Vigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum – E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo – São Lucas 14, 25-33 – Dia 4 de setembro de 2016

29 de agosto de 2016 at 5:42 3 comentários

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25.Muito povo acompanhava Jesus. Voltando-se, disse-lhes:

26.Se alguém vem a mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

27.E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo.

28.Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la?

29.Para que, depois que tiver lançado os alicerces e não puder acabá-la, todos os que o virem não comecem a zombar dele,

30.dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pode terminar.

31.Ou qual é o rei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?

32.De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz.

33.Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.

Muito povo acompanhava Jesus. Voltando-se, disse-lhes: Se alguém vem a mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo

O Papa Francisco disse: “Acreditar na Cruz de Jesus significa O seguir no Seu caminho. Dessa maneira, inclusive os cristãos colaboram com a Sua obra de salvação, aceitando com Ele o sacrifício, o sofrimento, como também a morte pelo amor de Deus e dos irmãos”.

D.Orani Tempesta explicou: “Carregar a cruz – aceitar a dor e as contrariedades que Deus permite em nossa vida, cumprir os deveres próprios, assumir voluntariamente a mortificação cristã – é condição indispensável para seguir o Mestre”.

“Trata-se de uma exigência difícil, que impressionou os próprios discípulos e, ao longo dos séculos, impediu que muitos homens e mulheres seguissem Cristo. Mas precisamente esta radicalidade também produziu admiráveis frutos de santidade e de martírio que, ao longo do tempo, confortam o caminho da Igreja. Ainda hoje estas palavras ressoam como escândalo e loucura (1 Cor 1, 22-25)”. (São João Paulo II)

Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la? Para que, depois que tiver lançado os alicerces e não puder acabá-la, todos os que o virem não comecem a zombar dele, dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pode terminar. Ou qual é o rei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz. Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.

O Padre Adauto Farias disse assim: “É a cruz inevitável do discipulado. Só quem está preparado para defrontá-la, poderá pôr-se no seguimento de Jesus. Duas parábolas ilustram esta situação do discípulo. Ficará sujeito ao ridículo quem se puser a construir uma torre, sem verificar se tem condições para concluí-la. Está fadado à derrota quem vai lutar contra um exército mais forte, sem ter uma ideia exata do seu próprio potencial. Igualmente, quem pretende fazer-se discípulo de Jesus sem avaliar se está em condições de levar adiante este projeto, acabará por abandoná-lo na primeira dificuldade”.

Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.

“O seguimento de Jesus pede muitas vezes a renúncia e o despojamento. Essa coleção de ditos está centrada na dedicação total que é necessária para sermos discípulos de Jesus”. (Site da Rede Século 21)

Jesus “como autêntico Servo do Senhor, cumpriu a sua missão de Messias na solidariedade, no serviço e na humilhação da morte. Trata-se de um Messias que está fora de todos os esquemas e de qualquer clamor, que não se consegue “compreender” com a lógica do sucesso e do poder, com frequência utilizada pelo mundo como critério de verificação dos próprios projetos e ações”. (São João Paulo II)

“Se buscas um exemplo de desapego dos bens terrenos, simplesmente segue Aquele que é o «Rei dos reis e Senhor dos senhores», «em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento» (1Tim 6,15; Col 2,3): Ele está nu na cruz, tornado motivo de escárnio, coberto de escarros, maltratado, coroado de espinhos e, por fim, dessedentado com fel vinagre”. (São Tomás de Aquino)

“O caminho traçado por Deus para o seu Filho é o mesmo que deve ser percorrido pelo discípulo, decidido a colocar-se no seu seguimento. Não existem dois caminhos, mas um só:  o percorrido pelo Mestre. Ao discípulo não é consentido inventar outro”. (São João Paulo II)

 

Conclusão:

Com as palavras de D. Orani Tempesta:  “Para sermos discípulos do Senhor, temos de seguir o seu conselho: “se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16,24). Não é possível seguir o Senhor sem a cruz. As palavras de Jesus Cristo têm plena vigência em todos os tempos, uma vez que foram dirigidas a todos os homens, pois quem não carrega a sua cruz e me segue – diz-nos Ele a cada um – não pode ser discípulo (Lc 14,27)”.

Oração:

Do Papa Emérito Bento XVI: “O Senhor conceda que cada um de nós deposite sempre a nossa esperança sólida nele, persuadidos de que, seguindo-o e carregando a nossa cruz, chegaremos juntamente com Ele à luz da Ressurreição”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

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Oração de Santo Agostinho Martírio de São João Batista – 29 de agosto

3 Comentários Add your own

  • 1. danilomaxbr  |  4 de setembro de 2016 às 9:42

    Republicou isso em pensamentoseimpressoese comentado:
    Belíssimas e edificantes reflexões do Santo Evangelho de hoje, 23o Domingo do Tempo Comum! Leiamos, aprendamos e – sempre com a Graça de Deus, do começo ao fim -, PRATIQUEMOS!

    Fiquemos todos sempre com Deus!

    Amém.

    Responder
  • 2. danilomaxbr  |  4 de setembro de 2016 às 9:42

    Belíssimas e edificantes reflexões do Santo Evangelho de hoje, 23o Domingo do Tempo Comum! Leiamos, aprendamos e – sempre com a Graça de Deus, do começo ao fim -, PRATIQUEMOS!

    Responder
  • 3. danilomaxbr  |  4 de setembro de 2016 às 9:43

    Fiquemos todos sempre com Deus!

    Amém.

    Responder

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