Archive for maio, 2018

Nono Domingo do Tempo Comum – A cura do homem de mão seca – São Marcos 2, 23-28. 3, 1-6. – Dia 03 de junho de 2018

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São Marcos 2, 23-28

23.Num dia de sábado, o Senhor caminhava pelos campos e seus discípulos, andando, começaram a colher espigas.

24.Os fariseus observaram-lhe: “Vede! Por que fazem eles no sábado o que não é permitido?” Jesus respondeu-lhes:

25.“Nunca lestes o que fez Davi, quando se achou em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros?

26.Ele entrou na casa de Deus, sendo Abiatar príncipe dos sacerdotes, e comeu os pães da proposição, dos quais só aos sacerdotes era permitido comer, e os deu aos seus companheiros.”

27.E dizia-lhes: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado;

28.e, para dizer tudo, o Filho do homem é senhor também do sábado.”

São Marcos 3, 1-6

1.Noutra vez, entrou ele na sinagoga e achava-se ali um homem que tinha a mão seca.

2.Ora, estavam-no observando se o curaria no dia de sábado, para o acusarem.

3.Ele diz ao homem da mão seca: “Vem para o meio.”

4.Então lhes pergunta: “É permitido fazer o bem ou o mal no sábado? Salvar uma vida ou matar?” Mas eles se calavam.

5.Então, relanceando um olhar indignado sobre eles, e contristado com a dureza de seus corações, diz ao homem: “Estende tua mão!” Ele estendeu-a e a mão foi curada.

6.Saindo os fariseus dali, deliberaram logo com os herodianos como o haviam de perder.

“Neste dia dedicado ao louvor de Deus, somos convidados a exultar nele, nossa força. Em meio às aflições e dificuldades do dia a dia, encontramos na celebração eucarística o alento e o ânimo para manifestar em nossa vida a vida de Jesus, o qual veio para nos mostrar que Ele é Senhor de todo tempo e de todo bem. Celebremos a páscoa semanal de Cristo ressuscitado, abrindo o coração à sua luz e á sua ação vivificadora e transformadora”. (Liturgia Diária)

O Filho do homem é Senhor também do sábado

O Padre José Luis Queimado disse que “Jesus questiona os fariseus e escribas, que se escandalizam com a cura, a respeito de como agir no dia de sábado. É melhor fazer o bem ou o mal? É melhor salvar uma vida ou deixá-la perecer? Essas são perguntas muito inteligentes, capaz de atingir qualquer coração endurecido por regras imutáveis e improdutivas. Pelo que parece, ter curado aquele homem não justificou o ato de Jesus para os fariseus e escribas, pois a cura foi realizada em dia proibido”.

“Temos aqui o ensinamento de Jesus a respeito da observância do sábado. O ensinamento foi provocado  pelo questionamento dos fariseus, porque os discípulos transgrediram o descanso sabático ao arrancar espigas do campo. O Mestre apresenta o exemplo de Davi para justificar a atitude dos seus”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

“Enquanto a primeira leitura ressalta a importância do sábado como momento de descanso e de valorização da vida, o evangelho é um convite a nos libertarmos do legalismo doentio. Apesar de importante, a lei do sábado não pode sufocar a vida, pois esta tem precedência sobre qualquer dia. Jesus nos ensina que toda lei é feita para servir e libertar a vida humana”. (Liturgia Diária)

“Estende tua mão!” Ele estendeu-a e a mão foi curada

“Quando Jesus se coloca a faze o bem a um homem que sofria com uma deficiência na mão (tinha a mão seca). Ao tentar ajudar este homem, Jesus é questionado por um grupo dos fariseus, que Ele não podia fazer aquilo, porque era dia de sábado e aquele homem era um pecador e por isso tinha que continuara sofrer. É como se eles, fariseus que se diziam “religiosos”, assim como outros grupos, fossem santos e não fossem impuros, por isso não precisavam dos milagres de Jesus”. (Comshalom)

O Padre Paulo Ricardo disse assim: “Eis o sentido literal da passagem que a Liturgia nos propõe hoje à reflexão. De um ponto de vista espiritual, no entanto, este episódio nos revela, sob a imagem da mão ressequida e inutilizada, a nossa incapacidade de amar e praticar o bem como convém à salvação. É só com o auxílio da graça de Cristo, sem o qual nada podemos fazer (cf. Jo 15, 5), que nos tornamos capazes de realizar aquelas obras de justiça que o Pai tanto deseja recompensar”.

O Padre Bantu Mendonça explicou: “Entrando numa sinagoga, Jesus se depara com um homem com a mão atrofiada, recuado, sentado no chão, marginalizado e excluído. Sabe que os chefes religiosos, escribas e fariseus o observam e querem condená-lo. Não se intimida e, ostensivamente, toma a iniciativa provocadora. Diz àquele homem marginalizado que se levante e o chama para o lugar central. Jesus opta pelo caminho do bem e da vida, e liberta o homem de seu defeito excludente. Os chefes religiosos optam pelo caminho da morte ao planejarem como eliminar Jesus!

Conclusão:

“Assim como Deus descansou depois de seis dias de trabalho, o povo também tem direito ao descanso e ao lazer. O Evangelho conclui mostrando o que é mais importante, a lei ou a vida? O centro de tudo é a pessoa; e a lei deve estar a serviço da vida do povo. Quando a lei não favorece a vida ou a prejudica, deve ser questionada e revista”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Oração:

Senhor Jesus, vós sois o Senhor de tudo, e também do sábado. Nós vos Louvamos e vos pedimos que nos cure de tudo o que é seco e sem vida em nosso corpo e na nossa alma. Senhor da vida, restaure o nosso ser por inteiro. Liberta-nos Senhor Jesus, de todos os sentimentos de morte. Cura Senhor, toda a secura do nosso coração. Dai-nos o dom de amar sem medidas. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

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28 de maio de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

São Germano – 28 de maio

São Germano renunciou à sua vontade e quis a vontade de Deus para sua vida

Seu nome quer dizer ‘irmão’. Nasceu em 378 na França. Foi muito cedo para os estudos e acabou estudando Direito em Roma. Mas, seu grande desejo, era o de viver o Santo Evangelho. E foi pautando a sua vida na Palavra do Senhor.

Homem de oração e escuta, era dócil e pronto para renunciar a si mesmo e optar pelo querer de Deus. Germano foi visitado pela Divina Providência. Foi eleito governador da alta Itália mas, de repente, com a morte do Bispo em sua terra natal, o povo e o clero o escolheram Bispo.

São Germano renunciou à sua vontade e quis a vontade de Deus para sua vida. Promoveu a vida monástica e a evangelização na França. Foi um apóstolo de Jesus Cristo, cheio do Espírito Santo. Com o exemplo deste santo, aprendemos que precisamos viver como verdadeiros irmãos.

São Germano, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

28 de maio de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Papa Francisco: o matrimônio é a beleza cristã

2018-05-25 Messa Santa MartaPapa celebra a missa na Casa Santa Marta  (Vatican Media)

“Que todos nós possamos entender e contemplar que no matrimônio há a imagem e a semelhança de Deus”, disse o Papa Francisco na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta.

Adriana Masotti – Cidade do Vaticano

A beleza do matrimônio foi o tema homilia do Papa Francisco na missa celebrada na manhã de sexta-feira na capela da Casa Santa Marta. Entre os fiéis, havia sete casais que celebravam 50 e 25 anos de casamento.

O trecho do Evangelho segundo São Marcos fala da intenção dos fariseus de colocar Jesus à prova fazendo-lhe uma pergunta que o Papa define “casística”, isto é, quando se reduz a fé a “um sim ou um não”. E explica:

Não o grande “sim” ou o grande “não” dos quais ouvimos falar, que é Deus. Não: se pode ou não se pode. E a vida cristã, a vida segundo Deus, segundo essas pessoas, está sempre no ‘se pode’ e ‘não se pode’.

A pergunta diz respeito ao matrimônio, querem saber se é lícito ou não que um marido repudie a própria mulher. Mas, afirma Francisco, Jesus vai além, eleva o nível e “chega até a Criação e fala do matrimônio que é talvez a coisa mais bela” que o Senhor criou naqueles sete dias.

A desgraça da separação

‘Desde o início da criação [Deus] os fez homem e mulher; o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher e os dois se tornarão uma só carne’. “É forte o que diz o Senhor”, comenta o Papa, fala de “uma carne” que não se pode dividir. Jesus “deixa o problema da divisão e vai à beleza do casal que deve caminhar como um só”. Francisco destaca que o homem e a mulher devem abandonar aquilo que eram antes “para começar uma nova estrada, um novo caminho”. E depois toda a vida realizam este caminho de “ir avante juntos: não dois, um”. O Papa então recomenda: “Não devemos nos deter, como esses doutores, num ‘se pode’ ou ‘não se pode’ dividir um matrimônio. Às vezes, acontece a desgraça de não funcionar e é melhor se separar para evitar uma guerra mundial, mas isso é uma desgraça. Devemos ver o positivo”.

Francisco citou um casal que festejava 60 anos de casamento e, diante da pergunta se eram felizes, os dois se olharam nos olhos, que ficaram repletos de lágrimas pela comoção, e responderam: “Somos apaixonados!”.

É verdade que existem dificuldades, que existem problemas dos filhos ou do próprio matrimônio, do próprio casal, discussões, brigas… mas o importante é que a carne permaneça uma e superam, superam, superam isso. E este não é somente um sacramento para eles, mas também para a Igreja, como se fosse um sacramento que chama a atenção, que atrai a atenção: “Mas olhem que o amor é possível!”. E o amor é capaz de fazer viver apaixonados toda uma vida: na alegria e na dor, com o problema dos filhos e os próprios problemas… mas ir sempre avante. Na saúde e na doença, mas ir sempre avante. Esta é a beleza.

O matrimônio feliz não é notícia

O homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus e o próprio matrimônio se torna assim Sua imagem. E é por isso, afirma o Papa, que é tão bonito: “O matrimônio é uma pregação silenciosa a todos os outros, uma pregação de todos os dias”.

É doloroso quando isso não faz notícia: os jornais, os telejornais não veem isso como notícia. Aquele casal tantos anos juntos.. não é notícia. Sim, a notícia é o escândalo, o divórcio ou que se separam – às vezes se devem separar, como disse, para evitar um mal maior… Mas a imagem de Deus não é notícia. E esta é a beleza do matrimônio. São a imagem e a semelhança de Deus. E esta é a nossa notícia, a notícia cristã.

Francisco repete que a vida matrimonial e familiar não é fácil, e cita a Primeira Leitura extraída da carta de São Tiago Apóstolo, que fala da paciência. Diz que talvez seja a virtude mais importante no casal – seja do homem, seja da mulher – e conclui com uma oração ao Senhor “para que dê à Igreja e à sociedade uma consciência mais profunda, mais bela do matrimônio, que todos nós possamos entender e contemplar que no matrimônio há a imagem e a semelhança de Deus”.

27 de maio de 2018 at 5:44 Deixe um comentário

Papa: explorar o trabalhador é pecado mortal

Papa celebra a missa na Casa Santa MartaPapa celebra a missa na Casa Santa Marta  (Vatican Media)

Dedicando a missa na Casa Santa Marta ao “nobre povo chinês”, que hoje festeja Nossa Senhora de Sheshan, Francisco exorta a tomar distância das riquezas que seduzem e escravizam.

Giada Aquilino – Cidade do Vaticano

Tomar distância das riquezas, porque estas nos foram oferecidas por Deus para doá-las aos outros. A este tema o Papa Francisco dedicou a missa celebrada na manhã de quinta-feira (24/04) na Casa Santa Marta.

Na memória de Nossa Senhora Auxiliadora, o Pontífice celebrou a missa na intenção do “nobre povo chinês”, que festeja a Virgem de Sheshan em Xangai.

Riqueza apodrecida

O Papa se inspirou Leitura de São Tiago apóstolo, que fala do salário não pago aos trabalhadores e o seu clamor que chega aos ouvidos do Senhor. Francisco destaca que Tiago usa expressões contundentes para falar aos ricos, sem meias palavras, condenando a “riqueza apodrecida”, como fez Jesus:

“Ai de vós ricos!”, é o primeiro ataque depois das Bem-aventuranças na versão de Lucas. “Ai de vós ricos!”. Se alguém fizer uma pregação assim, no dia seguinte nos jornais aparece: “Aquele padre é comunista!”. Mas a pobreza está no centro do Evangelho. A pregação sobre a pobreza está no centro da pregação de Jesus: “Bem-aventurados os pobres” é a primeira das Bem-aventuranças. E a carteira de identidade com a qual Jesus se apresenta quando volta ao seu vilarejo, a Nazaré, na sinagoga, é: “O Espírito está sobre mim, fui enviado para anunciar o Evangelho, a Boa Nova aos pobres, o alegre anúncio aos pobres”. Mas na história sempre tivemos esta fraqueza de tentar tirar esta pregação sobre a pobreza, acreditando se tratar de algo social, político. Não! É Evangelho puro, é Evangelho puro.

Dois senhores

Francisco convidou a refletir sobre o porquê de uma pregação assim “tão dura”. A razão está no fato de que “as riquezas são uma idolatria”, são capazes de “seduzir”. O próprio Jesus, explicou o Papa, disse que “não se pode servir a dois senhores: ou você serve a Deus ou às riquezas”: dá, portanto, uma “categoria de ‘senhor’ às riquezas, isto é, a riqueza “o pega e não o larga e vai contra o primeiro mandamento”, amar a Deus com todo o coração.

As riquezas vão também contra o segundo mandamento, porque destroem a relação harmoniosa “entre nós homens”, “estragamos a vida”, “estragamos a alma”. O Papa recordou a Parábola do rico – que pensava na “boa vida”, nas festas, nas roupas luxuosas – e do mendicante Lázaro, “que não tinha nada”.

Tiago sindicalista

As riquezas, reiterou, “nos levam embora a harmonia com os irmãos, o amor ao próximo, nos fazem egoístas”. Tiago reivindica o salário dos trabalhadores que cultivaram a terra dos ricos e não foram pagos: “alguém poderia confundir o apóstolo Tiago com um sindicalista”, afirmou Francisco. E na verdade, acrescentou, o apóstolo “fala sob a inspiração do Espírito Santo”. Parece uma coisa dos nossos dias, disse o Papa:

Também aqui, na Itália, para salvar os grandes capitais deixam as pessoas sem trabalho. Vai contra o segundo mandamento e quem faz isto: “Ai de vós!”. Não eu, Jesus. Ai de vocês que exploram as pessoas, que exploram o trabalho, que pagam de maneira informal, que não pagam a contribuição para a aposentadoria, que não dão férias. Ai de vós! Fazer “economias”, fraudar o que se deve pagar, o salário, é pecado, é pecado. “Não, padre, eu vou à missa todos os domingos e participo daquela associação católica e sou muito católico e faço a novena disso…”. Mas você não paga? Essa injustiça é pecado mortal. Você não está nas graças de Deus. Não sou eu que estou dizendo, é Jesus, é o apóstolo Tiago. Por isso as riquezas nos afastam do segundo mandamento, do amor ao próximo.

Rezar pelos ricos

As riquezas, portanto, têm uma capacidade que nos tornar “escravos”: por isso Francisco exorta a “fazer um pouco mais de oração e um pouco mais de penitência” não pelos pobres, mas pelos ricos.

Você não é livre diante das riquezas. Você para ser livre diante das riquezas deve tomar distância e rezar para o Senhor. Se o Senhor lhe deu riquezas é para distribui-las aos outros, para fazer em seu nome tantas coisas boas para os outros. Mas as riquezas têm esta capacidade de nos seduzir e nesta sedução nós caímos, somos escravos das riquezas.

27 de maio de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Reflexão para a Solenidade da Santíssima Trindade

Através da Igreja, Jesus Cristo permanecerá ao lado dos homens e continuará sendo o Emanuel, Deus ConoscoAtravés da Igreja, Jesus Cristo permanecerá ao lado dos homens e continuará sendo o Emanuel, Deus Conosco  (© Biblioteca Apostólica Vaticana)

A Igreja celebra este Domingo a Santíssima Trindade. “Trindade é crer na Cruz, instrumento da nossa salvação”.

Padre César Augusto dos Santos SJ – Cidade do Vaticano

Na primeira leitura temos o comentário do livro do Deuteronômio sobre a sabedoria de Deus, sua onipotência e sua bondade em escolher Israel como seu povo e a resposta que Israel deverá dar ao Senhor, através da observância dos seus mandamentos e assim ser feliz, juntamente com seus filhos.

No Evangelho, esse mesmo Deus reúne seus discípulos e os envia a toda a terra para batizar todos os povos e  pregar sua doutrina, seus mandamentos, prometendo estar sempre com eles, todos os dias, até à consumação dos tempos.

Na segunda leitura, São Paulo diz aos Romanos que o Espírito Santo nos conduz, pois somos filhos de Deus, herdeiros de Cristo.

Deus, apesar de sua onipotência e onisciência, confia ao Homem a tarefa de continuar a missão de Jesus. O Senhor ama a Comunidade dos Cristãos e quer que ela visibilize a presença de Cristo no meio dos homens. Mas, Ele quer que a Igreja batize seus fiéis, em seu nome, e ainda em seu nome os instrua. Será a Comunidade a vincular o fiel ao Senhor e dar-lhe a missão de instaurar o Reino de Justiça, Paz e Amor, transmitindo a todos os ensinamentos do Mestre.

Através da Igreja, Jesus Cristo permanecerá ao lado dos homens e continuará sendo o Emanuel, Deus Conosco. Por isso, a Igreja deverá evitar, conscientemente, toda e qualquer atitude de distinção de pessoas. Ela é a família de Deus. Portanto, a sua atitude com todos deverá ser de acolhida, de integração.

O modo de sermos Igreja, de acolhermos as pessoas, sejam elas quem for, marcará a autenticidade da nossa fé em Deus. Com esta acolhida veremos se o nosso Deus é o Pai de Jesus ou algum ídolo.

Fé em Deus e aceitação do outro, assim como ele é, expressam nossa adoração e serviço Àquele que não se envergonhou de ser um de nós e viver e morrer entre nós pecadores.

Crer na Trindade é crer que a Cruz, instrumento da nossa salvação, é feita por duas madeiras: amar a Deus e amar ao próximo. A haste, fincada na terra e apontando para o céu, é o amor e o serviço a Deus. A trave, sustentada pela haste, é o abraço amoroso e de serviço ao próximo. Nessa união de amor e de serviço a Deus e ao próximo, encontramos Jesus, Deus conosco, Deus Encarnado e nossa Salvação.

26 de maio de 2018 at 7:21 Deixe um comentário

Oração de São Filipe Néri

20-Sao-Felipe-Neri

Meu Jesus Cristo,
quero a Vós servir
e não encontro o caminho.
Quero fazer o bem
e não encontro o caminho.
Quero a Vós encontrar
e não encontro o caminho.
Quero a Vós amar
e não encontro o caminho.
Ainda não Vos conheço, meu Jesus,
porque não Vos procuro.
Procuro-Vos e não Vos encontro.
Vinde até mim, meu Jesus.
Nunca Vos amarei,
se não me ajudardes, meu Jesus.
Cortai as minhas amarras
se quiserdes que eu seja Vosso.
Jesus, sede para mim Jesus. Amém!

Fonte: Comshalom

 

26 de maio de 2018 at 5:59 Deixe um comentário

Papa: nosso destino é viver como amigos de Jesus

Papa celebra a missa na Casa Santa MartaPapa celebra a missa na Casa Santa Marta  (Vatican Media)

“Todos nós cristãos recebemos este dom: a abertura, o acesso ao coração de Jesus, à amizade de Jesus. Recebemos na sorte o dom da sua amizade. O nosso destino é ser seus amigos”, disse Francisco na homilia na Casa Santa Marta.

Debora Donnini – Cidade do Vaticano

Recebemos como “destino” e não “casualmente” a amizade com Jesus e a nossa vocação é justamente permanecer amigos do Senhor. Foi o que disse o Papa Francisco na homilia da Missa celebrada na manhã de segunda-feira (14/05) na Casa Santa Marta. A reflexão do Pontífice foi inspirada na Liturgia do dia, em que várias vezes aparece a palavra “sorte”.

Nosso destino é viver como amigos de Jesus

Nós recebemos este dom como destino, a amizade do Senhor, esta é a nossa vocação: viver amigos do Senhor, amigos do Senhor. E o mesmo receberam os apóstolos, mais forte ainda, mas o mesmo. Todos nós cristãos recebemos este dom: a abertura, o acesso ao coração de Jesus, à amizade de Jesus. Recebemos na sorte o dom da sua amizade. O nosso destino é ser seus amigos. É um dom que o Senhor mantém sempre e Ele é fiel a este dom.

Jesus não renega a sua amizade nem mesmo com quem trai

Muitas vezes, porém, nós não agimos como amigos e nos afastamos “com os nossos pecados, com as nossas teimosias”, mas “Ele é fiel à amizade”. Como recorda o Evangelho de hoje (Jo 15,9-17), Jesus não nos chama mais “servos”, mas “amigos” e mantém esta palavra até o fim porque é fiel. Até mesmo com Judas: a última palavra que dirige a ele, antes da traição, é “amigo”, não lhe diz “vai embora”:

Jesus é o nosso amigo. E Judas, como diz aqui, seguiu sua nova sorte, seu destino que ele mesmo escolheu livremente, se afastou de Jesus. E a apostasia é isso: afastar-se de Jesus. Um amigo que se torna inimigo ou um amigo que se torna indiferente ou um amigo que se torna traidor.

Permanecer na amizade com Jesus

Como narra a Primeira Leitura (At 1,15-17.20-26), no lugar de Judas a sorte caiu em Matias “para ser testemunha da Ressurreição”, “testemunha deste dom de amor”. “O amigo – recordou o Papa – é quem compartilha os próprios segredos” com o outro. “Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai”, diz de fato Jesus no Evangelho. Trata-se, portanto, de uma amizade que “recebemos como sorte, isto é, como destino”, como a receberam Judas e Matias:

Pensemos nisto, Ele não renega este dom, não nos renega, nos espera até o fim. E quando nós pela nossa fraqueza nos afastamos Dele, Ele espera, Ele espera, Ele continua dizendo: “Amigo, eu o espero. Amigo o que quer? Amigo, por que você me trai com um beijo?”. Ele é fiel na amizade e nós devemos pedir-Lhe esta graça de permanecer no seu amor, permanecer na sua amizade, aquela amizade que nós recebemos como dom na sorte por Ele.

26 de maio de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

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