Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

A ‘terapia espiritual’ para os casais em crise

2015-03-06 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV – Quando há crise nas família, os relacionamentos familiares se tornam fonte de estresse e desequilíbrio. Os relacionamentos interpessoais se carregam de expectativa e frustração, e quanto se fala de casais, normalmente envolvem comportamentos repetitivos e agressivos.

Para muitos terapeutas, uma atitude importante é que o casal se conscientize que existe um problema atrapalhando a relação. É importante que cada um se aproprie da sua parte neste problema e não jogue a culpa toda no outro. Juntos podem ir buscando soluções para uma melhor convivência, desde o problema mais simples até os mais complexos.

E a terapia ‘espiritual’? Na Igreja, é comum que se aconselhe um casal em crise a buscar o caminho do retiro, aonde se propõe um diálogo mais contínuo, a leitura e a reflexão da Palavra de Deus. O Movimento Matrimonial Mundial e as Equipes de Nossa Senhora são exemplos desta prática.

Pe. Antonio Baronio SJ é um pregador de Retiros em Teresina, no Piauí, segundo o qual, a Igreja pode dar respostas concretas a crises dos casais e das famílias em geral. Ouça a reportagem clicando acima.

(CM)

6 de março de 2015 at 12:13 1 comentário

Sobre a Via – Sacra

Via Crucis 2013

O Catecismo Jovem – Youcat- (§277) ensina: “ Seguir as 14 Estações da Via-Sacra de Jesus, contemplando e orando, é um exercício muito antigo de piedade da Igreja, especialmente realizado no tempo da Quaresma e na Semana Santa. As 14 Estações da Via-Sacra são: 1ª. Jesus é condenado à morte; 2ª. Jesus toma a cruz sobre os seus ombros; 3ª. Jesus cai pela primeira vez; 4ª. Jesus encontra a sua Mãe; 5ª. Simão de Cirene ajuda Jesus; 6ª. A Verônica enxuga o rosto de Jesus; 7ª. Jesus cai pela segunda vez; 8ª. Jesus encontra as mulheres de Jerusalém; 9ª.Jesus cai pela terceira vez; 10ª.Jesus é despido de suas vestes; 11ª.Jesus é pregado na cruz; 12ªJesus morre na cruz; 13ª. Jesus é retirado da cruz; 14ª.O corpo de Jesus é colocado no sepulcro”.       

Via-Sacra, Via Crucis ou Exercício da Via-Sacra – “Consiste em que os fiéis percorram, mentalmente, a caminhada de Jesus a carregar a cruz desde o Pretório de Pilatos até o Monte Calvário, meditando simultaneamente à Paixão de Cristo. Tal exercício, muito usual no tempo da Quaresma, teve origem na época das Cruzadas (do século XI ao século XIII): Os fiéis que, então, percorriam, na Terra Santa, os lugares sagrados da Paixão de Cristo, quiseram reproduzir, no Ocidente, a peregrinação feita ao longo da via dolorosa em Jerusalém”. (Site Cléofas)

O Catecismo (§1674) ensina: “O sentimento religioso do povo cristão desde sempre encontrou a sua expressão em variadas formas de piedade, que rodeiam a vida sacramental da Igreja, tais como a veneração das relíquias, as visitas aos Santuários, as peregrinações, as procissões, a via-sacra, as danças religiosas, o rosário, as medalhas, etc”.

O Padre Luizinho disse que “o exercício da Via-Sacra tem sido muito recomendado pelos Sumos Pontífices, pois ocasiona frutuosa meditação da Paixão do Senhor Jesus. Compreende Quatorze Estações ou etapas, cada uma das quais apresenta uma cena da paixão a ser meditada pelo discípulo de Cristo. A Via-Sacra é um exercício espiritual onde quem reza faz uma mini-peregrinação na vida de Jesus Cristo contemplando os mistérios de nossa salvação”. (Comunidade Canção Nova)

Costuma-se rezar a Via-Sacra nas sextas-feiras, durante a quaresma.

Conclusão

“A tradição cristã deu vida a várias manifestações de piedade popular, procissões e representações sagradas, que têm por finalidade imprimir cada vez mais profundamente no coração dos fiéis sentimentos de verdadeira participação no sacrifício redentor de Cristo. Entre elas sobressai a Via Crucis, prática piedosa que no decorrer dos anos se enriqueceu por numerosas expressões espirituais e artísticas relacionadas com a sensibilidade das diversas culturas”. (Papa Emérito Bento XVI – Março de 2008)

Oração

Senhor Jesus, pelo caminho de dor e sofrimento percorrido por Ti na Tua Paixão e Morte na Cruz, dá-nos força em todos os momentos de sofrimento e dor. Que Nossa Senhora, sua Mãe, nos auxilie a levar a nossa própria cruz no calvário da vida. Nossa Senhora Consoladora dos aflitos, rogai por nós!

Testemunho de Vida

A Via-Sacra dos Jovens na Praia de Copacabana (Rio de Janeiro), presidida pelo Papa Francisco, durante a Jornada Mundial da Juventude, foi muito especial. Todos puderam ver e serem tocados pela força da Cruz de Cristo. A encenação do sofrimento e morte de Jesus na Via Crucis, nos leva a meditar sobre o quanto o Pai nos amou e foi misericordioso para conosco, a ponto de entregar seu Filho único para nossa salvação. Obrigado Senhor Jesus!    

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo  

 

5 de março de 2015 at 20:17 Deixe um comentário

Terceiro Domingo da Quaresma – O zelo por Tua casa me consumirá – São João 2, 13-25 – Dia 08 de março

  1. Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
  2. Encontrou no templo os negociantes de bois, ovelhas e pombas, e mesas dos trocadores de moedas.
  3. Fez ele um chicote de cordas, expulsou todos do templo, como também as ovelhas e os bois, espalhou pelo chão o dinheiro dos trocadores e derrubou as mesas.
  4. Disse aos que vendiam as pombas: Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes.
  5. Lembraram-se então os seus discípulos do que está escrito: O zelo da tua casa me consome (Sl 68,10).
  6. Perguntaram-lhe os judeus: Que sinal nos apresentas tu, para procederes deste modo?
  7. Respondeu-lhes Jesus: Destruí vós este templo, e eu o reerguerei em três dias.
  8. Os judeus replicaram: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu hás de levantá-lo em três dias?!
  9. Mas ele falava do templo do seu corpo.
  10. Depois que ressurgiu dos mortos, os seus discípulos lembraram-se destas palavras e creram na Escritura e na palavra de Jesus.
  11. Enquanto Jesus celebrava em Jerusalém a festa da Páscoa, muitos creram no seu nome, à vista dos milagres que fazia.
  12. Mas Jesus mesmo não se fiava neles, porque os conhecia a todos.
  13. Ele não necessitava que alguém desse testemunho de nenhum homem, pois ele bem sabia o que havia no homem.

O zelo da tua casa me consome

São João Paulo II explicou que Jesus “aparece nesta soleira (do Templo de Jerusalém) para “reclamar” diante dos homens a Casa do seu Pai, para fazer valer os seus direitos sobre esta Casa. Os homens transformaram-na em praça de mercado. Cristo repreende-os severamente; enfrenta com decisão tal desvio. O zelo pela Casa de Deus devora-O ( Jo 2, 17), por isso não hesita em expor-se à malevolência dos anciãos do povo hebraico e de todos aqueles que são responsáveis do que foi feito contra a Casa do seu Pai, contra o Templo”.

O Papa Emérito Bento XVI disse que “o episódio, referido por todos os Evangelistas (relatado acima por São João), aconteceu nas proximidades da festa da Páscoa e suscitou grande impressão quer na multidão, quer nos discípulos. Como devemos interpretar este gesto de Jesus?”

A Palavra diz: “É que o zelo de vossa casa me consumiu, e os insultos dos que vos ultrajam caíram sobre mim”. (Sl 68, 10)

A Autoridade de Jesus

O Papa Emérito Bento XVI disse que Jesus “não provocou repressão alguma dos detentores da ordem pública, porque foi visto como uma típica ação profética: de fato, os profetas, em nome de Deus, denunciavam com frequência abusos, e por vezes faziam-no com gestos simbólicos. O problema, no máximo, era a sua autoridade. Eis por que os Judeus perguntaram a Jesus: «Que sinal nos apresentas para justificares o Teu proceder?» (Jo 2, 18), demonstra-nos que ages deveras em nome de Deus”.

São João Paulo II explicou: “A voz de Cristo eleva-se forte contra os «mercadores do templo» da nossa época, contra aqueles que fazem um mercado da própria «religião», até violar, em nome do «deus-poder», do «deus-dinheiro», a dignidade da pessoa humana com abusos de todo o tipo. Pensemos, por exemplo, na falta de respeito pela vida, feita objeto, às vezes, de perigosas experimentações; pensemos na poluição ecológica; no comércio do sexo; no tráfico da droga; na exploração dos pobres e das crianças”.

Respondeu-lhes Jesus: Destruí vós este templo, e eu o reerguerei em três dias

São João Paulo II disse assim: “Estas palavras adquirem uma riqueza de significado muito particular no período da Quaresma quando, ao meditarmos a paixão de Cristo e a sua morte — destruição do templo do seu corpo —, nos preparamos para a solenidade da Páscoa, isto é, para o momento em que Jesus se revelará também a nós no mesmo templo do seu corpo, novamente levantado pelo poder de Deus, que quer construir nele, de geração em geração, o edifício espiritual da nova fé, esperança e caridade”.

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Ele, porém, falava do templo que é o seu corpo” (Jo 2, 21). Os seus adversários teriam destruído aquele “templo”, mas depois de três dias Ele tê-lo-ia reconstruído mediante a ressurreição. A dolorosa e “escandalosa” morte de Cristo seria coroada pelo triunfo da sua gloriosa ressurreição. Enquanto neste período quaresmal nos preparamos para reviver no Tríduo pascal este acontecimento central da nossa salvação, já fixamos o nosso olhar no Crucificado, vislumbrando nele o esplendor do Ressuscitado”.

“O primeiro templo era apenas uma sombra (Col 2,17): quando a luz chegou, a sombra retrocedeu. Procuras agora o templo construído por Salomão? É uma ruína que encontras. E porque é este templo uma ruína? Porque a realidade que ele anunciava cumpriu-se. O verdadeiro templo, o corpo do Senhor, também caiu mas levantou-se, e de tal forma que nunca mais poderá voltar a cair”. (Santo Agostinho)   .

Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós?

Santo Agostinho disse: “E quanto aos nossos corpos? São membros de Cristo. Escutai São Paulo: «Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo?» (1Cor 6,15) Quando ele diz: «Os vossos corpos são membros de Cristo», quer dizer que os nossos corpos, unidos à nossa cabeça que é Cristo (Col 1,18), constituem, juntos, um templo único, o templo de Deus. Com o corpo de Cristo, os nossos corpos são esse templo. Deixai-vos construir na unidade, para não tombardes em ruína, permanecendo separados”.

A Palavra diz: “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo”. (1 Cor 6, 19-20)

Conclusão

De São João Paulo II: “O zelo e o amor de Jesus pela casa do Pai não se limitam, certamente, a um templo de pedra. É o mundo inteiro que pertence a Deus, e não deve ser profanado. Com o gesto profético que nos é referido pelo texto evangélico de hoje, Cristo alerta-nos contra a tentação de «comerciar» até mesmo a religião, submetendo-a a interesses mundanos ou, de qualquer maneira, estranhos a ela”.

Oração

“Ó Pai, nós vos agradecemos porque amastes tanto a humanidade, que enviastes vosso Filho para que todos os que creem nele tenham a vida eterna. Seu gesto no templo nos ajuda a reconhecer o valor da Igreja, lugar de encontro da comunidade convosco. Queremos ser pedras vivas do templo da vossa Igreja, testemunhando a fé no cotidiano da vida. Assim podemos adorar-vos e render-vos um culto do vosso agrado: a religião autêntica em espírito e verdade. Por Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

2 de março de 2015 at 10:45 Deixe um comentário

Segundo Domingo da Quaresma – A Transfiguração do Senhor – São Marcos 9, 2-10 – dia 01 de Março

  1. Seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E transfigurou-se diante deles.

3.Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as pode fazer assim tão brancas.

  1. Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus.
  2. Pedro tomou a palavra: Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias.
  3. Com efeito, não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados.
  4. Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o.
  5. E olhando eles logo em derredor, já não viram ninguém, senão só a Jesus com eles.
  6. Ao descerem do monte, proibiu-lhes Jesus que contassem a quem quer que fosse o que tinham visto, até que o Filho do homem houvesse ressurgido dos mortos.
  7. E guardaram esta recomendação consigo, perguntando entre si o que significaria: Ser ressuscitado dentre os mortos.

“A Transfiguração de Jesus ilumina antecipadamente o evento de seu sacrifício na Cruz. Do Pai, recebemos nesta celebração os frutos da vitória de Cristo e somos enviados para levar ao mundo a vida e a salvação que Ele quer proporcionar a todos”. (Liturgia Diária)

Seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte

O Papa Emérito Bento XVI disse que no episódio da Transfiguração “Jesus queria que os seus discípulos, em particular aqueles que teriam a responsabilidade de guiar a Igreja nascente, fizessem uma experiência direta da sua glória divina, para enfrentar o escândalo da cruz. Com efeito, quando chegar a hora da traição e Jesus se retirar para rezar no Getsêmani, terá próximos precisamente Pedro, Tiago e João, e pedir-lhes-á que vigiem e rezem com Ele ( Mt 26, 38). Eles não conseguiram fazê-lo, mas a graça de Cristo sustentá-los-á e ajudá-los-á a acreditar na Ressurreição”.

O Catecismo (§568) ensina: “A transfiguração de Cristo tem por fim fortalecer a fé dos Apóstolos em vista da paixão: a subida à «alta montanha» prepara a subida ao Calvário. Cristo, cabeça da Igreja, manifesta o que o seu Corpo contém e irradia nos sacramentos: «a esperança da Glória”.

E transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as pode fazer assim tão brancas. Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus.

”A beleza da glória celeste que a Igreja esperando procura, Cristo a mostra no alto do monte, onde mais que o sol claro fulgura. Este fato é nos tempos notável: ante Pedro, Tiago e João, Cristo fala a Moisés e Elias sobre a sua futura Paixão. Testemunhas da lei, dos profetas e da graça estando presentes, sobre o Filho, Deus Pai testemunha, vindo a voz duma nuvem luzente. Com a face brilhante de glória, Cristo hoje mostrou no Tabor o que Deus tem no céu preparado aos que o seguem, vivendo no amor”. (Liturgia das Horas)

“Transfiguraste-Te sobre a montanha e, na medida em que disso eram capazes, os teus discípulos contemplaram a tua glória, ó Cristo Deus; para que, quando Te vissem crucificado, compreendessem que a tua paixão era voluntária, e anunciassem ao mundo que Tu és verdadeiramente a irradiação do Pai”. (Liturgia Bizantina)

Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o

São João Paulo II disse que a liturgia de hoje “convida-nos a dirigir o olhar para o rosto do Filho de Deus que no alto do monte, como de maneira concorde atestam os Sinópticos, se transfigura diante de Pedro, Tiago e João, enquanto da nuvem a voz do Pai proclama: “Este é o Meu Filho amado. Escutai o que Ele diz” (Mc 9, 7). São Pedro, ao recordar com emoção o evento, afirmará: “Fomos testemunhas oculares da Sua majestade” (2 Pd 1, 16).

O Papa Francisco explicou: “Ressoa do alto a voz do Pai que proclama Jesus seu Filho predileto, dizendo: «ouvi-O» (v. 5). Esta palavra é importante! O nosso Pai que disse a estes apóstolos, e diz também a nós: «Ouvi Jesus, porque é o meu Filho predileto». Mantenhamos, esta semana, esta palavra na mente e no coração: «Ouvi Jesus!». E isto não é o Papa que o diz, é Deus Pai, a todos: a mim, a vós, a todos, todos! É como uma ajuda para ir em frente pelo caminho da Quaresma. «Ouvi Jesus!». Não esqueçais”.

Conclusão

“Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e Todo-Poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Tendo predito aos discípulos a própria morte, Jesus lhes mostra, na montanha sagrada, todo o seu esplendor. E com o testemunho da lei e dos profetas, simbolizados em Moisés e Eias, nos ensina que, pela paixão e cruz, chegará à glória da ressurreição. E, enquanto esperamos a realização plena de vossas promessas, com os anjos e com todos os santos, nós vos aclamamos, dizendo a uma só voz…” (Prefácio da Santa Missa do Evangelho da Transfiguração)

Oração

Senhor Jesus, que eu possa ver no rosto sofrido do meu irmão, o Teu próprio rosto transfigurado pelo sofrimento na Tua paixão e morte na Cruz. Senhor Jesus, que eu ouça sempre a Ti como o Pai pediu. E que eu possa seguir todos os dias os ensinamentos de Tua Palavra. Amém.

Testemunho de Vida

Na peregrinação que fizemos à Terra Santa, em 1997, subimos ao Monte Tabor, onde ocorreu a Transfiguração de nosso Senhor Jesus. E ao chegar ao alto da montanha, fiquei pensando o quanto Jesus caminhava por toda aquela região. A subida era bem íngreme. No Monte Tabor se encontra a Basílica da Transfiguração. No centro da Basílica, há uma pintura que retrata a cena do Evangelho ocorrida naquele local: a Transfiguração de Jesus. É tudo muito especial. É um lugar de muito silêncio. É um local de contemplação. Lá do alto avista-se vários lugares da Terra Santa.

As partes: Conclusão, Oração e Testemunho de Vida transcritas neste post, foram extraídas do livro “A Cruz de Cristo é a Nossa Vitória” de Jane Amábile.

23 de fevereiro de 2015 at 11:18 Deixe um comentário

Quaresma – Tempo de buscar o Sacramento da Confissão

 

 

 

Dez Mandamentos de Deus

1º) Amar a Deus sobre todas as coisas.

2º) Não tomar o seu Santo Nome em vão.

3º) Guardar domingos e festas de guarda.

4º) Honrar pai e mãe.

5º) Não matar.

6º) Não pecar contra a castidade.

7º) Não roubar.

8º) Não levantar falso testemunho.

9º) Não desejar a mulher do próximo.

10º) Não cobiçar as coisas alheias.

 

Mandamentos da Santa Igreja Católica

1º) Participar da Missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho.

2º) Confessar-se ao menos uma vez por ano.

3º) Receber o Sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da Ressurreição.

4º) Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja.

5º) Ajudar a Igreja em suas necessidades.

 

Sete Pecados Capitais

1º) Luxúria: apego e valorização extrema aos prazeres carnais, à sensualidade e sexualidade; desrespeito aos costumes; lascívia.

2º) Gula: comer somente por prazer, em quantidade superior àquela necessária para o corpo humano.

3º) Avareza: apego ao dinheiro de forma exagerada, desejo de adquirir bens materiais e de acumular riquezas.

4º) Ira: raiva contra alguém, desejo de vingança.

5º) Soberba: manifestação de orgulho e arrogância.

6º) Vaidade: preocupação excessiva com o aspecto físico para conquistar a admiração dos outros.

7º) Preguiça: negligência ou falta de vontade para o trabalho ou atividades importantes.

Fonte: Revista “Brasil Cristão”

 

Nesta Quaresma busquemos o perdão dos pecados no Sacramento da Confissão. Jesus Cristo está à nossa espera, na pessoa do sacerdote para perdoar as nossas faltas, porque foi para isso que Nosso Senhor morreu na Cruz: Nunca devemos nos esquecer que a misericórdia de Deus é maior que o nosso pecado.

22 de fevereiro de 2015 at 9:31 Deixe um comentário

Editorial: A possível felicidade

2015-02-21 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Quando falamos de juventude e de compromisso, imediatamente nos vêm à memória o grande espetáculo juvenil vivido em 2013 nas areias da Praia de Copacabana, quando milhões de jovens do Brasil e do mundo inteiro se reuniram ao redor do Papa Francisco, para celebrar a vida e o encontro com o Senhor da Vida, Jesus Cristo. Estamos falando da Jornada Mundial da Juventude que arrastou os jovens de todas as partes do planeta para outra praia, não a do Mar da Galileia, mas do Rio de Janeiro. Nesta semana o Papa Francisco dirigiu-se novamente aos jovens do mundo inteiro através de uma mensagem por ocasião da próxima Jornada Mundial da Juventude que se realizará no dia 29 de março, Domingo de Ramos, em nível diocesano.

“Felizes os puros de coração, porque verão a Deus”. Este é o tema extraído do Evangelho de São Mateus da 30ª Jornada Mundial da Juventude, etapa do caminho em direção do encontro internacional de julho de 2016 em Cracóvia, na casa de São João Paulo II, o idealizador das Jornadas.

Um caminho em direção a Cracóvia que tem como guia “o sermão da montanha” de Jesus no qual nove vezes aparece a expressão “felizes”. E da comum busca da felicidade, parte a reflexão do Papa Francisco, um desejo irreprimível de plenitude colocado por Deus no coração de cada pessoa e descrito já nos primeiros capítulos do Gênese como “comunhão perfeita com Deus, com os outros, com a natureza, consigo mesmo”.

Mas depois o pecado entra na história e polui a pureza das origens: daquele momento em diante, escreve o Papa, o acesso direto à presença de Deus não é mais possível, a “bússola” interior que guiava os homens na busca da felicidade perde o seu ponto de referência e então entram a tristeza e a angústia. E ao grito da humanidade Deus, porém, responde enviando o seu Filho que “abre horizontes novos”. Somente ele pode satisfazer as expectativas tantas vezes desiludidas por falsas promessas mundanas.

Francisco então explica o significado de coração, o centro dos sentimentos e dos pensamentos, e da palavra “puro”, isto é, limpo, límpido, livre de substâncias contaminadoras.

E o Papa fala de “ecologia humana”, explicando que “se é necessária uma sã atenção para a custódia da criação, mais ainda devemos custodiar a pureza do que temos de mais precioso”: os nossos corações e as nossas relações, em particular a nossa relação com Deus, o sentir-se amados e guiados por Ele.

O Santo Padre observa em seguida na sua mensagem a vocação humana para o amor, e que o matrimônio não está “fora de moda”. “Exorto vocês a se rebelarem contra a tendência generalizada de banalizar o amor, sobretudo quando se procura reduzi-lo apenas ao aspeto sexual, desvinculando-o assim das suas características essenciais de beleza, comunhão, fidelidade e responsabilidade”.

Francisco refere que na juventude surge “a grande riqueza afetiva”, o “desejo profundo de um amor verdadeiro, belo e grande”, sinal da “capacidade de amar e ser amados”. “Não permitam – escreve – que este valor precioso seja falsificado, destruído ou deturpado”.

Francisco não cansa de elevar a sua voz contra a cultura do provisório, do relativo, e aponta o dedo contra aqueles que pregam que o importante é ‘curtir’ o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, ‘para sempre’, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã. O Santo Padre, ao invés disso pede aos jovens que sejam revolucionários que vão contra a corrente, que se rebelem. “Eu tenho confiança em vocês jovens, e rezo por vocês”, disse.

A mensagem do Papa Francisco aos jovens do mundo inteiro contem ainda três conselhos: antes de tudo a oração; e o Papa escreve: vocês sabem que podem falar com Jesus, com o Pai, com o Espírito Santo, como se fala com um amigo? Depois a leitura diária do Evangelho, e o amor pelos irmãos, especialmente os mais esquecidos. Deste modo se torna possível reconhecer a sua presença na nossa história e descobrir qual é o projeto de amor de Deus para cada um. E o Papa é lapidário: a vontade de Deus é que sejamos felizes.

A mensagem do Santo Padre é mais uma mensagem que toca o coração e faz vibrar os sentimentos não só dos jovens, porque apresenta um caminho, certamente com pedras, estreito, mas um caminho que conduz a uma felicidade perene, onde o vazio das escolhas mundanas dá lugar à plenitude do verdadeiro amor. Boa leitura e reflexão das palavras de Francisco. (Silvonei José)

21 de fevereiro de 2015 at 9:56 Deixe um comentário

Mensagem da Quaresma – Bispo do Mindelo convida à conversão

2015-02-21 Rádio Vaticana

Novamente a caminho…

«Convertei-vos a Mim com todo o vosso coração» (Jl 2,12)

Queridos irmãos e irmãs,

Quaresma é um tempo forte de graça e tempo de fortalecer o coração (cf. Tg 5, 8); uma oportunidade especial que nos é dada. Há lugares especiais  e há tempos especiais para cada um de nós; este é o tempo oferecido à comunidade cristã para voltar ao caminho, recolocar-se no fiel seguimento de Jesus Cristo. Voltar ao coração de Deus: Aquele que nos criou por Amor, para Ele, e incessantemente nos atrai com o seu amor de Pai. É Ele a nossa força, porque  a força do Amor procede d’Ele.  Amou-nos loucamente em Cristo  Jesus,  o Pródigo que saiu da Casa e no Seu regresso anseia por levar junto do Pai, todos os seus irmãos transviados, perdidos, esmorecidos, fracassados na marcha…

Com facilidade nos prendemos demasiado na dimensão quaresmal que soa a zona sombria e cinzenta; Talvez porque o nosso pecado fala por vezes alto de mais a ponto de ensombrar a nossa alegria  cristã. Mas, se é verdade que precisamos pôr diante de nós o nosso pecado, a nossa miséria e o nosso nada, muito mais verdade é que devemos colocar diante de nós o Amor e o Perdão de Deus. Ele nunca se cansa de nos perdoar. «A Quaresma convida-nos a praticar o espírito de penitência, não na sua acepção negativa de tristeza e de frustração, mas na de elevação do espírito, de libertação do mal, de afastamento do pecado e de todos os condicionamentos que possam dificultar o nosso caminho para a plenitude da vida»[1]

Voltemos com coragem e humildade ao caminho da Luz e da Verdade que é o próprio Jesus Cristo; rasguemos os nossos corações, mais do que as nossas vestes (Cf. Jl 2, 12) em sinal de autêntica conversão, porque uma vez convertidos ao coração de Deus, seremos um bom instrumento de paz junto dos nossos irmãos e na nossa sociedade sedenta de reconciliação e de paz.

Quaresma é aproximarmo-nos de Deus que por Sua vez nos remete para os irmãos para os amarmos à Sua maneira.   Este tempo  propenso à partilha do que somos e do que temos, convida-nos a exercitarmos de novo a prática da caridade. O Papa Francisco na mensagem quaresmal deste ano dirige-nos um forte apelo a não nos deixarmos  vencer pela tentação da indiferença. Deus não é indiferente a ninguém. «Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós, conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa procura, quando O deixamos». É  desejo do Papa que «os lugares onde a Igreja se manifesta, particularmente as nossas paróquias e as nossas comunidades, se tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença!»

Recentemente estive em visita pastoral à Paróquia de Santo António das Pombas, que se situa num dos Concelhos mais pobres do nosso país – o Paúl. A mim chocou-me muito  ver uma zona com ribeiras tão férteis e rica em água e plantações, mas com um povo a passar as maiores privações. Encontrei pessoas que vivem praticamente num buraco, sem luz do sol, gente cuja sua iluminação em casa é uma pobre lamparina de lata, alimentada a petróleo, outros vivem sob tectos que ameaçam ruir em qualquer momento, meninos que talvez a sua única alimentação quente seja aquela que a escola, com a generosidade de alguns benfeitores, consegue proporcionar-lhes.

Assim, a proposta de Renúncia Quaresmal para este ano, será para as famílias mais necessitadas desse Município. A Paróquia de S. António das Pombas e a Caritas, encarregar-se-ão de acudir aos casos mais gritantes de miséria humana e material, com a nossa ajuda fraterna. A Igreja, como lembra a mensagem do Papa, é communio sanctorum [comunhão dos santos], não só porque, nela, tomam parte os Santos mas também porque é comunhão de coisas santas: o amor de Deus, que nos foi revelado em Cristo, e todos os seus dons; e, entre estes, há que incluir também a resposta de quantos se deixam alcançar por tal amor. Nesta comunhão dos Santos e nesta participação nas coisas santas, aquilo que cada um possui, não o reserva só para si, mas tudo é para todos.

A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas concreto – da nossa participação na humanidade que temos em comum. Deixemo-nos conduzir pelo amor e pela generosidade!

Aproveito para informar que o fruto da Renúncia Quaresmal de 2014 foi de 320.246$00 e que como havíamos indicado, será para Associação Cabo-verdiana de Luta contra o Cancro. Deus olha a sinceridade do coração e recompensará a nossa generosidade em favor dos seus pobres. O papel de sensibilização para a partilha, por parte dos pastores e outros animadores da comunidade, é importante.

Boa caminhada quaresmal com Deus e com os irmãos no coração!

Mindelo, 18 de Fevereiro de 2015, Quarta-feira de Cinzas

21 de fevereiro de 2015 at 9:53 Deixe um comentário

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