Archive for junho, 2018

Papa: evitar a intriga para caminhar na verdadeira unidade

Papa celebra a missa na Casa Santa Marta

Papa celebra a missa na Casa Santa Marta  (Vatican Media)
Na missa matutina, Francisco condenou a intriga como método utilizado ainda hoje para dividir, seja na Igreja, seja na vida política.

Debora Donnini – Cidade do Vaticano

Na missa celebrada esta quinta-feira (17/05) na Casa Santa Marta, o Papa Francisco dedicou a sua homilia ao tema da unidade, inspirando-se na Liturgia da Palavra.

Existem dois tipos de unidade, comentou o Pontífice. A primeira é a verdadeira unidade de que fala Jesus no Evangelho, a unidade que Ele tem com o Pai e que quer trazer também a nós. Trata-se de uma “unidade de salvação”, “que faz a Igreja”, uma unidade que vai rumo à eternidade. “Quando nós na vida, na Igreja ou na sociedade civil trabalhamos pela unidade, estamos no caminho que Jesus traçou”, disse Francisco.

A falsa unidade divide

Porém, há uma “falsa unidade”, como aquela dos acusadores de São Paulo na Primeira Leitura. Inicialmente, eles se apresentam como um bloco único para acusá-lo. Mas Paulo, que era “sagaz”, isto é, tinha uma sabedoria humana e também a sabedoria do Espírito Santo, lança a “pedra da divisão”, dizendo estar sendo julgado pela esperança na ressurreição dos mortos”.

Uma parte desta falsa unidade, de fato, era composta por saduceus, que diziam não existir “ressurreição nem anjo nem espírito”, enquanto os fariseus professavam esses conceitos. Paulo então consegue destruir esta falsa unidade porque eclode um conflito e a assembleia que o acusava se divide.

De povo a massa anônima

Em outras perseguições sofridas por São Paulo, se vê que o povo grita sem nem mesmo saber o que está dizendo, e são “os dirigentes” que sugerem o que gritar:

Esta instrumentalização do povo é também um desprezo pelo povo, porque o transforma em massa. É um elemento que se repete com frequência, desde os primeiros tempos até hoje. Pensemos nisso. O Domingo de Ramos é: todos ali aclamam “Bendito o que vem em nome do Senhor”. Na sexta-feira sucessiva, as mesmas pessoas gritam: “Crucifiquem-no”. O que aconteceu? Fizeram uma lavagem cerebral e mudaram as coisas. E transformaram o povo em massa, que destrói.

Intrigar: um método usado também hoje

“Criam-se condições obscuras” para condenar a pessoa, explicou o Papa, e depois a unidade se desfaz. Um método com o qual perseguiram Jesus, Paulo, Estevão e todos os mártires e muito usado ainda hoje. E Francisco citou como exemplo “a vida civil, a vida política, quando se quer fazer um golpe de Estado”: “a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas”. Depois chega a justiça, “as condena e, no final, se faz um golpe de Estado”. Uma perseguição que se vê também quando as pessoas no circo gritavam para ver a luta entre os mártires ou os gladiadores.

A fofoca é uma atitude assassina

O elo da corrente para se chegar a esta condenação é um “ambiente de falsa unidade”, destacou Francisco.

Numa medida mais restrita, acontece o mesmo também nas nossas comunidades paroquiais, por exemplo, quando dois ou três começam a criticar o outro. E começam a falar mal daquele outro… E fazem uma falsa unidade para condená-lo; sentem-se seguros e o condenam. O condenam mentalmente, como atitude; depois se separam e falam mal um contra o outro, porque estão divididos. Por isso a fofoca é uma atitude assassina, porque mata, exclui as pessoas, destrói a “reputação” das pessoas.

Caminhar na estrada da verdadeira unidade

“A intriga” foi usada contra Jesus para desacreditá-lo e, uma vez desacreditado, eliminá-lo:

Pensemos na grande vocação à qual fomos chamados: a unidade com Jesus, o Pai. E este caminho devemos seguir, homens e mulheres que se unem e buscam sempre prosseguir no caminho da unidade. E não as falsas unidades, que não têm substância, e servem somente para dar um passo a mais e condenar as pessoas, e levar avante interesses que não são os nossos: interesses do príncipe deste mundo, que é a destruição. Que o Senhor nos dê a graça de caminhar sempre na estrada da verdadeira unidade.

26 de junho de 2018 at 5:50 Deixe um comentário

Frases sobre Humildade

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1-Santa Teresa d’Ávila: “Perguntava-me um dia por que o Senhor ama tanto a humildade e de repente pensei, sem qualquer reflexão minha, que isso deve ser porque ele é a suprema Verdade e a humildade é a verdade”.

2-Santo Agostinho: “Foi para tratar o teu orgulho que o Filho de Deus desceu e Se fez humilde. Porque te orgulhes, se Deus Se fez humilde por ti”.

3-Beato Jan van Ruysbroeck:: “A mansidão é o segundo rio de virtudes que jorra do solo da humildade”.

4-São Gregório: “Aquele que junta virtudes sem humildade lança poeira ao vento”.

5-Santa Teresa de Calcutá: “Para nos tornarmos santos, precisamos de humildade e oração”.

6-São Boaventura: “Aquele que considera os seus próprios defeitos com os olhos do coração tem de «se humilhar em verdade sob a poderosa mão de Deus”.

7-São Bernardo: A humildade “é uma virtude pela qual o homem se tem por vil, graças a um conhecimento muito preciso de si mesmo”.

8-Santo Agostinho: “Talvez te envergonhe imitar a humildade de um homem; pois imita a humildade de Deus”.

9-Santa Teresa de Calcutá:  “Jesus ensinou-nos a rezar e também nos disse para aprendermos, seguindo o Seu exemplo, a ser mansos e humildes de coração”.

10-Beato Jan van Ruysbroeck: “Pela humildade, vivemos com Deus e Deus vive connosco numa paz verdadeira; nela se encontra o fundamento vivo de toda a santidade”.

11-Santo Agostinho: “Se seguires o caminho da humildade, chegarás ao Altíssimo; se, na tua fraqueza, não desprezares a humildade, permanecerás cheio de força no Altíssimo”.

12-Santa Teresa de Calcutá:  “Se fores humilde, nada te afetará, nem a lisonja, nem a desgraça, pois saberás o que és”.

13- Beato Jan van Ruysbroeck: “Pela humildade, vivemos com Deus e Deus vive connosco numa paz verdadeira; nela se encontra o fundamento vivo de toda a santidade”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

26 de junho de 2018 at 5:37 Deixe um comentário

Papa Francisco em 25/06/18:

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“A fé em Jesus Cristo nos liberta do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento, e é a fonte de uma alegria que ninguém pode tirar de nos”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

25 de junho de 2018 at 10:58 Deixe um comentário

Solenidade de São Pedro e São Paulo – São Mateus 16, 13-19 – Missa do Dia – 1º de julho de 2018

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“13.Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? 14.Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. 15.Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? 16.Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! 17.Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. 18.E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19.Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” 

Fonte: Bíblia Ave Maria

“Somos felizes por nos reunirmos para celebrar a solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo, que plantaram a Igreja e a regaram com o próprio sangue. Por diferentes meios, os dois combateram o bom combate da fé; unidos pelo martírio, recebem, em toda a terra, igual veneração. Nossa ação de graças a Deus também pela vida do Papa Francisco e por sua missão de promover o espírito de unidade e reconciliação na Igreja espalhada pelo mundo”. (Liturgia Diária)

O Catecismo (§153) ensina: “Quando São Pedro confessa que Jesus é o Cristo, Filho do Deus vivo, Jesus lhe declara que esta revelação não lhe veio “da carne e do sangue, mas de meu Pai que está nos céus”. A fé é um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele. “Para que se preste esta fé, exigem-se a graça prévia e adjuvante de Deus e os auxílios internos do Espírito Santo, que move o coração e o converte a Deus, abre os olhos da mente e dá a todos suavidade no consentir e crer na verdade”.

“Depois de um tempo de missão, Jesus interroga os seus para ver o alcance da compreensão que tem dele. Pedro, porta-voz do grupo, responde que Ele é o Messias, o Filho do Deus vivo. Sobre a fé professada por Pedro (e pelo grupo), Jesus edifica sua comunidade, a Igreja. Os apóstolos de todos os tempos são responsáveis por manter a Igreja unida, no seguimento do Mestre”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco disse assim: “Mas voltemos a Pedro… A narração evangélica (Mt 16, 13-19) da sua confissão de fé e consequente missão a ele confiada por Jesus mostra-nos que a vida do pescador galileu Simão – como a vida de cada um de nós – se abre, desabrocha plenamente quando acolhe, de Deus Pai, a graça da fé. E Simão põe-se a caminhar – um caminho longo e duro – que o levará a sair de si mesmo, das suas seguranças humanas, sobretudo do seu orgulho misturado com uma certa coragem e altruísmo”.

São Pedro e São Paulo (Fonte do texto abaixo: Dia a Dia – Ed. Paulus)

São Pedro: Pescador da Galileia, Simão Pedro responde ao chamado de Jesus, que logo lhe dá o apelido de Cefas (rocha, pedra) e faz dele o responsável pelo grupo de discípulos (Igreja). Depois da Ascensão de Jesus, Pedro assume a direção da comunidade em Jerusalém. É o primeiro a reconhecer a necessidade de abrir a Igreja também para os não judeus.Em Roma, sofre o martírio, por volta do ano 64.

São Paulo: De perseguidor dos cristãos a apóstolo de Cristo, Paulo foi o primeiro grande missionário da Igreja (quatro grandes viagens apostólicas). Evangelizou principalmente os povos não judeus. Fundou várias comunidades. Escreveu algumas cartas com temas teológicos profundos e orientações pastorais. Sofreu o martírio em Roma no ano 67. Pedro e Paulo são considerados pedras fundamentais da fé cristã. O Papa é o sucessor de Pedro.

Conclusão:

“Jesus estabelece um diálogo com seus discípulos, querendo saber o que o povo e eles dizem a respeito dele. Porta-voz do grupo, Pedro formula a profissão de fé  em Jesus Messias, o Filho de Deus, e recebe a missão de conduzir na unidade a comunidade. Jesus, portanto, transfere para a comunidade o compromisso de dar continuidade à missão que Ele iniciou. E conclama Pedro e a comunidade para a responsabilidade de abrir as portas para que as pessoas tenham acesso ao Reino de Deus”, (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Oração: Prefácio da Missa de São Pedro e São Paulo

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Hoje, vós nos concedeis a alegria de festejar os apóstolos são Pedro e são Paulo. Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação. Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, por toda a terra, igual veneração. Por essa razão, os anjos celebram vossa grandeza, os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos aos seus louvores, cantando (dizendo) a uma só voz…”

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

25 de junho de 2018 at 5:38 Deixe um comentário

Papa no Angelus: família, um santuário da vida

Papa Francisco no Angelus deste domingoPapa Francisco no Angelus deste domingo  (AFP or licensors)

“É preciso aprender a confiar e a se calar diante do mistério de Deus e a contemplar na humildade e no silêncio a sua obra, que se revela na história e que muitas vezes supera a nossa imaginação”, disse Francisco.

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, deste domingo (24/06), Solenidade da Natividade de São João Batista, com os fiéis e peregrinos de várias partes do mundo, presentes na Praça São Pedro.

O nascimento de João Batista “é o evento que ilumina a vida de seus pais Isabel e Zacarias, e envolve os parentes e vizinhos na alegria e estupor. Esses pais idosos sonharam e prepararam aquele dia, mas agora não o esperavam mais. Sentiam-se excluídos, humilhados e desiludidos: não tinham filhos”.

“Diante do anúncio do nascimento de um filho, Zacarias ficou incrédulo, porque as leis naturais não o permitiam: eram idosos. Consequentemente, o Senhor o tornou mudo durante todo o tempo da gestação”, frisou o Papa.

Confiar e se calar diante do mistério de Deus

“É um sinal, mas Deus não depende de nossas lógicas e capacidades humanas limitadas. É preciso aprender a confiar e a se calar diante do mistério de Deus e a contemplar na humildade e no silêncio a sua obra, que se revela na história e que muitas vezes supera a nossa imaginação.”

Agora que o evento se cumpre e Isabel e Zacarias experimentam que “para Deus nada é impossível”, grande é a sua alegria.

“O Evangelho deste domingo anuncia o nascimento e depois se detém no momento da imposição do nome ao menino”, sublinhou Francisco.

“Isabel escolhe um nome estranho à tradição familiar e diz: ‘Ele vai chamar-se João’, dom gratuito e inesperado, porque João significa ‘Deus fez a graça’. Este menino será arauto, testemunha da graça de Deus para os pobres que esperam com fé humilde a sua salvação.”

Zacarias confirma inesperadamente a escolha daquele nome, escrevendo-o numa tabuinha, porque estava mudo, e ‘no mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus’.

Estupor, surpresa e gratidão

O nascimento de João Batista é circundado de uma sensação alegre de estupor, surpresa e gratidão. “Estupor, surpresa e gratidão. As pessoas ficaram tomadas pelo temor santo de Deus, e ‘a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judéia’.”

Segundo o Papa, “o povo fiel entende que aconteceu algo de grande, embora humilde e escondido, e se pergunta: ‘O que virá a ser este menino?’ O povo fiel de Deus é capaz de viver a fé com alegria, com a sensação de estupor, surpresa e gratidão. Olhemos para as pessoas que falavam bem sobre esse fato maravilhoso, sobre esse milagre do nascimento de João, e faziam isso com alegria, estavam felizes, sentiam estupor, surpresa e gratidão”.

“Olhando para isso, perguntemo-nos: como anda a minha fé? É uma fé alegre ou uma fé sempre igual, uma fé plana? Fico surpreso quando vejo as obras do Senhor, quando ouço falar de evangelização ou da vida de um santo, ou quando vejo muitas pessoas boas: sinto a graça dentro ou nada se mexe dentro do meu coração? Sinto o consolo do Espírito ou estou fechado?” “Perguntemo-nos, cada um de nós, no exame de consciência: como está a minha fé? É alegre? É aberta às surpresas de Deus? Porque Deus é o Deus das surpresas. Experimentei na alma a sensação de estupor que a presença de Deus dá, o senso de gratidão? Pensemos nessas palavras que foram de ânimo para a fé: alegria, sensação de estupor, surpresa e gratidão”, disse o Papa.

Família, um santuário da vida 

Francisco concluiu, pedindo à “Virgem Maria para que nos ajude a entender que em cada ser humano existe a marca de Deus, fonte da vida”.

Que Maria, Mãe de Deus e nossa, “nos torne cada vez mais conscientes de que na gestação de um filho os pais agem como colaboradores de Deus. Uma missão realmente sublime que faz de toda família um santuário da vida e desperta, todo nascimento de um filho, a alegria, o estupor e a gratidão”.

24 de junho de 2018 at 10:03 Deixe um comentário

Ao Vivo: Angelus com Papa Francisco

24 de junho de 2018 at 9:07 Deixe um comentário

Voz do que clama no deserto – Sermão de Santo Agostinho

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A Igreja celebra o nascimento de João como um acontecimento sagrado. Dentre os nossos antepassados, não há nenhum cujo nascimento seja celebrado solenemente. Celebramos o de João, celebramos também o de Cristo: tal fato tem, sem dúvida, uma explicação. E se não a soubermos dar tão bem, como exige a importância desta solenidade, pelo menos meditemos nela mais frutuosa e profundamente. João nasce de uma anciã estéril; Cristo nasce de uma jovem virgem.

O pai de João não acredita que ele possa nascer e fica mudo; Maria acredita, e Cristo é concebido pela fé. Eis o assunto que quisemos meditar e prometemos tratar. E se não formos capazes de perscrutar toda a profundeza de tão grande mistério, por falta de aptidão ou de tempo, aquele que fala dentro de vós, mesmo em nossa ausência, vos ensinará melhor. Nele pensais com amor filial,a ele recebestes no coração, dele vos tornastes templos.

João apareceu, pois, como ponto de encontro entre os dois Testamentos, o antigo e o novo. O próprio Senhor o chama de limite quando diz: A lei e os profetas até João Batista (Lc 16,16). Ele representa o antigo e anuncia o novo. Porque representa o Antigo Testamento, nasce de pais idosos; porque anuncia o Novo Testamento, é declarado profeta ainda estando nas entranhas da mãe. Na verdade, antes mesmo de nascer, exultou de alegria no ventre materno, à chegada de Maria. Antes de nascer, já é designado; revela-se de quem seria o precursor, antes de ser visto por ele. Tudo isto são  a limitação humana. Por fim, nasce. Recebe o nome e solta-se a língua do pai. Relacionemos o acontecido com o simbolismo de todos estes fatos.

Zacarias emudece e perde a voz até o nascimento de João, o precursor do Senhor; só então recupera a voz. Que significa o silêncio de Zacarias? Não seria o sentido da profecia que, antes da pregação de Cristo, estava, de certo modo, velado, oculto, fechado? Mas com a vinda daquele a quem elas se referiam, tudo se abre e torna-se claro. O fato de Zacarias recuperar a voz no nascimento de João tem o mesmo significado que o rasgar-se o véu do templo, quando Cristo morreu na cruz. Se João se anunciasse a si mesmo, Zacarias não abriria a boca. Solta-se a língua, porque nasce aquele que é a voz. Com efeito, quando João já anunciava o Senhor, perguntaram-lhe: Quem és tu? (Jo 1,19). E ele respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto (Jo 1,23). João é a voz; o Senhor, porém,no princípio era a Palavra (Jo 1,1). João é a voz no tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna.

Fonte: Liturgia das Horas

24 de junho de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Natividade de São João Batista

Nascimento de São João BatistaNascimento de São João Batista   (© Musei Vaticani)

A missão de João Batista é a missão de todos: preparar e anunciar a vinda do Senhor!

Cidade do Vaticano

João Batista é o único santo, além da Virgem Maria, de quem a Liturgia celebra o nascimento terreno. Isto se deve, certamente, à sua missão única, que lhe foi confiada na História da Salvação, desde o seio da sua mãe, Isabel. Mais tarde, o próprio Salvador, seu primo, fez-lhe o lindo elogio: “Entre os nascidos de mulher, não há ninguém maior que João…”.
A vida de João Batista não teve origem por iniciativa humana, mas por dom de Deus a seus pais de idade avançada, Zacarias e Isabel,  e, por isso, não podiam mais gerar filhos.

O paralelismo de Lucas, sobre a infância de Jesus e de João Batista, levou a Liturgia a celebrar o nascimento de ambos: o de Jesus, no solstício de inverno, e o de João, no solstício de verão.

A festa do nascimento de João Batista faz-nos refletir sobre o amor de Deus, que prepara o nascimento de João: “Um anjo do Senhor anunciou a Zacarias que sua mulher, idosa e estéril, iria ter um filho, cujo nascimento seria a alegria de muitos”. O nome João significa “Deus dá a graça”. Ele foi enviado para preparar os caminhos do Senhor, o “ano de graça” do Senhor, a vinda de Jesus.

Assim, Deus prepara os tempos e os corações dos homens para receber seus dons. Por isso, devemos ser vigilantes, estar atentos à ação divina em nós, saber discernir os acontecimentos dos tempos. João acreditou e indicou Jesus aos que o seguiam: “Depois de mim, virá alguém maior do que eu… Eis o Cordeiro de Deus!”

A Solenidade da Natividade do Precursor de Jesus é um convite a conhecermos mais a Cristo, que vive na Eucaristia, e darmos seu testemunho, mediante o ardor, o desapego e a generosidade de São João Batista.

A festa da Natividade de João Batista leva-nos a refletir também que ele foi um profeta austero, que pregou a penitência com uma linguagem rígida: “Raça de víboras… produzam frutos dignos de conversão…”. Mas, o profeta exortava a uma penitência, que se tornaria alegria e purificação pela vinda do Senhor. A missão de João Batista é, de certa forma, a missão de todos: preparar e anunciar a vinda do Senhor!

23 de junho de 2018 at 11:04 Deixe um comentário

Nossa Senhora da Revelação

Nossa Senhora da Revelação

No sábado depois da Páscoa, 12 de abril de 1947, o condutor de bonde Bruno Cornacchiola, de 34 anos, achava-se livre de serviço depois do meio-dia e queria aproveitar aquela linda tarde de primavera para fazer uma excursão a Ostia com seus três filhos; mas, como perderam o trem, resolveram ir até Tre Fontane.

Bruno conhecia muito bem o lugar com seu bosque de eucaliptos, silencioso e tranqüilo, longe do ruído da grande cidade de Roma.

Bruno havia lutado na Espanha, como legionário, a favor dos comunistas e fazia cinco anos que abandonara a religião católica, seguindo primeiro a doutrina dos batistas e depois a dos adventistas.

Era fervoroso propagandista de sua crença. Lia com assiduidade a Bíblia protestante, à procura de textos que pudesse utilizar em ataques contra a Igreja Católica.

Também naquele fim de semana Bruno se entretinha, em Tre Fontane, em formular idéias para uma conferência contra a virgindade da Santíssima Virgem.

Lia, apontando no papel os pensamentos para a conferência que devia ser lida no dia seguinte, enquanto seus filhos continuavam a brincar de futebol com uma bolinha de borracha, à sombra do bosque de eucaliptos.

Súbito o seu trabalho é interrompido: Isola, de 10 anos, e Carlos, de 7. gritam:

“Papai, papai, perdemos a nossa bola! Perdemos a nossa bolinha!”

Bruno sai então à procura da bola em companhia das crianças, depois de ter dito a Gianfranco, de 4 anos, que ficasse ali numa gruta situada na parte mais alta do bosque, olhando as revistas infantis ilustradas.

Os três percorrem então o mato à procura da bola; mas, como o filhinho mais moço não respondesse mais, como antes, à voz do pai, dirigiu-se este, muito preocupado, para a gruta, à entrada da qual encontrou, com grande espanto, o pequeno Gianfranco ajoelhado, as mãos postas, repetindo sempre, a sorrir.

“Bella Signora! Bella Signora”

A atitude “católica” de oração da criança era inteiramente contrária aos costumes da família Cornacchiola. Além disso, o menino nem era batizado.

O pai chamou Isola, que se encontrava acima da gruta, e perguntou a ela e a Carlos, que se achava ao lado: “Vocês estão vendo alguma coisa na gruta?”

“Não, papai!”, responderam.

Mas, no mesmo instante, Isola cai de Joelhos e, de mãos postas como o irmãozinho, repete: “Bella Signora!…” e também Carlos se ajoelha e balbucia como que extasiado: “Bella Signora! Bella Signora!…”

Podemos imaginar o espanto e a aflição do condutor de bondes. Sacode as crianças, porém elas continuam na mesma posição, com os rostos pálidos, mas inteiramente espiritualizados, e os olhos muito abertos, fixos em um mesmo ponto da gruta.

Bruno é, no fundo, de natureza religiosa: crê em Deus, crê em Cristo e também no demônio. Temendo que os filhos estivessem sob o influxo demoníaco, rezou do fundo do coração: “Senhor, salvai-nos!”

Foi como se mãos invisíveis o tivessem sacudido, e que alguém lhe tivesse arrancado a venda que lhe cobria os olhos. (Tudo isso ele mesmo narrou ao sr. Lacatelli, colaborador do Giornale d`Itália).

Súbito, Bruno sente-se leve como uma pena. Da gruta sombria não vê mais nada, a não ser que lhe parece inundada de luz deslumbrante, e naquela claridade excelsa Bruno vê uma encantadora figura de mulher, verdadeira formosura oriental, como se expressou ele, de 1,65 m de altura conforme lhe pareceu.

Os pés nus pousavam sobre um bloco de pedra, atualmente conservado no vizinho convento dos trapistas. O corpo da celestial aparição está envolto numa túnica branca, presa por uma faixa rósea. Da cabeça, desce-lhe um manto verde até os pés. Na mão direita segura um livrinho cinzento. A esquerda aponta para baixo, indicando uma veste negra (batina?) no sola; perto havia uma cruz quebrada.

Bruno Cornacchiola disse ouvir uma voz a nenhuma outra semelhante, pelo tom e pelo modo como lhe falava: “Sou aquela que sou na Trindade Divina. Sou a Virgem da Revelação. Tu me persegues. Agora é bastante. Entra no apriso santo, corte celeste na terra. Às noves sextas-feiras que praticastes antes de te desviares do caminho da verdade, deves a tua salvação… Deve-se rezar o rosário diariamente pela conversão dos pecadores e dos incrédulos e pela união entre os cristãos. Com esta terra de pecados operarei muitos milagres pela conversão dos pecadores. Para mostrar-te que esta visão é divina, e não arte diabólica, como muitos hão de pensar, dou-te este sinal: deves andar pelas ruas e igrejas de Roma, e, ao primeiro sacerdote que encontrares, dirás: Padre, quero falar-lhe. E se ele te replicar: Ave, Maria, filho; que desejas?; dirás o que te vier à boca. Este indicará outro sacerdote, que receberá a tua abjuração e se ocupará de ti. Se prudente … A ciência renegará a Deus. Quando fores levar a mensagem secreta ao Santo Padre, serás acompanhado por outro sacerdote”.

De fato, alguns dias depois, em 28 de abril, verificou-se a predição.

Ao entrar na igreja de Todos os Santos, administrada por um dos filhos espirituais de dom Orione, dirigi-se ao Pe. Albino Frosi:

– Permita, padre, que lhe diga uma palavra…

– Ave, Maria, filho, que desejas? respondeu o Pe. Frosi

– Sou protestante, mas quero tornar-me católico.

– Apresentá-lo-ei a quem melhor o atenda, retorquiu o padre.

Cumpriu-se à risca o sinal dado pela Senhora. O Pe. Frosi apresentou-o ao seu colega Pe. Gilberto Carniel, acostumado a tratar com convertidos.

Desde o dia 12 de abril Bruno tornou-se outro homem, e essa conversão completa de um apóstata foi o primeiro milagre da graça operado em Tre Fontane.

Bruno procurou reparar, segundo suas forças, o escândalo que havia dado e suportou pacientemente toda sorte de agravos. Todas as vezes que podia dirigia-se à gruta para rezar, e nos dias 6, 23 e 30 de maio foi agraciado com novas visões.

Depois de receberem a necessária instrução, Bruno e sua mulher foram novamente admitidos no seio da Igreja Católica, no dia 7 de maio. Em 18 de maio Gianfranco recebia o batismo, e Isola, a crisma e a primeira comunhão.

Na aparição de 30 de maio, Nossa Senhora enviou por meio de Bruno uma mensagem às irmãs filipinas, que naquela região se dedicam à educação da juventude. Que rezassem pela conversão dos incrédulos, principalmente pelos incrédulos do bairro.

A expressão “Virgem da Revelação” que Nossa Senhora usou é, conforme a suposição de Locatelli, uma alusão à “Misteriosa Revelação”, o Apocalipse, e uma indicação de que atualmente vivemos nos tempos apocalípticos, e visto que, como protestante, Bruno lia outra Bíblia, é bem provável que o livro que Nossa Senhora segura na mão direita signifique a Bíblia católica.

Inúmeros são os milagres que se operam por meio da terra da gruta, por intercessão da Santíssima Virgem Maria.

Nossa Senhora da Revelação, rogai por nós que recorremos a Vós!

Fonte: Site do Santuário Nacional de Aparecida

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23 de junho de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Papa aos jovens: construam pontes, não muros

Papa Francisco recebeu membros do Círculo São Pedro

O Santo Padre enviou uma videomensagem aos jovens participantes em uma Vigília de oração mariana internacional, que se realizou na tarde de sábado no Santuário de São Gabriel, em Teramo, Itália, em preparação ao próximo Sínodo dos Bispos sobre os Jovens.

Manoel Tavares – Cidade do Vaticano

O Papa expressou sua alegria em poder participar, pelo menos espiritualmente, desta vigília de oração mariana. Por isso, não podendo estar presente pessoalmente, enviou-lhes uma videomensagem, em que afirma: “A única fé e a oração comum dos fiéis em Cristo unem os cristãos do mundo inteiro”.

Maria, jovem entre os jovens

A seguir, Francisco compartilhou com os jovens alguns pensamentos. O primeiro sobre Maria:

“É belo ver os jovens que rezam o Terço, expressão do seu carinho por Nossa Senhora. A sua mensagem é mais atual do que nunca! Maria é uma jovem entre os jovens, uma mulher dos nossos dias.”

A Virgem, disse o Papa, ainda era adolescente quando Deus a escolheu como corredentora da humanidade; ela permaneceu jovem como discípula do seu Filho, mas também ao seguir seus passos, apesar da sua idade, no caminho da Cruz até ao calvário.

Santidade

“A santidade – afirmou Francisco – nos mantêm jovens; é o elixir da juventude, do qual precisamos tanto! Este aspecto foi entendido muito bem por São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, padroeiro dos estudantes, um santo jovem, apaixonado por Maria e pela oração do rosário”.

“A santidade – como o Santo Padre escreveu na sua Exortação Gaudete e exsultate – é o rosto mais lindo da Igreja e a transforma em uma comunidade simpática”. Por isso, exortou:

“Não tenham medo de ser santos, sob o exemplo de Maria, de São Gabriel e de todos os Santos, que os precederam e lhes indicaram o caminho. Logo, meu primeiro pensamento vai a Maria e o segundo aos jovens, de outras partes do mundo, coligados com esta Vigília de oração mariana”

Aqui Francisco recordou todos aqueles jovens reunidos em diversos santuários marianos, por exemplo do Panamá – sede do próxima Jornada Mundial da Juventude 2019, – como da Rússia, Irlanda, Taiwan, aos quais disse:

“Queridos jovens, unidos em oração, em lugares tão distantes! Vocês são uma profecia da paz e da reconciliação para toda a humanidade. Nunca me cansarei de repetir: “Não construam muros, mas pontes!” Unam as extremidades dos oceanos, que os separam, com entusiasmo, determinação e amor. Ensinem aos adultos, de coração endurecido, a escolher o caminho do diálogo e da concórdia, por um mundo mais belo e digno do homem”.

Sínodo dos Bispos

Assim, Francisco passou ao seu terceiro pensamento: a iminente Assembleia do Sínodo dos Bispos, que será dedicada ao tema: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.
Em preparação a este evento eclesial, o Papa recordou o que disse na reunião pré-sinodal, no último mês de março: “O perigo de falar dos jovens sem deixar os jovens falar!”
Francisco concluiu sua vídeo-mensagem aos jovens reunidos no Santuário de São Gabriel, na Itália, e aos que estavam em sintonia em diversas partes do mundo, aos quais fez sua exortação final:

“Queridos jovens, ao voltar para as suas casas e paróquias, não se deixem calar! Claro, quem fala pode errar, também os jovens, mas todos somos humanos e pecamos por imprudência! Mas, não tenham medo de errar e de aprender dos seus erros! Se alguém tentar tapar suas bocas, respondam que a Igreja e o mundo precisam dos jovens para se rejuvenescer”.

Enfim, Francisco aconselhou aos jovens a manter-se sempre, ao seu lado, aliados imbatíveis como Jesus Cristo, eterno jovem; Maria, mulher jovem; São Gabriel e todos os Santos, que são o segredo perene da juventude da Igreja.

22 de junho de 2018 at 5:39 Deixe um comentário

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