Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

Natal – 25 de Dezembro

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Dos Sermões de São Leão Magno, papa

(Sermo 1 in Nativitate Domini, 1-3; PL 54,190-193)          (Séc. V)

 

Toma consciência, ó Cristão, da tua dignidade

Hoje, amados filhos, nasceu o nosso Salvador. Alegremo-nos. Não pode haver tristeza no dia em que nasce a vida; uma vida que, dissipando o temor da morte, enche-nos de alegria com promessa da eternidade.

Ninguém está excluído da participação nesta felicidade. A causa da alegria é comum a todos, porque nosso senhor, vencedor do pecado e da morte, não tendo encontrado ninguém isento de culpa, veio libertar a todos. Exulte o justo, porque se aproxima da vitória; rejubile o pecador, porque lhe é oferecido o perdão; reanime-se o pagão, porque é chamado à vida.

Quando chegou a plenitude dos tempos, fixada pelos insondáveis desígnios divinos, o Filho de Deus assumiu a natureza do homem para reconciliá-lo com seu criador, de modo que o demônio, autor da morte, fosse vencido pela mesma natureza que antes vencera.

Eis por que, no nascimento do Senhor, os anjos cantam jubilosos: Glória a deus nas alturas; e anunciam: Paz na terra aos homens de boa vontade (Lc 2,14). Eles vêem a Jerusalém celeste ser formada de todas as nações do mundo. Diante dessa obra inexprimível do amor divino, como não devem alegrar-se os homens, em sua pequenez, quando os anjos, em sua grandeza, assim se rejubilam?

Amados filhos, demos graças a Deus Pai, por seu Filho, no Espírito Santo; pois, na imensa misericórdia com que nos amou, compadeceu-se de nós. E quando estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deu a vida com Cristo (Ef 2,5) para que fôssemos nele uma nova criação, nova obra de suas mãos.

Despojemo-nos, portanto, do velho homem com seus atos; e tendo sido admitidos a participar do nascimento de Cristo, renunciemos às obras da carne.

Toma consciência, ó cristão, da tua dignidade. E já que participas da natureza divina, não voltes aos erros de antes por um comportamento indigno de tua condição. Lembra-te de que cabeça e de corpo és membro. Recorda-te que foste arrancado do poder das trevas e levado para a luz e o reino de Deus.

Pelo sacramento do batismo te tornaste templo do Espírito Santo. Não expulses com más ações tão grande hóspede, não recaias sob o jugo do demônio, porque o preço de tua salvação é o sangue de cristo.

Fonte: Liturgia das Horas

25 de dezembro de 2015 at 5:59 Deixe um comentário

Natal: misericórdia de Deus resplandecida no Menino Jesus

2015-12-24 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Durante as quatro semanas do Advento, a Igreja nos proporcionou um tempo de profunda reflexão à espera do Natal. Sem sombra de dúvidas, essa data, comemorada pelos cristãos de todo o mundo, celebra o maior acontecimento da história da humanidade: o nascimento de Jesus Cristo.

Celebrar o Natal do Menino Jesus é festejar o ato do verbo divino que se fez carne; quando a divindade se uniu à humanidade, ferida pelo pecado original. Nesse mistério de reencarnação do amor, Deus se fez pequeno, humilde e pobre para transformar o mundo através da caridade e da misericórdia.

Dom da misericórdia

Poder adentrar nesse grandioso mistério juntamente com o Ano da Misericórdia, convocado este ano pelo Papa Francisco, é penetrar “no dom da misericórdia de Deus”. Pelo menos foi assim que recentemente o arcebispo de Mumbai (ex-Bombaim), Cardeal Oswald Gracias,classificou a festa natalina do Senhor. O prelado ressaltou que a misericórdia é o significado mais profundo do amor, além de ser a sua efusão contínua.

Nesse sentido, em suas homilias, em seus discursos e orações, o Papa Francisco tem convidado insistentemente os fiéis a viver um Natal com a necessidade de reconhecer nos outros o próprio rosto do Filho de Deus; “sobretudo quando é o rosto do pobre, porque Deus entrou no mundo pobre e para os pobres”. Portanto, Cristo é aquele que nasce desprendido de tudo e se entrega no calvário também desprendido de tudo.

Virgem Maria, a Mãe do Redentor

Evidentemente que o Natal do Menino Jesus não acontece sem a presença da Virgem Maria, a mãe da Igreja. Na Exortação Apostólica Evangelli Gaudium (Evangelho da alegria), Francisco reforça que “Maria é aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura”.

É por meio dessa misericórdia Divina que Deus escolhe Maria para ser a Mãe do Redentor do homem, o primeiro sacrário de Jesus na terra. O Papa Francisco frisa, na Bula Misericordiae Vultus (Rosto da Misericórdia), que Maria, preparada desde sempre pelo amor do Pai, “guardou, no seu coração, a misericórdia divina em perfeita sintonia com o seu Filho Jesus”.

Celebração litúrgica e a Sagrada Família

Assim, a Festa do Natal se torna o mais belo convite para que possamos experimentar o seu amor, que consola, perdoa e dá esperança à salvação eterna. Em virtude desse ato de misericórdia do Pai, a Igreja nos abre à celebração eucarística, que vai muito além da simples troca de presentes ou da exposição de enfeites natalinos.

A Missa do Galo, como a conhecemos, é a celebração litúrgica em que a Igreja se faz presente nesse mistério da vinda de Cristo, revelando-nos o amor e a misericórdia Divina. Fixada pela Igreja ainda no século quatro, a Festa do Natal do Menino Jesus consequentemente se torna também a celebração da família, pois, por meio de seu nascimento, a Sagrada Família é manifestada através da caridade, num ato de humildade e de ternura. Portanto, somos convidados a reconhecer a grandeza de Cristo nas coisas pequenas.

Por isso, a Igreja convida à partilha do Natal. Nesse sentido, também definiram os bispos argentinos em sua mensagem para o Natal deste ano: “O Natal é Jesus. Sem Ele, esta festa não tem sentido” e, portanto, devemos “partilhar com os nossos irmãos e irmãs cristãos, e com todos os homens e mulheres de boa vontade, a alegria do nascimento de Jesus”.

Data histórica

Apesar de celebrarmos o Natal de Jesus no dia 25 de dezembro, é improvável que essa seja realmente a data de seu nascimento. Na verdade, os historiadores não têm certeza desse fato, embora alguns defendam se tratar de uma data histórica.

Documentos históricos apontam que o seu surgimento da celebração no dia 25 teria relação com a festa pagã “Sol Invictus”, comemorada à época por pagãos com objetivo de adorar o deus do Sol, já que no dia 22 de dezembro ocorre o solstício de inverno no hemisfério Norte, ou seja, fenômeno que marca o início do inverno.

Antes da data do Natal ser oficializada pela Igreja, nos três primeiros séculos, houve grandes perseguições aos cristãos. Sendo assim, graças ao trabalho de evangelização e dos primeiros mártires da Santa Igreja, a conversão do imperador Constantino no ano de 313 permitiu o fim da perseguição ao cristianismo.

Acredita-se que o próprio Constantino tenha fixado a data 25 de dezembro para celebrar o Natal de Cristo. Sendo Jesus “a luz do mundo” (João 9, 5), considerou-se oportuno cristianizar a data da festa pagã. Oficialmente, no entanto, a declaração ocorreu por meio do Papa Júlio I, no ano de 350.

Convite ao amor e à misericórdia do Pai

Independente da data histórica, a Igreja nos convida a vivenciar intensamente o Natal. Com muita sabedoria, o Papa Francisco nos recorda que Deus “se fez pequeno, uma criança, para nos atrair com seu amor, para tocar nossos corações com sua humilde bondade; para contagiar com sua pobreza, aqueles que buscam acumular um falso tesouro deste mundo”.

O Natal é tempo de compreender o amor e a misericórdia do Pai e, dessa forma, a Igreja nos introduz a vivenciar profundamente esse Mistério Santo da Misericórdia de Deus, de forma espontânea e totalmente livre.

Como pede Francisco, que o Natal  seja a abertura para acolher o Filho que revela “que Deus não é só Justiça, mas é também e antes de tudo Amor”. Ou seja, a festa da misericórdia e do amor de Cristo que brota em nosso coração. (PS)

24 de dezembro de 2015 at 9:06 Deixe um comentário

«Seu pai e sua mãe estavam admirados com o que se dizia dele.» – São João Crisóstomo

Que posso eu dizer sobre este mistério? Vejo um operário, uma manjedoura, um Menino, uns paninhos, uma Virgem que dá à luz privada do necessário; vejo as marcas de indigência, o fardo da pobreza. Alguma vez vistes a riqueza em tal penúria? Como é que Aquele que era rico Se fez pobre por nós (cf 2Cor 8,9), ao ponto de, privado de berço e de mantas, estar deitado numa dura manjedoura? […] Oh! Riqueza imensa, sob a aparência de pobreza! Ele dorme numa manjedoura, mas abala o universo. Envolto em panos, rompe as cadeias do pecado. Embora ainda não saiba falar, instruiu os magos para que regressassem por outro caminho. O mistério ultrapassa em muito a palavra!

Eis o Bebê envolto em panos, deitado numa manjedoura; e Maria, Virgem e Mãe; e também José, a quem chamamos seu pai. Este desposou Maria, mas o Espírito Santo cobriu Maria com a sua sombra. Por isso José ficou angustiado, não sabendo que nome dar ao Menino. […] Nessa ansiedade, chegou-lhe uma mensagem através dum anjo: «José, não temas receber Maria, tua esposa, pois O que ela concebeu é obra do Espírito Santo» (Mt 1,20). […] Porque nasceu o Salvador duma Virgem? Eva, que era virgem, deixou-se seduzir e deu à luz a causa da nossa morte; Maria, tendo recebido do anjo a Boa Nova, deu à luz o Verbo feito carne, que nos traz a vida eterna.

Fonte: Evangelho Quotidiano

23 de dezembro de 2015 at 5:04 Deixe um comentário

«Todo o mundo à espera da resposta de Maria» – Das Homilias de São Bernardo, abade

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Ouviste, ó Virgem, a voz do Anjo: Conceberás e darás à luz um filho. Ouviste-o dizer que não será por obra de varão, mas por obra do Espírito Santo. O Anjo aguarda a resposta: é tempo de ele voltar para Deus que o enviou. Também nós, miseravelmente oprimidos por uma sentença de condenação, também nós, Senhora, esperamos a tua palavra de misericórdia.

Em tuas mãos está o preço da nossa salvação. Se consentes, seremos imediatamente libertados. Todos fomos criados pelo Verbo eterno de Deus, mas agora vemo-nos condenados à mor- te: a tua breve resposta pode renovar-nos e restituir-nos à vida.

Isto te suplica, ó piedosa Virgem, o pobre Adão, desterrado do paraíso com toda a sua mísera posteridade; isto te suplicam Abraão e David. Imploram-te todos os santos Patriarcas, teus antepassados, também eles retidos na região das sombras da morte. Todo o mundo, prostrado a teus pés, espera a tua resposta: da tua palavra depende a consolação dos infelizes, a redenção dos cativos, a liberdade dos condenados, a salvação de todos os filhos de Adão, de toda a tua linhagem.

Dá, depressa, ó Virgem, a tua resposta. Responde sem demora ao Anjo, ou, para melhor dizer, ao Senhor por meio do Anjo. Pronuncia uma palavra e recebe a Palavra. Profere a tua palavra humana e concebe a divina. Diz uma palavra transitória e acolhe a Palavra eterna.

Porque demoras? Porque receias? Crê, consente e recebe. Encha-se de coragem a tua humildade e de confiança a tua modéstia. Não convém de modo algum, neste momento, que a tua simplicidade virginal esqueça a prudência. Virgem prudente, não temas neste caso a presunção, porque, embora seja louvável aliar a modéstia ao silêncio, mais necessário é agora aliar a piedade à palavra.

Abre, ó Virgem santa, o coração à fé, os lábios ao consentimento, as entranhas ao Criador. Eis que o desejado de todas as nações está à tua porta e chama. Se te demoras e Ele passa adiante, terás então de recomeçar dolorosamente a procurar o amado da tua alma. Levanta-te, corre, abre. Levanta-te pela fé, corre pela devoção, abre pelo consentimento.

Eis a serva do Senhor, disse a Virgem, faça­-se em mim segundo a tua palavra.

Fonte: Vaticano

22 de dezembro de 2015 at 5:36 Deixe um comentário

Sagrada Família de Jesus, Maria e José – Jesus desceu com seus pais para Nazaré …- São Lucas 2, 41-52 – Dia 27 de dezembro

41. Seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa.
42. Tendo ele atingido doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa.
43. Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem.
44. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos.
45. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele.
46. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os.
47. Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas.
48. Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição.
49. Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?
50. Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera.
51. Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.
52. E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens.

“Como parte do Ciclo do Natal, celebramos a festa da Sagrada Família que nos recorda que a família é dom de Deus, espaço de fé e base de nossa sociedade”. (O Domingo)
O Papa Emérito Bento XVI disse que o Evangelho de S. Lucas “nos apresenta a Virgem Maria e São José que, fiéis à tradição, vão para Jerusalém para a Páscoa junto com Jesus aos 12 anos… Quando, porém, os seus pais retornam para Nazaré, acontece algo inesperado: Ele, sem dizer nada, permanece na Cidade. Por três dias Maria e José o procuram e o encontram no Templo, em diálogo com os mestres da Lei (Lc 2,46-47); e quando lhe pedem explicações, Jesus responde que não deviam se surpreender, porque aquele é o seu lugar, aquela é a sua casa, com o Pai, que é Deus”. (30\12\2012)
O Catecismo (§532) ensina: “A submissão de Jesus à sua Mãe e ao seu pai legal foi o cumprimento perfeito do quarto mandamento. É a imagem temporal da sua obediência filial ao Pai celeste. A submissão diária de Jesus a José e a Maria anunciava e antecipava a submissão de Quinta-Feira Santa: «Não se faça a minha vontade […]» (Lc 22, 42). A obediência de Cristo, no quotidiano da vida oculta, inaugurava já a recuperação daquilo que a desobediência de Adão tinha destruído”.
Sagrada Família de Nazaré
O Papa Emérito Bento XVI explicou: “No Evangelho não encontramos discursos sobre a família, mas uma admoestação que vale mais do que toda a palavra: Deus quis nascer e crescer numa família humana. Deste modo consagrou-a como caminho primário e efectivo do seu encontro com a humanidade. Na vida transcorrida em Nazaré, Jesus honrou a Virgem Maria e o justo José, permanecendo submetido à sua autoridade por todo o tempo da sua infância e adolescência (Lc 2, 51-52)”. (31\12\2006)
O Papa Francisco disse que “Jesus quis pertencer a uma família humana que passou por várias dificuldades, isto para mostrar que Deus está lá onde a pessoa humana enfrenta perigos, lá onde o homem sofre, onde tem de fugir, onde experimenta a recusa e o abandono; mas está também lá onde a pessoa humana sonha, espera regressar à Pátria em liberdade, projecta e opta pela vida, pela própria dignidade e pela dos seus familiares”. (29\12\2013)
Conclusão:
“A Família de Nazaré sempre foi e sempre será o modelo para todas as famílias cristãs. Acima de tudo, vemos uma família que vive por Deus e para Deus; o seu projeto é fazer a vontade de Deus. A Sagrada Família é a escola das virtudes por meio da qual toda pessoa deve aprender e viver desde o lar”. (Felipe Aquino)

Oração:
“Ó Deus de bondade, que nos destes a Sagrada Família como exemplo, concedei-nos
imitar em nossos lares as suas virtudes, para que, unidos pelos laços do amor,
possamos chegar um dia às alegrias da vossa casa. Por nosso Senhor Jesus Cristo,
vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”. (Liturgia das Horas)
Jane Amábile – Com. Divino Espírito santo

21 de dezembro de 2015 at 5:21 Deixe um comentário

«O menino saltou de alegria no meu seio» – reflexão de São João Crisóstomo

 

Que mistério novo e admirável! João não nasceu ainda e já fala saltando no ventre de sua mãe. Ainda não apareceu e já profere anúncios. Ainda não pode gritar e já se faz ouvir através dos seus actos. Ainda não começou a sua vida e já prega a Deus. Ainda não viu a luz e já aponta para o Sol. Ainda não foi dado ao mundo e já se apressa a agir como precursor. O Senhor está ali, e ele não é capaz de se conter, não suporta os limites fixados pela natureza, esforça-se por romper a prisão do seio materno e procura dar a conhecer antecipadamente a vinda do Salvador, dizendo: «Aquele que rompe as cadeias chegou e eu continuo preso, tenho de continuar aqui? O Verbo vem restabelecer tudo e eu permaneço cativo? Vou sair, vou correr diante dele e proclamar a todos: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1, 29)»

Mas diz-nos, João: na obscuridade do seio de tua mãe, como podes ver e ouvir? Como contemplas as coisas divinas? Como podes saltar e exultar? Ele responde: «Grande é o mistério que se cumpre; é um feito que escapa à compreensão do homem. Eu tenho o direito de inovar na ordem natural por causa daquele que vem inovar na ordem sobrenatural. Vejo antes mesmo de nascer, porque vejo em gestação o Sol de Justiça (Mal 3, 20). Apercebo-me pelo ouvido porque, vindo ao mundo, sou a voz que precede o Verbo.  Grito porque contemplo, revestido de carne, o Filho único do Pai. Exulto porque vejo o Criador do universo receber a forma humana. Salto de alegria porque penso que o Redentor do mundo tomou corpo. Sou o precursor da sua vinda e antecipo o vosso testemunho com o meu.»

Fonte do texto: Evangelho Quotidiano

 

21 de dezembro de 2015 at 5:19 Deixe um comentário

Reflexão para o 4º Domingo do Advento – C

2015-12-19 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – A primeira leitura, extraída de Miquéias, nos fala que o poder será popular e não mais aristocrático Deus manterá sua fidelidade à Casa de Davi quando escolheu o caçula de Jessé para ser um grande rei de Israel. Davi, não só venceu o opressor ao derrotar Golias apenas com uma pedrada, mas utilizou sua capacidade de pastor para reorganizar e salvar o povo.

Miquéias, tendo em mente o advento do rei Davi,  fala que Belém, a cidade davídica,  no momento uma aldeia desprezível para os habitantes da capital, será o berço daquele que governará Israel, de um modo mais grandioso que o realizado pelo filho de Jessé..

Isso irá acontecer quando uma mulher der à luz e os compatriotas voltarem do exílio. Será a formação da nova sociedade de que falamos no domingo passado. Novo rei, segundo o coração de Deus e, consequentemente, nova sociedade.

O versículo 3, do capítulo diz que o novo rei será a paz. Ele se refere ao triunfo da paz em todo o orbe e o domínio da justiça em todos os setores. Não será apenas Israel o beneficiário desta paz, mas o mundo todo.

No Evangelho, Lucas ao falar da visita de Maria a Isabel e, naturalmente, de Jesus a João Batista, revela Deus visitando os pobres e marginalizados. Jesus, o Salvador, é levado por Maria, a escolhida a visitar aqueles que outrora eram desprezados por não terem filhos. É uma visita que celebra a misericórdia do Senhor. Isabel a saúda bendizendo-O pois tem consciência de que a visita que recebe é a de Deus que salva.

Tanto a 1ª leitura quanto o Evangelho nos mostram que o lugar social onde Deus assume posição é no meio dos pobres. O Senhor se identificou com eles e se fez um deles. Para eles veio a plenitude da vida, a Salvação. Quem desejar ser salvo deverá observar que desde o início da História da Salvação, o Senhor escolheu os pobres e eles souberam receber os mandamentos do Senhor como dom de Deus. Ser pobre é mais que fazer parte de uma categoria social. Ser pobre é também uma opção de vida que coloca no Senhor a sua confiança e não nos bens e nos poderes deste mundo. Ser pobre é abrir mão de desejos particulares, egocêntricos em favor dos companheiros de caminhada. Ser pobre é abrir mão de ser sábio aos olhos do mundo e acatar a Palavra de Deus como verdade que salva. Ser pobre é abrir mão dos bens deste mundo, de seus privilégios se tais riquezas se contrapõem à vontade de Deus; ser pobre, enfim é buscar a simplicidade de vida porque ela não só foi vivida pela família de Nazaré, mas foi a escolha livre de Jesus. Ser pobre é ser filho e ser irmão!

(cas)

19 de dezembro de 2015 at 13:48 Deixe um comentário

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