Archive for fevereiro, 2019

Oitavo Domingo do Tempo Comum – O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração – São Lucas 6,39-45 – 03 de Março de 2019

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Naquele tempo:

39.Jesus contou uma parábola aos discípulos: ‘Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco?
40.Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41.Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? 42.Como podes dizer a teu irmão:
irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão. 43.Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. 44.Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de plantas espinhosas. 45.O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio.

O Papa Francisco disse que “todos nós queremos, no dia do julgamento, que o Senhor olhe para nós com benevolência, que o Senhor se esqueça de muitas coisas ruins que fizemos na vida. E isto é justo, porque somos filhos, e um filho espera isto do pai, sempre». Mas «se julgares constantemente os outros, com a mesma medida serás julgados: isto é claro”. (20 de junho de 2016)

“Quando nós conhecermos o fundo sujo e podre que cada um de nós somos, não julgamos mais ninguém. Se nós ainda julgamos, condenamos, é porque ainda não nos conhecemos como deveríamos ser conhecidos”. (São Luís Grignion de Montfort)
O Padre Roger Araújo disse assim: “Meus irmãos, às vezes uma cegueira envolve os nossos olhos, e a pior delas é aquela quando não enxergamos a nós mesmos. Nós enxergamos tanta coisa, mas o essencial não; enxergamos os problemas dos outros, os defeitos, as maldades deles, mas não conseguimos ver os nossos defeitos, os nossos limites, nós não conseguimos enxergar aquilo que em nós está errado”.
O Padre Paulo Ricardo explicou: “Essa excessiva indulgência para com nós mesmos e essa desmedida severidade para com os outros prova que não vemos as coisas com os olhos de Deus. Eis porque temos de lhe pedir a graça de podermos vê-las com o seu olhar, sempre justo e, ao mesmo tempo, compreensivo. Trata-se, é verdade, de uma graça rara, que só vemos realizada perfeitamente nos grandes santos; mas nós, que desejamos levar a cabo aquele chamado: “Sede perfeitos”, não podemos medir esforço nenhum para sermos parecidos com Nosso Senhor, que tudo via e julgava com olhar limpo, reto e misericordioso”.
O Papa Francisco também disse: “Pensemos hoje no que o Senhor nos diz: não julgar, para não ser julgado; a medida, o modo, a medida com a qual julgamos será a mesma que usarão para conosco; e, em terceiro lugar, vamos nos olhar no espelho antes de julgar. ‘Mas aquele faz isso… isto faz o outro…’ ‘Mas, espere um pouco… ‘, eu me olho no espelho e depois penso. Pelo contrário, eu vou ser um hipócrita, porque eu me coloco no lugar de Deus e, também, o meu julgamento é um julgamento pobre; carece-lhe de algo tão importante que tem o julgamento de Deus, falta a misericórdia”. (20 de junho de 2016)
Conclusão: 
“Há regras claras sugeridas por Jesus para não cair na hipocrisia: não julgar os outros para não sermos também nós julgados com a mesma medida; e quando sentimos a tentação de o fazer, é melhor primeiro olhar-se no espelho, não para nos escondermos com a maquilhagem mas para ver bem como somos realmente. Recordando que o único verdadeiro juízo é o de Deus com a sua misericórdia, o Papa Francisco recomendou que não cedamos à tentação de nos colocarmos no lugar do Senhor, duvidando da sua palavra”. (Papa Francisco em 20 de junho de 2016)
Oração:
Senhor Jesus, eu não quero julgar o meu irmão. Mas quero olhar o que faço e o que vos desagrada. Quero colocar as minhas más ações diante de ti para que me julgues com vossa infinita misericórdia. Dai-me, Senhor, um coração misericordioso e complacente comigo mesmo e com meus irmãos. Jesus, pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de mim e do mundo inteiro. Amém.
Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo
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25 de fevereiro de 2019 at 5:40 Deixe um comentário

Assista a “Papa Francisco – Santa Missa 2019-02-24” no YouTube

24 de fevereiro de 2019 at 9:34 Deixe um comentário

Pontos de reflexão compartilhados pelo Papa para o encontro sobre a proteção dos menores

Textos para o Encontro no Vaticano sobre "A Proteção dos Menores na Igreja"Textos para o Encontro no Vaticano sobre “A Proteção dos Menores na Igreja”  (Vatican Media)

Nesta manhã (21/02) foram entregues aos participantes do encontro no Vaticano 21 pontos de reflexão que o Papa Francisco quis compartilhar para ajudar os trabalhos destes dias.

Cidade do Vaticano

No início do encontro no Vaticano sobre “A proteção dos menores na Igreja”, Papa Francisco compartilhou com os participantes algumas “diretrizes” para ajudar os trabalhos destes dias. Trata-se de 21 “Pontos de reflexão”, formulados pelas próprias Coferências Episcopais em vista deste evento e que o Papa resumiu em uma lista que foi distribuída aos presentes: “Um simples ponto de partida – especificou Francisco – que vem de vocês e volta a vocês, e que não subtrai nada à criatividade necessária a este encontro”. Publicamos abaixo o texto:

PONTOS DE REFLEXÃO

1. Elaborar um vade-mécum prático no qual estejam especificados os passos a serem dados pelas autoridades em todos os momentos chave da emergência de um caso.

2. Organizar equipes de escuta, formada por pessoas preparadas e especializadas, onde será feito um primeiro discernimento dos casos das pressupostas vítimas.

3. Estabelecer critérios para o envolvimento direto do Bispo ou do Superior Religioso.

4. Aplicar procedimentos compartilhados para o exame das acusações, a proteção das vítimas e o direito de defesa dos acusados.

5. Informar as autoridades civis e as autoridades eclesiásticas superiores respeitando as normas civis e canônicas.

6. Fazer uma revisão periódica dos protocolos e das normas para salvaguardar um ambiente protegido para os menores em todas as estruturas pastorais; protocolos e normas baseados nos princípios da justiça e da caridade e que devem se integrar para que a ação da Igreja, também neste campo, seja conforme à sua missão.

7. Estabelecer protocolos específicos para a gestão das acusações contra os Bispos.

8. Acompanhar, proteger e cuidar das vítimas, oferecendo-lhes todo o necessário apoio para uma cura completa.

9. Incrementar a conscientização das causas e das consequências dos abusos sexuais através de iniciativas de formação permanente de Bispos, Superiores religiosos, clérigos e agentes pastorais.

10. Preparar percursos para o cuidado pastoral das comunidades feridas pelos abusos e itinerários penitenciais e de recuperação para os culpados.

11.  Consolidar a colaboração com todas as pessoas de boa vontade e com os profissionais dos meios de comunicação para poder reconhecer e discernir os casos verdadeiros dos falsos, as acusações das calúnias evitando rancores e insinuações, fofocas e difamações (cf. Discurso à Cúria Romana, 21 de dezembro de 2018)

12. Elevar a idade mínima para o casamento a 16 anos.

13. Estabelecer disposições que regulamentem e facilitem a participação dos especialistas leigos nas investigações e nos vários níveis de juízo dos processos canônicos concernentes aos abusos sexuais e/ou de poder.

14. O Direito à defesa: é preciso também proteger o princípio de direito natural e canônico da pressuposta inocência até prova de culpabilidade do acusado. Por isso é preciso evitar que sejam publicadas listas de acusados, também por parte das dioceses, antes da investigação prévia e da condenação definitiva.

15. Observar o tradicional princípio da proporcionalidade da pena com relação ao crime cometido. Deliberar para que os sacerdotes e os bispos culpados de abuso sexual contra menores abandonem o ministério público.

16. Introduzir regras referentes aos seminaristas e candidatos ao sacerdócio ou à vida religiosa. Para os mesmos introduzir programas de formação inicial e permanente para consolidar sua maturidade humana, espiritual e psicossexual, assim como suas relações interpessoais e seus comportamentos.

17. Submeter os candidatos ao sacerdócio e à vida consagrada a uma avaliação psicológica por parte de especialistas qualificados e credenciados.

18. Indicar as normas que regulamentam a transferência de um seminarista ou aspirante religioso de um seminário a outro; assim como de um sacerdote ou religioso de uma diocese ou de uma congregação a outra.

19.  Formular códigos de conduta obrigatórios para todos os clérigos, os religiosos, os funcionários de serviço e os voluntários, para delinear limites apropriados nas relações pessoais. Especificar os requisitos necessários para os funcionários e os voluntários, e verificar seus antecedentes criminais.

20. Ilustrar todas as informações e os dados sobre os perigos do abuso e os seus efeitos, sobre como reconhecer os sinais de abuso e sobre como denunciar os suspeitos de abuso sexual. Tudo isso deve ocorrer em colaboração com os pais, professores, profissionais e autoridades civis.

21.  É necessário que seja instituído, onde ainda não foi feito, um organismo de fácil acesso para as vítimas que queiram denunciar eventuais crimes. Um organismo que seja autônomo, também com relação à Autoridade eclesiástica local e seja formado por pessoas especializadas (clérigos e leigos), que saibam exprimir a atenção da Igreja, para com os que se consideram ofendidos por comportamentos impróprios por parte dos clérigos.

24 de fevereiro de 2019 at 5:38 Deixe um comentário

VII Domingo do tempo comum: “Sejam misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36)

Audiência geral Audiência geral   (Vatican Media)

Reflexão sobre o VII domingo do tempo comum. Deus que nos ama e perdoa, nos convida a fazermos o mesmo.

Padre Arnaldo Rodrigues – Cidade do Vaticano

A vida de um cristão é uma grande contradição, ou seja, dar um testemunho diferente do que se espera a maioria das pessoas neste mundo. Somos chamados a sermos sinais de misericórdia, mesmo diante dos grandes desafios, porque nosso Pai age permanentemente de misericórdia conosco.

A liturgia deste sétimo domingo do tempo comum, nos alerta sobre a gratuidade das relações, sobretudo no que diz respeito ao perdão e a caridade ao próximo.

A história de Jesus é a expressão concreta do ato de amor totalmente livre e universal (enquanto éramos pecadores, ele foi o primeiro a amar-nos) com quem Deus se entrega à humanidade e em quem revela o que é. O cristão, portanto, deve amar com um amor gratuito e universal, porque Deus em Cristo nos amou assim. A própria capacidade de amar nos é dada pelo fato de que já fomos objeto de amor. Devemos agir com misericórdia, porque fomos os primeiros a necessitar do perdão e da compaixão. Deste modo devemos recordar que o princípio da vida moral e do amor cristão, livre e universal, da caridade não podem ser entendido fora do Evangelho.

São Lucas, no Evangelho deste domingo, não enuncia este princípio em forma abstrata, mas em forma concreta, recolhendo uns ditos de Jesus. Todos estes preceitos são indicações que nos são apresentados de forma dramática para dar referência a situações concretas, sobre a qualidade e a direção da ação humana em vista de sua conformação à ação divina (“Sejam misericordiosos, como também o Pai de vocês é misericordioso” Lc 6,36).

“ Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam; Bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam; Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra; Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles (Lc 6,27-31). ”

Estas palavras de Jesus podem parecer assustadoras por causa da radicalidade e da necessidade. Porem é uma realidade que não podemos perder de vista. Esta direção é categórica. Jesus com suas indicações de como viver uma vida radicada nas palavras do Evangelho, deseja moldar nossa vida e ações no Homem celeste, como nos indica São Paulo na segunda leitura.

De certo modo, Jesus quer nos mostrar alguns exemplos de como é a vida nova e, o que ele nos mostra devemos aplicar em todas as áreas da vida. Nós mesmos devemos ser sinais da presença do Reino de Deus, sinais para indicar que algo aconteceu. Deve aparecer aos olhos do mundo a partir de nossa vida que o Reino de Deus está presente no meio de nós. Se é verdade que somos solidários com o homem que está em nós e cuja dinâmica é o pecado e a morte, também é verdade que, aderindo ao Evangelho, tornamo-nos solidários com Cristo e com a sua dinâmica de amor, vida e ressurreição.

Caros amigos, ouvindo novamente o Mestre que nos diz hoje: “Amai os vossos inimigos, fazei bem àqueles que vos odeiam” (Lc 6, 27), também nós fazemos o que Ele nos deu na sua última noite, sabendo que o entregariam à cruz, quando ele lavou os pés e disse:

“ Vocês compreenderam o que acabei de fazer? Vocês dizem que eu sou o Mestre e Senhor. E vocês têm razão; eu sou mesmo. Pois bem: eu, que sou o Mestre e o Senhor, lavei os seus pés; por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei um exemplo: vocês devem fazer a mesma coisa que eu fiz (Jo 13,12-15). ”

Façamos da oração de coleta deste domingo – “Concedei, ó Deus Todo-poderoso, que procurando conhecer sempre o que é reto, realizemos vossa vontade em nossas palavras e ações” – uma inspiração e um clamor para todos nós, de sempre recordarmos que sem a oração, não somos nem mesmo capazes de desejar fazer o bem. De pedir que sejamos homens e mulheres novos, transformados cotidianamente pela Palavra de Deus, acolhendo concretamente em nossas vidas a verdadeira “bondade e compaixão” que vem do Senhor. Ele “retribuirá a cada um conforme a sua justiça e a sua fidelidade” (1Sm 23,26).

23 de fevereiro de 2019 at 13:35 Deixe um comentário

Papa Francisco no Twitter

Senhor, livra-nos da tentação de querermos salvar a nós mesmos, a nossa reputação; ajuda-nos a assumir a culpa e a buscar juntos respostas humildes e concretas em comunhão com todo o povo de Deus.

Senhor, tu conheces a resistência que temos em colocar dentro de nosso coração as dores dos outros. Abre os nossos corações e os modele a tua imagem.

Peçamos ao Espírito Santo para nos fortalecer nestes dias e nos ajudar a transformar este mal em uma oportunidade de consciência e de purificação.

A partir de amanhã viveremos alguns dias de diálogo e comunhão, de escuta e discernimento. Que possam ser um tempo de conversão. Não queremos anunciar a nós mesmos, mas Aquele que morreu por nós.

Nos momentos mais obscuros de nossa história, o Senhor se faz presente, abre caminhos, reanima a fé desencorajada, unge a esperança ferida, desperta a caridade adormecida.

Entremos no mistério do coração entristecido de Deus que é Pai, e falemos com Ele olhando para as tantas calamidades do nosso tempo.

Convido-os a rezar nestes dias pelo encontro sobre a proteção de menores na Igreja, evento que eu desejei como um ato de forte responsabilidade pastoral diante de um desafio urgente de nosso tempo.
: O cristão promove a paz, a começar pela comunidade onde vive.

23 de fevereiro de 2019 at 5:42 Deixe um comentário

Editorial: Fome no mundo, superar injustiça que brada aos céus

Cristo, pão da vida

Mesmo diante dos avanços do saber e das conquistas da técnica e da tecnologia, este modelo de desenvolvimento – cuja injustiça brada aos céus – resiste em seu paradigma deixando milhões de seres humanos à margem de tais conquistas e alheios às suas benesses

Raimundo de Lima – Cidade do Vaticano

Foi aguardado com grande expectativa e seguido com particular a atenção o discurso que o Papa Francisco dirigiu na quinta-feira (14/02) em Roma na sede do Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) ao Conselho de Governadores do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), agência da Onu.

Ouça o editorial de Raimundo Lima

Uma ocasião de grande interesse para os participantes da 42ª sessão do referido Conselho e não só, igualmente importante para o próprio Pontífice que, como se sabe, tem muito a peito a questão do combate à fome e às desigualdades sociais.  Francisco quis levar àquela sede internacional os anseios e as necessidades da multidão de nossos irmãos que sofrem no mundo, o clamor e as preocupações dos últimos da terra.

Descrevendo a situação precária em que se encontram, destacou: “Eles vivem em situações precárias: o ar está viciado, os recursos naturais dizimados, os rios poluídos, os solos acidificados; eles não têm água suficiente para si ou para suas colheitas; suas infraestruturas de saúde são precárias, suas casas escassas e defeituosas”.

Francisco acrescentou que essas  realidades se prolongam no tempo, quando, por outro lado, a nossa sociedade alcançou grandes conquistas nas áreas do saber.

“Isso quer dizer – observou – que estamos diante de uma sociedade que é capaz de progredir em seus propósitos de bem, e vencerá também a batalha contra a fome e a miséria se a propor seriamente.”

Disse ainda que para superar essa situação é preciso a ajuda da comunidade internacional, da sociedade civil e daqueles que possuem recursos.

Sem entrar mais detalhadamente no referido discurso, acrescento apenas que o Santo Padre disse ainda ser paradoxal que uma boa parte dos mais de 820 milhões dos que sofrem de fome e desnutrição no mundo vive nas áreas rurais e se dedica à produção de alimentos e essa boa parte é de camponesas.

A esse propósito, vale aqui lembrar  que no ano 2000, quando a cifra dos que padeciam a fome no mundo girava em torno de 800 milhões de pessoas, foram estabelecidas as chamadas metas do milênio.

Governos de 191 países do mundo inteiro assumiram na Onu trabalhar com afinco para reduzir a pobreza pela metade até 2015. O objetivo, como se constata, não foi alcançado, sendo posteriormente incluído na Agenda de 2030, e mesmo assim, permanece sendo um objetivo distante.

A economia global continua crescendo, mas as desigualdades sociais e econômicas ainda persistem entre os países e dentro deles, a distância entre ricos e pobres continua aumentando e a desigualdade de renda permanece um desafio socioeconômico de nossos dias.

Para se ter uma ideia, um estudo da organização não-governamental britânica Oxfam nos dá conta de que os 8 homens mais ricos do mundo possuem tanta riqueza quanto as 3,6 bilhões de pessoas que compõem a metade mais pobre do planeta. Ou seja, 8 bilionários que têm juntos mais dinheiro que a metade mais pobre do mundo.

Voltando à visita do Papa à FAO na quinta-feira, sucessivamente ao referido discurso, Francisco dirigiu uma saudação aos funcionários do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola. Após agradecer pelo trabalho deles a serviço de uma causa tão nobre qual o combate à fome e a miséria no mundo, disse que hoje se vê uma desaceleração na redução da pobreza extrema e um aumento da concentração da riqueza nas mãos de poucos. “Poucos têm muito e muitos têm pouco”. “Poucos têm muito e muitos têm pouco – repetiu –, essa é a lógica de hoje”, enfatizou. “Muitos não têm alimento e se encontram à deriva, enquanto outros se afogam no supérfluo”, arrematou.

Efetivamente, mesmo diante dos avanços do saber e das conquistas da técnica e da tecnologia, este modelo de desenvolvimento – cuja injustiça brada aos céus – resiste em seu paradigma deixando milhões de seres humanos à margem de tais conquistas e alheios às suas benesses.

A título de conclusão, foi apresentado esta semana num evento em Adis-Abeba, capital etíope, um relatório das Nações Unidas com dados estatísticos segundo o qual 257 milhões de pessoas passam fome na África. Proporcionalmente, é mais do que um Brasil e Argentina juntos de mulheres e homens, crianças e idosos vivendo situação de fome, necessidade e miséria total.

Quando a Igreja através de seus pastores em todos os cantos do mundo, através do alto magistério do Sucessor de Pedro eleva a sua voz em defesa do pobre e do oprimido – que nos dias atuais significa também o migrante, o indígena, o negro, as vítimas do tráfico de pessoas e os excluídos da terra de modo geral –, nada mais faz do que responder ao mandato de Cristo, que veio ao mundo “para que todos tenham vida, e a tenham em abundância”, buscando um mundo mais fraterno, de solidariedade, justiça e paz, em que não falte o pão na mesa de nenhum dos filhos de Deus.

E esta é missão de todos nós batizados, “discípulos missionários de Jesus Cristo”, para que n’Ele os povos – em todos as latitudes do mundo – tenham vida.

23 de fevereiro de 2019 at 5:40 Deixe um comentário

Festa da Cátedra de São Pedro

Missa Basílica de São PedroMissa Basílica de São Pedro

Hoje a Igreja celebra a festa da Cátedra de São Pedro, um convite a recordar as palavras de Jesus: “E Eu digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela”(Cf.Mt 16,18).

Pe Arnaldo Rodrigues – Cidade do Vaticano

Hoje a Igreja celebra a festa da Cátedra de São Pedro. É uma comemoração que remonta ao século IV recordando o primado e a autoridade de São Pedro, primeiro Papa da Igreja Católica.

Esta festa nos recorda da autoridade dada por Jesus a Pedro, quando diz: “E Eu digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela”(Cf.Mt 16,18).  Porém esta autoridade concedida a Pedro, nos recorda que primeiro ele realizou a sua profissão de fé ao dizer “Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo” (Cf. Mt 16,16).

A palavra “cátedra” significa assento ou trono e é a raiz da palavra catedral, igreja onde governa o bispo. Cada diocese no mundo existe uma catedral, de onde o bispo, que é a autoridade máxima naquela igreja local, deve conduzir com caridade o povo a ele confiado. O Papa é o bispo de Roma, governa esta diocese, de onde confirma e une toda Igreja no ministério petrino.

A Cátedra que está na Basílica de São Pedro, em Roma, foi dada de presente ao Papa João VIIIpelo Rei Carlos, de França,  conhecido como  o calvo. Ela foi dada ao papa por ocasião da coroação do rei como imperador romano no ocidente. E esta cátedra é conservada como  uma relíquia, em uma composição barroca, obra do artista Gian Lorenzo Bernini construída entre 1656 e 1665.

Esta esplendida imagem artística de Bernini, que se vê da entrada da Basílica de São Pedro, é feita de bronze e decorada com um relevo escrito traditio clavum”, ou seja, “entrega de chaves”, e da o nome ao altar que se encontra abaixo de “altar da cátedra”.

Ela é sustentada por quatro grandes imagens de bronze, que representam grandes doutores da Igreja, Santo Agostinho e Santo Ambrósio da Igreja Latina e Santo Atanásio e São João Crisostomo da Igreja Oriental.

Sobre a cátedra aparece reluzente um grande sol de alabastro, rodeado de anjos dourados que embelezam uma imagem do Espírito  Santo em uma vidraça no formato de pomba de 1.62 cm de envergadura. Esta belíssima imagem representa que na condução da Igreja, por meio do Papa, está o próprio Espírito.   Um grande detalhe é que é a única vidraça colorida dentro da basílica.

Neste dia de festa a basílica recebe milhares de peregrinos que vem para venerar a imagem de São Pedro e rezar pelo Papa, além das diversas orações realizadas em todas as dioceses do mundo. O “altar da cátedra” permanece iluminado durante todo o dia. Dezenas de velas rodeiam o monumento, e se celebram varias missas ao longo do dia, encerrando com a missa do Cabido de São Pedro.

Recordemos de sempre rezarmos pelo Papa Francisco, como ele mesmo sempre nos pede, de modo especial hoje no qual celebramos esta grande festa.  Rezemos  por ele, e por todas as suas intenções.

 

22 de fevereiro de 2019 at 5:41 Deixe um comentário

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