Quarto Domingo da Quaresma – Eu creio, Senhor! – São João 9, 1 – 41 -Dia 26 de março de 2017

20 de março de 2017 at 5:12 Deixe um comentário

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1.Caminhando, viu Jesus um cego de nascença.

2.Os seus discípulos indagaram dele: Mestre, quem pecou, este homem ou seus pais, para que nascesse cego?

3.Jesus respondeu: Nem este pecou nem seus pais, mas é necessário que nele se manifestem as obras de Deus.

4.Enquanto for dia, cumpre-me terminar as obras daquele que me enviou. Virá a noite, na qual já ninguém pode trabalhar.

5.Por isso, enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.

6.Dito isso, cuspiu no chão, fez um pouco de lodo com a saliva e com o lodo ungiu os olhos do cego.

7.Depois lhe disse: Vai, lava-te na piscina de Siloé (esta palavra significa emissário). O cego foi, lavou-se e voltou vendo.

8.Então os vizinhos e aqueles que antes o tinham visto mendigar perguntavam: Não é este aquele que, sentado, mendigava?

9.Respondiam alguns: É ele. Outros contestavam: De nenhum modo, é um parecido com ele. Ele, porém, dizia: Sou eu mesmo.

10.Perguntaram-lhe, então: Como te foram abertos os olhos?

11.Respondeu ele: Aquele homem que se chama Jesus fez lodo, ungiu-me os olhos e disse-me: Vai à piscina de Siloé e lava-te. Fui, lavei-me e vejo.

12.Interrogaram-no: Onde está esse homem? Respondeu: Não o sei.

13.Levaram então o que fora cego aos fariseus.

14.Ora, era sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos.

15.Os fariseus indagaram dele novamente de que modo ficara vendo. Respondeu-lhes: Pôs-me lodo nos olhos, lavei-me e vejo.

16.Diziam alguns dos fariseus: Este homem não é o enviado de Deus, pois não guarda sábado. Outros replicavam: Como pode um pecador fazer tais prodígios? E havia desacordo entre eles.

17.Perguntaram ainda ao cego: Que dizes tu daquele que te abriu os olhos? É um profeta, respondeu ele.

18.Mas os judeus não quiseram admitir que aquele homem tivesse sido cego e que tivesse recobrado a vista, até que chamaram seus pais.

19.E os interrogaram: É este o vosso filho? Afirmais que ele nasceu cego? Pois como é que agora vê?

20.Seus pais responderam: Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego.

21.Mas não sabemos como agora ficou vendo, nem quem lhe abriu os olhos. Perguntai-o a ele. Tem idade. Que ele mesmo explique.

22.Seus pais disseram isso porque temiam os judeus, pois os judeus tinham ameaçado expulsar da sinagoga todo aquele que reconhecesse Jesus como o Cristo.

23.Por isso é que seus pais responderam: Ele tem idade, perguntai-lho.

24.Tornaram a chamar o homem que fora cego, dizendo-lhe: Dá glória a Deus! Nós sabemos que este homem é pecador.

25.Disse-lhes ele: Se esse homem é pecador, não o sei… Sei apenas isto: sendo eu antes cego, agora vejo.

26.Perguntaram-lhe ainda uma vez: Que foi que ele te fez? Como te abriu os olhos?

27.Respondeu-lhes: Eu já vo-lo disse e não me destes ouvidos. Por que quereis tornar a ouvir? Quereis vós, porventura, tornar-vos também seus discípulos?…

28.Então eles o cobriram de injúrias e lhe disseram: Tu que és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés.

29.Sabemos que Deus falou a Moisés, mas deste não sabemos de onde ele é.

30.Respondeu aquele homem: O que é de admirar em tudo isso é que não saibais de onde ele é, e entretanto ele me abriu os olhos.

31.Sabemos, porém, que Deus não ouve a pecadores, mas atende a quem lhe presta culto e faz a sua vontade.

32.Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença.

33.Se esse homem não fosse de Deus, não poderia fazer nada.

34.Responderam-lhe eles: Tu nasceste todo em pecado e nos ensinas?… E expulsaram-no.

35.Jesus soube que o tinham expulsado e, havendo-o encontrado, perguntou-lhe: Crês no Filho do Homem?

36.Respondeu ele: Quem é ele, Senhor, para que eu creia nele?

37.Disse-lhe Jesus: Tu o vês, é o mesmo que fala contigo!

38.Creio, Senhor, disse ele. E, prostrando-se, o adorou.

39.Jesus então disse: Vim a este mundo para fazer uma discriminação: os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos.

40.Alguns dos fariseus, que estavam com ele, ouviram-no e perguntaram-lhe: Também nós somos, acaso, cegos?…

41.Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado, mas agora pretendeis ver, e o vosso pecado subsiste.

“Todo coração humilde e aberto ao Senhor beneficia-se da graça divina.  Aquele cego de nascença pôde enriquecer-se com a luz misericordiosa de Cristo.  Pôde alegrar-se com sua cura. Ele é uma nova criatura, libertada, iluminada pelo espírito. Somos todos chamados por Cristo para que, por meio do Batismo que recebemos, deixemos passar sua luz, rompendo as trevas que insistem em nos escravizar e nos dominar. Só em Cristo encontramos  a luz e a liberdade verdadeiras”. (Deus Conosco)

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “Sabemos também que a condição de cegueira tem um significado denso nos Evangelhos. Representa o homem que tem necessidade da luz de Deus – a luz da fé – para conhecer verdadeiramente a realidade e caminhar pela estrada da vida. Condição essencial é reconhecer-se cego, necessitado desta luz; caso contrário, permanece-se cego para sempre ( Jo 9, 39-41)”. (2012)

“Aquele que «ao vir ao mundo, todo o homem ilumina» (Jo 1,9) é o verdadeiro espelho do Pai. Cristo vem ao mundo como imagem fiel do Pai (Heb 1,3) e anula a cegueira dos que não vêem. Cristo, vindo dos céus, vem ao mundo para que toda a carne O veja; mas o cego não podia ver a Cristo, espelho do Pai. Cristo abriu essa prisão; descerrou as pálpebras do cego, que viu em Cristo o espelho do Pai. (São Fulgêncio)

O Papa Francisco explicou que “a nossa vida às vezes é similar àquela do cego que se abriu à luz, que se abriu a Deus, que se abriu à sua graça. Às vezes, infelizmente, é um pouco como a dos doutores da lei: do alto do nosso orgulho, julgamos os outros, e até mesmo o Senhor! Hoje somos convidados a nos abrirmos à luz de Cristo para levar frutos à nossa vida, para eliminar os comportamentos que não são cristãos; todos nós somos cristãos, mas todos nós, algumas vezes, temos comportamentos não cristãos, comportamentos que são pecados. Devemos nos arrepender disso, eliminar estes comportamentos para caminhar decididamente no caminho da santidade”.

Conclusão:

“A cura do cego de nascimento recorda o nosso batismo. Fomos lavados pela água, símbolo de purificação e vida nova, e ungidos com óleo, símbolo da força de Deus para a missão nova que assumimos. Há um contraste entre o caminho percorrido pelo cego e a atitude radical e inflexível das autoridades religiosas. O cego parte da cegueira física, da total dependência para a total autonomia, própria de quem vê; e da ignorância religiosa para a libertação interior da fé”.  (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Oração:

“Ó Deus, hoje vos bendizemos pelo vosso Filho, luz da humanidade, e pelo batismo, que nos imerge nessa luz. Se ainda há cegueira em nós, queremos ser curados para ver as maravilhas que realizais em favor do vosso povo e distinguir o caminho que nos chamais a seguir. Livrai-nos do egoísmo tenebroso e dai-nos buscar a luz esplendente do amor, para caminharmos como filhos e filhas da luz, ver os outros como vossos filhos e nossos irmãos e irmãs”. (Liturgia Diária)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

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