Bênção dos Santos Óleos e Renovação das Promessas Sacerdotais

17 de abril de 2019 at 5:52 Deixe um comentário

Santos óleos - Missa do Crisma - Quinta-feira Santa no Santuário Nacional (foto: Thiago Leon)
Foto: Thiago Leon

Estamos caminhando rumo a Páscoa do Senhor. Este ano, no mês de abril…a Igreja celebra e vivencia a Semana Santa, na qual vivenciaremos com grande piedade os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do nosso Redentor Jesus Cristo. São dias em que a liturgia nos transmite, passo a passo, os últimos acontecimentos da vida terrena do Filho de Deus entre nós. Cristo, Salvador dos homens, é nossa esperança, pois sua vitória na cruz é, antes e tudo, a vitória da vida sobre a morte. Gesto de amor àqueles que, pelo pecado, se afastaram da face de Deus.

Antes de celebrar os mistérios centrais da salvação, toda a comunidade diocesana, de modo muito significativo o clero, se unirá ao seu bispo para a bênção dos Santos Óleos e para a renovação das promessas sacerdotais. Chegamos à Quinta-feira Santa, que nos insere no coração do mistério pascal de Cristo. Nas “Igrejas Catedrais”, pela manhã, temos a “Missa do Santo Crisma”, exórdio do Solene Tríduo Pascal, que se inicia propriamente com a Missa vespertina da Ceia do Senhor. Na “Missa Crismal”, o bispo diocesano, abençoará, como em todos os anos, os óleos litúrgicos: dos catecúmenos e dos enfermos, e consagrará o Santo Crisma, mediante os quais anuncia-se o novo “ano da graça” do Senhor” (Lc4, 19; Is 61, 2). Por isso falamos ser chamada “Missa dos Santos Óleos”. Os óleos estão no centro da ação litúrgica. São esses óleos que servirão para a administração dos sacramentos do batismo, da Confirmação, da Ordem e da Unção dos Enfermos.

O óleo é sinal da bondade e misericórdia de Deus que nos toca.

O óleo é sinal da bondade e misericórdia de Deus que nos toca. Assim o óleo, nas suas diversas formas, nos acompanha ao longo de toda a nossa vida, desde o catecumenato e o batismo até o momento do fim da nossa caminhada terrestre, onde nos encontraremos, face a face, com Deus juiz e salvador. Na Igreja Primitiva, o óleo consagrado foi considerado, particularmente, como sinal da presença do Espírito Santo, que se comunica conosco a partir de Cristo, o ungido. O Espírito é o óleo da alegria.

Nessa celebração, além de abençoar e consagrar os óleos, renovam-se as promessas sacerdotais pronunciadas no dia da ordenação, sendo por isso também chamada Missa da Unidade, manifestando assim a comunhão diocesana em torno do mistério pascal de Cristo, sendo um momento muito intenso de comunhão eclesial, de participação intensa das comunidades e de valorização dos sacramentos da vida da Igreja.

Todos os presbíteros, quer diocesanos quer religiosos, participam e exercem com o bispo o sacerdócio único de Cristo; estão, pois, constituídos cooperadores providentes da ordem episcopal. Sob a autoridade e o pastoreio do bispo, recebem a rica missão da cura de almas em nossa diocese ou onde são enviados como itinerantes. “Com efeito, os presbíteros, em virtude da sagrada ordenação e da missão que recebem das mãos do Bispo, são promovidos ao serviço de Cristo mestre, sacerdote e rei, de cujo ministério participam, mediante o qual a Igreja continuamente é edificada em Povo de Deus, corpo de Cristo e templo do Espírito Santo”. (Cf. Presbyterorum Ordines). Por isso, todos os bispos, nas respectivas igrejas particulares, que estão presentes pelo mundo inteiro, concelebram a Liturgia Eucarística com o seu presbitério e comunidades, tornando visível o afeto, o carinho e a pronta obediência ao seu pastor. Vendo o clero em torno do seu bispo, experimentamos a unidade da Igreja, que pelo episcopado alude a Cristo, “pastor e guarda de nossas almas”, como menciona o apóstolo Pedro em sua primeira carta (Cf. 1Pd 2,25).

A Igreja reunida é sinal de plena comunhão, pois a reunião do povo, assembleia santa, junto aos presbíteros e em união com o arcebispo, manifesta uma solene e verdadeira liturgia agradável a Deus. Unidos na grande diversidade de dons, somos edificados e conduzidos pelo Espírito Santo, tornando-nos, assim, a Igreja corpo místico de Jesus Cristo e instrumento de Salvação para os homens.

Que a Virgem Aparecida, Rainha do Brasil, nos ajude a acolhermos os dons do Espírito Santo, e com eles vivenciarmos, com a Igreja, o mistério de Cristo Ressuscitado.

Site do Santuário Nacional de Aparecida

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