Posts filed under ‘Maria Santíssima’

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

16 de julho de 2020 at 6:50 Deixe um comentário

27 de junho de 2020 at 19:55 Deixe um comentário

Francisco: olhar para Nossa Senhora com mais fé e esperança

Francisco com a imagem de Nossa Senhora Aparecida

Francisco com a imagem de Nossa Senhora Aparecida

Nas palavras que se seguiram à oração do Regina Caeli, o Papa exorta a rezar o Terço tendo em vista o mês de maio, após a carta enviada ontem a todos os fiéis. Francisco recorda o Dia Mundial contra a Malária e agradece a todos os que lutam contra esta doença.

Raimundo de Lima / Silvonei José – Cidade do Vaticano

Nas saudações após o Regina Caeli, o Santo Padre lembrou que no sábado (25/04) foi celebrado o Dia Mundial das Nações Unidas contra a malária, enfatizando que ao tempo em que estamos combatendo a pandemia do coronavírus, devemos levar adiante também o compromisso de prevenir e debelar a malária, que ameaça bilhões de pessoas em muitos países.

“Faço-me próximo de todos os doentes, daqueles que cuidam deles, e daqueles que trabalham a fim de que toda pessoa tenha acesso a bons serviços de saúde de base”, disse o Papa.

Ler o Evangelho todos os dias

O Santo Padre dirigiu uma saudação àqueles que este domingo, na Polônia, participam da “Leitura Nacional da Sagrada Escritura”.

“Já disse a vocês várias vezes e gostaria de dizer novamente, como é importante adquirir o hábito de ler o Evangelho, alguns minutos, todos os dias. Carreguemos o Evangelho conosco no bolso, na bolsa. Que esteja sempre perto de nós, inclusive fisicamente, e lê-lo um pouco todos os dias.”

Maio, mês de Maria

Francisco lembrou ainda que daqui a poucos dias terá início o mês de maio, dedicado de modo particular à Virgem Maria, e ressaltou que com uma breve Carta, publicada este sábado, convidou todos os fiéis a rezar o Terço juntos neste mês, em família ou sozinhos, e rezar uma das duas orações que colocou à disposição de todos. “Nossa Mãe nos ajudará a enfrentar com mais fé e esperança o tempo de provação que estamos atravessando”, enfatizou por fim.

 

14 de maio de 2020 at 5:37 Deixe um comentário

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

13 de maio de 2020 at 5:40 Deixe um comentário

Nossa Senhora, rogai pelo mundo inteiro!

8 de maio de 2020 at 17:28 Deixe um comentário

Celam convoca à Consagração da América Latina e Caribe a N. Sra. de Guadalupe

O Papa em oração na Basílica Vaticana diante da representação do manto milagroso de Nossa Senhora de Guadalupe

 

O Conselho Episcopal Latino Americano convida a um Ato de consagração da América Latina e do Caribe a Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América, “para pedir-lhe a saúde e o fim da pandemia, colocando-nos sob seu olhar amoroso nestes momentos difíceis, em que Ela pode abrir-nos as portas da esperança”. Momento difícil, causado pela pandemia do Covid-19, exige dos pastores “ver e ouvir as aflições de nossos povos”, afirma o Celam

Cidade do Vaticano

“Ao contemplar a Mãe do verdadeiro Deus por quem se vive, fortaleçamos nossa fé, animemos nossa esperança e nos comprometamos com amor solidário, especialmente com aqueles que hoje experimentam enfermidade, dor, pobreza, solidão, temor e inquietude.”

Com esse espírito, no Domingos de Páscoa, 12 de abril, ao meio-dia (horário de Cidade do México), da Basílica Nacional do México, o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) convida a um Ato de consagração da América Latina e do Caribe a Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América, “para pedir-lhe a saúde e o fim da pandemia, colocando-nos sob seu olhar amoroso nestes momentos difíceis, em que Ela pode abrir-nos as portas da esperança”.

12 badaladas pela saúde das pessoas dos 5 continentes

Um comunicado da presidência do CELAM com o apoio dos bispos do México convida todos os países da América Latina e do Caribe a participar deste evento através das plataformas digitais e de outros meios de comunicação.

A nota explica que como sinal de união continental, as catedrais e templos de cada país, dioceses e paróquias tocarão 12 badaladas no começo do Terço Missionário oferecido pela saúde das pessoas dos cinco continentes.

Oração recordará lugar onde Francisco rezou em 2016

Posteriormente, terá lugar a celebração da Santa Missa da Ressurreição, culminando com o Ato de Consagração a Nossa Senhora de Guadalupe com a oração proposta pelo CELAM e a apresentação a seus pés de uma oferenda floral, no mesmo lugar onde o Papa Francisco rezou em silêncio em fevereiro de 2016 pedindo à Virgem de Guadalupe pelo mundo inteiro.

“Em meio a esta pandemia que vivemos, queremos louvar o Senhor Jesus pelo presente de sua Mãe Santíssima, Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe de Deus e Mãe da Igreja na América , primeira discípula e grande missionária de nossos povos”, lê-se no comunicado.

Pastores vejam e ouçam as aflições de nossos povos

Por fim, o CELAM recorda que este momento difícil, causado pela pandemia do Covid-19 que atinge o mundo inteiro, exige dos pastores “ver e ouvir as aflições de nossos povos, gerando esperança e dirigindo o olhar para nossa Mãe do céu”.

27 de abril de 2020 at 5:37 Deixe um comentário

Consagração do Brasil a Nossa Senhora

Consagração a Nossa Senhora de Guadalupe

Consagração a Nossa Senhora de Guadalupe

Unimo-nos aos demais países da América Latina e Caribe colocando-nos aos pés da Bem Aventurada Virgem Maria, consagrando o Brasil.

Brasília

No Domingo de Páscoa, 12 de abril, às 14 horas, festa maior de nossa fé, dia que o Senhor fez para nós, unimo-nos aos demais países da América Latina e Caribe, conforme solicitação do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), colocando-nos aos pés da Bem Aventurada Virgem Maria, consagrando o Brasil, rogando-lhe a intercessão para que a pandemia causada pelo coronavírus seja superada.

Fonte: CNBB

26 de abril de 2020 at 5:44 Deixe um comentário

Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora
Nossa Senhora
Nossa Senhora das Dores ou Mater Dolorosa (Mãe Dolorosa) é um dos vários títulos que a Virgem Maria recebeu ao longo da história. Este título em particular refere-se às sete dores que Nossa Senhora sofreu ao longo de sua vida terrestre, principalmente nos momentos da Paixão de Cristo.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist. 

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Na Semana Santa uma das imagens que muitos guardam no coração é de N. Sra. das Dores. Com a influência devocional da península ibérica fomos chamados desde a infância a ter esses momentos de contemplar os vários tipos de sofrimentos durante a semana santa. Uma das imagens marcantes durante esses dias é justamente a figura de Maria, a senhora das dores.

Nossa Senhora sempre guardou e meditou tudo em seu coração, desde quando recebeu a notícia que seria mãe de Jesus, depois durante a sua vida infantil e pública e até a sua Morte na Cruz. Maria não gritou, não tentou impedir que levassem seu filho para a morte de Cruz. No caminho do Calvário, Jesus encontra com sua mãe: é claro que Maria estava com muita dor interna, estava com o coração despedaçado, mas não externava, guardava para si, pois sabia desde o início, com o anúncio do anjo que a missão de ser a Mãe do Filho de Deus não seria nada fácil.

Nossa Senhora das Dores ou Mater Dolorosa (Mãe Dolorosa) é um dos vários títulos que a Virgem Maria recebeu ao longo da história. Este título em particular refere-se às sete dores que Nossa Senhora sofreu ao longo de sua vida terrestre, principalmente nos momentos da Paixão de Cristo.

Depois observamos Maria contemplando em pé, ao lado do discípulo amado ao seu filho Jesus crucificado: ela estava ali, acompanhando os últimos momentos da vida de seu filho, em silêncio, guardando tudo em seu coração. Jesus entrega a sua mãe ao discípulo amado e o discípulo amado a sua mãe: “ Filho, aí está a sua mãe. Mulher aí está teu filho”, e partir daí o discípulo amado a acolheu consigo. Com esse gesto Jesus entrega a sua Mãe a toda humanidade, quando João a acolhe consigo e toda a humanidade que a acolhe, para ser a nossa Mãe.

Ao se encontrarem a Mãe e o Filho, um sente a dor do outro, são os olhares que se encontram e nessa troca de olhares um compreende a missão do outro. Com toda certeza veio a memória de Maria tudo aquilo que passou em sua vida desde que aceitou ser a mãe do Salvador, mas em nenhum momento ela se desespera, mas desde o início entendeu qual seria a sua missão. E nos dias de hoje ela continua intercedendo por nós lá do céu, e de lá eles também trocam olhares de amor e compaixão.

É incomensurável a dor da perda de um filho, mas devemos procurar ser sábios e entendedores da Palavra de Deus assim como Maria para compreender os planos de Deus para nossa vida.

A imagem de Nossa Senhora das Dores com espadas cravadas em seu peito, interpreta na imagem o que Maria experimenta na vida, porque expressa a o que ela sentiu ao ver o seu filho crucificado e sofrendo cruelmente por nós, foi como se uma espada atravessasse o seu peito. Maria tem um olhar puro, um olhar de amor, de carinho e através desse olhar ela nos encoraja a superarmos as situações difíceis que passamos. E nos ensina a superar as dores assim como ela superou.

Estamos passando por um momento muito difícil no mundo com a Covid 19 (corona vírus), mas dobrando os joelhos e rezando o Santo Rosário pedindo que ela olhe por nós com o amor de Mãe vamos superar esse momento difícil. Com ela podemos ter confiança na presença do Senhor em nossas vidas que dá sentido às nossas dores. Estamos unindo nossa cruz à Cruz de Cristo. Nesses dias que temos que ficar em casa, podemos rezar o terço e pedir que ela olhe por nós todos. No terço contemplamos também as dores de Nossa Senhora. Podemos acompanhar pelas mídias sociais e pelas televisões de inspiração católica a celebração da Santa Missa e outros atos litúrgicos e devocionais.

Esse título de Nossa Senhora das Dores assim como todos os outros tem um grande significado, esse nasceu da dor, do sofrimento de ver o seu filho sendo morto na Cruz, e nos ensina a lhe dar com o sofrimento, com sabedoria, meditação e oração. Entender que é necessário que passemos por aquele sofrimento para que depois venha a alegria. Que algo tem por trás daquele momento difícil e muitas vezes não conseguimos enxergar. Que ao olhar para trás depois de um tempo possamos entender que foi um momento ruim que passamos, mas depois vem a consolação.

Nossa Senhora das Dores, também conhecida como Nossa Senhora da Consolação, ou seja, ela consola as nossas lágrimas com seu amor nos momentos difíceis da nossa vida. Eela nos consola também, dando-nos a certeza da ressurreição.

Maria foi fiel a Missão dada por Jesus, após a Morte e Ressurreição de Jesus Ela acompanha os apóstolos em sua Missão e estava no cenáculo quando tiveram a experiência da presença do Espírito Santo que fez os discípulos saírem em missão para anunciar o Reino de Deus. E Ela nos ensina também a sermos fiéis na nossa missão, vivendo o nosso batismo, anunciando o Reino de Deus.

Que Nossa Senhora, a Mãe das dores seja um sinal em todas as situações difíceis de nossa vida e interceda por nós neste tempo de sofrimentos e nos inspire a fé e a coragem para que não desanimemos nas situações de “morte” e nos ajude a crescer e a encontrar a “Ressurreição”.

 

11 de abril de 2020 at 5:41 Deixe um comentário

Pregação de Quaresma: como Maria, somos chamados a uma conversão permanente

Cristo na Cruz, El Greco

Cristo na Cruz, El Greco

Foi realizada no Vaticano, pelo padre Rupnik, a primeira pregação da Quaresma para o Papa e para a Cúria, centralizada no tema: “Junto da Cruz de Jesus estava sua Mãe”

Amedeo Lomonaco – Cidade do Vaticano

Hoje as gerações se confrontam com a realidade porque não é aquela que imaginaram, desejaram e por isso não a compreendem. Maria, ao contrário, continuamente compreende “a Palavra de um modo novo”. A pregação da Quaresma do jesuíta padre Marko Ivan Rupnik para o Santo Padre e a Cúria Romana é orientada nesta outra compreensão da história.

Maria e a Palavra

“Maria – explica o pregador – compreende a Palavra de um modo diverso”. Sua compreensão é uma “conversão permanente”. Ela é continuamente “desafiada por uma novidade”: “Ela pode compreender permanentemente a Palavra de um modo novo e com esta ela compreende a realidade”. Maria estava sob a Cruz, recorda o padre Rupnik, e sobre a Cruz estava escrito “Rei”. Não é possível pensar que “ali não pensasse na Palavra que lhe tinha sido dita: estarás no trono de Davi”. A Cruz é o único lugar onde está escrito que seu Filho é rei. A Cruz é o trono onde se encontra Cristo. Sem o Espírito Santo, acrescenta o padre jesuíta, não se pode compreender o dom que Deus nos deu. O dom é o Crucifixo e “nós somos unidos a esse evento”.

“A história é gerida através do dom de si, através do amor (Padre Rupnik)”

Deus é amor

Padre Rupnik sublinha que sem o Espírito Santo “não podemos compreender que Deus existe verdadeiramente como amor”. Amor significa “doar a si mesmo”. O amor se realiza com o dom de si. É uma coisa chocante, explica, que nos pede para irmos além da nossa mentalidade. Em Cristo, vemos “a verdade de Deus”. Compreender um Deus que se doa deste modo, “coloca em dificuldade as abordagens racionalistas à fé”. “Deus Pai governa o mundo e a história através do Cordeiro, o dom da fé”. “A história é gerida através do dom de si, através do amor”.

Da Quaresma ao Tríduo Pascal

O amor, que “no céu é uma Bem-aventurança absoluta”, na Terra é o Tríduo pascal. Por isso, é preciso se preparar através do caminho quaresmal. É preciso saber entender, sublinha padre Rupnik, que “a nossa presença na história encontra sentido através do Tríduo pascal”. Deve-se compreender todo o dom é consumido: “quem se doa se consome, não se poupa”. Então o testemunho é possível apenas graças ao Espírito Santo.

Viver o dom de si

É o Senhor que dá a vida: com o Espírito Santo, podemos viver a vida como “dom de si”. Deus derrama nos nossos corações o amor do Pai. Este, conclui padre Rupnik, é caminho da Igreja na história. É um caminho pascal. Nós como Maria, “somos chamados a uma conversão contínua para ver que a história procede segundo a Providência”. E que Deus “se manifesta neste mundo através da nossa presença”.

 

14 de março de 2020 at 5:41 Deixe um comentário

Nossa Senhora de Kevelaer

N S kevelaer

A origem do título Nossa Senhora de Kevelaer e da respectiva imagem (milagrosa) diante da qual, há mais de 300 anos, os fiéis se prostram, invocando a Mãe de Deus, é a seguinte:

Hendrick Busman, de 40 anos de idade, nascido em Niedermörnter, província de Kleve, e casado com Mechel Schrouse, tinha um pequeno negócio, de cuja renda viviam e por isso precisava de vez em quando viajar pela redondezas.

Pelo Natal de 1641 aconteceu que, vindo de Weeze e passando por uma cruz de pedra que havia ali, nas imediações de Kevelaer, ouviu uma voz que lhe disse: “Quero que me construa uma capelinha neste lugar”.

Admirado Hendrick olha para todos os lados, mas não vê ninguém; continua então seu caminho, procurando esquecer as palavras que ouvira.

Sete ou oito dias depois, passando pelo mesmo caminho, ouviu naquele lugar, pela segunda vez, a mesma voz e as mesmas palavras. Ficou então muito triste e aflito, ao pensar em seus minguados recursos e poucas relações.

Como um pobre mortal como ele haveria de construir a capela?

Além disso, era provável que sua mulher não lhe desse o consentimento para a construção da capelinha.

Mas… a incumbência recebida não lhe saía da cabeça e, depois de muito pensar, resolveu fazer, por dia, uma pequena economia até que completasse, pouco a pouco, a quantia de 100 florins, para então iniciar a construção.

Uns dias mais tarde passava ele pelo mesmo lugar, quando ouviu novamente as mesmas palavras. Espantado, e seriamente abalado desta vez, permaneceu em silêncio durante algum tempo, para ver se aparecia alguém e certificar-se de que não era algum embuste ou ilusão; porém, nada descobrindo, resolveu por em prática a resolução de poupar o que pudesse, para poder cumprir a vontade do céu.

Entrementes, aconteceu, um mês antes de Pentecostes, que sua mulher teve uma noite uma visão ou aparição, na qual enxergou no meio de uma luz vivíssima uma capelinha, e nesta uma pequena estampa de Nossa Senhora igual à que ela tinha visto, algum tempo antes, nas mãos de dois soldados.

Eram duas estampas de Nossa Senhora de Luxemburgo, que eles tinham trazido para remetê-las ao tenente da Companhia de Mackewitz.

Os soldados quiseram vender os santinhos, ou um deles pelo menos, a Mechel, por um blaumeuser, porém ela não pode adquirir nem um, devido ao elevado preço, e por isso as estampas foram entregues ao tenente.

Mechel teve de falar na visão mais de uma vez, porque o marido não lhe dera inteiro crédito; porém, encontrando-se ele durante o dia com dois soldados da vizinhança, que faziam a ronda noturna e tinham visto a casa dele iluminada por uma luz muito forte naquela noite, estes lhe perguntaram que luz era aquela tão intensa, de modo que, estupefato, ele teve de acreditar na visão, uma vez que todos os da casa se tinham recolhido cedo, sem deixar nenhuma luz acesa, como sempre faziam.

Hendrick mandou então a mulher procurar os soldados que lhe tinham oferecido as efígies de Nossa Senhora, para ver se conseguia obter uma delas. Estes lhe disseram que as tinham entregado ao tenente, e que este tinha sido feito prisioneiro na batalha travada contra o general Llamboy, achando-se preso em Kempen; que tivesse paciência, portanto, até que fosse posto em liberdade, o que aconteceu pouco depois.

Entretanto tinha Hendrick começado a construir a capelinha, com o pronto e eficaz auxílio do vigário de Kevelaer, que lhe fornecera o material .

Posto o tenente em liberdade, Mechel foi procurá-lo e pedir-lhe um dos santinhos, porém ele não lho deu sem primeiro saber por que motivo ela desejava com tanto empenho obtê-lo. Mechel satisfez sua curiosidade, manifestando-lhe a razão do seu ardente desejo, e ele então lhe disse que escolhesse um deles. Muito satisfeita ela o levou ao marido, que mandou pintar uma tabuinha e colocar nela a estampa de Nossa Senhora, para que pudesse ser colocada na capelinha com mais facilidade.

Quando as carmelitas da cidade de Geldern souberam do ocorrido, pediram ao pintor que levasse o quadrinho de Nossa Senhora para sue convento a fim de o venerarem devotamente naquela noite. Queriam, no entanto, conservá-lo também no dia seguinte, com o que o pintor não concordou, fazendo o possível para que elas lho entregassem novamente. Vendo baldados seus esforços, o pintor teve de comunicar a Hendrick o que acontecera. Depois de muito pedir, elas lho entregaram, e ele, acompanhado de muita gente que queria ver a imagenzinha, levou-a para sua casa, para onde começou logo a afluir o povo, desejoso de venerar Nossa Senhora.

Logo começaram também a oferecer-lhe dinheiro e velas, contra a vontade de Hendrick, que se viu obrigado a esconder o quadrinho, levando-o depois para a igreja dos capuchinhos, onde ficou três dias. Muitos dos que passavam por ali deixavam espontaneamente suas ofertas, de modo que os padres mandaram dizer a Hendrick que fosse buscá-las. Este, porém, achava que não podia nem devia aceitar nenhuma esmola ou oferta, até que finalmente foi intimado, por intermédio do irmão Luitgens, a ir buscar e guardar todas as ofertas, enquanto não se determinasse o lugar onde deviam ser conservadas.

Depois disso os capuchinhos e a paróquia resolveram levar o quadrinho para Kevelaer, em solene procissão. Porém, por justos motivos, foi levado às ocultas pelo vigário de Kevelaer, no último dia do mês de maio de 1642, sendo colocado no dia seguinte na capelinha que Hendrick construíra conforme sua mulher a tinha visto na referida visão. No mesmo dia uma multidão vinda de Geldern e de outros lugares afluiu ao novo trono da Mãe de Deus, que não deixou de recompensar com alguns notáveis milagres a fé e o amor filial daquele povo.

A imagem que representa Nossa Senhora de Luxemburgo ficou representando também Nossa Senhora de Kevelaer. Como a efígie de Nossa Senhora exposta por Hendrick em Kevelaer se tornou logo célebre pela devoção do povo, por seus milagres, pelas peregrinações, deram-lhe o título de Nossa Senhora de Kevelaer, e assim Nossa Senhora obteve mais um título, apesar de a imagem que a representa ser a mesma que já era conhecida como Nossa Senhora de Luxemburgo.

Kevelaer, que em 1642 era um matagal deserto, é hoje uma cidade importante, por causa da basílica de Nossa Senhora de Kevelaer e do contínuo movimento das peregrinações.

Fonte: Site do Santuário Nacional de Aparecida

21 de fevereiro de 2020 at 9:16 Deixe um comentário

Posts antigos Posts mais recentes


Arquivos

ADMINISTRADORA DO BLOG:

Jane Amábile

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se aos outros seguidores de 373

Categorias