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Solenidade de Todos os Santos e Santas -As Bem – Aventuranças – São Mateus 5, 1-12 -Dia 06 de novembro de 2016

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1. Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele.

2. Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo:

3. Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!

4. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!

5. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!

6. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!

7. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!

8. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!

9. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!

10. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!

11. Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.

12. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

“Alegremo-nos no Senhor, celebrando a festa de Todos os Santos e Santas, reunidos dentre todos os povos e nações. Filhos e filhas de Deus, vocacionados à santidade, somos convidados a dar testemunho de Jesus, a exemplo de tantos que nos precederam nesse caminho. Vivendo as bem-aventuranças, formamos comunhão com a multidão dos que já foram glorificados em Cristo”. (Liturgia Diária)

“Bem-aventurados…” São as palavras do “sermão da montanha”, com as quais Jesus quis delinear a essência da sua mensagem. Houve alguém que as qualificou como a “magna carta” do Reino de Cristo. São palavras revolucionárias, porque propõem uma inversão radical dos “valores”, em que se inspira a mentalidade corrente: a dos tempos de Jesus não menos que a dos nossos tempos”. (São João Paulo II)

Bem-aventurados os que tem um coração de pobre…:  “Ainda nesta vida os pobres gozam de um paraíso antecipado. “Pobres de espírito” quer dizer: Não só são pobres das coisas da terra, mas também não as cobiçam. Vivem contentes, possuindo o que lhes basta para se alimentar e se vestir”. (Santo Afonso de Ligório)

Bem-aventurados os que choram…: “Felizes os que choram, porque serão consolados.» Não os que choram a perda do que lhes é querido, mas os que choram os seus pecados, se lavam das suas faltas com lágrimas e, certamente, aqueles que choram a iniquidade deste mundo, ou deploram as faltas dos outros”. (São Cromácio de Aquileia)

Bem-aventurados os mansos…: O Papa Francisco disse assim: “Jesus diz de si mesmo: Aprendam de mim que sou manso e humilde de coração. A mansidão é uma maneira de ser que nos aproxima muito de Jesus. Ao invés, o comportamento contrário sempre procura as inimizades, as guerras, tantas coisas ruins que acontecem. Mas a mansidão, a mansidão de coração que não é tolice. É outra coisa. É a profundidade em entender a grandeza de Deus, e adoração”. (06/06/2016)

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça: O Papa Francisco também explicou: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”. “Aqueles que têm um forte sentido de justiça, e não somente para com os outros, mas antes de tudo com si mesmo, estes serão saciados, porque estão prontos para acolher a justiça maior, aquela que só Deus pode dar”. (02\11\2015)

Bem-aventurados os misericordiosos…: O Papa Francisco ensinou: “Ser perfeito significa ser misericordioso como Deus, que durante a história da salvação não fez outra coisa que não fosse revelar o seu amor infinito pela humanidade, culminando na entrega total de Cristo na Cruz. Essa perfeição no amor não se mede na quantidade, mas no compromisso dos discípulos em se tornarem sinais, canais, testemunhas da misericórdia de Deus”. (21\09\16)

Bem-aventurados os puros de coração…: “Repara no que diz o Evangelho: «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.» Age de forma a que O vejas. Comparando com as realidades materiais, como poderás contemplar o sol nascente se os teus olhos estiverem doentes? Se os teus olhos estiverem sãos, essa luz será para ti um prazer; se estiverem doentes, será um suplício. Naturalmente que não te será permitido ver com um coração impuro o que só se pode ver com um coração puro. Serás afastado, desviado; não verás” (Santo Agostinho).

Bem-aventurados os pacíficos…: O Papa Francisco ensinou também:Aqueles que a cada dia, com paciência, buscam semear a paz, estes são artesãos da paz, de reconciliação. Estes são bem-aventurados, porque são verdadeiros filhos de nosso Pai do Céu, que semeia sempre e somente a paz, que mandou seu filho ao mundo como semente de paz para a humanidade”. ( 02/11/2015

Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça: “Quem crê em tudo (o que Jesus disse), aceita como felicidade a graça de Deus o ser pobre, o estar doente, o ser mortificado, desprezado e maltratado e desprezado pelos homens”. (Santo Afonso de Ligório)

Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem…: “A nossa alegria é fruto desta certeza:  quanto mais unido a Cristo, mais o mundo me há de odiar, pois Cristo não é do mundo e, unindo-me a Ele, também não o sou”. (Com. Canção Nova)

Conclusão:

Com as palavras do Papa Francisco: “Esta é a lei nova, esta que nós chamamos ‘as bem-aventuranças’. É a nova lei do Senhor para nós. São o guia da rota, do itinerário, são a bússola da vida cristã. Neste caminho, segundo as indicações deste ‘GPS’, podemos prosseguir na nossa vida cristã”. (06/06/2016)

Oração:

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Festejamos hoje a cidade do céu, a Jerusalém do alto, nossa mãe, onde nossos irmãos, os santos, vos cercam e cantam eternamente o vosso louvor. Para essa cidade caminhamos pressurosos, peregrinando na penumbra da fé. Contemplamos alegres, na vossa luz, tantos membros da Igreja que nos dais como exemplo e intercessão. Enquanto esperamos a glória eterna, com os anjos e todos os santos, proclamamos vossa bondade, cantando (dizendo) a uma só voz…”  (Prefácio da Missa de Todos os Santos e Santas)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

1 de novembro de 2016 at 5:53 Deixe um comentário

Todos-os-Santos

Hoje a Igreja universal celebra a festa daqueles que se comprometeram com Deus Pai, com o seu Reino de bondade, de justiça e de amor e, em nome Jesus Cristo, se comprometeram de maneira radical, também, com os seus semelhantes. Por isso, nesta festa, todo o povo cristão é convidado a entrar em comunhão com Deus e com todo o homem de boa vontade.

Como Jesus de Nazaré, somos convidados a fazer de nossa vida uma eucaristia, uma oferenda viva. Na Igreja antiga, os santos eram entregues às chamas, às feras, às torturas cruéis. Hoje, também, milhares de santos são entregues à morte, são torturados pela fome, pelo desemprego, pela doença, e silenciados pela repressão, pela intimidação, pelas ameaças de morte dos que se julgam senhores deste mundo. Mas é nas entranhas dos que sofrem, dos aflitos, dos esquecidos, que germinam, nascem e dão fruto as sementes do Evangelho de Jesus Cristo. Desta maneira, a festa de hoje é também a festa dos santos dos nossos dias, essa numerosa multidão cujo testemunho vivo é fonte perene de renovação para a Igreja.

Fonte: Evangelho Quotidiano

1 de novembro de 2016 at 4:31 Deixe um comentário

«Desce depressa» – reflexão de São Gregório de Narek, monge

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Não me ergui desta terra miserável,

Como Zaqueu, o publicano,

Montado em alta árvore de sabedoria

Para Te contemplar na Tua divindade.

A pequena estatura do homem espiritual que há em mim

Não cresceu por boas obras:

Ao contrário, foi sempre diminuindo

Até me fazer voltar a beber leite, como criança (cf 1Co 3,2).

Pegando às avessas na parábola,

Direi que subi à árvore da sensualidade

Por amor às coisas de agradável gosto deste mundo,

Tal outro Zaqueu montado em diversa figueira.

Com Tuas poderosas palavras,

Faz-me daí descer depressa, como fizeste a ele;

Vem-Te abrigar na casa da minha alma,

E, conTigo, o Pai e o Santo Espírito.

Faz que este corpo que tanto mal causou à minh’alma

Lhe dê o quádruplo em serviço

E metade de seus bens

A este meu empobrecido livre arbítrio.

A fim de que, segundo as palavras de salvação que dirigiste a Zaqueu,

Também eu seja digno de ouvir a Tua voz,

Pois também eu sou filho de Abraão,

E sigo a fé do nosso patriarca.

Fonte: Evangelho Quotidiano

30 de outubro de 2016 at 4:27 Deixe um comentário

«Zaqueu, desce depressa» – reflexão de Santa Teresinha do Menino Jesus

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Jesus juntou-nos, se bem que por caminhos diferentes; juntas nos elevou acima de todas as coisas frágeis deste mundo, de todas as coisas que passam; por assim dizer, colocou todas as coisas debaixo dos nossos pés. Como Zaqueu, nós subimos a uma árvore para ver Jesus. Então poderíamos dizer como São João da Cruz: «Tudo é meu, tudo é para mim, a Terra é minha, o Céu é meu, Deus é meu e a Mãe do meu Deus é minha». […]

Celina, que mistério é a nossa grandeza em Jesus! Eis tudo o que Jesus nos mostrou ao fazer-nos subir à árvore simbólica de que eu falava há pouco. E agora, que ciência irá Ele ensinar-nos? Não nos ensinou já tudo? Ouçamos o que Ele nos diz: «Apressem-se a descer, hoje tenho de ficar em vossa casa». Pois é! Jesus diz-nos para descermos. Mas para onde devemos descer? Celina, sabe-lo melhor do que eu, mas deixa-me dizer-te para onde devemos agora seguir Jesus. Outrora, os judeus perguntaram ao nosso divino Salvador: «Mestre, onde moras?» e Ele respondeu-lhes: «As raposas têm as suas tocas, as aves do céu os seus ninhos e Eu não tenho onde reclinar a cabeça» (Mt 8,20). Eis para onde devemos descer para podermos servir de morada a Jesus: sermos tão pobres que não tenhamos onde reclinar a cabeça.

Fonte: Evangelho Quotidiano

27 de outubro de 2016 at 4:37 Deixe um comentário

Dioceses celebram Dia Nacional da Juventude

DNJ já começa a ser realizado em todo o Brasil

No próximo dia 30, a Igreja no Brasil celebra a 30ª edição do Dia Nacional da Juventude (DNJ). Neste ano, o evento busca inspiração na encíclica do papa Francisco Laudato Si’, a partir do lema “Vou criar novo céu e nova terra”. “Juventude e Nossa Casa Comum” é o tema escolhido para a ocasião. Apesar de a data do DNJ ser o último domingo do mês de outubro, em diversas paróquias e dioceses o momento já conta com programações agendadas ou eventos realizados, de acordo com a realidade e planejamentos próprios.

Petrópolis

Na diocese de Petrópolis (RJ), o DNJ aconteceu durante o XXII Adorai, em Guapimirim, no dia 11 de setembro. Durante todo o dia, jovens, famílias e crianças participaram de várias atividades nas tendas, pela manhã, e à tarde, no palco principal, onde aconteceu a missa presidida pelo bispo diocesano, dom Gregório Paixão. Na homilia, o prelado ressaltou a importância do testemunho dos jovens, incentivando-os a continuarem a missão de anunciar e testemunhar Cristo no meio do povo.

Jundiaí

Em Jundiaí (SP), o DNJ aconteceu no dia 25 de setembro. Houve concentração dos jovens em frente ao Santuário diocesano Senhor Bom Jesus, na cidade de Pirapora do Bom Jesus (SP), onde os participantes passaram pela Porta da Misericórdia e participam de missa e adoração ao Santíssimo Sacramento, presididas pelo bispo diocesano, dom Vicente Costa. Após a celebração, de volta à Praça do Santuário, houve pregação e momento mariano. A programação ainda contou com parte recreativa.

Belo Horizonte

A partir da temática proposta para este ano, “Juventude e Nossa Casa Comum”, a arquidiocese de Belo Horizonte (MG) celebra o DNJ desde domingo, dia 8, com as atividades na região episcopal Nossa Senhora da Conceição, que contou com momentos de danças, teatro, apresentações musicais, luau e lanche partilhado. No próximo dia 23, domingo, acontecerá o evento na região Nossa Senhora da Esperança, no Ginásio do Colégio Franciscano Sagrada Família. O Parque de Exposições David Gonçalves Lara, na região episcopal Nossa Senhora Aparecida, receberá os jovens no dia 13 de novembro, para DNJ e o Hallel, com previsão de shows, pregações e celebrações durante todo o dia. Em cada região foi assumido um gesto concreto, como arrecadação de alimentos não-perecíveis.

Marabá

Na diocese de Marabá (PA), representantes dos Grupos de Jovens, das Pastorais da Juventude,  movimentos e serviços que trabalham com a juventude estiveram reunidos. “Foi um momento bonito da juventude celebrar a criação que saiu tão bem das mãos de Deus Criador e defendê-la com todas as forças, sendo os seus administradores, e não donos da mesma, porque o único Senhor é Deus de toda a criação”, partilhou o bispo local, dom Vital Corbellini. Durante o evento, aconteceram miniencontros por temáticas como a missionariedade, a direção vocacional, Maria na obra da criação, a questão indígena, e a Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam). Ao final, houve animação, oração e benção do envio.

Cruz Alta

O Encontro Diocesano da Juventude, em Cruz Alta (RS), marca as comemorações do DNJ em âmbito local. A intensão é animar a caminhada de evangelização na diocese. A partir da encíclica do papa Francisco, Laudato Si’, serão abordados os temas da pessoa humana no centro da criação; a comunhão universal com a casa comum; a conversão e espiritualidade ecológicas. “O cuidado com a vida, sobretudo a vida humana, da sua concepção até sua morte natural, pela sua sacralidade, é o espírito que perpassa todo encontro”, informa a diocese. O evento será no domingo, dia 30.

Acesse o site dos Jovens Conectados, baixe os subsídios do DNJ e acompanhe a realização dos eventos por todo o Brasil.

Fonte: Site da CNBB

 

26 de outubro de 2016 at 4:32 Deixe um comentário

Trigésimo primeiro Domingo do Tempo Comum – Havia ali um homem chamado Zaqueu – São Lucas 19, 1-10 – Dia 30 de outubro de 2016

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1.Jesus entrou em Jericó e ia atravessando a cidade.

2.Havia aí um homem muito rico chamado Zaqueu, chefe dos recebedores de impostos.

3.Ele procurava ver quem era Jesus, mas não o conseguia por causa da multidão, porque era de baixa estatura.

4.Ele correu adiande, subiu a um sicômoro para o ver, quando ele passasse por ali.

5.Chegando Jesus àquele lugar e levantando os olhos, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa.

6.Ele desceu a toda a pressa e recebeu-o alegremente.

7.Vendo isto, todos murmuravam e diziam: Ele vai hospedar-se em casa de um pecador…

8.Zaqueu, entretanto, de pé diante do Senhor, disse-lhe: Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo.

9.Disse-lhe Jesus: Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto também este é filho de Abraão.

10.Pois o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.

 

O Papa Francisco disse assim: “A cena evangélica mostra-nos Jesus a caminho de Jerusalém, já na última etapa da sua vida terrena, quando o cerco das hostilidades se vão restringindo em volta Dele. Mas, ao entrar em Jericó, dá-se um evento alegre: a conversão de Zaqueu, que era chefe dos publicanos, amigo dos ocupantes romanos, ladrão, explorador, e por isso mesmo desprezado pelos cidadão”.

“Zaqueu, desce depressa, porque hoje vou ficar em tua casa! Ele desceu rapidamente e o recebeu com alegria em sua casa, hoje entrou a salvação nesta casa”. (Liturgia das Horas)

O Papa Francisco explicou: “Quando Zaqueu soube que Jesus iria passar por ali, fez de tudo para ultrapassar a multidão e poder vê-Lo. E como era baixinho, subiu mesmo para cima duma árvore para O ver melhor. O próprio Zaqueu não sabe bem o significado deste seu gesto, e nem sequer ousa esperar chegar ao pé de Jesus, mas apenas vê-Lo a passar . Jesus chama-o pelo seu nome – Zaqueu – que significa “Deus se recorda” e convida-o a descer do Sicômoro, porque vai parar na casa dele”.

No encontro com Cristo, Zaqueu se transforma

“Zaqueu abandonou a lei antiga; subiu a uma árvore inerte, símbolo da surdez do seu espírito. Mas esta ascensão é o símbolo da sua salvação. Ele abandonou a sua baixeza, subindo à árvore para ver a divindade nas alturas. Nosso Senhor apressou-Se a convidá-lo a descer daquela árvore ressequida que era a sua antiga maneira de ser, a fim de que ele não permanecesse surdo. O amor a Nosso Senhor que nele ardia consumiu nele o homem velho, para nele moldar um homem novo”. (Santo Efrém)

“A luz do mundo» ( Jo 8, 12), levou a sua luz à casa de Zaqueu, e de modo particular ao seu coração. Graças à proximidade de Jesus, das suas palavras e do seu ensinamento começa a ter cumprimento a transformação do coração deste homem. Quando se encontrava diante da porta da sua casa, Zaqueu declara: «Senhor, vou dar metade dos meus bens aos pobres; e, se defraudei alguém em qualquer coisa, devolver-lhe-ei quatro vezes mais» (Lc 19, 8). No exemplo de Zaqueu vemos como Cristo ilumina as trevas da consciência humana”. (São João Paulo II)

D. Henrique Soares da Costa ensinou: “Qual o resultado desta visita do Senhor, deste acolhimento de Zaqueu? “Senhor, eu dou a metade de meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais!” Zaqueu fizera experiência do amor de Deus, Zaqueu acolhera esse amor, deixara-se amar e, agora, transborda em arrependimento, amor e misericórdia para com os outros! Que pena que não compreenderam isso, e começaram a murmurar contra Jesus…”

Conclusão:

Com as palavras do Papa Francisco: “Não há profissão ou condição social, não há pecado ou crime de que tipo for, que possa cancelar da memória e do coração de Deus nenhum dos seus filhos. “Deus se recorda”, não se esquece de nenhum daqueles que criou: Ele é Pai, sempre à espera, vigiante e amoroso, de ver renascer no coração do filho o desejo de regressar a casa. E quando reconhece aquele desejo, memo que seja simplesmente esboçado, e muitas vezes quase que inconsciente, põe-se logo ao lado dele, e com o perdão torna-lhe mais leve o caminho da conversão e do regresso” .

Oração:

“Ó Deus de misericórdia, vosso Filho se convidou para entrar na casa de Zaqueu e este, acolhendo-o com muita alegria, teve sua vida transformada. Pedimos-vos que Jesus venha fazer morada também em cada um de nós e possa transformar nosso coração, impelindo-o à solidariedade e à produção de frutos abundantes na nova justiça do vosso reino. Ajudai-nos a acolhê-lo com carinho e muito amor. Por Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

24 de outubro de 2016 at 4:14 Deixe um comentário

«Tem piedade de mim que sou pecador» Reflexão de São João Clímaco

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Que a vossa oração seja muito simples; uma só palavra bastou ao publicano e ao filho pródigo para obterem o perdão de Deus (cf Lc 15,21). […] Não rebusqueis palavras na vossa oração; quantas vezes o balbuciar simples e monótono das crianças não dobrou a vontade de seus pais? Não vos lanceis, pois, em longos discursos, para que o vosso espírito não se distraia na busca das palavras. Uma só palavra do publicano tocou a misericórdia de Deus; uma só palavra cheia de fé salvou o bom ladrão (cf Lc 23,42). O palavreado na oração enche o espírito de imagens e distrai-o, ao passo que uma só palavra tem, muitas vezes, o efeito de o concentrar. Sentis-vos consolados com uma palavra na vossa oração? Pois detende-vos nela, porque é o vosso anjo que reza convosco. Não vos sintais excessivamente seguros, mesmo que tenhais atingido a pureza, mas vivei em grande humildade e sentir-vos-eis confiantes. Ainda que tenhais subido a escada da perfeição, pedi perdão pelos vossos pecados; escutai o que diz São Paulo: «Sou o primeiro dos pecadores» (1Tim 1,15). […] Se estiverdes revestidos de mansidão e libertos de toda a cólera, não vos custará muito libertar o vosso espírito do cativeiro.

Enquanto não conseguirmos uma oração verdadeira, assemelhamo-nos aos que ensinam as crianças a dar os primeiros passos. Trabalhai para elevar o vosso pensamento ou, melhor, para o confinar às palavras da vossa oração; se a fraqueza da infância o fizer cair, erguei-o. Porque o espírito é instável por natureza mas Aquele que pode tudo fortalecer também pode estabilizar o vosso espírito. […] O primeiro degrau da oração consiste, pois, em expulsar com uma palavra simples as sugestões do espírito no próprio momento em que elas se apresentam. O segundo, em guardar o nosso pensamento apenas para o que dizemos e pensamos. O terceiro é a entrega da alma ao Senhor.

Fonte: Evangelho Quotidiano

21 de outubro de 2016 at 4:38 Deixe um comentário

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