Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

Quarto Domingo do Tempo Comum – Todos ficaram admirados com o seu ensinamento – São Marcos 1, 21-28 – 1º de Fevereiro

  1. Dirigiram-se para Cafarnaum. E já no dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e pôs-se a ensinar.
  2. Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.
  3. Ora, na sinagoga deles achava-se um homem possesso de um espírito imundo, que gritou:
  4. “Que tens tu conosco, Jesus de Nazaré? Vieste perder-nos? Sei quem és: o Santo de Deus!
  5. Mas Jesus intimou-o, dizendo: “Cala-te, sai deste homem!”
  6. O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu.
  7. Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: “Que é isto? Eis um ensinamento novo, e feito com autoridade; além disso, ele manda até nos espíritos imundos e lhe obedecem!”
  8. A sua fama divulgou-se logo por todos os arredores da Galiléia.

Liturgia Diária: “Estamos reunidos para ouvir o que Jesus tem a nos dizer. Ele ensina com autoridade, revelando a vontade do Pai. Permanecendo junto a Ele, acolhamos seu convite e seus ensinamentos e deixemos que sua Palavra nos ilumine. Celebramos o nome santo do Senhor, que vai nos alimentar com a Eucaristia e fortalecer nosso compromisso com seu Reino”.

E já no dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e pôs-se a ensinar. Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas

O Papa Francisco explicou: “As multidões admiravam-se: ouviam Jesus e o coração enternecia-se porque a sua mensagem alcançava o coração e ele «ensinava com autoridade». Contemplando Jesus, bom pastor é oportuno fazer um exame de consciência: Quem eu gosto de seguir? Eis então a pergunta-chave que devemos formular: Quem me influencia? Pergunta que nos deve impelir a pedir a Deus, nosso Pai, que nos faça permanecer perto de Jesus, para o seguir, para nos maravilhar com o que ele nos diz».

São Boaventura disse: “Assim, e dado que a autoridade pertence à palavra poderosa e verídica, e que Cristo é o Verbo do Pai, sendo por isso Poder e Sabedoria, assim está Nele fundada e consumida toda a firmeza da autoridade. É por isso que toda a doutrina autêntica e os pregadores desta doutrina se relacionam com Cristo, que veio na carne como fundamento de toda a fé cristã”.

São João Paulo II disse também: “Jesus ensinou. É esse o testemunho que Ele dá de Si mesmo : «Eu estava todos os dias sentado no Templo a ensinar». É essa também a observação que fazem cheios de admiração os Evangelistas, surpreendidos por O verem ensinar sempre e em qualquer lugar, e fazê-lo duma maneira e com uma autoridade desconhecidas até então. «De novo concorreu a Ele muita gente e, como de costume, pôs-se outra vez a ensiná-la; «E maravilhavam-se por causa da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade».

Mas Jesus intimou-o, dizendo: “Cala-te, sai deste homem!” O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu

O Papa Emérito Bento XVI resumiu assim o Evangelho: “O trecho evangélico deste domingo (Mc 1, 21-28) narra de um homem possuído pelo demônio, que de repente se põe a gritar: “O que queres de nós, Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei que Tu és o Santo de Deus!”. E Jesus intima-o: “Cala-te! Sai dele!” E imediatamente, observa o evangelista, com gritos dilacerantes, o espírito maligno saiu daquele homem. Jesus não só expulsa os demônios das pessoas, libertando-as da pior escravidão, mas impede que os demônios revelem a sua identidade. E insiste sobre este “segredo”, porque está em jogo o bom êxito da sua própria missão, da qual depende a nossa salvação”.

Santo Ambrósio disse: «O Senhor, que tirou o vosso pecado e perdoou as vossas faltas, tem poder para vos proteger e guardar contra as insídias do Diabo que vos combate, para que não vos surpreenda o inimigo que tem o hábito de engendrar a culpa. Mas quem a Deus se entrega não tem medo do Diabo. Porque “se Deus está por nós, quem contra nós?” (Rm 8, 31)».

São Jerônimo disse também: “Cala-te! Que o teu silêncio seja o Meu louvor. Não quero ser louvado pela tua voz, mas pelos teus tormentos; o teu castigo é o Meu louvor. “Cala-te e sai do homem!”» É como se dissesse: «Sai da Minha casa; que fazes tu na Minha habitação? Eu quero entrar: Por isso, cala-te e sai do homem, deste ser dotado de razão. Sai do homem! Deixa essa morada que Eu preparei para Mim! O Senhor quer a Sua casa, sai deste homem”.

Conclusão

De São João Paulo II: “Evangelizar na força do Espírito quer dizer ser investido daquele poder que se manifestou de modo supremo na atividade evangélica de Jesus. O Evangelho diz-nos que os ouvintes se maravilhavam com Ele, porque «lhes ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas» (Mc 1, 22). A palavra de Jesus «expulsa os demônios, aplaca as tempestades, cura os doentes, perdoa os pecadores, ressuscita os mortos”.

Oração

Da Liturgia Diária: “Ó Deus, Senhor da autoridade, nós vos agradecemos nosso encontro fraterno. E vos bendizemos porque vosso Filho, Jesus, tem a autoridade para transformar as pessoas e o mundo: autoridade recebida do carisma e não da força do poder, do serviço libertador e não da opressão. Ele nos mostrou que é possível ser pessoas livres, donas do próprio destino, irmãos uns dos outros e solidários com os sofredores. Ajudai-nos a viver sua proposta e continuar sua obra libertadora. Por Cristo, nosso Senhor”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

26 de janeiro de 2015 at 17:36 Deixe um comentário

Papa Francisco: a fé è dom do Espírito Santo transmitido sobretudo pelas mulheres

2015-01-26 Rádio Vaticana

Paulo recorda a Timóteo que a sua fé provém do Espírito Santo, ‘por meio da sua mãe e da sua avó’. “São as mães, as avós – afirma o Papa – que transmitem a fé, e acrescenta: “Uma coisa é transmitir a fé e outra é ensinar as coisas da fé. A fé é um dom, não se pode estudar. Estudam-se as coisas da fé, sim, para entendê-la melhor, mas nunca se chegará à fé com o estudo. Ela é um dom do Espírito Santo, é um presente que vai além de qualquer preparação”. E é um presente que passa através do “lindo trabalho das mães e das avós, o belo trabalho destas mulheres” nas famílias. “Pode ser também que uma doméstica, uma tia, transmitam a fé”:

Jesus veio através de uma mulher

“Vem-me à mente esta questão: por que são principalmente as mulheres a transmitir a fé? Simplesmente porque quem nos trouxe Jesus foi uma mulher: foi o caminho escolhido por Jesus. Ele quis ter uma mãe: o dom da fé também passa pelas mulheres, como Jesus passou por Maria”.

“E devemos pensar hoje – sublinha o Papa – se as mulheres têm a consciência do dever de transmitir a fé”. Paulo convida Timóteo a guardar a fé, evitando “os vazios mexericos pagãos, as bisbilhotices mundanas”. “Todos nós – alerta – recebemos o dom da fé. Devemos guardá-lo para que ele pelo menos não se dilua, para que continue a ser forte com o poder do Espírito Santo”. E a fé é guardada  quando reacende este dom de Deus.

A fé ‘água de rosas’

“Se nós não temos esse cuidado, a cada dia, de reavivar este presente de Deus que é a fé, a fé se enfraquece, se dilui, acaba por ser uma cultura: ‘Sim, mas, sim, sim, eu sou um cristão, sim…’, uma cultura, somente. Ou a gnose, um conhecimento: ‘Sim, eu conheço bem todas as coisas da fé, eu conheço bem o catecismo’. Mas como vives a tua fé? E esta é a importância de reavivar a cada dia este dom, este presente: de torná-lo vivo”.

Contrastam “esta fé viva” – diz São Paulo – duas coisas: “o espírito de timidez e a vergonha”:

“Deus não nos deu um espírito de timidez. O espírito de timidez vai contra o dom da fé, não deixa que cresça que vá para frente, que seja grande. E a vergonha é aquele pecado: ‘Sim, eu tenho fé, mas eu a cubro, que não se veja muito… ‘. É um pouco daqui, um pouco de lá: é a fé, como dizem os nossos antepassados, água de rosas. Porque eu tenho vergonha de vivê-la fortemente. Não. Esta não é a fé: nem timidez, nem vergonha. Mas o que é? É um espírito de força, de caridade e de prudência. Esta é a fé”.

Fé inegociável

O espírito de prudência – explica o Papa Francisco – é “saber que nós não podemos fazer tudo o que queremos”, significa buscar “as estradas, o caminho, as maneiras” para levar avante a fé, mas com prudência.

“Peçamos ao Senhor a graça – conclui o Papa – de ter uma fé sincera, uma fé que não é negociável, segundo as oportunidades que surgem. Uma fé que a cada dia procuro reavivá-la, ou pelo menos peço ao Espírito Santo que a revive e assim dê um grande fruto”. (CM-SP)

26 de janeiro de 2015 at 11:29 Deixe um comentário

Festa da Conversão de São Paulo – 25 de Janeiro – reflexão de São Bernardo

«Senhor, que queres que eu faça?»

É com razão, bem-amados irmãos, que a conversão do «mestre das nações» (1Tm 2,7) é uma festa que hoje todos os povos celebram com alegria. Com efeito, inúmeros foram os rebentos que brotaram dessa raiz; uma vez convertido, Paulo tornou-se instrumento da conversão do mundo inteiro. Outrora, quando ainda vivia na carne, mas não segundo a carne (cf Rm 8,5s), converteu muita gente a Deus através da sua pregação; ainda nos dias de hoje, em que vive junto de Deus uma vida mais feliz, não cessa de trabalhar para a conversão dos homens pelo seu exemplo, a sua oração e a sua doutrina. […]

Esta festa é uma grande fonte de benefícios para os que a celebram. […] Como desesperar, seja qual for a enormidade das nossas faltas, quando ouvimos que «Saulo, entretanto, respirando sempre ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor» se transformou subitamente em «instrumento de eleição»? (cf Act 9,1.15). Quem poderá dizer, sob o peso do seu pecado: «Não posso erguer-me para levar uma vida melhor» quando, na mesma estrada por onde o conduzia o seu coração sedento de ódio, o perseguidor encarniçado se tornou subitamente um pregador fiel? Esta conversão mostra-nos, num único e magnífico dia, a misericórdia de Deus e o poder da Sua graça. […]

Eis, portanto, meus irmãos, um modelo perfeito de conversão: O meu coração está firme, ó Deus, o meu coração está firme […] que queres que eu faça?» (Sl 57,8; cf Act 9,6). Palavra breve mas tão cheia, viva, eficaz e digna de ser atendida! Quão poucas pessoas estão nessa disposição de obediência perfeita, que tenham renunciado à sua vontade ao ponto de o seu próprio coração já não lhes pertencer! E quão poucas pessoas procuram a cada instante, não o que desejam, mas o que Deus quer e Lhe dizem sem cessar: «Senhor, que queres que eu faça?»

24 de janeiro de 2015 at 10:40 1 comentário

«Estabeleceu doze para andarem com Ele e para os enviar a pregar» – reflexão de Santo Agostinho

Os bem-aventurados apóstolos […] foram os primeiros a ver Cristo suspenso na cruz; choraram a sua morte, ficaram atemorizados face ao prodígio da sua ressurreição mas, logo a seguir, transportados de amor por esta manifestação do seu poder, não hesitaram em derramar o seu sangue para atestar a verdade do que tinham visto. Pensai, irmãos no que era pedido a esses homens: ir por todo o mundo pregar que um morto tinha ressuscitado e subido ao céu; e sofrer, devido à pregação dessa verdade, tudo o que aprouvesse a um mundo insensato: privações, exílio, cadeias, tormentos, carrascos, feras ferozes, a cruz e morte. Teriam sofrido tudo isso por um desconhecido?

Teria Pedro morrido para sua própria glória? Teria pregado em proveito próprio? Ele morria e Outro, que não ele, era glorificado por essa morte; ele foi morto e Outro foi adorado. Só a chama ardente da caridade, unida à convicção da verdade, pode explicar semelhante audácia! Eles pregavam o que tinham visto. Ninguém morre por uma verdade da qual não está seguro. Ou deveriam eles negar o que tinham visto? Mas não negaram, antes pregaram esse Morto que sabiam estar perfeitamente vivo. Eles sabiam por que vida desprezavam a vida presente, sabiam por que felicidade suportavam provas passageiras, por que recompensa espezinhavam todos esses sofrimentos. A sua fé pesava mais na balança que o mundo inteiro.

23 de janeiro de 2015 at 17:47 Deixe um comentário

«Todas as coisas por meio do Verbo constituem uma harmonia admirável e verdadeiramente divina» – reflexão de Santo Atanásio, Bispo

Nada há do que existe e acontece que não tenha sido feito e não tenha consistência no Verbo e por meio do Verbo, como ensina o Teólogo: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus. Tudo foi feito por meio d’Ele, e sem Ele nada foi feito.

Como o músico com a lira bem afinada, combinando habilmente os sons graves com os agudos e os intermédios, executa uma harmonia, assim também a Sabedoria de Deus, tomando em suas mãos o universo como uma lira, associando as coisas do ar com as da terra e as do céu com as do ar, harmonizando o singular com o todo, segundo a sua vontade e beneplácito, criou um mundo unificado, formosa e harmoniosamente ordenado. O mesmo Verbo de Deus, sem deixar de permanecer imutável junto do Pai, põe em movimento todas as coisas segundo a natureza de cada uma, de acordo com a vontade do Pai. E assim, todas as coisas, segundo a própria natureza, vivem e subsistem por meio d’Ele, e por Ele constituem uma harmonia admirável e verdadeiramente divina.

Tratemos de explicar esta realidade tão sublime por meio de uma imagem: tomemos o exemplo dum numeroso coro. Num coro composto por muitas pessoas diferentes – homens e mulheres, crianças, velhos e adolescentes – sob a regência do director, cada um canta segundo a própria natureza e capacidade: o homem com voz de homem, a criança com voz de criança, a mulher com voz de mulher, o adolescente com voz de adolescente; e no entanto, de todo o conjunto resulta uma só harmonia. Outro exemplo. A nossa alma põe simultaneamente em movimento todos os nossos sentidos, cada um segundo a sua actividade específica; e assim, na presença de algum estímulo exterior, todos se põem em movimento ao mesmo tempo: o olho vê, o ouvido escuta, a mão toca, o nariz cheira, a língua saboreia, e ainda outros membros do corpo se movem, como por exemplo os pés, que se põem a caminhar. De maneira semelhante acontece na criação em geral. Certamente, os exemplos ficam muito aquém da realidade, e por isso é necessária uma reflexão mais profunda para compreender a verdade que querem ilustrar.

Concluindo: a um só sinal da vontade do Verbo de Deus, todas as coisas foram tão bem organizadas que, exercendo cada uma a actividade que lhe é própria, constituem todas juntas uma só ordem perfeita.

Fonte: Vaticano

19 de janeiro de 2015 at 11:49 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Tempo Comum – Convertei-vos e crede no Evangelho – São Marcos 1, 14-20 – 25 de Janeiro

  1. Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galiléia. Pregava o Evangelho de Deus, e dizia:
  2. “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho.”
  3. Passando ao longo do mar da Galiléia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores.
  4. Jesus disse-lhes: “Vinde após mim; eu vos farei pescadores de homens.”
  5. Eles, no mesmo instante, deixaram as redes e seguiram-no.
  6. Uns poucos passos mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam numa barca, consertando as redes. E chamou-os logo.
  7. Eles deixaram na barca seu pai Zebedeu com os empregados e o seguiram.

Liturgia Diária: “A liturgia nos lembra que o tempo é breve e por isso é preciso vivê-lo como dom precioso recebido de Deus; o hoje é o momento da graça, da conversão e da busca dos caminhos do Senhor. O tempo se completou, de modo que somos chamados a sair de nós mesmos para anunciar o evangelho. Alegremo-nos, o Reino de Deus está próximo”.

Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo

O Papa Francisco disse que o “tema central no Evangelho de Jesus é o Reino de Deus. Jesus é o Reino de Deus em pessoa, é o Emanuel, Deus conosco. E é no coração do homem que se estabelece e cresce o Reino, o domínio de Deus. O Reino é, simultaneamente, dom e promessa. Já nos foi dado em Jesus, mas deve ainda realizar-se em plenitude. Por isso rezamos ao Pai cada dia: «Venha a nós o vosso Reino”.

O Catecismo (§543) ensina: “Todos os homens são chamados a entrar no Reino. Anunciado primeiro aos filhos de Israel, este Reino messiânico é destinado a acolher os homens de todas as nações”.

São Jerônimo explicou: “Jesus foi para a Galileia e proclamava a Boa Nova do Reino de Deus». Quando eu li a Lei, os profetas e os salmos, nunca ouvi falar do Reino dos céus: somente no Evangelho. Porque foi apenas quando chegou Aquele do qual se diz «o Reino de Deus está no meio de vós» (Lc 17,21) que o Reino de Deus se abriu”.

O Catecismo (§541) ensina: “Depois que João foi preso, Jesus veio para a Galiléia proclamando, nestes termos, o Evangelho de Deus: “Cumpriu-se O tempo e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho”‘ (Mc 1,14-15). “Para cumprir a vontade do Pai, Cristo inaugurou o Reino dos céus na terra.”

“O Reino de Deus presente no mundo sem ser do mundo, ilumina a ordem da sociedade humana, enquanto a força da graça a penetra e a vivifica. Assim notam-se melhor as exigências de uma sociedade digna do homem, são retificados os desvios, é reforçada a coragem do agir em favor do bem”. (São João Paulo II)

Fazei penitência e crede no Evangelho

São Josemaria Escrivá disse assim: “Quando Cristo inicia a sua pregação na Terra, não oferece um programa político, mas diz: fazei penitência, porque está perto o reino dos Céus. Encarrega os seus discípulos de anunciar esta boa nova e ensina a pedir, na oração, a chegada do reino, isto é o reino dos Céus e a sua justiça, uma vida santa, aquilo que temos de procurar em primeiro lugar, a única coisa verdadeiramente necessária”.

“Ó Cristo, sol de justiça, brilhai nas trevas da mente. Com força e luz, reparai a criação novamente. Dai-nos, no tempo aceitável, um coração penitente, que se converta e acolha o vosso amor paciente. A penitência transforme tudo o que em nós há de mal. É bem maior que o pecado o vosso dom sem igual. Um dia vem, vosso dia, e tudo então refloresce. Nós, renascidos na graça, exultaremos em prece. A vós, Trindade clemente, com toda a terra adoramos, e no perdão renovados um canto novo cantamos”. (Liturgia das Horas)

Vinde após mim; eu vos farei pescadores de homens

São João Paulo II disse: “Já durante o seu ministério público (Mt 16, 18) e depois em plenitude após a morte e ressurreição (Mt 28, 16-20; Jo 20; 21), Jesus confere a Pedro e aos Doze poderes particulares relativamente à futura comunidade e à evangelização de todos os povos. Depois de os ter chamado a segui-Lo, tem-nos a seu lado e vive com eles, proporcionando-lhes com o exemplo e com a palavra a sua doutrina de salvação e, por fim, envia-os a todos os homens”.

“Todo o sumo sacerdote, escolhido de entre os homens, é constituído a favor dos homens nas coisas que dizem respeito a Deus” (Hb 5, l).

Liturgia das Horas: “Do supremo Rei na corte sois ministros, que Jesus instruiu e fez Apóstolos, sal da terra e sua luz. A feliz Jerusalém, cuja lâmpada é o Cordeiro, vos possui, quais jóias raras, fundamento verdadeiro. A Igreja vos celebra como esposa do Senhor. Vossa voz a trouxe à da, vosso sangue a consagrou. Quando os tempos terminarem e o Juiz vier julgar, sobre tronos gloriosos havereis de vos sentar. Sem cessar, a vossa prece nos dê força e proteção. Das sementes que espalhastes brote a flor e nasça o grão”.

Jesus ensinava “ora em público, diante de todo o povo, ora em particular, aos seus discípulos. Dentre estes escolheu doze para estarem a seu lado, e que destinou para serem os principais mestres das nações. Quando, depois da sua ressurreição, estava prestes a voltar para o Pai, ordenou aos onze – pois um deles se havia perdido – que fossem ensinar a todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. (Tertuliano, o presbítero)

Conclusão

“Aos jovens, eu peço que escutem a palavra de Cristo, a eles dirigida hoje, como então foi dita a Simão Pedro e a André na margem do lago: « Vinde após Mim, e Eu farei de vós pescadores de homens » (Mt 4, 19). Que eles tenham a coragem de responder como Isaías: « Eis-me Senhor, estou pronto! Enviai- me! » (Is 6, 8). Esses jovens encontrarão à sua frente uma vida fascinante, e conhecerão a alegria profunda de anunciar a « Boa Nova » aos irmãos e irmãs que orientarão pelo caminho da salvação”. (São João Paulo II)

Oração

“Mãe de Cristo, ao Messias Sacerdote destes o corpo de carne para a unção do Espírito Santo a salvação dos pobres e contritos de coração, guardai no vosso Coração e na Igreja os sacerdotes, ó Mãe do Salvador”. (São João Paulo II)

Senhor Jesus, que eu não deixe que o momento da graça passe em minha vida. Quero abrir meu coração, Senhor, para que me converta a cada dia. Quero, Senhor, buscar mais e mais fazer parte do Teu Reino de amor, paz e  justiça.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

18 de janeiro de 2015 at 20:23 Deixe um comentário

Está dentro de nós a força do amor – reflexão de São Basilio Magno, Bispo

O amor de Deus não se aprende com normas e preceitos. Assim como não é preciso ensinar-nos a gozar da luz, a desejar a vida, a amar os pais ou educadores, assim também, e com maior razão, o amor de Deus não procede de uma disciplina exterior, mas é na própria constituição natural do homem que está inserida, como que em germe, uma força espiritual que contém em si a capacidade e a necessidade de amar. Esta força espiritual inata é depois cultivada diligentemente e alimentada sabiamente na escola dos preceitos divinos, que, com a ajuda de Deus, a conduz à perfeição.

Por isso, conhecendo o vosso desejo de chegar a esta perfeição, com a ajuda de Deus e das vossas orações nos esforçamos, na medida em que no-lo permite a luz do Espírito Santo, por avivar a centelha do amor divino escondida em vosso interior.

Digamos em primeiro lugar que Deus nos comunicou previamente a força e capacidade para cumprir todos os preceitos, e por isso não há razão para os encarar de má vontade como se de nós fosse exigido algo superior às nossas forças, nem para nos orgulharmos como se retribuíssemos mais do que aquilo que nos foi dado. Se fazemos bom uso destas energias recebidas, levaremos com amor uma vida cheia de virtudes; mas, se fazemos mau uso delas, viciamos a sua finalidade.

Nisto consiste precisamente o vício: usar mal, e contra os preceitos divinos, das faculdades que o Senhor nos concedeu para fazer o bem; ao contrário, a virtude, que é o que Deus pede de nós, consiste em usar dessas faculdades com recta consciência, segundo a vontade do Senhor.

Sendo isto assim, o mesmo podemos afirmar da caridade. Tendo recebido o preceito de amar a Deus, na nossa própria natureza possuímos a força e a faculdade de O amar; não é preciso demonstrá-lo com argumentos exteriores, mas qualquer de nós o pode experimentar por si mesmo e em si mesmo. Por instinto natural desejamos o que é bom e belo, embora nem a todos pareçam boas e belas as mesmas coisas; do mesmo modo, sem que ninguém no-lo tenha ensinado, amamos aqueles que nos são mais próximos por parentesco ou convivência e espontaneamente mostramos simpatia para com os nossos benfeitores.

Fonte: Site do Vaticano

16 de janeiro de 2015 at 10:25 Deixe um comentário

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