Archive for abril, 2017

Papa aos carismáticos italianos: permanecer unidos no Espírito

2017-04-23 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes da 40ª Convocação Nacional dos grupos e das comunidades da Renovação no Espírito Santo. Assinado pelo Secretário de Estado, Card. Pietro Parolin, o telegrama é destinado ao Presidente da Renovação, Salvatore Martinez.

Para que ninguém fique sem a luz da força do Evangelho

No texto, o Papa exorta todos os participantes a permanecerem unidos no amor e na oração ao Espírito Santo, que possibilita esta unidade. “A Igreja espera este testemunho, para que ninguém fique sem a luz da força do Evangelho.”

Realizado em Rimini, de 22 a 25 de abril, o tema do evento é “Exultai: o Senhor agiu! Retumbai com júbilo: o Senhor manifestou a sua glória!”.

Trata-se de um encontro de evangelização no qual se alternam testemunhos, conferências, momentos de oração comunitária e celebrações eucarísticas. A Convocação antecede o Jubileu de Ouro que a Renovação celebrará com o Papa Francisco na vigília de Pentecostes.

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27 de abril de 2017 at 5:53 Deixe um comentário

Jacinta e Francisco serão canonizados em 13 de maio em Fátima

2017-04-20 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Jacinta e Francisco Marto, os dois pastorzinhos que tiveram visões de Nossa Senhora, serão canonizados pelo Papa Francisco em Fátima, em 13 de maio. A confirmação deu-se na manhã desta quinta-feira (20/04) durante o Consistório Ordinário Público, presidido pelo Santo Padre no Vaticano. Serão as primeiras crianças não-mártires a serem proclamadas Santas. Na mesma data, há 17 anos, os dois irmãos eram beatificados por João Paulo II.

Jacinta e Francisco Marto, os dois irmãos de apenas nove e dez anos, junto com a prima Lúcia dos Santos, tiveram visões de Nossa Senhora. A primeira vez em 13 de maio de 1917, seguindo-se em todos os dias 13 de cada mês, até chegar ao mês de outubro. Nos “encontros celestiais” Maria deixou mensagens sobre acontecimentos futuros e recomendações aos pequenos, entre estas, a de rezar o Rosário diariamente.

A fama de santidade dos dois pastorzinhos logo após as suas mortes já havia se difundido por todo o mundo. Francisco morreu em 4 de abril de 1919, de febre espanhola. Jacinta, dez meses mais tarde, em 20 de fevereiro de 1920.

Jacinta, após muitos sofrimentos oferecidos pela conversão dos pecadores, morreu sozinha em um hospital de Lisboa, sendo sepultada em Vila Nova de Ourém, o município ao qual pertence o Santuário de Fátima.

De Francisco – chamado de “o consolador” pelo seu desejo de consolar com a oração Nossa Senhora – perdeu-se o local preciso de seu sepultamento. Somente anos mais tarde seus restos mortais foram reconhecidos pelo pai, por um detalhe muito particular, o terço que ele tinha nas mãos.

Em setembro de 1935, o corpo incorrupto de Jacinta foi traslado de Vila Nova de Ourém a Fátima. O corpo foi fotografado e o Bispo de Leiria-Fátima, José Alvez Correia da Silva, enviou uma cópia à Lúcia, que havia se tornado uma Irmã dorotéia. Na ocasião, o prelado pediu a Lúcia que escrevesse tudo o que sabia sobre a vida de Jacinta. Nascia assim a Primeira memória, que ficou pronta no Natal de 1935.

Sucessivamente o bispo pediu que Lúcia escrevesse também suas recordações a respeito de Francisco e os fatos ocorridos em Fátima.

Não fossem estes relatos deixados sobre a breve vida dos dois irmãos, talvez ninguém poderia ter pensado em abrir uma Causa de canonização, mesmo porque naquele tempo ainda não havia sido decretado o reconhecimento de “exercício das virtudes em grau heróico” também para os pequenos.

O pedido para investigar a santidade dos dois foi iniciado pela Diocese de Leiria somente em 1952 e concluída em 1989, com o decreto sobre a prática das virtudes, em consideração à idade das crianças.

O obstáculo, era ainda uma uma questão de fundo debatida no decorrer do século XX, em relação à possibilidade ou não de levar em consideração duas crianças como candidatos à canonização. Questão que foi resolvida em 1981 por meio de um um documento emitido com este propósito pela Congregação da Causa dos Santos.

O milagre atribuído à intercessão das duas crianças, e que levou à beatificação, foi reconhecido em 1999. Já o que abriu o caminho para a canonização, foi reconhecido em 23 de março passado, e diz respeito a uma criança brasileira, que na época tinha seis anos.

Esta criança estava na casa do avô, brincando com a irmãzinha, quando caiu por acidente de uma janela de cerca sete metros de altura, sofrendo um grave traumatismo crânio-encefálico, com a perda de material cerebral.

Levada ao hospital em coma, foi operada. Caso sobrevivesse, viveria em estado vegetativo ou, no máximo, com graves deficiências cognitivas.

Milagrosamente, após três dias, a criança recebeu alta, não sendo constatado nenhum dano neurológico ou cognitivo.

Em 2 de fevereiro de 2007, uma equipe médica deu parecer positivo unânime sobre o caso, como “cura inexplicável do ponto de vista científico”.

No momento do incidente, o pai da criança havia invocado Nossa Senhora de Fátima e os dois pequenos beatos. Na mesma noite, os familiares e uma comunidade de irmãs de clausura haviam rezado com insistência, perdindo a intercessão dos pastorzinhos de Fátima. (JE)

 

27 de abril de 2017 at 5:22 Deixe um comentário

Misericórdia Divina – oração de Santa Faustina Kowalska

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Misericórdia divina, que nos acompanhais por toda a vida, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, que nos envolveis de modo particular na hora da morte, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, que nos concedeis a vida imortal, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, que nos acompanhais em cada momento da vida, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, que nos protegeis do fogo do inferno, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, na conversão dos pecadores endurecidos, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, assombro para os anjos, inconcebível para os santos, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, insondável em todos os mistérios de Deus, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, que nos ergueis de toda a miséria, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, fonte da nossa felicidade e alegria, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, que do nada nos chamastes à existência, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, que abraçais todas as obras das Vossas mãos, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, que coroais tudo o que existe e que venha a existir, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, na qual todos estamos mergulhados, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, doce consolação dos corações angustiados, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, única esperança das almas desesperadas, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, repouso dos corações e paz em tempo de ansiedade, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, delícia e êxtase das almas santas, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, que inspirais confiança mesmo contra toda a esperança, eu confio em Vós.

Misericórdia divina, que brotais do seio do Pai, eu confio em Vós.

Ó Deus eterno, cuja misericórdia é infinita e cujo tesouro de compaixão não tem limites, olhai-nos propício e aumentai a vossa misericórdia para connosco para que nos momentos difíceis não desesperemos, nem desanimemos, mas com grande confiança nos conformemos à vossa santa vontade, que é o amor e a própria misericórdia.

26 de abril de 2017 at 10:09 Deixe um comentário

Papa: a misericórdia abre a porta da mente e do coração

2017-04-23 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – “A misericórdia é a pedra angular na vida de fé”: palavras do Papa que antecederam a oração mariana do Regina Caeli neste II domingo de Páscoa, dedicado à Divina Misericórdia. Aos milhares de fiéis reunidos na Praça S. Pedro, Francisco explicou que este domingo, na tradição da Igreja, era chamado “in albis” (alba). A expressão evocava o rito do batismo na Vigília de Páscoa e veste branca ofertada para a ocasião. No passado, esta veste era usada por uma semana, até o domingo in albis, quando era retirad, e os neófitas iniciavam sua nova vida em Cristo e na Igreja. Já no Jubileu do Ano 2000, São João Paulo II teve “a belíssima intuição” de dedicar o II domingo de Páscoa à Divina Misericórdia.

A misericórdia se apresenta como perdão dos pecados

No dia da ressurreição de Jesus, a misericórdia se apresenta como perdão dos pecados, como narrado no Evangelho deste domingo. Cristo diz aos seus discípulos: “A quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados”; e transmitiu à sua Igreja, como primeira tarefa, a missão de levar a todos o anúncio concreto do perdão.

A misericórdia abre a porta da mente

A experiência da misericórdia, acrescentou o Papa, abre a porta da mente para compreender melhor o mistério de Deus e da nossa existência pessoal. “Faz entender que a violência, o rancor, a vingança não têm qualquer sentido, e a primeira vítima é quem vive desses sentimentos, porque se priva da própria dignidade.”

A misericórdia abre a porta do coração

Francisco ressaltou que a misericórdia abre também a porta do coração e permite expressar a proximidade sobretudo aos que estão sós e marginalizados, porque os faz sentir irmãos e filhos de um só Pai. “A misericórdia aquece o coração e o torna sensível às necessidades dos irmãos com a compartilha e a participação. A misericórdia, enfim, compromete todos a serem instrumentos de justiça, de reconciliação e de paz. Jamais nos esqueçamos que a misericórdia é a pedra angular na vida de fé, e a forma concreta com a qual damos visibilidade à ressurreição de Jesus.”

Devotos da Divina Misericórdia

Ao final da oração do Regina Caeli, o Papa saudou de modo especial os devotos da Divina Misericórdia, e recordou a beatificação em Oviedo, na Espanha do Pe. Luis Antonio Rosa Ormières. Francisco agradeceu e retribui os votos de feliz Páscoa que recebeu de milhares de fiéis.

26 de abril de 2017 at 5:23 Deixe um comentário

Frases sobre o Espírito Santo

1- Beata Elena Guerra: “O Espírito Santo presente nas nossas batalhas compadece-se de nós e nos conforta; faz-nos saborear, unindo-nos a Si, doce repouso, que renova e aumenta as nossas forças e nos torna preparados para maiores vitórias”.

2-São Pedro Julião Eymard: “O Espírito Santo, educador e santificador do homem em Jesus Cristo, permanecerá sempre com ele como em seu templo”.

3- Santo Ireneu de Lyon: “Aqueles que trazem em si o Espírito Santo são conduzidos ao Verbo, que é o Filho, o Filho condu-los ao Pai, e o Pai concede-lhes a imortalidade”.

4-Liturgia das Horas: “Sois doador e sois dom, dos corações todo o bem. A nossa mente inclinai para o louvor que convém”.

5-O Catecismo (§686):O Espírito Santo age juntamente com o Pai e o Filho, desde o princípio até à consumação do desígnio da nossa salvação”.

6-Beata Elena Guerra: “É necessário elevar o coração a Deus para receber o Espírito Santo”.

7-Santo Ireneu de Lyon: “Sem o Espírito, é impossível ver o Verbo de Deus, e sem o Filho ninguém pode aproximar-se do Pai”.

8-São Pedro Julião Eymard: “A atuação do Espírito Santo na alma amante completa a do Pai e do Filho”.

9-Liturgia das Horas: “O Espírito sopra aonde quer, e ouves seu ruído, mas não sabes de onde vem nem para onde ele vai. Aleluia”.

10-Santo Ireneu de Lyon:: “O o conhecimento do Pai é o Filho; o conhecimento do Filho faz-se pelo Espírito Santo; e o Filho concede o Espírito segundo a complacência do Pai”.

11-O Catecismo (§685):Crer no Espírito é, portanto, professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho, «adorado e glorificado com o Pai e o Filho”.

12-Beata Elena Guerra: “É necessário elevar o coração a Deus para receber o Espírito Santo”.

 

 

25 de abril de 2017 at 9:16 Deixe um comentário

Papa na audiência “A nossa fé nasce na manhã de Páscoa!”

2017-04-19 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – A Praça São Pedro ficou lotada na manhã desta quarta-feira (19/04) fria, mas ensolarada, para o habitual encontro de Francisco com fiéis, peregrinos, turistas e romanos. Ainda no clima da Páscoa que a Liturgia continua a celebrar, em sua catequese o Papa refletiu com os fiéis sobre Cristo Ressuscitado, ‘nossa esperança’, como apresentado por São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios. A Ressurreição provocava discussões na comunidade de Corinto e Paulo queria esclarecê-la aos cristãos. “Jesus morreu por nossos pecados, foi sepultado e no terceiro dia ressuscitou e apareceu a Pedro e aos Doze Apóstolos”, dizia.

O cristianismo nasce aqui. Não é uma ideologia, não é uma corrente filosófica, mas um caminho de fé que nasce com um evento testemunhado pelos primeiros discípulos de Jesus”.

O Papa prosseguiu explicando que “a Ressurreição é o núcleo central da fé; se tudo tivesse acabado com a morte, Cristo foi um exemplo de dedicação suprema, sim, mas isto não poderia gerar a nossa fé. Ele não era um herói. Aceitar que Cristo morreu na Cruz não é um ato de fé; é um fato histórico, crer que ressuscitou o é. Jesus é vivo, é o fulcro do evento. Nossa fé nasce na manhã de Páscoa”.

Explicando este mistério aos cristãos, Paulo conta que de todos os discípulos que viram o Ressuscitado aparecer, ele foi o último, ‘o menos digno’. Paulo tem uma história pessoal dramática: era um perseguidor da Igreja, orgulhoso das próprias convicções, até o dia em que improvisamente encontrou Jesus no caminho para Damasco. Aquele evento deu uma guinada em sua vida. De perseguidor se tornou Apóstolo, porque viu Jesus vivo e ressuscitado. Este é o fundamento da fé de todos os Apóstolos e também da nossa”.

“É belo pensar que o cristianismo, essencialmente é isso!”, comentou o Papa. “Não somos nós a procurar Deus, mas é Deus que nos procura, nos conquista e não nos abandona jamais. O cristianismo é graça; é surpresa, mas deve encontrar nosso coração aberto, capaz de receber maravilhas. Um coração fechado não pode entender o que é o cristianismo. Mesmo sendo pecadores, mesmo olhando para trás e vendo uma vida cheia de insucessos, na manhã de Páscoa podemos ir ao sepulcro de Jesus e ao ver a pedra descartada saberemos que Deus está realizando um futuro para nós. Encontraremos felicidade, alegria e vida onde todos pensavam que havia tristeza, derrotas e trevas. Deus faz crescer suas flores mais belas em meio às pedras mais áridas”.

Terminando sua catequese, o Papa concluiu que “ser cristãos significa não começar pela morte, mas pelo amor de Deus por nós, que derrotou o nosso maior inimigo. É suficiente uma vela acesa para vencer a mais sombria das noites. E se alguém nos perguntar o porquê do nosso sorriso e da nossa paciência e solidariedade, podemos responder que ‘Jesus ainda está aqui, continua vivendo no meio de nós. Ele está aqui na Praça, vivo e ressuscitado’”.

25 de abril de 2017 at 5:14 Deixe um comentário

Terceiro Domingo da Páscoa – Os Discípulos de Emaús – São Lucas 24, 13 – 35 – Dia 30 de abril de 2017

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“13.Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. 14.Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado. 15.Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles. 16.Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não o reconheceram. 17.Perguntou-lhes, então: De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes? 18.Um deles, chamado Cléofas, respondeu-lhe: És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias? 19.Perguntou-lhes ele: Que foi? Disseram: A respeito de Jesus de Nazaré… Era um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo. 20.Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21.Nós esperávamos que fosse ele quem havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam. 22.É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol; 23.e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo. 24.Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram. 25.Jesus lhes disse: Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas! 26.Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória? 27.E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras. 28.Aproximaram-se da aldeia para onde iam e ele fez como se quisesse passar adiante. 29.Mas eles forçaram-no a parar: Fica conosco, já é tarde e já declina o dia. Entrou então com eles. 30.Aconteceu que, estando sentado conjuntamente à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho. 31.Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram… mas ele desapareceu. 32.Diziam então um para o outro: Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras? 33.Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os Onze e os que com eles estavam. 34.Todos diziam: O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão. 35.Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.”

O Papa Francisco resumiu assim o Evangelho: “O caminho de Emaús torna-se assim símbolo do nosso caminho de fé: as Escrituras e a Eucaristia são os elementos indispensáveis para o encontro com o Senhor. Também nós, muitas vezes, chegamos à Missa dominical com as nossas preocupações, as nossas dificuldades e desilusões… A vida às vezes nos fere e nós seguimos tristes, rumo à nossa “Emaús”, virando as costas ao projeto de Deus. Afastamo-nos de Deus. Mas nos acolhe a Liturgia da Palavra: Jesus nos explica as Escrituras e reacende nos nossos corações o calor da fé e da esperança, e na Comunhão nos dá força”. (2014)

Jesus aproximou-se deles (dos Discípulos de Emaús) e caminhava com eles.

“Durante as primeiras semanas de Páscoa a liturgia da Palavra nos apresenta, nas celebrações eucarísticas, os evangelhos que narram o fato da ressurreição e as diversas aparições do Ressuscitado. Uma das passagens pascais mais catequéticas é a dos Discípulos de Emaús (Lc 1-35)”. (Dom Aloísio A. Dilli – Bispo de Uruguaiana)

“Acabais de o ouvir, irmãos caríssimos: dois discípulos de Jesus caminhavam na estrada e, embora não acreditando nele, sobre Ele falavam. O Senhor apareceu-lhes, sem contudo Se lhes mostrar sob uma forma por que O pudessem reconhecer. O Senhor realizou portanto no exterior, aos olhos do corpo, o que neles se cumpria no interior, aos olhos do coração”. (São Gregório Magno)

E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras.

“Na narração dos discípulos de Emaús, o próprio Cristo intervém para mostrar, «começando por Moisés e seguindo por todos os profetas», como «todas as Escrituras» conduzem ao mistério da sua pessoa ( Lc 24,27). As suas palavras fazem «arder» os corações dos discípulos, tiram-nos da obscuridade da tristeza e do desânimo, suscitam neles o desejo de permanecer com Ele: «Fica conosco, Senhor (Lc 24,29)”. (São João Paulo II)

Fica conosco, já é tarde e já declina o dia

“Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!“ “Tu tens palavras de vida eterna!“ O companheiro do caminho para Emaús não abandonou os discípulos! “Entrou para ficar com eles. Sentou-se à mesa com os dois, tomou o pão e abençoou, depois o partiu e deu a eles“ (Lc 24,29-30). E na fração do pão acontece o milagre da Páscoa: os dois reconhecem o Mestre. Vêem as mãos perfuradas e aquele inigualável semblante do Filho de Deus. Mas, ao mesmo tempo, Ele “tornou-se invisível“ (Lc 24,31)”  (Com. Canção Nova).

Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Depois deste encontro, os dois discípulos «partiram sem hesitar e regressaram a Jerusalém, onde encontraram reunidos os Onze e os outros que andavam com eles, os quais diziam: «Verdadeiramente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!» (vv. 33-34). Em Jerusalém eles ouvem a notícia da ressurreição de Jesus e, por sua vez, contam a própria experiência, inflamada de amor pelo Ressuscitado, que lhes abriu o coração para uma alegria irreprimível… Com efeito, renasce neles o entusiasmo da fé, o amor pela comunidade, a necessidade de comunicar a boa nova. O Mestre ressuscitou e com Ele toda a vida ressurge; testemunhar este acontecimento torna-se para eles uma necessidade irreprimível”.

Conclusão:

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “Queridos amigos, o Tempo pascal seja para todos nós a ocasião propícia para redescobrir com alegria e entusiasmo as nascentes da fé, a presença do Ressuscitado entre nós. Trata-se de realizar o mesmo itinerário que Jesus fez com que os dois discípulos de Emaús percorressem, através da redescoberta da Palavra de Deus e da Eucaristia, ou seja, andar com o Senhor e deixar-se abrir os olhos ao verdadeiro sentido da Escritura e à sua presença ao partir do pão. O ápice deste caminho, hoje como naquela época, é a Comunhão eucarística: na Comunhão Jesus alimenta-nos com o seu Corpo e com o seu Sangue, para estar presente na nossa vida, para nos renovar, animados pelo poder do Espírito Santo”. (2012)

Oração:

Do Papa Francisco: “Por intercessão de Maria Santíssima, rezemos a fim de que cada cristão, revivendo a experiência dos discípulos de Emaús, especialmente na Missa dominical, redescubra a graça do encontro transformante com o Senhor, com o Senhor ressuscitado, que está conosco sempre. Há sempre uma Palavra de Deus que nos dá orientação depois dos nossos escorregos e através dos nossos cansaços e desilusões, há sempre um Pão partilhado que nos faz seguir adiante no caminho”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

24 de abril de 2017 at 9:22 Deixe um comentário

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