Quarto Domingo do Advento – Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um Filho – São Mateus 1, 18-24 – Dia 18 de dezembro

12 de dezembro de 2016 at 5:23 Deixe um comentário

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18.Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo.

19.José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente.

20.Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo.

21.Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados.

22.Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta:

23.Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7, 14), que significa: Deus conosco.

24.Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa.

 

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “Neste quarto domingo de Advento, o Evangelho de são Mateus narra como aconteceu o nascimento de Jesus sob o ponto de vista de são José. Ele era o noivo de Maria, a qual, «antes de coabitarem, achou-se que tinha concebido, por virtude do Espírito Santo» (Mt 1, 18). O Filho de Deus, realizando uma antiga profecia ( Is 7, 14), torna-se homem no seio de uma virgem, e este mistério manifesta ao mesmo tempo o amor, a sabedoria e o poder de Deus a favor da humanidade ferida pelo pecado”.

 

Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo.

“Que proveito deve São José ter tirado dos muitos anos de diálogo que manteve quase continuamente com a Santa Virgem! […] Não tenho qualquer dúvida de que o próprio silêncio de Maria foi extremamente edificante e de que só olhar para ela era suficiente para ele se sentir levado a amar Deus e a desprezar tudo o resto. Mas quais não seriam os discursos de uma alma onde o Santo Espírito habitava, onde Deus tinha derramado uma plenitude de graças, que Lhe tinha mais amor que todos os serafins juntos!” (São Claude la Colombière)

O papa Emérito Bento XVI disse que “no Novo Testamento vemos que a fé de Maria, por assim dizer, «atrai» o dom do Espírito Santo. Antes de tudo, na concepção do Filho de Deus, mistério que o próprio Arcanjo Gabriel assim explica: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra» (Lc 1,35). […] O coração de Maria, em perfeita consonância com o Filho divino, é templo do Espírito da verdade (Jo 14,17), onde cada palavra e acontecimento são conservados na fé, na esperança e na caridade (Lc 2,19.51)”.

“Só em ti (Virgem Maria) este Rei tão rico Se rebaixou, este grande soberano Se humilhou, este Deus infinito Se fez pequeno. Ele fez-Se inferior aos anjos (Heb 2,7); pois, sendo verdadeiro Deus e Filho de Deus, encarnou. Mas com que objetivo? Para nos enriquecer a todos pela sua pobreza, nos elevar pelo seu rebaixamento, nos engrandecer fazendo-Se pequeno, nos unir a Deus fazendo-Se homem, para que comecemos a ser um só espírito com Ele (2Cor 8,9; 1Cor 6,17)”. (São Bernardo).

José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo.

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Mesmo que se tenha sentido perturbado, José age «como lhe tinha ordenado o anjo do Senhor», na certeza de fazer o que é justo. Também dando o nome de «Jesus» àquele Menino que rege todo o universo, ele coloca-se na esteira dos servos humildes e fiéis, semelhante aos anjos e aos profetas, semelhante aos mártires e aos apóstolos — como cantam antigos hinos orientais. São José anuncia os prodígios do Senhor, testemunhando a virgindade de Maria, a ação gratuita de Deus, e guardando a vida terrena do Messias”.

O Catecismo (§495) ensina: “Chamada nos evangelhos «a Mãe de Jesus» (Jo 2, 1; 19, 25), Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito Santo e desde antes do nascimento do seu Filho, como «a Mãe do meu Senhor» (Lc 1, 43). Com efeito, Aquele que Ela concebeu como homem por obra do Espírito Santo, e que Se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne, não é outro senão o Filho eterno do Pai, a segunda pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é, verdadeiramente, Mãe de Deus («Theotokos») “.

Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados

O Catecismo (§430) ensina: “Em hebraico, Jesus quer dizer «Deus salva». Quando da Anunciação, o anjo Gabriel dá-Lhe como nome próprio o nome de Jesus, o qual exprime, ao mesmo tempo, a sua identidade e a sua missão (10). Uma vez que «só Deus pode perdoar os pecados» (Mc 2, 7), será Ele quem, em Jesus, seu Filho eterno feito homem, «salvará o seu povo dos seus pecados»(Mt 1, 21). Em Jesus, Deus recapitula, assim, toda a sua história de salvação em favor dos homens”.

O Padre Françoá Costa explicou: “Grande privilégio de S. José: é ele quem dá nome e sobrenome a Jesus. O anjo já tinha dito a José que colocasse o nome de Jesus no menino que nasceria. Além do mais, José, fazendo tudo o que o anjo lhe disse, assumiu Jesus como seu filho adotivo e lhe deu também o sobrenome real: da casa de Davi. Por causa de José, Jesus pode ser chamado também “filho de Davi” e dessa maneira se cumpriu a promessa de que viria um Messias da casa de Davi”.

Conclusão:

Padre Adilson disse assim: “Eis que a virgem conceberá e dará a luz um Filho e será chamado de Emanuel. A promessa de Isaías se vê realizada em Mateus, que vê em Jesus o Emanuel. O nascimento de Jesus é precedido por um ambiente vivido por José e Maria. Como Maria aceitou a mensagem de Deus, também José aceita com fé o sinal. Um fato sem dúvida importantíssimo pelo significado que ela tem no plano de Deus para a humanidade e para sua Igreja”. (Rede Século 21)

Oração:

Do Papa Emérito Bento XVI: “A São José, padroeiro universal da Igreja, desejo confiar todos os Pastores, exortando-os a oferecer «aos fiéis cristãos e ao mundo inteiro a proposta humilde e quotidiana das palavras e dos gestos de Cristo»). Possa a nossa vida aderir cada vez mais à Pessoa de Jesus, precisamente porque «Aquele que é o Verbo assume Ele mesmo um corpo, vem de Deus como homem e atrai para si toda a existência humana, leva-a para dentro da palavra de Deus». Invoquemos com confiança a Virgem Maria, a cheia de graça «adornada de Deus», para que, no Natal já próximo, os nossos olhos se abram e vejam Jesus, e o coração rejubile neste admirável encontro de amor”. 

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

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