Primeiro Domingo da Quaresma -Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites… – São Mateus 4, 1 – 11- Dia 05 de março de 2017

27 de fevereiro de 2017 at 5:18 Deixe um comentário

imagem atual do deserto da Judeia onde Jesus foi tentado

1.Em seguida, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio.

2.Jejuou quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome.

3.O tentador aproximou-se dele e lhe disse: Se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornem pães.

4.Jesus respondeu: Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus (Dt 8,3).

5.O demônio transportou-o à Cidade Santa, colocou-o no ponto mais alto do templo e disse-lhe:

6.Se és Filho de Deus, lança-te abaixo, pois está escrito: Ele deu a seus anjos ordens a teu respeito; proteger-te-ão com as mãos, com cuidado, para não machucares o teu pé em alguma pedra (Sl 90,11s).

7.Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus (Dt 6,16).

8.O demônio transportou-o uma vez mais, a um monte muito alto, e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe:

9.Dar-te-ei tudo isto se, prostrando-te diante de mim, me adorares.

10.Respondeu-lhe Jesus: Para trás, Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás (Dt 6,13).

11.Em seguida, o demônio o deixou, e os anjos aproximaram-se dele para servi-lo.

O Papa Francisco explicou que “a vida de Jesus foi uma luta: ele veio para vencer o mal, para vencer o príncipe deste mundo, para vencer o demônio. Jesus lutou contra o demônio que o tentou várias vezes e sentiu na sua vida as tentações e também as perseguições. Também nós cristãos, que queremos seguir Jesus, e que por meio do batismo estamos precisamente no caminho de Jesus, devemos conhecer bem esta verdade: também nós somos tentados, inclusive nós somos objeto do ataque do demônio. Porque o espírito do mal não quer a nossa santidade, não quer o testemunho cristão, não deseja que sejamos discípulos de Jesus”.

“Jesus, cheio do Espírito Santo, retirou-se do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto, onde esteve durante quarenta dias, e era tentado pelo diabo.Tudo o que Jesus fez e padeceu foi para nos instruir. Por isso, quis ser conduzido a esse lugar a fim de lutar com o demônio, para que ninguém, de entre os batizados, se sinta perturbado se, depois do seu batismo, sofre as maiores tentações, como se fosse uma coisa extraordinária; deve, antes, suportar tudo isso como se fizesse parte da ordem natural das coisas”. (São João Crisóstomo)

“Sabeis que Jesus, antes de iniciar a vida pública, se retirou em oração quarenta dias no deserto… Procurai estabelecer também vós um pouco de silêncio na vossa vida, a fim de poderdes pensar, refletir e orar com maior fervor e fazer propósitos com maior decisão. É difícil hoje criar “zonas de deserto e de silêncio”, porque se é continuamente arrastado pela engrenagem das ocupações, pelo ruído dos acontecimentos e pela atração dos meios de comunicação, de modo que fica comprometida a paz interior e encontram obstáculos os pensamentos mais altos que devem qualificar a existência do homem. É difícil, mas é possível e importante, saber fazê-lo”. (São João Paulo II)

O Papa Francisco disse ainda: “Se um pensamento, se um desejo te levar pela estrada da humildade, do abaixamento, do serviço ao próximo, é de Jesus; mas se te levar pelo caminho da suficiência, da vaidade, do orgulho ou de um pensamento abstrato, não é de Jesus. Confirma isto a tentação que o próprio Jesus teve que sofrer no deserto:As três propostas que faz o demônio a Jesus eram propostas que queriam afastar Jesus deste caminho, do caminho do serviço, da humildade, da humilhação, da caridade feita com a sua vida».
(2014)

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Jesus vai ao deserto, e ali padece a tentação de deixar o caminho indicado pelo Pai para seguir outras veredas, mais fáceis e mundanas (Lc 4, 1-13). Assim, Ele assume as nossas tentações, traz consigo a nossa miséria, para vencer o maligno e para nos abrir o caminho rumo a Deus, a senda da conversão”.

Conclusão:

Com as palavras do Papa Francisco: “Todos somos tentados porque a lei da nossa vida espiritual, da nossa vida cristã, é uma luta. E isto é uma consequência do fato que «o príncipe deste mundo não quer a nossa santidade, não quer que sigamos Cristo». Certamente alguém de vós – talvez, não sei – pode dizer: mas padre, como é antigo, falar do demônio no século XXI!. Olhai que o demônio existe! O demônio existe também no nosso século. E não devemos ser ingênuos. Devemos aprender do Evangelho como lutar contra ele». (2014-04-11)

Oração:

“Deus, nosso Pai, nós vos bendizemos por Jesus, que jejuando no deserto, nos mostra ser possível fortalecer a fé e tornar fértil a aridez da caminhada. Ele nos ensina a vencer as tentações, que nos afastam do vosso reino. Nós vos pedimos: dai-nos força e resistência para seguir o exemplo do vosso Filho e libertar-nos de todos os ídolos, que podem nos alienar e dominar. Que o alimento de vossa Palavra nos afaste de toda tentação”. (Liturgia Diária)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

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