Ceia do Senhor – Também vós deveis lavar os pés uns dos outros – São João 13, 1 – 15 – Dia 13 de abril de 2017

10 de abril de 2017 at 5:12 Deixe um comentário

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1.Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou.

2.Durante a ceia, – quando o demônio já tinha lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo -,

3.sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava,

4.levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando duma toalha, cingiu-se com ela.

5.Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido.

6.Chegou a Simão Pedro. Mas Pedro lhe disse: Senhor, queres lavar-me os pés!…

7.Respondeu-lhe Jesus: O que faço não compreendes agora, mas compreendê-lo-ás em breve.

8.Disse-lhe Pedro: Jamais me lavarás os pés!… Respondeu-lhe Jesus: Se eu não tos lavar, não terás parte comigo.

9.Exclamou então Simão Pedro: Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça.

10.Disse-lhe Jesus: Aquele que tomou banho não tem necessidade de lavar-se; está inteiramente puro. Ora, vós estais puros, mas nem todos!…

11.Pois sabia quem o havia de trair; por isso, disse: Nem todos estais puros.

12.Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: Sabeis o que vos fiz?

13.Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou.

14.Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros.

15.Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós.

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena explicou assim: “Na Missa da Ceia do Senhor, Ele antecipa sua paixão; por isso, na missa, se faz o memorial da morte e ressurreição de Jesus. O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a missa vespertina da Ceia do Senhor, tem seu centro na Vigília Pascal e termina com as Vésperas do domingo da Ressurreição”.

 

O Lava-Pés

“Na Quinta-feira Santa, o Evangelho traz o texto do Lava-pés, ou seja, no fundo é a Igreja querendo ensinar que quem entendeu o significado da eucaristia deixado por Jesus, memorial da Páscoa, da Nova Aliança, quem celebra a eucaristia tem que se colocar a serviço e a serviço de modo humilde, e a serviço dos humildes e dos pequenos”. (Rádio Vaticana)

“Agora, na Última Ceia, Cristo preparou tudo para se despedir dos seus discípulos, enquanto estes se envolviam pela centésima vez na disputa sobre quem seria o maior desse grupo escolhido. Jesus levantou-se da mesa, depôs o seu manto e, pegando numa toalha, cingiu-se. Depois lançou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a limpar-lhos com a toalha com que estava cingido.
Pregou de novo com o exemplo, com obras. Diante dos discípulos, que discutiam por motivos de soberba e de vanglória, Jesus inclina-se e cumpre gostosamente o trabalho próprio de um servo”. (São Josemaria Escrivá)

O Papa Emérito Bento XVI disse que “nos santos Sacramentos, o Senhor novamente se ajoelha diante de nossos pés e nos purifica. Peçamos-lhe que do banho sagrado de seu amor sejamos sempre mais profundamente penetrados e assim verdadeiramente purificados”.

A Instituição da Eucaristia

O Catecismo (§1337) ensina: “Tendo amado os seus, o Senhor amou-os até o fim. Sabendo que chegara a hora de partir deste mundo para voltar a seu Pai, no decurso de uma refeição lavou-lhes os pés e deu-lhes o mandamento do amor . Para deixar-lhes uma garantia deste amor, para nunca afastar-se dos seus e para fazê-los participantes de sua Páscoa, instituiu a Eucaristia como memória de sua morte e de sua ressurreição, e ordenou a seus apóstolos que a celebrassem até a sua volta, “constituindo-os então sacerdotes do Novo Testamento “.

“Na Eucaristia, o nosso Deus manifestou a forma extrema do amor, invertendo todos os critérios de domínio que muitas vezes regem as relações humanas e afirmando de modo radical o critério do serviço: «Se alguém quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos e o servo de todos» (Mc 9,35). Não é por acaso que, no Evangelho de João, se encontra, não a narração da instituição eucarística, mas a do «lava-pés» (Jo 13,1-20): inclinando-Se a lavar os pés dos seus discípulos, Jesus explica de forma inequivocável o sentido da Eucaristia. S. Paulo, por sua vez, reafirma vigorosamente que não é lícita uma celebração eucarística onde não resplandeça a caridade testemunhada pela partilha concreta com os mais pobres (1Cor 11,17-22.27-34)”. (São João Paulo II)

“Que amor, que caridade, a de Jesus Cristo, em ter escolhido a véspera do dia em que ia ser morto para instituir um sacramento por meio do qual permanecerá entre nós, como Pai, como Consolador, e como toda a nossa felicidade! Mais felizes ainda do que aqueles que O conheceram na Sua vida mortal pois, estando Ele num só lugar, tinham de se deslocar de longe para terem a felicidade de O ver, nós encontramo-Lo em toda a parte, e essa felicidade foi-nos prometida até ao fim do mundo. Ó imenso amor de Deus pelas Suas criaturas!” (São João-Maria Vianney)

Conclusão:

“Desde esta noite da Última Ceia, todos nós, filhos e filhas da Nova Aliança no sangue de Cristo, recordamos a Sua Páscoa, a Sua partida graças à morte na cruz. Mas não se trata apenas de uma lembrança. O sacramento do Corpo e do Sangue tornam o Seu sacrifício presente, fazendo com que nele participemos sempre de novo. Neste sacramento, Cristo crucificado e ressuscitado está constantemente conosco, Ele vem constantemente até nós sob a forma do pão e do vinho, até vir de novo, a fim de que o sinal dê lugar à realidade última e definitiva. Que darei eu em troca deste amor «até ao extremo” (São João Paulo II)

Oração:

Com as palavras do Papa Emérito Bento XVI: “A Quinta-feira Santa é um dia de gratidão e de alegria pelo grande dom do amor até o fim, que o Senhor nos fez. Queremos pedir ao Senhor nesta hora que a gratidão e a alegria se tornem em nós a força de amar em união com seu amor. Amém”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

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