade que têm de rever essas pessoas. É uma pena…

Neste dia 2 de Novembro, que possamos verdadeiramente rever os nossos sonhos, a nossa vida, a nossa fé e, pela glória de Deus, mudar de rumo, se necessário for. 

2 de novembro de 2014 at 9:42 Deixe um comentário

Os Fiéis Defuntos – Orientações do Catecismo da Igreja Católica

D.3 DEFUNTOS cf. Exéquias

D.3.1 Celebração das exéquias

§16 A terceira parte do Catecismo apresenta o fim último do homem, criado à imagem de Deus: a bem-aventurança e os caminhos para chegar a ela: mediante um agir reto e livre, com a ajuda da fé e da graça de Deus (Seção I), por meio de um agir que realiza o duplo mandamento da caridade, desdobrado nos dez Mandamentos de Deus (Seção II).

§89 Há uma conexão orgânica entre nossa vida espiritual e os dogmas. Os dogmas são luzes no caminho de nossa fé que o iluminam e tornam seguro. Na verdade, se nossa vida for reta, nossa inteligência e nosso coração estarão abertos para acolher a luz dos dogmas da fé.

D.3.2 Comunhão com os defuntos

§958 A comunhão com os falecidos. “Reconhecendo cabalmente esta comunhão de todo o corpo místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os tempos primevos da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos (…) e, `já que é um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam perdoados de seus pecados’ (2Mc 12,46), também ofereceu sufrágios em favor deles.” Nossa oração por eles pode não somente ajudá-los, mas também tornar eficaz sua intercessão por nos.

D.3.3 Eucaristia e oração de sufrágio pelos defuntos

§1032 1032 Este ensinamento apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, da qual já a Sagrada Escritura fala: “Eis por que ele [Judas Macabeu) mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado” (2Mc 12,46). Desde os primeiros tempos a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, eles possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos:

Levemo-lhes socorro e celebremos sua memória. Se os filhos de Jó foram purificados pelo sacrifício de seu pai que deveríamos duvidar de que nossas oferendas em favor dos mortos lhes levem alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer nossas orações por eles.

§1056 Seguindo o exemplo de Cristo, a Igreja adverte os fiéis acerca da “triste e lamentável realidade da morte eterna, denominada também de “inferno”.

§1371 O Sacrifício Eucarístico é também oferecido pelos fiéis defuntos “que morreram em Cristo e não estão ainda plenamente purificados”, para que possam entrar na luz e na paz de Cristo:

Enterrai este corpo onde quer que seja! Não tenhais nenhuma preocupação por ele! Tudo o que vos peço é que vos lembreis de mim no altar do Senhor onde quer que estejais.

Em seguida, oramos [na anáfora] pelos santos padres e Bispos que faleceram, e em geral por todos os que adormeceram antes de nós acreditando que haverá muito grande benefício para as almas, em favor das quais a súplica é oferecida, enquanto se encontra presente a santa e tão temível vítima. (…) Ao apresentarmos a Deus nossas súplicas pelos que adormeceram, ainda que fossem pecadores, nós (…) apresentamos o Cristo imolado por nossos pecados, tomando propício, para eles e para nós, o Deus amigo dos homens.

§1414 Enquanto sacrifício, a Eucaristia é também oferecida em reparação dos pecados dos vivos e dos defuntos, e para obter de Deus benefícios espirituais ou temporais.

D.3.4 Indulgências para os defuntos

§1471 A doutrina e a prática das indulgências na Igreja estão estreitamente ligadas aos efeitos do sacramento da Penitência.

QUE É A INDULGÊNCIA?

“A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, (remissão) que o fiel bem-disposto obtém, em condições determinadas, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos.”

“A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial totalmente da pena devida pelos pecados.” Todos os fiéis podem adquirir indulgências (…) para si mesmos ou aplicá-las aos defuntos.

§1479 Uma vez que os fiéis defuntos em vias de purificação também são membros da mesma comunhão dos santos, podemos ajudá-los entre outros modos, obtendo em favor deles indulgências para libertação das penas temporais devidas por seus pecados.

D.3.5 Respeito aos corpos dos defuntos

§2300 Os corpos dos defuntos devem ser tratados com respeito e caridade, na fé e na esperança da ressurreição. O enterro dos mortos é uma obra de misericórdia corporal que honra os filhos de Deus, templos do Espírito Santo.

30 de outubro de 2014 at 8:22 Deixe um comentário

Todos os Fiéis Defuntos – Eu o ressuscitarei no último dia – São João 6, 37-40 – Domingo – 02 de Novembro

37. Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora.

38. Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

39. Ora, esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia.

40. Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.

São João Paulo II ensinou: “Depois de termos celebrado ontem a Solenidade de Todos os Santos, hoje, 2 de Novembro, o nosso olhar orante dirige-se para aqueles que deixaram este mundo e esperam chegar à Pátria celeste. A Igreja exortou sempre a rezar pelos defuntos. Ela convida os fiéis a ver o mistério da morte não como a última palavra do destino humano, mas como a passagem para a vida eterna”.

Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora

Padre Bantu explicou: “De todos os que vieram a Cristo nenhum foi mandado embora. Aliás, desde que o mundo começou, nenhum pecador chegou a Deus, nenhuma alma foi a Cristo sem ser recebida. Jesus disse: “O que vem a mim, jamais lançarei fora”. Jesus Cristo jamais quebrou sua promessa. Desafiamos o céu, a terra e o inferno para levantar uma prova sequer de uma pessoa que tenha vindo a Jesus com seu coração quebrantado e tenha sido rejeitada por Ele”.

Que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu

Padre Bantu disse: ”A nossa salvação é o maior desejo do coração de Deus. Foi o próprio Jesus que nos revelou isto, ao dizer: “É esta a vontade daquele que me enviou: ‘Que eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas os ressuscite no último dia’”! Jesus Cristo veio fazer a vontade do Pai e é muito bom saber que a nossa vida está entregue nas mãos Dele e que o nosso futuro é promissor, pois está assegurado nas Suas Palavras”.

Todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna

O Papa Francisco disse: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna» (3, 16). O Pai «deu» o Filho para nos salvar, e isto significou a morte de Jesus, e morte de cruz. Porquê? Por que foi necessária a Cruz? Por causa da gravidade do mal que nos mantinha escravos. A Cruz de Jesus exprime as duas coisas: toda a força negativa do mal, e toda a mansidão onipotente da misericórdia de Deus”.

Oração do dia: “Ó Deus, glória dos fiéis e vida dos justos, que nos remistes pela morte e ressurreição do vosso Filho, concedei aos nossos irmãos e irmãs que , tendo professado o mistério da nossa ressurreição, mereçam alegrar-se na eterna felicidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”.

São João Paulo II explicou: “Crer no Filho crucificado significa «ver o Pai» significa crer que o amor está presente no mundo e que o amor é mais forte do que toda a espécie de mal em que o homem, a humanidade e o mundo estão envolvidos. Crer neste amor significa acreditar na misericórdia”.

Eu o ressuscitarei no último dia

Prefácio: Na verdade é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Ele é a salvação do mundo. Ele é a vida dos homens e das mulheres. Ele é a ressurreição dos mortos. Enquanto esperamos a glória celeste, com os anjos e todos os santos, em eterna alegria, nós vos aclamamos, dizendo a uma só voz…

A Palavra diz: “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. (Jo 11, 25)

“A esperança da ressurreição nos anime, pois os que perdemos neste mundo tornaremos a vê-los no outro; basta para isso crermos no Senhor com verdadeira fé. Ó morte, que separas os casados e, tão dura e cruelmente, separas também os amigos! Mas teu poder já está esmagado. Teu domínio impiedoso foi aniquilado por aquele que te ameaçou com o brado de Oséias: ó morte, eu serei a tua morte”. (São Bráulio de Saragoça – Fonte: Liturgia Diária)

Eucaristia – Penhor da Ressurreição

“Recebendo a palavra de Deus, tornam-se a eucaristia, isto é, o corpo e o sangue de Cristo. Assim também os nossos corpos, alimentados pela eucaristia, depositados na terra e nela desintegrados, ressuscitarão a seu tempo, quando o Verbo de Deus lhes conceder a ressurreição para a glória do Pai. É ele que reveste com sua imortalidade o corpo mortal e dá gratuitamente a incorruptibilidade à carne corruptível. Porque é na fraqueza que se manifesta o poder de Deus”. (Santo Irineu)

A Palavra diz: “Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente”. (Jo 6, 57-58)

Padre Bantu disse: “Pois a vontade do meu Pai é que todos os que vêem o Filho e crêem nele tenham a vida eterna; e no último dia eu os ressuscitarei. Portanto, acredite e tenha fé no Pão da vida. Você e os seus viverão eternamente. Pai, transforma-me em discípulo autêntico de teu Filho Jesus, de modo que a tua vontade seja o centro de minha existência, e eu experimente, já na Terra, a vida eterna”.

A Oração pelos Fiéis Defuntos

Documento Lumen Gentium: “Reconhecendo claramente esta comunicação de todo o Corpo místico de Cristo, a Igreja dos que ainda peregrinam, cultivou com muita piedade desde os primeiros tempos do Cristianismo a memória dos defuntos e, «porque é coisa santa e salutar rezar pelos mortos, para que sejam absolvidos de seus pecados» (2 Mac. 12,46),

São João Paulo II disse que “é importante e necessário rezar pelos defuntos, pois, mesmo se mortos na graça e na amizade de Deus, talvez eles precisem ainda de uma última purificação para entrar na alegria do Céu (Catecismo da Igreja Católica, 1030). O sufrágio por eles expressa-se de vários modos, entre os quais também a visita aos cemitérios. Estar nesses lugares sagrados constitui uma ocasião propícia para refletir sobre o sentido da vida eterna e para alimentar, ao mesmo tempo, a esperança na felicidade eterna do Paraíso”.

Conclusão

Liturgia das Horas: “Fonte única da vida, que nos séculos viveis, aos mortais e réus da culpa vosso olhar, ó Deus, volvei. Pai, ao homem pecador dais a morte em punição, para o pó voltar ao pó, submetendo-o à expiação. Mas a vida, que inspirastes por um sopro, permanece como germe imperecível dum viver que não fenece. A esperança nos consola: nossa vida brotará. O primeiro a ressurgir, Cristo, a vós nos levará. Tenham vida em vosso Reino vossos servos, que Jesus consagrou no Santo Espírito e os guiou da fé à luz. Ó Princípio e Fim de tudo, ao chegar a nossa hora, conduzi-nos para o Reino onde brilha a eterna aurora”.

Oração

De São João Paulo II: “Maria, Porta do céu, nos ajude a não nos esquecermos nem perdermos de vista a Pátria celeste, meta última da nossa peregrinação aqui na Terra”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

28 de outubro de 2014 at 10:36 Deixe um comentário

Solenidade de Todos os Santos e Santas – As Bem-Aventuranças – São Mateus 5, 1-12 – Sábado – 1º de Novembro

1. Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele.

2. Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo:

3. Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!

4. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!

5. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!

6. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!

7. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!

8. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!

9. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!

10. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!

11. Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.

12. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

“Alegremo-nos no Senhor, celebrando a festa de Todos os Santos e Santas, reunidos de todos os povos e nações. Filhas e filhos de Deus, vocacionados à santidade, somos convidados a procurar o Senhor e buscar a sua face. Vivendo em plenitude as bem-aventuranças, formamos comunhão com a multidão dos que já foram glorificados com Cristo”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco disse que “é-nos sempre muito útil ler e meditar as bem-aventuranças! Jesus proclamou-as no seu primeiro grande sermão, feito na margem do Lago da Galileia. Havia uma multidão imensa e ele, para ensinar os seus discípulos, subiu a um monte; por isso é chamado o «Sermão da Montanha”. (Maio de 2014)

As Bem-aventuranças Retratam o Rosto de Jesus Cristo

O Catecismo (§1717) ensina: “As bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus Cristo e descrevem-nos a sua caridade: Exprimem a vocação dos fiéis associados à glória da sua paixão e ressurreição; definem os atos e atitudes características da vida cristã…Já estão inauguradas na vida da Virgem Maria e de todos os santos”.

O Papa Francisco explicou: “Jesus prega o caminho da vida; aquele caminho que ele mesmo percorre, ou melhor, que é ele mesmo, e propõe-no como caminho da verdadeira felicidade. Em toda a sua vida, desde o nascimento na gruta de Belém até à morte na cruz e à ressurreição, Jesus encarnou as Bem-aventuranças”. (Abril de 2014)

Sede santos, assim como vosso Pai Celeste é Santo

São João Paulo II disse: “A santidade não é um privilégio reservado exclusivamente a poucas pessoas. Os caminhos da santidade são múltiplos e podem ser percorridos através dos pequenos acontecimentos concretos de todos os dias, procurando em cada situação um ato de amor”. (Março de 2001)

A Palavra diz: “Portanto, sede santos, assim como vosso Pai Celeste é santo”. (Mt 5, 48))

Oração de Depois da Comunhão: “Ao celebrarmos, ó Deus, todos os santos, nós vos adoramos e admiramos porque só vós sois o Santo e imploramos que a vossa graça nos santifique na plenitude do vosso amor, para que, desta mesa de peregrinos, passemos ao banquete do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor”.

O Papa Francisco disse: “O nosso objetivo como cristãos: Configurar-nos cada vez mais a Jesus tomando-o como modelo do nosso comportamento”. (Maio de 2014)

O Catecismo (§1721) ensina: “De fato, Deus colocou-nos no mundo para o conhecermos, servirmos e amarmos, e assim chegarmos ao paraíso. A Bem-aventurança faz-nos participantes da natureza divina (1 Pr 1, 4) e da vida eterna. Com ela, o homem entra na glória de Cristo e no gozo da vida Trinitária”.

O Espírito Santo nos Santifica

O Catecismo (§2813) ensina que “na água do Batismo fomos “lavados, santificados, justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus” (1 Cor 6,11). Durante toda nossa vida, nosso Pai “nos chama à santidade” (I Ts 4,7).

O Papa Francisco disse assim: “Nesta Igreja santa, o Senhor escolhe algumas pessoas para que a santidade fique mais evidente, para mostrar que Ele é quem santifica, que ninguém santifica si mesmo, que não existe um curso para se tornar santo, que ser santo não é ser faquir ou algo desse estilo…A santidade é um dom de Jesus à sua Igreja”. (Maio de 2014)

“Vosso poder se manifesta nas vidas santas, ó Senhor. Tudo o que pode e faz o justo, traz o sinal do vosso amor”. (Liturgia das Horas)

Conclusão

O Catecismo (§1026) ensina: “Pela sua morte e ressurreição, Jesus Cristo «abriu-nos» o céu. A vida dos bem-aventurados consiste na posse em plenitude dos frutos da redenção operada por Cristo, que associa à sua glorificação celeste aqueles que n’Ele acreditaram e permaneceram fiéis à sua vontade. O céu é a comunidade bem-aventurada de todos os que estão perfeitamente incorporados n’Ele”.

Oração

Ó Jesus amado, louvamos-Te pela nossa vida, pela vida de nossos familiares, pela vida de nossos amigos e principalmente por todos aqueles que não Te louvam, não Te adoram e não creem em Ti. Queremos Senhor, viver uma vida de santidade, tendo a Ti como modelo das bem-aventuranças. Ó Jesus, fonte inesgotável da misericórdia divina, olha por todos nós. Amém!  

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

27 de outubro de 2014 at 12:29 Deixe um comentário

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