Archive for novembro, 2018

Assista a “Papa adverte para o consumismo e convida à generosidade” no YouTube

26 de novembro de 2018 at 18:42 Deixe um comentário

Primeiro Domingo do Advento – Ficai atentos e orai a todo momento – São Lucas 21, 25-28.34-36 – Dia 02 de dezembro de 2018

“25.Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas. 26.Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a toda a terra. As próprias forças dos céus serão abaladas. 27.Então verão o Filho do Homem vir sobre uma nuvem com grande glória e majestade. 28.Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação.”

“34.Velai sobre vós mesmos, para que os vossos corações não se tornem pesados com o excesso do comer, com a embriaguez e com as preocupações da vida; para que aquele dia não vos apanhe de improviso. 35.Como um laço cairá sobre aqueles que habitam a face de toda a terra. 36.Vigiai, pois, em todo o tempo e orai, a fim de que vos torneis dignos de escapar a todos estes males que hão de acontecer, e de vos apresentar de pé diante do Filho do Homem.” 

Fonte: Bíblia Ave Maria

“Estamos reunidos para iniciar a caminhada rumo ao Natal de Jesus. Queremos que o Senhor nos mostre o caminho a ser trilhado nestes dias em que nos preparamos para a vinda daquele que é nossa justiça. A liturgia nos convida a oração e a vigilância para não esmorecermos diante dos obstáculos que surgem na nossa vivencia crista. Ergamos os olhos e acolhamos a libertação próxima, a qual é dom de Deus para nós”. (Liturgia Diária)
“Com o primeiro domingo do Advento, iniciamos novo Ano Litúrgico. Este ano será marcado pelo Evangelho de Lucas, principalmente durante o tempo comum”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

O Papa Francisco disse que “hoje começamos o caminho do Advento, que culminará no Natal. O Advento é o tempo que nos é concedido para acolher o Senhor que vem ao nosso encontro, também para verificar o nosso desejo de Deus, para olhar em frente e nos preparar ao regresso de Cristo. Ele voltará a nós na festa do Natal, quando fizermos memória da sua vinda histórica na humildade da condição humana; mas vem dentro de nós todas as vezes que estamos dispostos a recebê-lo, e virá de novo no fim dos tempos para «julgar os vivos e os mortos”. (03/12/17)

“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas… As pessoas vão desmaiar de medo…”

“Esses abalos cósmicos aqui referidos – bem como os demais sinais descritos alhures – têm como finalidade preparar os corações humanos para a vinda do Juiz. Trata-se de um ato de misericórdia da parte de Deus, alertando que em breve se esgotará o tempo de Sua paciência”. (Santo Tomás de Aquino)

“Tudo isso nos avisa (os sinais cósmicos) que o poder de Deus revelado já na vinda de Jesus Cristo continua agindo na História mesmo contra as aparências. Se a libertação dos pecados e males que atormentam os seguidores de Jesus está assim próxima, é porque ela de fato já está acontecendo. Já vem chegando! Logo, o propósito sugerido no texto é incutir ânimo e esperança em todos nós. Viver em estado de vigilância e discernimento crítico, praticando a fé e buscando a justiça”. (Site do Santuário de Aparecida)

“Velai sobre vós mesmos, para que os vossos corações não se tornem pesados com o excesso do comer, com a embriaguez e com as preocupações da vida…”

“Jesus nos adverte contra a dureza do coração que nos leva a viver como se Deus não existisse, e como se nós nunca fôssemos encontrá-lo um dia na eternidade. Jesus pede que fiquemos vigilantes e que rezemos. A oração é, entes de tudo, espera. Na medida em que nossa oração é vida e que toda a nossa vida vai assumindo o estilo da oração de Cristo, permanecemos vigilantes. Chegará o momento de nossa esperança se transformar em realidade e nossa oração em puro amor. Por isso, a oração deve ser sempre a espera daquele que será tudo para todos e não fuga ou projeção de nós mesmos. Os temas da vigilância e da oração estão intimamente ligados e são um apelo insistente na mensagem cristã”. (Rede Século 21)

O Padre Virgílio disse assim: “Um fato é certo: não temos o direito de pensar que a Igreja, convidando-nos a celebrar o advento de Cristo, nos obrigue a celebrar só coisas do passado, pois tal advento está sempre em andamento. É o Filho de Deus que continuamente visita e frequenta o coração daqueles sabem crer, esperar e amar. Sim, Cristo já veio, e nunca para de vir. E a celebração dessa vinda primitiva nos projeta para o futuro, para o final dos tempos, quando a manifestação de Cristo será completa e definitiva”.
Advento

«Advento significa, portanto, fazer memória da primeira vinda do Senhor na carne, pensando já em sua volta definitiva e, ao mesmo tempo, significa reconhecer que Cristo presente entre nós se faz nosso companheiro de viagem na vida da Igreja que celebra este mistério». (Papa Emérito Bento XVI)

Conclusão:

“O tempo do Advento sempre é tempo de esperança de um mundo novo. Esse “mundo melhor” não acontece de forma mágica, exige empenho de nossa parte. Deus continua vindo e agindo no mundo; por isso é preciso percebê-lo nos acontecimentos do nosso cotidiano.  Vigiar e levantar a cabeça para não sermos enganados, encher o coração de esperança, acolhendo as visitas que Deus nos faz”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Oração:

“Estar atentos e vigilantes são os pressupostos para não continuar a “desviar para longe dos caminhos do Senhor”, perdidos nos nossos pecados e nas nossa infidelidades; estar atentos e ser vigilantes são as condições para permitir que Deus irrompa na nossa existência, para lhe restituir significado e valor com a sua presença cheia de bondade e ternura. Maria Santíssima, modelo na expetativa de Deus e ícone da vigilância, nos guie ao encontro do filho Jesus, revigorando o nosso amor por Ele”. (Papa Francisco em 03/12/17)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

26 de novembro de 2018 at 5:40 Deixe um comentário

Frases sobre a humildade de Maria

1-Santo Afonso de Ligório: “Assim como em todas as virtudes foi Maria a primeira e mais perfeita discípula de Jesus Cristo, o foi também na humildade”.

2-São Bernadino: “Nunca houve no mundo criatura tão sublimada como Maria, porque nunca ninguém a igualou em humildade”.

3-São Bernardo: “Se não podes imitar a humilde Virgem em sua pureza, imita ao menos a pura Virgem em sua humildade”.

4-São Gregório Nisseno: “Nunca poderemos ser verdadeiros filhos de Maria, se não formos humildes”.

5-Santo Afonso de Ligório: “A Virgem quanto mais enriquecida se via, mais se humilhava”.

6-Ricardo de São Lourenço: “Maria protege-nos sob o manto da humildade”.

7-São Bernadino de Sena: “Maria, sendo sumamente humilde e vazia de si, foi cheia do divino amor e nesse amor excedeu a todos  os anjos e homens”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

25 de novembro de 2018 at 11:32 Deixe um comentário

Papa: mistério da vocação e do discernimento, obra-prima do Espírito Santo

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No discurso preparado – mas não pronunciado – aos 40 seminaristas de Agrigento, Itália, o Papa Francisco resumiu em quatro palavras o ícone do Evangelho dos discípulos de Emaús: caminho; escuta, discernimento e missão.

Manuel Tavares – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco recebeu na manhã deste sábado (24/11) na Sala do Consistório, no Vaticano,  40 seminaristas da Arquidiocese de Agrigento, na Sicília, acompanhados pelo Cardeal Montenegro, arcebispo da cidade. O Papa deixou de lado seu discurso preparado e falou de improviso.

No texto que havia preparado, o Papa propôs quatro pontos de reflexão, pessoal e comunitária, a partir do recente Sínodo dos Bispos para os Jovens: caminho, escuta, discernimento e missão.

Referindo-se ao ícone bíblico, o Evangelho dos discípulos de Emaús, que guiou os trabalhos sinodais e pode continuar a inspirar o caminho dos candidatos ao sacerdócio. Logo, a primeira palavra-chave, apresentada por Francisco aos seminaristas, foi precisamente o caminho:

Jesus Ressuscitado nos encontra no caminho, que, ao mesmo tempo, é a realidade na qual cada um de nós é chamado a viver; este percurso interior, o caminho da fé e da esperança, proporciona momentos de luz, mas também momentos de escuridão. Neste caminho, o Senhor nos encontra, nos ouve e nos fala”.

A seguir, o Santo Padre passou à segunda palavra chave: a escuta. Nosso Deus é a Palavra e, ao mesmo tempo, é o Silêncio que escuta. Jesus é a Palavra que se faz escuta e acolhida da nossa condição humana:

Quando Jesus aparece ao lado dos dois discípulos de Emaús, caminha com eles, os ouve e os estimula a falar o que sentem dentro de si, suas esperanças e suas decepções. Isto significa que, em sua vida no seminário, o diálogo com o Senhor deve ocupar o primeiro lugar, um diálogo feito de escuta mútua: Ele me ouve e eu o ouço, sem nenhuma ficção e nenhuma máscara”.

Esta escuta do coração, na oração, disse Francisco, nos educa a sermos pessoas capazes de ouvir os outros e a nos tornar verdadeiros sacerdotes, que oferecem o serviço da escuta; educa-nos a ser, cada vez mais, Igreja que escuta, uma comunidade que sabe ouvir. Enfim, como Jesus, a Igreja é enviada ao mundo para ouvir o clamor da humanidade, seu grito silencioso, às vezes, reprimido, sufocado. Aqui, o Papa apresentou a terceira palavra-chave da sua reflexão: o discernimento:

O seminário é lugar e tempo de discernimento. Mas, isto requer acompanhamento, como Jesus fez com os dois discípulos de Emaús e com os outros discípulos, sobretudo com os Doze. Ele os acompanhou com paciência e sabedoria; educou-os a segui-lo na verdade, dissipando as falsas expectativas dos seus corações. E fez tudo isso com respeito e decisão, mas também como um bom amigo e bom médico, que, às vezes, precisa usar o bisturi”.

Tantos problemas que surgem na vida de um sacerdote, afirmou Francisco, são devido à falta de discernimento nos anos de seminário. Jesus não finge com os discípulos de Emaús, não é evasivo, não contorna seus problemas, mas os chama de “insensatos e lentos de coração”, porque não acreditaram nos profetas. Por isso, abriu as suas mentes às Escrituras e seus olhos ao partir do pão. O mistério da vocação e do discernimento, frisou o Pontífice, é uma obra-prima do Espírito Santo, que exige a colaboração do candidato ao sacerdócio.

Por fim, o Santo Padre refletiu sobre uma quarta palavra-chave para a vida sacerdotal: a missão, uma dimensão muito valorizada durante o Sínodo dos Jovens: ir juntos ao encontro dos outros. E o Papa acrescentou:

Os dois discípulos de Emaús voltaram juntos para Jerusalém e, sobretudo, se uniram à comunidade apostólica, que, pelo poder do Espírito, se tornou missionária. Isto é muito importante, porque muitas vezes somos tentados a ser bons missionários por conta própria. Também os seminaristas podem cair nesta tentação. Muitas vezes a nossa impostação tem sido individual, mais do que colegial e fraterna”.

 

25 de novembro de 2018 at 5:46 Deixe um comentário

Audiência: a grande verdade é que Deus é Pai e Nele podemos confiar

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Na Audiência Geral de quarta-feira, o Papa Francisco deu continuidade às catequeses sobre os 10 mandamentos, falando sobre o oitavo: “Não levantarás falso testemunho contra teu próximo”.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

“Não levantarás falso testemunho contra teu próximo”: a catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (14/11) foi dedicada ao oitavo mandamento.

Aos milhares de fiéis e peregrinos na Praça São Pedro, o Pontífice explicou o significado profundo da verdade. Este mandamento ensina que não podemos falsificar a verdade nas nossas relações com os outros.

Frágil equilíbrio entre a verdade e a mentira

“Viver de comunicações não autênticas é grave, porque impede as relações e, portanto, o amor. Onde há mentira, não pode haver amor. E quando falamos de comunicação entre as pessoas não entendemos somente as palavras, mas também os gestos, as atitudes e até mesmo os silêncios e as ausências. “Uma pessoa fala com tudo aquilo que é e o que faz. Todos nós vivemos comunicando e estamos continuamente num frágil equilíbrio entre a verdade e a mentira.”

“As fofocas matam”, recordou o Papa. “É o que disse o apóstolo Tiago na sua carta. Os fofoqueiros são pessoas que matam os outros porque a língua mata como uma faca. Fiquem atentos. O fofoqueiro é um terrorista, porque com a sua língua lança a bomba e vai embora e esta bomba destrói a fama dos outros. Fofocar é matar, não esqueçam.”

Testemunhar a verdade

Francisco prosseguiu explicando que as palavras “Não levantarás falso testemunho contra teu próximo” pertencem à linguagem jurídica. Os Evangelhos culminam com a narração do processo, da execução da sentença contra Jesus e sua consequência inaudita.

Jesus, quando interrogado por Pilatos, disse que veio a este mundo para dar testemunho da verdade.

A verdade, portanto, encontra sua plena realização na própria pessoa de Jesus, no seu modo de viver e de morrer, fruto da sua relação com o Pai. E esta existência como filho de Deus Jesus a doa também a nós. Em cada ato, o homem afirma ou nega esta verdade. “Eu sou uma testemunha da verdade ou sou um mentiroso fantasiado de verdadeiro? Cada um se questione”, recomendou o Papa.

Amor sem limites

A verdade não se limita a discursos, mas é um modo de existir, de viver. A verdade é a revelação maravilhosa de Deus, do seu rosto de Pai, do seu amor sem limites. Esta verdade corresponde à razão humana, mas a supera infinitamente.

Francisco então concluiu:

“ Não levantar falso testemunho quer dizer viver como filhos de Deus, que jamais desmente a si mesmo, jamais mente, deixando emergir em cada ato a grande verdade: que Deus é Pai e é possível confiar Nele. Eu confio em Deus, esta é a grande verdade. E dessa nossa confiança em Deus Pai, de que Ele nos ama, nasce a minha verdade e o ser verdadeiro e não mentiroso. ”

25 de novembro de 2018 at 5:37 Deixe um comentário

Reflexão para a Solenidade de Cristo Rei

Cristo Rei do universo

Cristo Rei do universo  (©Renáta Sedmáková – stock.adobe.com)

A Igreja festeja neste domingo Cristo Rei. O Evangelho do dia “celebra a vitória da justiça ocorrida na ressurreição de Jesus e no momento em que o Senhor é declarado rei para sempre. A justiça, a verdade e a paz serão eternas”.

Padre César Augusto dos Santos  – Cidade do Vaticano

O Evangelho da solenidade deste domingo é o das bênçãos e das maldições que estão em Mateus, trecho também conhecido como Juízo Final.

O texto celebra a vitória da justiça ocorrida na ressurreição de Jesus e no momento em que o Senhor é declarado rei para sempre. A justiça, a verdade e a paz serão eternas.

Depois de uma vida sobre a terra, depois do anúncio feito por Jesus de que Deus é nosso Pai e de que todos os habitantes da terra são irmãos, – depois do Mestre ter anunciado a vocação de fraternidade e de ter promulgado as bem-aventuranças, depois do Senhor ter lavado os pés dos discípulos, depois do Redentor ter morrido na cruz e ressuscitado, depois do Ressuscitado ter feito o envio de seus apóstolos a anunciarem o Evangelho, pregarem a conversão e o batismo, – todos aqueles que responderam sim aos apelos amorosos de Deus, apesar das diversas dificuldades, serão acolhidos na Casa do Pai.

Como podemos apreender da atitude de Jesus, o Homem por excelência, o que conta para ser acolhido na felicidade eterna é e será sempre nossa atitude, não apenas de solidariedade, mas de fraternidade, ou seja, um passo a mais no relacionamento com o outro. Ele não é apenas alguém com quem divido o pão, o teto e os sentimentos, mas é alguém que tenho como da mesma família, da mesma origem, a quem estou unido por laços de afeto.

No Livro de Ezequiel, 1a leitura de hoje, Deus se apresenta como o Pastor, aquele que procura a ovelha perdida, reconduz a extraviada, cura a ferida, fortalece a doente e alimenta todas. Esse discurso é dirigido aos judeus que estão procurando se recuperar da destruição feita pelo poder babilônico e esse mesmo povo se encontra agora oprimido também por judeus mais espertos que não têm escrúpulos de explorar seus compatriotas. Esse discurso é o alento de Deus ao pobres e aos oprimidos.

No Evangelho, Mateus nos diz que as obras de misericórdia são a resposta que Deus espera de nos em meio a uma situação de desgraças e infelicidades. É com pessoas que as praticam que o Senhor se identifica.

O amor a Deus está intimamente ligado ao amor ao próximo. A verdadeira religião leva ao outro. A vida de alguém será considerada bem sucedida não pelos filhos que tenha gerado, nem pelos títulos acadêmicos que possa ter obtido, e muito menos pela riqueza que possuir.

Uma vida realizada será assim considerada por Deus se a pessoa lutou por um mundo justo e fraterno, se empregou seu tempo, seus conhecimentos, sua saúde para eliminar situações em que seus irmãos se sentiam marginalizados e se não foram nem cumplices e nem coniventes com as opressões.

Cristo é Rei e Senhor porque na luta contra o mal venceu a tentação do acúmulo, da abundância e do prestígio.

24 de novembro de 2018 at 15:23 Deixe um comentário

Papa: Jesus diz claramente que Deus está do lado dos últimos

Papa Francisco na janela do apartamento pontifícioPapa Francisco na janela do apartamento pontifício

“Jesus desmascara esse mecanismo perverso: denuncia a opressão dos fracos feita instrumentalmente, com base em motivações religiosas, dizendo claramente que Deus está do lado do último. E para fixar bem esta lição na mente dos discípulos, oferece a eles um exemplo vivo: uma pobre viúva, cuja posição social era irrelevante, porque ela não tinha um marido que pudesse defender os seus direitos”, disse Francisco.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

“O ensinamento que Jesus nos oferece hoje nos ajuda a recuperar o que é essencial em nossa vida e favorece um concreto e cotidiano relacionamento com Deus (…). Ele não mede a quantidade, mas a qualidade, perscruta o coração e olha para a pureza das intenções”.

Na presença de 20 mil fiéis e turistas na Praça São Pedro para o tradicional encontro dominical do Angelus, o Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho de Marcos, proposto pela liturgia do dia, que contrapõe duas figuras. O escriba que “representa as pessoas importantes, ricas e influentes” e a viúva, que “representa os últimos, os pobres, os fracos”.

Jesus – explica Francisco – tem um julgamento firme em relação aos escribas que “se vangloriam da própria condição social, com o título “rabi”, ou seja, mestre, gostam de ser reverenciados e ocupar os primeiros lugares”.

Deus do lado dos últimos

A ostentação deles é “sobretudo de natureza religiosa”, rezam para serem vistos, “e se servem de Deus para se credenciarem como defensores de sua lei”.

“E essa atitude de superioridade e de vaidade – observou o Papa – os leva ao desprezo daqueles que contam pouco ou se encontram em uma posição econômica desvantajosa, como o caso das viúvas”. E Jesus, desmascara este mecanismo perverso:

Denuncia a opressão dos fracos feita instrumentalmente, com base em motivações religiosas, dizendo claramente que Deus está do lado dos últimos”.

Para fixar bem este ensinamento, Jesus dá aos seus discípulos o exemplo da viúva, “cuja posição social era irrelevante, porque ela não tinha um marido que pudesse defender os seus direitos, e que por isso torna-se presa fácil de algum credor sem escrúpulos, porque estes credores perseguiam os fracos para que pagassem a eles”:

“Essa mulher, que vai depositar somente duas moedinhas no tesouro do templo, tudo o que lhe restava, e faz a sua oferta procurando passar despercebida, quase envergonhando-se. Mas, precisamente nesta humildade, ela realiza um ato carregado de grande significado religioso e espiritual”.

Deus olha para o coração

Jesus – diz o Santo Padre – vê neste gesto “o dom total de si a quem deseja educar seus discípulos”:

“O ensinamento que Jesus nos oferece hoje nos ajuda a recuperar o que é essencial em nossa vida e favorece um concreto e cotidiano relacionamento com Deus. Irmãos e irmãs, as medidas do Senhor são diferentes das nossas. Ele pesa as pessoas e suas ações de maneira diferente. Deus não mede a quantidade, mas a qualidade, perscruta o coração e olha para a pureza das intenções”.

Isto significa que o nosso “dar” a Deus na oração e aos outros na caridade – observa o Papa – deveria sempre fugir do ritualismo e formalismo, bem como da lógica do cálculo,  ser uma expressão de gratuidade, como fez Jesus conosco: nos salvou gratuitamente; não nos fez pagar a redenção.

Modelo da vida cristã

Desta forma, aquela viúva pobre e generosa torna-se o “modelo da vida cristã a ser imitado”:

Dela não sabemos o nome, mas conhecemos o coração – a encontraremos no Céu e iremos saudá-la, certamente; e é isso que conta diante de Deus. Quando somos tentados pelo desejo de aparecer e de contabilizar os nossos gestos de altruísmo, quando estamos muito interessados  no olhar dos outros e – permitam-me a palavra – quando fazemos “os pavões”, pensemos nessa mulher. Nos fará bem: nos ajudará a nos despojarmos do supérfluo para ir ao que realmente importa e a permanecermos humildes”.

“Que a Virgem Maria – disse o Papa ao concluir –  mulher pobre que se entregou totalmente a Deus, sustente-nos no propósito de dar ao Senhor e aos irmãos não algo de nós mesmos, mas nós mesmos, em uma oferta humilde e generosa”.

Ao saudar os grupos presentes na Praça São Pedro, o Papa Francisco dirigiu-se, entre outros,  ao grupo do Coração Imaculado de Maria, do Brasil, e ao grande números de poloneses.

24 de novembro de 2018 at 5:33 Deixe um comentário

Papa: cristãos experimentam na Eucaristia um oceano de misericórdia

Papa com participantes da plenária da Pontifícia Comissão para os Congressos Eucarísticos InternacionaisPapa com participantes da plenária da Pontifícia Comissão para os Congressos Eucarísticos Internacionais  (Vatican Media)

“Toda Missa nutre uma vida eucarística, colocando em realce as palavras do Evangelho, que, muitas vezes, são esquecidas pelas nossas cidades. Pensemos na palavra misericórdia. Todos reclamam pelo mar de misérias que invade a nossa sociedade: medo, opressão, arrogância, maldade, ódio, fechamento, indiferença ao ambiente. No entanto, os cristãos experimentam na Eucaristia o oceano de misericórdia, que inunda o mundo”, disse o Papa.

Manoel Tavares – Cidade do Vaticano

O Santo Padre recebeu, na manhã deste sábado, (10/11), na Sala do Consistório, no Vaticano, os participantes da Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão para os Congressos Eucarísticos Internacionais, que acaba de se concluir em Roma.

Em seu discurso, o Papa agradeceu a presença dos participantes, mas, de modo especial, a Delegação da Comissão húngara, guiada pelo Cardeal Peter Erdö, arcebispo de Budapeste, a cidade onde se realizará o próximo Congresso Eucarístico Internacional, em 2020:

“Este evento será celebrado no cenário de uma grande cidade europeia, onde as comunidades cristãs aguardam uma nova evangelização, capaz de confrontar-se com a modernidade secularizada e com uma globalização, que arrisca cancelar as peculiaridades de uma história rica e multicultural”.

Ouça e compartilhe!

Aqui, disse o Papa, nasce uma questão fundamental: o que significa celebrar um Congresso Eucarístico em uma cidade moderna e multicultural, onde o Evangelho e as formas de pertença religiosa se tornaram marginais? E respondeu:

“Significa colaborar com a graça de Deus para difundir, mediante a oração e a ação, uma “cultura eucarística”, isto é, um modo de pensar e agir fundado no Sacramento, mas perceptível também além da pertença eclesial, em uma Europa acometida pela indiferença, divisões e fechamentos”.

Cultura eucarística

Neste contexto, frisou Francisco, os cristãos renovam o gesto simples e forte de sua fé: reúnem-se, em nome do Senhor, e reconhecem-se irmãos. E o milagre se repete: ao ouvir a Palavra e ao partir o Pão, até a menor e mais humilde assembleia de fiéis torna-se Corpo do Senhor e seu tabernáculo no mundo. A celebração da Eucaristia torna-se, assim, uma atitude que gera uma “cultura eucarística”. Entre estas atitudes o Papa citou três aspectos: a comunhão, o serviço e a misericórdia:

A primeira destas atitudes é a comunhão. Na Última Ceia, Jesus escolheu, como sinal do seu dom, o pão e o cálice da fraternidade. De consequência, a celebração da memória do Senhor, na qual somos nutridos por seu Corpo e seu Sangue, requer e estabelece a comunhão com ele e a comunhão dos fiéis entre si. Logo, a comunhão com Cristo é o verdadeiro desafio da pastoral eucarística”.

Comunidade eucarística torna-se “serva”

A adoração Eucarística, recordou o Papa, ensina-nos a não separar a Cabeça de Cristo do seu Corpo, isto é, a comunhão sacramental com Ele e com seus membros e o consequente compromisso missionário. A segunda atitude é de serviço. E Francisco explicou:

A comunidade eucarística, comunicando-se com o destino de Jesus Servo, torna-se “serva”… os cristãos servem a causa do Evangelho nos lugares da fraqueza e da cruz, para compartilhar e curar. Há muitas situações na Igreja e na sociedade, onde se pode derramar o bálsamo da misericórdia, com obras espirituais e corporais”.

O Bálsamo da misericórdia pode ser derramado, disse Francisco, entre as famílias problemáticas, os jovens e adultos desempregados, os migrantes marcados por lutas e violências e outros tipos de pobreza. Entre esta humanidade ferida, os cristãos celebram o memorial da Cruz e tornam vivo e presente o Evangelho do Servo Jesus, que se entregou por amor. Assim, os batizados semeiam uma “cultura eucarística” como servos dos pobres, em nome do Evangelho, regra de vida dos indivíduos e das comunidades. Por fim, o Papa apresentou a terceira atitude que gera uma “cultura eucarística”, ou seja, a misericórdia:

Oceano de misericórdia

Toda Missa nutre uma vida eucarística, colocando em realce as palavras do Evangelho, que, muitas vezes, são esquecidas pelas nossas cidades. Pensemos na palavra misericórdia. Todos reclamam pelo mar de misérias que invade a nossa sociedade: medo, opressão, arrogância, maldade, ódio, fechamento, indiferença ao ambiente. No entanto, os cristãos experimentam na Eucaristia o oceano de misericórdia, que inunda o mundo”.

Logo, a Eucaristia é a fonte deste oceano de misericórdia, que entra nas veias do mundo e contribui para a construção da imagem e da estrutura Povo de Deus na época da modernidade.

O Santo Padre concluiu seu discurso aos participantes da Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão para os Congressos Eucarísticos Internacionais, recordando que “o próximo Congresso Eucarístico Internacional, que se realizará em Budapeste, em 2020, terá o objetivo de indicar um percurso de novidade e conversão, tendo a sagrada Eucaristia como centro da vida eclesial e como fonte uma “cultura eucarística”, capaz de inspirar nos fiéis a solidariedade, a paz, a vida familiar e o cuidado com a criação.

23 de novembro de 2018 at 5:54 Deixe um comentário

Papa na Casa Santa Marta: evitar uma lista de preços para os Sacramentos

Papa celebra a missa na Casa Santa MartaPapa celebra a missa na Casa Santa Marta  (Vatican Media)

Em sua homilia na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco comentou o episódio evangélico da “purificação do templo” e convida os fiéis a refletirem sobre o zelo e o respeito que reservam hoje às “nossas igrejas”.

Barbara Castelli – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco iniciou a sexta-feira (09/11) celebrando a missa na capela de sua residência, a Casa Santa Marta.

Na homilia, ele comentou o Evangelho do dia, extraído de João, explicando as motivações que levam à agressividade de Jesus, que expulsa violentamente os mercantes do Templo. O Filho de Deus é impulsionado pelo amor, “pelo zelo” que sente pela casa do Senhor, “convertida num mercado”.

Os ídolos escravizam

Entrando no templo, onde se vendiam bois, ovelhas e pombas, na presença dos cambistas, Jesus reconhece que aquele lugar era povoado por idolatras, homens prontos a servir ao “dinheiro” ao invés de “Deus”. “Por trás do dinheiro há o ídolo”, destacou Francisco, os ídolos são sempre de ouro. E os ídolos escravizam:

Isso nos chama a atenção e nos faz pensar em como nós tratamos os nossos templos, as nossas igrejas; se realmente são casa de Deus, casa de oração, de encontro com o Senhor; se os sacerdotes favorecem isso. Ou se parecem com os mercados. Eu sei… algumas vezes eu vi – não aqui em Roma, mas em outro lugar – vi uma lista de preços. “Mas como pagar pelos Sacramentos?”. “Não, é uma oferta”. Mas se querem dar uma oferta – e devem dá-la – que a coloquem na caixa das ofertas, escondido, que ninguém veja quanto está dando. Também hoje existe este perigo: “Mas devemos manter a Igreja. Sim, sim, sim, realmente.” Que os fiéis a mantenham, mas na caixa das ofertas, não com uma lista de preços.

Ouça a reportagem com a voz do Papa Francisco

Que as igrejas não se tornem mercado

O Papa Francisco adverte também para a tentação da mundanidade:

Pensemos em algumas celebrações de algum Sacramento talvez, ou comemorativas, onde você vai e vê: não sabe se é um local de culto, a casa de Deus ou uma salão social. Algumas celebrações que escorregam para a mundanidade. É verdade que as celebrações têm que ser bonitas – bonitas –, mas não mundanas, porque a mundanidade depende do deus dinheiro. É uma idolatria também. Isso nos faz pensar, e também no que diz respeito a nós: como é o nosso zelo pelas nossas igrejas, o respeito que nós temos ali quando entramos.

O templo do coração

O Pontífice refletiu depois sobre a primeira carta de São Paulo aos Coríntios, esclarecendo que também o coração de cada um de nós representa “um templo: templo de Deus”. Mesmo conscientes de sermos pecadores, portanto, cada um deveria interrogar o próprio coração para verificar se é “mundano e idolatra”.

Eu não pergunto qual é o seu pecado, o meu pecado. Pergunto se existe dentro de você um ídolo, se há o senhor dinheiro. Porque quando existe o pecado há o Senhor Deus misericordioso que perdoa se você vai até Ele. Mas se há o outro senhor – o deus dinheiro – você é um idolatra, isto é, um corrupto: não mais um pecador, mas um corrupto. O cerne da corrupção é justamente uma idolatria: é ter vendido a alma ao deus dinheiro, ao deus poder. É um idolatra.

23 de novembro de 2018 at 5:43 Deixe um comentário

Papa: testemunhar é romper um costume, uma maneira de ser

O testemunho de Jesus provoca murmuração

“O que atrai é o testemunho, não as palavras, que certamente ajudam, mas o testemunho é o que atrai e faz a Igreja crescer”, disse Francisco.

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco celebrou a missa, nesta quinta-feira (08/11), na Casa Santa Marta, e em sua homilia destacou três palavras: testemunho,  murmuração e pergunta.

A reflexão se desenvolveu a partir do Evangelho de Lucas, da liturgia do dia: “Os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. ‘Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles.’”

O testemunho faz a Igreja crescer

Primeiramente, há o testemunho de Jesus: “Uma coisa nova para aquele tempo”, ressaltou o Papa, “porque encontrar os pecadores tornava a pessoa impura, assim como tocar um leproso”. Por isso, os doutores da lei se distanciavam. Francisco observou que “nunca na história o testemunho foi algo confortável para as testemunhas, que muitas vezes pagam com o martírio, e para os poderosos”.

“Testemunhar é romper um costume, uma maneira de ser. Romper para melhorar, para mudar. Por isso, a Igreja vai adiante para testemunhar. O que atrai é o testemunho, não as palavras, que certamente ajudam, mas o testemunho é o que atrai e faz a Igreja crescer. Jesus testemunha. É algo novo, mas não muito novo, porque a misericórdia de Deus existe desde o Antigo Testamento. Os doutores da lei nunca entenderam isso: ‘Eu quero misericórdia e não sacrifícios’. Eles liam, mas não entendiam o significado da misericórdia. Jesus com sua maneira de agir, proclama essa misericórdia com o testemunho.”

O testemunho “sempre quebra um costume e coloca a pessoa em risco”, disse o Papa.

Testemunho de Jesus provoca murmuração

O testemunho de Jesus provoca murmuração. Os fariseus, os escribas, os doutores da lei diziam: ‘Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles’. Não diziam: ‘Mas, olha, este homem parece ser bom, pois busca converter os pecadores’. Um comportamento que consiste em fazer sempre “um comentário negativo para destruir o testemunho”. “Este pecado da murmuração é cotidiano, tanto no pequeno quanto no grande”, observou Francisco, ressaltando que na vida, nós murmuramos “porque não gostamos disso e daquilo”, e ao invés de dialogar ou “tentar resolver uma situação conflituosa, murmuramos escondido, sempre em voz baixa, pois não temos a coragem de falar claramente”.

Assim, acontece também “nas pequenas sociedades”, “nas paróquias”. “Quanto se murmura nas paróquias? Por muitas coisas”, disse o Papa, evidenciando que se há “um testemunho que eu não gosto ou uma pessoa que eu não gosto, logo se desencadeia a falação”:

“E na diocese? As lutas dentro das dioceses. As lutas internas nas dioceses! Vocês sabem disso. E também na política. Isso é feio. Quando um governo não é honesto, procura sujar os adversários com a murmuração. Que seja difamação, calúnia, procura sempre. Vocês conhecem bem os governos ditadores, pois viveram isso. O que faz um governo ditador? Primeiro, toma os meios de comunicação com uma lei e dali começa a murmurar, a menosprezar todos aqueles que são um perigo para o governo. O murmúrio é o nosso pão cotidiano no âmbito  pessoal, familiar, paroquial, diocesano, social …”

A pergunta de Jesus

“Trata-se de um subterfugio para não olhar a realidade, para não permitir que pensemos”. Jesus sabe, mas é bom e ao invés de condená-los pela murmuração, faz uma pergunta. “Usa o mesmo método que eles usam”, ou seja, o de fazer perguntas. Eles fazem perguntas para colocar Jesus em dificuldade, “com má intenção”, “para fazê-lo cair”: por exemplo, com uma pergunta sobre os impostos a serem pagos ao império ou sobre repudiar a própria esposa. Jesus usa o mesmo método, “mas depois vemos a diferença”. Jesus lhes diz:

“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la?, como recorda o Evangelho de hoje. “O normal seria que eles entendessem”, ao invés disso, eles fazem o cálculo: “Eu tenho 99”, uma se perdeu, “está chegando o pôr do sol. Começa a escurecer”:

“Deixemos pra lá aquela perdida e entre perdas e ganhos teremos lucro. Salvemos estas”. Essa é a lógica farisaica. Essa é a lógica dos doutores da lei. “Qual de vocês? E eles escolhem o contrário de Jesus. Por isso, não conversam com os pecadores, com os publicanos, não vão até eles porque: “É melhor não se sujar com essa gente, é um risco. Conservemos os nossos”. Jesus é inteligente em lhes faz essa pergunta: entra na sua casuística, mas os deixa numa posição diferente em relação àquela justa. “Qual de vocês? Ninguém diz: “Sim, é verdade”, mas todos: “Não, não o farei”. Por isso, são incapazes de perdoar, de serem misericordiosos, de receber.

A lógica do Evangelho contrária à lógica do mundo

Por fim, o Papa recordou mais uma vez as três palavras de sua reflexão: “testemunho”, que é provocador, “que faz a Igreja crescer”, “murmuração” que é “como uma guarda do meu interior para que o testemunho não me fira”, e “a pergunta” de Jesus. Francisco também recordou as palavras alegria e festa, que essas pessoas não conhecem: “Todos aqueles que seguem o caminho dos doutores da lei não conhecem a alegria do Evangelho”, sublinhou o Pontífice, que concluiu com a seguinte frase: “Que o Senhor nos faça entender essa lógica do Evangelho contrária à lógica do mundo”.

22 de novembro de 2018 at 5:44 Deixe um comentário

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