Archive for junho, 2019

Documento de Trabalho do Sínodo: “Amazônia pede à Igreja que seja sua aliada”

Rios, manancial de povos, culturas e expressões espirituais na AmazôniaPará, comunidade ribeirinha do Rio Tapajós

Apresentado o Instrumentum Laboris do Sínodo para a Amazônia. A realidade das Igrejas locais aponta: É necessário passar de uma “Igreja que visita” para uma “Igreja que permanece”, que possa oferecer a Eucaristia para suas comunidades.

Cristiane Murray – Cidade do Vaticano

O mundo amazônico pede à Igreja que seja sua aliada: esta é a alma do Documento de Trabalho (Instrumentum Laboris) publicado na manhã desta segunda-feira (17 de junho) pela Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos e apresentado à imprensa.

O Documento é fruto de um processo de escuta que teve início com a visita do Papa Franciscoa Puerto Maldonado (Peru) em janeiro de 2018, prosseguiu com a consulta ao Povo de Deus em toda a Região Amazônica por todo o ano e se concluiu com a II Reunião do Conselho Pré-Sinodal, em maio passado.

Ouvir com Deus o grito do povo; até respirar nele a vontade a que Deus nos chama

O território da Amazônia abrange uma parte do Brasil, da Bolívia, do Peru, do Equador, da Colômbia, da Venezuela, da Guiana, do Suriname e da Guiana Francesa, em uma extensão de 7,8 milhões de quilômetros quadrados, no coração da América do Sul. Suas florestas cobrem aproximadamente 5,3 milhões de km2, o que representa 40% da área de florestas tropicais do globo.
A primeira parte do Documento, “A voz da Amazônia”, apresenta a realidade do território e de seus povos. E começa pela vida e sua relação com a água e os grandes rios, que fluem como veias da flora e fauna do território, como manancial de seus povos, de suas culturas e de suas expressões espirituais, alimentando a natureza, a vida e as culturas das comunidades indígenas, camponesas, afrodescendentes, ribeirinhas e urbanas.

Vida ameaçada, ameaça integral

A vida na Amazônia está ameaçada pela destruição e exploração ambiental, pela violação sistemática dos direitos humanos elementares de sua população. De modo especial a violação dos direitos dos povos originários, como o direito ao território, à autodeterminação, à demarcação dos territórios e à consulta e ao consentimento prévios.

Rios, manancial de povos, culturas e expressões espirituais na Amazônia

Segundo as comunidades participantes nesta escuta sinodal, a ameaça à vida deriva de interesses econômicos e políticos dos setores dominantes da sociedade atual, de maneira especial de empresas extrativistas. Atualmente, a mudança climática e o aumento da intervenção humana (desmatamento, incêndios e alteração no uso do solo) estão levando a Amazônia rumo a um ponto de não-retorno, com altas taxas de desflorestação, deslocamento forçado da população e contaminação, pondo em perigo seus ecossistemas e exercendo pressão sobre as culturas locais.

O clamor da terra e dos pobres

Na segunda parte, o Documento examina e oferece sugestões às questões relativas à ecologia integral. Hoje, a Amazônia constitui uma formosura ferida e deformada, um lugar de dor e violência, como o indicam de maneira eloquente os relatórios das Igrejas locais recebidos pela Secretaria Geral do Sínodo. Reinam a violência, o caos e a corrupção.

“ O território se transformou em um espaço de desencontros e de extermínio de povos, culturas e gerações. ”

Há quem se sente forçado a sair de sua terra; muitas vezes cai nas redes das máfias, do narcotráfico e do tráfico de pessoas (em sua maioria mulheres), do trabalho e da prostituição infantil. Trata-se de uma realidade trágica e complexa, que se encontra à margem da lei e do direito.

Território de esperança e do “bem viver”

Os povos amazônicos originários têm muito a ensinar-nos. Reconhecemos que desde há milhares de anos eles cuidam de sua terra, da água e da floresta, e conseguiram preservá-las até hoje a fim de que a humanidade possa beneficiar-se do usufruto dos dons gratuitos da criação de Deus. Os novos caminhos de evangelização devem ser construídos em diálogo com estas sabedorias ancestrais em que se manifestam as sementes do Verbo.

Povos nas periferias

O Documento de Trabalho analisa também a situação dos Povos Indígenas em Isolamento Voluntário (PIAV). Segundo dados de instituições especializadas da Igreja (por ex., CIMI) e outras, no território da Amazônia existem de 110 a 130 diferentes “povos livres”, que vivem à margem da sociedade, ou em contato esporádico com ela. São vulneráveis perante as ameaças… do narcotráfico, de megaprojetos de infraestrutura, e de atividades ilegais vinculadas ao modelo de desenvolvimento extrativista.

Pará, comunidade ribeirinha do Rio Tapajós

Povos amazônicos em saída

A Amazônia se encontra entre as regiões com maior mobilidade interna e internacional na América Latina. De acordo com as estatísticas, a população urbana da Amazônia aumentou de modo exponencial; atualmente, de 70 a 80% da população reside nas cidades, que recebem permanentemente um elevado número de pessoas e não conseguem proporcionar os serviços básicos dos quais os migrantes necessitam. Não obstante tenha acompanhado este fluxo migratório, a Igreja deixou no interior da Amazônia vazios pastorais que devem ser preenchidos.

Igreja profética na Amazônia: desafios e esperanças

Enfim, a última parte do Documento de Trabalho chama os Padres Sinodais da Pan-amazônia a discutirem o segundo binário do tema proposto pelo Papa: os novos caminhos para a Igreja na região.

Para ouvir e compartilhar:

Por falta de sacerdotes, as comunidades têm dificuldade de celebrar com frequência a Eucaristia. “A Igreja vive da Eucaristia” e a Eucaristia edifica a Igreja. Por isso, pede-se que, em vez de deixar as comunidades sem a Eucaristia, se alterem os critérios para selecionar e preparar os ministros autorizados para celebrá-la. As comunidades pedem ainda maiores apreciação, acompanhamento e promoção da piedade com a qual o povo pobre e simples expressa sua fé, mediante imagens, símbolos, tradições, ritos e outros sacramentais. Trata-se da manifestação de uma sabedoria e espiritualidade que constitui um autêntico lugar teológico, dotado de um enorme potencial evangelizador. Seria oportuno voltar a considerar a ideia de que o exercício da jurisdição (poder de governo) deve estar vinculado em todos os âmbitos (sacramental, judicial e administrativo) e de maneira permanente ao sacramento da ordem.

Novos ministérios

Para além da pluralidade de culturas no interior da Amazônia, as distâncias causam um problema pastoral grave, que não se pode resolver unicamente com instrumentos mecânicos e tecnológicos. É necessário promover vocações autóctones de homens e mulheres, como resposta às necessidades de atenção pastoral-sacramental. Trata-se de indígenas que apregoem a indígenas a partir de um profundo conhecimento de sua cultura e de sua língua, capazes de comunicar a mensagem do Evangelho com a força e a eficácia de quem dispõe de uma bagagem cultural.

“ É necessário passar de uma “Igreja que visita” para uma “Igreja que permanece”, acompanha e está presente através de ministros provenientes de seus próprios habitantes. ”

Afirmando que o celibato é uma dádiva para a Igreja, pede-se que, para as áreas mais remotas da região, se estude a possibilidade da ordenação sacerdotal de pessoas idosas, de preferência indígenas, respeitadas e reconhecidas por sua comunidade, mesmo que já tenham uma família constituída e estável, com a finalidade de assegurar os Sacramentos que acompanhem e sustentem a vida cristã.

Papel da mulher

É pedido que se identifique o tipo de ministério oficial que pode ser conferido à mulher, tendo em consideração o papel central que hoje ela desempenha na Igreja amazônica. Reclama-se o reconhecimento das mulheres a partir de seus carismas e talentos. Elas pedem para recuperar o espaço que Jesus reservou às mulheres, “onde todos/todas cabemos”. Propõe-se inclusive que às mulheres seja garantido sua liderança, assim como espaços cada vez mais abrangentes e relevantes na área da formação: teologia, catequese, liturgia e escolas de fé e de política.

A vida consagrada

Propõe-se promover uma vida consagrada alternativa e profética, intercongregacional, interinstitucional, com um sentido de disposição para estar onde ninguém quer estar e com quantos ninguém quer estar. Aconselha-se que a formação para a vida religiosa inclua processos formativos focados a partir da interculturalidade, inculturação e diálogo entre espiritualidades e cosmovisões amazônicas.

Assembleia territorial da REPAM e Miracema (TO)

Ecumenismo

O Documento não deixa de relevar o importante fenômeno importante a ter em consideração é o vertiginoso crescimento das recentes Igrejas evangélicas de origem pentecostal, especialmente nas periferias: “Elas nos mostram outro modo de ser Igreja, onde o povo se sente protagonista, onde os fiéis podem expressar-se livremente, sem censuras, dogmatismos, nem disciplinas rituais”.

Igreja e poder: caminho de cruz e martírio de muitos

Ser Igreja na Amazônia de maneira realista significa levantar profeticamente o problema do poder, porque nesta região o povo não tem possibilidade de fazer valer seus direitos face às grandes corporações econômicas e instituições políticas. Atualmente, questionar o poder na defesa do território e dos direitos humanos significa arriscar a vida, abrindo um caminho de cruz e martírio. O número de mártires na Amazônia é alarmante (por ex., somente no Brasil, de 2003 a 2017, foram assassinados 1.119 indígenas por terem defendido seus territórios).

“ A Igreja não pode permanecer indiferente mas, pelo contrário, deve contribuir para a proteção das/dos defensores de direitos humanos, e fazer memória de seus mártires, entre elas mulheres líderes como a Irmã Dorothy Stang. ”

Durante o percurso de construção do Instrumentum Laboris, ouviu-se a voz da Amazônia à luz da fé com a intenção de responder ao clamor do povo e do território amazônico por uma ecologia integral e por novos caminhos para uma Igreja profética na Amazônia. Estas vozes amazônicas exortam o Sínodo dos Bispos a dar uma resposta renovada às diferentes situações e a procurar novos caminhos que possibilitam um kairós para a Igreja e o mundo.

26 de junho de 2019 at 5:51 Deixe um comentário

Três brasileiros vão receber o pálio das mãos do Papa. Acompanhe ao vivo

Pálio é símbolo de união dos pastores com o Pontífice

Pálio é símbolo de união dos pastores com o Pontífice  (Vatican Media)

No próximo sábado, 29 de junho, três arcebispos brasileiros receberão o pálio das mãos do Papa Francisco: Dom Dario Campos, da Arquidiocese de Vitória (ES), Dom João Inácio Muller, da Arquidiocese de Campinas (SP) e Dom João Justino de Medeiros Silva, de Montes Claros (MG).

Cidade do Vaticano

Na Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o Papa Francisco preside à tradicional Missa durante a qual entrega o Pálio aos novos arcebispos metropolitanos.

Desta vez, os brasileiros serão três: Dom Dario Campos, da Arquidiocese de Vitória (ES), Dom João Inácio Muller, da Arquidiocese de Campinas (SP) e Dom João Justino de Medeiros Silva, de Montes Claros (MG).

A cerimônia será transmitida ao vivo, com comentários em português, a partir das 09h30 locais (04h30 no horário de Brasília). Após a celebração, o Pontífice conduz a oração mariana do Angelus aos meio-dia – sempre com transmissão ao vivo da Rádio Vaticano/Vatican News.

25 de junho de 2019 at 5:44 Deixe um comentário

Frases sobre a Igreja

1-Santo Ambrósio: “A Igreja não brilha de luz própria, mas da de Cristo; extrai de tal modo o seu esplendor do Sol de justiça, que pode dizer: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gal 2, 20)”.

2-São Máximo: “A Santa Igreja terá sobre nós os mesmos efeitos que tem Deus, de quem é imagem”.

3-Papa Francisco: “A Igreja precisa de vocês (dos jovens), do entusiasmo, da criatividade e da alegria que lhes caracterizam!”

4-Monsenhor André Sampaio de Oliveira: “É muito importante compreender que a Igreja é um mistério de comunhão”.

5-Papa Emérito Bento XVI: “O “Nós” da Igreja é a comunidade na qual Jesus nos reúne juntos (cfr Jo 12,32): a fé é necessariamente eclesial”.

6-São João Paulo II: “Maria – a Mãe de Deus – é modelo para a Igreja, é Mãe para os remidos”.

7-São Máximo: “Todos nascem nesta Igreja e, por obra sua, todos renascem para uma vida nova, recriados pelo Espírito Santo”.

8-Papa Francisco: “A caridade é a vida íntima da Igreja e se manifesta na comunhão eclesial. Comunhão entre os Bispos e com os Bispos, que são os primeiros responsáveis pelo serviço de caridade”.

9-Papa Emérito Bento XVI: “Nos acompanhe neste tempo a Virgem Maria, Mãe da Igreja e modelo de todo autêntico discípulo do Senhor”.

10-São João Paulo II: “Maria é ela própria figura da Igreja”.

11-Padre Roger Araújo: “A Igreja de Cristo é governada por Ele, porque Cristo é a única cabeça que nós temos”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

25 de junho de 2019 at 5:33 Deixe um comentário

São João Batista, rogai por nós!

Igreja de São João Batista em Burarama, Espírito Santo

24 de junho de 2019 at 5:41 Deixe um comentário

Solenidade de São Pedro e São Paulo – Eu te darei as chaves do Reino dos Céus – São Mateus 16, 13-19 – dia 30 de junho de 2019

“13.Chegando ao território de Cesareia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: “No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?”. 14.Responderam: “Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas”. 15.Disse-lhes Jesus: “E vós quem dizeis que eu sou?” 16.Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!”. 17.Jesus, então, lhe disse: “Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.* 18.E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.* 19.Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.*”
Fonte: Bíblia Católica Online

 

“Damos glória ao Senhor pela solenidade de Pedro e Paulo, que plantaram a Igreja e a regaram com o próprio sangue. Os dois apóstolos combateram o bom combate da fé e, unidos pelo martírio, recebem, em toda a terra, igual veneração. Celebremos em comunhão com o Papa Francisco, bispo de Roma e sucessor de Pedro”. (Liturgia Diária)

Dom Manoel João Francisco explicou que “no próximo domingo os católicos do mundo inteiro celebram a solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo. Eles são considerados colunas da Igreja, por isso, a eles é devido um culto especial. Na verdade, a data da celebração é 29 de junho que, segundo uma antiga tradição romana, é o dia em que os dois Apóstolos foram martirizados. No entanto, a Igreja, querendo venerar de forma condigna estes dois gigantes da fé, transfere a celebração para o domingo seguinte”.

“A liturgia da Solenidade dos apóstolos S. Pedro e S. Paulo convida-nos a refletir sobre estas duas figuras e a considerar o seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo e de testemunho do projeto libertador de Deus”. (Site Ecclesia)

“O Evangelho convida os discípulos a aderirem a Jesus e a acolherem-no como “o Messias, Filho de Deus”. Dessa adesão, nasce a Igreja – a comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro. A missão da Igreja é dar testemunho da proposta de salvação que Jesus veio trazer. À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves – isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os ensinamentos de Jesus aos desafios do mundo e de acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece”. (Site Ecclesia)

“Num só dia celebramos o martírio dos dois Apóstolos. Na realidade, os dois eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos Apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois Apóstolos”. (Santo Agostinho)

E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “A chave representa a autoridade sobre a casa de David. Entretanto, no Evangelho, há outra palavra de Jesus, mas dirigida aos escribas e fariseus, censurando-os por terem fechado aos homens o Reino dos Céus (cf. Mt 23, 13). Também este dito nos ajuda a compreender a promessa feita a Pedro: como fiel administrador da mensagem de Cristo, compete-lhe abrir a porta do Reino dos Céus e decidir se alguém será aí acolhido ou rejeitado (cf. Ap 3, 7). As duas imagens – a das chaves e a de ligar e desligar – possuem significado semelhante e reforçam-se mutuamente”. (29 de Junho de 2012)

O Papa

“Herdeiro da missão de Pedro, o bispo de Roma exerce um ministério que tem a sua origem na misericórdia multiforme de Deus, a qual converte os corações e infunde a força da graça onde o discípulo sente o sabor amargo da sua fraqueza e miséria. A autoridade própria deste ministério está posta totalmente ao serviço do desígnio misericordioso de Deus e há de ser vista sempre nesta perspetiva. É nela que se explica o seu poder”. (São João Paulo II)

Conclusão:

“Depois de um tempo de missão, Jesus interroga os seus para ver o alcance da compreensão que têm dele. Pedro, porta-voz do grupo, responde que Ele é o Messias, o Filho de Deus vivo. Sobre a fé professada por Pedro (e pelo grupo), Jesus edifica sua comunidade, a Igreja. Os apóstolos de todos os tempos são responsáveis por manter a Igreja unida, no seguimento do Mestre”. (Liturgia Diária)

Oração:

PR: Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Hoje, vós nos concedeis a alegria de festejar os apóstolos são Pedro e são Paulo. Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação. Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, por toda a terra, igual veneração. Por essa razão, os anjos celebram vossa grandeza, os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos aos seus louvores, cantando (dizendo) a uma só voz… (Prefácio)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

24 de junho de 2019 at 5:31 Deixe um comentário

Papa no Angelus: “reverter a lógica do ‘cada um por si'”

Sol e calor iluminaram o Papa

Sol e calor iluminaram o Papa

Corpus Christi nos convida a renovar a surpresa e a alegria pelo maravilhoso dom do Senhor que é a Eucaristia: “não a recebamos de forma passiva e habitual; façamos a comunhão sempre como se fosse a nossa primeira comunhão”, disse.

Cristiane Murray – Cidade do Vaticano

Ao meio dia deste primeiro domingo de verão na Itália, milhares de pessoas foram à Praça São Pedro para ver o Papa e ouvir suas palavras. Na Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, o Santo Padre fez uma breve reflexão sobre a origem desta festividade, narrada nos quatro evangelhos canônicos.

Milhares de pessoas participaram da oração mariana do Angelus

O Evangelho de Lucas

Jesus estava curando doentes no lago da Galileia. Quando caiu a noite, os discípulos disseram que o lugar era deserto e que estava na hora de se despedir da multidão, para que fossem aos povoados e lugares vizinhos procurar hospedagem e comida. O mestre surpreende e diz: “Não precisam ir; deem-lhes de comer“. Os discípulos retrucaram: “Só temos cinco pães e dois peixes” e Jesus pediu que lhe levassem o que havia.

“ Jesus convida seus discípulos a fazer uma verdadeira conversão, passando da lógica do cada um por si para a da partilha, a partir do pouco que a Providência nos põe à disposição. E imediatamente mostra que tem uma ideia clara do que quer fazer. ”

Ordena aos discípulos que se sentem em círculos de cinquenta; toma nas mãos os cinco pães e dois peixes e olhando para o céu, agradece e reparte os pães e os peixes, entregando-os aos discípulos, para que os distribuíssem ao povo. Todos puderam comer e se satisfizeram.

Sacramento oferecido pela salvação

Este milagre mostra o poder do Messias e, ao mesmo tempo, a sua compaixão pelo povo. Esse gesto prodigioso não só permanece como um dos grandes sinais da vida pública de Jesus, mas antecipa o que será então, no final, a memória do seu sacrifício, isto é, a Eucaristia, sacramento do seu Corpo e Sangue oferecidos para a salvação do mundo.

Eucaristia, memória perpétua da Páscoa

Francisco explicou aos fiéis que “a Eucaristia é a síntese de toda a existência de Jesus, que foi um único ato de amor ao Pai e aos irmãos. Também ali, como no milagre da multiplicação dos pães, Jesus tomou o pão nas mãos, elevou ao Pai a oração da bênção, partiu o pão e deu-o aos discípulos; e fez o mesmo com o cálice do vinho. Mas naquele momento, na véspera da sua Paixão, quis deixar naquele gesto o Testamento da nova e eterna Aliança, memória perpétua da sua Páscoa de morte e ressurreição.

Sol e calor iluminaram o Papa

Terminando, o Papa pediu que acolhamos a Eucaristia com gratidão, não de modo passivo e habitual, mas renovando verdadeiramente o nosso “amém” ao Corpo de Cristo, para que o dinamismo do seu amor transforme a nossa vida em oferta pura e santa a Deus e para o bem de todos aqueles que encontramos no nosso caminho.

E antes de se despedir, lembrou que como em muitos lugares, também aqui em Roma se realizam procissões no dia de Corpus Christi, e ele mesmo irá ao bairro romano de Casal Bertone celebrar a Missa e fazer a procissão.

Após conceder a bênção, Francisco falou sobre a beatificação de um grupo de religiosas mártires da Ordem Franciscana da Imaculada Conceição, na guerra civil espanhola:

“ Seu martírio é um convite a todos nós para sermos fortes e perseverantes, especialmente na hora da provação ”

E ainda saudou os peregrinos do Brasil, desejando a todos um feliz domingo e um bom almoço, e como é tradição, pedindo orações para si.

23 de junho de 2019 at 10:52 Deixe um comentário

Papa aos juízes: que a injustiça não tenha a última palavra

1559119635097.JPG

Na tarde de terça-feira, o Pontífice foi até a sede da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, na Casina Pio IV (nos Jardins Vaticanos), para encerrar o evento que reuniu especialistas pan-americanos nos dias 3 e 4 de junho.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

“Nos cabe viver uma etapa histórica de transformações em que se coloca em jogo a alma de nossos povos”: este é um trecho do amplo discurso que o Papa Francisco dirigiu a juízes, advogados, assessores e defensores que participaram no Vaticano de um encontro sobre “Direitos Sociais e Doutrina Franciscana”.

Na tarde desta terça-feira, o Pontífice foi até a sede da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, na Casina Pio IV (nos Jardins Vaticanos), para encerrar o evento que reuniu especialistas pan-americanos nos dias 3 e 4 de junho.

Lideranças valentes

Nesta etapa histórica de transformações, o Papa falou da importância de lideranças “valentes” capazes de abrir caminhos às gerações atuais, e também futuras, criando condições para superar as dinâmicas de exclusão e segregação, de modo que a injustiça não tenha a última palavra.

Francisco manifestou a sua preocupação com alguns “doutrinários”, que consideram os direitos sociais como algo antigo e, deste modo, confirmam políticas econômicas e sociais que levam à aceitação e justificação da desigualdade e da indignidade. Desta forma, cria-se uma “injustiça social naturalizada”.

“ A injustiça e a falta de oportunidades tangíveis e concretas é também uma forma de gerar violência: silenciosa, mas violência. ”

Para o Papa, um sistema político-econômico precisa garantir que a democracia não seja somente nominal, mas seja marcada por ações concretas que velem pela dignidade de todos os seus habitantes. Isso exige esforços por parte das autoridades para reduzir a distância entre o reconhecimento jurídico e a prática do mesmo.

“Não existe democracia com fome, desenvolvimento com pobreza nem justiça com iniquidade.”

A igualdade perante a lei, advertiu Francisco, não pode degenerar em propensão à injustiça. “Num mundo de transformação e fragmentação, os direitos sociais não podem ser somente exortativos ou apelativos nominais, mas farol e bússola para o caminho.”

O Papa recordou ainda que os setores populares não são um problema, mas parte ativa dos rostos de nossas comunidades e nações, e têm todo o direito de participar na busca e construção de soluções inclusivas.

Formação em contato com a realidade

Por isso, é importante estimular que desde o início de sua formação, os advogados possam fazê-la em contato com as realidades que um dia servirão, conhecendo-as em primeira mão e compreendendo as injustiças contra as quais um dia terão que combater.

O Pontífice declarou-se preocupado com uma nova forma de intervenção exógena nos cenários políticos dos países através do uso indevido de procedimentos legais e tipificações judiciais, prática conhecida como “lawfare”, e com o isolamento dos juízes. Por isso, aprova uma das finalidades do encontro no Vaticano, que é criar um Comitê Permanente Pan-americano de Juízes e Juízas pelos Direitos Sociais.

Francisco então concluiu:

“ Estimados magistrados: vocês têm um papel essencial, são também poetas sociais quando não têm medo de ser ‘protagonistas na transformação do sistema judicial baseado no valor, na justiça e na primazia da dignidade da pessoa humana’ sobre qualquer outro tipo de interesse ou justificação. ”

23 de junho de 2019 at 5:36 Deixe um comentário

Reflexão para o XII Domingo do Tempo Comum

O Senhor faz conhecer a seus discípulos o verdadeiro significado de ser messias.

Pe. Cesar Augusto dos Santos – Cidade do Vaticano

O trecho escolhido do Evangelho de Lucas para este domingo nos fala da identidade de Jesus. Nele temos Pedro diante da pergunta do Senhor: “Quem diz o povo que eu sou?”, respondendo: “O Cristo de Deus”.

Imediatamente a essa resposta, o Senhor proíbe seus discípulos de tornarem pública sua identidade.

Perguntamo-nos qual o motivo desse segredo e em seguida lemos Jesus falando de sua paixão, morte e ressurreição. Ora, Jesus receia que o anúncio de que ele é o Cristo de Deus, reforce na mente dos judeus a missão messiânica da restauração política de Israel, mas essa não é sua missão. Jesus revela a seus amigos que ele irá sofrer e chegará à morte, mas ressuscitará. Mais ainda, diz que quem quiser acompanhá-lo deverá, a seu exemplo, entregar sua vida até à morte.

O Senhor faz conhecer a seus discípulos o verdadeiro significado de ser messias. Não é uma tarefa triunfante, mas sim, árdua, penosa, que exige profunda conversão de interesses e obediência ao Pai. É um sair de si, um voltar-se totalmente para o outro no serviço do Pai.

Também nós, que nos colocamos ao serviço do Evangelho, seja como sacerdotes, seja como catequistas, seja apenas como uma presença cristã em meio a uma sociedade paganizada, deveremos nos conscientizar de que precisamos sair de nós mesmos e aceitar a cruz de cada dia. Somente assim seguiremos o Senhor em sua missão, agora nossa, recebida no dia de nosso batismo e confirmada no dia em que fomos crismados.

Sair de si, sair de nós mesmos significa renunciar ao controle de nossa própria vida e nos abrirmos ao futuro, à ação de Deus; sempre confiando na graça de Sua força e proteção para não cedermos à tentação, mas fortalecidos por ela, atravessar os sofrimentos e chegar à ressurreição.

22 de junho de 2019 at 6:34 Deixe um comentário

Papa: não tenham medo da ternura, pois ela dignifica

1560324219200.jpg

“Quando alguém disser coisas com “proximidade” expressa ternura: ternura de um olhar sereno, simples; ternura de uma palavra de encorajamento”, afirma Francisco na vídeo-mensagem por ocasião do Dia de “iMision”, ocorrido em Madri.

Manoel Tavares – Cidade do Vaticano 

O Santo Padre enviou uma vídeo-mensagem, nesta quinta-feira (14/06), por ocasião do Dia de “iMision”, ocorrido em Madri, para a formação gratuita de missionários digitais de língua espanhola.

“iMision” é uma Associação, sem fins lucrativos, que reúne várias instituições católicas e pessoas interessadas em evangelizar o continente por meio digital.

Os objetivos da Associação, que nasceu em 2012, são: criar uma rede de Missionários para formar, ajudar e trabalhar juntos na Internet; oferecer uma formação de qualidade a todos os que desejam ser missionários digitais; e organizar eventos formativos.

Em sua vídeo-mensagem, falando em espanhol, o Papa disse:

Quero saudar todos vocês, que estão participando deste Dia Missionário Digital. Vão em frente! O problema que temos hoje não é tanto o que alguém diz ou que não diz, mas qual! Podemos dizer coisas dentro de ambientes de trabalho, totalmente assépticas, que não servem para nada. Podemos dizer coisas à distância, declarações que tampouco podem ser úteis ou que inspiram alguma coisa. O importante é dizer tudo com “proximidade”, estando perto. Quando alguém disser coisas com “proximidade” expressa ternura: ternura de um olhar sereno, simples; ternura de uma palavra de encorajamento, de uma pessoa que acompanha quem fica para trás; ternura dos que estão sofrendo pelos efeitos desta civilização do “descarte”. Não tenham medo da ternura, pois ela dignifica e é linguagem de Deus. Deus se apresenta ao Povo de Israel dizendo como o trata: “Eu me comportei com ele – diz Deus – como um Pai que carrega seu filho nos braços”. Ele se apresenta com uma imagem de ternura. Logo, não tenham medo da ternura. Vão em frente! Comprometam-se com o coração, então sim se pode “dizer” coisas verdadeiras, não coisas assépticas, coisas declaratórias, coisas de compromisso, mas coisas que constroem o futuro.

Abençoo todos vocês e não se esqueçam de rezar por mim. Que a Virgem os proteja”!

22 de junho de 2019 at 5:41 1 comentário

Papa Francisco no Twitter

Sem comunhão e sem compaixão, constantemente alimentadas pela oração, a teologia não só perde a alma, mas perde a inteligência e a capacidade de interpretar de maneira cristã a realidade.

Queridos jovens, gostaria de dizer a cada um de vocês: Deus ama você; nunca duvide, aconteça o que acontecer na vida; em qualquer circunstância, você é infinitamente amado.

Com os refugiados, a Providência nos oferece a oportunidade de construir uma sociedade mais solidária, mais fraterna, e uma comunidade cristã mais aberta, segundo o Evangelho.
Jesus se fez pão partido para nós, e nos pede que nos doemos aos outros, que não vivamos mais para nós mesmos, mas uns para os outros.

Que o Espírito Santo nos faça viver sempre mais como filhos de Deus e irmãos entre nós.

A fé é uma relação, um encontro e, sob o impulso do amor de Deus, podemos comunicar, acolher e compreender o dom do outro e corresponder-lhe.
Espírito Santo, harmonia de Deus! Vós que transformais o medo em confiança e o fechamento em dom, vinde a nós.

Cada um de nós tem um valor infinito para Deus: somos pequenos sob o céu e impotentes quando a terra treme, mas para Deus somos mais preciosos do que qualquer coisa.

O mistério da Santíssima Trindade nos diz que não temos um Deus solitário lá no céu, distante, não! É Pai que nos deu seu Filho, que se fez homem como nós e que, para estar ainda mais perto de nós, nos envia seu próprio Espírito.
O Espírito Santo nos convoca todos e nos ajuda a descobrir a beleza de estar juntos e de caminhar juntos, cada um com sua própria língua e tradição, mas felizes em encontrar-se entre irmãos.
Sou próximo a tantos idosos que vivem como que escondidos, esquecidos, negligenciados. E agradeço àqueles que se esforçam por uma sociedade mais inclusiva, que não tenha necessidade de descartar quem é fraco no corpo e na mente.

22 de junho de 2019 at 5:39 Deixe um comentário

Posts antigos Posts mais recentes


Arquivos

ADMINISTRADORA DO BLOG:

Jane Amábile

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se aos outros seguidores de 373

Categorias