Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

Trigésimo Domingo do Tempo Comum – “Coragem! Levanta-te, ele te chama” – São Marcos 10, 46 – 52 – Dia 25 de outubro de 2015


46. Chegaram a Jericó. Ao sair dali Jesus, seus discípulos e numerosa multidão, estava sentado à beira do caminho, mendigando, Bartimeu, que era cego, filho de Timeu.
47. Sabendo que era Jesus de Nazaré, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, em compaixão de mim!”
48. Muitos o repreendiam, para que se calasse, mas ele gritava ainda mais alto: “Filho de Davi, tem compaixão de mim!”
49. Jesus parou e disse: “Chamai-o” Chamaram o cego, dizendo-lhe: “Coragem! Levanta-te, ele te chama.”
50. Lançando fora a capa, o cego ergueu-se dum salto e foi ter com ele.
51. Jesus, tomando a palavra, perguntou-lhe: “Que queres que te faça? Rabôni, respondeu-lhe o cego, que eu veja!
52. Jesus disse-lhe: Vai, a tua fé te salvou.” No mesmo instante, ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho.

“Deus nos chama e reúne para dar-lhe graças por suas maravilhas, realizadas na pessoa de Jesus, que cura as nossas cegueiras. O Senhor vence as trevas da ignorância e do erro que impedem nossa caminhada rumo à sociedade fraterna e solidária. Celebremos com os jovens esse dia nacional da juventude”. (Liturgia Diária)

Chegaram a Jericó. Ao sair dali Jesus, seus discípulos e numerosa multidão, estava sentado à beira do caminho, mendigando, Bartimeu, que era cego, filho de Timeu. Sabendo que era Jesus de Nazaré, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, em compaixão de mim!” Muitos o repreendiam, para que se calasse, mas ele gritava ainda mais alto: “Filho de Davi, tem compaixão de mim!”
“O Evangelho deste domingo nos relata a cura do cego Bartimeu. Ele se encontrava à beira do caminho dependendo da compaixão dos transeuntes. Em certa ocasião ouviu falar de Jesus, de suas palavras e ações e ficou atento. Um dia ao saber da aproximação do Senhor, começou a gritar implorando-lhe a cura. Os que passavam corrigiam-lhe para que se calasse. Ele não os escutou e gritava com voz mais forte”. (Reflexão no Site do Vaticano)

O Papa Emérito Bento XVI disse que “no Evangelho deste Domingo (Mc 10, 46-52) lemos que, enquanto o Senhor passa pelas estradas de Jericó, um cego chamado Bartimeu se dirige a Ele gritando: “Filho de David, Jesus, tende piedade de mim!”. Esta oração comove o coração de Cristo, que pára, o manda chamar e o cura. O momento decisivo foi o encontro pessoal, direto, entre o Senhor e aquele homem que sofre”. (29 de Outubro de 2006)

Jesus parou e disse: “Chamai-o” Chamaram o cego, dizendo-lhe: “Coragem! Levanta-te, ele te chama.” Lançando fora a capa, o cego ergueu-se dum salto e foi ter com ele. Jesus, tomando a palavra, perguntou-lhe: “Que queres que te faça? Rabôni, respondeu-lhe o cego, que eu veja! Jesus disse-lhe: Vai, a tua fé te salvou.” No mesmo instante, ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho.
“É precisamente a humanidade que está representada por este cego sentado na beira do caminho e a mendigar, pois a Verdade diz de Si mesma: «Eu sou o caminho» (Jo 14, 6). Aquele que não conhece o brilho da luz eterna é de fato cego, mas se começa a crer no Redentor então fica «sentado à beira do caminho». Se, embora crendo Nele, não Lhe implora o dom da luz eterna, se se recusa a pedir-Lho, será sempre um cego à beira do caminho; um cego que não pede”. (São Gregório Magno)
O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “Sabemos que a condição de cegueira tem um significado denso nos Evangelhos. Representa o homem que tem necessidade da luz de Deus – a luz da fé – para conhecer verdadeiramente a realidade e caminhar pela estrada da vida”. (28 de outubro de 2012)
“Quando os olhos da alma estão cegos e não vemos a luz de Deus, somos semelhantes a Bartimeu. Só temos noções imperfeitas das coisas da vida e do mundo: somos cegos, ainda que pensemos que enxergamos tudo bem; ficamos parados, ainda que creiamos que avançamos rumo à realização; não conseguimos usufruir os verdadeiros bens e belezas da vida…” (Com. Canção Nova)
“Aquele pedinte cego, Bartimeu; depois de ser chamado por Cristo, formula o principal pedido da sua vida: “Rabbi, que eu recupere a vista!”; e recebe a vista e a resposta: Vai, a tua fé te salvou (Mc 10, 51-52)”. (São João Paulo II – 28 de Outubro de 1979)
O Papa Emérito Bento XVI explicou que a cura prodigiosa de Bartimeu “é a última que Jesus realiza antes da sua paixão, e não é por acaso que se trata da cura dum cego, isto é, duma pessoa cujos olhos perderam a luz. A partir de outros textos, sabemos também que a condição de cegueira tem um significado denso nos Evangelhos. Representa o homem que tem necessidade da luz de Deus – a luz da fé – para conhecer verdadeiramente a realidade e caminhar pela estrada da vida”.

Conclusão
Com as palavras de São Gregório Magno:
“Que todo o homem que reconhece as trevas que o tornam cego, que todo o homem que compreende que lhe falta a luz eterna grite do fundo do seu coração, grite com toda a sua alma: «Jesus, filho de David, tem misericórdia de mim”.

Oração:
Do Papa Emérito Bento XVI:”Neste mês de Outubro, compreendemos ainda mais que, precisamente em virtude do Batismo, possuímos uma vocação missionária conatural. Invocamos a intercessão da Virgem Maria, para que se multipliquem os missionários do Evangelho. Intimamente unido ao Senhor, cada batizado sinta a chamada para anunciar a todos o amor de Deus, com o testemunho da própria vida”. (29 de Outubro de 2006)
Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

19 de outubro de 2015 at 5:06 Deixe um comentário

A FAMÍLIA E A EVANGELIZAÇÃO – reflexão de D. Geraldo Majella Agnelo

Na Evangelli Gaudium, n. 66ss, o Papa Francisco retoma sua reflexão começando pela família, célula básica da sociedade. Sem família a sociedade não tem fundamento, base sólida que dê origem a uma comunidade consistente. A família é o “lugar” onde se fortalecem e amadurecem futuros cidadãos que garantirão a condução de um país, onde os valores recebidos serão postos em prática na condução da nação.

É na família que recebemos os primeiros valores que nortearão a vida. E lá que são recebidas as primeiras lições de fé, o amor fraterno, o respeito, a convivência com o diferente, os valores familiares. O mundo

moderno cria muitos mecanismos que favorecem o individualismo e a desagregação da família cristã; cabe à ação pastoral criar meios e modos que ajudem a congregar não só a família, mas a própria comunidade.

A inculturação deve ser respeitada pelos evangelizadores; não se trata de mudar os costumes e os valores do povo, mas de levar os valores cristãos e morais à cultura existente. A Igreja deve ter o cuidado e o respeito de não distorcer a inculturação. Todo ser humano traz algo de sagrado que é sua consciência, uma marca” da presença de Deus. Em seu Imenso amor, Deus age pelo seu Espírito Santo em toda pessoa de reta consciência. Se Jesus morreu por todos, todos, querendo ou não, conscientes ou não, são sujeitos da redenção.

“Há necessidade imperiosa de evangelizar as culturas para inculturar o evangelho” (EG 69). Sem dúvida, o anúncio do evangelho não pode cessar jamais. Seremos sempre sujeitos da evangelização. Onde o cristianismo já tem uma história, é necessário sempre aprofundar; onde não chegou a fazer história, é necessário criar novos processos de evangelização.

“No caso das culturas populares de povos católicos, podemos reconhecer algumas fragilidades que precisam ainda ser curadas pelo evangelho… Mas o melhor ponto de partida para curar e ver-se livre de tais fragilidades é precisamente a piedade popular” (GS 69).

D. Geraldo Majella Agnelo

Cardeal Arcebispo Emérito de Salvador

Fonte do Texto: Liturgia Diária/Outubro 2015/ Ed. Paulus

18 de outubro de 2015 at 5:27 Deixe um comentário

Reflexão dominical: “Salvos por sua morte”

2015-10-17 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – A liturgia nos convida, especialmente hoje, a um exame de consciência em relação ao nosso modo de nos relacionarmos com nossos irmãos. Deus é o único Pai, o único Mestre, o único Senhor e, para nos ensinar como queria que fôssemos, como deverá ser a nova sociedade, se fez servo, servo de todos. Assim, seremos mais cristãos, mais semelhantes a Jesus Cristo, à medida em que tomarmos posição de servos e nossa vida for um serviço, através de nossas ações e de nosso modo de ser, isto é, do modo de tratar as pessoas, de nos vestir, de nos postar.

No Evangelho Jesus diz aos seus discípulos que eles não devem seguir os exemplos dos líderes que gostam de serem tratados como senhores, ao contrário, os discípulos, quanto mais alta a função, deverão vivê-la na atitude de servo, não apenas nas ações, mas em todos os sentidos.

Desejar ocupar os primeiros lugares, receber cumprimentos cerimoniosos, usar roupas luxuosas, ser chamado por títulos honoríficos, tudo isso deverá estar longe do coração e da vida do autêntico discípulo. Jesus propõe: “… entre vós não deve ser assim: quem quiser ser grande, seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos.”

O servo está sempre disponível, acessível ao seu senhor, de prontidão. Jesus condena a atitude dos mestres que permitem ou até exigem que seus discípulos lhes lavem os pés, ao contrário será ele a lavar os pés dos discípulos. Inclusive irá vivenciar isso de modo excepcional na cruz, quando nos lavará a todos do pecado.

Como poderei ser servo? Se sou casado, não me considerar superior ao meu cônjuge; se desempenho uma profissão de prestígio, não por isso considerar-me superior aos outros; se sou comerciante, não visar só meu lucro, mas apresentar boa mercadoria e com preço justo; se sou um religioso, ser acessível, disponível, simples e misericordioso no trato com os fiéis; enfim, o cristão segue em tudo a pessoa do Mestre.

Devo aprender com o episódio dos filhos de Zebedeu. O batismo me introduziu em uma nova sociedade. É necessário permitir ao Espírito Santo que construa em minha vida um novo homem, uma nova mulher. Minha alegria deverá estar não em posicionamentos de honra segundo este mundo caduco, mas com o mundo dos ressuscitados no batismo. Aceitar beber o cálice de Jesus, receber o seu batismo significa aceitar sofrer por causa da justiça, da verdade, pela construção de uma nova humanidade.

Conforta-nos as palavras do autor da Carta aos Hebreus, em um trecho anterior ao proposto hoje à nossa reflexão, quando escreve: “…embora fosse Filho de Deus, aprendeu, com o seu sofrimento, como é difícil para o homem obedecer e aceitar a vontade de Deus”. Isso nos conforta ao reconhecermos como nos é difícil sermos servos e também faz sermos compreensivos com tantas pessoas, especialmente com aquelas que são religiosas.

Por outro lado, sirva-nos de exemplo e elevação a Deus, para glorificá-lo, o que foi relatado por uma agente da saúde, de Kampala, Uganda, na época do Sínodo para a África, em 2009: um grupo de doentes de AIDS, gente muito pobre, que sobrevive vendendo pedras para construtores, quando soube das devastações causadas pelo furacão Kathrina, nos EUA, e do recente terremoto na região do Abruzzo, fez uma coleta de dinheiro e enviou às cidades italianas e americanas atingidas. Por quê? “Porque o coração do homem é internacional, não tem raça e nem cor”, disse Rose.

“Vi um povo nascer e mudar na fé” – disse. “Estas pessoas quebram pedras e comem uma vez por dia. Quando pedimos para rezarem pelas vítimas destas tragédias, responderam que sabiam muito bem o que significa viver sem casa e sem comida. “Se pertencem a Deus, pertencem a nós também”… Assim, organizaram-se em grupos, quebraram mais pedras, e no final, haviam recolhido dois mil dólares, que enviaram à embaixada americana”.

Concluamos nossa reflexão com a palavra de Jesus: “Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondestes estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos.” (Mt 11,25). (Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para o XXIX Domingo do Tempo Comum)

17 de outubro de 2015 at 9:27 Deixe um comentário

«LEMBREMO-NOS SEMPRE DO AMOR DE CRISTO» – Reflexão de Santa Teresa de Jesus, virgem


Estando presente tão bom amigo e tão generoso capitão, Jesus Cristo, tudo podemos suportar. Ele é ajuda e dá forças; nunca falta; é verdadeiro amigo.

E eu vejo claramente que, para contentar a Deus e receber grandes mercês, Ele quer que seja pelas mãos desta humanidade sacratíssima, na qual a sua Majestade se deleita. Muitas vezes o vi por experiência.

O Senhor mo disse. Vi claramente que temos de entrar por esta porta se quisermos que a soberana Majestade nos mostre grandes segredos.

Não se procure outro caminho, mesmo estando no mais alto grau da contemplação; é por aqui que se vai seguro. É por este Senhor nosso que nos vêm todos os bens; Ele o ensinará; olhando a sua vida, teremos o melhor exemplo.

Que mais desejamos de amigo tão bom ao nosso lado, que não nos deixará em dificuldades e tribulações, como fazem os do mundo? […]

Sempre que pensarmos em Cristo, lembremo‑nos do amor com que Ele nos concedeu tantas mercês e da caridade que Deus mostrou ao dar‑nos em penhor o próprio amor que tem por nós.

O amor pede amor. Procuremos pois ir meditando nisto e despertando‑nos para amar. Na verdade, se o Senhor nos concede uma vez a graça de nos imprimir no coração este amor, tudo será fácil para nós e muito faremos em breve tempo e com pouco trabalho.

Fonte: Vaticano

17 de outubro de 2015 at 5:21 Deixe um comentário

Santo Inácio de Antioquia, bispo, mártir, séc. II – 17 de Outubro

Sabado, dia 17 de Outubro de 2015


Santo Inácio de Antioquia, conforme historiadores, viveu por volta do segundo século. Coração ardente (o nome Inácio deriva de ignis = fogo ), ele é lembrado sobretudo pelas expressões de intenso amor a Cristo. A cidade da Síria, Antioquia, terceira em ordem de grandeza do vasto império romano, teve como primeiro bispo o apóstolo Pedro, ao qual sucederam Evódio e em seguida Inácio, o Teófolo, o que traz Deus, como ele mesmo gostava de ser chamado. Pesquisadores indicam que Inácio de Antioquia conheceu pessoalmente os apóstolos Pedro e Paulo.

Por volta do ano 110, foi preso vítima da perseguição de Trajano. Nessa viagem de Antioquia a Roma para onde ia como prisioneiro, o santo bispo escreveu sete cartas, dirigidas a várias Igrejas e a São Policarpo. Tais cartas constituem preciosos documentos sobre a Igreja primitiva, seus fundamentos teológicos, sua constituição hierárquica… Trazido acorrentado para Roma, onde terminou os seus dias na arena, devorado pelas feras selvagens, tornou-se objeto de afectuosas atenções da parte das várias comunidades cristãs nas cidades por onde passou. A ânsia de alcançar Deus, de encontrar Cristo, expressa com intensidade que faz lembrar São Paulo.

As suas palavras inflamadas de amor a Cristo e à Igreja ficaram na lembrança de todas as gerações futuras. “Deixem-me ser a comida das feras, pelas quais me será dado saborear Deus. Eu sou o trigo de Deus. Tenho de ser triturado pelos dentes das feras, para tornar-me pão puro de Cristo.”

” Onde está o Bispo, aí está a comunidade, assim como onde está Cristo Jesus aí está a Igreja Católica”, foi escrito na carta endereçada ao então jovem bispo de Esmirna, São Policarpo. Os cristãos de Antioquia veneravam, desde a antiguidade, o seu sepulcro nas portas da cidade e já no século IV celebravam a sua memória a 17 de outubro, dia adotado agora também pelo novo calendário.

Fonte: Evangelho Quotidiano

16 de outubro de 2015 at 5:04 Deixe um comentário

A oração introduz-nos desde já no reino de Deus – reflexão de Santa Teresa de Ávila

«Santificado seja o vosso nome. Venha a nós o vosso Reino.» Admirai aqui, minhas filhas, a imensa sabedoria do nosso Mestre! Que queremos nós quando pedimos esse Reino? […] Nosso Senhor conhecia a nossa extrema fraqueza. Ele sabia que nós éramos incapazes de santificar, de louvar, de exaltar, de glorificar o nome santíssimo do Pai eterno duma forma conveniente, a menos que Ele atendesse a isso, dando-nos o seu Reino já cá em baixo. Foi exactamente por isso que o bom Jesus juntou aqui estes dois pedidos. […]

Em minha opinião, um dos grandes bens que encerra o Reino do Céu é estarmos afastados de todas as coisas da terra; aí, gozamos um repouso e uma beatitude íntimas, e participamos da alegria de todos numa paz perpétua, na felicidade profunda que provém de vermos todos os eleitos santificarem e louvarem o Senhor, abençoando o seu nome, sem que ninguém que O ofenda. Todos O amam, e a alma não tem outra ocupação que não seja amá-Lo, e não pode deixar de O amar porque O conhece.

Pois bem! Se nós pudéssemos conhecê-Lo, amá-Lo-íamos do mesmo modo cá em baixo, não todavia tão perfeitamente nem com essa estabilidade, mas enfim, amá-Lo-íamos de modo diferente de como O amamos. […] Aquilo de que estamos a tratar é possível à alma, já neste exílio, com a graça de Deus. Mas, na verdade, ela não pode atingi-lo perfeitamente […] pois ainda navegamos no mar deste mundo, e continuamos a ser viajantes. Há contudo momentos em que o Senhor, vendo-nos fatigados do caminho, põe todas as nossas forças na calma e a nossa alma na quietude. Então, Ele revela claramente, por um certo ante-gosto, qual é o sabor da recompensa reservada àqueles que introduz no seu Reino.

Fonte: Evangelho quotidiano

15 de outubro de 2015 at 5:13 Deixe um comentário

Vigésimo Nono Domingo do Tempo Comum – O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir – São Marcos 10, 35 – 45 – Dia 18 de outubro de 2015


35. Aproximaram-se de; Jesus Tiago e João, filhos de Zebedeu, e disseram-lhe: “Mestre, queremos que nos concedas tudo o que te pedirmos.”
36. “Que quereis que vos faça?”
37. “Concede-nos que nos sentemos na tua glória, um à tua direita e outro à tua esquerda.”
38. “Não sabeis o que pedis, retorquiu Jesus. Podeis vós beber o cálice que eu vou beber, ou ser batizados no batismo em que eu vou ser batizado?”
39. “Podemos”, asseguraram eles. Jesus prosseguiu: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber e sereis batizados no batismo em que eu devo ser batizado.
40. Mas, quanto ao assentardes à minha direita ou à minha esquerda, isto não depende de mim: o lugar compete àqueles a quem está destinado.”
41. Ouvindo isto, os outros dez começaram a indignar-se contra Tiago e João.
42. Jesus chamou-os e deu-lhes esta lição: “Sabeis que os que são considerados chefes das nações dominam sobre elas e os seus intendentes exercem poder sobre elas.
43. Entre vós, porém, não será assim: todo o que quiser tornar-se grande entre vós, seja o vosso servo;
44. e todo o que entre vós quiser ser o primeiro, seja escravo de todos.
45. Porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em redenção por muitos.”

“Celebramos o memorial da paixão, morte e ressurreição de  Jesus, que deu a vida por todos – boa-nova ainda desconhecida pela maior parte da humanidade, neste dia das missões, compreendamos que nenhuma ambição terrena deve mover a Igreja na missão evangelizadora, mas sim a continuação da obra de Cristo, sumo sacerdote que, para cumprir a vontade de Deus, sempre buscou servir e não ser servido”. (Liturgia Diária)
Aproximaram-se de; Jesus Tiago e João, filhos de Zebedeu, e disseram-lhe: “Mestre, queremos que nos concedas tudo o que te pedirmos.” “Que quereis que vos faça?” “Concede-nos que nos sentemos na tua glória, um à tua direita e outro à tua esquerda.” “Não sabeis o que pedis, retorquiu Jesus. Podeis vós beber o cálice que eu vou beber, ou ser batizados no batismo em que eu vou ser batizado?” “Podemos”, asseguraram eles. Jesus prosseguiu: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber e sereis batizados no batismo em que eu devo ser batizado. Mas, quanto ao assentardes à minha direita ou à minha esquerda, isto não depende de mim: o lugar compete àqueles a quem está destinado.” Ouvindo isto, os outros dez começaram a indignar-se contra Tiago e João.
“Ao cobiçar os primeiros lugares, os mais altos cargos e as honras mais elevadas, os dois irmãos, Tiago e João, queriam, na minha opinião, ter autoridade sobre os outros. É por isso que Jesus Se opõe à sua pretensão deles, e põe a nu os seus pensamentos secretos dizendo-lhes: Quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se o servo de todos. Por outras palavras: Se ambicionais o primeiro lugar e as maiores honras, procurai o último lugar, aplicai-vos a tornar-vos os mais simples, os mais humildes e os mais pequenos de todos”. (São João Crisóstomo)
D. Henrique Soares da Costa disse: “Notemos como os dois irmãos, Tiago e João, se dirigem a Jesus: “Queremos que faças o que vamos pedir”. Isto não é modo de pedir nada ao Senhor, isto não é modo de rezar! Aqui não há humildade, não há abertura para procurar a vontade do Senhor a nosso respeito, mas somente o interesse cego de realizar nossa vontade! Quanta loucura e presunção! Muitas vezes, é assim também que rezamos, com esse tom, com essa atitude! Recordemos a palavra do Apóstolo: “Não sabemos o que pedir como convém” (Rm 8,26)”.

Jesus chamou-os e deu-lhes esta lição: “Sabeis que os que são considerados chefes das nações dominam sobre elas e os seus intendentes exercem poder sobre elas. Entre vós, porém, não será assim: todo o que quiser tornar-se grande entre vós, seja o vosso servo;  e todo o que entre vós quiser ser o primeiro, seja escravo de todos. Porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em redenção por muitos.”

“A disputa para conseguir o primeiro lugar no futuro Reino de Cristo, que os seus discípulos imaginavam de um modo muito humano, suscitou a indignação dos outros Apóstolos. Foi então que Jesus aproveitou a ocasião para explicar a todos que a vocação ao seu Reino não é uma vocação ao poder mas ao serviço, “assim como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida pelo resgate de muitos” (Mt 20, 28). (São João Paulo II)
” Jesus nos propõe algo difícil: servir, e não buscar ser servidos”. (Liturgia Diária)
D. Henrique Soares da Costa disse que “a atitude dos outros Doze, que também buscavam o primeiro lugar e se revoltam contra os dois irmãos! E Jesus chama os Doze e nos chama também a nós, e fala-nos do mundo, com seus jogos de poder, sua ganância, sua hipocrisia e sua mentira… e nos diz: “Entre vós, não deverá ser assim: quem quiser ser grande, seja vosso servo; quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”.

Outubro – Mês das Missões
“A Igreja dedica o Mês de Outubro às Missões; o Mês das Missões deve lembrar a cada um de nós que é missão de todo batizado ser evangelizador. Não é cristão de verdade quem não fala de Cristo e da Igreja. O Batismo nos faz “membros do Corpo de Cristo”, a Igreja, e assim, participantes de Sua Missão de salvar o mundo, levando-o para Deus, por meio da vivência dos ensinamentos de Jesus”. (Felipe Aquino)
A Campanha Missionária deste ano de 2015, tem o tema: “Missão é servir”, cujo lema é: “Quem quiser ser o primeiro seja o servo de todos”.

Conclusão
Padre Roger Araújo explicou: “A Palavra de Deus hoje nos convida a entendermos e a refletirmos sobre a grandeza do serviço: a grandeza, diante de Deus, daqueles que colocam sua vida a serviço dos outros, pessoas desprovidas de títulos e de reconhecimento. Quem serve a Deus de coração livre não busca recompensas nem favorecimentos por aquilo que realiza e faz! Servir a Deus é servir sem ter ambição de trono, de aplausos e do reconhecimento humano. Tudo o que fazemos de bom aos outros não deve ser para a nossa glória, mas sim para a glória de Deus!”
Oração
Do Padre Roger Araújo: “Que Deus hoje nos ensine o caminho do serviço: do serviço livre e desimpedido no caminho de servi-Lo sem esperar aplausos nem reconhecimentos. Deus abençoe você!”
De D. Henrique Soares da Costa: “Confiemos no Senhor e supliquemos que ele converta o nosso coração, dando-nos seus sentimentos, suas atitudes de doação, serviço e humildade, sua confiança no Pai e, finalmente, a graça de participar daquela glória que no céu ele tem com o Pai e o Espírito Santo. Amém”.
Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

13 de outubro de 2015 at 5:29 Deixe um comentário

Posts antigos Posts mais recentes


ADMINISTRADORA DO BLOG:

Jane Amábile

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 148 outros seguidores

Categorias


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 148 outros seguidores